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1531 leia algumas paginas

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Text of 1531 leia algumas paginas

  • 3 edio2015

    Leonardo de Medeiros GarciaCoordenador da ColeoTalden FariasAdvogado, consultor jurdico e professor da Universidade Federal da Paraba. Mestre em Cincias Jurdicas pela Universidade Federal da Paraba, doutorando em Direito da Cidade pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e doutor em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande, com estgio de pesquisa realizado junto Universidade de Salamanca/Espanha. Autor dos livros Direito ambiental: tpicos especiais (Joo Pessoa: Universidade Federal da Paraba, 2007), Introduo ao direito ambiental (Belo Horizonte: Del Rey, 2009) e Licenciamento ambiental: aspectos tericos e prticos (4. ed. Belo Horizonte: Frum, 2013). Organizador do livro Direito

    ambiental: o meio ambiente e os desafios da contemporaneidade (Belo Horizonte: Frum, 2010).

    Francisco Serphico da Nbrega CoutinhoJuiz de Direito no Rio Grande do Norte e professor da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte. Especialista em Direito Ambiental pela Universidade Federal da Paraba, mestre em Desen-volvimento e Meio Ambiente pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte e doutor em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande. Organizador do livro Direito ambiental: o meio ambiente e os desafios da contemporaneidade (Belo Horizonte: Frum, 2010). Coordenador da Revista direito e liberdade, da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte.

    Gergia Karnia R. M. M. MeloAdvogada, consultora jurdica e professora (licenciada) da Faculdade de Cincias Sociais Aplicadas. Mestre e doutoranda em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande.

    DIREITO AMBIENTAL

    DIREITO AMBIENTAL

    C O L E O S I N O P S E S P A R A C O N C U R S O S

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    GUIA dE LEItURA dA COLEO

    Guia de leitura da Coleo

    A Coleo foi elaborada com a metodologia que entendemos ser a mais apropriada para a preparao de concursos.

    Neste contexto, a Coleo contempla:

    DOUTRINA OTIMIZADA PARA CONCURSOS

    Alm de cada autor abordar, de maneira sistematizada, os assuntos triviais sobre cada matria, so contemplados temas atuais, de suma importncia para uma boa preparao para as provas.

    No existe um consenso na doutrina e na jurisprudncia quanto aos princpios gerais do direito Ambiental, seja no que diz respeito ao contedo, ao nmero ou terminologia adotada. Por isso, foram selecionados os princpios com maior respaldo consti-tucional e universalidade, e mais exigidos em concursos pblicos.

    ENTENDIMENTOS DO STF E STJ SOBRE OS PRINCIPAIS PONTOS

    `` Qual o entendimento do STJ sobre o assunto?A criao de Unidades de Conservao no um m em si mesmo, vincu-lada que se encontra a claros objetivos constitucionais e legais de proteo da Natureza. Por isso, em nada resolve, freia ou mitiga a crise da biodi-versidade diretamente associada insustentvel e veloz destruio de habitat natural , se no vier acompanhada do compromisso estatal de, sincera e e cazmente, zelar pela sua integridade fsico-ecolgica e provi-denciar os meios para sua gesto tcnica, transparente e democrtica. A ser diferente, nada alm de um sistema de reas protegidas de papel ou de fachada existir, espaos de ningum, onde a omisso das autoridades compreendida pelos degradadores de planto como autorizao implcita para o desmatamento, a explorao predatria e a ocupao ilcita (REsp 1071741, Relator ministro Herman benjamin, 16.12.2010).

  • tALdEN FARIAS, FRANCISCO SERPHICO dA NbREGA COUtINHO E GERGIA KARNIA

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    PALAVRAS-CHAVES EM OUTRA COR

    As palavras mais importantes (palavras-chaves) so colocadas em outra cor para que o leitor consiga visualiz-las e memoriz-las mais facilmente.

    O Plano de Manejo elaborado de acordo com as necessidades e peculiaridades da rea protegida, posto que cada Unidade de Con-servao possui uma realidade distinta.

    QUADROS, TABELAS COMPARATIVAS, ESQUEMAS E DESENHOS

    Com esta tcnica, o leitor sintetiza e memoriza mais facilmente os principais assuntos tratados no livro.

    AtenuantesAtenuantesAtenuantes

    QUESTES DE CONCURSOS NO DECORRER DO TEXTO

    Atravs da seo Como esse assunto foi cobrado em concurso? apresentado ao leitor como as principais organizadoras de concurso do pas cobram o assunto nas provas.

    `` Como esse assunto foi cobrado em concurso?Foi considerada correta o seguinte item no concurso para o cargo de Juiz Federal do Tribunal Regional Federal da 4 Regio/2010/CESPE: Podem ser constitudas de terras particulares a rea de proteo ambiental, o Refgio de vida silvestre e a rea de relevante interesse ecolgico.

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    PROPEdUtICA dO dIREItO AmbIENtAL

    C a p t u l o 1

    Propedutica do Direito AmbientalSumrio 1. Conceito de direito Ambiental 2. Obje-tivo do direito Ambiental: 2.1. Consideraes sobre a nomenclatura direito Ambiental 3. Autonomia do Direito Ambiental 4. Codificao Ambiental 5. Evoluo histrica do Direito Ambiental: 5.1. Fase individualista ou de explorao desregrada:; 5.2. Fase fragmentria; 5.3. Fase holstica 6. Fontes do direito Ambiental 7. Natureza jurdica do direito Ambiental 8. Antropocentrismo e biocentrismo.

