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1675 leia algumas paginas

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  • captulo ii - fazenda pblica municipal

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    CAPTULO II - FAZENDA PBLICA MUNICIPAL

    1. CONCEITO

    Fazenda Pblica o termo que expressa a personificao do Estado, utiliza-do na designao de pessoas jurdicas de direito pblico: Unio, Estados, Distri-to Federal e Municpios. Logo, a expresso Fazenda Pblica Municipal represen-ta, entre outras, a personificao do ente pblico municipal.Segundo Hely Lopes Meirelles, a Administrao Pblica, quando ingressa em juzo por qualquer de suas entidades estatais, por suas autarquias, por suas fundaes pblicas ou por seus rgos que tenham capacidade processual, re-cebe a designao tradicional de Fazenda Pblica, porque seu errio que su-porta os encargos patrimoniais da demanda3.Vale observar, ainda, que a expresso Fazenda Pblica Municipal no con-templa as empresas pblicas e as sociedades de economia mista, j que so es-tas ltimas pessoas jurdicas de direito privado.Segundo o Cdigo de Processo Civil, em seu art. 12, inciso II, os Municpios so representados em juzo por seu Procurador ou por seu Prefeito.2. PRERROGATIVAS PROCESSUAISA Fazenda Pblica Municipal possui prerrogativas processuais prprias, em razo de sua funo primordial: a defesa do interesse pblico.Neste contexto, elencamos alguns motivos autorizadores de prerrogativas processuais, como o carter obrigatrio de defesa por parte do ente pblico municipal, o maior volume de trabalho e a maior burocracia em sua atividade. Vejamos:

    2.1 Prazo em qudruplo para contestar e em dobro para recorrer Conforme determina o art. 1884 do Cdigo de Processo Civil, a Fazenda P-blica Municipal detm prazo em qudruplo para contestar e prazo em dobro para recorrer.Importante ressaltar que tal regra tambm aplicvel quando a Fazenda P-blica Municipal atua como assistente ou como terceiro em determinada causa. Por outro lado, h casos especficos em que a regra no tem aplicao, tais como:3 MEIRELES. Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. So Paulo: Malheiros, 2000. p. 590.4 Art. 188. Computar-se- em qudruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pblica ou o Ministrio Pblico.

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    1. Nos juizados especiais da Fazenda Pblica;2. Quando se tratar de prazo prprio (exemplo os vinte dias para a contes-tao na ao popular);3. Prazo de entrega de originais com relao a peties realizadas por meio eletrnico ou fac-smile (Lei n 9.800/1999);4. O prazo para indicao de assistente tcnico e formulao de quesitos (art. 421 1, do Cdigo de Processo Civil);5. Prazo de trs dias para a comprovao de interposio do recurso de agravo de instrumento (art. 526, do Cdigo de Processo Civil);6. Prazos na ao direta de inconstitucionalidade e nas aes declarat-rias de inconstitucionalidade;7. Prazo para depsito de rol de testemunhas (art. 412, do Cdigo de Pro-cesso Civil);8. Prazo de interposio de embargos de devedor pela Fazenda Pblica (art. 730, do Cdigo de Processo Civil).Por fim, ressaltamos que a Fazenda Pblica Municipal possui prazo simples para contrarrazoar recursos, ajuizar ao rescisria e prestar informaes em mandado de segurana. No sendo para contestar, nem mesmo para recorrer de uma deciso, estes prazos no se enquadram no art. 188 do Cdigo de Processo Civil.

    2.2 Fazenda Pblica Municipal e o rito sumrioO Cdigo de Processo Civil, em relao ao procedimento sumrio, dispe em seu art. 2775, que o juiz designar a audincia de conciliao a ser realizada no prazo de 30 dias, citando-se o ru com a antecedncia mnima de 10 dias, deter-minando o comparecimento das partes. Sendo r a Fazenda Pblica, os prazos, como visto, contar-se-o em dobro. 5 Art. 277. O juiz designar a audincia de conciliao a ser realizada no prazo de trinta dias, citando-se o ru com a antecedncia mnima de dez dias e sob advertncia prevista no 2 deste artigo, determinan-do o comparecimento das partes. Sendo r a Fazenda Pblica, os prazos contar-se-o em dobro. 1 A conciliao ser reduzida a termo e homologada por sentena, podendo o juiz ser auxiliado por conciliador. 2 Deixando injustificadamente o ru de comparecer audincia, reputar-se-o verdadeiros os fatos alegados na petio inicial (art. 319), salvo se o contrrio resultar da prova dos autos, proferindo o juiz, desde logo, a sentena. 3 As partes comparecero pessoalmente audincia, podendo fazer-se representar por preposto com poderes para transigir. 4 O juiz, na audincia, decidir de plano a impugnao ao valor da causa ou a controvrsia sobre a natureza da demanda, determinando, se for o caso, a converso do procedimento sumrio em ordinrio. 5 A converso tambm ocorrer quando houver necessidade de prova tcnica de maior complexidade.

