Revista+naubi2, + Arquitectura Sustentável

  • Published on
    13-Nov-2014

  • View
    317

  • Download
    2

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Inclui artigo sobre Arquitectura Sustentavel, com princpios bsicos a seguir de acordo com diversos autores, e com base na experincia pessoal de projectos e obras, apresentando-se exemplos do autor

Transcript

<ul><li> 1. A+Um a g a z i n e R e v i s t a d o N c l e o d e a r q u i t e c t u r a d a U n i v e r s i d a d e d a B e i r a I n t e r i o r n3maio 2010 </li></ul><p> 2. 2 3. 4 4. 4 O avano tecnolgico transforma, obrigatoriamente, o ensino da arquitectura. O estudante de arquitectura utiliza as novas ferramentas digitais com a mesma facilidade com se que utilizavam as convencionais (lpis, papel, rgua, etc.). Quer isto dizer que a arquitectura, tal como foi ensinada e praticada at ao m dos anos 80, desapareceu ? Existe sempre uma inrcia inicial, sempre que surgem novas tecnologias, e quando essas n o v a s t e c n o l o g i a s s o associadas a novas formas de ver o Mundo, e que impliquem n o s u r g i m e n t o d e u m a reorganizao espacial do ponto de vista da forma, a contestao , naturalmente, muita. Os futuros arquitectos, levam uma bagagem informativa e cultural muito grande e sempre em constante actualizao. essa actualizao que confunde os mais nostlgicos. Os cursos de Arquitectura so c a d a v e z m a i s t u t o r i a i s , funcionando com uma base muito slida na maturidade do aluno, que o levar a pesquisar e se interessar por determinados contedos, que em conjunto com o apoio de arquitectos/ professores, sero aplicados em novas formas de projecto. O avano tecnolgico e as condies que o Mundo actual n o s o f e r e c e , l e v a - n o s a p r o b l e m a s n u n c a a n t e s i m a g i n a d o s , c o m o a sustentabilidade ou a nano- tecnologia. Problemas, que em muitos casos se transformam por anttese na soluo. A arquitectura transformou-se, tornou-se tecnolgica e ao mesmo tempo muito mais artstica, uma vez que novas formas de arquitectura esto a surgir, incutindo um ar e s c u l t r i c o , e m q u e s e transforma numa pele criativa e tecnologicamente avanada, em relao a uma estrutura. A forma cobre a funo. Muitas vezes o que parece no o ! Estamos perante uma nova conscincia arquitectnica O Caos organiza-se a ele prprio. Prof.Doutor,arquitectoLusMoreiraPinto MENSAGEM DO DIRECTOR DE CURSO.A+U 5. 5 Reabilitao de moradias na Madalena, Pico (sismo de 1998) Arq.Tiagovarela PROJECTO .A+U A interveno para a reabilitao de 170 moradias, danicadas pelo sismo de 9 de Julho de 1998, na Ilha do Pico (maioritariamente localizadas no Concelho da Madalena), representa um importante e srio trabalho de arquitectura desenvolvido pela OA Ocina de Arquitectura (em consrcio com a Betar), tanto do ponto de vista social, como do ponto de vista cultural e tcnico. A metodologia de interveno passou por formar um gabinete satlite, de arquitectura e engenharia, na Madalena (OA Madalena). Este gabinete, no espao de tempo de um ano, procedeu ao levantamento rigoroso de cada uma das casas (desenho, danos, estado de conservao, habitabilidade, e t c . ) , a s s i m c o m o d a composio do agregado familiar. Pelo facto de assegurar uma permanente colaborao local entre arquitectos e engenheiros foi possvel a p r e s e n t a r , c o m o levantamento, um diagnstico em que se preconizaram desde logo as solues (em estudo prvio) e os respectivos oramentos que se revelaram serem extremamente veis. 6. 