1000 Empresas

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Suplemento - As maiores empresas do distrito de Coimbra

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  • 45 a 48 ANLISE

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    50ENTREVISTA

    49OPINIO

    51ENTREVISTA

    Bastonrio da Ordem dosEconomistas | Rui Leo MartinhoSecretrio de Estado Adjunto da Economia | Almeida HenriquesDirector Regional de Economia do Centro | Armando FranaPresidente da AIP| Jos Eduardo CarvalhoPresidente da CIP| Antnio SaraivaAs 1000 maiores empresas

    As 10 maiores de Aveiro, Leiria e Viseu

    Novas empresas, exportaes e conjuntura internacionalPresidente do ConselhoEmpresarial do Centro | Jos CoutoPresidente da ACIC | Paulo MendesPresidente da AEC | Lus RoquePresidente da ACIFF| Joo CardosoPresidente Clube de Empresrios de Coimbra | Antnio HenriquesEspecialista em coaching executivo | Joo CataloNegcios Low Cost

    Melhor Empresria da Europa | Sandra CorreiaPresidente da ANJE | Francisco Maria BalsemoGabinete de Estudos da ANECRA| Augusto BernardoConsultor de vendas e marketing| Paulo Nogus

    53OPINIO

    52ENTREVISTA

    56 e 57REPORTAGEM

    54 e 55 ENTREVISTA

    60OPINIO

    58 e 59ENTREVISTA

    62OPINIO

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    NNOOVVEEMMBBRROO 22001111 || FFiicchhaa TTccnniiccaa

    DDiirreeccttoorr:: Adriano Call Lucas

    DDiirreeccttoorreess--aaddjjuunnttooss::Miguel Call Lucas, J.C. Galiano Pinheiro,Armnio Travassos e Joo Lus Campos

    EEddiittoorraa--eexxeeccuuttiivvaa::Manuela Ventura

    CChheeffee ddee RReeddaaccoo:: Manuel de Sousa

    TTeexxttooss:: Ana Margalho, Joana Martins e Rosette Marques

    CCoooorrddeennaaoo CCoommeerrcciiaall:: Mrio Rasteiro

    VVeennddaass:: Ana Lopes, Elsa Fidalgo, Helena Gaudncio,Joo Simes, Jos Pereira, Marta Santos, Pedro Santos,Rita Miranda e Vtor Nobre

    DDeessiiggnn GGrrffiiccoo:: Carla Borges

    PPaaggiinnaaoo:: Antnio Cndido

    PPuubblliicciiddaaddee:: Armando S, Carla Borgese Emanuela Soares

    IImmpprreessssoo:: FIG Indstrias Grficas, S.A.

    TTiirraaggeemm:: 15 000 exemplares

    As mil maiores empresas do distrito de Coimbra valem 6,1 bilies de euros. Este o valorapurado relativamente ao volume de negcios no exerccio de 2010 e que, quando comparadocom o ano anterior, revela um crescimento de cerca de 15 % (em 2009 as mesmas empresastotalizavam 5,35 bilies de euros negociados). Um sinal de vitalidade econmica do distrito, atporque entre 2008 e 2009 verificara-se um decrscimo. Positivo tambm constatarmos queesta subida no se ficou pelo volume de negcios. Tambm no que diz respeito aos resultadoslquidos, os valores do exerccio de 2010 (283 milhes de euros) so superiores aos do ano ante-rior (222 milhes).

    So nmeros importantes que revelam um tecido empresarial forte, atento ao momentoque se vive e que se est a adaptar nova realidade econmica. Os ltimos anos tm sidoaltamente turbulentos para os empresrios, que esto hoje a pagar os desvarios e descon-trolos de quem gere o pas nas ltimas dcadas. Como aqui temos escrito, todos os anos, nolanamento desde trabalho com as maiores empresas do distrito, o sucessivo adiamentodas reformas estruturais no pas teve consequncias altamente gravosas na economia e nasfamlias portuguesas.

    Uma Justia que no combate a corrupo, aliada a uma mquina do Estado altamenteburocrtica e politizada, exige aos empresrios empreendedores extraordinrios esforospara manter a competitividade dos seus negcios. H que avanar com as reformas liberais,criadoras de um ambiente de s concorrncia, que permitam um efectivo estmulo ao desen-volvimento das pequenas e mdias empresas, que quem cria riqueza e emprego.

    Nas pginas que se seguem, alm das listagens com as 1000 maiores empresas do distrito,ouvimos alguns dos principais actores da economia do pas e do distrito. A muitos deles per-guntmos o que fazer para aumentar a produtividade das empresas. Aqui ficam diagnsticos,conselhos e preocupaes.

    Afinal, num momento to delicado como o que vivemos, todos os contributos so impor-tantes para encontrar o rumo certo para um futuro prspero. l

    As 1000 maiores

    ndice

    ENTREVISTA

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  • 4 30 DE NOVEMBRO DE 2011WWW.DIARIOCOIMBRA.PT DiriodeCoimbra

    A Europa est num ponto de viragem muito importanteRui Leo Martinho considera, em entrevista, que os pases das economias avanadas, como a europeia, deixaram de ter espao para viver acima das suas possibilidades

    O velho continente est a viver momentosde presso e conflito econmico. Consideraque a Europa ter capacidade para ultrapas-sar esta crise e sair inclume?A Europa est num ponto de viragem muitoimportante, a riqueza deslocou-se para outraszonas do Mundo, muito em consequncia dadesindustrializao e do afastamento do sectorprimrio a que assistimos nas ltimas dcadas.Uma Europa basicamente assente no sector dosservios parece no estar a ser o ideal para com-bater a crise e reencontrar equilbrios antigos. Oua Europa repensa o seu caminho, alterando o seuparadigma de vida ou definhar no concerto dasnaes. Um aprofundamento da integrao euro-peia, o estabelecimento rpido de um novogoverno econmico europeu, o estabelecimentode regras e controlos eficientes, uma nova polti-ca de investimentos nos sectores secundrio eprimrio, uma alterao profunda do estado soci-al, um incremento natalidade e uma maior res-ponsabilizao de cada um na conduo do seudestino so pontos importantes que a Europacomo um todo deve levar em conta.

