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ENELRUY FREITAS LIRA FORTALEZA, 14 DE NOVEMBRO DE 2006 Curso de Clarinete

Curso de clarinete - Enelruy Lira

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  • ENELRUY FREITAS LIRA

    FORTALEZA, 14 DE NOVEMBRO DE 2006

    Curso de

    Clarinete

  • Enelruy Lira 2

    Uma breve Histria do Clarinete

    Por volta de 1690, durante o Barroco, um fabricante de instrumentos que vivia em Nuremberg, na Alemanha, chamado Johann Christoph Denner, resolveu aperfeioar a flauta doce para que ela no casse no esquecimento. O fabricante pegou numa palheta de bambu, cortou a parte da frente do bico de uma flauta doce e colocou a palheta sobre o corte. Assim, era inventado o Chalumeau, que ao contrrio do que Denner esperava, levou decadncia da flauta doce, pois era considerado um instrumento completamente diferente.

    Em 1812 Ivan Muller apresentou um novo design para o clarinete. O novo instrumento tinha 13 chaves. Foi este o som de clarinete que fascinou Mozart.

    Em meados do sculo XVII Theobald Boehm, um alemo, aplicou no clarinete um sistema de argolas reunidas em torno dos buracos por uma haste mvel, j aplicado na flauta. Esse conjunto aumentou ainda mais a extenso do clarinete e fixou um dos sistemas de digitao utilizados at hoje.

    No sculo XIX, durante o Romantismo, o clarinete atinge a popularidade mxima, e vrios compositores como Carl Maria von Weber, Johannes Brahms, Shubert e Shumman dedicam-lhe diversas e excelentes obras.

  • Enelruy Lira 3

    Na msica contempornea, compositores como Bla Bartk, Stravinsky, Cladio Santoro e Olivier Messiaen ( com o Quarteto para o Fim dos Tempos ) no vm limites para o clarinete. Na msica popular foi um dos primeiros instrumentos introduzidos no Jazz.

    A famlia do clarinete, para alm do modelo base o soprano em Sib (2)-, inclui muitos instrumentos, mas s mais trs so usados regularmente: a requinta em Mi b (1), mais aguda e de som penetrante; o soprano em l; e o baixo em Sib (3), uma oitava abaixo do soprano.

    (1) (2) (3)

    Um instrumento chamado Clarinete

    O Clarinete um instrumento de tubo cilndrico, palheta simples batente, regido pela lei acstica dos tubos fechados, possuindo uma chave que, embora denominada chave de oitava, permite dar a 12 das notas fundamentais.

    Constitudo sobretudo em madeira de bano, divide-se em cinco partes (fig.abaixo) que encaixam umas nas outras atravs de entalhes revestidos de cortia: o corpo superior, que contm o mecanismo accionado pela mo esquerda; o corpo inferior, que contm o mecanismo accionado pela mo direita; o pavilho ou campnula que est fixo na extremidade do corpo inferior; o barrilete, que prolonga o corpo superior e onde se encontra encaixada a boquilha, na qual se fixa a palheta atravs de uma abraadeira (normalmente de metal).

  • Enelruy Lira 4

    O Som

    Uma das maiores dificuldades para o aluno que inicia os estudos em clarinete est relacionado com a emisso do som.

    A qualidade do som depende essencialmente de trs factores:

    Fsico

    Tcnico

    Material

    O factor fsico engloba todas as caractersticas do aluno, desde a sua estrutura fsica (altura, peso, etc.), at especificidade da sua embocadura (lbios, maxilar). Desta forma, quando um aluno comea a aprendizagem do clarinete, o professor deve ter em conta as suas caractersticas pessoais, e a sua pedagogia deve contemplar uma adaptao ao indivduo, de maneira a que cada um encontre a forma de tocar que o faa sentir melhor (tocar naturalmente).

  • Enelruy Lira 5

    No que respeita ao factor tcnico, podemos dividi-lo em duas componentes base: a embocadura e a coluna de ar; assim, atravs de uma correcta colocao da embocadura na boquilha que a emisso do som vai resultar ou no. A coluna de ar determina a durao, intensidade e cor do som (timbre); a presso rpida do ar origina um som timbrado e cheio. Logicamente, a interrupo da coluna de ar dar origem interrupo do som.

    Finalmente, o factor material est relacionado com a qualidade e/ou adequao dos materiais utilizados; dever existir compromisso entre as caractersticas fsicas do indivduo e o tipo de instrumento e acessrios usados. No que respeita escolha de boquilha e palhetas (parte primordial para a emisso do som), estas devem seguir uma lgica baseada no tipo de abertura da boquilha: quanto mais aberta for a boquilha mais brandas devero ser as palhetas, e quanto mais fechada mais fortes devero ser. No entanto, os trs factores mencionados no podem ser dissociados, o que faz com que no existam regras estanques, uma vez que cada indivduo deve escolher o material que o fizer sentir melhor no seu desempenho como clarinetista.

    A Respirao

    A emisso do som a primeira etapa das muitas que compem o estudo do clarinete. Como base terica (e tcnica) para os primeiros sons, o aluno deve compreender o mecanismo da respirao, uma vez que o clarinete exige um grande controle da produo do ar, que leva emisso do som.

    Podemos dividir o processo da respirao em dois momentos: o primeiro o movimento da inspirao - o indivduo aspira o ar atravs da boca (e nariz) e armazena-o nos pulmes (caixa torcica); o segundo a expirao, que se realiza por meio de uma coluna de ar, apoiada pelo msculo diafragmtico que ir ser expelida pela boca e com a sua passagem pela palheta (e boquilha) transformar as vibraes em sons com alturas determinadas. Com a experincia, o aluno compreender a relao quantidade de ar / altura do som, que dever estar sempre presente.