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    Neste sentido, fica evidenciado que, para a Fazenda Pblica Municipal, no rito sumrio, a audincia deve ser realizada no prazo de 60 dias, contados do despacho que ordena a citao; alm disso, o ente pblico deve ser citado no mnimo com 20 dias de antecedncia.

    2.3 Citao pessoal da Fazenda Pblica Municipal Dispe o Cdigo de Processo Civil, em seu art. 222, que a citao da Fazenda Pblica deve ser realizada de modo pessoal, ou seja, pelo Oficial de Justia, no devendo ser realizada por correio ou edital.Tal regra possui excees, sendo possvel a citao do ente pblico por carta. Temos como exemplo destas excees o procedimento de usucapio e a atuao dos Procuradores Municipais na esfera da Justia do Trabalho (Decre-to-Lei n 779/69).2.4 Revelia e a Fazenda Pblica MunicipalEm apertada sntese, pode-se dizer que a revelia o no comparecimento do ru ao processo para apresentao de sua defesa. A revelia possui basicamente dois efeitos:a) Presuno de veracidade dos fatos alegados pelo autor e;b) Dispensa de intimao do ru para os atos posteriores do processo.Diante do fato de a Fazenda Pblica tutelar direito pblico indisponvel, as-severa o professor Leonardo Jos Carneiro da Cunha6 que, sendo r a Fazenda Pblica, no se opera, quantos aos fatos alegados pelo autor, a presuno de veracidade decorrente da revelia.Importante ressaltarmos, contudo, que, em novembro de 2012, o STJ, no REsp 1.084.745, decidiu que os efeitos materiais da revelia se aplicam contra a Fazenda Pblica quando a relao direito privado. Segundo o Ministro Luis Felipe Salomo, os efeitos materiais da revelia no so afastados quando, mes-mo citado, o Municpio deixa de contestar o pedido do autor, sempre que no estiver em litgio contrato genuinamente administrativo, mas sim obrigao de

    direito privado firmada pela Administrao Pblica

    Importante, ento, ao Procurador do Municpio, ater-se a este detalhe em sua conduta profissional, j que, mesmo que ainda isolada, essa deciso no sentido de que os efeitos materiais da reve-lia se aplicam contra a Fazenda Pblica quando a relao direito privado deve se consolidar em nossos Tribunais.

    6 CUNHA. Leonardo Jos Carneiro da. Fazenda Pblica em Juzo. So Paulo: Dialtica, 2010. p. 99.

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    2.5 Contestao pela Fazenda Pblica MunicipalContestao uma das possveis peas processuais de defesa inicial do ru em um processo judicial, ao lado da reconveno e da exceo7. Nela esto pre-sentes todas as alegaes frente ao pedido do autor.Quanto elaborao de pea contestatria pelo ente pblico,

    a melhor doutrina prega que com base na presuno de legitimida-de dos atos administrativos a Fazenda Pblica Municipal, represen-tada pelo Procurador, no necessita impugnar especificamente cada fato ou dado exposto na pea processual inicial. Contudo, na prtica forense, caso seja possvel, mais prudente faz-lo, j que atende me-lhor ao interesse pblico.

    3. TAXAS E CUSTAS JUDICIAISNo ordenamento jurdico ptrio, mais precisamente no Cdigo de Processo Civil, art. 19, temos que as partes tm o dever de prover as despesas processuais. Neste contexto, Leonardo Jos Carneiro da Cunha8 ensina que o termo des-pesa constitui gnero, do qual decorrem trs espcies:a) custas: que se destina a remunerar a prestao da atividade jurisdicio-nal, desenvolvida pelo Estado-juiz por meio de seus serventurios e cartrios;b) emolumentos: que se destinam a remunerar os servios prestados pe-los serventurios de cartrio ou serventias no oficializadas;c) despesas em sentido estrito: que se destinam a remunerar terceiras pessoas acionadas pelo aparelho judicial, no desenvolvimento da ativi-dade do Estado-juiz.A partir dessa lio, asseveramos que a Fazenda Pblica Municipal est

    dispensada do pagamento de custas e emolumentos. Entretanto, o Ente Pblico obrigado a pagar as despesas em sentido estrito.

