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18/02 ALLEGRO 19/02 VIVACE N I N O V · 2016. 2. 4. · SINFONIA Nº 2 EM MI MENOR, OP. 27 (1906/1907) 55 min INSTRUMENTAÇÃO Piccolo, 3 flautas, 3 oboés, corne inglês, 2 clarinetes,

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Text of 18/02 ALLEGRO 19/02 VIVACE N I N O V · 2016. 2. 4. · SINFONIA Nº 2 EM MI MENOR, OP. 27...

  • O S R A

    —L O BFORTISSIMO Nº 1 — 2016

    V I L L A

    C H M A

    N I N O VALLEGRO

    VIVACE

    18/02

    19/02

  • MINISTÉRIO DA CULTURA E GOVERNO DE MINAS GERAIS APRESENTAM

    ALLEGRO

    VIVACE

    18/02

    19/02

  • 5

    É com grande alegria que retornamos

    à Sala Minas Gerais para a realização

    de mais uma temporada da Filarmônica.

    Antes de mais nada, gostaria de

    agradecer a todos que ajudaram a

    quebrar mais um recorde de assinaturas,

    o que demonstra a confiança e apoio

    de todos vocês em relação à nossa

    Orquestra e ao nosso projeto artístico.

    Também com o imprescindível apoio

    de muitos de vocês, fomos agraciados

    no fim do ano passado com o

    Grande Prêmio da Revista Concerto,

    resultado não só da avaliação de

    críticos especializados, mas também

    do voto popular. É sempre gratificante

    sermos reconhecidos por aqueles

    que seguem nosso trabalho, seja em

    Minas, seja nacionalmente. Resultados

    como esse nos enchem de orgulho

    e acirram ainda mais a vontade que

    temos de continuar acertando.

    Caros amigos e amigas,

    FABIO MECHETTIDiretor  Artístico  e  Regente  Titular

    Assim, começamos nossa temporada

    com uma homenagem a outro que

    nos enche de orgulho nacional,

    Heitor Villa-Lobos, executando pela

    primeira vez em Belo Horizonte

    seu massivo Choros nº 8 e contando

    com a importante participação de

    Celina Szrvinsk e Miguel Rosselini.

    Encerramos esse programa com a

    Segunda Sinfonia de Rachmaninov,

    uma das mais românticas de

    todo o repertório orquestral.

    Desejo um ano repleto de fortes

    emoções e vívidas experiências

    com a nossa! orquestra.

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  • 76

    Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos

    no cenário musical brasileiro. Com seu trabalho, Mechetti

    posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional

    e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo

    Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos.

    Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como

    Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se

    o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

    Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville,

    Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi

    também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica

    de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito.

    Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra

    Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos

    no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da

    Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

    Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a

    Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras

    norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester,

    Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais

    de verão nos Estados Unidos, entre

    eles os de Grant Park em Chicago

    e Chautauqua em Nova York.

    Realizou diversos concertos no México,

    Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu

    as orquestras sinfônicas de Tóquio,

    Sapporo e Hiroshima. Regeu também a

    Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia,

    a Orquestra da Rádio e TV Espanhola

    em Madrid, a Filarmônica de Auckland,

    Nova Zelândia, e a Orquestra

    Sinfônica de Quebec, Canadá.

    Vencedor do Concurso Internacional de

    Regência Nicolai Malko, na Dinamarca,

    Mechetti dirige regularmente na

    Escandinávia, particularmente a

    Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a

    de Helsingborg, Suécia. Recentemente

    fez sua estreia na Finlândia dirigindo

    a Filarmônica de Tampere e na Itália,

    dirigindo a Orquestra Sinfônica de

    Roma. Em 2016 fará sua estreia com a

    Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

    No Brasil, foi convidado a dirigir a

    Sinfônica Brasileira, a Estadual de

    São Paulo, as orquestras de Porto

    Alegre e Brasília e as municipais de

    São Paulo e do Rio de Janeiro.

    Trabalhou com artistas como Alicia

    de Larrocha, Thomas Hampson,

    Frederica von Stade, Arnaldo Cohen,

    Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil

    Shaham, Midori, Evelyn Glennie,

    Kathleen Battle, entre outros.

    Igualmente aclamado como regente

    de ópera, estreou nos Estados Unidos

    dirigindo a Ópera de Washington.

