226_LAUDO TÉCNICO DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE

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LAUDO TCNICO DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZNIA

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LAUDO TCNICO DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE

SOLICITANTE: UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZNIA

OBJETIVO:

O presente Laudo Tcnico trata de avaliao pericial conclusiva sobre as condies de exposio do servidor da Universidade Federal Rural da Amaznia UFRA, aos agentes insalubres e perigosos, com a finalidade enquadrar a(s) atividade(s) analisada(s), nos termos das Normas Regulamentadoras (NRs) ns 15 e 16 e seus respectivos Anexos regulamentados pela Portaria n 3214/78, e nos termos da Lei n 7.369 de 20 de Setembro de 1985, regulamentada pelo Decreto Federal n 93.412.

MISSO DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZNIA:

A Universidade Federal Rural da Amaznia UFRA, entidade com personalidade jurdica de direito pblico, instituda pela Lei n 10.611 de 23/12/2002, cujo marco inicial foi a Escola de Agronomia da Amaznia EAA, 1951, transformada em 1972 pelo Decreto N 70.268 em Faculdade de Cincias Agrrias do Par FCAP, vinculada ao Ministrio da Educao, tem como misso formar profissionais de nvel superior, desenvolver e compartilhar cultura tcnico-cientfica atravs de pesquisa e extenso, oferecer servios comunidade e contribuir para o desenvolvimento econmico, social e ambiental da Amaznia, dotada de autonomia didtico-cientfica, administrativa e de gesto financeira e patrimonial, de acordo com a legislao vigente.

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SUMRIO

Assuntos e Setores Avaliados

Pginas

CARACTERIZAO DA UNIVERSIDADE INTRODUO FORMADE AVALIAO AVALIAO DOS SETORES Reitoria Vice Reitoria Diviso de Vigilncia Pro Reitoria de Ensino - PROEN Refeitrio da Universidade - PROEN Superintendncia de Documentao e Informao - Biblioteca - PROEN Diviso Editorao e Grfica - PROEN Pr-Reitoria de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnolgico - PROPED Pr-Reitoria de Extenso - PROEX Pr-Reitoria de Planejamento e Gesto - PROPLAGE Diviso Qualidade de Vida, Sade e Segurana/ PROPLAGE Servios Mdico e Odontolgico/PROPLAGE Diviso de Almoxarifado/PROPLAGE Prefeitura/PROPLAGE Carpintaria/Prefeitura/PROPLAGE Eltrica/Prefeitura/PROPLAGE Hidrulica/Prefeitura/PROPLAGE Pintura/Prefeitura/PROPLAGE Transportes/Prefeitura/PROPLAGE Manuteno de Aparelhos pticos/Prefeitura/PROPLAGE Instituto de Cincias Agrrias - ICA Instituto Ambiental e Recursos Hdricos - ISARH Instituto de Sade e Produo Animal - ISPA Instituto Ciberespacial - ICIBE Campus de Parauapebas Campus de Paragominas Campus de Capito Poo EQUIPAMENTOS DE AVALIAO QUANTITATIVA TABELA RESUMO DOS CASOS DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE DA UFRA DEFINIES LEGAIS QUALIFICAO E ASSINATURA DO RESPONSVEL TCNICO

4 5 6 7 a 67 7 8 9 10 11 a 13 14 15 16 17 a 19 20 21 a 22 23 24 a 25 26 27 a 28 29 a 34 35 a 36 37 38 39 40 a 46 47 a 52 53 a 60 61 62 a 64 65 a 66 67 68 69 70 71 3

CARACTERIZAO DA UNIVERSIDADE

Razo Social Endereo Bairro Municpio Estado CEP C.N.P.J Cdigo CNAE Ramo de Atividade Grau de Risco Grupo Horrio de Funcionamento Reitor

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZNIA Av. Tancredo Neves, 2501 Montese Belm Par 66.077-530 05.200.001/0001-01 84.11-6-00 Administrao Pblica 1 C-3307h30 s 17h30