    So exemplos de despesas em sentido estrito o transporte do oficial de justi-a, os honorrios do perito e a postagem de comunicaes processuais.Nesse sentido, a smula 232 do Superior Tribunal de Justia: A Fazenda Pblica, quando parte no processo, fica sujeita exigncia do depsito prvio dos honorrios do perito.7 Art. 297. O ru poder oferecer, no prazo de 15 (quinze) dias, em petio escrita, dirigida ao juiz da causa, contestao, exceo e reconveno.8 Op. cit. p. 122.

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    4. TUTELA ANTECIPADA E CAUTELARES Tendo por base a conceituao trazida por Leonardo Jos Carneiro da Cunha9, medida cautelar o meio destinado a garantir a efetividade ou utilidade ao provimento final de um processo principal.Assim, a tutela antecipada uma medida que visa tutelar um provimento satisfativo ao pedido inaugural, ou seja, o pedido realizado incidentalmente no processo via tutela antecipada coincidente com o pedido final do litgio.Neste contexto, pergunta-se: possvel medidas cautelares e tutelas anteci-padas frente Fazenda Pblica Municipal?Para a resposta da pergunta exposta, precisamos fazer uma anlise conjunta de alguns parmetros legais, como a Lei n 9494/1997, a Lei n 12.016/2009 (Nova Lei do Mandado de Segurana) e a Lei n 5869/1973 (Cdigo de Processo Civil).Tratando do tema cautelar, asseveramos a possibilidade de tais medidas frente Fazenda Pblica Municipal, sem prejuzo das vedaes previstas na Lei n 12.016/2009, em seu art. 2. Logo, no ser concedida medida cautelar em face da Fazenda Pblica Municipal:1. Em medidas que tenham por objeto a compensao de crdito tribut-rio;2. Que tenham por alvo a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior;

    3. Que visem reclassificao ou equiparao de servidores pblicos;4. Que almejem a concesso de aumento ou a extenso de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.A tutela antecipada frente Fazenda Pblica Municipal tambm possvel, mas h restries preceituadas pela Lei n 9494/97, em seu art. 1.Leonardo Jos Carneiro da Cunha10 demonstra que no se afigura cabvel a tutela antecipada conta a Fazenda Pblica nos seguintes casos excepcionais:1. Quando tiver por fito a reclassificao ou equiparao de servidores pblicos, ou a concesso de aumento ou extenso de vantagens;2. Toda vez que providncia semelhante no puder ser concedida em aes de mandado de segurana;3. Quando impugnado, na primeira instncia, ato de autoridade sujeita, na via do mandado de segurana, competncia originaria do Tribunal;4. Quando a medida esgotar, no todo ou em parte, o objeto da ao;

    9 Op. cit. p. 230.10 Op. cit. p. 258/259.

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    5. Para compensao de crditos tributrios ou previdencirios;6. Para a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior.Concluindo, podemos dizer que os institutos da cautelar e da tutela anteci-pada so possveis em face da Fazenda Pblica Municipal, observadas as respec-tivas restries legais.5. REEXAME NECESSRIOO ilustre doutrinador Marcus Vinicius Rios Gonalves11 conceitua reexame necessrio como sendo a necessidade de que determinadas sentenas sejam confirmadas pelo tribunal, ainda que no tenha havido nenhum recurso das partes.A doutrina, majoritariamente, indica que o reexame necessrio possui natu-reza jurdica de condio de eficcia da sentena. Logo, reexame necessrio a necessidade imposta por lei pela qual as sentenas devem ser confirmadas por um tribunal superior para ter efetividade.Conforme assevera Leonardo Jos Carneiro da Cunha12, o reexame neces-srio no um recurso pelos seguintes fundamentos: inexistncia de previso expressa na lei, em ateno ao princpio da taxatividade; no possui prazo de interposio; no h voluntariedade em recorrer; no h fundamentao ou ra-zes escritas e; por ltimo, no existe legitimidade do magistrado em recorrer.As hipteses de cabimento do reexame necessrio esto elencadas no artigo 475 do Cdigo de Processo Civil. Segundo o inciso I deste artigo, verifica-se o reexame necessrio nas sentenas proferidas em face da Fazenda Pblica. J o inciso II prega a obrigatoriedade do reexame necessrio em sentena que aco-lhe, no todo ou em parte, os embargos execuo de dvida ativa.Ainda, o artigo 475 do Cdigo de Processo Civil traz as seguintes hipteses em que pode haver a dispensa do reexame necessrio, sendo elas: condenao, ou o direito controvertido, for de valor certo no excedente a 60 (sessenta) sa-lrios mnimos, bem como no caso de procedncia dos embargos do devedor na execuo de dvida ativa do mesmo valor.O reexame necessrio no pode reformar para pior a sentena prolatada (proibio do reformatio in pejus), no se aplica as decises interlocutrias e tambm no se aplica aos processos em que a Fazenda Pblica atua como assis-tente simples.

