098 Estante da Vida

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    PREITO DE AMOR ...................................................................................................... 4 1 - ENCONTRO EM HOLLYWOOD ................................................................................ 5 2 - DEPOIMENTO ......................................................................................................... 9 3 - DILOGO E ESTUDO ........................................................................................... 12 4 - ESTUDO DA PARBOLA..................................................................................... 14 5 - MDIUM ESPRITA............................................................................................... 16 6 - QUESTO MODERNA............................................................................................ 18 7 - O ANJO E O MALFEITOR ................................................................................... 20 8 - O MENSAGEIRO DA ESTRADA............................................................................. 22 9 - A LENDA DO PODER .......................................................................................... 24 10 - A MEADA ........................................................................................................... 26 11 - LIO VIVA ....................................................................................................... 29 12 - DOCUMENTO RARO............................................................................................ 31 13 - PERTO DE DEUS ............................................................................................... 33 14 - O GUIA.............................................................................................................. 35 15 - O COMPROMISSO .............................................................................................. 38 16 - O MALFEITOR.................................................................................................... 41 17 - NOTA EM SESSO............................................................................................. 44 18 - A LENDA DA CRIANA...................................................................................... 46 19 - JESUS E SIMO................................................................................................. 48 20 - ENCONTRO SINGULAR ....................................................................................... 51 21 - MATERIALISMO E ESPIRITISMO ........................................................................ 53 22 - CRISTO E VIDA................................................................................................. 55 23 - LIO NUMA CARTA ......................................................................................... 56 24 - O BURRO MANCO.............................................................................................. 58 25 - A CURA.............................................................................................................. 61 26 - PESQUISAS......................................................................................................... 64 27 - NO DIA DAS TAREFAS...................................................................................... 66 28 - O PODER DO BEM............................................................................................ 68 29 - O DEVOTO DESILUDIDO ................................................................................... 70 30 - NO CORREIO AFETIVO ...................................................................................... 71 31 - SEMENTEIRA E COLHEITA................................................................................. 73 32 DOENTES E DOENAS ........................................................................................ 75 33 - MISSIVA FRATERNA ........................................................................................... 77 34 O ANJO SOLITRIO ........................................................................................... 79 35 - SUBLIME RENOVAO........................................................................................ 81 36 - PARBOLA DO SERVO....................................................................................... 84 37 - A LENDA DA GUERRA....................................................................................... 87 38 - A ARTE DE ELEVAR-SE ..................................................................................... 90 39 - O CONQUISTADOR INVENCVEL ......................................................................... 92 40 - PORQUE, SENHOR ?............................................................................................ 94

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    Homenageamos o primeiro centenrio da desencarnao de ALLAN KARDEC IRMO X

    Uberaba, 31 de maro de 1969.

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    PREITO DE AMOR Senhor Jesus! Em teu louvor, apstolo de tua causa homenageiam-te, em toda a parte. E vamos, por toda a parte, os que te ofertam: a riqueza do exemplo; a oficina do lar; o brilho da cultura; o ouro da palavra; a luz da f viva; as fontes da compreenso; os sonhos da arte; os lauris da poesia; as obras-primas da bondade; os tesouros da afeto. Perdoa, Mestre, se nada mais possumos, a fim de honorificar-te, seno estas pginas singelas que colocamos, em teu nome, na estante da vida, pginas que alis, fundamentalmente, no so nossas. Constituem migalhas de tua glria, humildes reflexos de teus prprios ensinamentos que recolhemos na estrada, em que tentamos, de algum modo, admirar-te e seguir-te. E se assim procedemos, Senhor, trazendo-te em restituio aquilo que te pertence que ns todos os espritos ainda vinculados Terra precisamos de ti.

