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    Lei de interCePtao teLefniCa Lei n 9.296, de 24 de juLho de 1996

    lei de interCePtao telefniCa lei n 9.296, de 24 de julHo de 1996

    Art. 1 A interceptao de comunicaes telefnicas, de qualquer natu-reza, para prova em investigao criminal e em instruo processual penal, observar o disposto nesta Lei e depender de ordem do juiz com-petente da ao principal, sob segredo de justia.

    Pargrafo nico. O disposto nesta Lei aplica-se interceptao do fluxo de comunicaes em sistemas de informtica e telemtica.

    1. Objeto da lei. A presente lei trata da autorizao, regulamentao e li-mites para a realizao da interceptao telefnica como meio de prova no curso da persecuo penal. Em poucos artigos, o legislador tratou da regulamentao do tema, da competncia para a autorizao da sua re-alizao, das hipteses de incidncia e de no incidncia deste meio de prova, dos requisitos a serem demonstrados para que a interceptao seja autorizada, do tempo de sua durao, do procedimento a ser seguido na interceptao, do destino do objeto dessa prova, e, por fim, puniu como crime a conduta de realizar a interceptao telefnica fora dos moldes previstos na lei.

    2. Meios de prova. Pelo seu contedo, podemos concluir que a presente lei tem contedo predominantemente processual. Embora ela traga um tipo penal no art. 10, a maior parte do seu contedo tem como objeto a regu-lamentao da obteno de um meio de prova, que a interceptao tele-fnica, que, na realidade, ser apenas mais um elemento de prova dentro do processo, no podendo prevalecer sobre nenhuma outra prova, nem ser desprezado em detrimento de qualquer outro elemento probatrio, em homanagem ao princpio da relatividade das provas.

    3. Abrangncia. Ao empregar as expresses em investigao criminal e em instruo processual penal o legislador deixou clara a abrangncia da rea-lizao da interceptao telefnica, pois pretendeu abranger as duas fases da persecuo criminal, seja na sua 1 fase, que a do inqurito policial, seja na sua 2 fase, em que se tem a ao penal.

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    Gabriel Habib

    4. Objeto de interceptao. Questo relevante versa sobre o que pode ser objeto de interceptao. A discusso decorre da redao do dispositivo constitucional. Confira-se a redao art. 5, XII da CR/88: inviolvel o sigilo da correspondncia e das comunicaes telegrficas, de dados e das comunicaes telefnicas, salvo, no ltimo caso, por ordem judicial, nas hi-pteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigao criminal ou instruo processual penal. A redao constitucional levou parcela da doutrina a afirmar que a interceptao pode ser feita de qualquer forma de comunicao, ou seja, pode abranger a comunicao telegrfica, de dados e as comunicaes telefnicas, desde que seja para fins criminais. Contudo, pensamos que a norma que se retira do comando constitucional outra. Alis, no vemos o porqu da discusso diante de uma norma constitucional clara. Com efeito, o dispositivo dispe sobre a inviolabili-dade das comunicaes telegrficas, de dados e telefnicas, fazendo uma ressalva em relao s comunicaes telefnicas ao dispor salvo, no l-timo caso. A Constituio tratou de trs formas de comunicao: 1. tele-grfica; 2. de dados; e 3. telefnicas. Aps a enumerao, o constituinte disps salvo, no ltimo caso. De forma clara todas as luzes, o legislador constituinte enumerou trs casos e depois ressalvou o ltimo caso. Per-gunta-se: qual seria o ltimo caso? A resposta bvia: o terceiro caso. E qual ? As comunicaes telefnicas. Se a ressalva abrangesse todas as hipteses, qual teria sido a razo para o legislador constituinte inserir a expresso no ltimo caso? Data venia de entendimentos em sentido contrrio, pensamos que a norma constitucional no deixa margem para dvidas ou controvrsias. Temos que a norma que se retira do inciso XII do art. 5 da CR/88 a seguinte: o sigilo das comunicaes telegrficas, de dados e das comunicaes telefnicas inviolvel, ressalvado esse ltimo caso, das comunicaes telefnicas, em que o ele pode ser afastado por or-dem judicial, nos casos previstos em lei para fins de investigao criminal ou instruo processual penal. No vemos como retirar outra norma do comando constitucional.

