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1611 leia algumas paginas

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    RecuRsos tRabalhistas

    I smula de tribunal superior;

    II acrdo proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justia em julgamento de recursos repetitivos;

    III entendimento firmado em incidente de resoluo de demandas repetitivas ou de assuno de competncia;

    IV entendimento coincidente com orientao vinculante firmada no mbito admi-nistrativo do prprio ente pblico, consolidada em manifestao, parecer ou smula administrativa (art. 496, 4).

    2. RECURSOS EM ESPCIE

    2.1. EMBARGOS DE DECLARAO

    2.1.1. IntroduoO Poder Judicirio pautado no princpio da inrcia, segundo o qual somente pode

    se manifestar quando provocado. Por outro lado, uma vez provocado, tem o dever de prestar a tutela jurisdicional, proferindo deciso, seja de mrito ou no, clara, coerente e que preveja todos os objetos postulados no processo.

    Pode ocorrer, entretanto, de a deciso ser omissa, obscura ou contraditria, o que d ensejo ao cabimento dos embargos de declarao, que consistem em uma modalidade de recurso destinada a sanar tais vcios.

    Tem, portanto, natureza de recurso, enquadrando-se dentre os recursos de funda-mentao vinculada.

    2.1.2. CompetnciaNos embargos de declarao, a competncia para julgamento do prprio juzo que

    prolatou a deciso embargada. diferente, portanto, dos demais recursos em que os autos so encaminhados para outro juzo, em regra, de grau superior.

    Atenta-se para o fato de que alguns tribunais regionais estabelecem em seus regi-mentos internos que o julgamento dos embargos de declarao est vinculado ao juiz que proferiu a deciso.

    2.1.3. Prazo para interposioOs embargos de declarao fogem regra dos prazos recursais do processo trabalhis-

    ta, tendo o prazo de 5 dias para interposio.

    Ademais, sua interposio gera o efeito de interromper os prazos dos recursos poste-riores. Esse efeito no ocorrer quando se tratar de embargos de declarao:

    1) intempestivos;

    2) com irregularidade na representao da parte; ou

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    lisson Miessa

    3) ausente de assinatura.

    importante destacar que, nesses casos, no ser produzido tal efeito para todos os sujeitos do processo, de maneira que o embargado tambm ser atingido. Isso significa que o embargado dever fazer a anlise dos embargos interpostos pela parte contrria para verificar que no est includo nos trs casos indicados anteriormente. Desse modo, por cautela, recomendvel que o embargado interponha o recurso adequado sem contar com a interrupo do prazo recursal, possibilitando sua complementao posterior, caso os embargos sejam conhecidos e providos.

    2.1.4. Hipteses de cabimentoO art. 897-A da CLT estabelece:

    Art. 897-A. Cabero embargos de declarao da sentena ou acrdo, no prazo de cinco dias, devendo seu julgamento ocorrer na primeira audincia ou sesso sub-sequente a sua apresentao, registrado na certido, admitido efeito modificativo da deciso nos casos de omisso e contradio no julgado e manifesto equvoco no exame dos pressupostos extrnsecos do recurso.

    1o Os erros materiais podero ser corrigidos de ofcio ou a requerimento de qual-quer das partes.

    2o Eventual efeito modificativo dos embargos de declarao somente poder ocorrer em virtude da correo de vcio na deciso embargada e desde que ouvida a parte contrria, no prazo de 5 (cinco) dias.

    3o Os embargos de declarao interrompem o prazo para interposio de outros recursos, por qualquer das partes, salvo quando intempestivos, irregular a represen-tao da parte ou ausente a sua assinatura.

    Pela anlise do artigo anterior, conjugado com o art. 535 do CPC, so cabveis os em-bargos de declarao para suprir os seguintes vcios:

    1) Omisso: quando a deciso deixar de apreciar questes relevantes para o julgamento, sejam as levantadas pelas partes, sejam as matrias de ordem pblica41;

    Exemplo: Reclamante ajuza ao postulando o pagamento de horas extras e in-tervalo intrajornada, sendo julgados procedentes seus pedidos, mas o juiz nada se manifesta acerca do intervalo intrajornada.

    2) Contradio: quando houver incoerncia interna na deciso.

    Exemplo: O juiz, na fundamentao, entende que o reclamante no fazia horas extraordinrias, mas no dispositivo condena a empresa a pag-las.

    3) Obscuridade: quando a deciso no for clara. Embora esse vcio no esteja presente no art. 897-A da CLT, majoritariamente aceita a sua incidncia no processo do traba-lho.

    4) Manifesto equvoco no exame dos pressupostos extrnsecos do recurso.

    41. MOREIRA, Jos Carlos Barbosa. Comentrios ao cdigo de processo civil. 15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2010. v. 5, p. 553.

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    RecuRsos tRabalhistas

    Nesse caso, somente cabero os embargos de declarao se a deciso for do juzo ad quem. Isso porque, para o TST, da deciso do juzo a quo que analisa os pressupostos processuais extrnsecos cabe o agravo de instrumento e no embargos de declarao (OJ n 377 da SDI I do TST42).

    COMO SER NO NOVO CPC?

    O Novo CPC declara que cabem embargos de declarao contra qualquer deciso judicial para:

    I esclarecer obscuridade ou eliminar contradio;

    II suprir omisso de ponto ou questo sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofcio ou a requerimento;

    III corrigir erro material (art. 1.022).

    Ademais, consigna, expressamente, no pargrafo nico do art. 1.022 que ser conside-rada omissa a deciso que:

    I - deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assuno de competncia aplicvel ao caso sob julgamento;

    II - incorra em qualquer das seguintes condutas:

    a) se limitar indicao, reproduo ou parfrase de ato normativo, sem explicar sua relao com a causa ou a questo decidida;

    b) empregar conceitos jurdicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidncia no caso;

    c) invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra deciso;

    d) no enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a concluso adotada pelo julgador;

    e) se limitar a invocar precedente ou enunciado de smula, sem identificar seus funda-mentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta queles fundamentos;

    f) deixar de seguir enunciado de smula, jurisprudncia ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existncia de distino no caso em julgamento ou a superao do entendimento (art. 1.022 c/c art. 489, 1).

    2.1.5. Embargos de declarao com efeito modificativoOs embargos de declarao no tm a funo de anular ou reformar a deciso impug-

    nada, sendo destinados a esclarecer ou integrar o julgado. Percebeu-se, no entanto, que a deciso dos embargos de declarao, por vezes, podia alterar substancialmente o julgado.

    Exemplo: reclamante ajuza ao postulando o pagamento de equiparao salarial e horas extras, sendo julgados procedentes seus pedidos, mas o juiz nada se ma-nifesta acerca das horas extras. Ao interpor os embargos de declarao para que o juiz se manifeste sobre as horas extras, sendo providos os embargos, evidente que haver alterao do julgado.

    42. Orientao Jurisprudencial n 377 da SDII do TST. Embargos de declarao. Deciso denegatria de recurso de revista exarado por presidente do TRT. Descabimento. No interrupo do prazo recursal. No cabem embargos de declarao interpostos contra deciso de admissibilidade do recurso de revista, no tendo o efeito de interromper qualquer prazo recursal.

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    Assim, surgiram os embargos de declarao com efeito modificativo ou infringente, que atualmente so admitidos expressamente no art. 897-A da CLT. Nesse sentido, j pre-via a Smula n 278 do TST.

    Smula n 278 do TST. Embargos de declarao. Omisso no julgado

    A natureza da omisso suprida pelo julgamento de embargos declaratrios pode ocasionar efeito modificativo no julgado.

    Na hiptese de efeito modificativo, a OJ n 142 da SDI-I do TST estabelecia ser obriga-tria a concesso de vista parte contrria, exceto quando opostos contra a sentena, como se verifica a seguir:

    Orientao Jurisprudencial n 142 da SDI I do TST. Embargos de declarao. Efeito modificativo. Vista parte contrria

    I passvel de nulidade deciso que acolhe embargos de declarao com efeito modificativo sem que seja concedida oportunidade de manifestao prvia parte contrria.

    II Em decorrncia do efeito devolutivo amplo conferido ao recurso ordinrio, o item I no se aplica s hipteses em que no se concede vista parte contrria para se manifestar sobre os embargos de declarao opostos contra sentena.

    Observa-se que o C. TST entendeu no ser necessrio o contraditrio de embargos in-terposto de sentena, inexistindo, consequentemente, nulidade, por ausncia de prejuzo processual. Melhor explicando.

    Somente se pode falar em nulidade quando demonstrado o prejuzo parte (CLT, art. 794). Tal prejuzo deve ser de ndole processual, no se cogitando, nessa hiptese, de prejuzo material, financeiro, econmico ou moral decorrente do conflito de direito material43.

    com fundamento na ausncia de prejuzo processual que o C. TST deixou expresso no item II da referida OJ que, sendo a sentena sujeita a recurso ordinrio, no ser obri-gatrio o contraditrio prvio nos embargos de declarao.

    E assim agiu, porque o recurso ordinrio, por ser um recurso de natureza ordinria e de fundamentao livre, admite a rediscusso, de forma ampla, da matria ftica, o exame total das provas e debate pleno da aplicao do direito, podendo fundar-se no mero inconformismo da parte vencida44. Em decorrncia disso, o efeito devolutivo tem aplicao plena nessa modalidade de recurso, incidindo, de forma supletiva, no processo do trabalho o art. 515 do CPC.

    Isso quer dizer que todas as matrias tratadas na sentena podero ser levantadas oportunamente no recurso ordinrio, ou seja, no haver prejuzo, porque o contraditrio ser diferido, vale dizer, ser exercido, posteriormente, no recurso ordinrio.

    43. LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de direito processual do trabalho. 9. ed. So Paulo: LTr, 2011. p. 383.44. BEBBER, Jlio Csar. Recursos no processo do trabalho. 2. ed. So Paulo: LTr, 2009. p. 46.

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    RecuRsos tRabalhistas

    No entanto, com o advento da Lei 13.015/14, o 2 do art. 897-A da CLT passou a declarar expressamente que:

    [...] eventual efeito modificativo dos embargos de declarao somente poder ocor-rer em virtude da correo de vcio na deciso embargada e desde que ouvida a parte contrria, no prazo de 5 (cinco) dias.

