10º CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE COLETIVA Aberto ?· Aberto o maior encontro de saúde coletiva do…

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  • ABRASCaO~10 CONGRESSO BRASILEIRO DE SADE COLETIVA

    14 A 18 DE NOVEMBRO DE 2012 - PORTO ALEGRE/RS

    Aberto o maior encontro de sade coletiva do pas

    Mais do que dar as boas-vindas aos participantes e celebrar a realizao do maior e mais importante evento de sade co-letiva do pas, a abertura oficial do Abrasco 2012, realizada ontem, no Centro de Eventos da PUCRS, brindou tambm o pblico com uma homenagem cultura e diversidade arts-tica do Rio Grande do Sul.

    Antecedendo a cerimnia, os participantes foram recep-cionados com uma srie de atraes (leia mais na pgina 3). Aps, tiveram incio os discursos.

    Entre as autoridades presentes, estava o ministro da Sade, Alexandre Padilha, que entregou diretora da Organizao Pan-Americana da Sade (OPAS), Mirta Roses, a medalha da Ordem do Mrito Mdico, de acordo com o decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff, no dia 29 de outubro. A

    agraciada foi escolhida por ter se destacado na prestao de servios notveis ao pas no campo da Medicina.

    Contamos com o apoio de todos, sobretudo da acade-mia. Tivemos muitas evolues. Mas no podemos esquecer a baixa qualidade dos servios de urgncias e emergncias ofe-recidos no pas. Mudar isso o nosso grande desafio. E, por isso, este Congresso to importante declarou Padilha.

    A mesa foi composta ainda pelos presidentes da ABRAS-CO, Luiz Facchini, e da Fiocruz, Paulo Ernani Cadelha, por autoridades internacionais de sade, pelo senador Humberto

    Costa, pelo reitor da PUCRS, Joaquim Clotet, pelo secretrio Estadual de Sade, Ciro Simoni, pelo diretor do Instituto Sul-Americano de Governo em Sade, Jos Gomes Temporo, e por Mirta Roses.

    INFORMATIVO | SEXTA-FEIRA, 16 DE NOVEMBRO DE 2012 | EDIO N 2

  • A privatizao da sade foi tema de curso ministrado ontem pela vice-presidente da ABRASCO, Ligia Bahia, com os pesquisadores Carlos Leonardo Figueiredo Cunha, Henry Sznejder, Jos Sestelo, Maria Jos Luzuriaga e Mario Sheffer. A questo, presente na agenda mi-ditica devido polarizao de opinies ocorrida durante o debate eleitoral, norteou a compreenso da relao entre o pblico e o privado na sade.

    Para Ligia, tanto a esfera pblica quanto a privada so necessrias. No entanto, os servios privados de sade no Brasil estariam sendo sustentados com recursos pblicos.

    um privado estatal, pois de-pende de financiamento e polticas pblicas afirma.

    Segundo a professora, a ascenso da nova classe mdia criou planos de sade com valores reduzidos para atrair esse pblico. No entanto, as coberturas tambm so reduzidas, o

    que, por vezes, pode acabar levando pacientes para o SUS e pode acarre-tar em problemas judiciais:

    A Constituio aprovou um sistema universal de sade, mas o sistema privado permitido. Mas o mercado de planos de sade no Brasil foi artificialmente expandido. Nosso objetivo uma reflexo sobre o tamanho que o sistema privado deve ter e o parasitismo que ele

    exerce sobre o setor pblico refle-te a pesquisadora.

    A professora tambm chamou ateno para o fato de a reforma no sistema de sade norte-americano realizada pelo presidente Barack Obama ter promovido uma regula-o estatal muito forte, o que estaria atraindo grandes empresas da rea para pases de renda mdia e legisla-o mais branda, como o Brasil.

    PBLICO X PRIVADO

    A Prefeitura do Rio de Janeiro aposta em atividade ldica para discutir Sade Coleti-va. Por meio de um jogo de memria com imagens que remetem a violncia doms-tica, promoo da sade, sade na escola e diversidade, busca incentivar o debate em momentos de distrao.

    Processo eleitoral um dos destaques do Abrasco. No dia 17, ser escolhido o novo presidente da ABRASCO. A eleio ocorre no Estan-de Abrasco Associados, e o resultado ser divulgado no mesmo dia, em Assembleia.

    De olho na sustentabilidade, o crach do Congresso incen-tivou uma ideia inovadora. Feito com papel semente, se for plantado, germina flores ou temperos, cumprindo a respon-sabilidade social ps-consumo. Veja as informaes no seu crach e aposte na iniciativa.

    Galeria 1

    Rapidinhas

    Convivncia um dos conceitos que sintetizam o que o universo Abrasco. Essa a tnica da pri-meira galeria desta edio.

    Limites ao privado "parasita": um ideal para a sade nacional

    aa

    a

    Sade tema srio, mas quem disse que precisa ser formal? No dia em que o ministro Alexandre Padilha (leia entrevista na pgina

    6) circulou pelos ambientes do Abrasco 2012, encontrou no caminho os versos de congressistas que transformaram em poesia

    suas abordagens sobre o tema.

    Imagem do dia

    Jornalista Responsvel Daiana Bado (MTB 11617)Thais Silveira (MTB 16264)Textos e diagramao: Conselho de Comunicao Abrasco e Bado Comunicao & Marketing Fotos: Foto Rocha RS

    Bado Comunicao & Marketing (51) 3062.5222 / 9171-8619 / www.badocomunicacao.com.br

    EXPEDIENTE

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  • SADE COM ARTE

    Antes da cerimnia de abertura do 10 Congresso Bra-sileiro de Sade Coletiva, uma srie de atraes artsticas, todas vinculadas UFRGS, se apresentou para quem foi PUCRS acompanhar o evento.