    5. Conceito de interceptao telefnica. Interceptar significa cortar a passa-gem de algo, interromper o fluxo de algo. Assim, por interceptao telef-nica entenda-se o ato de interromper, realizar uma interferncia no fluxo de comunicao telefnica entre duas pessoas diferentes do intercepta-dor. O interceptador capta o fluxo da comunicao entre duas pessoas es-tranhas a ele.

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    Lei de interCePtao teLefniCa Lei n 9.296, de 24 de juLho de 1996

    6. Direitointimidadeeaosigilodascomunicaestelegrficasdedadosedascomunicaestelefnicas.A realizao da interceptao telefnica oferece srios riscos a alguns direitos fundamentais previstos na CR/88, como o direito intimidade, positivado no art. 5, X (so inviolveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenizao pelo dano material ou moral decorrente de sua violao), bem como, e, sobretudo, o direito ao sigilo das comunicaes telegrficas de dados e das comunicaes telefnicas positivado no art. 5, XII ( inviolvel o sigilo da correspondncia e das comunicaes tele-grficas, de dados e das comunicaes telefnicas, salvo, no ltimo caso, por ordem judicial, nas hipteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigao criminal ou instruo processual penal.). Disso decor-re a necessidade de estabelecer-se a extenso da autorizao legal para a interceptao telefnica e da necessidade de exigncia de autorizao judicial para a sua realizao, temas que sero abordados em tpicos pr-prios.

    7. Necessidade de autorizao judicial. inegvel que a interceptao tele-fnica constitui verdadeira restrio ao direito fundamental intimidade e ao sigilo das comunicaes telefnicas, conforme exposto no tpico an-terior. Ao Juiz, isento e imparcial, cabe velar pela observncia do respeito aos direitos e garantias fundamentais, em busca do devido processo le-gal. Assim, a restrio de direitos, sobretudo de direitos fundamentais, s pode ser feita por um rgo imparcial. S o Juiz tem condies de avaliar, caso a caso, com iseno, ponderao e equilbrio, a necessidade de res-tringir-se um direito fundamental, como na hiptese de restrio do direi-to fundamental intimidade e ao sigilo das comunicaes telefnicas, por meio da interceptao telefnica. A interveno judicial prvia d-se como fator de conformao constitucional do ato a ser praticado, evitando-se os abusos e os excessos estatais que colocam em perigo os direitos funda-mentais. H tempos o processo deixou de ser um mero instrumento para a satisfao do direito material, de exerccio do jus puniendi, de satisfao da pretenso punitiva estatal e passou a ser um instrumento de exerccio de garantias constitucionais do indivduo que funciona como um escudo contra o arbtrio estatal. O processo penal no um instrumento colocado somente a servio da nica finalidade de satisfao da pretenso puniti-va estatal. O processo deve desempenhar a sua dupla funo de, por um lado, tornar vivel a aplicao da pena, e, de outro, servir de instrumento de garantia dos direitos e liberdades individuais, tendo em vista que o di-

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    Gabriel Habib

    reito processual no outra coisa seno o direito constitucional aplicado. De outro giro, os direitos fundamentais so marcados pela caracterstica da relatividade, que significa que no so absolutos, mas, sim, relativos, razo pela qual podem sofrer limitaes em face de outros direitos. Con-tudo, essa relatividade, associada necessidade de dar-se mais efetivida-de busca de elementos probatrios dentro do processo penal, no pode conduzir supresso de direitos e garantias fundamentais fora dos moldes constitucionais. O que o legislador pretendeu, ao exigir a autorizao judi-cial, por meio da prvia interveno do Poder Judicirio, como rgo inde-pendente, autnomo, isento e desinteressado na investigao criminal, foi justamente a ponderao desses direitos envolvidos, para que esse meio de obteno de prova seja praticado dentro das balizas constitucionais. Por isso, o controle da violao de um direito fundamental pelo Poder Judicirio deve ser sempre prvio, razo pela qual indispensvel a auto-rizao judicial para a realizao da interceptao telefnica.