    Queremos dizer, o aludido dispositivo no fez ressalva quanto sentena, impondo o contraditrio inclusive nessa hiptese.

    Desse modo, com o novel dispositivo, o legislador contemplou que a no concesso de vista parte contrria gerar violao ao princpio do contraditrio. Isso porque o con-traditrio permite que a parte possa influenciar o julgador no momento do julgamento. Com efeito, mesmo que o contraditrio possa ser diferido, no recurso ordinrio, o legisla-dor afastou expressamente essa possibilidade, impondo que o contraditrio seja prvio, a fim de que a parte contrria possa participar do convencimento do juzo no julgamento dos embargos.

    Assim, pensamos que, atualmente, por expressa disposio legal, o contraditrio nos embargos de declarao dever ser prvio, exigindo-o inclusive na hiptese de sentena, o que dever provocar o cancelamento ou modificao da OJ n 142 da SDI I do TST.

    Por fim, esclarece-se que o contraditrio somente obrigatrio se o efeito modifica-tivo for potencialmente previsto, de modo que, havendo rejeio liminar dos embargos, improcedncia ou na hiptese de obscuridade, ser desnecessria a concesso de vista parte contrria.

    COMO SER NO NOVO CPC?

    O Novo CPC adota os embargos de declarao com efeito modificativo, de modo que, nesse caso, o juiz intimar o embargado para, querendo, manifestar- se sobre os em-bargos opostos no prazo de 5 (cinco) dias caso seu eventual acolhimento implique a modificao da deciso embargada (art. 1.023, 2).

    Interesse alterao diz respeito complementao do recurso interposto quando julgados os embargos interpostos pela parte contrria. Nessa hiptese, caso o acolhimento dos embargos de declarao implique modificao da deciso embargada, o embargado que j tiver interposto outro recurso contra a deciso originria tem o direito de complementar ou alterar suas razes, nos exatos limites da modificao, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da intimao da deciso dos embargos de declarao (art. 1.024, 4).

    Por outro lado, se os embargos de declarao forem rejeitados ou no alterarem a concluso do julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte, antes da publi-cao do julgamento dos embargos de declarao, ser processado e julgado indepen-dentemente de ratificao (art. 1.024, 5).

    2.1.6. Embargos de declarao contra deciso monocrtica do relatorO cabimento dos embargos de declarao da deciso monocrtica do relator, profe-

    rida com base no art. 557 do CPC, passa pela anlise do contedo da deciso e do recurso, conforme se verifica a seguir:

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    lisson Miessa

    cabem embargos de declarao: quando a deciso monocrtica de provimento ou denegao de recurso tiver contedo decisrio definitivo e conclusivo da lide e os embargos objetivarem apenas suprir omisso, contradio ou obscuridade, sem mo-dificao da deciso;

    cabe agravo (interno ou regimental): quando no recurso se postular efeito modi-ficativo.

    Nesse sentido, a Smula n 421 do TST:

    Smula n 421 do TST. Embargos declaratrios contra deciso monocrtica do relator calcada no art. 557 do CPC. Cabimento

    I Tendo a deciso monocrtica de provimento ou denegao de recurso, prevista no art. 557 do CPC, contedo decisrio definitivo e conclusivo da lide, comporta ser esclare-cida pela via dos embargos de declarao, em deciso aclaratria, tambm monocrtica, quando se pretende to somente suprir omisso e no, modificao do julgado.

    II Postulando o embargante efeito modificativo, os embargos declaratrios deve-ro ser submetidos ao pronunciamento do Colegiado, convertidos em agravo, em face dos princpios da fungibilidade e celeridade processual.

    COMO SER NO NOVO CPC?

    O Novo CPC, acompanhando o entendimento do TST, estabelece que o rgo julgador conhecer dos embargos de declarao como agravo interno se entender ser este o recurso cabvel, desde que determine previamente a intimao do recorrente para, no prazo de 5 (cinco) dias, complementar as razes recursais (art. 1.024, 3).

    2.1.7. Embargos de declarao protelatriosOs embargos de declarao tm o efeito de interromper o prazo para interposio de

    outros recursos. Dessa forma, para que ele no seja utilizado apenas para a interrupo do prazo recursal, o art. 538 do CPC prev que, quando os embargos forem protelatrios, o embargante ser condenado a pagar ao embargado multa:

    a) no excedente a 1% sobre o valor da causa;

    b) na hiptese de reiterao dos embargos protelatrios, at 10% do valor da causa.

    Atente-se para o fato de que, no caso de reiterao, o pagamento da multa passa a ser considerado um pressupostos recursal, ficando condicionada a interposio de qual-quer outro recurso ao depsito do valor respectivo. Exemplificamos:

    Proferida a sentena de 1 grau, a empresa interpe embargos de declarao alegando omisso no julgado. Ao decidir os embargos, o juiz nega a omisso levan-tada, entendendo que os embargos so protelatrios, aplicando-lhe a multa de 1% sobre o valor da causa. Se a empresa interpuser recurso ordinrio dessa deciso, no dever pagar a multa nesse momento, ou seja, ela no pressuposto para a interposio do recurso ordinrio. Agora, se da deciso dos embargos a empresa interpe novamente embargos de declarao insistindo na omisso, o juiz poder

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    RecuRsos tRabalhistas

    elevar a multa para 10%. Nesse caso, se a empresa for interpor o recurso ordinrio, dever recolher a multa estabelecida na sentena, sob pena de no processamento ou conhecimento do recurso ordinrio.

    COMO SER NO NOVO CPC?

    O Novo CPC amplia a porcentagem da primeira multa, a qual poder ser de at 2 %. Des-se modo, quando manifestamente protelatrios os embargos de declarao, o juiz ou o tribunal, em deciso fundamentada, condenar o embargante a pagar ao embargado multa no excedente a dois por cento sobre o valor atualizado da causa (art. 1.026, 2).

    No caso de reiterao de embargos de declarao manifestamente protelatrios, a multa ser elevada a at dez por cento sobre o valor atualizado da causa, e a interposio de qualquer recurso ficar condicionada ao depsito prvio do valor da multa, exceo da Fazenda Pblica e do beneficirio de gratuidade da justia, que a recolhero ao final (art. 1026, 3).

    Novidade interessante diz respeito ao 4 do art. 1.026, o qual estabelece que no sero admitidos novos embargos de declarao se os dois anteriores houverem sido considerados protelatrios.

    2.1.8. Embargos de declarao com efeitos prequestionatriosComo os embargos de declarao tm, dentre seus objetivos, o de suprir omisso da

    deciso impugnada completando a prestao jurisdicional, ele passa a ter relevante papel no prequestionamento. Isso porque o prequestionamento impe que haja deciso prvia acerca da matria para que os tribunais superiores possam se manifestar sobre o objeto recorrido.

    Com isso, no havendo manifestao expressa no acrdo a respeito da matria de que se pretende recorrer, deve a parte interpor embargos de declarao para suprir tal omisso, com a finalidade de preencher o requisito do prequestionamento, conforme dispe a Smula n 184 do TST:

    Smula n 184 do TST. Embargos declaratrios. Omisso em recurso de revista. Precluso

    Ocorre precluso se no forem opostos embargos declaratrios para suprir omisso apontada em recurso de revista ou de embargos.

    Nesse caso, por se tratar de mecanismo que visa a preencher pressuposto especfico dos recursos de natureza extraordinria, ou seja, tem a funo de prequestionar a mat-ria, eles no so considerados como protelatrios (Smula n 98 STJ45).

    COMO SER NO NOVO CPC?

    O Novo CPC reconhece o efeito prequestionatrio dos embargos, adotando ainda a tese do prequestionamento ficto (art. 1.025).

    45. STJ Smula n 98. Embargos de Declarao Propsito de Prequestionamento Carter Protelatrio. Embargos de decla-rao manifestados com notrio propsito de prequestionamento no tm carter protelatrio.

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    lisson Miessa

    16. SMULAS E ORIENTAES JURISPRUDENCIAIS DO TST

    Execuo Trabalhista

    Penhora

    Orientao jurisprudencial n 343 da SDII do TST. Penhora. Sucesso. Art. 100 da CF/1988. Execuo vlida a penhora em bens de pessoa jurdica de direito privado, realizada anteriormente sucesso pela Unio ou por Estado-membro, no podendo a execuo prosseguir mediante precatrio. A deciso que a mantm no viola o art. 100 da CF/1988.

    Smula n 417 do TST. Mandado de segurana. Penhora em dinheiroI No fere direito lquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do executado, em execuo definitiva, para garantir crdito exequendo, uma vez que obedece gradao prevista no art. 655 do CPC. II Havendo discordncia do credor, em execuo definitiva, no tem o executado direito lquido e cer-to a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no prprio banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 666, I, do CPC. III Em se tratando de execuo provisria, fere direito lquido e certo do impetrante a determinao de penhora em dinheiro, quando nomeados outros bens penhora, pois o executado tem direito a que a execuo se processe da forma que lhe seja menos gravosa, nos termos do art. 620 do CPC.

    Orientao jurisprudencial n 59 da SDIII do TST. Mandado de segurana. Penhora. Carta de fiana bancriaA carta de fiana bancria equivale a dinheiro para efeito da gradao dos bens penhorveis, estabeleci-da no art. 655 do CPC.

    Orientao Jurisprudencial n 153 da SDIII do TST. Mandado de segurana. Execuo. Ordem de penho-ra sobre valores existentes em conta salrio. Art. 649, IV, do CPC. Ilegalidade Ofende direito lquido e certo deciso que determina o bloqueio de numerrio existente em conta salrio, para satisfao de crdito trabalhista, ainda que seja limitado a determinado percentual dos valores rece-bidos ou a valor revertido para fundo de aplicao ou poupana, visto que o art. 649, IV, do CPC contm norma imperativa que no admite interpretao ampliativa, sendo a exceo prevista no art. 649, 2, do CPC espcie e no gnero de crdito de natureza alimentcia, no englobando o crdito trabalhista.

