2016: Orientações Diocesanas de Pastoral

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  • Orientaes Diocesanas de Pastoral

    Programa e Calendrio DiocesanoAores, 2016-2017

  • Sumrio .........................................................................................3

    1. Introduo ao Programa Pastoral Diocesano ..............................52. Programa Pastoral Diocesano 2016/17 .......................................83. Calendrio Diocesano 2016/17 ................................................184. A Piedade Popular Aoriana ao longo do Ano Pastoral ..........275. Obras de Ao Scio-Caritativa da Diocese de Angra .............296. Conselho Presbiteral 2016 ........................................................367. Conselho Pastoral 2016 .............................................................398. Calendrio geral.........................................................................419. Oraes......................................................................................42

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    Introduo ao ProgramaPastoral Diocesano 2016/17

    O programa pastoral diocesano leva como lema inspirador a frase pronunciada por Maria de Nazar, a Me de Jesus, nas Bodas de Can Fazei o que Ele vos disser (Jo. 2,5).

    Exige-o o facto de celebrarmos no ano de 2017 o cente-nrio das aparies de Nossa Senhora em Ftima, no qual a diocese ter de se associar e participar. Mas , igualmen-te, uma forte interpelao pastoral vinda da comunidade diocesana que manifesta uma devoo invulgar pela San-tissima Virgem Maria presente em toda a sua piedade po-pular.

    Mas este apelo vindo da Me de Jesus fora-nos a estar aten-tos, vigilantes e corresponsveis pela sorte dos nossos irmos que padecem alguma provao, nomeadamente os pobres e os excludos da sociedade.

    Tanto o Conselho Presbiteral como o Conselho Pastoral Diocesano propuseram como primeira prioridade para toda a Diocese a Pastoral Social, isto a ateno e aco privile-giada para com os mais carenciados da nossa sociedade.

    Tambm neste mandato de Nossa Senhora vemos o com-promisso evanglico, por exigncia de Jesus Cristo, em nos colocarmos ao servio das periferias existenciais, sejam elas econmicas, culturais, sociais ou religiosas.

    O programa diocesano s alcanar o seu objectivo se for um instrumento para promover a unidade e a comunho en-tre todos os diocesanos e proporcionar a participao e a cor-responsabilidade de todos na misso da Igreja ao servio do mundo.

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    H algumas linhas de orientao que se realam neste pro-grama. Ei-las:

    1 Prossegue o caminho de promoo da comunho e da corresponsabilidade de todos os cristos. Importa acentuar que a diocese um todo e s nela est presente a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Mas exige-se tambm a renovada conscincia crist de que pertence a cada um dos baptizados a tarefa de evangelizar pelo testemunho, pela palavra e pela aco.

    2 De acordo com as propostas dos Conselhos Presbiteral e Pastoral Diocesanos, d-se prioridade Pastoral Social e Piedade Popular, sem descuidar a Familia como ncleo cen-tral onde se reflectem os problemas e onde devem convergir as respostas pastorais. Neste sentido, so escolhidos alguns sectores pastorais aos quais incumbe no s continuar a de-senvolver a aco evangelizadora que lhe prpria mas subli-nhar alguma ateno aos problemas sociais.

    3 Reala-se a capacidade evangelizadora da Piedade Po-pular. Da convidarem-se os agentes pastorais a acolherem e a valorizarem os elementos que na manifestao da f simples do Povo de Deus servem para encaminhar para a vivncia co-munitria, centrada na Eucaristia e no compromisso de parti-lha fraterna.

    4 Manifesta uma ateno privilegiada ao clero e pastoral das vocaes. O primeiro crculo da expresso da comunho diocesana o presbitrio presidido pelo seu Bispo. Por isso, vrias so as aces de formao, recoleces, retiros, jorna-das de teologia e outros encontros, e de celebrao, semana santa, ordenaes e efemrides, que proporcionaro mais di-logo, conhecimento mtuo e inter-ajuda.

    5 Sublinha-se maior corresponsabilidade dos leigos. Logo

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    na jornada de apresentao do programa pastoral at s diver-sas aces a nvel diocesano, de Ouvidoria ou paroquial que se vo realizar para o concretizar, os leigos devem ter uma participao activa.

    6 Oferece-se uma perpectiva descentralizadora das diver-sas actividades como caminho a percorrer para uma melhor resposta pastoral na articulao entre os diversos agentes e instituies de modo a favorecer a participao do maior n-mero possvel de diocesanos nas aces programadas.

    Se certo que um programa pastoral no retira em nada o trabalho dirio e habitual das comunidades crists, tambm verdade que para ele ter eficcia exige a sintonia e o interesse de todos e cada um dos diocesanos de modo a inserirem na vida pastoral comum as orientaes que ele contem.

    Se todos nos aplicarmos certamente cresceremos como discpulos de Jesus Cristo e responderemos s exigncias da evangelizao do mundo de hoje que exige esta presena, di-logo e compromisso.

