05 - NR-34 proposta de texto - iar. 20e%20relat%f3rios/NRs/nr_34.pdf · 34.14 Testes de Estanqueidade

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    NR-34 CONDIES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDSTRIA DA CONSTRUO E REPARAO NAVAL SUMRIO 34.1 Objetivo e Campo de Aplicao 34.2 Responsabilidades 34.3 Capacitao e Treinamento 34.4 Documentao 34.5 Trabalho a Quente 34.6 Trabalho em Altura 34.7 Trabalho com Exposio a Radiaes Ionizantes 34.8 Trabalhos de Jateamento e Hidrojateamento 34.9 Atividades de Pintura 34.10 Movimentao de Cargas 34.11 Montagem e Desmontagem de Andaimes 34.12 Equipamentos Portteis 34.13 Instalaes Eltricas Provisrias 34.14 Testes de Estanqueidade 34.15 Disposies Finais 34.16 Glossrio 34.1 Objetivo e Campo de Aplicao 34.1.1 Esta Norma Regulamentadora NR tem por finalidade estabelecer os requisitos mnimos e as medidas de proteo segurana, sade e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da indstria de construo e reparao naval. 34.1.2 Consideram-se atividades da indstria da construo e reparao naval todas aquelas desenvolvidas no mbito das instalaes empregadas para este fim ou nas prprias embarcaes e estruturas, tais como navios, barcos, lanchas, plataformas fixas ou flutuantes, dentre outros. 34.1.3 A observncia do estabelecido nesta NR no desobriga os empregadores do cumprimento das disposies contidas nas demais Normas Regulamentadoras, estabelecidas pela Portaria n. 3.214/78 e suas alteraes posteriores. 34.2 Responsabilidades 34.2.1 Cabe ao empregador

    I. indicar formalmente um responsvel pela implementao desta Norma. II. garantir a efetiva implementao das medidas de proteo estabelecidas nesta Norma.

    III. adotar as providncias necessrias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteo estabelecidas nesta Norma, pelas empresas contratadas.

    IV. garantir que qualquer trabalho s inicie depois de adotadas as medidas de proteo definidas nesta Norma.

    V. assegurar a interrupo imediata de todo e qualquer trabalho em caso de mudana nas condies ambientais que o torne potencialmente perigoso integridade fsica e psquica dos trabalhadores.

    VI. assegurar a realizao da Anlise Preliminar de Risco - APR e, quando aplicvel, a emisso da Permisso de Trabalho - PT.

    VII. realizar, antes do incio das atividades operacionais, Dilogo Dirio de Segurana - DDS, contemplando as atividades que sero desenvolvidas, o processo de trabalho, os riscos e as medidas de proteo. O tema do DDS deve ser consignado num documento, rubricado pelos participantes e arquivado, juntamente com a lista de presena.

    VIII. garantir aos trabalhadores informaes atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle. 34.2.2 Cabe aos trabalhadores

    I. colaborar com o empregador na implementao das disposies contidas nesta Norma.

    II. interromper imediatamente o trabalho, informando ao superior hierrquico, qualquer mudana nas condies ambientais, que o torne potencialmente perigoso integridade fsica e psquica dos trabalhadores.

    34.3 Capacitao e Treinamento

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    34.3.1 considerado trabalhador qualificado, aquele que comprovar concluso de curso especfico para a sua atividade em instituio reconhecida pelo sistema oficial de ensino. 34.3.2 considerado profissional legalmente habilitado, o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. 34.3.3 considerado trabalhador capacitado, aquele que receba capacitao sob orientao e responsabilidade de profissional legalmente habilitado. 34.3.4 O empregador deve desenvolver e implantar programa de capacitao compreendendo treinamento admissional, peridico e sempre que ocorrer qualquer das seguintes situaes:

    I. mudana nos procedimentos, condies ou operaes de trabalho;

    II. evento que indique a necessidade de novo treinamento;

    III. na ocorrncia de acidente grave ou fatal. 34.3.4.1 O treinamento admissional deve ter carga horria mnima de seis horas constando de:

    I. informaes sobre condies e meio ambiente de trabalho;

    II. riscos inerentes a sua atividade;

    III. informaes sobre os Equipamentos de Proteo Coletiva EPC, existentes no estabelecimento;

    IV. uso adequado dos Equipamentos de Proteo Individual EPI. 34.3.4.2 O treinamento peridico deve ter carga horria mnima de quatro horas, realizado anualmente ou quando do retorno de afastamento ao trabalho por perodo superior a noventa dias. 34.3.5 A capacitao deve ser realizada durante o horrio normal de trabalho. 34.3.5.1 Ao trmino da capacitao, deve ser emitido certificado contendo o nome do trabalhador, contedo programtico, carga horria, data e local de realizao do treinamento e assinatura do responsvel tcnico. 34.3.5.2 O certificado deve ser entregue ao trabalhador, sendo que, uma cpia deve ser arquivada na empresa. 34.3.5.3 A capacitao ser consignada no registro do empregado. 34.3.6 O trabalhador deve receber material didtico utilizado na capacitao. 34.4 Documentao 34.4.1 Toda documentao prevista nesta Norma deve permanecer no estabelecimento disposio dos Auditores Fiscais do Trabalho, dos representantes da Comisso Interna de Preveno de Acidentes - CIPA e dos representantes das Entidades Sindicais representativas da categoria, sendo arquivada por um perodo mnimo de 5 (cinco) anos. 34.4.2 A Permisso de Trabalho deve: I. ser emitida em trs vias:

    a) afixada no local de trabalho;

    b) entregue chefia imediata; c) arquivada e estruturada de forma a permitir a rastreabilidade.