    No seu repertório destacam-se

    produções de Tosca, Turandot, Carmen,

    Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème,

    Madame Butterfly, O Barbeiro de

    Sevilha, La Traviata e Otello.

    Fabio Mechetti recebeu títulos

    de mestrado em Regência e em

    Composição pela prestigiosa

    Juilliard School de Nova York.

    FABIO MECHETTIdiretor artístico e regente titular

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  • 8

    Heitor  VILLA-LOBOSChoros nº 8

    Sergei  RACHMANINOV Sinfonia nº 2 em mi menor, op. 27

    Largo – Allegro moderato

    Allegro molto

    Adagio

    Allegro vivace

    PROGRAMA

    FABIO MECHETTI, regente

    CELINA SZRVINSK, piano

    MIGUEL ROSSELINI, pianoV

    RINTERVALO

  • 1110

    CELINA SZRVINSK e

    MIGUEL ROSSELINI

    Formado em 1984, o duo pianístico Celina

    Szrvinsk e Miguel Rosselini é reconhecido

    como um dos mais destacados do

    país, com apresentações nas principais

    séries e salas de concerto do Brasil. No

    exterior, apresentou-se na Alemanha,

    Suíça, Itália, Canadá, Rússia e Japão.

    Como solistas, Celina e Miguel atuaram

    com as orquestras Sinfônica Estadual de

    São Paulo, Sinfônica de Minas Gerais,

    Filarmônica de Minas Gerais,

    Sinfônica de Campinas, Filarmônica

    de Goiás, Sinfônica da USP, Sinfônica

    Nacional, Filarmônica de Câmara da

    Polônia, Filarmônica de Baden-Baden,

    Bach-Orchester Herzogtum-Lauenburg,

    dentre outras. Em parceria com

    conceituados músicos, integram

    inúmeras outras formações camerísticas.

    Em 1996, os artistas concluíram mestrado

    e doutorado na Staatliche Hochschule

    für Musik Karlsruhe, Alemanha, onde

    gravaram, em 1998, CD com obras de

    compositores brasileiros e alemães. Um

    segundo CD, gravado em 2005, foi citado,

    pelas revistas Diapason e Continente, entre

    as melhores gravações brasileiras do ano.

    (...) “Uma das melhores é a seleção de

    peças a quatro mãos patrocinada pela

    Fundep e pela Universidade Federal de

    Minas Gerais. Nela, o duo mineiro Celina

    Szrvinsk e Miguel Rosselini demonstra

    solidez técnica, diversidade estilística e

    muita fluência expressiva, ao abordar,

    seja autores franceses, seja compositores

    brasileiros.” (Diapason, março/2006).

    “O CD Piano a 4 mãos merece

    ser mencionado como um registro

    ímpar na interpretação pianística

    brasileira a dois. Escolha de repertório,

    qualidade de som e excelência de

    execução justificam essa execução.

    Celina Szrvinsk e Miguel Rosselini

    dedicam a mesma sensibilidade a

    compositores nacionais e europeus...

    com a devida leitura de filigranas.”

    (Continente, outubro/2006).

    Outros títulos gravados individualmente

    destacam-se na discografia de ambos.

    Desde 1985, pertencem ao quadro

    docente da Escola de Música da

    Universidade Federal de Minas

    Gerais (UFMG), sendo muitos de

    seus alunos destacados musicistas e

    professores de universidades federais

    brasileiras. Os dois têm sido convidados

    a participar de importantes festivais de

    música e como jurados de concursos

    de piano no Brasil e no exterior.

    Paralelamente às atividades artísticas

    e de ensino, Celina e Miguel

    desenvolvem ainda intenso trabalho

    como produtores, sendo responsáveis

    pelo Festival de Maio e pelas séries

    Concertos Didáticos e Concertos

    Teatro Bradesco, programações de

    proa em Belo Horizonte, dedicadas

    à música de câmara com renomados

    artistas nacionais e internacionais.

    Esta é a segunda vez que o duo se

    apresenta com a Filarmônica.

