008 corintios 2º

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Text of 008 corintios 2º

  • 1. INTRODUO 2 CORNTIOS Autoria No h qualquer dvida sobre o fato de que o apstolo Paulo foi o autor dessa segunda carta endereada Igreja em Corinto. Alguns meses depois de escrever 1 Corntios, Paulo decidiu que era necessrio realizar um encontro pessoal aos irmos corntios, mesmo que essa visita fosse representar um momento doloroso para todos, era imperioso que acontecesse urgente. Os problemas e desvios doutrinrios apontados por Paulo, em sua primeira carta, ainda no haviam sido corrigidos (2Co 2.1; 12.14; 13.1-2). Houve, ainda, uma terceira carta, enrgica e pesarosa (2.4), mas, segundo a providncia divina, perdeu-se no tempo e no espao sem jamais ter feito parte do cnon neotestamentrio. Alguns historiadores e telogos sugerem que os captulos 10 a 13 poderiam ser parte da carta corretiva ou severa, contudo no h qualquer evidncia real em favor de tal diviso em 2 Corntios.PropsitosEssa uma epstola apostlica enrgica e corajosa. O principal objetivo de Paulo, claramente expresso pela maneira fraternal, mas firme, com que profetiza a verdade e aplica a Palavra de Deus, evitar que falsos mestres, que haviam se infiltrado na igreja, minassem a pureza do cristianismo, contestando sua integridade pessoal e autoridade apostlica.Paulo no escreve como mero lder autoritrio, temeroso pela possvel perda de sua posio de comando, mas sim como verdadeiro pai espiritual dos cristos de Corinto, aos quais amava profundamente e se preocupava em que tivessem o maior e melhor crescimento espiritual, alimentando-se da verdade bblica e livres das ideologias pags, msticas e judaizantes que se propagavam por toda a Corinto da poca.A situao da Igreja em Corinto era de tamanha carnalidade e desrespeito s autoridades espiritu- ais que Paulo precisou falar sobre sua prpria pessoa e testemunho imaculado em Cristo. Embora tivesse apelado para o prprio conhecimento pessoal e ntimo que os corntios tinham dele e de seu carter, e ainda que tivesse recordado os enormes sofrimentos incorridos com o objetivo de levar-lhes a mensagem regeneradora e salvadora do Senhor, ele agiu com sensvel humildade, trans- parncia e sinceridade, expressando muitas vezes seu embarao com a necessidade de evidenciar tais aspectos da sua vida e ministrio em Cristo. Por todo o texto desta notvel e rica epstola, per- cebemos a mais elevada dignidade, devoo, f serena e inabalvel, bem como a mais autntica e intensa paixo do pastor por seu Deus e povo.Paulo tem a coragem de se apresentar aos seus leitores como o mais fraco e intil dos homens, exemplo dos pecadores, mas perfeitamente consciente que justamente por meio dessa fragilidade humana que o amor e o poder de Cristo se revelam ao mundo como fruto da Graa, soberana, infalvel e perene de Deus (12.9).Esta epstola apostlica se aplica aos nossos dias em que o estrelato gospel parece ofuscar o brilho sublime e poderoso da glria de Deus nos homens de f. Por isso, seu estudo e aplicao prtica so mais do que oportunos. Sua nota especial est sobre a doutrina da reconciliao em Cristo; e seu tema de glria, por meio do sofrimento consciente, sincero e dedicado, que significa uma verdadeira renovao da viso e da vitalidade do povo de Deus. Data da primeira publicao Historiadores, arquelogos e biblistas concordam que a segunda epstola de Paulo aos Corntios foi p publicada no mesmo ano de 1 Corntios, ou seja 55 d.C. ,j Com base em 1Co 16.5-8, conclumos que 1 Corntios foi escrita na cidade de feso, antes do evento do Pentecostes (na primavera). Cerca de seis meses mais tarde, j na Macednia, mas antes do inverno, o apstolo se v impelido a escrever 2 Corntios (2Co 2.13 e 7.5). Em sua saudao inicial, Paulo deixa claro que a carta tinha como principais destinatrios a Igreja em Corinto e todos os demais cristos do vasto territrio da Acaia (provncia romana que englobava toda a regio grega ao sul da Macednia).2CO_B.indd 1 8/8/2007, 15:27:19