    Orientao Jurisprudencial n 93 da SDIII do TST. Mandado de segurana. Possibilidade da penhora sobre parte da renda de estabelecimento comercial admissvel a penhora sobre a renda mensal ou faturamento de empresa, limitada a determinado percentual, desde que no comprometa o desenvolvimento regular de suas atividades.

    Orientao Jurisprudencial n 226 da SDII do TST. Crdito trabalhista. Cdula de crdito rural. Cdula de crdito industrial. PenhorabilidadeDiferentemente da cdula de crdito industrial garantida por alienao fiduciria, na cdula rural pigno-ratcia ou hipotecria o bem permanece sob o domnio do devedor (executado), no constituindo bice penhora na esfera trabalhista. (Decreto-Lei n 167/67, art. 69; CLT, arts. 10 e 30 e Lei n 6.830/80).

    Depositrio

    Orientao Jurisprudencial n 143 da SDIII do TST. Habeas corpus. Penhora sobre coisa futura e incerta. Priso. Depositrio infielNo se caracteriza a condio de depositrio infiel quando a penhora recair sobre coisa futura e incerta, circunstncia que, por si s, inviabiliza a materializao do depsito no momento da constituio do paciente em depositrio, autorizando-se a concesso de habeas corpus diante da priso ou ameaa de priso que sofra.

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    execuo tRabalhista

    Orientao Jurisprudencial n 89 da SDIII do TST. Habeas corpus. Depositrio. Termo de depsito no assinado pelo paciente. Necessidade de aceitao do encargo. Impossibilidade de priso civil A investidura no encargo de depositrio depende da aceitao do nomeado que deve assinar termo de compromisso no auto de penhora, sem o que, inadmissvel a restrio de seu direito de liberdade.

    Embargos de terceiros

    Smula n 419 do TST. Competncia. Execuo por carta. Embargos de terceiro. Juzo deprecanteNa execuo por carta precatria, os embargos de terceiro sero oferecidos no juzo deprecante ou no juzo deprecado, mas a competncia para julg-los do juzo deprecante, salvo se versarem, unica-mente, sobre vcios ou irregularidades da penhora, avaliao ou alienao dos bens, praticados pelo juzo deprecado, em que a competncia ser deste ltimo.

    Orientao Jurisprudencial n 54 da SDIII do TST. Mandado de segurana. Embargos de terceiro. Cumu-lao. Penhora. IncabvelAjuizados embargos de terceiro (art. 1046 do CPc) para pleitear a desconstituio da penhora, incab-vel a interposio de mandado de segurana com a mesma finalidade.

    Contribuies previdencirias e Imposto de Renda

    Smula n 368 do TST. Descontos previdencirios e fiscais. Competncia. Responsabilidade pelo paga-mento. Forma de clculoI A Justia do Trabalho competente para determinar o recolhimento das contribuies fiscais. A competncia da Justia do Trabalho, quanto execuo das contribuies previdencirias, limita-se s sentenas condenatrias em pecnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salrio-de-contribuio. II do empregador a responsabilidade pelo recolhimento das contribuies previdencirias e fiscais, resultante de crdito do empregado oriundo de condenao judicial, devendo ser calculadas, em relao incidncia dos descontos fiscais, ms a ms, nos termos do art. 12-A da Lei n 7.713, de 22/12/1988, com a redao dada pela Lei n 12.350/2010.

    III Em se tratando de descontos previdencirios, o critrio de apurao encontra-se disciplinado no art. 276, 4, do Decreto n 3.048/1999 que regulamentou a Lei n 8.212/1991 e determina que a contribuio do empregado, no caso de aes trabalhistas, seja calculada ms a ms, aplicando-se as alquotas previstas no art. 198, observado o limite mximo do salrio de contribuio.

    Orientao Jurisprudencial n 363 da SDII do TST. Descontos previdencirios e fiscais. Condenao do empregador em razo do inadimplemento de verbas remuneratrias. Responsabilidade do empregado pelo pagamento. Abrangncia A responsabilidade pelo recolhimento das contribuies social e fiscal, resultante de condenao judicial referente a verbas remuneratrias, do empregador e incide sobre o total da condenao. Con-tudo, a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratrias no exime a responsabi-lidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuio previdenciria que recaia sobre sua quota-parte.

    Smula n 454 do TST. Competncia da justia do trabalho. Execuo de ofcio. Contribuio social refe-rente ao seguro de acidente de trabalho (SAT). Arts. 114, VIII, e 195, I, a, da Constituio da Repblica Compete Justia do Trabalho a execuo, de ofcio, da contribuio referente ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), que tem natureza de contribuio para a seguridade social (arts. 114, VIII, e 195, I, a, da CF), pois se destina ao financiamento de benefcios relativos incapacidade do empregado decorrente de infortnio no trabalho (arts. 11 e 22 da Lei n 8.212/1991).

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    lisson Miessa

    Orientao Jurisprudencial n 368 da SDII do TST. Descontos previdencirios. Acordo homologado em juzo. Inexistncia de vnculo empregatcio. Parcelas indenizatrias. Ausncia de discriminao. Incidn-cia sobre o valor total devida a incidncia das contribuies para a Previdncia Social sobre o valor total do acordo homologado em juzo, independentemente do reconhecimento de vnculo de emprego, desde que no haja discriminao das parcelas sujeitas incidncia da contribuio previdenciria, conforme pargrafo nico do art. 43 da Lei n 8.212, de 24.07.1991, e do art. 195, I, a, da CF/1988.

    Orientao Jurisprudencial n 398 da SDII do TST. Contribuio previdenciria. Acordo homologado em juzo sem reconhecimento de vnculo de emprego. Contribuinte individual. Recolhimento da alquota de 20% a cargo do tomador e 11% a cargo do prestador de servios Nos acordos homologados em juzo em que no haja o reconhecimento de vnculo empregatcio, de-vido o recolhimento da contribuio previdenciria, mediante a alquota de 20% a cargo do tomador de servios e de 11% por parte do prestador de servios, na qualidade de contribuinte individual, sobre o valor total do acordo, respeitado o teto de contribuio. Inteligncia do 4 do art. 30 e do inciso III do art. 22, todos da Lei n 8.212, de 24.07.1991.

    Orientao Jurisprudencial n 376 da SDII do TST. Contribuio previdenciria. Acordo homologado em juzo aps o trnsito em julgado da sentena condenatria. Incidncia sobre o valor homologado devida a contribuio previdenciria sobre o valor do acordo celebrado e homologado aps o trnsito em julgado de deciso judicial, respeitada a proporcionalidade de valores entre as parcelas de nature-za salarial e indenizatria deferidas na deciso condenatria e as parcelas objeto do acordo.

    Smula n 401 do TST. Ao rescisria. Descontos legais. Fase de execuo. Sentena exequenda omis-sa. Inexistncia de ofensa coisa julgadaOs descontos previdencirios e fiscais devem ser efetuados pelo juzo executrio, ainda que a sentena exequenda tenha sido omissa sobre a questo, dado o carter de ordem pblica ostentado pela norma que os disciplina. A ofensa coisa julgada somente poder ser caracterizada na hiptese de o ttulo exequendo, expressamente, afastar a deduo dos valores a ttulo de imposto de renda e de contribui-o previdenciria.

    Orientao Jurisprudencial n 400 da SDII do TST. Imposto de renda. Base de clculo. Juros de mora. No integrao. Art. 404 do Cdigo Civil BrasileiroOs juros de mora decorrentes do inadimplemento de obrigao de pagamento em dinheiro no integram a base de clculo do imposto de renda, independentemente da natureza jurdica da obrigao inadimplida, ante o cunho indenizatrio conferido pelo art. 404 do Cdigo Civil de 2002 aos juros de mora.

    17. SMULAS DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO

    Execuo

    Competncia

    Smula n 24 do TRT da 3a Regio - Contribuies devidas a terceiros - Execuo - Incompetncia da Justia do Trabalho - art. 114 da CF/1988.A Justia do Trabalho incompetente para executar as contribuies arrecadadas pelo INSS, para repasse a terceiros, decorrentes das sentenas que proferir, nos termos do art. 114 da Constituio da Repblica.

    Smula n 14 do TRT da 20a Regio - Justia do Trabalho Contribuies de Terceiros Incompetncia. Atentando-se para a prescrio do artigo 195, inciso I, alnea a, e inciso II, da Constituio Federal, expressamente citado no artigo 114, inciso VIII, do mesmo diploma, chega-se ilao de que a compe-tncia da Justia do Trabalho se limita execuo das quotas das contribuies previdencirias devidas pelo empregado e pelo empregador, no alcanando as contribuies de terceiros.

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    Execuo Provisria

    Smula n 10 do TRT da 6a Regio - Mandado de Segurana Determinao judicial de bloqueio de crdito Mesmo que se processe em execuo provisria, o ato judicial que determina o bloqueio de crdito no fere direito lquido e certo do devedor, considerando-se o disposto nos artigos 889 e 882 da CLT, bem como a ordem de gradao estabelecida pelo artigo 655 do CPC, e, ainda, o disposto no artigo 588, caput, inciso II e 2 do CPC, acrescidos pela Lei n 10.444/2002, superveniente edio da Orien-tao Jurisprudencial n 62 da SDI-II do TST.

    Cumprimento da deciso

    Smula n 1 do TRT da 2a Regio - Execuo trabalhista definitiva. Cumprimento da deciso. O cumprimento da deciso se dar com o pagamento do valor incontroverso em 48 horas, restando assim pendente apenas o controvertido saldo remanescente, que dever ser garantido com a penhora.

    Responsabilidade solidria

    Smula n 46 do TRT da 1a Regio - Grupo econmico. Responsabilidade solidria. Reconhecimento na fase de execuo. Possibilidade. Comprovada a existncia de grupo econmico entre as executadas, a responsabilidade solidria pode ser declarada na fase de execuo.

    Responsabilidade subsidiria

    Smula n 12 do TRT da 1a Regio - Impossibilidade de satisfao do dbito trabalhista pelo devedor principal. Execuo imediata do devedor subsidirio.Frustrada a execuo em face do devedor principal, o juiz deve direcion-la contra o subsidirio, no havendo amparo jurdico para a pretenso de prvia execuo dos scios ou administradores daquele.