6 A arquitectura tradicional do Pico representa um patrimnio de grande interesse que marca fortemente a imagem da ocupao humana na Ilha. O desao foi o da preservao desse patrimnio, conferindo-lhe condies de habitabilidade (resolvendo o grande desfasamento entre as condies inerentes s tipologias existentes e os nveis de habitabilidade actualmente exigveis) e de resistncia anti-ssmica que no possuam, adaptando e transformando as tipologias tradicionais, sem contudo as descaracterizar. Esta interveno permitiu evitar a demolio, com o acordo dos prprios moradores e do CPR (Centro de Promoo da Reconstruo), mais de 85% das casas sinistradas. Arq.Tiagovarela PROJECTO .A+U Cliente: Secretaria Regional da Habitao e Equipamentos, Delegao da Ilha do Pico Centro de Promoo da Reconstruo Projecto finalizado em: Novembro 2000 Obras iniciadas em: Fevereiro 2001 Custo global da Obra: 5.980.000,00 7. 7 ARTIGO .A+U A Obra: A construo um acto primrio e quase instintivo de abrigo e defesa face s ameaas dos lugares que ocupamos. A construo cumpre- se quando nos defende do frio, do vento, do calor, do fogo, quando limita a nossa propriedade, Para que a construo assuma valor de arquitectura tem de ir mais alm. Tem que emocionar, que qualicar o seu utente. Tem que ascender simblica e estabelecer relaes com os seus interlocutores. A construo s se torna arquitectura quando a levamos na memria depois de a experimentar. Quando lhe reagimos. O Observador: Se a qualicao da obra depende da nossa reaco, da emoo que nos promove, ento a qualicao no um valor absoluto e estrito da obra, mas tambm um valor relativo e dependente do eu que a experimenta. Para que se verique a relao entre a obra e o utente no basta que a obra seja de grande qualidade, j que tambm o utente tem que ser qualicado. Um ser desprovido de inteligncia, de cultura, de memria, de sensibilidade sensorial, no conseguir apreciar a mais notvel das obras, sendo-lhe por isso estrangeiro. A grande obra de arquitectura, como a grande msica ou a grande poesia precisam de pessoas culturalmente apetrechadas e disponveis para a compreenderem e valorizarem. Arq.JosRomano Arq. Jos Romano O Direito a Arquitectura 8. 8 O utente tem que ser sensvel ao que lhe externo e a experiencia ser to mais forte quanto mais disponvel lhe estiver e na justa medida em que ela remeta para experiencias anteriores de conforto. Tal como na literatura, a experincia emprica de arquitectura reporta-se a imagens, guras de estilo, citaes de outras imagticas, lugares vividos ou sonhados, lmes ou imagens, textos, experiencias, sensaes. essa condio de ser emocionavel que nos distingue dos bichos e que mais nos aproxima do belo, do sublime. Essa uma condio sensorial, mas sobretudo mental. Pressupe a pr-disposio do ser para a experincia. A Arquitectura: assim que s na extrema e rara circunstncia de se encontrarem as grandes obras com os mais disponveis e qualicados utentes que se d a experincia arquitectnica mais profunda. Para tanto Julgo ser dever comum das elites culturais, em particular dos arquitectos, mas tambm dos estados, promoverem a prtica da boa arquitectura mas tambm o seu conhecimento e compreenso porque s dessa maneira ela se torna perceptvel e valorizada. Temos de actuar no duplo e paralelo caminho de qualicar as coisas e as pessoas que as usam ao mesmo tempo. A no ser assim jamais se encontraram. A arquitectura, na sua dimenso de arte, qualicadora do ser. A experiencia arquitectnica enriquece-nos. Devemos por isso pugnar pelo direito comum a essa condio maior, pelo que isso representa de ascenso social da nossa comunidade. Temos direito Arquitectura! Arq.JosRomanoARTIGO .A+U 9. 