?· te atua nas fraquezas humanas. O leque das fraquezas humanas é bem vasto: há pessoas com tipos…

  • Published on
    03-Dec-2018

  • View
    212

  • Download
    0

Embed Size (px)

Transcript

  • Uma publicao da Igreja Batista da Lagoinha

    Copidesque e Reviso

    Fabiana Guimares Coelho

    Diagramao:

    Matheus Freitas

    Capa:

    Quartel Design

  • 5

    ApresentAo

    Nossa jornada crist muito interessante: ela viva, repleta de desafios e decises a serem to-madas. Esta mensagem fala dos desafios para per-manecermos no caminho certo enquanto lutamos pela construo diria de nossa santidade.

    A santidade como uma obra na qual trabalha-remos por toda a vida, pois ela a transformao que vivenciamos enquanto Cristo formado em ns. Porm, o inimigo est sempre espreita aguar-dando algum descuido para sabotar esse processo. Seu objetivo interromper a obra de santificao e atrapalhar nosso relacionamento com Deus.

  • 6

    Necessitamos de perspiccia para percebermos as tentativas de ataque do inimigo, por isso apren-deremos com Neemias algumas estratgias prticas de defesa para aplicarmos no dia a dia.

    Nossa obra de santificao no pode parar! Mas se voc sente que, em algum momento, sua santifi-cao foi interrompida, no desanime! Nosso Deus o Deus da segunda chance, da terceira chance e da quarta... Basta que voc se arrependa e volte ao lugar onde parou. A obra est l: os tijolos, a massa, as ferramentas. Seus companheiros esto l, e tam-bm o Esprito Santo, cheio de alegria, aguardando o seu retorno.

    Por isso, fao este convite a todos: Mos obra!

    Ana Paula Valado Bessa

  • 7

    Introduo

    A santificao o nosso aperfeioamento inspi-rado na pessoa de Cristo e deve ser uma constante na vida dos filhos de Deus. Ela um jeito de ser e de viver que agrada ao Pai. Estamos sendo aprimora-dos no presente. Na eternidade, quando Ele se ma-nifestar, seremos semelhantes a Ele, pois o veremos como Ele .

    Vejam como grande o amor que o Pai nos con-cedeu: sermos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o mundo no nos conhe-ce, porque no o conheceu. Amados, agora so-mos filhos de Deus, e ainda no semanifestou o

  • 8

    que havemos de ser, mas sabemos que, quan-do ele se manifestar seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele . Todo aquele que nele tem esta esperana purifica-se a si mesmo, assim como ele puro. (1Jo 3,1-3)

    Essa esperana magnfica de vermos Deus face a face e permanecermos em Sua doce presena deve nos impulsionar a buscarmos continuamente a san-tificao.

    Mas nesta jornada, muitas vezes passamos por situaes complicadas, e nossa santificao pode ser interrompida. Satans o piv dos ataques para atrapalhar e paralisar esse processo, e ele geralmen-te atua nas fraquezas humanas.

    O leque das fraquezas humanas bem vasto: h pessoas com tipos variados de vcios, h quem ame o dinheiro, h pessoas com temperamentos que sacrificam seu convvio com os outros, h pessoas muito egostas, h exploradores, h desonestos. Enfim, o ser humano possui inmeros problemas e pecados, mas Jesus ensina a todos, pois Ele o mo-delo perfeito a ser seguido.

    Nesta mensagem faremos uma comparao entre o nosso processo da santificao e a obra

  • 9

    de reconstruo dos muros de Jerusalm, que foi comandada por Neemias. Antes de continuarmos, faa um exerccio de imaginao: pense em tijolos muitos tijolos e um muro construdo em partes, destrudo em outras, com tijolos fora do lugar e at entulhos. Visualize o trabalho a ser feito. um desa-fio motivado por uma causa maravilhosa!

  • 10

  • 11

    A obrA de neemIAs

    Vamos histria! Neemias era um judeu escra-vizado pela Babilnia que trabalhava como copeiro do rei. Naquela poca os judeus foram espalhados pelas naes e passavam por grande sofrimento. Neemias recebeu a notcia de que Jerusalm estava em runas, com seus muros destrudos e as portas queimadas. Jerusalm era o lar dos judeus. Com sua cidade em runas e sem a proteo dos muros, o povo de Deus ficava ainda mais vulnervel, fragili-zado e merc dos inimigos.