    Por fim, temos que no so cabveis o recurso de embargos infringentes diante o julgamento do reexame necessrio, nos termos do REsp 823.905/SC 11 Op. Cit. P. 5612 Op. Cit. P. 214manual_proc_municipio.indd 30 26/05/2015 10:26:30

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    e da Smula 390 do Superior Tribunal de Justia13, cabendo apenas o recurso extraordinrio e o recurso especial, conforme decidido no REsp 905771:PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. RECUR-SO INTERPOSTO PELA FAZENDA PBLICA CONTRA ACRDAO QUE NEGOU PRO-VIMENTO A REEXAME NECESSRIO. PRELIMINAR DE PRECLUSAO LGICA (POR AQUIESCNCIA TCITA) CONTRA A RECORRENTE, QUE NAO APELOU DA SEN-TENA: IMPROCEDNCIA. PRECEDENTES DO STJ E DO STF. NO CASO, ADEMAIS, ALM DE ERROR IN JUDICANDO, RELATIVAMENTE MATRIA PRPRIA DO RE-EXAME NECESSRIO, O RECURSO ESPECIAL ALEGA VIOLAAO DE LEI FEDERAL POR ERROR IN PROCEDENDO, OCORRIDO NO PRPRIO JULGAMENTO DE SEGUNDO GRAU, MATRIA A CUJO RESPEITO A FALTA DE ANTERIOR APELAAO NAOOPE-ROU, NEM PODERIA OPERAR, QUALQUER EFEITO PRECLUSIVO. PRELIMINAR DE PRECLUSAO AFASTADA, COM RETORNO DOS AUTOS 1. TURMA, PARA PROSSE-GUIR NO JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL.6. DENUNCIAO DA LIDE E O MUNICPIO

    Por definio do renomado autor Marcus Vinicius Rios Gonalves14 denun-ciao da lide a forma de interveno de terceiro provocada que tem natureza jurdica de ao. tambm chamada de litisdenunciao. A denunciao da lide est exposta no artigo 70 do Cdigo de Processo Civil que assim enuncia;Art. 70. A denunciao da lide obrigatria:I - ao alienante, na ao em que terceiro reivindica a coisa, cujo domnio foi transferido parte, a fim de que esta possa exercer o direito que da evico Ihe resulta;II - ao proprietrio ou ao possuidor indireto quando, por fora de obriga-o ou direito, em casos como o do usufruturio, do credor pignoratcio, do locatrio, o ru, citado em nome prprio, exera a posse direta da coisa demandada;III - quele que estiver obrigado, pela lei ou pelo contrato, a indenizar, em ao regressiva, o prejuzo do que perder a demanda.Majoritariamente a doutrina prega que a obrigatoriedade da denunciao da lide em processo judicial s aplica-se na hiptese do inciso I, do artigo 70 do Cdigo de Processo Civil, ou seja, ao alienante, na ao em que terceiro reivindi-

    ca a coisa, cujo domnio foi transferido parte, a fim de que esta possa exercer o direito que da evico lhe resulta.H, na doutrina, uma questo polmica sempre levantada no tema denuncia-o da lide e a Fazenda Pblica, qual seja, pode a Fazenda Pblica enfrentando uma ao indenizatria denunciar a lide o agente pblico causador do dano?13 Nas decises por maioria, em reexame necessrio, no se admitem embargos infringentes.14 Op. Cit. P. 188

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    Em resposta ao questionamento elencado, o autor Leonardo Jos Carnei-ro da Cunha, em seu livro A Fazenda Pblica em Juzo15, assevera que pode a Fazenda Pblica denunciar a lide o agente pblico causador do dano se a mesma no agregar elemento novo a demanda. J se a Fazenda Pblica agregar elemento novo, gerando a necessidade de instruo probatria, no haver a possibilidade de denunciao da lide do agente pblico cau-sador do dano em uma ao indenizatria. o que tem decidido nossos Tribunais:TJ-SC - Agravo de Instrumento AI 449209 SC 2009.044920-9 (TJ-SC)Data de publicao: 29/11/2011Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. DENUNCIAO DA LIDE PELA FAZENDA PBLICA. ART. 70 , INC. III , DO CPC E 6 DO ART. 37 DA CF . CABIMENTO. Nas aes de reparao de danos em que se imputa a um agente estatal culpa ou dolo na prtica do ato que constitui a causa de pe-dir, a Fazenda Pblica pode, sem agregar fato novo ao processo, denunciar a lide ao seu preposto.7. PRESCRIO EM FACE DA FAZENDA PBLICAConceituamos prescrio como sendo a perda do direito pretenso em razo do decurso do tempo. A prescrio, em apertada sntese, interrompe a possibilidade de se exigir judicialmente um direito.O instituto da prescrio est elencado nos ditames do Cdigo Civil e em leis especiais. No caso especial da prescrio em face da Fazenda Pblica, o Decreto n 20.910/1932 prega que as pretenses dirigidas a Fazenda Pblica possui prazo prescricional de 5 (cinco) anos.Art. 1 As dvidas passivas da Unio, dos Estados e dos Municpios, bem assim todo e qualquer direito ou ao contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos con-tados da data do ato ou fato do qual se originarem.

