#12 - GUIA CURITIBA APRESENTA - JUNHO/2008

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Confira a programação Japonesa João Luiz Fiani. A vida pelo teatro Pág. 06 Pág. 05 CURITIBA APRESENTA - nº12 - junho de 2008 | Distribuição Gratuita

Text of #12 - GUIA CURITIBA APRESENTA - JUNHO/2008

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    JUNHO2008

    100 Anos da Imigrao J

    aponesa

    Confira a programao

    Pg. 05

    Joo Luiz Fiani.

    A vida pelo teatro

    Pg. 06

  • n d i c e

    Destaque Cul tura l Esti lo Curit iba. A modernidade e a preservao da memria 04Centenrio da Imigrao Japonesa no Brasil 05

    Entrev ista Joo Luiz Fiani. Eterna paixo pelo teatro 06

    Uma semana 08

    Teatro e C i rco Passos. A morte como metfora 10

    L i teratura Paiol Literrio convida Marco Lucchesi 15

    Dana Parsons em turn brasi leira. JFK-CWB 19

    Msica Orquestra Base de Corda convida Borghettinho 23

    Cinema O novo suporte para a memria de Curit iba 35

    Artes V isuais Atelis de gravura comemoram 25 anos 39

    Infant i l Bonecos que contam a histria da ndia 47

    Arte por Onde Voc Anda Encontro Sertanejo: uma oportunidade para novos talentos 52

    Outras Artes 53

    Div i r ta -seQue lugar este? 54Palavras Cruzadas 55Histria em Quadrinhos 56

    Endereos e Contatos 58

    Teatro do PaiolO antigo depsito de plvora funcionou at 1917. A instalao do Teatro aconteceu somente em 1971, quando o arquiteto Abro Assad realizou um projeto de res-tauro e reforma do imvel, mantendo as caractersticas arquitetnicas originais, com traos romanos em forma circular. Sua inaugurao reuniu ningum menos que Vincius de Moraes, Maria Medlia e Toquinho, que batizou o espao com uma dose de usque.

    Programao:Dias 6 e 7: Balaio de FATO

    Dia 10: Poucas & Boas interpreta Waldir Azevedo

    Dia 12: Paiol Literrio com Marco Lucchesi

    Dia 13: Com Fuso no Paiol com An-dr Abujamra, Gilson Fukushima, Car-men Jorge, Retamozo e Paulo Biscaia

    Dia 18: Hora da Prosa - Conversas sobre Patrimnio Cultural

    Dias 20 e 21: Cores do Brasil com o Coro da Camerata Antiqua de Curitiba

    Dia 24: Cris Lemos

    Dias 27 e 28: Grupo de Braos Dados

    Conselho Editorial - Paulino Viapiana, Marcelo Simas Cattani, Jos Roberto Lana, Loismary Pache, Christine Vianna Baptista, Thaisa Marques Teixeira Sade. Jornalista Responsvel - Juliana Ceccato Pires MTB 5788. Colaboradores - Ado de Arajo, Alice Rodrigues, Aparecido Casemiro de Oliveira, Izabel Taschini, Jayne Sfair Suny, Lucas Ajuz, Luclia Guimares, Luiz Cequinel, Mayra Pedroso, Miguel ngelo Gubert, Srgio Serena, Thiago Incio, Vivian Siedel Schroeder. Capa - Joo Luiz Fiani. Contatos - Departamento de Imprensa (41) 3213-7590 - agendacultural@fcc.curitiba.pr.gov.br e Departamento Comercial (41) 3213-7514 - comercial@icac.org.br. Pro-jeto Grfico - Aliens Design. Endereo - Rua Eng. Rebouas, 1732 Cep: 80230-040 Curitiba-PR. Esta uma publicao do Instituto Curitiba de Arte e Cultura. Todos os direitos reservados.

  • Estilo CuritibaA modernidade e a preservao da memriaA edio especial de 15 anos da Casa Cor Paran traz um espao exclusivo da Fundao Cultural de Curitiba. Trata-se de um ambiente

    que prope uma reflexo sobre a importncia da participao de to-

    dos os cidados na revitalizao do Patrimnio Cultural de Curitiba.

    Segundo Jorge Elmor, arquiteto que assina o Espao Fundao, a ar-

    quitetura deve buscar uma melhoria na vida e na rotina das pessoas,

    sobretudo no que diz respeito emoo, provocado diferentes sensa-

    es nos seus usurios e visitantes. Elmor especialista em conceitos

    auto-sustentveis e inovadores. Estudou na Universidade de Okayama

    (Japo) e mestre em Estruturas de Madeira pela Universidade Tc-

    nica de Viena. O Espao Fundao s foi possvel atravs da parceria

    com o arquiteto Jorge Elmor e das empresas Performance, Exclusive

    e Vidraaria Bley.

    Casa CorUm dos principais eventos de decorao da Amrica Latina, a Casa Cor

    apresenta 73 ambientes inspirados no tema Estilo Curitiba. O evento

    mostra, em 4.000m, as tendncias e lanamentos de produtos no

    mercado da arquitetura. Alm disso, pretende promover o resgate cul-

    tural e a identificao do jeito curitibano de viver.

