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2012.1 semana 11_-_defeitos_do_neg_cio_jur_dico_ii

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2. PLANO DE ENSINO1 - DEFEITOS NOS NEGCIOS JURDICOS1.1 Conceito legal de estado de perigo;1.2 O estado de necessidade no mbito dos negciosjurdicos;1.3 Negcios usurrios;1.3 Leso;1.4 Fraude contra credores;1.4.1 Credor quirografrio;1.4.2 Ao pauliana 3. ESTADO DE PERIGOArt. 156:"Configura-se o estado de perigo quando algum, premido danecessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua famlia, de grave danoconhecido pela outra parte, assume obrigao excessivamenteonerosa".O estado de perigo ocorre no momento em que se declaraa vontade assumindo obrigao excessivamente onerosa,por consta da necessidade de salvar a si ou algum aquem se liga por vnculo afetivo, de grave dano conhecidopela outra parte. O agente somente assume obrigaoexcessivamente onerosa, por conta do perigo atual eiminente, que atua como fator de desequilbrio, noaniquilando a vontade por completo, mas limitando aliberdade de manifestao 4. Um perigo corrido pela prpria pessoa ou por algum dafamlia (ou at mesmo por um no-parente, quando, pelascircunstncias, o risco puder afetar emocionalmente odeclarante, tal como se dissesse respeito a uma pessoa dafamlia), deve ser a causa determinante de um negciojurdico que se contrata em bases excessivamenteonerosas. justamente para escapar ao risco de danopessoal grave que o negcio se consuma. 5. ELEMENTOS QUE CARACTERIZAM O ESTADODE PERIGOc)Existncia de grave danod)Que o dano seja atual (ou iminente)e)Que o perigo seja a causa determinante da declaraof)O conhecimento do perigo pela outra parteg)A existncia de obrigao onerosa excessivamenteh)Inteno do declarante de salvar-se a si ou a pessoa desua famlia ou a terceiro.EX. depsito em dinheiro ou prestao de garantia exigidospor hospitais e clnicas, a ttulo de cauo, para que opaciente possa ser atendido em situao emergencial. 6. Estado de perigo e estado de necessidadeESTADO DE NECESSIDADEESTADO DE PERIGO mais amplo, mais abrangendo, um tipo de estado detanto quanto no direito penal, a necessidade, porm constitui defeitoexcluso da responsabilidade por do negcio jurdico que afeta adanos, como prev o art. 188, II do CC,declarao de vontade do contratante,que se refere destruio de coisadiminuindo a sua liberdade por temoralheia ou leso pessoa. Exige-se que o de dano sua pessoa ou a pessoa deperigo no tenha sido voluntariamentealgum de sua famlia. A necessidadecausado pelo autor do dano e que estedo outro desfrutada pelo outro, semno fosse evitvel. O afastamento ou qualquer destruio. E, mesmo que oeliminao da necessidade gera umperigo tenha sido voluntariamentedano que deve ser regulado pelos causado pela pessoa que a ele estejacasos de responsabilidade civil. expondo, e fosse evitvel, caber anulao. 7. Estado de perigo e lesoESTADO DE PERIGO LESOA oferta se acha viciada em razo do No h vcio da prpria oferta, mas usura real, istocomprometimento da liberdade de manifestao , lucro patrimonial exagerado..da vontade, em conseqncia do extremo riscoexistente no momento em que formalizada.O contratante se encontra em uma situao na O declarante participa de um negcioqual deve optar entre dois males; sofrer as desvantajoso, premido por uma necessidadeconseqncias do perigo que o ameaa ou ameaa econmica.a sua famlia ou pagar ao seu salvador umaquantia exorbitanteA inexperincia no constitui requisito para a sua Pode decorrer da inexperincia do contratante.configurao.Exige, alm do elemento objetivo (prestaoAdmite suplementao da contraprestaoexcessivamenteonerosa),tambmo (art.157,2), indicando que s ocorre emconhecimento pela outra parte que se aproveita contratos comutativos, em que a contraprestaoda situao(elemento subjetivo). um dar.Pode conduzir a negcios unilaterais em que a Exige desequilbrio de prestaes.prestao assumida seja unicamente da vtima;promessa de recompensa, obrigao de testar emfavor de algum. 8. EFEITOS ESTADO DE PERIGOArt. 178. de quatro anos o prazo de decadncia para pleitear-se a anulaodo negcio jurdico, contado:II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou leso, do diaem que se realizou o negcio jurdico;O Enunciado n. 148 da III Jornada de Direito Civil, promovidapelo Conselho da Justia Federal, dispe: Ao estado deperigo (art. 156,CC) aplica-se, por analogia, o dispositivo no 2 do art. 157. O referido dispositivo, visando conservaocontratual, proclama que no se decretar a anulao donegcio se for oferecido suplemento suficiente, ou se a partefavorecida concordar com a reduo do proveito 9. Negcios usurriosO estado de perigo e a leso so aspectos da chamadausura real em contraposio usura financeira.A usura real se caracteriza pela cobrana de juros a taxassuperiores ao que seria legal ou honestamente aceitvelnos emprstimos de dinheiro;A usura financeira a que se refere a qualquer prtica noequitativa que transforma o contrato bilateral em fonte deprejuzos exagerados por uma das partes e de lucrosinjustificveis para a outra. uma anomalia verificvel noscontratos bilaterais onde o normal seria um razovelequilbrio entre as prestaes e contraprestaes. 