    Destacamos, ainda, que os juzes devero conhecer de ofcio a prescrio, nos termos da lei n 11.280/200616. Importante ressaltar tambm que o artigo 8 deste Decreto dispe que a pretenso em face da Fazenda Pblica somente pode ser interrompida uma vez e, uma vez interrompida, nos termos do artigo 9, a prescrio recomea a correr, pela metade do prazo, da data do ato que a interrompeu ou do ltimo ato ou termo do respectivo processo.Com o advento do Cdigo Civil de 2002, surgiu a indagao frente ao prazo prescricional nas aes indenizatrias propostas em face da Fazenda Pblica, j 15 Op. Cit. P. 20916 Art. 219, 5: O juiz pronunciar, de ofcio, a prescrio

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    que o diploma civil em seu artigo 206 dispe que a pretenso de reparao civil prescreve em 3 (trs) anos.Diante o tema, assevera com sabedoria o renomado doutrinador Leonardo Jos Carneiro da Cunha17 que a legislao geral atual (Cdigo Civil de 2002) passou a prever um prazo de prescrio de 3 (trs) anos para as pretenses de reparao civil. Ora, se a finalidade da normas contidas no ordenamento jur-dico conferir um prazo menor Fazenda Pblica, no h razo para o prazo geral aplicvel a todos, indistintamente ser inferior quele outorgado s pes-soas jurdicas de direito pblico. A estas deve ser aplicado, ao menos, o mesmo prazo, e no um superior, at mesmo em observncia ao disposto no art. 10 do Decreto n 20.910/1932. Isto um ponto de extrema importncia, que deve ser fielmente observado e defendido pelo Procurador do Municpio na conduo de aes indenizatrias.Art. 10. O disposto nos artigos anteriores no altera as prescries de me-

    nor prazo, constantes das leis e regulamentos, as quais ficam subordinadas s mesmas regrasAinda, leciona o doutrinador que a pretenso de reparao civil contra a Fazenda Pblica se sujeita ao prazo prescricional de 3 (trs) anos.Vale notar, que a posio acima exposta a que melhor defende a Fazenda Pblica Municipal nas aes indenizatrias, malgrado deciso18 recente em contrrio do STJ, que entende ser este prazo o quinquenal. Cabe, porm, ao Procurador do Municpio, em uma ao indenizatria em face do ente pblico, defender com veemncia que seja observado o prazo trienal, j que mais favorvel ao Municpio e ainda aplicvel.8. DAS SMULAS APROVADAS NA COMISSO NACIONAL DE ADVOCACIA PBLICA19 Importante destacar, ainda neste captulo, que trata justamen-te da Fazenda Pblica e suas prerrogativas, as smulas aprovadas pela Comisso Nacional de Advocacia Pblica da OAB, que dispe sobre estas prerrogativas. So as seguintes:

    Smula 1: O exerccio das funes da Advocacia Pblica, na Unio, nos Es-tados, nos Municpios e no Distrito Federal, constitui atividade exclusiva dos advogados pblicos efetivos a teor dos artigos 131 e 132 da Constitui-o Federal de 1988;17 Op. Cit. P. 8918 REsp 125199319 Smulas aprovadas pela Comisso Nacional da Advocacia Pblica sobre a atuao da OAB em defesa do