  • 12

    Ao saber sobre o estado em que se encontrava sua cidade, Neemias se entristeceu profundamente, chorou e orou a Deus. Pediu ao Senhor misericrdia para o povo, e sua orao foi respondida. O rei con-cedeu a Neemias licena para ir at Jerusalm com o intuito de reconstruir seus muros.

    Leia a passagem de Neemias 3.1-23, pois anali-saremos a atuao de Neemias e todo o cenrio que envolve o processo de reconstruo: os empecilhos externos e internos.

    Quando Sambalate soube que estvamos reconstruindo o muro, ficou furioso. Ridicula-rizou os judeus e, na presena de seus com-patriotas e dos poderosos de Samaria, disse: O que aqueles frgeis judeus esto fazendo? Ser que vo restaurar o seu muro? Iro ofe-recer sacrifcios? Iro terminar a obra num s dia? Ser que vo conseguir ressuscitar pe-dras de construo daqueles montes de entu-lho e de pedras queimadas? Tobias, o amo-nita, que estava ao seu lado, completou: Pois que construam! Basta que uma raposa suba l, para que esse muro de pedras desabe!

    Ouve-nos, Deus, pois estamos sendo des-prezados. Faze cair sobre eles a zombaria.

  • 13

    E sejam eles levados prisioneiros como des-pojo para outra terra. No perdoes os seus pecados nem apagues as suas maldades, pois provocaram a tua ira diante dos construtores.

    Nesse meio tempo fomos reconstruindo o muro, at que em toda a sua extenso chega-mos metade da sua altura, pois o povo esta-va totalmente dedicado ao trabalho.

    Quando, porm, Sambalate, Tobias, os rabes, os amonitas e os homens de Asdode soube-ram que os reparos nos muros de Jerusalm tinham avanado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos jun-tos planejaram atacar Jerusalm e causar con-fuso.

    Mas ns oramos ao nosso Deus e colocamos guardas de dia e de noite para proteger-nos deles. Enquanto isso, o povo de Jud come-ou a dizer: Os trabalhadores j no tm mais foras e ainda h muito entulho. Por ns mes-mos no conseguiremos reconstruir o muro.

    E os nossos inimigos diziam: Antes que des-cubram qualquer coisa ou nos vejam, estare-mos bem ali no meio deles; vamos mat-los e acabar com o trabalho deles.

  • 14

    Os judeus que moravam perto deles dez ve-zes nos preveniram: Para onde quer que vo-cs se virarem, saibam que seremos atacados de todos os lados.

    Por isso posicionei alguns do povo atrs dos pontos mais baixos do muro, nos lugares abertos, divididos por famlias, armados de espadas, lanas e arcos. Fiz uma rpida ins-peo e imediatamente disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: No tenham medo deles. Lembrem-se de que o Senhor grande e temvel, e lutem por seus irmos, por seus filhos e por suas filhas, por suas mulheres e por suas casas.

    Quando os nossos inimigos descobriram que sabamos de tudo e que Deus tinha frustrado a sua trama, todos ns voltamos para o muro, cada um para o seu trabalho. Daquele dia em diante, enquanto a metade dos meus homens fazia o trabalho, a outra metade permanecia armada de lanas, escudos, arcos e couraas. Os oficiais davam apoio a todo o povo de Jud que estava construindo o muro. Aqueles que transportavam material faziam o trabalho com uma mo e com a outra seguravam uma arma, e cada um dos construtores trazia na cintura uma espada enquanto trabalhava; e

  • 15

    comigo ficava um homem pronto para tocar a trombeta.

    Ento eu disse aos nobres, aos oficiais e ao restante do povo: A obra grande e extensa, e estamos separados, distantes uns dos outros, ao longo do muro. Do lugar de onde ouvirem o som da trombeta, juntem-se a ns ali. Nosso Deus lutar por ns!

    Dessa maneira prosseguimos o trabalho com metade dos homens empunhando espadas desde o raiar da alvorada at o cair da tarde. Naquela ocasio eu tambm disse ao povo: Cada um de vocs e o seu ajudante devem ficar noite em Jerusalm, para que possam servir de guarda noite e trabalhar durante o dia. Eu, os meus irmos, os meus homens de confiana e os guardas que estavam comigo nem tirvamos a roupa, e cada um permane-cia de arma na mo.

