2009_Direito Penal do Equilíbrio - 4ª Edição - Rogerio Greco

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2009_Direito Penal do Equilibrio - 4 Edicao - Rogerio Greco

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    DIREITO PENAL DO

    Equillbrio Apresente obra S8 destaca pela analise diferenciada, com uma posh;ao intermedi3-ria entre dais pontcs extremos. que sao: 0 abolicionismo penal, que busea 0 tim do Direito Penal e, de outro lado, 0 movimento de lei e ordem, que objetiva a aplic8C80 de um Direito Penal Maximo. o autor, sem descuidar das clt.tssicas lic6es, estuda criticamente as discursos extremados, e, dessa forma, traz 0 chamado ~Oire ito Penal do EquiHbrion que almeja resolver as conflitos sociais com seriedade, protegendo, assim, as bens que julga mais importantes para a convlvia em sociedade. Para a plena aplicac;:ao desse Oirelto, devem sar obedecidos obrigatoriamente alguns princlpies basicos. Sao eles: intervencao mInima, lesividade, adequa9Ao social, insignificancia, proporcionalidade, responsabilidade pessoal, limita9Ao das penas, culpabilidade e legalidade.

    Essa obra e, assim, li9ao esperada, e, seu autor uma das malores revela9ces do Direito Penal, privilegiando professores, estudantes e operadores, com um Direito mais dignoe humano.

    Obra atuah7a(la at6 1"/01{2009

    212621-7007 www.editoralmpetu5.com.br hipEr'lS

    William Douglas Juiz Federal

    Mestre em Direito

    ISBN 978-7626-85-320-3

  • { I .

    Rogerio Greco

    DIREITO PENAL DO EQUILIBRIO

    Uma Visao Minimalista : do Direito Penal

    4aedi~ao, revista, ampUada e atualizada

    ate! Q de janeiro de 2009

    -Niter6i, RJ 2009

  • IMpETu~ 2009, Editora Impetus Ltda. Editora Impetus Ltda Rua Alexandre Moura, 51 - Gragoata - Niter6i - RJ CEP: 24210-200-Telefax: (21) 2621-7007

    EDITORA

  • RogeriO Greco e PFocurador de Justic;a, tendo ingressado no Ministerio Publico de Minas Gerais em 1989. Foi vice-presidente da Associac;ao Mineira do Ministerio Publico (bienio 1997-1998) e membro do conselho consultivo daquela entidade de classe (bienio 2000-2001). E membro fundador do Instituto de Ciencias Penais (ICP) e da Associac;ao Brasileira dos Professores de Ciencias Penais e membro eleito para 0 Conselho Superior do Ministerio Publico durante os anos de 2003, 2006 e 2008; professor de Direito Penal da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ); professor convidado de Direito Penal da Fundac;ao Escola Superior do Ministerio Publico do Distrito Federal; assessor especial do Procurador-Geral de Justic;a junto ao Tribunal de Justic;a de Minas Gerais; mestre em Ciencias Penais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal dt( Minas Gerais (UFMG); especialista em Direito Penal (Teoria do Delito) pela'Universidade de Salamanca (Espanha); doutorando . pela Universidade de Burgos (Espanha); palestrante em congressos e universidades em todo 0 Pais. E autor da.s seguintes obras: Direito Penal- (Belo Horizonte: Cultura); Estrutura ]uridica do Crime (Belo Horizonte: Mandamentos); Concurso de Pessoas (Belo Horizonte: Mandamentos); Direito Penal- lic;oes (Rio de Janeiro: Impetus); Curso de Direito Penal- parte geral e parte especial (Rio de Janeiro: Impetus); C6digo Penal Comentado - doutrina e jurisprudencia (Rio de Janeiro: Impetus); Virado do Avesso - Urn romance hist6tico-teol6gico sobre a vida do ap6stolo P~ulo (Rio de Janeiro: Nahgash, 2007). E embaixador de Cristo.

    Fale direto com 0 autor pelo e-mail: rogerio.greco@terra.com.br.

    P refaciar mais uma obra do Professor Rogerio Greco e urna imensa satisfac;ao. Nao sei quem criou a tradic;ao do prefacio mas, com certeza, foi urna pessoa iluminada. 0 prefacio e uma oportunidade de apresentac;ao, explicac;oes, homenagens, dando urn cunho ainda mais humano e pessoal ao livro.

    Em urn prefacio fala-se da obra e/ou de seu autor e, caso se queira, de temas relacionados a qualquer dos dois. Seguindo a tradic;ao, falarei inicialmente da obra. ~

    Este livro e resultado da dissertac;ao de mestrado. Repare: nao e ua dissertac;ao", mas resultado dela, urna vez que Rogerio cuidou "de traduzir para 0 leitor aquilo que pesquisou e criou de forma mais fluida, naturalmente sem perder o conteudo cientifico e a profundidade tecnica que caracterizam a produc;ao academica. 0 tema e de todo atraente: a busca de urn Direito P~nal do Equilibrio.

    o equilibrio e a busca constante do homem, seja em sua alma, seja em seus pensamentos. E tambem 0 equilibrio a busca permanente do artista, do pintor, do musico, do apaixonado e do esteta, quer do fisicO',

  • quem edita, errantes no mundo do pensam~nto bus cando oasis e perolas que, cedo ou tarde, serao captados pelo genio humano e disponibilizados a todos neste veiculo do desejo, da eternidade, da compreensao e da ligac;ao intelectual entre as pessoas: 0 livro.

    A obra, portanto, tinha lugar reservado nas mesas e est antes de quem ama 0 Direito e persegue sua compreensao mais nobre.