    Smula n 4 do TRT da 17a Regio - Execuo. Responsabilidade subsidiria. Desconsiderao da perso-nalidade jurdica. Ordem dos atos executrios. A responsabilidade patrimonial do devedor subsidirio na execuo precede a dos scios do devedor principal, salvo manifestao do credor em sentido contrrio. A desconsiderao da personalidade jurdica do devedor principal se faz em carter excepcional, sendo possvel aps frustradas as medidas executrias contra os devedores expressos no ttulo executivo.

    Smula n 20 do TRT da 1a Regio - Responsabilidade subsidiria. Falncia do devedor principal. Conti-nuao da execuo trabalhista em face dos devedores subsidirios. Possibilidade. A falncia do devedor principal no impede o prosseguimento da execuo trabalhista contra os deve-dores subsidirios.

    Smula n 28 do TRT da 12a Regio - Falncia ou recuperao judicial. Responsabilidade subsidiria. Dado o carter alimentar das verbas trabalhistas, decretada a falncia ou a recuperao judicial do devedor principal, a execuo pode voltar-se imediatamente contra devedor subsidirio.

    Smula n 24 do TRT da 1a Regio - Responsabilidade subsidiria de ente pblico. Inaplicabilidade do que dispe o art. 1-F da Lei n 9.494/97.No se aplica o disposto no art. 1-F da Lei n 9.494, de 10/09/1997, quando o ente pblico figurar no ttulo executivo judicial na condio de devedor subsidirio.

    Smula n 24 do TRT da 12a Regio - Juros de mora. Responsabilidade subsidiria de ente pblico. art. 1-F da Lei n 9.494/97. Inaplicabilidade. No se aplica o disposto no art. 1-F da Lei n 9.494, de 10-9-1997, quando o ente pblico figurar no ttulo executivo judicial na condio de devedor subsidirio.

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    18. INFORMATIVOS DO TST RELACIONADOS AO TEMA

    Execuo

    Competncia

    CC. Art. 475-P, pargrafo nico, do CPC. Aplicao subsidiria ao processo do trabalho. Impossibilidade. Ausncia de omisso na CLT.A existncia de previso expressa no art. 877 da CLT sobre a competncia para a execuo das decises judiciais torna incabvel a aplicao subsidiria, ao processo do trabalho, do pargrafo nico do art. 475-P do CPC, que permite ao exequente optar pelo cumprimento da sentena pelo Juzo do local onde se encontram bens sujeitos expropriao ou do atual domiclio do executado. Com esse entendimento, a SBDI-II, por maioria, vencido o Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, conheceu do conflito negativo de competn-cia e julgou-o procedente, declarando a competncia da Vara do Trabalho de Indaial/SC para prosseguir na execuo. Na espcie, a juza titular da 7a Vara do Trabalho de So Paulo/SP suscitou conflito de competn-cia, em face do encaminhamento de reclamao trabalhista pelo juiz titular da Vara do Trabalho de Indaial/SC que acolhera requerimento formulado pelo exequente, nos termos do art. 475-P do CPC. TST-CC-3533- 59.2011.5.00.0000, SBDI-II, rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira, 6.3.2012. (Informativo n1)

    CC. Ao coletiva. Deciso com efeitos erga omnes. Execuo individual. Art. 877 da CLT. No incidncia. O art. 877 da CLT segundo o qual competente para a execuo das decises o Juiz ou o Presidente do Tri-bunal que tiver conciliado ou julgado originariamente o dissdio no aplicvel execuo individual das decises proferidas em ao coletiva, porquanto possui procedimento especfico e regulamentado na Lei de Ao Civil Pblica, combinada com o Cdigo de Defesa do Consumidor, ambos plenamente compatveis com o Processo do Trabalho. Assim, na hiptese em que a exequente, domiciliada em Fortaleza/CE, aforou exe-cuo individualizada, dizendo-se beneficiada pelos efeitos erga omnes da coisa julgada produzida em ao coletiva que tramitou na Vara do Trabalho de Araucria/PR, a SBDI-II, por unanimidade, julgou procedente o conflito negativo de competncia para declarar competente a Vara do Trabalho de Fortaleza/CE. Ressaltou o Ministro relator que entendimento em sentido contrrio imporia aos beneficirios da ao coletiva um nus processual desarrazoado, o que tornaria ineficaz o pleno, rpido e garantido acesso jurisdio e violaria a garantia constitucional do Devido Processo Legal Substancial. TRT- CC 1421-83.2012.5.00.0000SBDI-II, rel. Min. Alexandre Agra Belmonte, 28.8.2012 (Informativo n20)

    Competncia da Justia do Trabalho. Contribuio previdenciria. Contribuio social do empregador ao SAT. Acordo extrajudicial firmado perante a Comisso de Conciliao Prvia. A Justia do Trabalho competente para executar, de ofcio, tanto as contribuies previdencirias quanto as contribuies sociais ao Seguro Acidente do Trabalho SAT incidentes sobre valor fixado em acordo ex-trajudicial firmado perante Comisso de Conciliao Prvia CCP. Com efeito, a competncia da Justia do Trabalho foi ampliada por meio da Emenda Constitucional n 45, que inseriu o inciso IX ao art. 114 da CF, atribuindo competncia para o julgamento de outras controvrsias decorrentes da relao de trabalho, na forma da lei. Ademais, o art. 876 da CLT determina que os termos de conciliao firmados perante as CCP sejam executados na forma da execuo trabalhista e o art. 877-A, tambm da CLT, estabelece que o juiz do processo de conhecimento competente para executar o ttulo executivo extrajudicial. De outra sorte, o art. 43, 6, da Lei n 8.212/91, inserido pela Lei n 11.941/09, em ateno ao disposto no art. 114, IX, da CF, claro ao assegurar o recolhimento de contribuio previdenciria sobre valores pagos na Co-misso de Conciliao Prvia, o que atribuio inequvoca do Juiz do Trabalho. Por fim, ressalte-se que, sendo a Justia especializada competente para executar o principal (crdito reconhecido em acordo pe-rante CCP), logicamente decorre a competncia para executar o acessrio (contribuies incidentes sobre o crdito). Com base nesses fundamentos, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos interpostos pela Unio, por divergncia jurisprudencial, e, no mrito, deu-lhe provimento para restabele-cer a deciso do Regional que reconheceu a competncia da Justia do Trabalho para executar, de ofcio, as contribuies previdencirias e a contribuio social referente ao SAT concernente ao valor fixado no termo de conciliao da Comisso de Conciliao Prvia, e determinar o retorno dos autos Turma de ori-gem para julgar os temas remanescentes julgados prejudicados. TST-E-RR-22200-18.2009.5.09.0096, SBDI-I, rel. Min. Jos Roberto Freire Pimenta, 16.10.2014 (Informativo execuo n 7)

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    lisson Miessa

    Conflito negativo de competncia. Execuo individual movida por sindicato profissional. Foro compe-tente. Art. 98, 2, I, do CDC.A execuo individual movida por sindicato profissional, na condio de representante de um dos trabalha-dores beneficirios da condenao obtida em sede de ao civil coletiva, pode ser processada no foro da li-quidao de sentena (domiclio do empregado) ou da condenao. Por se tratar de jurisdio coletiva, no se aplicam as normas dos art. 651 e 877 da CLT, mas aquelas que regem o sistema normativo do processo civil coletivo brasileiro, em especial o disposto no art. 98, 2, I, do CDC, que confere ao trabalhador o direito de optar pelo foro de seu interesse. De outra sorte, no caso concreto, a sentena coletiva transitada em julgado no fez qualquer determinao a respeito do juzo competente para a execuo em questo, devendo prevalecer, portanto, a vontade do exequente individual. Com esses fundamentos, a SBDI-II, por unanimidade, admitiu o conflito negativo de competncia suscitado pelo Juiz Titular da 9a Vara do Trabalho de Belo Horizonte/MG (domiclio do exequente) para declarar competente o juzo da 2a Vara do Trabalho de Maca/RJ (prolator da sentena condenatria). TST-CC-856-40.2014.5.03.0009, SBDI-II, rel. Min. Douglas Alencar Rodrigues, 23.9.2014 (Informativo execuo n 5)

    Conflito negativo de competncia. Ao de execuo fiscal. Foro competente. Domiclio fiscal da em-presa. Art. 578, pargrafo nico, do CPC.Nos termos do pargrafo nico do art. 578 do CPC, o foro competente para processar e julgar ao de execuo fiscal por meio da qual se busca a satisfao de crditos oriundos de multas administrativas aplicadas em razo do descumprimento da legislao trabalhista o domiclio fiscal da empresa. Tal foro permanece inclusive diante do redirecionamento da execuo ao scio da empresa executada (art. 135, III, do CTN), que tem domiclio em localidade diversa, em razo do disposto no art. 87 do CPC. Com base nes-ses fundamentos, a SBDI-II, por unanimidade, conheceu do conflito negativo de competncia e, no mrito, julgou-o procedente para declarar que a competncia para apreciar e julgar a ao de execuo fiscal da Vara do Trabalho de Redeno/PA, local em que, poca do ajuizamento da ao, a empresa executada possua endereo, conforme registrado no Cadastro Geral de Contribuintes. TST-CC-1044-78.2013.5.00.0000, SBDI-II, rel. Min. Delade Miranda Arantes, 11.11.2014 (Informativo execuo n 8)

    Imposto de Renda

    Imposto de Renda. Indenizao por danos morais. No incidncia. Art. 46, 1, I, da Lei n 8.541/92. M aplicao da Smula n 368, II, do TST.Com base no art. 46, 1, I, da Lei n 8.541/92, que evidencia a impossibilidade de se enquadrarem no conceito de rendimento, a que alude o art. 43, I, do CTN, os valores auferidos a ttulo de indeni-zao por danos morais, visto no resultarem do capital ou do trabalho, decidiu a SBDI-I, por maioria, vencidos os Ministros Dora Maria da Costa e Brito Pereira, conhecer do recurso de embargos por m-aplicao da Smula n 368, II, do TST e, no mrito, ainda por maioria, dar-lhe provimento para ex-cluir a incidncia do imposto de renda sobre a indenizao por danos morais, vencidos, em parte, os Ministros Renato de Lacerda Paiva, Aloysio Corra da Veiga e Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira. TST-E-RR-75300-94.2007.5.03.0104, SBDI-I, rel. Min. Lelio Bentes Corra, 9.8.2012 (Informativo n17)

