2012.1 semana 13_-_prescri_o_e_decad_ncia

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Text of 2012.1 semana 13_-_prescri_o_e_decad_ncia

  • 1. AULA 14 -PRESCRIO E DECADNCIA DIREITO CIVIL I PARTE GERAL LUCY FIGUEIREDO figueiredo.lucy@gmail.com

2. Prescrio e Decadncia so efeitosjurdicos do decurso de tempo,cujo prazo fixado em lei, aliado aodesinteresse ou inrcia do titular dodireito, nas relaes jurdicas.Objetivo: servir de instrumento consecuo do objetivo maior: aresoluodeconflitos, com aconseqente pacificao social. 3. Direito subjetivopatrimonialPRAZOPRESCRIOPara exigir ou exercero direitoDIREITODireito potestativoPassagem do tempo DECADNCIA 4. VIOLAO DO DIREITODIREITOPATRIMONIAL Linha do tempoA PRETENSO nasce no momentoda violao do direito e seEXTINGUE pelo transcurso do PRETENSOtempo, previsto em lei, sem que otitular exera o direito de exigir areparao, pela PRESCRIO. 5. Art. 189, CC. Violado o direito, nasce para o titular apretenso, a qual se extingue, pela prescrio, nosprazos a que aludem os arts. 205 e 206.A prescrio extingue a pretensoPretenso a exigncia de subordinao de um interessealheio ao interesse prprio.De acordo com o art.189 do Cdigo Civil de 2002, o direitomaterial violado d origem pretenso, que deduzida emjuzo por meio da ao. Extinta a pretenso, no h ao.Portanto, a prescrio extingue a pretenso, extinguindotambm e indiretamente a ao. 6. A prescrio a perda da pretenso de reparao dealgum direito violado, em razo da inrcia do seu titular,durante o lapso temporal estipulado pela lei.REQUISITOS DA PRESCRIOviolao de um direito, com o nascimento da pretenso.Inrcia do titularO decurso do tempo fixado em lei. 7. CRITRIO CIENTFICO DE AGNELO AMORIM FILHOPRESCRIO - aes condenatrias direitos subjetivosDECADNCIA aes constitutivas ou desconstituvas direitospotestativos.NO ESTO SUJEITAS NEM A PRESCRIO NEM A DECADNCIA aes meramente declaratrias (exceto se possurem prazodecadencial previsto em lei).IMPRESCRITVEL - aes constitutivas que no tm prazo especialfixado em lei, assim como as aes meramente declaratrias 8. DIREITO POTESTATIVO(tambmO DIREITO SUBJETIVO um chamado de formativo) um direito adireito a uma prestao. Assim,formao de uma nova situao jurdica.quando se tem o direito de exigir de O que o caracteriza que a ele noalgumquecumpra umacorresponde um dever. Porprestao, tem-se um direito conseqncia, no pode ser violado,subjetivo. Ao direito subjetivo, pois da outra parte no corresponde umportanto, corresponde, um dever. dever e sim uma sujeio. O queConseqentemente, de um lado corresponde a esse direito de obter umhaver o direito e de outro um pronunciamento favorvel uma sujeio.dever. Os direitos subjetivos podem Exemplo: direito asseguradoaoser violados, pois a prestao podeempregador de despedirumno ser cumprida. Por conseguinte, empregado; cabe a ele apenas aceitara realizao, a concretizao do esta condio; como tambm num casodireito subjetivo do credor dependede divrcio, uma das partes aceitandoda cooperao do devedor.ou no, o divrcio ter desfecho positivo. 9. Os direitos subjetivos so defendidos por meio de aocondenatria, pois a parte contrria dever se sujeitar acumprir uma obrigao;Os direitos potestativosso protegidos poraoconstitutiva, por meio da qual haver a modificao, formaoou extino de estado jurdico, independentemente davontade da parte contrria. a prerrogativa jurdica de impora outrem, unilateralmente, a sujeio ao seu exerccio. 10. a) As aes condenatrias, correspondentes s pretenses,possuem prazos prescricionaisb) As aes constitutivas, correspondentes aos direitospotestativos, possuem prazos decadenciais;c) As aes meramente declaratrias, que s visam obter certezajurdica, no esto sujeitas nem decadncia nem prescrio, emprincpio, sendo perptuas, mas sujeitas a prazos decadenciaisquando estes so previstos em lei.So imprescritveis as aes constitutivas que no tm prazoespecial fixado em lei, assim como as aes meramentedeclaratrias 11. ESPCIES DE PRESCRIO 12. EXTINTIVA: Como o prprio nome indica, faz desaparecerdireitos extingue situaes jurdicas. a prescrio propriamente dita, tratada no novo CdigoCivil, na parte geral, aplicada a todos os direitos.AQUISITIVA - Corresponde ao usucapio, previsto no novoCdigo Civil, na parte relativa ao direito das coisas, maisprecisamente no tocante aos modos originrios de aquisiodo direito de propriedade. Est prevista tambm nos arts.183 e 191 da Constituio Federal de 1988, continuandorestrita a direitos reais.Nessa espcie, alm do tempo e da inrcia ou desinteressedo dono anterior, necessria a posse do novo dono 13. INTERCORRENTE: a prescrio extintiva que ocorre nodecurso do processo, ou seja, j tendo o autor provocadoa tutela jurisdicional por meio da ao. a que se verifica durante a tramitao do feito naJustia, paralisado por negligncia do autor na prtica deatos de sua responsabilidade. 