    II. conter os requisitos mnimos a serem atendidos para a execuo dos trabalhos e, quando aplicvel, as disposies estabelecidas na APR;

    III. ser assinada pelos integrantes da equipe de trabalho, chefia imediata e profissional de Segurana e Sade no Trabalho ou, na inexistncia deste, o responsvel pelo cumprimento desta norma.

    IV. ter validade limitada durao da atividade, no podendo ser superior ao turno de trabalho. 34.4.3 A APR deve ser:

    I. Elaborada por equipe tcnica multidisciplinar;

    II. coordenada por profissional de Segurana e Sade no Trabalho ou, na inexistncia deste, o responsvel pelo cumprimento desta norma;

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    III. assinada por todos os participantes. 34.5 Trabalho a Quente 34.5.1 Para fins desta Norma considera-se trabalho a quente, as atividades de soldagem, goivagem, esmerilhamento, corte ou outras que possam gerar fontes de ignio, tais como aquecimento, centelha ou chama. 34.5.1.1 As medidas de proteo contemplam as de ordem geral e as especficas. As de carter geral so aplicadas a todas as atividades inerentes ao trabalho a quente; as especificas para trabalhos em reas no previamente destinadas a este fim. Medidas de Ordem Geral 34.5.2 Inspeo Preliminar 34.5.2.1 Garantir local de trabalho e reas adjacentes limpos, secos e isentos de agentes combustveis, inflamveis, txicos e contaminantes. 34.5.2.2 Liberar a rea somente aps constatar ausncia de atividades incompatveis. 34.5.2.3 Garantir que a realizao de trabalho a quente seja executada por trabalhador qualificado. 34.5.4 Proteo contra Incndio 34.5.4.1 Eliminar ou manter sob controle possveis riscos de incndios. 34.5.4.2 Instalar proteo fsica adequada contra fogo, respingos, calor, fagulhas ou borras, de modo a evitar o contato com materiais combustveis ou inflamveis, bem como interferir em atividades paralelas ou na circulao de pessoas. 34.5.4.3 Manter desimpedido e prximo rea de trabalho sistema de combate a incndio, especificado conforme tipo e quantidade de inflamveis e/ou combustveis presentes. 34.5.4.4 Inspecionar o local e as reas adjacentes ao trmino do trabalho, a fim de evitar princpios de incndio. 34.5.5 Controle de fumos e contaminantes 34.5.5.1 Limpar adequadamente a superfcie, e remover os produtos de limpeza utilizados, antes de realizar qualquer operao. 34.5.5.2 Providenciar renovao de ar a fim de eliminar gases, vapores e fumos empregados e/ou gerados durante os trabalhos a quente. 34.5.5.2.1 Sempre que ocorrer mudana nas condies ambientais estabelecidas, interromper as atividades, avaliar as condies ambientais e adotar as medidas necessrias para adequar a renovao de ar. 34.5.5.3 Utilizar equipamento autnomo de proteo respiratria ou proteo respiratria de aduo por linha de ar comprimido, de acordo com o previsto no Programa de Proteo Respiratria - PPR, quando a composio do revestimento da pea ou dos gases liberados do processo de solda/aquecimento no for conhecida. 34.5.6 Utilizao de gases 34.5.6.1 Utilizar somente gases adequados aplicao, de acordo com as informaes do fabricante. 34.5.6.2 Seguir as determinaes indicadas na Ficha de Informao de Segurana de Produtos Qumicos - FISPQ. 34.5.6.3 Usar reguladores de presso calibrados e em conformidade com o gs empregado. 34.5.6.3.1 No instalar adaptadores entre o cilindro e o regulador de presso. 34.5.6.4 No caso de equipamento de oxiacetileno, utilizar dispositivo contra retrocesso de chama nas alimentaes da mangueira e do maarico. 34.5.6.5 Inspecionar o circuito de gs antes de iniciar os trabalhos, no sentido de assegurar a ausncia de vazamentos e o perfeito estado de funcionamento do mesmo.

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    34.5.6.6 Realizar manuteno do circuito com periodicidade estabelecida no procedimento da empresa, conforme especificaes tcnicas do fabricante/fornecedor. 34.5.6.7 S permitido emendar mangueiras mediante o uso de conector, em conformidade com as especificaes tcnicas do fornecedor/fabricante. 34.5.6.8 Manter os cilindros de gs em posio vertical, fixados e distantes de chamas, fontes de centelhamento, calor ou produtos inflamveis. 34.5.6.8.1 Instalar cilindro de gs de forma que no se torne parte de circuito eltrico, mesmo que acidentalmente. 34.5.6.8.2 Nunca instalar os cilindros de gases em ambientes confinados. 34.5.6.9 Fechar as vlvulas dos cilindros, dos maaricos e dos distribuidores de gases, quando o servio for interrompido. 34.5.6.9.1 Desconectar as mangueiras de alimentao ao trmino do servio. 34.5.6.10 Manter as mangueiras de gases ou os equipamentos inoperantes fora dos espaos co