    Execuo Provisria

    MS. Execuo provisria. Liberao dos valores depositados em Juzo. Aplicabilidade do art. 475-O do CPC. Matria controvertida. Ausncia de direito lquido e certo.A discusso em torno da aplicao, no processo do trabalho, do art. 475-O do CPC, o qual autoriza a liberao de valores em fase de execuo provisria, no pode ser travada em sede de mandado de segurana, pois se trata de matria controvertida nos tribunais. Assim, no vislumbrando direito lquido e certo do impetrante, a SBDI-II, por unanimidade, deu provimento ao recurso ordinrio para denegar a segurana pretendida. TST-RO-1110-25.2010.5.05.0000, SBDI-II, rel. Min. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, 28.2.2012. (Informativo n1)

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    execuo tRabalhista

    monstrou que o referido bloqueio inviabilizaria suas atividades, sendo inaplicvel, portanto, o teor da Orientao Jurisprudencial n 93 da SBDI-I. TST-RXOF e ROMS-1353800-27.2007.5.02.0000, SBDI-II, rel. Min. Emmanoel Pereira, 17.4.2012 (Informativo n6)

    Execuo Fiscal. Parcelamento da dvida. Efeitos. Suspenso da execuo. Art. 151, VI, do CTN.Nos termos do art. 151, VI, do CTN, o parcelamento do dbito fiscal, seja tributrio ou no, em razo da indisponibilidade de que se reveste, no implica extino da dvida por novao, mas suspenso de sua exigibilidade. Ademais, o art. 8 da Lei n 11.949/2009, que versa sobre o parcelamento ordinrio de dbitos tributrios, dispe expressamente que a incluso de dbitos nos parcelamentos no implica novao da dvida, no havendo falar, portanto, em extino da execuo fiscal. Com esse entendi-mento, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos interpostos pela executada, por divergncia jurisprudencial, e, no mrito, negou-lhes provimento, mantendo inclume a deciso turmria, mediante a qual se declarara a suspenso do feito no perodo do parcelamento, at a quitao do dbito fiscal. TST-E-RR-178500-49.2006.5.03.0138, SBDI-I, rel. Min. Joo Oreste Dalazen, 25.9.2014 (Informativo execuo n5)

    Contribuies Previdencirias

    Contribuio previdenciria. Execuo provisria. Acordo firmado aps a elaborao dos clculos de liquidao e antes do trnsito em julgado da sentena. Inaplicabilidade da Orientao Jurisprudencial n 376 da SBDI-I. Firmado acordo em sede de execuo provisria, aps a elaborao dos clculos em liquidao, mas antes do trnsito em julgado da sentena, as contribuies previdencirias devem incidir sobre a to-talidade do valor acordado, no havendo falar em observncia da proporcionalidade entre as parcelas de natureza salarial e aquelas de carter indenizatrio deferidas na deciso condenatria. A aplicabi-lidade da Orientao Jurisprudencial n 376 da SBDI-I restrita s hipteses de homologao do acor-do aps o trnsito em julgado da sentena. Com esses fundamentos, a SBDI-I, em sua composio plena, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos da Unio, por divergncia jurisprudencial, e, no mrito, por maioria, negou-lhe provimento. Vencido o Ministro Joo Oreste Dalazen e ressalvado o entendimento do Ministro Brito Pereira. TST-E-RR-264300-36.2002.5.02.0066, SBDI-I, rel. Min. Delade Miranda Arantes, 26.9.2013 (Informativo n 60)

    19. LEGISLAO RELACIONADA AO TEMA

    CLT Art. 642-A, CLT - instituda a Certido Negativa de Dbitos Trabalhistas (CNDT), expedida gratuita e eletronicamente, para comprovar a inexistncia de dbitos inadimplidos perante a Justia do Trabalho.

    1 O interessado no obter a certido quando em seu nome constar:

    I - o inadimplemento de obrigaes estabelecidas em sentena condenatria transitada em julgado proferida pela Justia do Trabalho ou em acordos ju-diciais trabalhistas, inclusive no concernente aos re-colhimentos previdencirios, a honorrios, a custas, a emolumentos ou a recolhimentos determinados em lei; ou

    II - o inadimplemento de obrigaes decorrentes de execuo de acordos firmados perante o Ministrio Pblico do Trabalho ou Comisso de Conciliao Pr-

    via.

    2 Verificada a existncia de dbitos garantidos por penhora suficiente ou com exigibilidade suspensa, ser expedida Certido Positiva de Dbitos Trabalhis-tas em nome do interessado com os mesmos efeitos da CNDT.

    3 A CNDT certificar a empresa em relao a todos os seus estabelecimentos, agncias e filiais.

    4 O prazo de validade da CNDT de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data de sua emisso.

    Art. 768, CLT - Ter preferncia em todas as fases processuais o dissdio cuja deciso tiver de ser exe-cutada perante o juzo da falncia.

    Art. 832, CLT - Da deciso devero constar o nome das partes, o resumo do pedido e da defesa, a apre-ciao das provas, os fundamentos da deciso e a

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    respectiva concluso.

    1 Quando a deciso concluir pela procedncia do pedido, determinar o prazo e as condies para o seu cumprimento.

    2 A deciso mencionar sempre as custas que devam ser pagas pela parte vencida.

    3 As decises cognitivas ou homologatrias deve-ro sempre indicar a natureza jurdica das parcelas constantes da condenao ou do acordo homologa-do, inclusive o limite de responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contribuio previdenci-ria, se for o caso.

    4 A Unio ser intimada das decises homolo-gatrias de acordos que contenham parcela indeni-zatria, na forma do art. 20 da Lei n 11.033, de 21 de dezembro de 2004, facultada a interposio de recurso relativo aos tributos que lhe forem devidos.

    5 Intimada da sentena, a Unio poder interpor recurso relativo discriminao de que trata o 3 deste artigo.

    6 O acordo celebrado aps o trnsito em julgado da sentena ou aps a elaborao dos clculos de liquidao de sentena no prejudicar os crditos da Unio.

    7 O Ministro de Estado da Fazenda poder, me-diante ato fundamentado, dispensar a manifestao da Unio nas decises homologatrias de acordos em que o montante da parcela indenizatria envolvi-da ocasionar perda de escala decorrente da atuao do rgo jurdico.

    Art. 876, CLT - As decises passadas em julgado ou das quais no tenha havido recurso com efeito sus-pensivo; os acordos, quando no cumpridos; os ter-mos de ajuste de conduta firmados perante o Minis-trio Pblico do Trabalho e os termos de conciliao firmados perante as Comisses de Conciliao Prvia sero executados pela forma estabelecida neste Ca-ptulo.

    Pargrafo nico. Sero executadas ex-officio as con-tribuies sociais devidas em decorrncia de deciso proferida pelos Juzes e Tribunais do Trabalho, resul-tantes de condenao ou homologao de acordo, inclusive sobre os salrios pagos durante o perodo contratual reconhecido42.

    Art. 877, CLT - competente para a execuo das decises o juiz ou presidente do Tribunal que tiver conciliado ou julgado originariamente o dissdio.

    Art. 877-A, CLT - competente para a execuo de

    42. .Vide Smula n 368, I, do TST

    ttulo executivo extrajudicial o juiz que teria com-petncia para o processo de conhecimento relativo matria.

    Art. 878, CLT - A execuo poder ser promovida por qualquer interessado, ou ex officio, pelo prprio juiz ou presidente ou tribunal competente, nos termos do artigo anterior.

    Pargrafo nico. Quando se tratar de deciso dos Tri-bunais Regionais, a execuo poder ser promovida pela Procuradoria da Justia do Trabalho.

    Art. 878-A, CLT - Faculta-se ao devedor o pagamento imediato da parte que entender devida Previdncia Social, sem prejuzo da cobrana de eventuais dife-renas encontradas na execuo ex officio.

    Art. 879, CLT - Sendo ilquida a sentena exequenda, ordenar-se-, previamente, a sua liquidao, que po-der ser feita por clculo, por arbitramento ou por artigos.

    1 Na liquidao, no se poder modificar ou ino-var a sentena liquidanda, nem discutir matria per-tinente causa principal

    1-A A liquidao abranger, tambm, o clculo das contribuies previdencirias devidas.

    1-B As partes devero ser previamente intimadas para a apresentao do clculo de liquidao, inclu-sive da contribuio previdenciria incidente.

    2 Elaborada a conta e tornada lquida, o Juiz po-der abrir s partes prazo sucessivo de 10 (dez) dias para impugnao fundamentada com a indicao dos itens e valores objeto da discordncia, sob pena de precluso.

    3 Elaborada a conta pela parte ou pelos rgos auxiliares da Justia do Trabalho, o juiz proceder intimao da Unio para manifestao, no prazo de 10 (dez) dias, sob pena de precluso.

    4 A atualizao do crdito devido Previdncia So-cial observar os critrios estabelecidos na legislao previdenciria.

    5 O Ministro de Estado da Fazenda poder, me-diante ato fundamentado, dispensar a manifestao da Unio quando o valor total das verbas que inte-gram o salrio-de-contribuio, na forma do art. 28 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, ocasionar perda de escala decorrente da atuao do rgo ju-rdico.

    6 Tratando-se de clculos de liquidao comple-xos, o juiz poder nomear perito para a elaborao e fixar, depois da concluso do trabalho, o valor dos respectivos honorrios com observncia, entre outros, dos critrios de razoabilidade e proporcio-

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    execuo tRabalhista

    nalidade.

    Art. 880, CLT - Requerida a execuo, o juiz ou presi-dente do tribunal mandar expedir mandado de cita-o do executado, a fim de que cumpra a deciso ou o acordo no prazo, pelo modo e sob as cominaes estabelecidas ou, quando se tratar de pagamento em dinheiro, inclusive de contribuies sociais devi-das Unio, para que o faa em 48 (quarenta e oito) horas ou garanta a execuo, sob pena de penhora.

