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  • 1. TerminologiaAssdio escolar, comumente referido pelo anglicismo bullying, um termo utilizado para descrever atos de violncia fsica ou psicolgica, intencionais e repetidos, praticados por um indivduo (bully tiranete ou valento) ou grupo de indivduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivduo (ou grupo de indivduos) incapazes de se defender. Tambm existem as vtimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agresses, porm tambm so vtimas de assdio escolarpelaturma.

2. Devido ao fato de ser um fenmeno que s recentemente ganhou mais ateno, o assdio escolar ainda no possui um termo especfico consensual, sendo o termo em ingls bullying constantemente utilizado pela mdia de lngua portuguesa. Existem entretanto alternativas como acossamento, ameaa, assdio, intimidao, alm dos mais informais judiar e implicar, alm de diversos outros termos utilizado pelos prprios estudantes em diversas regies. 3. Caracterizao do assdio escolar ''Acossamento", ou "intimidao" ou entre falantes de lngua inglesa bullying, um termo freqentemente usado para descrever uma forma de assdio interpretado por algum que est, de alguma forma, em condies de exercer o seu poder sobre algum ou sobre um grupo mais "fraco". 4. O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define assdio escolar em trs termos essenciais: O comportamento agressivo e negativo; O comportamento executado repetidamente; O comportamento ocorre num relacionamento onde h um desequilbrio de poder entre as partes envolvidas. 5. O assdio escolar divide-se em duas categorias: 1 - assdio escolar direto; 2 - assdio escolar indireto, tambm conhecido como agresso social 6. O bullying direto a forma mais comum entre os agressores masculinos. A agresso social ou bullying indireto a forma mais comum em bullies do sexo feminino e com crianas pequenas, e caracterizada por forar a vtima ao isolamento social. 7. Este isolamento obtido por meio de uma vasta variedade de tcnicas, que incluem: espalhar comentrios; recusa em se socializar com a vtima; intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vtima; ridicularizar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vtima, religio, incapacidades etc). 8. O assdio escolar pode ocorrer em situaes envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e at mesmo pases. Qualquer que seja a situao, a estrutura de poder tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vtima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepo da vtima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistncia. Todavia, a vtima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido s ameaas ou concretizaes de violncia fsica/sexual, ou perda dos meios de subsistncia. 9. Caractersticas dos bullies Pesquisas indicam que adolescentes agressores tm personalidades autoritrias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Tambm tem sido sugerido que uma deficincia em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais tm mostrado que, enquanto a inveja e ressentimento podem ser motivos para a prtica do assdio escolar, ao contrrio da crena popular, h pouca evidncia que sugira que os bullies sofram de qualquer dficit de auto-estima. 10. Outros pesquisadores tambm identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a fora, em acrscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as aes de outros como hostis, a preocupao com a auto-imagem e o empenho em aes obsessivas ou rgidas. 11. freqentemente sugerido que os comportamentos agressivos tm sua origem na infncia: "Se o comportamento agressivo no desafiado na infncia, h o risco de que ele se torne habitual. Realmente, h evidncia documental que indica que a prtica do assdio escolar durante a infncia pe a criana em risco de comportamento criminoso e violncia domstica na idade adulta" 12. O assdio escolar no envolve necessariamente criminalidade ou violncia. Por exemplo, o assdio escolar frequentemente funciona por meio de abuso psicolgico ou verbal. Os bullies sempre existiram mas eram (e ainda so) chamados em portugus de rufias, esfola-caras, briges, acossadores, cabries, valentes e verdugos. Os valentes costumam ser hostis, intolerantes e usar a fora para resolver seus problemas. 13. Tipos de assdio escolar Os bullies usam principalmente uma combinao de intimidao e humilhao para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das tcnicas de assdio escolar: Insultar a vtima; Acusar sistematicamente a vtima de no servir para nada; Ataques fsicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade. 14. Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os. Espalhar rumores negativos sobre a vtima; Depreciar a vtima sem qualquer motivo; Fazer com que a vtima faa o que ela no quer, ameaando-a para seguir as ordens; 15. Colocar a vtima em situao problemtica com algum (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ao disciplinar contra a vtima, por algo que ela no cometeu ou que foi exagerado pelo bully; Fazer comentrios depreciativos sobre a famlia de uma pessoa (particularmente a me), sobre o local de moradia de algum, aparncia pessoal, orientao sexual, religio, etnia, nvel de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado cincia; 16. Isolamento social da vtima; Usar as tecnologias de informao para praticar o cyberbullying (criar pginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vtima em sites de relacionamento com publicao de fotos etc); Chantagem. Expresses ameaadoras; Grafitagem depreciativa; 17. Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para algum de fora) enquanto assegura o controle e a posio em relao vtima (isto ocorre com freqncia logo aps o bully avaliar que a pessoa uma "vtima perfeita"). Fazer que a vtima passe vergonha na frente de vrias pessoas. 