    Irmo X

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    1 - ENCONTRO EM HOLLYWOOD Caminhvamos, alguns amigos, admirando a paisagem do Wilshire Boulevard, em Hollywood, quando fizemos parada, ante a serenidade do Memoriam Park Cemetery, entre o nosso caminho e os jardins de Glendon Avenue. A formosa manso dos mortos mostrava grande movimentao de Espritos libertos da experincia fsica, e estranhos. Tudo, no interior, tranqilidade e alegria. Os tmulos simples pareciam monumentos erguidos paz, induzindo orao. Entre as rvores que a primavera pintura de verde novo, numerosas entidades iam e vinham, muitas delas escoradas umas nas outras, feio de convalescentes, sustentadas por enfermeiros em ptio de hospital agradvel e extenso. Numa esquina que se alteava com o terreno, duas laranjeiras ornamentais guardavam o acesso para o interior de pequena construo que hospeda as cinzas de muitas personalidades que demandaram o Alm, sob o apreo do mundo. A um canto, li a inscrio: =Marilyn Monroe 1926-1962=. Surpreendido, perguntei a Clinton, um dos amigos que nos acompanhavam: - Esto aqui os restos de Marilyn, a estrela do cinema, cuja histria chegou at mesmo ao conhecimento de ns outros, os desencarnados de longo tempo no Mundo Espiritual? - Sim respondeu ele, e acentuou com expresso significativa: - no se detenha, porm, a tatear-lhe a legenda morturia... Ela est viva e voc pode encontr-la. Aqui e agora... - Como? O amigo indicou frondoso olmo chins, cuja galharia compe esmeraldino refgio no largo recinto, e falou: - Ei-la que descansa, decerto em visita de reconforto e reminiscncia... A poucos passos de ns, uma jovem desencarnada, mas ainda evidentemente enferma, repousava a cabeleira loura no colo de simptica senhora que a tutelava. Marilyn Monroe, pois era ela, exibia a face desfigurada e os olhos tristes. Informados de que nos seria lcito abord-la, para alguns momentos de conversa, aproximando-nos, respeitosos. Clinton fz a apresentao e aduzi: - Sou um amigo do Brasil que deseja ouvi-la. - Um brasileiro a procurar-me, depois da morte? - Sim, e porque no? acrescentei a sua experincia pessoal interessa a milhes de pessoas no mundo inteiro...

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    E o dilogo prosseguiu: - Uma experincia fracassada... - Uma lio talvez. - Em que lhe poderia ser til? - A sua vida influenciou muitas vidas e estimaramos receber ainda que fosse um pequeno recado de sua parte para aqueles que lhe admiraram os filmes e que lhe recordam no mundo a presena marcante... - Quem gostaria de acolher um grito de dor? - A dor instrui... - Fui mulher como tantas outras e no tive tempo e nem disposio para cogitar de filosofia. - Mas fale mesmo assim... - Bem, diga ento s mulheres que no se iludam a respeito de beleza e fortuna, emancipao e sucesso... Isso d popularidade e a popularidade um trapzio no qual raras criaturas conseguem dar espetculos de grandeza moral, incessantemente, no circo do cotidiano. - Admite, desse modo, que a mulher deve permanecer no lar, de maneira exclusiva? - No tanto. O lar uma instituio que pertence responsabilidade tanto da mulher quanto do homem. Quero dizer que a mulher lutou durante sculos para obter a liberdade... Agora que a possui nas naes progressistas, necessrio aprender a control-la. A liberdade um bem que reclama senso de administrao, como acontece ao poder, ao dinheiro, inteligncia... Pensei alguns momentos na fama daquela jovem que se apresentara Terra inteira, dali mesmo, em Hollywood, e ajuntei: - Miss Monroe, quando se refere liberdade da mulher, voc quer mencionar a liberdade do sexo? - Especialmente. - Porqu? - Concorrendo sem qualquer obstculo ao trabalho do homem, a mulher, de modo geral, se julga com direito a qualquer tipo de experincia e, com isso, na maioria das vezes, compromete as bases da vida. Agora que regressei Espiritualidade, compreendo que a reencarnao uma escola com muita dificuldade de funcionar para o bem, toda vez que a mulher foge obrigao de amar, nos filhos, a edificao moral a que chamada.