    1 O mandado de citao dever conter a deciso exequenda ou o termo de acordo no cumprido.

    2 A citao ser feita pelos oficiais de justia.

    3 Se o executado, procurado por duas vezes no espao de 48 horas, no for encontrado, far-se- a citao por edital, publicado no jornal oficial ou, na falta deste, afixado na sede na junta ou juzo, duran-te cinco dias.

    Art. 881, CLT - No caso de pagamento da importncia reclamada, ser este feito perante o escrivo ou che-fe de secretaria, lavrando-se termo de quitao, em duas vias, assinadas pelo exeqente, pelo executado e pelo mesmo escrivo ou chefe de secretaria, entre-gando-se a segunda via ao executado e juntando-se a outra ao processo.

    Pargrafo nico. No estando presente o exequente, ser depositada a importncia, mediante guia, em estabelecimento oficial de crdito ou, em falta deste, em estabelecimento bancrio idneo.

    Art. 882, CLT- O executado que no pagar a importn-cia reclamada poder garantir a execuo mediante depsito da mesma, atualizada e acrescida das des-pesas processuais, ou nomeando bens penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no art. 655 do Cdigo Processual Civil.

    Art. 883, CLT - No pagando o executado, nem garan-tindo a execuo, seguir-se- penhora dos bens, tan-tos quantos bastem ao pagamento da importncia da condenao, acrescida de custas e juros de mora, sendo estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamao inicial.

    Art. 884, CLT - Garantida a execuo ou penhorados os bens, ter o executado cinco dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnao.

    1 A matria de defesa ser restrita s alegaes de cumprimento da deciso ou do acordo, quitao ou prescrio da dvida.

    2 Se na defesa tiverem sido arroladas testemu-nhas, poder o juiz ou o presidente do tribunal, caso julgue necessrios seus depoimentos, marcar audincia para a produo das provas, a qual dever

    realizar-se dentro de cinco dias.

    3 Somente nos embargos penhora poder o exe-cutado impugnar a sentena de liquidao, cabendo ao exequente igual direito e no mesmo prazo.

    4 Julgar-se-o na mesma sentena os embargos e as impugnaes liquidao apresentadas pelos credores trabalhista e previdencirios.

    5 Considera-se inexigvel o ttulo judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicao ou interpretao tidas por incompatveis com a Consti-tuio Federal.

    Art. 885, CLT - No tendo sido arroladas testemunhas na defesa, o juiz, ou presidente, conclusos os autos, proferir sua deciso, dentro de cinco dias, julgando subsistente ou insubsistente a penhora.

    Art. 886, CLT - Se tiverem sido arroladas testemu-nhas, finda a sua inquirio em audincia, o escrivo ou diretor far, dentro de 48 horas, conclusos os au-tos ao juiz ou presidente, que proferir sua deciso, na forma prevista no artigo anterior.

    1 Proferida a deciso, sero da mesma notificadas as partes interessadas, em registrado postal, com franquia.

    2 Julgada subsistente a penhora, o juiz, ou presi-dente, mandar proceder logo avaliao dos bens penhorados.

    Art. 888, CLT - Concluda a avaliao, dentro de dez dias, contados da data da nomeao do avaliador, seguir-se- a arrematao que ser anunciada por edital afixado na sede do juzo ou tribunal e publi-cado no jornal local, se houver, com a antecedncia de vinte (20) dias.

    Art. 889, CLT Aos trmites e incidentes do processo da execuo so aplicveis, naquilo em que no con-travierem ao presente ttulo, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para a cobrana judicial da dvida ativa da Fazenda Pblica Federal.

    Art. 889-A, CLT - Os recolhimentos das importncias devidas, referentes s contribuies sociais, sero efetuada nas agncias locais da Caixa Econmica Federal ou do Banco do Brasil S.A., por intermdio de documento de arrecadao da Previdncia Social, dele se fazendo constar o nmero do processo.

    1 Concedido parcelamento pela Secretaria da Re-ceita Federal do Brasil, o devedor juntar aos au-tos a comprovao do ajuste, ficando a execuo da contribuio social correspondente suspensa at a quitao de todas as parcelas.

    2 As Varas do Trabalho encaminharo mensal-

  • 672

    lisson Miessa

    mente Secretaria da Receita Federal do Brasil informaes sobre os recolhimentos efetivados nos autos, salvo se outro prazo for estabelecido em regulamento.

    Art. 890, CLT A execuo para pagamento de pres-taes sucessivas, far-se- com observncia das normas constantes desta seo, sem prejuzo das demais estabelecidas neste captulo.

    Art. 891, CLT Nas prestaes sucessivas por tem-po determinado, a execuo pelo no pagamento de uma prestao compreender as que lhe sucederem.

    Art. 892, CLT Tratando-se de prestaes sucessivas por tempo indeterminado, a execuo compreender inicialmente as prestaes devidas at a data do in-gresso na execuo.

    Art. 896, CLT - 2 Das decises proferidas pelos Tri-bunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas, em execuo de sentena, inclusive em processo incidente de embargos de terceiro, no caber Re-curso de Revista, salvo na hiptese de ofensa direta e literal de norma da Constituio Federal.

    Art. 896, CLT - 10. Cabe recurso de revista por vio-lao a lei federal, por divergncia jurisprudencial e por ofensa Constituio Federal nas execues fiscais e nas controvrsias da fase de execuo que envolvam a Certido Negativa de Dbitos Trabalhis-tas (CNDT), criada pela Lei no 12.440, de 7 de julho de 2011.

    Art. 897, CLT - Cabe agravo, no prazo de 8 (oito) dias:

    a) de petio, das decises do Juiz ou Presidente, nas execues;

    [...]

    1 O agravo de petio s ser recebido quando o agravante delimitar, justificadamente, as matrias e os valores impugnados, permitida a execuo ime-diata da parte remanescente at o final, nos prprios autos ou por carta de sentena. [...]

    Cdigo de Processo CivilArt. 461, CPC - Na ao que tenha por objeto o cum-primento de obrigao de fazer ou no fazer, o juiz conceder a tutela especfica da obrigao ou, se procedente o pedido, determinar providncias que assegurem o resultado prtico equivalente ao do adimplemento.

    1 A obrigao somente se converter em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossvel a tutela especfica ou a obteno do resultado prtico correspondente.

    2 A indenizao por perdas e danos dar-se- sem

    prejuzo da multa (art. 287).

    3 Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficcia do provi-mento final, lcito ao juiz conceder a tutela liminar-mente ou mediante justificao prvia, citado o ru. A medida liminar poder ser revogada ou modifica-da, a qualquer tempo, em deciso fundamentada.

    4 O juiz poder, na hiptese do pargrafo anterior ou na sentena, impor multa diria ao ru, indepen-dentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatvel com a obrigao, fixando-lhe prazo razo-vel para o cumprimento do preceito.

    5 Para a efetivao da tutela especfica ou a ob-teno do resultado prtico equivalente, poder o juiz, de ofcio ou a requerimento, determinar as me-didas necessrias, tais como a imposio de multa por tempo de atraso, busca e apreenso, remoo de pessoas e coisas, desfazimento de obras e im-pedimento de atividade nociva, se necessrio com requisio de fora policial.

    6 O juiz poder, de ofcio, modificar o valor ou a periodicidade da multa, caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva.

    Art. 475-J, CPC - Caso o devedor, condenado ao paga-mento de quantia certa ou j fixada em liquidao, no o efetue no prazo de quinze dias, o montante da condenao ser acrescido de multa no percen-tual de dez por cento e, a requerimento do credor e observado o disposto no art. 614, inciso II, desta Lei, expedir-se- mandado de penhora e avaliao.

    1 Do auto de penhora e de avaliao ser de ime-diato intimado o executado, na pessoa de seu ad-vogado (arts. 236 e 237), ou, na falta deste, o seu representante legal, ou pessoalmente, por mandado ou pelo correio, podendo oferecer impugnao, que-rendo, no prazo de quinze dias.

    2 Caso o oficial de justia no possa proceder avaliao, por depender de conhecimentos espe-cializados, o juiz, de imediato, nomear avaliador, assinando-lhe breve prazo para a entrega do laudo.

    3 O exequente poder, em seu requerimento, indi-car desde logo os bens a serem penhorados.

    4 Efetuado o pagamento parcial no prazo previsto no caput deste artigo, a multa de dez por cento inci-dir sobre o restante.

    5 No sendo requerida a execuo no prazo de seis meses, o juiz mandar arquivar os autos, sem prejuzo de seu desarquivamento a pedido da parte.

    Art. 475-L, CPC - A impugnao somente poder ver-sar sobre:

  • 673

    execuo tRabalhista

    I - falta ou nulidade da citao, se o processo correu revelia;

    II - inexigibilidade do ttulo;

    III - penhora incorreta ou avaliao errnea;

    IV - ilegitimidade das partes;

    V - excesso de execuo;

    VI - qualquer causa impeditiva, modificativa ou ex-tintiva da obrigao, como pagamento, novao, compensao, transao ou prescrio, desde que superveniente sentena.

    1 Para efeito do disposto no inciso II do caput deste artigo, considera-se tambm inexigvel o ttulo judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal, ou fundado em aplicao ou interpretao da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como incompatveis com a Constituio Federal.

    2 Quando o executado alegar que o exequente, em excesso de execuo, pleiteia quantia superior resultante da sentena, cumprir-lhe- declarar de imediato o valor que entende correto, sob pena de rejeio liminar dessa impugnao.

    Art. 475-O, CPC - A execuo provisria da sentena far-se-, no que couber, do mesmo modo que a defi-nitiva, observadas as seguintes normas:

    I - corre por iniciativa, conta e responsabilidade do exequente, que se obriga, se a sentena for reforma-da, a reparar os danos que o executado haja sofrido;

    II - fica sem efeito, sobrevindo acrdo que modifi-que ou anule a sentena objeto da execuo, resti-tuindo-se as partes ao estado anterior e liquidados eventuais prejuzos nos mesmos autos, por arbitra-mento;

    III - o levantamento de depsito em dinheiro e a pr-tica de atos que importem alienao de propriedade ou dos quais possa resultar grave dano ao executado dependem de cauo suficiente e idnea, arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos prprios autos.