18. Assdio moral Assdio moral a exposio dos trabalhadores e a situaes humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exerccio de suas funes. So mais comuns em relaes hierrquicas autoritrias e assimtricas, em que predominam condutas negativas, relaes desumanas e antiticas de longa durao, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relao da vtima com o ambiente de trabalho e a organizao. 19. Tipos de Assdio Assdio Descendente o tipo mais comum de assdio, se d de forma vertical, de cima (chefia) para baixo (subordinados). Principais causas desestabilizar o trabalhador de forma que produza mais por menos, sempre com a impresso que no esta atingindo os objetivos da empresa, o que na maioria das vezes j foi ultrapassado e a meta revista por seus superiores. 20. Assdio Ascendente Tipo mais raro de assdio, se d de forma vertical, mas de baixo (subordinados) para cima (chefia). mais difcil de acontecer pois geralmente praticado por um grupo contra a chefia, j que dificilmente um subordinado isoladamente conseguiria desestabilizar um superior. Principais causas so subordinados com ambio excessiva, geralmente, existe um ou dois que influenciam os demais, objetivando alcanar o lugar do superior. 21. Assdio Paritrio Ocorre de forma horizontal, quando um grupo isola e assedia um membro parceiro. Principais causas eliminar concorrentes, principalmente quando este individuo vem se destacando com freqncia perante os superiores. 22. Fases Primeira fase algo normal que nas empresas surjam conflitos devido diferena de interesses. Devido a isto surgem problemas que podem solucionar-se de forma positiva atravs do dilogo ou que, pelo contrrio, constituam o incio de um problema mais profundo, dando-se isto na seguinte fase 23. Segunda fase Na segunda fase de assdio ou fase de estigmatizao, o agressor pe em prtica toda estratgia de humilhao de sua vtima, utilizando uma srie de comportamentos perversos cuja finalidade ridicularizar e isolar socialmente a vtima. Nesta fase, a vtima no capaz de crer no que est passando, e freqente que negue a evidncia ante o resto do grupo a que pertence. 24. Terceira fase Esta a fase de interveno da empresa, onde o que em princpio gera um conflito transcende direo da empresa. Soluo positiva: Quando a direo da empresa realiza uma investigao exaustiva do conflito e se decide trocar o trabalhador ou o agressor de posto e se articulam mecanismos necessrios para que no voltem a produzir o conflito. Soluo negativa: Que a direo veja o trabalhador como o problema a combater, reparando em suas caractersticas pessoais distorcidas e manipuladas, tornando-se cmplice do conflito. 25. Quarta fase A quarta fase chamada a fase de marginalizao ou excluso da vida laboral, e pode desembocar no abandono do trabalho por parte da vtima. Em casos mais extremos os trabalhadores acuados podem chegar ao suicdio. 26. O agressor Geralmente os agressores (ou "assediadores") no centram suas foras em pessoas serviais e/ou naqueles que so considerados partes do "grupo" de amigos. O que desencadeia sua agressividade e sua conduta um receio pelos xitos e mritos dos demais. Um sentimento de irritao rancorosa, que se desencadeia atravs da felicidade e vantagens que o outro possa ter. O agressor tem claras suas limitaes, deficincias e incompetncia profissional, sendo consciente do perigo constante a que est submetido em sua carreira. 27. A vtima No existe um perfil psicolgico determinado que predisponha a uma pessoa a ser vtima de assdio moral, qualquer um pode ser objeto deste acaso. Aos olhos do agressor, a vtima uma pessoa inconformista, que graas a sua preparao ou sua inteligncia questiona sistematicamente os mtodos e frmulas de organizao do trabalho que lhe vem imposto. 28. Vale salientar que diminuir ou criticar colocar o outro em situao de inferioridade. Fazer propaganda contra algum mais fcil se essa pessoa possui caractersticas que o preconceito de cor, sexo, ideologia ou classe social refora como inferioridade. Embora no haja um perfil psicolgico, h casos de assdios contra trabalhadores com altos salrios que so ameaados de substituio por outros com menores salrios e trabalhadores que so representantes de sindicatos e associaes. 29. Bullying professor-aluno O assdio escolar pode ser praticado de um professor para um aluno. As tcnicas mais comuns so: Intimidar o aluno em voz alta rebaixandoo perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa manipular a classe contra um nico aluno o expondo a humilhao; Assumir um critrio mais rigoroso na correo de provas com o aluno e no com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas; 30. Negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber gua, expondo-o a tortura psicolgica; Difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acus-lo de atos que no cometeu; Tortura fsica, mais comuns em crianas pequenas. Puxes de orelha, tapas e cascudos. 31. Locais de assdio escolar Escolas Em escolas, o assdio escolar geralmente ocorre em reas com superviso adulta mnima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prdio da escola. Alguns sinais so comuns como a recusa da criana de ir escola ao alegar sintomas como dor de barriga ou apresentar irritao, nervosismo ou tristeza anormais 32. Local de trabalho O assdio escolar em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Assdio escolar Adulto") descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido como: Um problema srio que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivduos. Mas o assdio escolar mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. uma intimidao regular e persistente que solapa a integridade e confiana da vtima do bully. E frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organizao". 