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  • 1312 VCHOROS Nº 8 (1925) 22 min INSTRUMENTAÇÃOPiccolo, 2 flautas, 2 oboés, corne inglês, 2 clarinetes, clarone, saxofone alto, 2 fagotes, contrafagote, 4 trompas, 3 trompetes, 3 trombones, tuba, tímpanos, percussão, harpa, 2 pianos, celesta, cordas.PARA  OUVIRCD Heitor Villa-Lobos – Choros nos 1, 4, 6, 8, 9 – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – John Neschling, regente – BIS Records, 1450 – 2008CD Villa-Lobos – Choros nos 8 e 9 – Hong Kong Philharmonic Orchestra – Kenneth Schermerhorn, regente – Naxos, 8.555241 – 1985PARA  LERLisa Peppercorn – Villa-Lobos: Biografia ilustrada do mais importante compositor brasileiro – Ediouro – 2000 José Maria Neves – Villa-Lobos, o choro e Os Choros – Musicália S/A – 1977PARA  VISITARwww.museuvillalobos.org.brIGOR REYNER Pianista, Mestre em Música pela UFMG, doutorando de Francês no King’s College London e colaborador do ARIAS/Sorbonne Nouvelle Paris 3.Rio de Janeiro, Brasil, 1887 – Rio de Janeiro, Brasil, 1959Conta o pesquisador Paulo Renato Guérios que Villa-Lobos, em sua primeira visita a Paris, em 1923, fora convidado para um almoço no estúdio da pintora Tarsila do Amaral. Ali encontravam-se o pianista Souza Lima e o escritor Oswald de Andrade, o poeta Blaise Cendrars, o compositor Erik Satie e o pintor e poeta Jean Cocteau.Ao piano, Villa-Lobos improvisara algo, que aos ouvidos de Cocteau soara como Debussy ou Ravel. Crítico de ambos, Cocteau não economizou nos ataques a Villa-Lobos. Essa experiência, entre tantas outras na capital francesa – o contato com o Grupo dos Seis, as audições dos balés de Stravinsky –, faria Villa-Lobos entender que seu papel não seria dar continuidade à tradição europeia, mas dar forma a uma potência musical legitimamente americana. Anos mais tarde, numa entrevista para a Filarmônica de Nova York, em 1945, Villa-Lobos declararia: “na minha música não se vê aquilo que chamamos de influências. É completamente americana – do nosso continente –, não pertencendo a nenhuma escola ou tendência.” Os anos de 1920 sem dúvida representam não apenas um movimento em direção a essa nova potência musical, mas sua consolidação, figurando o conjunto dos Choros como a máxima expressão de uma poética paradoxalmente selvagem e sentimental, profundamente enraizada na rica sonoridade das Américas. De acordo com o compositor, quatorze Choros foram compostos entre 1920 e 1929. Estudos revelam, no entanto, que os Choros 6, 9, 11 e 12 teriam sido completados entre 1936 e 1944, os Choros 13 e 14 se perderam, se é que não foram apenas esboçados, e apenas os Choros 1, 2, 3, 4, 5, 7, 8 e 10 foram, de fato, compostos e estreados nos anos de 1920. Assim, a numeração dos Choros explica-se não pela cronologia, mas por uma crescente complexidade musical e instrumental. O Choros nº 8 é o mais ousado e extremo, de modo que alcunhas e epítetos proliferaram entre os críticos. O mais moderno e “fauvista” dos Choros, para o pesquisador finlandês Eero Tarasti, foi batizado na França como “o oitavo louco”, pois incorpora a contradição entre intenção e expressão. Nas palavras de Villa-Lobos: “A nota dominante [da obra], eu diria, é o sentimento. O que pode parecer singular, pois, contrário a isso, tem-se o paradoxo da mais elevada brutalidade instrumental”. Os dois pianos concertistas, acompanhados de um generoso sortimento de instrumentos de percussão típicos do Brasil, caracterizam-se mais por sua percussividade e potência sonora do que por seu lirismo. Composto em Paris, finalizado no Rio de Janeiro e estreado na capital francesa em 1927, o também chamado “Choros da Dança” define-se pela complexidade rítmica e métrica, que culmina naquilo que Villa-Lobos chama de “batalha dos ritmos”. Como uma suíte rapsódica, livre de desenvolvimento ou fórmulas temáticas e com raras repetições, o Choros nº 8, para a musicóloga Lisa M. Peppercorn, segue a forma caprichosa da vegetação selvagem de uma floresta tropical. Para Villa-Lobos, a obra busca projetar em nossa época um sentimento primitivo de música, encarnando de modo singular sua busca pela absoluta liberdade como músico.HeitorVILLA-LOBOS

  • 1514 RSINFONIA Nº 2 EM MI MENOR, OP. 27 (1906/1907) 55 minINSTRUMENTAÇÃO

    Piccolo, 3 flautas, 3 oboés, corne inglês, 2 clarinetes, clarone, 2 fagotes, 4 trompas,

    3 trompetes, 3 trombones, tuba, tímpanos, percussão, cordas.