10. LESOArt. 157 "ocorre a leso quando uma pessoa, sob premente necessidade,ou por inexperincia, se obriga a prestao manifestamentedesproporcional ao valor da prestao oposta".A leso que o novo Cdigo admite como vcio deconsentimento para gerar a anulabilidade consiste nahiptese em que a pactuao do negcio tenha sido fruto depremente necessidade ou de inexperincia de uma daspartes, circunstncias queforamdeterminantesdasprestaes avenadas de maneira manifestamentedesproporcional. 11. CARACTERSTICAS DA LESO O desequilbrio entre as prestaes dever decorrer doestado de premncia ou de inexperincia. O desequilbrio deve ser congnito, ou seja, deve ter sedado no momento da contratao e no ser fruto deoscilaes de mercado ulteriores ao negcio. O desequilbrio deve persistir at o momento daanulao porque daqueles defeitos que a lei permitesejam remediados a posteriori. 12. Para fins de anulabilidade, a leso deve ocorrer no ato daformao do ato. Se ocorrer por decorrncia de fatossupervenientes, causa de reviso contratual com base nateoria da onerosidade excessiva.Leso consumerista- fatos superveniente geram nulidadeapenas da clusula usurria, devendo o juiz rever o contratopara "restabelecer o equilbrio da relao contratual",ajustando-o ao "valor corrente" e, se for o caso, ordenando"a restituio, em dobro, da quantia recebida em excesso,com juros legais a contar do pagamento indevido" (MedidaProvisria 2.172-32, art. 1, inc. II) 13. A leso a quebra da comutatividade do negcio jurdicoe o desequilbrio entre as prestaes dever decorrer doestado de premncia ou de inexperinciaEmbora o CC disponha sobre a anulabilidade, admite-seque o juiz(ou rbitro) efetue reviso do negcio jurdicoquando o lesionador se predispuser a reduzir o proveitoobtido ou oferecer suplemento suficiente. Em tal hiptesea reviso do pacto permite a adequao. 14. Extinta, pois, a disparidade de prestaes, no maishaver razo para a ruptura da avena. Isto, porm,pressupe prestaes ainda por satisfazer.Se a leso j se consumou e o negcio se exauriu, poucoimporta que o bem tenha se valorizado ou desvalorizadoposteriormente ao contrato. A anulao ser possvel emfuno do prejuzo que o lesado efetivamente sofreu nomomento do ajuste. 15. EFEITOS DA LESO Art. 157. Ocorre a leso quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperincia, se obriga a prestao manifestamente desproporcional ao valor da prestao oposta. 2o No se decretar a anulao do negcio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a reduo do proveito. Art. 178. de quatro anos o prazo de decadncia para pleitear-se a anulao do negcio jurdico, contado: II - no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou leso, do dia em que se realizou o negcio jurdico; Pode o lesionado optar por no pleitear a anulao do negcio, deduzindo desde logo, pretenso com vistas reviso judicial do negcio por meio de reduo do proveito do lesionador ou do complemento do preo. Enunciado 291, IV Jornada de Direito Civil CFJ 16. LESO X ESTADO DE PERIGONo estado de perigo, o que determina a submisso davtima ao negcio inquo o risco pessoal (perigo de vidaou de grave dano sade ou integridade fsica de umapessoa).Na leso (ou estado de necessidade), o risco provm daiminncia de danos patrimoniais, como a urgncia dehonrar compromissos, de evitar a falncia ou a runa dosnegcios. 17. FRAUDE CONTRA CREDORES (106,CC)Artifcio ardil utilizado pelo devedor com o intuito de burlar orecebimento do credor; consiste na alienao de bens capazesde satisfazer a pretenso legtima do detentor do crdito..A fraude contra credores, prevista no artigo 106 do CdigoCivil, a mais comum dessas manobras. Contra essaartimanha utilizada pelo devedor, surgiu a Ao Pauliana, quevisa a anulao da alienao fraudulenta, para que o credorpossa, assim, ter o seu crdito satisfeito. 18. CARACTERSTICAS DA FRAUDE CONTRACREDORES H dois elementos caractersticos: eventus damni (a insolvncia) consilium fraudis (conluio fraudulento). Podemos ao analisar certo contrato presumi-lo como fraudulento, por exemplo, se este ocorre na clandestinidade, se h continuao da posse de bens alienados pelo devedor; se h falta de causa do negcio; se h parentesco ou afinidade entre o devedor e o terceiro; se ocorre a negociao a preo vil; e pela alienao de todos os bens. 19. Credor Quirografrio - o credor que no possuiqualquer ttulo de garantia ou preferncia, em relao aosbens do devedor, devendo, por isso, ser pago segunda afora dos bens livres do devedor. Devedor Insolvente - o devedor que deve mais doque possui, aquele que no paga suas dvidas na dataaprazada. 20. AO PAULIANAA ao que pode socorrer os credores em caso de fraude aao pauliana ou revocatria e, pode incidir no s nasalienaes onerosas, mas igualmente nas gratuitas(doaes). H o nus de se provar o consilium fraudis eeven