    Quanto ao autor, trata-se de nome cada dia mais conhecido e respeitado. Se as bibliotecas e estantes ainda estao com espac;os vagos a serem preenchidos, o rol dos doutos, dos mestres respeitados tambem nao se fecha ou esgota. Sempre havera espac;o para 0 estudioso, para 0 pensador, para aquele que tern 0 dom do ensino e 0 descortino do dominio singular do conhecimento. 0 surgimento do Professor Rogerio Greco confirma essa conclusao: as homenagens e receptividade crescentes no sodalicio dos grandes auto res confirmam suas invejaveis qualidades e realc;am 0 dinamismo da ciencia juridica.

    Ainda sobre ele, cito 0 Salmo 1, de autoria do Rei Davi, mencionado na Nota do Autor do best-seller anterior de Rogerio, Direito Penal - Parte Geral, texto bfulico que abre 0 livro ora prefaciado. 0 salmo em questao enaltece 0 homem sabio e assevera que ele sera como more plantada a corrente de aguas, a qual dara 0 seu fruto no seu tempo, as suas folhas nao cairao e tudo quanta ele fizer prosperara.

    o Profe~sor Rogerio Greco e destes homens, que tudo quanto faz prospera, e se assemelha a more bern plantada. Ao seu tempo, sem pressa nem demora, vern construindo urn bosque de boas mores: Procurador do Ministerio Publico de Minas Gerais, Professor festeJado, Embaixador de Cristo e, dado -conhecido dos mais proximos, marido e pai dedicado. E entre as arvores, ratificando 0 sucesso que tern, Rogerio e figura de simpatia extrema, que sempre recebe a todos e a tudo com urn sorriso otimista e confiante, capaz de contagiar expectativas positivas, mesmo diante de dilemas ou situac;oes desafiadoras. '.

    o livro e, assim, lic;ao esperada e precisa, e seu autor uma das maio res revelac;oes do Direito Penal nos Ultimos tempos, privilegiando nao so a Editora, mas tambem professores, estudantes e operadores com sua participac;ao na construc;ao de urna sociedade harmonica e urn Direito mais equilibrado.

    Mais uma vez, sinto honra dupla ao poder ter mais de sua compreensao especial do Direito Penal em minhas maos, privilegio que, a partir de agora, passa a ser coletivo.

    William Douglas Juiz Fedenil, Mestre em Direito e

    Membro do Conselho Editorial

    CAPiTULO 1 INTRODU

  • A discussao, longe de ser tao-somente academica, possui uma ~o ~ indiscutivel. A ado
  • Quando for de extrema necessidade a manuten
  • naqueles que caem nas suas garras. Certo e que 0 Direito Penal tern seu publico-alvo. Nem todas as pessoas faraD parte de sua "clientela". Aqueles que militam nessa seara podem testemunhar, com segurans principios tentem conter a turia do legislador, sabemos que a t~a, pelo meno_s a brasileira, e a de ~do

    Pe~~_ ~ __ substi~

  • caracteristica extremamente estigmatizante, a cifra negra2 correspondente as infra;oes penais que nao foram objeto de persecu;ao pelo Estado, a sele;ao do que deve ou nao ser considerado como infra;ao penal, bern como a possibilidade de os cidadaos resolverem, por meio dos outros ramos do ordenamento juridico (civil, administrativo, etc.), os seus contlitos interindividuais, levaram urn grupo de autores a raciocinar, definitivamente, com a tese abolicionista.

    Conforme destacado por Nilo Batista, Zaffaroni, Alagia e Slokar, o abolicionismo e urn movimento impulsionado por autores do norte da Europa, embora com considenivel repercussao no Canada, Estados Unidos e na America Latina. Partindo da deslegitima;ao do poder punitivo e de sua in~ll-e~g.~~~~!_~~~itos, postula o d~S1\e~ef.!Jlle~-(t?3~~9!~~enal e sua substitui;~o por ~odelos de solu;ao de contlitos alternatlvos, preferentemente lnformrus. Seus mentores partem de ~ bases ideo16gicas, podendo ser assinalada de modo prevalentemente a fenomenol6gica, de Louk Hulsman, a marxista, da primeira fase de Thomas Mathiesen, a fenomeno16gico-hist6rica, de Nils Christie e, embora nao tenha formalmente integrado 0 movimento, nao parece temenirio induir neste a estruturalista, de Michel Foucault.3

    Sem duvida, sao autores comprometidos com 0 principio da dignidade da pessoa humana, que chegaram as suas condusoes d~~i

  • Direito Penal, poderiam, muito bern, acaso ge~.adoras de confiitos, merecer a atenc;ao tao-somente dos demais ramos do ordenamento juridico, principalmente do Direito Civil e do Direito Administrativo, preservando-se, dessa forma, a dignidade da pessoa human a, que nao se encontraria na estigmatizante condiC;ao de condenada pela Justic;a Criminal.

    Em suma, a ~, para os abolicionistas, e urn ~to completamente _~al, que nao pode ser aplicado sem que se ~a

    d~~~lll!.Il1ano .. . Contudo, por mais que seja digno de elogios 0 raciocmio abolicionista, ~~~~~ac;?esR~a as_g~.~~/!l~-?_~~~g~te~~ativa a nao ser a aplicaC;ao do Difeito---penal. Como deixar a cargo da propria sociedade resolver, por exemplo, por intermedio do Direito Civil ou mesmo do Direito Administrativo, urn caso de latrocinio, estupro, homicidio, ou seja, casos graves que mere cern urna resposta tambem grave e imediata pelo Estado.

    Thomas Mathiesen, professor de Sociologia do Direito da Universidade