    PARA  OUVIRCD Rachmaninov – Symphonie nº 2 –

    Berliner Philharmoniker – Lorin Maazel, regente – Deutsche Grammophon – 1999

    PARA  ASSISTIROrquestra da Filadélfia – Eugene

    Ormandy, regente | Acesse: fil.mg/rsinf2

    PARA  LERSergei Bertensson e Jay Leyda – Sergei

    Rachmaninoff: a lifetime in music – Indiana University Press – 2001

    Max Harrison – Rachmaninoff: life, works, recordings – London – Continuum – 2007

    GUILHERME NASCIMENTO Compositor, Doutor em Música pela Unicamp, professor na Escola de Música da UEMG, autor dos livros Os sapatos floridos não voam e Música menor.

    Sergei

    Rússia, 1873 – Estados Unidos, 1943

    Rachmaninov, transferindo-se para a Alemanha, passou a dar

    mais atenção à composição. Compôs então sua Segunda Sinfonia,

    dedicada a Sergei Taneyev. A estreia se deu em fevereiro de 1908,

    em São Petersburgo, sob a direção do autor.

    Inicia-se com uma introdução melancólica ao Allegro moderato.

    Os violinos introduzem o primeiro tema, ao que a orquestra

    responde. Após uma transição, o clarinete expõe o segundo tema,

    retomado pelos violinos e, em seguida, pelos violoncelos. A música

    se acalma até a seção central, introduzida por um violino e duas

    trompas, levando ao clímax do movimento. A seguir ouve-se a

    reexposição do primeiro tema, alterado. Uma transição conduz à

    reexposição do segundo e uma seção agitada fecha o movimento.

    O segundo movimento (Allegro molto), em forma rondó, tem três

    temas apresentados respectivamente pelas trompas, pelos violinos e

    pelos segundos violinos, os quais contagiam toda a orquestra. A partir

    do clímax surge a reexposição de A, B e A novamente, para atingir-se

    o final, quando se ouve, nos metais, um breve e enigmático coral.

    O terceiro movimento (Adagio) é pleno do lirismo típico de

    Rachmaninov. O primeiro tema é ouvido nos violinos. A sensação

    de que esse tema tão belo poderia ter sido mais longo persistirá até o

    final do movimento, quando Rachmaninov finalmente o desenvolve,

    expandindo-o por toda a orquestra. Doce cantilena se ouve pelo

    clarinete, e retorna o primeiro tema nos violinos. Uma seção central,

    anunciada pelo corne inglês e o oboé, leva ao primeiro clímax, quando

    se ouve nos violinos o motivo inicial do primeiro tema; após a dissipação

    do clímax, a trompa reexpõe o motivo, respondida por um violino,

    depois pelo corne inglês, flauta e oboé, até que o clarinete retome o

    tema na sua totalidade. Os violinos executam o segundo tema, enquanto

    se ouvem fragmentos do primeiro em toda a orquestra. O motivo inicial

    do primeiro tema com a orquestra em

    fortissimo nos leva ao segundo clímax e

    à recapitulação dos temas principais.

    O quarto movimento (Allegro vivace)

    incorpora ideias dos movimentos iniciais,

    na mais pura tradição russa. A primeira

    seção inicia-se com o primeiro tema,

    cheio de vitalidade, em uma erupção

    de sons em toda a orquestra. Uma nota

    longa na trompa anuncia o segundo

    tema – uma marcha com as madeiras,

    violoncelos e contrabaixos. O final

    da marcha conduz à reapresentação

    do primeiro inicial e desemboca,

    inesperadamente, na seção central.

    Surge o terceiro tema, lírico, nos

    violinos, com a orquestra, agitada, ao

    fundo. A música se acalma até a volta do

    primeiro tema do terceiro movimento,

    tornando-se misteriosa, quando a

    orquestra expõe fragmentos temáticos e

    nos conduz ao clímax na reexposição.