14. ESPECIAL: Os prazos prescricionais so pontualmenteprevistos. No Cdigo Civil de 1916, a prescrio especial eratratada pelo art. 178, que muito embora se referisseexpressamente prescrio, continha alguns casos dedecadncia. Por sua vez o Cdigo Civil de 2002 disciplina aprescrio especial no art. 206, merecendo destaque oprazo prescricional de trs anos ( 3) relativo pretensode ressarcimento de enriquecimento sem causa (inciso IV) e pretenso de reparao civil (inciso V). 15. Alegao da PrescrioArt. 193. A prescrio pode ser alegada em qualquergrau de jurisdio, pela parte a quem aproveita.Logo, poder ser argida em qualquer fase, na segundaou primeira instncia, mesmo que no levantada nacontestao. Porm, se no alegar de imediato, ao ru nocaber honorrios advocatcios em seu favor, ex vi art. 22do Cdigo de Processo Civil. 16. A prescrio s poder era argida pelas partes, excetose for reconhecida no interesse de absolutamenteincapazes, quando poder faz-lo o juiz, de ofcio.O ministrio pblico, em nome do incapaz ou dos interessesque tutela, e o curador da lide, em favor do curatelado, ou ocurador especial, tambm podero invocar a prescrio.Entretanto o ministrio pblico no poder argi-la, em setratando de interesse patrimonial, quando atuar como fiscalda lei. 17. Impedimento, Suspenso e InterrupoAs causas que impedemou suspendem estoelecandas nos arts. 197 a 201 e as que interrompemnos arts. 202 a 204, todos do Cdigo Civil de 2002.E aplicam-se tanto prescrio extintiva, quanto aquisitiva. 18. Impedimento e SuspensoAmbos fazem cessar, temporariamente, o curso daprescrio. Uma vez desaparecida a causa deimpedimento ou da suspenso, a prescrio retoma seucurso normal.Se o prazo existiu, computa-se o tempo anteriormentedecorrido, (suspenso)Se o prazo ainda no comeou a fluir, a causa ouobstculo impede que comece (impedimento). 19. SUSPENSO, nos quais a causa superveniente ao inciodo decurso do prazo prescricional, uma vez desaparecidaesta, o prazo prescricional retoma seu curso normal,computando-se o tempo verificado antes da prescrio.IMPEDIMENTO, mantm-se o prazo prescricional ntegro,pelo tempo de durao do impedimento, para que seucurso somente tenha incio com o trmino da causaimpeditiva. 20. No IMPEDIMENTO o prazo no comeou a correr porconta de um dos fatores elencados no art 197,CC.Na SUSPENSO o prazo comeou a correr mas suspenso por um evento superveniente. Findo omotivo de suspenso, oprazo recomea de onde parou. 21. InterrupoA interrupo da prescrio, que se dar apenas uma nicavez, de acordo com o art. 202 do Cdigo Civil de 2002,quando houver qualquer comportamento ativo do credor.Qualquer ato de exerccio ou proteo ao direito interrompe aprescrio, extinguindo o tempo j decorrido, que volta acorrer por inteiro, diversamente da suspenso cujo prazovolta a fluir somente pelo tempo restante. 22. MOTIVO QUE SUSPENDE A PRESCRIOO prazo volta a contar de onde parou SUSPENSO PRAZO PRESCRICIONAL PRAZO PRESCRICIONALMOTIVO QUE INTERROMPE A PRESCRIOO prazo recomea como se nunca tivesse existidoINTERRUPO PRAZO PRESCRICIONAL PRAZO PRESCRICIONAL 23. A prescrio considerar-se- interrompida na data dodespacho do juiz (ainda que incompetente), que ordenara citao.Lei 8.950 a 8.953/94 A interrupo da prescrioretroagir data da propositura da ao ou data dadistribuio da ao onde houver mais de uma vara).Citao vlida: promover a citao providenciar aextrao do mandado de citao, com o recolhimento dascustas devidas, inclusive despesas de conduo do oficialde justia.A prescrio pode serinterrompida por qualquerinteressado Art. 203,CC. 24. DECADNCIA a perda do direito potestativo pela inrcia do seu titular noperodo determinado em lei.Seu objeto so os direitos potestativos de qualquer espcie,disponveis ou indisponveis, que nascem, por vontade da lei oudo homem, subordinado condio de seu exerccio em limitadolapso de tempo.O prazo comea a fluir, no momento em que o direito nasce.No mesmo instante em que o agente adquire o direito, comea acorrer o prazo decadencial.. 25. Na decadncia, que instituto do direito substantivo, h aperda de um direito previsto em lei. O legisladorestabelece que certo ato ter que ser exercido dentro deum determinado tempo. O tempo age em relao decadncia, como um requisito do ato, pelo que a prpriadecadncia a sano consequente da inobservncia deum termo. 26. PRAZOS DECADENCIAISExemplos de prazos decadenciais de decadncia o prazo de dez dias para que a minoriavencida impugne ao M.P. a deliberao da maioria alterandoo estatuto de uma fundao - art.67,CC.Tambm de decadncia o prazo de quatro anos (art.178)para que o interessado proponha ao de anulao denegcio jurdico quando ocorrer vcio de consentimento ouvcio social. 27. ESPCIES DE DECADNCIADECADNCIA LEGAL: advm de expressa previso delei, sendo de ordem pblica e irrenuncivel;DECADNCIA CONVENCIONAL: ou contratual, possuicarter de ordem privada, originada das partes emnegcios jurdicos, sendo renuncivel(depois deconsumada). Ex. prazos de garantias de produtos emcontrato de compra e venda. 28. ALEGAO DA DECADNCIAO juiz pode (deve) reconhecer de ofcio a decadncia legal,no ocorrendo o mesmo com a decadncia convencional quesomente poder ser alegada pela parte interessada.Obs.: Art. 207 CC -No se aplicam decadncia as normasque impe