    Apela-se ao esforo de cada um dos diocesanos, clero, con-sagrados, leigos, para levar em frente o programa pastoral e fazer dele instrumento de comunho e de compromisso evan-gelizador.

    Imploro de Nossa Senhora Me e Rainha dos Aores que abenoe todos os diocesanos sobretudo os que mais sofrem, nos inspire na aco evangelizadora e nos encaminhe pelas sendas do amor, da justia e da paz.

    22 de julho, Festa de Santa Maria Madalena de 2016

    Joo Lavrador, Bispo de Angrae das Ilhas dos Aores

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    Programa Pastoral Diocesano 2016/2017 Fazei o que Ele vos disser

    O ano de 2017 ser marcado pela celebrao do centenrio das aparies de Nossa Senhora em Ftima.

    Dada a relevncia deste acontecimento, a nossa diocese estar em sintonia com as orientaes da Igreja em Portugal para esta efemride.

    Est bem vincada na nossa memria e sobretudo na nossa prtica de vida crist a magnifica expresso que o Povo de Deus demonstrou pela passagem da Imagem Peregrina pela nossa diocese.

    Fazendo a avaliao deste acontecimento, o Conselho Presbiteral e o Conselho Diocesano de Pastoral reconheceram que dever de cada comunidade crist valorizar a piedade popular de modo a realar o ncleo centrado em Jesus Cristo, a inter- relao que estabelece entre a f e a cultura e orient-la para uma plena vivncia comunitria de modo que pela formao crist, pela celebrao dos sacramentos e pela partilha fraterna assuma a misso de Jesus Cristo na Igreja e no mundo.

    Tanto o Conselho Presbiteral como o Conselho Pastoral Diocesano valorizaram como primeira prioridade para o prprio ano pastoral a dimenso da Pastoral Social.

    Reconhece-se esta prioridade pela primordial misso da Igreja de estar no mundo, auscultar os sinais dos tempos e responder adequadamente s situaes de carncia na sociedade.

    Porm no alheio que a situao social de grande nmero dos nossos diocesanos de carncia econmica, de excluso social, cultural e religiosa.

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    Sentimos como urgncia acolher o convite que o Santo Padre Francisco nos lana a exigir que a Igreja se desloque at s periferias existenciais.

    Temos j um conjunto de instituies, grupos e movimentos que esto a realizar um notvel trabalho pastoral neste sector. Contudo, importa sensibilizar e organizar cada uma das parquias para o seu dever em responder organizadamente no domnio da pastoral social; exige-se a articulao entre todos os intervenientes neste domnio para maior eficcia; torna-se necessrio criar dinamismos e inclusivamente respostas organizadas onde ainda no existam ou em sectores de carncia social ainda a descoberto; promover o dilogo com as autoridades e poderes pblicos para responder satisfatoriamente numa rea pastoral na qual todos so necessrios; por ltimo, atender situao laboral de modo a encontrar caminhos para que o desmantelamento do sector produtivo seja alterado por meios necessrios para que o trabalho esteja acessvel a todos.

    Verifica-se que sentir da diocese que se privilegiem como prioridades pastorais para este prximo ano a pastoral social e a piedade popular.

    Num verdadeiro programa, acertados os objectivos, exige-se delinear as estratgias, os meios e os intervenientes.

    Neste domnio a criatividade sempre necessria e nunca suficiente. Por isso apela-se a cada parquia que atravs dos seus rgos de comunho e corresponsabilidade, nomeadamente o conselho pastoral paroquial ou de Ouvidoria, conhecendo bem a sua realidade reflictam e acertem sobre a modo de concretizar estes objectivos pastorais.

    A nvel diocesano, o Servio Pastoral para a Pastoral Social ser dinamizador de algumas aces, mas sobretudo

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    procurar despertar nas parquias as respostas que elas devem implementar. Procurar promover a inter-relao com a Critas, as Conferncias Vicentinas e os Centros Sociais Paroquiais e o dilogo com as Misericrdias e outras instituies que trabalham nesta rea.

    Est na nossa inteno promover o Servio Diocesano Justia e Paz que sob inspirao do humanismo cristo e orientado pela doutrina social da Igreja acompanhe a problemtica do emprego na nossa diocese e ajude, dentro das nossas limitaes, na implementao de respostas laborais.

    1. Piedade Popular

    A piedade popular, nomeadamente relacionada com o culto a Maria de Nazar, est muito presente na devoo do povo portugus e de modo muito especfico no povo aoriano.

    Todas as manifestaes religiosas tpicas da regio dos Aores levam a marca mariana.

    Esta realidade manifesta uma grande riqueza, exige uma ateno privilegiada e provoca um esforo evangelizador permanente.

    Desde logo, a manifestao religiosa que atrai mais pessoas e a que melhor interliga a f com a cultura.

    O Papa Francisco refere-se a esta relao dizendo que quando o Evangelho se inculturou num povo, no seu processo de transmisso cultural tambm transmite a f de maneira sempre nova; da a importncia da evangelizao entendida