    A aparição de fragmentos dos três

    temas nos leva a um final majestoso.

    Ao longo de sua vida, Rachmaninov

    construiu uma carreira de sucesso

    como compositor, concertista e regente

    comparável à de Liszt no século anterior.

    Jamais amou a música moderna, o que

    não o impediu de ser moderno à sua

    maneira. Para ele a música não deveria

    seguir modismos, mas expressar a

    personalidade do compositor. Só assim ela

    seria eterna. Entendia que a originalidade

    não derivava das características técnicas

    da obra, mas da substância íntima

    da personalidade de seu criador.

    RACHMANINOV

  • 17

    PRIMEIROS VIOLINOS Anthony Flint – SpallaRommel Fernandes – Spalla AssociadoAra Harutyunyan – Spalla AssistenteAna ZivkovicArthur Vieira TertoBojana PantovicDante BertolinoHyu-Kyung JungJoanna BelloMarcio CecconelloRoberta ArrudaRodrigo BustamanteRodrigo MonteiroRodrigo de Oliveira

    SEGUNDOS VIOLINOSFrank Haemmer *Leonidas Cáceres ***Gideôni LoamirJovana TrifunovicLuka MilanovicMartha de Moura Pacífico Mateus Freire Radmila BocevRodolfo ToffoloTiago EllwangerValentina Gostilovitch

    VIOLASJoão Carlos Ferreira *Roberto Papi ***Flávia MottaGerry VaronaGilberto Paganini Juan DíazKatarzyna Druzd Luciano GatelliMarcelo NébiasNathan MedinaIberê Carvalho *****

    VIOLONCELOSPhilip Hansen *Felix Drake ***Camila PacíficoCamilla RibeiroEduardo SwertsEmilia NevesEneko Aizpurua PabloLina RadovanovicRobson Fonseca

    CONTRABAIXOSColin Chatfield *Nilson Bellotto ***Brian FountainMarcelo CunhaMarcos LemesPablo Guiñez Wallace Mariano

    FLAUTASCássia Lima *Renata Xavier ***Alexandre BragaElena Suchkova

    OBOÉSAlexandre Barros *Ravi Shankar ***Israel MunizMoisés Pena

    CLARINETESMarcus Julius Lander *Jonatas Bueno ***Ney FrancoAlexandre Silva

    FAGOTESCatherine Carignan *Victor Morais ***Andrew HuntrissFrancisco Silva

    SAXOFONERobson Saquett *****

    TROMPASAlma Maria Liebrecht *Evgueni Gerassimov ***Gustavo Garcia Trindade José Francisco dos SantosLucas FilhoFabio Ogata

    TROMPETESMarlon Humphreys *Érico Fonseca **Daniel Leal ***Tássio Furtado

    TROMBONESMark John Mulley *Diego Ribeiro **Wagner Mayer ***Renato Lisboa

    TUBAEleilton Cruz *

    TÍMPANOSPatricio Hernández Pradenas *

    PERCUSSÃO Rafael Alberto *Daniel Lemos ***Sérgio AluottoWerner Silveira

    HARPAGiselle Boeters *

    TECLADOSAyumi Shigeta *

    GERENTE Jussan Fernandes

    INSPETORAKarolina Lima

    ASSISTENTE ADMINISTRATIVA Débora Vieira

    ARQUIVISTAAna Lúcia Kobayashi

    ASSISTENTESClaudio StarlinoJônatas Reis

    SUPERVISOR DE MONTAGEMRodrigo Castro

    MONTADORESAndré BarbosaHélio SardinhaJeferson SilvaKlênio CarvalhoRisbleiz Aguiar

    DIRETOR ARTÍSTICO E REGENTE TITULAR

    Fabio Mechetti

    REGENTE ASSOCIADO

    Marcos Arakaki

    * principal ** principal associado *** principal assistente **** principal / assistente substituto ***** músico convidado

    Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

    Conselho Administrativo

    PRESIDENTE EMÉRITO Jacques Schwartzman

    PRESIDENTE Roberto Mário Soares

    CONSELHEIROS Angela Gutierrez Berenice MenegaleBruno VolpiniCelina SzrvinskFernando de AlmeidaÍtalo GaetaniMarco Antônio PepinoMarcus Vinícius SalumMauricio FreireMauro BorgesOctávio ElísioPaulo BrantSérgio Pena