9 ARTIGO .A+U Construo Sustentvel arquitectura e ambiente: amigos para sempre Arq. Nuno Martins I docente na ESAP Os novos critrios: anlise do ciclo de vida e da energia incorporada Construir de forma sustentvel implica projectar a partir da anlise do ciclo de vida dos edifcios e, nessa lgica, atendendo chamada energia incorporada dos materiais resultante da soma da energia relativa extraco das matrias-primas, seu posterior processamento, manuseamento, transformao, transporte, aplicao, manuteno e desmonte (no nal de vida). A escolha de materiais e processos construtivos com baixa energia incorporada (o tijolo cermico, por exemplo, fabricado em fornos a altas temperaturas, obrigando a elevados gastos energticos e nmero de emisses) e com longa durabilidade (o que permitir amortizar durante mais anos os custos associados) e ponderando ainda a quantidade de gua consumida no seu processamento e fabrico (alguns materiais como o Beto, o ao e o alumnio implicam grandes quantidades) deve estar, portanto, estar no centro das preocupaes com os impactes ambientais adversos e com o esgotamento dos recursos (fsseis e gua). No quadro do desenvolvimento sustentvel, torna-se imperativo, por um lado, reforar a conscincia ambiental de cada cidado; por outro, aclarar a responsabilidade social do arquitecto, dos engenheiros, dos promotores, dos construtores e dos fornecedores no processo de produo de edifcios. Arq.NunoMartins 10. 10 A chamada construo sustentvel ou bioclimtica est focada nos temas dos consumos de energia, da anlise do ciclo de vida dos materiais, do uso da gua e da gesto dos resduos. No seu projecto, atende-se, em especial, s condies do terreno, ao movimento aparente do sol, s correntes de ar, fazendo reectir estes aspectos na matriz de distribuio interior, na abertura e orientao dos vos. Evitando a instalao de ar condicionado, procura tirar partido dos elementos arquitectnicos habituais para alcanar um melhor desempenho ambiental. A aparncia nal da obra continua ser varivel, funo da criatividade, da imaginao do arquitecto e do oramento disponvel. Portanto, construir de modo sustentvel em nada colide com uma linha de trabalho que aspire a uma boa arquitectura, a uma arquitectura de autor. Segue-se um exemplo de um projecto situado numa povoao na periferia da cidade de Coimbra. Sendo este dirigido a uma famlia no numerosa, implanta-se numa colina voltada a poente, nos limites da aldeia, numa zona j pouco habitada, mas de excelente enquadramento paisagstico. Procurou-se harmonizar a relao da construo com a paisagem e a natureza, relevo e clima local, ao mesmo tempo que se dava resposta a um exigente programa funcional (zonas de estar com barbecue e forno, escritrio, jardim suspenso, miradouro, sauna, jardim de inverno, adega, piscina e pomar). Arq.NunoMartins ARTIGO .A+UARTIGO .A+U 11. 11 As solues escolhidas apontam para um elevado padro ao nvel do desempenho energtico e ambiental: Estruturas leves (tubulares) em ao galvanizado reciclado e paredes (interiores e exteriores) constitudos constitudas por placas base de bras de madeira pelo exterior e gesso cartonado pelo interior, com l de rocha na caixa-de-ar, soluo de conjunto que representa pouca massa, baixa energia incorporada, baixo impacto ecolgico (nvel de emisses), reduo e resduos e elevado potencial de reutilizao e reciclagem Beto armado em parede dupla com isolamento trmico no interior, com o Beto aparente de ambos lados, funcionando como elemento de armazenamento trmico Isolamento trmico pelo exterior, tipo 'capoto' Exposio Sul das zonas de estar e da cozinha, com envidraado protegido por pala Poucas aberturas a Norte e quartos virados a Nascente Piscina biolgica (com tratamento natural, base de algas) promovendo o arrefecimento evaporativo junto sala, refrescando e humedecendo o ar dos ventos dominantes de Poente Jardim de Inverno com tripla exposio protegido por ripado de madeira e com portas de abrir Arq.NunoMartins ARTIGO .A+UARTIGO .A+U 12. 