Professor Dr. Sueo Numazawa

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INTRODUO 1 - Definio de insalubridade. Como o prprio nome diz, insalubre algo no salubre, doentio, que pode causar doenas ao trabalhador por conta de sua atividade laboral. A insalubridade definida em funo do tempo de exposio ao agente nocivo, levando em conta ainda o tipo de atividade desenvolvida pelo empregado no curso de sua jornada de trabalho, observados os limites de tolerncia, as taxas de metabolismo e respectivos tempos de exposio. Assim, so consideradas insalubres as atividades ou operaes que por sua natureza, condies ou mtodos de trabalho, expem o empregado a agentes nocivos sade, acima dos limites de tolerncia fixados em razo da natureza, da intensidade do agente e o tempo de exposio aos seus efeitos. 1.2 - Diferena entre risco e insalubridade. Risco pode ser definido como a possibilidade dos efeitos de uma ocorrncia, em termos de sua probabilidade e da magnitude de suas conseqncias, causarem dano a algum. A constatao do risco no ambiente de trabalho, no se baseia na simples presena de um objeto no ambiente de trabalho, relacionado a um determinado agente. Por insalubridade, entende-se a propriedade de um agente, conforme o seu processo, que cause dano. Ou seja, insalubridade a materializao do risco. O Reconhecimento da insalubridade um processo com base cientfica, que consiste na identificao e caracterizao dos perigos, pela a avaliao ambiental da exposio, pelas atividades e pelos efeitos dos riscos. 1.3 - Diferena de risco ambiental dos riscos de acidentes e ergonmicos. Apesar dos riscos ergonmicos e riscos de acidentes trazerem danos sade e a integidade fsica do trabalhador, eles no so classificados pela NR 15 para gerarem adicionais de insalubridade, diferentemente dos riscos fsicos, qumicos e biolgicos que so conhecidos como RISCOS AMBIENTAIS, mas ainda assim, esses riscos ambientais, precisam estar na relao e na forma da NR 15. Exemplo de riscos de acidente ou ergonmico, mas que no esto na NR 15: Mordidas de animais, acidente de carro, afogamento, tiro de revlver, quedas, queimaduras, carregamento de peso, armazenamento de materiais qumicos, exceto combustveis em grandes quantidades, entre outros. Exemplo de riscos ambientais, mas que no esto na NR 15: microorganismos das poeiras de livros, microorganismos de vegetais, de animais saudveis, de ar condicionado, agrotxicos dos princpios ativos no relacionados na NR 15, limpeza de banheiros, poeiras vegetais, exceto bagao da cana em grande escala, microorganismos de pragas, contato eventual com microorganismos de terrenos e dejetos, entre outros. Os casos acima ficaro como abordagem para o Programa de Preveno de Riscos Ambientais PPRA, previsto na NR 09 pelo MTE, pois, apesar de no gerarem adicional de insalubridade, devem ser avaliados para a preveno contra os riscos ocupacionais. 2 - Para gerar adicional, no basta ser insalubre, a insalubridade tem que ser conforme legislao. Como a legislao estabelece quais os agentes considerados nocivos sade, no o que consideramos insalubre, que far o empregado ter direito ao respectivo adicional. preciso que a atividade apontada pelo laudo pericial como insalubre esteja prevista na relao oficial elaborada pelo Ministrio do Trabalho. A discriminao dos agentes considerados nocivos sade bem como os limites de tolerncia mencionados esto previstos nos anexos da Norma Regulamentadora NR-15, aprovada pela Portaria 3.214/78, com alteraes posteriores. 5

2.1 - Base legal para caracterizao da atividade. Uma vez caracterizada a atividade como insalubre, conforme sua natureza e condies, as fontes dos agentes tm que estar arroladas na NR 15 para fundamentar o adicional de insalubridade, conforme dito anteriormente, pois, mesmo considerando a atividade insalubre, no possvel atribuir o adicional de insalubridade se a mesma no estiver relacionada na legislao em vigor, em relao via e a fonte do agente. 3 - Valores de adicionais de insalubridade. O exerccio de trabalho em condies insalubres, cujos agentes se encontram acima dos limites de tolerncia ou esto na forma estabelecidas pelo Ministrio do Trabalho, assegurar a percepo de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento), segundo se classifiquem nos graus mximo, mdio e mnimo, conforme prev artigo 192 da CLT. E no regime RJU, as percepes de adicionais so respectivamente de: 20% (vinte por cento), 10% (dez por cento) e 5% (cinco por cento), segundo se classifiquem nos graus mximo, mdio e mnimo. 4 - Definio de Periculosidade Da mesma forma, ocorre com a atividade periculosa, que pode ser confundida com riscos de acidentes. Embora, a periculosidade no deixa de ser um acidente de trabalho, ela precisa ser caraterizada conforme as atividades, reas, quantidades e distncias definidas na NR 16, e no Decreto Federal 93.412. de 1986

FORMA DE AVALIAO

1 - Avaliao qualitativa. A avaliao ambiental foi realizada em cada SETOR, observando cada processo de trabalho, onde se utilizou a inspeo audiovisual, entrevistas e coleta de informaes dos trabalhadores para analisar a INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE, e avaliaes quantitativas para analisar a INSALUBRIDADE. No caso de agentes fsicos (rudo intermitente e calor) realizou-se a avaliao atravs de equipamentos de medio instantnea e certificando-se sobre o tempo de exposio, informado pelos trabalhadores, e das medidas de controle adotadas. No caso de agentes qumicos, certificou-se da quantidade de produtos qumicos utilizados na atividade, do tempo de exposio, das condies e forma de exposio e das medidas de controle adotadas. No caso de agentes biolgicos (microorganismos), foi analisado a fonte dos agentes, em relao a legislao, que prev insalubridade somente para os agentes definidos nas fontes e condies da NR 15, anexo 14. No caso de Periculosidade, foram avaliadas as atividades, os agentes, as quantidades e as reas definidas na legislao. 2 - Avaliao quantitativa. A avaliao quantitativa dos agentes insalubres foi realizada, nos agentes indentificados na avaliao qualitativa. A avaliao foi realizada atravs de equipamentos de medio conforme metodologias previstas da FUNDACENTRO. Foi quantificada a dose de rudo intermitente no setor de carpintaria e marcenaria, onde so iminentes as fontes ruidosas. Foi realizada a quantificao calor no Refeitrio e no Laboratrio Tecnologia de Produtos Florestais. Foi quantificada as concentraes de agentes qumicos, certificando-se da dose mdia absorvida pelos trabalhadores, em alguns laboratrios dos Institutos do ICA, ISPA E ISARH, onde foi adotado a amostragem por grupo homogneo, que se expem a agentes qumicos nos laboratrios desta Universidade. 6

IDENTIFICAO DO LOCAL, CARGOS E ATIVIDADES SETOR: ReitoriaDescr