    Diretoria Executiva

    DIRETOR PRESIDENTE Diomar Silveira

    DIRETOR ADMINISTRATIVO-FINANCEIROEstêvão Fiuza

    DIRETORA DE COMUNICAÇÃO Jacqueline Guimarães Ferreira

    DIRETORA DE MARKETING E PROJETOS Zilka Caribé

    DIRETOR DE OPERAÇÕES Ivar Siewers

    DIRETOR DE PRODUÇÃO MUSICAL Kiko Ferreira

    Equipe Técnica

    GERENTE DE COMUNICAÇÃO Merrina Godinho Delgado

    GERENTE DE PRODUÇÃO MUSICAL Claudia da Silva Guimarães

    ASSESSORA DE PROGRAMAÇÃO MUSICAL Carolina Debrot

    PRODUTORES Luis Otávio RezendeNarren Felipe

    ANALISTAS DE COMUNICAÇÃO Marciana Toledo (Publicidade) Mariana Garcia (Multimídia)Renata GibsonRenata Romeiro (Design gráfico)

    ANALISTA DE MARKETING DE RELACIONAMENTO Mônica Moreira

    ANALISTAS DE MARKETING E PROJETOSItamara KellyMariana Theodorica

    ASSISTENTE DE MARKETING DE RELACIONAMENTO Eularino Pereira

    ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Rildo Lopez

    Equipe Administrativa

    GERENTE ADMINISTRATIVO-FINANCEIRA Ana Lúcia Carvalho

    GERENTE DE RECURSOS HUMANOSQuézia Macedo Silva

    ANALISTAS ADMINISTRATIVOS João Paulo de OliveiraPaulo Baraldi

    ANALISTA CONTÁBIL Graziela Coelho

    SECRETÁRIA EXECUTIVAFlaviana Mendes

    ASSISTENTE ADMINISTRATIVACristiane Reis

    ASSISTENTE DE RECURSOS HUMANOSVivian Figueiredo

    RECEPCIONISTA Lizonete Prates Siqueira

    AUXILIAR ADMINISTRATIVO Pedro Almeida

    AUXILIARES DE SERVIÇOS GERAIS Ailda ConceiçãoMárcia Barbosa

    MENSAGEIROSBruno RodriguesSerlon Souza

    MENOR APRENDIZMirian Cibelle

    Sala Minas Gerais

    GERENTE DE INFRAESTRUTURA Renato Bretas

    GERENTE DE OPERAÇÕES Jorge Correia

    TÉCNICO DE ÁUDIO E ILUMINAÇÃOMauro Rodrigues

    TÉCNICO DE ILUMINAÇÃO E ÁUDIO Rafael Franca

    ASSISTENTE OPERACIONALRodrigo Brandão

    Instituto Cultural Filarmônica

    GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAISFernando Damata Pimentel

    VICE-GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAISAntônio Andrade

    (OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – Lei 14.870 / Dez 2003)

    FORTISSIMO

    fevereiro nº 1 / 2016 ISSN 2357-7258

    EDITORA Merrina Godinho Delgado

    EDIÇÃO DE TEXTO Berenice Menegale

    VILLA-LOBOSEditor original: EschigRepresentante exclusivo: Durand Salabert Eschig Editions Musicales

    SECRETÁRIO DE ESTADO DE CULTURA DE MINAS GERAISAngelo Oswaldo de Araújo Santos

    SECRETÁRIO ADJUNTO DE ESTADO DE CULTURA DE MINAS GERAISJoão Batista Miguel

    Ilustrações: Mariana Simões

  • 1918

    18 e 19 / fev, 20h30Villa-Lobos, Rachmaninov

    25 e 26 / fev, 20h30Hindemith, Bartók, Weber, Shostakovich

    5 / mar, 18hMozart — Menino prodígio

    10 e 11 / mar, 20h30Barber, Tchaikovsky, Kalinnikov

    17 e 18 / mar, 20h30Busoni, Schumann, R. Strauss

    ALLEGRO

    VIVACE

    ALLEGRO

    VIVACE

    PRESTO

    VELOCE

    PRESTO

    VELOCE

    FORA

    DE SÉRIE

    • Séries de assinatura: Allegro, Vivace, Presto, Veloce, Fora de Série• Concertos para a Juventude• Clássicos na Praça• Concertos Didáticos• Festival Tinta Fresca• Laboratório de Regência• Turnês estaduais• Turnês nacionais e internacionais• Concertos de Câmara

    Visite filarmonica.art.br/filarmonica/sobre-a-filarmonica e conheça cada uma delas.