    pleno exerccio profissional dos advogados pblicos

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    Smula 2: A independncia tcnica prerrogativa inata advocacia, seja ela pblica ou privada. A tentativa de subordinao ou ingerncia do Esta-do na liberdade funcional e independncia no livre exerccio da funo do advogado pblico constitui violao aos preceitos Constitucionais e garan-tias insertas no Estatuto da OAB;Smula 3: A Advocacia Pblica somente se vincula, direta e exclusivamen-te, ao rgo jurdico que ela integra, sendo inconstitucional qualquer outro tipo de subordinao;Smula 4: As matrias afetas s atividades funcionais, estruturais e org-nicas da Advocacia Pblica devem ser submetidas ao Conselho Superior do respectivo rgo, o qual deve resguardar a representatividade das carrei-ras e o poder normativo e deliberativo;Smula 5: Os Advogados Pblicos so inviolveis no exerccio da funo. As remoes de ofcio devem ser amparadas em requisitos objetivos e pr-vios, bem como garantir o devido processo legal, a ampla defesa e a moti-vao do ato;Smula 6: Os Advogados Pblicos so inviolveis no exerccio da funo, no sendo passveis de responsabilizao por suas opinies tcnicas, res-salvada a hiptese de dolo ou fraude;Smula 7: Os Advogados Pblicos, no exerccio de suas atribuies, no podem ser presos ou responsabilizados pelo descumprimento de decises judiciais. A responsabilizao dos gestores no pode ser confundida com a atividade de representao judicial e extrajudicial do advogado pblico;Smula 8: Os honorrios constituem direito autnomo do advogado, seja ele pblico ou privado. A apropriao dos valores pagos a ttulo de hono-rrios sucumbenciais como se fosse verba pblica pelos Entes Federados configura apropriao indevida;

    Smula 9: O controle de ponto incompatvel com as atividades do Advo-gado Pblico, cuja atividade intelectual exige flexibilidade de horrio;

    Smula 10: Os Advogados Pblicos tm os direitos e prerrogativas inser-tos no Estatuto da OAB.9. SMULAS VINCULANTES APLICVEIS FAZENDA PBLICA

    Vale ressaltar, por fim, no intuito de auxiliar o trabalho do advogado pblico municipal, as smulas vinculantes que tenham pertinncia em seu trabalho. So as seguintes:Smula vinculante 6: No viola a Constituio o estabelecimento de re-munerao inferior ao salrio mnimo para as praas prestadoras de ser-vio militar inicial;Smula vinculante 8: So inconstitucionais o pargrafo nico do artigo 5 do decreto-lei n 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da lei n 8.212/1991, que tratam de prescrio e decadncia de crdito tributrio;Smula vinculante 10: Viola a clusula de reserva de plenrio (CF, artigo 97) a deciso de rgo fracionrio de tribunal que, embora no declare

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    expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder pblico, afasta sua incidncia, no todo ou em parte;Smula vinculante 12: A cobrana de taxa de matrcula nas universida-des pblicas viola o disposto no art. 206, iv, da Constituio Federal;Smula vinculante 13: A nomeao de cnjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, at o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurdica investido em cargo de direo, chefia ou assessoramento, para o exerccio de cargo em comisso ou de confiana ou, ainda, de funo gratificada na adminis-trao pblica direta e indireta em qualquer dos poderes da unio, dos es-tados, do distrito federal e dos Municpios, compreendido o ajuste median-te designaes recprocas, viola a Constituio Federal;Smula vinculante 15: O clculo de gratificaes e outras vantagens do servidor pblico no incidem sobre o abono utilizado para se atingir o sa-lrio mnimo;Smula vinculante 16: Os artigos 7, IV, e 39, 3 (redao da EC 19/98), da Constituio, referem-se ao total da remunerao percebida pelo servi-dor pblico;Smula vinculante 17: Durante o perodo previsto no pargrafo 1 do artigo 100 da Constituio, no incidem juros de mora sobre os precatrios que nele sejam pagos;Smula vinculante 19: A taxa cobrada exclusivamente em razo dos ser-vios pblicos de coleta, remoo e tratamento ou destinao de lixo ou resduos provenientes de imveis, no viola o artigo 145, II, da Constitui-o Federal;Smula vinculante 20: A gratificao de desempenho de atividade tc-nico-administrativa GDATA, instituda pela lei n 10.404/2002, deve ser deferida aos inativos nos valores correspondentes a 37,5 (trinta e sete vr-gula cinco) pontos no perodo de fevereiro a maio de 2002 e, nos termos do artigo 5, pargrafo nico, da lei n 10.404/2002, no perodo de junho de 2002 at a concluso dos efeitos do ltimo ciclo de avaliao a que se refere o artigo 1 da medida provisria no 198/2004, a partir da qual passa a ser de 60 (sessenta) pontos;Smula vinculante 21: inconstitucional a exigncia de depsito ou ar-rolamento prvios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo;Smula vinculante 22: A justia do trabalho competente para processar e julgar as aes de indenizao por danos morais e patrimoniais decor-rentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra emprega-dor, inclusive aquelas que ainda no possuam sentena de mrito em pri-meiro grau quando da promulgao da Emenda Constitucional n 45/04;Smula vinculante 25: ilcita a priso civil de depositrio infiel, qual-quer que seja a modalidade do depsito;Smula vinculante 27: Compete justia estadual julgar causas entre consumidor e concessionria de servio pblico de telefonia, quando a ANATEL no seja litisconsorte passiva necessria, assistente, nem opoente;