33. Vizinhana Entre vizinhos, o assdio escolar normalmente toma a forma de intimidao por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padres de vida normais ou fazer queixa s autoridades (tais como a polcia) por incidentes menores ou forjados. O propsito desta forma de comportamento fazer com que a vtima fique to desconfortvel que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como assdio escolar: a falta de sensibilidade pode ser uma explicao. 34. Alcunhas ou apelidos (dar nomes) Normalmente, uma alcunha (apelido) dada algum por um amigo, devido a uma caracterstica nica dele. Em alguns casos, a concesso feita por uma caracterstica que a vtima no quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a populariz-la, mas isto geralmente percebido como inofensivo ou o golpe sutil demais para ser reconhecido. 35. Legislao No Brasil, a gravidade do ato pode levar os jovens infratores aplicao de medidas scioeducativas.De acordo pelo cdigo penal brasileiro, a negligncia com um crime pode ser tida como uma coautoria. Na rea cvil, e os pais dos bullies podem, pois, ser obrigados a pagar indenizaes e podem haver processos por danos morais. 36. A legislao jurdica do estado brasileiro de So Paulo define assdio escolar como atitudes de violncia fsica ou psicolgica, que ocorrem sem motivao evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimid-las ou agredi-las, causando dor e angstia. Os atos de assdio escolar configuram atos ilcitos, no porque no esto autorizados pelo nosso ordenamento jurdico, mas por desrespeitarem princpios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Cdigo Civil, que determina que todo ato ilcito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. 37. A responsabilidade pela prtica de atos de assdio escolar pode se enquadrar tambm no Cdigo de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam servio aos consumidores e so responsveis por atos de assdio escolar que ocorram nesse contexto. No estado brasileiro do Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em 23 de setembro de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas pblicas e particulares notificarem casos de bullying polcia. Em caso de descumprimento, a multa pode ser de trs a 20 salrios mnimos (at R$ 10.200) para as instituies de ensino. 38. Condenaes legais Dado que a cobertura da mdia tem exposto o quo disseminada a prtica do assdio escolar, os jris esto agora mais inclinados do que nunca a se simpatizarem com as vtimas. Em anos recentes, muitas vtimas tm movido aes judiciais diretamente contra os agressores por "imposio intencional de sofrimento emocional" e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princpio da responsabilidade conjunta. 39. No Brasil Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um tero (30,8%) dos estudantes brasileiros informou j ter sofrido bullying, sendo maioria das vtimas do sexo masculino. A maior proporo de ocorrncias foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas pblicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes. 40. No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas pblicas e particulares revelou que as humilhaes tpicas do bullying so comuns em alunos da 5 e 6 sries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% esto envolvidos com o problema - seja intimidando algum, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum a ciberntica, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamao em sites de relacionamento como o Orkut. 41. Casos clebres Na Grande So Paulo, uma menina apanhou at desmaiar por colegas que a perseguiam. E em Porto Alegre um jovem foi morto com arma de fogo durante um longo processo de assdio escolar. Em maio de 2010, a Justia obrigou os pais de um aluno do Colgio Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte a pagar uma indenizao de R$ 8 mil a uma garota de 15 anos por conta de assdio escolar. 42. Em 2011, a 13 Cmara Cvel do Tribunal de Justia do Rio de Janeiro condenou uma escola privada a pagar indenizao a uma vitima de bullying. Em 2011, o Massacre de Realengo, no qual 12 crianas morreram alvejadas por tiros em uma escola, foi atribudo, por ex-estudantes da escola e ex-colegas do atirador, a uma vingana por bullying. 43. Famosos que sofreram BullyingTom Cruise: passou maus bocados no colgio por ser dislxico, um distrbio que interfere na aprendizagem . 44. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em discurso que sofreu bullying quando era estudante. Com as orelhas grandes e o nome que tenho, no fui imune a esse fenmeno", 45. Bill Clinton: era gordinho e rejeitado pela turma. Hoje um poltico conhecido mundialmente.Bill e Hillary Clinton 46. Madonna: por incrvel que parea a cantora era deixada de lado pelos colegas mas a solido no impediu que seu talento fosse reconhecido. 47. Lzaro Ramos: Sofri diversas vezes. Algumas delas de uma maneira mais explcita e outras de uma maneira que entendi depois. Por exemplo, eu tive a minha primeira namorada aos 17 anos, eu sempre fui o melhor amigo. Eu estudava em colgios particulares que tinham, em sua maioria, pessoas brancas, e eu tinha muita dificuldade em me relacionar. 48. Gisele Bndchen A top aturou muitas piadinhas sem graa por ser magra e alta. Tinha trs apelidos: Saracura, Olvia Palito e Somaliana. 49. Eminem. O perodo que passei na escola em cada ano foi de 3 meses. Eu fui vtima de bullying por diversas vezes e, aos 8 anos, estive no hospital durante 10 dias devido aos ferimentos. Em muitas escolas fui perseguido por ser dos poucos rapazes brancos. Muitas vezes tambm me roubavam