    VISITE A CASA VIRTUAL DA SUA ORQUESTRA

    www.filarmonica.art.brFILARMÔNICA ONLINE  PARA  APRECIAR  UM  CONCERTO 

    CONCERTOS COMENTADOSAgora você pode assistir a palestras sobre os concertos das séries Allegro, Vivace, Presto e Veloce. Elas acontecem na Sala de Recepções, à esquerda do foyer principal, das 19h30 às 20h, para as primeiras 65 pessoas a chegar.

    CUMPRIMENTOSApós o concerto, caso queira cumprimentar os músicos e convidados, dirija-se à Sala de Recepções.

    ESTACIONAMENTOPara seu conforto e segurança, a Sala Minas Gerais possui estacionamento, e seu ingresso dá direito ao preço especial de R$ 15 para o período do concerto.

    PONTUALIDADE Uma vez iniciado um concerto, qualquer movimentação perturba a execução da obra. Seja pontual e respeite o fechamento das portas após o terceiro sinal. Se tiver que trocar de lugar ou sair antes do final da apresentação, aguarde o término de uma peça.

    APARELHOS  CELULARESConfira e não se esqueça, por favor, de desligar o seu celular ou qualquer outro aparelho sonoro.

    FOTOS  E  GRAVAÇÕES EM  ÁUDIO  E  VÍDEONão são permitidas na sala de concertos.

    APLAUSOSAplauda apenas no final das obras. Veja no programa o número de movimentos de cada uma e fique de olho na atitude e gestos do regente.

    AMIGOS DA FILARMÔNICA

    Nosso especial obrigado aos 114 primeiros amigos da filarmônica. Vocês tornaram possível a arrecadação inicial, já depositada, de R$ 138.548,11, muito importantes para o orçamento anual do Instituto Cultural Filarmônica.

    O Programa permanece aberto ao longo do ano. Todos aqueles que queiram participar são bem-vindos e imprescindíveis para a ampliação da atuação de nossa Filarmônica.

    Conheça os Amigos da Filarmônica e as formas de colaboração em www.filarmonica.art.br/apoie/doacao-de-pessoa-fisica.

    CONVERSAA experiência do concerto inclui o encontro com outras pessoas. Aproveite essa troca antes da apresentação e no seu intervalo, mas nunca converse ou faça comentários durante a execução das obras. Lembre-se de que o silêncio é o espaço da música.

    CRIANÇASCaso esteja acompanhado por criança, escolha assentos próximos aos corredores. Assim, você consegue sair rapidamente se ela se sentir desconfortável.

    COMIDAS  E  BEBIDASSeu consumo não é permitido no interior da sala de concertos.

    TOSSEPerturba a concentração dos músicos e da plateia. Tente controlá-la com a ajuda de um lenço ou pastilha.

    0 PROGRAMA DE CONCERTOS

    O Fortissimo é uma publicação indexada aos sistemas nacionais e internacionais de catalogação. Elaborado com a participação de especialistas, ele oferece uma oportunidade a mais para se conhecer música. Desfrute da leitura e estudo. Mas, caso não precise dele após o concerto, por favor, devolva-o nas caixas receptoras para que possamos reaproveitá-lo.

    O Fortissimo também está disponível no formato digital em nosso sitewww.filarmonica.art.br.

    CONCERTOS fev e mar

    Veja detalhes em filarmonica.art.br/concertos/agenda-de-concertos.

    CONHEÇA  AS  APRESENTAÇÕES  DA  FILARMÔNICA

    OLÁ,  ASSINANTE

    Bem-vindo(a) à Temporada 2016! Este ano, para ampliar sua experiência de concerto dentro e fora da Sala Minas Gerais, propomos utilizar um meio mais ágil de comunicação entre nós: a área do assinante, a página de nosso site que é dedicada a você. Ela está disponível 24 horas por dia em www.filarmonica.art.br/ assinaturas/area-do-assinante. Se preferir, você também pode continuar a entrar em contato com a gente, de segunda a sexta, de 9h a 18h, pelo telefone 3219-9009.

    Seja como for, é sempre um prazer atendê-lo.

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