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    Smula vinculante 28: inconstitucional a exigncia de depsito prvio como requisito de admissibilidade de ao judicial na qual se pretenda dis-cutir a exigibilidade de crdito tributrio;Smula vinculante 29: constitucional a adoo, no clculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de clculo prpria de determinado imposto, desde que no haja integral identidade entre uma base e outra;Smula vinculante 31: inconstitucional a incidncia do imposto sobre servios de qualquer natureza ISS sobre operaes de locao de bens mveis;Smula vinculante 32: O ICMS no incide sobre alienao de salvados de sinistro pelas seguradoras;Smula vinculante 33: Aplicam-se ao servidor pblico, no que couber, as regras do regime geral da previdncia social sobre aposentadoria especial de que trata o artigo 40, 4, inciso III da Constituio Federal, at a edio de lei complementar especfica;

    Smula vinculante 34: A gratificao de desempenho de atividade de seguridade social e do trabalho - gdasst, instituda pela lei 10.483/2002, deve ser estendida aos inativos no valor correspondente a 60 (sessenta) pontos, desde o advento da medida provisria 198/2004, convertida na lei 10.971/2004, quando tais inativos faam jus paridade constitucional (EC 20/1998, 41/2003 e 47/2005);Smula vinculante 37: No cabe ao poder judicirio, que no tem funo legislativa, aumentar vencimentos de servidores pblicos sob o fundamen-to de isonomia.

    10. QUESTES DE CONCURSOS

    1 (FMP Procurador do Estado Acre/2012) Quanto aos processos envolvendo a Fazenda Pblica, assinale a alternativa correta.A) No se antecipa tutela contra a Fazenda Pblica.B) A Fazenda Pblica tem prazo dobrado para, em geral, manifestar-se nos autos.C) A execuo de sentena mandamental contra Estado ser realizada em processo autnomo.D) de 30 dias o prazo para embargos execuo contra a Fazenda Pblica. 2 (FMP Procurador do Estado Acre/2012)Em relao ao reexame necessrio, correto afirmar que

    A) condio de eficcia da sentena proferida contra o Estado. B) No cabe em caso de procedncia dos embargos de devedor ajuizados em execuo fiscal.C) No haver, caso o Estado tenha apelado intempestivamente.D) Caber o reexame, quando a sentena estiver de acordo com a orientao do plenrio do Su-perior Tribunal de Justia.

    3 (FMP Procurador do Estado Acre/2012)Em relao execuo em face dos entes de Direito Pblico, em sede trabalhista, no tem prevalecido o seguinte entendimento:A) H dispensa da expedio de precatrio, na forma do art. 100, 3, da CF/1988, quando a exe-cuo contra a Fazenda Pblica no exceder os valores definidos, provisoriamente, pela Emenda Constitucional n 37/2002, como obrigaes de pequeno valor, inexistindo ilegalidade, por esse prisma, na determinao de sequestro da quantia devida pelo ente pblico.

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    B) O sequestro de verbas pblicas para satisfao de precatrios trabalhistas s admitido na hiptese de preterio do direito de precedncia do credor, a ela no se equiparando as situa-es de no incluso da despesa no oramento ou de no pagamento do precatrio at o final do exerccio, quando includo no oramento.C) Os juros de mora em relao Fazenda Pblica devem observar os seguintes critrios: I - Nas condenaes impostas Fazenda Pblica, incidem juros de mora segundo os seguintes critrios: a) 1% (um por cento) ao ms, at agosto de 2001, nos termos do 1 do art. 39 da Lei n. 8.177, de 1/03/1991; b) 0,5% (meio por cento) ao ms, de setembro de 2001 a junho de 2009, conforme determina o art. 1 - F da Lei n 9.494, de 10/09/1997, introduzido pela Medida Provisria n 2.180-35, de 24/08/2001. II - A partir de 30 de junho de 2009, atuali-zam-se os dbitos trabalhistas da Fazenda Pblica, mediante a incidncia dos ndices oficiais de remunerao bsica e juros aplicados caderneta de poupana, por fora do art. 5 da Lei n. 11.960, de 29/06/2009. III - A adequao do montante da condenao deve observar essa limitao legal, ainda que em sede de precatrio.D) Tratando-se de reclamaes trabalhistas plrimas, a aferio do que vem a ser obrigao de pequeno valor, para efeito de dispensa de formao de precatrio e aplicao do disposto no 3 do art. 100 da CF/88, deve ser realizada considerando-se o valor total da ao.