    STJ.

    Informativon510

    Quinta Turma

    DIREITO PROCESSUAL PENAL. INTERCEPTAO TELEFNICA SEM AU-TORIZAO JUDICIAL. VCIO INSANVEL.

    No vlida a interceptao telefnica realizada sem prvia autori-zaojudicial,aindaquehajaposteriorconsentimentodeumdosin-terlocutoresparasertratadacomoescutatelefnicaeutilizadacomoprova em processo penal. A interceptao telefnica a captao de conversa feita por um terceiro, sem o conhecimento dos interlocutores, que depende de ordem judicial, nos termos do inciso XII do artigo 5 da CF, regulamentado pela Lei n. 9.296/1996. A ausncia de autoriza-o judicial para captao da conversa macula a validade do material como prova para processo penal. A escuta telefnica a captao de conversa feita por um terceiro, com o conhecimento de apenas um dos interlocutores. A gravao telefnica feita por um dos interlocutores do dilogo, sem o consentimento ou a cincia do outro. A escuta e a gravao telefnicas, por no constiturem interceptao telefnica em sentido estrito, no esto sujeitas Lei 9.296/1996, podendo ser utili-zadas, a depender do caso concreto, como prova no processo. O fato de um dos interlocutores dos dilogos gravados de forma clandestina ter consentido posteriormente com a divulgao dos seus contedos no tem o condo de legitimar o ato, pois no momento da gravao no

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    Lei de interCePtao teLefniCa Lei n 9.296, de 24 de juLho de 1996

    tinha cincia do artifcio que foi implementado pelo responsvel pela interceptao, no se podendo afirmar, portanto, que, caso soubesse, manteria tais conversas pelo telefone interceptado. No existindo prvia autorizao judicial, tampouco configurada a hiptese de gravao de comunicao telefnica, j que nenhum dos interlocutores tinha cincia de tal artifcio no momento dos dilogos interceptados, se faz imperiosa a declarao de nulidade da prova, para que no surta efeitos na ao penal. Precedente citado: EDcl no HC 130.429-CE, DJe 17/5/2010. HC 161.053-SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 27/11/2012.

    Aplicaoemconcurso.

    (UEG - Delegado de Polcia - GO/2013) Capito Didi teve seus dilogos telefnicos, estabelecidos com Leko do Cer-rado, interceptados pela autoridade policial, sem autorizao judicial e sem consentimento de ambos. Tal fato desvelou a prtica do crime previsto no artigo 157, 2, I e II, do Cdigo Penal. Aps ameaa de sua esposa em aban-donar o lar, Capito Didi consentiu na divulgao dos seus contedos. Nesse caso, segundo o Superior Tribunal de Justia, a prova :

    a) nula, pois no houve prvia autorizao judicial, nem tampouco os interlocu-tores tinham cincia de tal artifcio no momento dos dilogos interceptados.

    b) vlida, pois o consentimento de um dos interlocutores, mesmo posterior, tem o condo de legitimar o ato.

    c) nula, pois o consentimento de Capito Didi se encontra viciado pela ameaa proferida de abandono de lar pela sua esposa.

    d) vlida, pois possvel afirmar que Capito Didi, caso soubesse previamen-te da interceptao telefnica, manteria os mesmos dilogos travados com Leko do Cerrado.

    Alternativa correta: letra A.

    (Cespe - Delegado de Polcia - BA/2013) Um delegado de polcia, tendo recebido denncia annima de que Mlton estaria abusando sexualmente de sua prpria filha, requereu, antes mesmo de colher provas acerca da informao recebida, a juiz da vara criminal com-petente a interceptao das comunicaes telefnicas de Mlton pelo prazo de quinze dias, sucessivamente prorrogado durante os quarenta e cinco dias de investigao. Ktia, ex-mulher de Mlton, contratou o advogado Caio para acompanhar o inqurito policial instaurado. Mlton, ento, ainda no curso da investigao, resolveu interceptar, diretamente e sem o conhecimento de Caio e Ktia, as ligaes telefnicas entre eles, tendo tomado conhecimento, devido s interceptaes, de que o advogado cometera o crime de trfico de influncia. Em razo disso, Mlton procurou Ktia e solicitou que ela concor-

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    Gabriel Habib

    dasse com a divulgao do contedo das gravaes telefnicas, ao que Ktia anuiu expressamente. Mlton, ento, apresentou ao delegado o contedo das gravaes, que foram utilizadas para subsidiar ao penal iniciada pelo MP contra Caio, pela prtica do crime de trfico de influncia.