    1 No caso do inciso II do caput deste artigo, se a sentena provisria for modificada ou anulada apenas em parte, somente nesta ficar sem efeito a execuo.

    2 A cauo a que se refere o inciso III do caput deste artigo poder ser dispensada:

    I - quando, nos casos de crdito de natureza alimen-tar ou decorrente de ato ilcito, at o limite de ses-senta vezes o valor do salrio-mnimo, o exequente demonstrar situao de necessidade;

    II - nos casos de execuo provisria em que pen-

    da agravo perante o Supremo Tribunal Federal ou o Superior Tribunal de Justia (art. 544), salvo quando da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave dano, de difcil ou incerta reparao.

    3 Ao requerer a execuo provisria, o exequen-te instruir a petio com cpias autenticadas das seguintes peas do processo, podendo o advogado declarar a autenticidade, sob sua responsabilidade pessoal:

    I - sentena ou acrdo exequendo;

    II - certido de interposio do recurso no dotado de efeito suspensivo;

    III - procuraes outorgadas pelas partes;

    IV - deciso de habilitao, se for o caso;

    V - facultativamente, outras peas processuais que o exequente considere necessrias.

    Art. 475-P, CPC - O cumprimento da sentena efetu-ar-se- perante:

    I - os tribunais, nas causas de sua competncia ori-ginria;

    II - o juzo que processou a causa no primeiro grau de jurisdio;

    III - o juzo cvel competente, quando se tratar de sentena penal condenatria, de sentena arbitral ou de sentena estrangeira.

    Pargrafo nico. No caso do inciso II do caput deste artigo, o exequente poder optar pelo juzo do local onde se encontram bens sujeitos expropriao ou pelo do atual domiclio do executado, casos em que a remessa dos autos do processo ser solicitada ao juzo de origem.

    Art. 567, CPC - Podem tambm promover a execuo, ou nela prosseguir:

    I - o esplio, os herdeiros ou os sucessores do cre-dor, sempre que, por morte deste, lhes for transmiti-do o direito resultante do ttulo executivo;

    II - o cessionrio, quando o direito resultante do t-tulo executivo lhe foi transferido por ato entre vivos;

    III - o sub-rogado, nos casos de sub-rogao legal ou convencional.

    Art. 568, CPC - So sujeitos passivos na execuo:

    I - o devedor, reconhecido como tal no ttulo exe-cutivo;

    Il - o esplio, os herdeiros ou os sucessores do de-vedor;

    III - o novo devedor, que assumiu, com o consen-

  • 681

    1. QUESTES

    01. (TRT 23 - Juiz do Trabalho Substituto 23a regio/ 2014) luz da CLT e da jurisprudncia cristalizada pelo Tribunal Superior do Trabalho, assinale a alternativa INCORRETA:

    a) O recolhimento da multa imposta por litigncia de m-f, na forma do artigo 18 do Cdigo de Processo Civil, no pressuposto para interposio de recurso.

    b) No fere direito liquido e certo a concesso de tutela antecipada para reintegrao de empregado protegido por estabilidade provisria decorrente de lei ou norma coletiva.

    c) Considera-se inexigvel o ttulo judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicao ou interpretao tidas por incompatveis com a Constituio Federal.

    d) Na hiptese de clculos de liquidao complexos, o juiz poder nomear perito para a elaborao e fixar, depois da concluso do trabalho, o valor dos respectivos honorrios.

    e) Elaborada a conta e tomada lquida, o juiz abrir s partes prazo sucessivo de dez dias para im-pugnao fundamentada, com indicao dos itens e valores objeto da discordncia, sob pena de precluso.

    02. (TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2a regio/ 2013) Em relao liquidao de sentena, certo afirmar. Aponte a alternativa correta:

    a) Elaborada a conta e tornada lquida, o Juiz dever abrir s partes prazo sucessivo de 10 (dez) dias para impugnao fundamentada com a indicao dos itens e valores objeto da discordncia, sob pena de precluso.

    b) A atualizao do crdito devido Previdncia Social observar os critrios estabelecidos na legisla-o trabalhista.

    c) Os atos de acertamento de uma sentena ilquida abrangem parte dos atos de constrio.

    d) A correo monetria no incide sobre o dbito do trabalhador reclamante.

    e) Os juros de mora incidem sobre a importncia da condenao no corrigida monetariamente.

    03. (TRT 1 - Juiz do Trabalho Substituto 1a regio/ 2013) - Quanto liquidao de sentena e execuo no Processo do Trabalho, segundo as previses legais e entendimento jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho, correto afirmar:

    a) Elaborada a conta e tornada lquida, o Juiz dever abrir s partes prazo comum de 10 dias para im-pugnao fundamentada com a indicao dos itens e valores objeto da discordncia, sob pena de precluso.

    b) Nas prestaes sucessivas por tempo determinado ou indeterminado, a execuo pelo no pagamento de uma prestao compreender as que lhe sucederem.

    c) No ofende direito lquido e certo a deciso que determina o bloqueio de numerrio existente em con-

    Q u e s t e s

    Captulo 18 e 19

  • 682

    lisson Miessa

    ta salrio, para satisfao do crdito trabalhista, desde que seja limitado a determinado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para fundo de aplicao ou poupana.

    d) inadmissvel a penhora sobre a renda mensal ou faturamento de empresa, mesmo que limitada a determinado percentual, pois viola o princpio do meio menos oneroso para o devedor.

    e) A liquidao da sentena exequenda abranger, tambm, o clculo das contribuies previdencirias devidas. A atualizao do crdito devido Previdncia Social observar os critrios estabelecidos na legislao previdenciria.

    04. (TRT 3 - Juiz do Trabalho Substituto 3a regio/ 2014) Observando-se os procedimentos de execuo previstos na CLT, NO correto afirmar que:

    a) Garantida a execuo ou penhorados os bens ter o executado 5 dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exequente para impugnao.

    b) O executado que no pagar a importncia reclamada poder garantir a execuo mediante depsito da mesma, atualizada e acrescida das despesas processuais, ou nomeando bens penhora, observada a ordem preferencial estabelecida no art. 11 da Lei n. 6.830/80, que dispe sobre a cobrana judicial da dvida ativa da Fazenda Pblica.

    c) Aos trmites e incidentes do processo da execuo so aplicveis, naquilo em que no contravierem ao Ttulo sobre execuo da CLT, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para a cobrana judicial da dvida ativa da Fazenda Pblica Federal.

    d) Nas prestaes sucessivas por prazo determinado, a execuo pelo no pagamento de uma prestao compreender as que lhe sucederem.

    e) Considera-se inexigvel o ttulo judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo STF ou em aplicao ou interpretao tidas por incompatveis com a Constituio da Repblica.

    05.(TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2a regio/ 2014) - Em relao ao mandado e penhora, aponte a alternativa correta:

    a) Requerida a execuo, o juiz ou presidente do tribunal mandar expedir notificao ao executado, para que cumpra a obrigao de fazer, de dar ou de no fazer, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.

    b) Se o executado, procurado por 2 (duas) vezes no espao de 48 (quarenta e oito) horas, no for en-contrado, far-se- a citao por oficial de justia.

    c) O executado que no pagar a importncia reclamada poder garantir a execuo mediante depsito da mesma, atualizada, sem acrscimo das despesas processuais.

    d) Caso o executado no garanta a execuo mediante depsito, poder nomear bens penhora obser-vada a ordem preferencial estabelecida no artigo 655 do CPC.

    e) As custas e juros de mora sero considerados quando da penhora de bens do executado, sempre devidos a partir da data do fato que ensejou a reclamatria.

    06.(TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2a regio/ 2014) - Observe as proposies abaixo e ao afinal responda a alternativa que contenha proposies corretas, no que tange execuo, levan-do-se em conta a legislao especfica e as Smulas do TST:

    I. Tendo em vista a regra da CLT, a matria de impugnao apresentada pela defesa abrange apenas as alegaes de cumprimento da deciso ou do acordo, quitao ou prescrio da dvida.

    II. Para serem admitidos os embargos execuo nas obrigaes de fazer e de no fazer, h necessidade de depositar um valor para a garantia do juzo.

    III. Na execuo provisria a penhora no deve incidir sobre dinheiro, caso o executado tenha nomeado

  • 683

    captulo 18 e 19

    outros bens.

    IV.Havendo discordncia do credor, em execuo definitiva, no tem o executado direito lquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no prprio banco.

    V. Fere o direito lquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro do exe-cutado, em execuo definitiva, para garantir crdito exequendo.

    Est correta a alternativa:

    a) I, II e IV.

    b) II, III e V.

    c) III, IV e V.

    d) I, III e IV.

    e) I, II e V.

    07.(TRT 15 - Juiz do Trabalho Substituto 15a regio/ 2013) Tcio ingressou com reclamao traba-lhista em face da empresa prestadora de servios, reclamando Verbas resilitrias no adimplidas. Deixou, porm, de incluir no polo passivo a empresa tomadora de Servios, uma vez que foi efe-tivado por ela aps a cessao do contrato com a prestadora, e teme perder seu atual emprego. Diante dessa situao, assinale a alternativa correta:

    a) o juiz deve extinguir o processo sem resoluo de mrito, nos termos do artigo 47, par. nico, do CPC (O juiz ordenar ao autor que promova a citao de todos os litisconsortes necessrios, dentro do prazo que assinar, sob pena de declarar extinto o processo), combinado com artigo 769 da CLT, por se tratar de hiptese de litisconsrcio necessrio;

    b) a empresa tomadora de servios pode ser chamada ao processo pela prestadora de servios, vista da jurisprudncia dominante do Tribunal Superior do Trabalho, diante da responsabilidade solidria de ambas;

    c) transitada em julgado a respectiva sentena, declarando improcedentes os pedidos do reclamante, a empresa prestadora j no poder ser acionada como devedora solidria ou subsidiria em ao, com o mesmo objeto, que venha a ser movida, posteriormente, pelo mesmo reclamante, em face da empresa tomadora;

    d) pela Smula n. 331 do TST, a empresa tomadora de servios no poder ser acionada, em nova reclamao, pelo mesmo trabalhador, com. a pretenso de ver declarada a responsabilidade da tomadora perante os crditos deferidos na sentena, vez que a Smula exige a participao da tomadora no processo original no qual a empresa prestadora foi declarada inadimplente;

    e) observados os prazos prescricionais, a partir do caso em questo, a empresa tomadora de servios poder ser ulteriormente executada no processo original, se nele a empresa prestadora for sucum-bente e inadimplente.