    CORAL E ORQUESTRA POPULAR DA UFRGSEntre o variado repertrio apresentado pela Osquestra

    Popular da UFRGS, foram executados pelos 22 msicos o hino nacional e o hino rio-grandense. Tudo acompanha-do pelas vozes do Coral da universidade

    A OPA, coordenada pelo professor do Instituto de Ar-tes Amauri Iablonoviski, nasceu em abril de 2011, como Projeto de Extenso, para criar um ambiente de promoo da msica popular dentro da Universidade. A regncia do Maestro Marcelo Nadruz.

    O coral tem 51 anos de atividades ininterruptas. Conta com 35 cantores, entre alunos, ex-alunos, pessoas da co-munidade e docentes e tcnicos da UFRGS.

    GRUPO TCH E PARALELO 30Protagonistas de um espetculo diante dos partici-

    pantes do Abrasco, ambos os grupos so projetos de extenso da UFRGS ligados ao curso de Licenciatura em Dana. Os integrantes so alunos ou pessoas da comuni-dade. O Tch volta a se apresentar no Abrasco hoje, s 18h, na reitoria da UFRGS.

    BALLET DA UFRGSO Ballet da UFRGS faz parte do Curso de Licenciatura

    em Dana. Alm da performance de ontem, o grupo se apresenta no Congresso hoje, ao meio-dia e s 18h.

    Amanh, dia 17, tem apresentao no ptio entre os prdios da Faced e do Museu, s 12h30min.

    Atraes para encantar os congressistas

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  • Mural da Cidadania

    Francisco LanaEnfermeiro e professor

    da UFMG

    Pmela de LeonEUCPEL

    Pelotas/RS

    J participei de quatro edies e nesta estou redes-cobrindo um grupo com-prometido e que ao longo dos anos ganhou fora.

    Estou revigorado em estar no Congresso. um espao de reflexo, visibilidade, de novas misses e que traba-

    lha na articulao da sade com questes da sociedade.

    "Espero, com a minha participao, abrir meus horizontes para traba-lhar com sade coletiva e, quem sabe, ajudar a melhorar o nosso Sis-tema nico de Sade

    (SUS)".

    Arion AmaralSecretaria Estadual da Sade

    do RS, Pelotas

    Vernica LourenoConselho Nacional de Sade

    Joo Pessoa

    "Estou com grandes expectativas. Espero que o evento contribua para que possamos levar co-

    nhecimento e melhorar as condies gerais da nossa

    cidade"

    "O Congresso um espao importante que promove o dilogo de profissionais

    da sade com a academia. As pesquisas e trabalhos

    apresentados podem favo-recer as intervenes dos

    movimentos sociais. Tam-bm participei da oficina Humanizasus e foi muito importante, porque pude

    colocar minha viso sobre o programa e o que pode ser

    melhorado.

    Helena Fialho (crespo) Psicloga, mestranda em Sade Coletiva UERJ (RJ)

    Carolina Meirelles Secretaria de Estadual

    de Sade do RS Pelotas, RS

    O Congresso uma grande oportunidade de

    encontro, possibilitando a troca de conhecimentos, informaes e experin-

    cias. Neste momento temos como principais desafios no pas a privatizao do SUS e a privatizao da

    vida.

    J participei cinco vezes do Congresso Brasileiro de

    Sade Coletiva, e sem-pre indico para os meus

    colegas. O mais importante, para mim, poder encon-trar profissionais de sade

    de outros municpios. Essa a oportunidade de trocar-

    mos experincia, o que no acontece nmo dia-a-dia e conseguimos fazer muito

    bem aqui.

    Aurora Zen Professora do curso de Ad-

    ministrao da UFRGS

    NilceRede Nacional de Religies

    Afro-brasileiras e SadeRio de Janeiro, RJ

    minha primeira vez no evento e me chamou ateno as palestras bem

    abrangentes, sobre diferen-tes temas da rea. Tambm a oportunidade de estar junto de pesquisadores e profissionais, ainda mais que desenvolvi um projeto sobre sistema de inovao

    de Sade.

    Esse evento de extre-ma importncia para que possamos ocupar todos os lugares na so-ciedade. O povo de ter-reiro tem aes, projetos

    sociais e de sade. J tivemos alguns avanos, como as parcerias com as secretarias estaduais

    pelo Brasil.

    Waldemir VargasBilogo e funcionrio pblico

    Rio de Janeiro, RJ

    Jos KatitoUniversidade de Barcelona

    Angola

    "Sade coletiva funda-mental para o trabalho

    dos municpios. No Rio de Janeiro, por exemplo, ela

    est abandonada, deveriam investir mais nos profissio-nais. Alm disso, a poltica atrapalha muito a sade

    coletiva. Quando se muda a gesto, se acaba mudando

    a linha de trabalho.

    "Vim ao pas de vocs conhecer e buscar diferentes abordagens sobre a questo da epidmica AIDS, saber o que vem sendo produzi-do cientificamente sobre o tema no Brasil e o que eu

    posso aproveitar para levar de experincia para o meu

    pas."

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  • Galeria 2Buscar na prtica o conhecimento. Quinze ofici-nas marcaram o p