12 Ripado de madeira com sistema amovvel nos vos, a proteger a fachada poente e Sul, Madeira de pinho portuguesa tratada e proveniente de orestas sustentveis, Coberturas ajardinadas com espcies vegetais que absorvem a humidade do ar Caixilharia de vidro duplo em alumnio com corte trmico e revestimento baixo emissivo Solues de ventilao cruzada e ascensional (com bandeiras e clarabias) Sistema de aquecimento / arrefecimento terra-ar, dispensando ar condicionado Sistema solar trmico para aquecimento das guas sanitrias Fogo de sala alimentado com biomassa e funcionando como recuperador de calor Construo modulada, minimizando a produo de resduos durante a obra e base de materiais no compsitos, facilitando o desmonte, a reutilizao e reciclagem Reutilizao das guas da chuva (regas, mquinas e para o abastecimento da piscina) Arquitectos: Nuno Martins e Pedro Gonalves Custo/m2 nal da obra (sem contabilizar domtica e piscina biolgica) = 575 Euros+IVA ARTIGO .A+UARTIGO .A+U 13. 13 14. 14 ABSTRAO E GEOMETRIA - PAISAGEM URBANA 1. COEXISTINDO VARIAS LEIS GEOMTRICAS POR SOBREPOSIO: 23397 FABIO PEIXOTO 2. VARIAS LEIS INDEPENDENTES: 23397 FABIO PEIXOTO ESTRATGIAS DA FIGURAO FIGURA HUMANA 3. DESCONTEXTUALIZAO : 24139 MARIA CARLA GONALVES 4. ESTRANHAMENTO DA GEOMETRIA DE UMA PARTE DA OBRA : 24149 SUSANA COUTO FRAGMENTAO E GEOMETRIA MACRO (PORMENOR) 5. FRAGMENTAO COMPLEXA DA FORMA: 22956 TNIA RIOS 1 2 FOTOGRAFIA .A+U 15. 15 3 4 5 FOTOGRAFIA .A+U 16. 16 Parte 1. Ideograma No mbito do primeiro exerccio da disciplina de projecto II foi- nos pedida a realizao de uma srie de 9 ideogramas com temas pr-denidos. Seguidamente foi feita a escolha de um dos ideogramas que seria a linha a seguir no desenvolvimento do modelo tridimensional. O tema escolhido foi o claro e complexo. Assente neste conceito, optei por usar smbolos simples que o expressassem. O conceito de claro foi representado por uma linha horizontal, e o conceito de complexo foi representado por uma espcie de espiral, ainda que remetida a linhas rectas. O objectivo era que o primeiro conceito fosse de leitura fcil e que o segundo, por sua vez, tivesse uma vertente mais mstica uma vez que nos remete a uma forma quase labirntica. MariaGonalvesn24139PROJECTO 2 ANO .A+U Prof. Doutor Jacek Krenz 17. 17 Parte 2. Forma Arquitectnica O segundo exerccio, assente no mesmo ideograma tinha como nalidade atribuir-lhe uma forma arquitectnica. Essa forma arquitectnica devia ser um espao comercial deixado ao critrio do aluno. Partindo do modelo anterior a soluo passou por inverter a forma numa tentativa de procura de jogos de luz, bem como de um maior dinamismo entre o jogo proporcionado pelas diferentes cotas das paredes. Estes elementos deviam provocar um conjunto de emoes. Com base nesta ideia, o conceito que mais se enquadrou foi o de uma galeria, ainda que com caractersticas particulares, uma vez que o edifcio pretende revelar por si prprio uma pea de arte. Esta galeria no tem contudo uma entrada ou percurso denido, deixada ao usufruto do espectador, a ideia no criar uma barreira entre o Homem, o edifcio e a arte em si. Este projecto foi idealizado para estar num mbito natural. MariaGonalvesn24139 PROJECTO 2 ANO .A+U 18. 18 PROJECTO 2 ANO .A+U Parte 3 Family House MariaGonalvesn24139 No terceiro exerccio foi-nos proposta a projeco de uma habitao familiar. Essa habitao devia ter duas partes distintas: uma destinada a habitao e outra destinada a uma rea comercial. Este foi um exerccio que nos ofereceu j uma srie de condicionantes uma vez que foi dada turma a planta de uma cidade em que foi atribudo a cada aluno um lote especco para o desenvolvimento do mesmo. 19. 19 PROJECTO 3 ANO .A+U Um dos elementos que dene este projecto a longa escadaria que se prolonga desde o ponto mais baixo do terreno atravessando todo o conjunto de edifcios (Centro de Actualizao de Docentes e duas Residncias) at ao ponto mais alto do mesmo. A perspectiva da escadaria forma uma unio entre todas as partes elevando-se de forma espiritual acompanhada em profundidade pela imagem do cu e da natureza. Esta deixa de ser apenas um elemento de acessos e passa a ser uma zona de convvio, de passeio e de lazer. Ana...</p>