    Durante a reconstruo dos muros, Neemias e seus compatriotas foram constantemente atacados por inimigos. Falaremos desses ataques, das estra-tgias de defesa e da determinao do povo de Deus para concluir uma obra de imenso valor.

  • 16

  • 17

    CInCo AtAques pArA Interromper

    A obrA

    Quando estamos distantes do Senhor, Satans fica sossegado. isto mesmo o que ele quer: que es-tejamos frios e independentes de Deus. Mas quan-do resolvemos trabalhar com seriedade na constru-o de nossa santidade, quando focamos em Cristo, o inimigo inicia seus ataques. Ele sempre age no sentido contrrio ao que correto e bom.

  • 18

    Na histria de Neemias, dois personagens sim-bolizam a atuao de Satans: Sambalate e Tobias. Eles so os mentores destes cinco ataques para im-pedir a reconstruo dos muros de Jerusalm: inti-midao, tropeos, confuso, desnimo e falta de discernimento.

    A intimidAo

    Quando Sambalate soube que estvamos reconstruindo o muro, ficou furioso. Ridicula-rizou os judeus e, na presena de seus com-patriotas e dos poderosos de Samaria, disse: O que aqueles frgeis judeus esto fazendo? Ser que vo restaurar o seu muro? Iro ofe-recer sacrifcios? Iro terminar a obra num s dia? Ser que vo conseguir ressuscitar pe-dras de construo daqueles montes de entu-lho e de pedras queimadas? (Ne 4.1,2)

    Intimidar provocar medo, apreenso, temor. Quando Satans percebe nosso compromisso de santidade, inicia sua intimidao lanando palavras ameaadoras em nossa mente. Normalmente so acusaes relacionadas ao nosso passado:

  • 19

    Quem voc para viver uma vida santa? Eu conheo seu passado, domino sua vida e sei exa-tamente quais so seus pontos fracos. Voc uma pessoa fraca! Inventou esta ideia de tentar ser dife-rente, mas no tem foras para continuar. Sei que mais cedo ou mais tarde voc cair.

    Nos meus primeiros dias de deciso firmada por Jesus, eu estava decidida a no olhar para trs e a querer somente o que Deus tinha planejado para mim. Resolvi parar de agir com independncia, re-nunciar a tudo para seguir a vontade do Senhor.

    Uma das coisas que precisei fazer foi desistir, de-finitivamente, de um relacionamento que no era plano de Deus para mim. Esse relacionamento j tinha terminado, mas eu era constantemente tenta-da a voltar. Naquele momento a renncia foi muito difcil. Eu estava no meu local de orao e enquanto buscava o Senhor, Satans comeou a me intimidar: Voc no vai conseguir. O que voc est fazendo com a sua vida? Voc est perdendo o seu grande amor. Olhe para o seu passado. Neste momento, comecei a sofrer intimidao, acusaes e conde-nao. No conseguia continuar a orao, pois os ataques eram muito fortes em minha mente.

  • 20

    Mas o Senhor falou suavemente ao meu cora-o: Levante. Eu obedeci. De p, olhei pela janela e vi o lote ao lado da minha casa. Num canto havia um monte de cinzas. Aquele era exatamente o lugar onde eu havia queimado vrios presentes, objetos que me lembravam deste relacionamento que vivi em desobedincia a meus pais. Quando olhei o monte de cinzas, eu me fortaleci e ento pude me posicionar: Satans, h possibilidades de aquele monte de cinzas voltar a ser o que era antes? No! Pois eu lhe garanto que o que Deus destruiu, nin-gum restaura. O meu passado j passou! Ento me fortaleci naquela verdade, e uma msica comeou a nascer ali:

    J no h condenaoPara aqueles que esto em Cristo Jesus

    J no h condenaoPara aqueles que esto em Cristo Jesus

    Eu tambm fui redimidoComprado pelo precioso sangue do Cordeiro

    Meus pecados perdoou, novas vestes preparouE eu viverei cheio do poder

    (Ana Paula Valado Bessa. J no h. 1999)

  • 21

    Ah, querido leitor, eu terminei este momento saltando, danando na presena do meu Redentor. E quanto ao grande amor da minha vida, seu nome Gustavo, o meu amado esposo, parte do plano de Deus para mim!