    Os primeiros sons

  • Enelruy Lira 6

    O emitir do som no clarinete deve estar baseado numa atmosfera de descontraco e relaxe. O aluno no dever estar preocupado com alturas definidas, posies da mo ou outros factores, mas sim com a coluna de ar e posio da embocadura. Desta forma, os primeiros sons devero ser experimentados na boquilha mais barrilete, ambos separados do instrumento, libertando o aluno de qualquer presso. Atravs de slabas tipo TE ou TA, o aluno deve procurar o som e a partir do mesmo usar diferentes duraes.

    Aps atingido o objectivo de emisso do som atravs da boquilha, proposto ao aluno um novo desafio: as alturas definidas. Comeando com a dedilhao da mo esquerda o aluno deve iniciar a aprendizagem do mecanismo superior, uma vez que so notas com posies simples, o que facilita a emisso do som.

    Uma vez consolidada a tcnica referente mo esquerda, o professor deve iniciar o aluno nas dedilhaes da mo direita, seguindo-se a mudana de registo e o registo mdio e agudo do clarinete.

    Apesar de parecer bastante simples, de grande importncia que o aluno faa uma correcta aprendizagem da tcnica de base, visto ser desta que ir resultar o seu futuro desempenho musical. Assim, a tcnica o que, lado a lado com a qualidade do som e expresso musical distingue o clarinetista.

    O aluno deve ganhar hbitos de trabalho srio, quer no estudo individual, quer na performance do trabalho de conjunto. Assim, o professor, como o primeiro elo de ligao do aluno ao seu instrumento, deve promover ambas as vertentes, podendo ser ele o primeiro grupo de cmara do aluno, incentivando-o assim performance de conjunto, promovendo as capacidades de audio, afinao, improvisao e integrao musical.

    Este tipo de trabalho ajuda o aluno a explorar as potencialidades do seu instrumento, atravs de uma conjugao com outros da mesma famlia (qualquer que seja a formao - trio, quarteto, quinteto, etc. ), levando-o a partilhar experincias e truques; ser enfim, um emergir no mundo do estudo do clarinete.

    O Clarinete em Frana

  • Enelruy Lira 7

    A Frana foi extremamente importante na histria deste instrumento, nomeadamente no sculo XIX, quando as inovaes tcnicas do clarinetista parisiense Klos se juntaram s novidades do construtor de instrumentos Louis Buffet. Aliado a isso, houve no mesmo perodo uma srie de cursos promovidos pelo Conservatrio de Paris, que ajudaram a consolidar um estilo genuinamente francs de msica para o clarinete. Um bom exemplo deste estilo a Rapsdia para Clarinete em Si bemol e Piano de Debussy, que era um dos membros que examinava os instrumentistas de sopro no Conservatrio de Paris. Podemos assim dizer que o sucesso que o clarinete alcanou na histria da msica deve-se, em grande parte, ao seu timbre, que comparvel voz humana. Alm disso, trata-se de um instrumento de grande extenso e agilidade, que funciona bem em todos os registros. A obra de Darius Milhaud, Sonatina op. 100, explora de forma bastante curiosa as possibilidades expressivas do clarinete, com ritmos quebrados e uma certa atmosfera cubista baseada na poli tonalidade. Milhaud integrou um grupo de compositores que entrou para a histria da msica como "O Grupo dos Seis". A importncia deste grupo deve-se ao facto de ter sido a grande ponte para o modernismo francs, pois as suas obras apontam para um caminho bastante original da produo musical francesa. Outro membro importante do Grupo dos Seis foi Arthur Honnegger, um suo formado pelo Conservatrio de Paris. Embora se diga que este grupo se colocava de forma oposta esttica impressionista, a influncia de Debussy sobre Honegger foi enorme e realada pelo prprio compositor, que no escondia a sua admirao por Debussy. Para o clarinete, Honegger escreveu uma Sonatina bastante idiomtica composta em trs movimentos. Outro membro do Grupo dos Seis a escrever uma obra importante para o clarinete foi Francis Poulenc. A sua Sonata, escrita em 1962, uma ano antes da sua morte, tem em comum com a ltima fase de Debussy a mesma busca da beleza sonora e a explorao das possibilidades tcnicas do instrumento.

    Curiosidades sobre o clarinete

    O nome clarinete , na verdade, uma aluso pejorativa da sonoridade dos primeiros instrumentos que era bastante spera e estridente, sendo um diminutivo de clarino, nome dado ao registro agudo do trompete. Se o clarinete

  • Enelruy Lira 8

    daquela poca possusse a sonoridade dos instrumentos actuais ele no teria este nome.

    A primeira obra terica para o clarinete data de 1764. Chamava-se Essai dinstruction lsage de ceux Qui composent pour la clarinette et le cor, escrito por Valentin Roeser.

    O clarinete foi introduzido na orquestra de Mannheim em 1758, graas ao entusiasmo de Carl Stamitz, que se encantou com as possibilidades expressivas do instrumento, demonstradas pelo seu grande amigo e fundador da escola de clarinete na Alemanha, Joseph Beer (1744-1811).

    De Mozart sobre o clarinete, em uma carta enviada a seu pai, aps uma audio de uma pea para o instrumento: "...se ao menos tivssemos clarinetes...".

    A palheta feita de cana, mas encontramos referncias do perodo clssico que dizem que ela podia ser feita de pinho, abeto e, at mesmo, espinhas de peixe.

  • Enelruy Lira

    Quadro de Dedilhados do Clarinete

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    Enelruy Lira

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    Escala Diatnica Natural

    Estudos Sobre Notas Longas

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    Enelruy Lira

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    2 Exerccios de Mecanismos

    Enelruy Lira

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    Enelruy Lira

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