    Com base nessa situao hipottica, julgue os itens seguintes, a respeito das interceptaes telefnicas.

    A interceptao telefnica realizada por Mlton ilegal, porquanto desprovi-da da necessria autorizao judicial.

    A alternativa est certa.

    8. Ordem do Juzo competente. A previso legal no sentido de que a inter-ceptao telefnica depende de autorizao do Juiz competente uma decorrncia do princpio do Juzo natural previsto no art. 5, XXXVII (no haver juzo ou tribunal de exceo) e LIII (ningum ser processado nem sentenciado seno pela autoridade competente) da CRFB/88. Segun-do esse princpio, o Juzo natural aquele que possui a sua competncia definida em lei antes da prtica do fato criminoso. Em outras palavras, o Juzo natural aquele que j tem competncia para o processo e o julga-mento do fato criminoso na data da sua prtica. Trata-se de uma garantia constitucional para que seja assegurado um julgamento imparcial e isento por parte do Poder Judicirio. O legislador fez essa exigncia porque, caso a interceptao seja feita no curso do processo, somente aquele Juiz que ter condies de avaliar, de acordo com o caso concreto julgado na-quele processo, se ser necessrio o deferimento da medida. Mas caso a interceptao seja realizada antes da instaurao do processo criminal, ou seja, na fase do inqurito policial, ela dever ser autorizada pelo Juzo que posteriormente tornar-se- competente para processar e julgar o delito. Note-se que, nesse caso, a interceptao telefnica ter a natureza de me-dida cautelar, hiptese na qual o seu requerimento ser remetido livre distribuio a um dos Juzos criminais competentes para processar e julgar o delito, hiptese na qual esse Juzo ficar prevento para o processo pos-teriormente instaurado, por fora dos arts. 75 e 84 do Cdigo de Processo Penal (Art. 75. A precedncia da distribuio fixar a competncia quan-do, na mesma circunscrio judiciria, houver mais de um juiz igualmen-te competente. Pargrafo nico. A distribuio realizada para o efeito da concesso de fiana ou da decretao de priso preventiva ou de qualquer diligncia anterior denncia ou queixa prevenir a da ao penal. Art. 83. Verificar-se- a competncia por preveno toda vez que, concorrendo dois ou mais juzes igualmente competentes ou com jurisdio cumulativa,

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    Lei de interCePtao teLefniCa Lei n 9.296, de 24 de juLho de 1996

    um deles tiver antecedido aos outros na prtica de algum ato do processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da de-nncia ou da queixa (arts. 70, 3, 71, 72, 2, e 78, II, c)).

    9. Modificaosupervenientedecompetncia.Caso haja posteriormente a modificao da competncia para processar e julgar o delito, a intercepta-o telefnica j realizada no se torna prova ilcita. Imagine-se a seguinte hiptese: o Juzo da 1 Vara Federal Criminal autoriza a interceptao tele-fnica para a investigao de um delito de trfico transnacional de drogas, delito de competncia da Justia Federal (art. 70 da lei 11.343/2006: O processo e o julgamento dos crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, se caracterizado ilcito transnacional, so da competncia da Justia Federal). Posteriormente, depois de concluda a interceptao e j na fase processu-al, verifica-se que no se trata de trfico transnacional, mas, sim, de trfico nacional, de competncia da Justia Estadual. O Juzo da 1 Vara Federal Cri-minal declara-se incompetente e remete os autos Justia Estadual. Nesse caso, a interceptao telefnica vlida e lcita? Pensamos que sim. Com efeito, no momento da autorizao para a realizao da interceptao, o Juzo competente era o da 1 Vara Federal Criminal. A sua incompetncia somente foi detectada posteriormente, sendo que isso no macula a prova produzida, nem a torna ilcita. O ato de autorizao da interceptao telef-nica foi praticado pelo Juzo competente naquele momento da prtica dos atos investigatrios. A competncia criminal forma-se no momento em que uma ao judicial criminal ajuizada ou que um pedido de medida cautelar apresentado em Juzo. Contudo, posteriormente, o Juzo que recebeu os autos do processo deve ratificar esse meio de prova.