2. Esboo geral 1. Saudaes especiais com aes de graas (1.1-11) 2. Paulo responde direta e claramente a seus crticos (1.12 7.16)A. Mudana de planos missionrios por amor aos corntios (1.12 2.4)B. Orientaes de como lidar com o pecador arrependido (2.5-11)C. Paulo se entristece por no encontrar Tito em Trade (2.12-16)D. O ministrio apostlico confiado por Cristo a Paulo (2.17 3.5)E. Comparao entre a Antiga e Nova Aliana (3.6-18)F. Filosofia de ministrio de Paulo (4.1-6)G. A f que movia Paulo sempre para frente (4.7 5.10)H. O maravilhoso ministrio da reconciliao com Deus (5.11 6.10)I. Paulo apela ao corao dos cristos em Corinto (6.11 7.4)J. Finalmente, Paulo se encontra com Tito na Macednia (7.5-16) 3. A oferta dos crentes para socorrer a Igreja em Jerusalm (8.1 9.15) 4. Paulo precisa confirmar sua absoluta autoridade apostlica (10.1 13.14)A. Paulo responde s acusaes de fraqueza espiritual (10.1-11)B. Paulo evita comparaes e busca cumprir sua misso (10.12-18)C. Paulo persiste em defender seu apostolado sincero (11.1 12.18)D. Paulo adverte quem ousar opor-se sua autoridade (12.19 13.10)E. Exortao, saudao e bno apostlica (13.11-14)2CO_B.indd 28/8/2007, 15:27:21 3. 2 CORNTIOS Saudaes de Paz e Graa 8 Irmos, no desejamos que desconhe- 1Paulo, apstolo de Jesus Cristo pelavontade de Deus, e o irmo Timteo, Igreja de Deus em Corinto, com todosais as tribulaes q atravessamos na queprovncia da sia, as quais foram muitoacima da nossa capacidade de suportar, os santos, em toda a Acaia;de tal maneira que chegamos a perder a 2 graa e paz sejam convosco, da parte esperana da prpria vida. de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus9 De fato, j tnhamos sobre ns a senten- Cristo.1 a de morte, para que no conssemosem ns mesmos, mas somente em Deus, Consolados para consolar que ressuscita os mortos. 3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Se- 10 Ele nos livrou e seguir nos livrando g nhor Jesus Cristo, Pai das misericrdias e de to horrvel perigo de morte. nele Deus de toda consolao,2que depositamos toda a nossa f que 4 que nos consola em todas as nossas continuar nos livrando, tribulaes, para que tambm sejamos 11 contando tambm com a ajuda das capazes de consolar os que passam porvossas oraes por ns, para que, pelo qualquer tribulao, por intermdio da favor que nos foi concedido pela inter- consolao com que ns mesmos somoscesso de muitos; da mesma forma, por consolados por Deus. muitos, sejam oferecidas aes de graas 5 Porquanto, da mesma maneira como a nosso respeito. os sofrimentos de Cristo transbordam sobre ns, igualmente por meio de Cris-Mudanas por amor igreja to transborda a nossa consolao.12 Esta a nossa glria: o testemunho 6 Ora, se somos atribulados, para vossada nossa conscincia de que temos nos consolao e salvao; se somos consola- conduzido no mundo, especialmente em dos , pois, para vossa consolao, a qual nosso relacionamento para convosco, vos proporciona perseverana, a m deem santidade e sinceridade que vm de que suporteis as mesmas aies que nsDeus, no em sabedoria carnal, mas de tambm estamos passando. acordo com a graa de Deus,3 7 E a nossa esperana a vosso respeito 13 pois absolutamente nada vos escreve- est rme, visto que sabemos que soismos alm dos assuntos que ledes e bem participantes dos sofrimentos e, de igualentendeis; e espero que os compreendais forma, o sereis da consolao. de forma plena,1 Paulo reivindica sua plena autoridade apostlica (Mc 6.30; 1Co 1.1; Hb 3.1) em resposta s acusaes de seus adversrios (11.13). A Igreja de Deus a comunidade dos crentes em Cristo, representantes locais da imensa Igreja universal (1Co 1.2). A palavra secular e original grega Ekklesia (Assemblia) qualificada pela frase de Deus, como Israel de Deus em Gl 6.16. Os santos uma outra expresso que se refere ao povo de Deus e significa aqueles que foram separados para adorar e servir ao Senhor (Rm 1.7). O nome Acaia diz respeito Grcia, em oposio Macednia, situada ao norte. Embora Paulo tenha escrito em resposta aos corntios, seu contedo e princpios teolgicos beneficiaram muitas outras igrejas (at nossos dias) por meio das cpias que circularam por toda a Grcia.2 Deus no uma entidade invisvel e desconhecida. Ele o Pai e Deus de Jesus Cristo, o Messias, nosso Senhor. A expresso idiomtica Pai das misericrdias significa que o Senhor fonte de toda a graa e perdo. Deus da consolao quer dizer Deus Paraclesis, ou seja, Deus Presente, Amigo, Encorajador.3 Para defender sua lealdade diante dos ataques mentirosos de seus inimigos, Paulo usa a expresso grega eilikrineia (since- ridade) que se refere ao processo de sacudir cereais numa peneira a fim de separ-los das cascas e de toda a sujeira. Por isso, Paulo se sente em paz diante do exame perscrutador de Deus e de qualquer investigao apurada dos irmos (Sl 139.23). Afinal, o apstolo no era um estranho, pois havia previamente convivido dezoito meses com a igreja quando chegara pela primeira vez em Corinto (At 18.11) e, portanto, seu carter e dedicao ao servio do Senhor tornaram-se evidentes diante de todos.2CO_B.indd 38/8/2007, 15:27:21 4. 2 CORNTIOS 1, 2414 assim como tambm j em parte noses como garantia de tudo o que estcompreendestes, de que somos o vossopor vir.motivo de orgulho, assim como sereis o23 Portanto, invoco a Deus por minhanosso no Dia do Senhor Jesus.4testemunha de que foi para vos poupar15 Conando nisso, e para que rece- que no voltei a Corinto.bsseis um segundo benefcio, planejei24 No que tenhamos domnio sobre aprimeiro visit-los vossa f, mas sim como vossos coopera-16 durante a viagem para a Macednia, e dores para que tenhais alegria, pois pelade l voltar at vs, e por vosso interm-f que estais rmados.6dio ser enviado Judia.17 Ser que ao planejar assim, o z comleviandade? Ou ser que, ao tomar deci-ses, tenho agido de forma carnal, com-2Sendo assim, decidi que no mais iria visit-los com tristeza.12 Pois, se os entristeo, quem me alegrarprometendo-me ao mesmo tempo comseno vs, a quem eu tenho entristecido?sim e no?3 Escrevi como escrevi para que, quando18 Entretanto, como Deus el, a nossa eu for, no seja amargurado por aquelespalavra