    Quando Satans atacar-lhe a mente com intimi-daes, lembre-se de que no h condenao so-bre sua vida por causa da obra redentora do Nosso Senhor Jesus.

    SituAeS de tropeo

    Tobias, o amonita, que estava ao seu lado, completou: Pois que construam! Basta que uma raposa suba l, para que esse muro de pedras desabe! (Ne 4.3)

    A segunda investida do inimigo para paralisar nossa santificao so as pequenas situaes de tropeo. Meu pai sempre diz que no tropeamos nas montanhas, mas em pedrinhas. O livro de Can-tares diz que as raposinhas que destroem a vinha. Satans age neste sentido criando situaes sutis as pedrinhas para nos fazer tropear e cair.

  • 22

    Por exemplo, se a pessoa viveu em adultrio, mas se arrependeu e decidiu ser fiel, o inimigo atua-r exatamente nesta fraqueza para minar a deciso de fidelidade. Para isso usar vrios recursos sutis de seduo com o objetivo de induzir a pessoa ao pecado do adultrio novamente. Nestes casos, o perigo a forma aparentemente inofensiva que vai ganhando espao e fora na vida da pessoa despre-venida.

    Se outra pessoa tinha o hbito de mentir, mas decidiu falar somente a verdade, as ciladas sero armadas nessa rea. O inimigo criar situaes bo-bas para induzirem a pessoa a continuar falando mentirinhas. Mas as mentirinhas para livrar das si-tuaes bobas so MENTIRAS e so como um vcio: se for alimentado, evoluir e dominar toda a vida deste irmo.

    Pessoas que tm vcio de televiso (ficam dian-te da TV durante horas a fio), vcio de internet ou de programas e sites inadequados para cristos, devem considerar parar de assistir televiso ou de acessar a internet durante um tempo, at que con-sigam utilizar esses meios de entretenimento com equilbrio, sabedoria e bom senso.

  • 23

    Esses so somente alguns exemplos, mas voc e eu sabemos exatamente as reas de nossa vida que precisam de ateno especial, pois cada um conhece as prprias fraquezas. O inimigo tambm as conhece. Por isso, devemos fazer o que for preci-so para no cairmos nas armadilhas, as raposinhas com aparncia inofensiva que vo entrando sutil-mente e acabam dominando a situao, minando nosso propsito de santidade.

    ConfuSo

    Quando, porm, Sambalate, Tobias, os rabes, os amonitas e os homens de Asdode soube-ram que os reparos nos muros de Jerusalm tinham avanado e que as brechas estavam sendo fechadas, ficaram furiosos. Todos jun-tos planejaram atacar Jerusalm e causar con-fuso. (Ne 3.7,8)

    O terceiro ataque a confuso. Satans mui-to astuto e age no meio do povo de Deus jogan-do umas pessoas contra as outras. Uma das formas que ele cria confuso atravs de nossas falhas na comunicao. Essas falhas acontecem assim: voc

  • 24

    diz uma coisa, a pessoa entende outra. Ela fala algo, mas voc compreende diferente. Pronto! Confuso armada!

    Irmos, essa armadilha muito comum e peri-gosa especialmente quando estamos trabalhando em grupo para construir uma obra que Deus nos entregou.

    Uma tima sada para esse tipo de problema sempre agir com clareza e objetividade. Ns deve-mos ter discernimento para perceber o esquema de confuso e esclarecer tudo o que est sendo mal interpretado. Como fazemos isso? Conversando, explicando, sendo sinceros e tendo uma atitude pa-cificadora.

    Quando no h esclarecimentos, o inimigo avana suscitando mais confuses, e a obra vai perdendo o foco e acaba paralisada. Isso porque as pessoas ficaro remoendo a situao, perdendo tempo com mgoas no resolvidas. Ns no temos tempo a perder. Precisamos crescer, amadurecer em nossos relacionamentos, ter coragem para con-versar com o outro, esclarecer e continuar a jornada em paz.

  • 25

    deSnimo

    Enquanto isso, o povo de Jud comeou a di-zer: Os trabalhadores j no tm mais foras e a...

Recommended

View more >