    STJ.

    PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPE-CIAL. QUADRILHA, CORRUPO ATIVA E ESTELIONATO. DEFICINCIA NA FUNDAMENTAO RECURSAL. SUMULA N 284/STF. INTERCEPTAES TELEFNICAS. AUTORIZAO. ALTERAO SUPERVENIENTE DA COMPE-TNCIA. NO OCORRNCIA DE NULIDADE. PRORROGAES. CABIMENTO. AUSNCIA DE EMBASAMENTO APENAS EM DENNCIA ANNIMA. AGRA-VO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Aplicvel o enunciado 284 da Smula do Supremo Tribunal Federal quando o recorrente, apesar de apontar o dispositivo legal, no indica precisamente as razes jurdicas pelas quais considerou violada a norma. De igual modo, se o recorren-te no refuta os fundamentos utilizados pelo aresto recorrido, aplica-se o disposto na Smula 284/STF, ante a deficincia na fundamentao do

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    Gabriel Habib

    recurso especial. 2. Nos termos da jurisprudncia desta Corte Superior, as interceptaes telefnicas eventualmente determinadas por auto-ridade absolutamente incompetente permanecem vlidas e podem ser plenamente ratificadas. (APn 536/BA, Rel. Ministra ELIANA CALMON, CORTE ESPECIAL, DJe 04/04/2013) 3. assente neste Tribunal Superior, o entendimento segundo o qual as autorizaes subsequentes de intercep-taes telefnicas, uma vez evidenciada a necessidade das medidas, no se sujeitam a prazo certo, mas ao tempo necessrio e razovel para o fim da persecuo penal. 4. O procedimento de interceptao telefnica foi, no caso, realizado de acordo com o preceituado na jurisprudncia deste Tribunal Superior, firme no sentido de que no h nulidade da quebra do sigilo quando, no obstante a delatio criminis annima, sejam realizadas diligncias anteriores a embasar a interceptao telefnica. 5. Agravo re-gimental a que se nega provimento. AgRg no REsp 1316912. Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 18/03/2014.

    Aplicaoemconcurso.

    (Cespe Cartrio TJ-DFT/2014) Assinale a opo correta acerca de interceptao telefnica, segundo o STF, o STJ e a doutrina majoritria.

    A) Segundo o entendimento do STF, impossvel a prorrogao do prazo de autorizao para a interceptao telefnica por perodos sucessivos.

    B) O juiz competente para determinar a interceptao o competente para pro-cessar e julgar o crime de cuja prtica se suspeita. No entanto, a verificao posterior de que se trata de crime para o qual o juiz seria incompetente no deve acarretar a nulidade absoluta da prova colhida.

    C) vlido o deferimento de interceptao telefnica promovido em razo de denncia annima desacompanhada de outras diligncias.

    D) indispensvel prvia instaurao de inqurito para a autorizao de inter-ceptao telefnica.

    E) Consoante entendimento predominante nos tribunais superiores, faz-se ne-cessria a transcrio integral do contedo da quebra do sigilo das comuni-caes telefnicas.

    Alternativa correta: letra B.

    10. Juzo incompetente e encontro fortuito de provas ou serendipidade. O en-contro fortuito de provas, tambm chamado serendipidade, ocorre quando a prova de uma infrao penal descoberta a partir da investigao de outra infrao penal. Nesse caso, se da interceptao telefnica surgirem provas da prtica de outro delito para o qual o Juzo que autorizou a interceptao telefnica no possui competncia, a interceptao vlida.