    4 - (UEL Procurador do Estado Paran/2011)Quanto ao procedimento sumrio assinale a alternativa correta:A) Sendo r a Fazenda Pblica, em razo do prazo em qudruplo para contestar, a sua citao dever ocorrer com antecedncia mnima de 40 (quarenta) dias da data da audincia de conciliao;B) Tem carter dplice, sendo lcito ao ru formular, na contestao, pedido em seu favor, desde que baseado nos mesmos fatos narrados na inicial; C) No se admite assistncia; D) vedado ao juiz proferir sentena ilquida;E) No se operam os efeitos da revelia do ru se este comparece pessoalmente na audincia de conciliao, ainda que no apresente contestao.5 (UEL Procurador do Estado Paran/2011)A respeito da execuo contra a Fazenda Pblica, considere as seguintes afirmaes:I Em matria de execuo contra a Fazenda Pblica, a demonstrao de que houve quebra da ordem de precedncia cronolgica requisito para o sequestro de verbas pblicas.II Considerando a natureza da pretenso e da violao, pode o prprio presidente do TRT no qual se processa a execuo contra a Fazenda Pblica, no processamento do precatrio, declarar a inexigibili-dade do ttulo exequendo, com fundamento no art. 884, 5, da CLT.III Est sujeita remessa ex officio deciso contrria Fazenda Pblica que exceder sessenta sa-lrios mnimos e colidir com deciso do pleno do STF, smula ou orientao jurisprudencial do TST.Alternativas:

    A) Todas as afirmaes so verdadeiras;B) Todas as afirmaes so falsas;C) A afirmao I verdadeira e as afirmaes II e III so falsas; D) A afirmao II falsa e as afirmaes I e III so verdadeiras;E) A afirmao III falsa e as afirmaes I e II so verdadeiras.

    6 (FUNDAO ESCOLA SUPERIOR MPRJ- Procurador do Municpio Niteri - RJ/2011) Sobre a Fazenda Pblica em juzo, correto afirmar que: A) As despesas dos atos processuais, efetuados a requerimento da Fazenda Pblica, sero adian-tadas pela parte contrria.

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    B) O prazo para contestar ser computado em qudruplo e em dobro para interpor e responder recursos quando a parte for a Fazenda Pblica. C) O prazo para a Fazenda Pblica ajuizar ao rescisria de dois anos, a partir do trnsito em julgado da deciso, salvo nos casos de transferncia de terras pblicas rurais, quando aquele prazo quadruplica. D) Os honorrios advocatcios no sero devidos pela Fazenda Pblica nas execues de sentena. E) A reconveno cabvel na desapropriao e admissvel a interveno de terceiros por meio de oposio.7 (FUNDAO ESCOLA SUPERIOR MPRJ- Procurador do Municpio Niteri - RJ/2011)Em relao denominada suspenso de segurana, correto afirmar que: A) O Ministrio Pblico intervir nos pedidos de suspenso de segurana, mas no possui legiti-midade ativa para requer-los. B) As decises proferidas nos pedidos de suspenso de segurana ensejam recurso especial e extraordinrio. C) O pedido de suspenso de segurana vigorar at o trnsito em julgado da deciso de mrito

    na ao principal ou at outro prazo inferior fixado pelo presidente do Tribunal.D) Agravo contra deciso que indefere o pedido de suspenso da execuo da liminar ou da sen-tena em mandado de segurana incabvel. E) A interposio de agravo de instrumento pelo Poder Pblico acarreta precluso lgica e con-sumativa para a formulao de pedido de suspenso de segurana contra a mesma deciso.8 (FIDENE Fundao de Integrao, Desenvolvimento e Educao do Noroeste do Estado do RS - Procurador do Municpio Santa Rosa -RS -2013)Marque a alternativa correta. No processo civil, os prazos para o Municpio recorrer e contestar so:

    A) Todos computados em dobro. B) Computados em qudruplo para recorrer e em dobro para contestar. C) Todos computados em qudruplo. D) Computados em dobro para recorrer e em qudruplo para contestar. E) Computados em dobro para contestar e em triplo para recorrer.

    9- (VUNESP Procurador do Municpio So Paulo/SP-2014)Sobre o reexame necessrio da sentena proferida contra a Fazenda Pblica, correto afirmar que:A) o reexame necessrio permitido ao Tribunal agravara condenao imposta Fazenda Pbli-ca sem que tenha a parte contrria interposto recurso.B) as decises por maioria, proferidas em reexame necessrio para reformar a sentena de m-rito, admitem embargos infringentes.C) admissvel recurso extraordinrio ou especial interposto pela Fazenda Pblica contra o acrdo do reexame necessrio, mesmo que no tenha havido apelao.D) as sentenas ilquidas no se sujeitam ao reexame necessrio.E) vedado ao relator, nas hipteses em que poderia faz-lo em recurso de apelao, julgar mo-nocraticamente o reexame necessrio.

    RESPOSTAS:

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    D A D B C C C D C

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