    O modelo europeu de desenvolvimento estem causa?No direi que o modelo europeu de desenvolvi-mento est verdadeiramente em causa, mas hum ponto de viragem. Durante longo tempo, osdfices das economias avanadas do Ocidenteforam sendo suportados por financiamentos vin-dos dos pases com balanas externas exceden-trias. H agora uma inverso nesta tendncia,motivada pelo eclodir da crise financeira. Os pa-ses das economias avanadas, como a europeia,deixaram de ter espao para viver acima dassuas possibilidades, tendo de pr em marchaplanos de ajustamento drsticos. Isto patente

    na evoluo das reservas cambiais mundiais,onde desde 2005 so as economias emergentese em desenvolvimento que detm mais de 50%dessas reservas e em 2010 estas foram j odobro das reservas das economias avanadas.

    Portugal enfrenta um desafio sem preceden-tes?Sim, Portugal num mundo global, com uma eco-nomia aberta e desde h uma dcada sem cres-cimento econmico, aliado a um processo dedfices excessivos, tem pela frente um desafiomuito importante. Portugal no ajustou o funcio-namento da sua economia s exigncias de umregime monetrio no inflacionrio e de moedaforte. Vai ter que o travar e vencer esse desafio.Temos de nos mobilizar, trabalhar mais e maiseficientemente, cumprir as metas a que nos pro-pusemos no memorando de entendimento assi-nado com as Instituies Internacionais e rega-nhar a credibilidade junto dos mercados e dosinvestidores internacionais.

    Que diferenas denota entre o pedido de aju-da externa de 1984 e o actual?H muitas diferenas, embora as razes estrutu-rais sejam as mesmas. No entanto, o montanteque nos foi acordado pelo FMI em 1983 erapequeno, comparado com o de agora, dispunha--se de instrumentos como a taxa de cmbio quehoje no mais aplicvel. Como atrs disse, esta a primeira crise num mundo global que Portugalenfrenta, integrado na Unio Europeia, e maisprecisamente na Zona Euro, pelo que ter decumprir o estabelecido com o FMI, UE e BCE paraque seja possvel vir a sair desta crise e voltar aosmercados, to depressa quanto possvel, pois aeconomia em que vivemos assenta e depende doacesso e do julgamento dos mercados.

    Para alm da questo financeira, a imagemde Portugal tambm ficou marcada por estasituao?Claro que a imagem de Portugal, bem como a deoutros pases em situao semelhante, fica afec-tada por situaes como a que vivemos presen-temente. No entanto, caso tenhamos nimo, von-tade e capacidade para enfrentar a situao ecumprir aquilo a que estamos obrigados pelaassinatura do MOU com as Instituies Financei-ras, a situao ser reposta e ultrapassada. Eu,enquanto portugus, economista e cidado,acredito que possvel.

    Est em causa, com a actual crise, a compe-titividade do pas? possvel ser-se competi-tivo e produtivo em tempos de crise?Em tempos como os que vivemos actualmente, muito difcil a um Pas, objecto de auxlio externocomo Portugal, ser competitivo e produtivo. Asituao degrada-se, a recesso forte espreita,mas sempre possvel ir lanando as bases parao aumento de produtividade e para o crescimen-to da economia. Reduzir os custos de contexto,tornar a justia clere, as leis laborais mais flex-veis, a formao profissional e as qualificaesmais exigentes auxiliam grandemente essesobjectivos.

    A exposio da banca nacional dvida sobe-rana deixa-a numa posio pouco confort-vel para suprir necessidades do mercado?Deixa-a sem margem de manobra para inter-vir na economia?A banca nacional tem-se comportado at agoramuito bem.Alis, diria o sistema financeiro portu-gus, a incluindo a actividade seguradora. Osvrios testes de stress feitos quer banca,quer s seguradoras, por vrias vezes, assim o

    demonstram. Embora haja uma falta de liquidezque motiva muita preocupao e dificulta ofinanciamento da economia, h tambm umaprocura constante de soluo da banca com oBanco de Portugal, o Ministro das Finanas e asprprias Instituies Internacionais que espero dfrutos em breve.

    Como ultrapassar o problema de falta deliquidez das empresas? E dos estados?A Europa, nas suas ltimas convenes, caminhapara solues para esta premente questo. OFEEF foi elevado em montante, as bases do novogoverno econmico da Europa comeam a serdiscutidas e aprovadas, o Tratado est a caminhode ser revisto, h, pois, neste momento em quefalo, uma esperana no horizonte que me leva aacreditar que possvel encontrar uma soluo.A Europa j realizou a Unio Monetria, h agoraque realizar a Unio Financeira e Econmica,bem como a Poltica.

    ENTREVISTA

  • 530 DE NOVEMBRO DE 2011WWW.DIARIOCOIMBRA.PT1000Maiores

    O exemplo quev