    08. (TRT 15 - Juiz do Trabalho Substituto 15a regio/ 2013) Uma execuo trabalhista foi iniciada em 1992, sendo que apenas em abril de 2012, aps a utilizao das novas ferramentas eletrnicas disponibilizadas ao juiz, foi localizado um bem imvel do executado, devidamente registrado, pas-svel de penhora, constatando-se que o referido imvel, localizado em outro Estado da Federao j pertencia ao patrimnio do executado desde 1980. A execuo referida, diante da no localizao de bens, permaneceu em arquivo provisrio durante dez anos. Efetuada a penhora o executado, por simples petio, 08 (oito) dias aps a cincia da penhora, pleiteou a extino da execuo em face da inrcia do credor.

  • 877

    c a p t u l o 2 3

    Reviso Final

    Sumrio 1. Evoluo histrica 2. Fontes e integrao 3. Princpios do processo do trabalho 4. Organizao da Justia do Trabalho 5. Ministrio Pblico do Trabalho 6. Competncia 7. Partes e procuradores no processo do trabalho 8. Atos processuais 9. Nulidades processuais 10. Petio inicial 11. Audincias 12. Respostas do ru 13. Provas 14. Sentena 15. Tutela antecipada 16. Procedimento sumarssimo 17. Recursos: 17.1. Teoria geral dos recursos; 17.2. Recursos em espcie; 17.2.1. Embargos de declarao; 17.2.2. Recurso ordinrio; 17.2.3. Agravo de petio; 17.2.4. Agravo de instrumento; 17.2.5. Recurso de revista; 17.2.5.1. Recurso de revista repetitivo; 17.2.6. Recurso de embargos para a SDI (embargos de divergncia); 17.2.7. Recurso adesivo 18. Fase de liquidao de sentena 19. Execuo trabalhista: 19.1. Execuo das contribuies previdencirias 20. Dissdio Coletivo: 20.1. Ao de cumprimento 21. Ao rescisria 22. Mandado de segurana.

    O presente captulo tem como objetivo fazer uma reviso geral do direito processual do trabalho, sintetizando a matria para que o candidato, nas vsperas da prova, possa rever os principais pontos desse ramo processual. Procuramos fazer um captulo sepa-rado para facilitar os estudos do leitor. Passamos assim a verificar os principais pontos estudados.

    1. EVOLUO HISTRICA

    1932: so criadas as Juntas de Conciliao e Julgamento. Contudo, a execuo de suas decises era feita perante a Justia Comum.

    Constituio Federal de 1934: primeira Constituio a prever a Justia do Trabalho, in-cumbindo-lhe de dirimir questes entre empregados e empregadores, embora ainda no integrante do Poder Judicirio, mas ligado ao Poder Executivo.

    1939: por meio dos Decretos-leis 1.237, de 2 de maio de 1939, e 1.346, de 15 de junho de 1939, foi institucionalizada a Justia do Trabalho, sendo instalada em 1 de maio de 1941.

    Constituio Federal de 1946: inclui, constitucionalmente, a Justia do Trabalho como integrante do Poder Judicirio.

    Constituio Federal de 1988 conserva a Justia do Trabalho dentro do Poder Judicirio. Na sua redao original, era estruturada da seguinte forma: I Tribunal Superior do Trabalho; II Tribunais Regionais do Trabalho; III Juntas de Conciliao e Julgamento.

    Emenda Constitucional 24/99: exclui-se a representao classista.

    Emenda Constitucional n 45/04: ampliou a competncia da Justia do Trabalho, dei-xando de ser vinculada relao de emprego, para contemplar as relaes de traba-lho em sentido amplo.

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    lisson Miessa

    2. FONTES E INTEGRAO

    Ordem Fase de conhecimento Fase de execuo

    1 (fonte principal) CLT CLT

    2 (fonte subsidiria) CPC (processo comum) Lei de Execues Fiscais

    3(fonte subsidiria) CPC (processo comum)

    3. PRINCPIOS DO PROCESSO DO TRABALHO

    1) Princpio da proteo2) Princpio da conciliao

    No rito ordinrio, a CLT prev dois momentos obrigatrios de tentativa de conciliao a ser conduzida pelo juiz: 1a. Na abertura da audincia inicial e antes da apresentao da defesa (CLT, art. 846); 2a.Depois das razes finais e antes da sentena, como declina o art. 850 da CLT.

    3) Princpio do jus postulandiO jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se s Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, no alcanando a ao rescisria, a ao cautelar, o mandado de segurana e os recursos de competncia do Tribu-nal Superior do Trabalho (Smula n 425 do TST).

    4) Princpio da oralidade

    5) Princpio da irrecorribilidade das decises interlocutrias

    Exceto no caso de deciso:

    a) de Tribunal Regional do Trabalho contrria Smula ou Orientao Jurispruden-cial do Tribunal Superior do Trabalho;

    b) suscetvel de impugnao mediante recurso para o mesmo tribunal; c) que acolhe exceo de incompetncia territorial, com a remessa dos autos para Tri-

    bunal Regional distinto daquele a que se vincula o juzo excepcionado, consoante o disposto no art. 799, 2, da CLT.

    6) Princpio da extrapetio

    7) Princpio da simplicidade

    4. ORGANIZAO DA JUSTIA DO TRABALHO

    A Justia do Trabalho, nos termos do art. 111 da CF/88, possui os seguintes rgos:

    Tribunal Superior do Trabalho

    Tribunal Regional do Trabalho

    Juzes do Trabalho

  • 879

    Reviso Final

    Composio do TST:

    27 ministros;

    escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 anos e menos e 65 anos;

    nomeados pelo presidente da Repblica;

    aps aprovao pela maioria absoluta do Senado federal (sabatina).

    depois da Emenda Constitucional n 45/04, tambm passaram a funcionar junto ao TST:

    1) a Escola Nacional de Formao e Aperfeioamento de Magistrados do Trabalho (Ena-mat), cabendo-lhe, dentre outras funes, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoo na carreira e;

    2) o Conselho Superior da Justia do Trabalho CSJT , cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a superviso administrativa, oramentria, financeira e patrimonial da Justia do Trabalho de primeiro e segundo graus, como rgo central do sistema, cujas decises tero efeito vinculante.

    o Conselho Superior da Justia do Trabalho atua apenas no mbito administrativo, oramentrio, financeiro e patrimonial da Justia do Trabalho, no exercendo ativi-dade jurisdicional. Atenta-se, ainda, para o fato de que, nesses casos, a deciso do conselho ter efeito vinculante, ou seja, sua observncia obrigatria.

    Composio do TRT:

    no mnimo, 7 juzes; recrutados,quandopossvel,narespectivaregio; nomeados pelo presidente da Repblica; dentre brasileiros com mais de 30 anos e menos de 65 anos.

    Vara do Trabalho

    A lei criar varas da Justia do Trabalho, podendo, nas comarcas no abrangidas por sua jurisdio, atribu-las aos juzes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho (CF/88, art. 112)

    5. MINISTRIO PBLICO DO TRABALHO

    Princpios

    Unidade Indivisibilidade Independncia funcional Promotor natural

    Organizao

    I Ministrio Pblico da Unio

    Ministrio Pblico do Trabalho Ministrio Pblico Federal Ministrio Pblico Militar Ministrio Pblico do Distrito Federal e Territrios

    II Ministrios Pblicos dos Estados

  • 880

    lisson Miessa

    Atribuies do MPT

    I promover as aes que lhe sejam atribudas pela Constituio Federal e pelas leis trabalhistas;

    II manifestar-se em qualquer fase do processo trabalhista, acolhendo solicitao do juiz ou por sua iniciativa, quando entender existente interesse pblico que jus-tifique a interveno;

    III promover a ao civil pblica no mbito da Justia do Trabalho, para defesa de interesses coletivos, quando desrespeitados os direitos sociais constitucionalmente garantidos;

    IV propor as aes cabveis para declarao de nulidade de clusula de contrato, acordo coletivo ou conveno coletiva que viole as liberdades individuais ou coleti-vas ou os direitos individuais indisponveis dos trabalhadores;

    V propor as aes necessrias defesa dos direitos e interesses dos menores, incapazes e ndios, decorrentes das relaes de trabalho;

    VI recorrer das decises da Justia do Trabalho, quando entender necessrio, tanto nos processos em que for parte, como naqueles em que oficiar como fiscal da lei, bem como pedir reviso dos Enunciados da Smula de Jurisprudncia do Tribunal Superior do Trabalho;

    VII funcionar nas sesses dos Tribunais Trabalhistas, manifestando-se verbalmente sobre a matria em debate, sempre que entender necessrio, sendo-lhe assegurado o direito de vista dos processos em julgamento, podendo solicitar as requisies e diligncias que julgar convenientes;

    VIII instaurar instncia em caso de greve, quando a defesa da ordem jurdica ou o interesse pblico assim o exigir;

    Ateno:O art. 114, 3, da CF/88 estabelece que o Ministrio Pblico do Trabalho poder ajuizar diss-diocoletivo,emcasodegreveematividadeessencial,compossibilidadedelesodointeressepblico,competindoJustiadoTrabalhodecidiroconflito.

    IX promover ou participar da instruo e conciliao em dissdios decorrentes da paralisao de servios de qualquer natureza, oficiando obrigatoriamente nos processos, manifestando sua concordncia ou discordncia, em eventuais acordos firmados antes da homologao, resguardado o direito de recorrer em caso de vio-lao lei e Constituio Federal;

    X promover mandado de injuno, quando a competncia for da Justia do Tra-balho;

    XI atuar como rbitro, se assim for solicitado pelas partes, nos dissdios de com-petncia da Justia do Trabalho;