    Clube ConcrdiaFundado em 1869, o clube sempre deu prioridade a atividades cul-

    turais. Uma das principais foi a criao do Salo da Primavera, um

    salo de artes visuais que tinha participao de artistas como Joo

    Turin, Alfredo Andersen, Theodoro de Bona e Guido Viaro. O prdio

    remonta ao perodo da chamada arquitetura ecltica, quando vrios e-

    lementos histricos compunham uma mesma construo. Por isso,

    era comum encontrar janelas neoclssicas misturadas com torrees

    mouriscos ou colunas clssicas com janelas neogticas, por exemplo.

    Na poca, o edifcio deveria representar a sua funo, por isso prdios

    pblicos tinham uma aparncia mais clssica. O projeto do prdio

    de Rudolf Lange e sua arquitetura tem grande influncia dos mestres

    e construtores alemes.

    Centenrio da Imigrao Japonesa no Brasil

    Todo o pas est em festa para homenagear os imigrantes japoneses. H 100 anos eles vieram para o Brasil em busca de novas oportunidades. No in-

    cio, eles trabalhavam na lavoura de caf, depois foram para as indstrias e,

    por fim, se consolidaram numa comunidade prspera que vem contribuindo,

    cada vez mais, para o desenvolvimento do nosso pas.

    HistriaEm 28 de abril de 1908, o navio Kasato Maru partiu do Japo. Depois de 52

    dias, ele aportou em Santos, trazendo mais de 750 imigrantes. Inicialmente,

    eles trabalharam nas lavouras de caf, mas, com a crise, tambm vieram

    as pssimas condies de moradia e alimentao. Com isso, muitos foram

    trabalhar no cultivo de verduras e batatas, e outros foram tentar a sorte nas

    estradas de ferro. Com a II Guerra Mundial (1939-1945), o governo brasi-

    leiro rompeu as relaes diplomticas com o Japo. Alm disso, proibiu a

    publicao de jornais japoneses, fechou o consulado e algumas escolas. A

    imigrao voltou a acontecer apenas em 1952, quando as indstrias neces-

    sitavam de mo-de-obra.

    No Paran, a comunidade formou-se principalmente em Londrina, Curitiba,

    Rolndia, Maring e Castro. O primeiro registro dos imigrantes foi em An-

    tonina (1917), na colnia Cacatu. Em seguida, eles foram para o norte do

    Paran, na regio de Bandeirantes. Porm, a colonizao ficou estagnada

    at 1930, quando a Companhia de Terras Norte do Paran ps venda 550

    mil alqueires de terra, instrumento fundamental de trabalho para o cultivo de

    hortalias praticado na regio. Mas foi no final da dcada de 40 que nasceu

    Maring, uma das maiores colnias japonesas do Estado. Em 1962, Curitiba

    inaugurou a Praa do Japo, um espao de cursos e atividades culturais

    japonesas, cultivando a culinria, as artes do origami, dos mangs, dos ani-

    ms e das ikebanas.

    As comemoraes do centenrio da imigrao prevem atividades artstico-

    culturais como publicao de livros e coletneas de poesia, shows musicais,

    apresentaes de artes marciais, entre outros. Confira a programao no

    site: www.nikkeicuritiba.com.br

    XV Casa Cor Paran

    Data: 13 de junho a 20 de julhoHorrio: 13h s 21h (3 feira a sbado) e 11h s 19h (domingo)Local: Clube ConcrdiaIngresso: a confirmar

    IMIN MATSURI do Centenrio

    Data: 20 a 22 de junhoHorrio: 16h s 22h (6 feira), 11h s 22h (sbado e domingo)Local: Parque BarigiIngresso: R$3

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    > Capela Santa Maria Espao Cultural

    > Clube Concrdia

    > Praa do Japo

    > Kasato Maru (1908)

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    Joo Luiz Fiani.Eterna paixo pelo teatro

    Atualmente, como voc percebe a cultura para-naense?A cultura do nosso Estado est em fase terminal... Estamos numa UTI quase que permanente. A polti-ca cultural do Estado no existe. As verbas esto cada vez mais escassas e so destinadas a uma minoria! Na esfera Municipal, o crescimento claro e contundente! A Fundao Cultural est fazendo um excelente trabalho, e o resultado muito positi-vo. Nosso sonho o dia em que Estado e Municpio andem lado a lado, com polticas claras. Mas esse dia parece estar longe, e a gente quem sofre.

    Qual a importncia das Leis de Incentivo Cul-tura?A Lei Federal no existe pra ns... A Lei Rouanet privilegia os grandes nomes, os artistas globais, os msicos consagrados, e o eixo Rio-So Paulo continua recebendo a totalidade da verba. Muito triste! A Lei Municipal a nica que funciona para ns. Nossa nica forma de realizar projetos dignos e com apoio! As leis so muito importantes e ga-rantem, na maioria das vezes, produtos de quali-dade e a possibilidade dos artistas ganharem um cach digno!

    Como avalia a mudana da Lei Municipal de In-centivo Cultura com relao ao julgamento de mrito?O mrito foi uma pssima alterao da Lei. Ficamos merc do gosto pessoal e das tendncias arts-ticas de quem avalia. No acho bom... Quando a Lei foi criada, o grande elogio foi sempre a demo-cracia e a pluralidade de aspectos artsticos que

    ela proporcionava. Com o mrito, o elitismo cultu