    1. CONCEITO DE DIREITO AMBIENTAL

    O Direito Ambiental o ramo da Cincia Jurdica que disci-plina as atividades humanas efetiva ou potencialmente causadoras de impacto sobre o meio ambiente, com o intuito de defend-lo, melhor-lo e de preserv-lo para as geraes presentes e futuras. Isso implica dizer que os impactos ambientais que no forem cau-sados nem puderem ser influenciados pelo ser humano no faro parte do objeto desta disciplina.

    `` Importante:O objeto do direito Ambiental so as atividades cujos impactos ambien-tais so causados ou influenciados pela atividade humana.

    2. OBJETIVO DO DIREITO AMBIENTAL

    O objetivo do direito Ambiental defender o meio ambiente e a qualidade de vida da coletividade. Isso implica dizer que esse ramo da Cincia Jurdica no procura simplesmente regulamentar as relaes humanas que se utilizam ou que possam se utilizar dos recursos naturais, posto que sua finalidade promover a proteo e a melhoria da qualidade ambiental.

  • TALDEN FARIAS, FRANCISCO SERPHICO DA NBREGA COUTINHO E GERGIA KARNIA

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    `` Importante:Ao defender o meio ambiente, o direito Ambiental protege a qualidade de vida da coletividade.

    2.1. Consideraes sobre a nomenclatura Direito Ambiental

    Outras designaes tm sido apontadas para esse ramo da Cin-cia Jurdica que tem como objetivo a proteo do meio ambiente, a exemplo de Direito Ecolgico, Direito da Ecologia, Direito do Ambiente, Direito do Meio Ambiente e Direito da Proteo da Natu-reza. Enquanto algumas terminologias deixaram de ser utilizadas por conta da implcita associao concepo de meio ambiente natural, outras simplesmente no foram obtiveram a preferncia dos juristas, legisladores e magistrados.

    A expresso Direito Ambiental foi adotada pela doutrina, pela jurisprudncia e pela legislao, alcanando na atualidade pratica-mente o consenso entre os profissionais da rea. trata-se, efetiva-mente, de uma designao mais adequada para abarcar o objeto e o objetivo da disciplina, pois permite uma considerao mais ampla da matria ao albergar tambm o meio ambiente artificial, o meio ambiente cultural e o meio ambiente do trabalho.

    3. AUTONOMIA DO DIREITO AMBIENTAL

    A identificao da autonomia de um ramo do Direito em rela-o s demais disciplinas da Cincia Jurdica deve ocorre a partir da delimitao de instrumentos e princpios especficos. No caso do direito Ambiental, durante bastante tempo parte da doutrina resistiu em reconhecer a sua autonomia por entender que se tratava de um sub-ramo do direito Administrativo ou de um simples agrupamento de institutos de outros ramos do conhecimento jurdico.

    No entanto, possvel afirmar que esse carter autnomo pas-sou a existir a partir da edio da Lei n 6.938/81, que delineou o objeto e o objetivo e estabeleceu as diretrizes, os instrumentos e os princpios do direito Ambiental. A Constituio da Federal de 1988 consagrou definitivamente essa condio ao dedicar um captulo inteiro ao meio ambiente e ao al-lo condio de direito funda-mental da pessoa humana, o que contribuiu para estabelecer um

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    PROPEdUtICA dO dIREItO AmbIENtAL

    processo de permanente fortalecimento dos institutos desse ramo do conhecimento jurdico.

    O direito Ambiental trouxe contribuies originais ao ordena-mento jurdico nacional e internacional, a exemplo das avaliaes de impacto ambiental e das regras precaucionais relativas energia nuclear ou engenharia gentica. claro que existe tambm a apro-priao de institutos oriundos de outros ramos da Cincia Jurdica, como os atos administrativos concessivos, a responsabilidade civil, as sanes administrativas e o zoneamento.

    Contudo, impende dizer que na maioria dos casos tais institutos so adaptados e adquirem um formato caracterstico renovado, ade-quado para o atendimento das demandas impostas. Esse novo ramo do conhecimento jurdico evoluiu significativamente sob os aspectos doutrinrio, jurisprudencial e legislativo, a ponto de se tornar dis-ciplina exigida na maioria dos cursos de graduao em direito do pas e matria obrigatria nos concursos para a magistratura e nos Exames de Ordem.

    `` Como esse assunto foi cobrado em concurso?Foi considerada correta a seguinte alternativa no concurso para o Minis-trio Pblico/RR/2008/CESPE: O direito Ambiental um direito sistemati-zador, que faz a articulao da legislao, da doutrina e da jurisprudn-cia concernentes aos elementos que integram o ambiente.

    4. CODIFICAO AMBIENTAL

    Ao contrrio do que ocorre com a maioria dos ramos da Cincia Jurdica, no existe um cdigo que harmonize a legislao ambiental brasileira, apesar da existncia de cdigos setorializados, a exemplo do Cdigo de Caa, do Cdigo Florestal e do Cdigo de Pesca. trata--se, efetivame