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    05-Jul-2015

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<ul><li> 1. Encontre mais e-books no site: www.ebooksgospel.com.br Digitalizado por: L.D.E.G.-</li></ul><p> 2. O DOM MAIOR Extrado do original em ingls: Charity and Its Fruits Copyright (Typesetting) Editora Fiel 1992 Primeira edio em ingls 1852 Primeira edio em portugus 1992 Todos os direitos reservados. proibida a reproduo deste livro, no todo ou em parte, sem a permisso escrita dos Editores.Editora Fiel da Misso Evanglica Literria Caixa Postal 81 12201-970 So Jos dos Campos, SP 3. O ESPRITO SANTO A SER COMUNICADO PARA SEMPRE AOS SANTOS, NA GRAA DO AMOR, O DIVINO AMOR. "O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecero; havendo lnguas, cessaro; havendo cincia, passar. " (1 Corntios 13.8) Em todo o contexto, a inteno do apstolo mostrar a superioridade do amor sobre todas as outras graas do Esprito. E neste captulo ele demonstra a excelncia do amor por meio de trs argumentos: primeiro, mostrando que ele o dom mais essencial, e que todos os outros nada so sem ele: segundo, mostrando que dele procedem todas as boas disposies e atos; terceiro, mostrando que ele o mais durvel de todos os dons, e permanecer quando a igreja de Deus estiver em seu mais perfeito estado, e quando os outros dons do Esprito tiverem desaparecido. No texto pode ser observado duas coisas: Primeiro, que uma caracterstica do amor, pela qual sua excelncia demonstrada, , que ele incessante e eterno "o amor jamais acaba". Isto naturalmente segue as ltimas palavras do verso anterior, "[o amor] tudo suporta". Ali o apstolo declara a durabilidade do amor, como aparece na sua resistncia ao choque de toda a oposio feita contra ele no mundo. O apstolo vai mais adiante e declara que o amor no somente dura at o fim do "tempo", mas tambm por toda a eternidade "o amor jamais acaba". Quando todas as coisas temporais tiverem 4. cessado, ele ainda permanecer, e permanecer para sempre. Ns podemos observar tambm no texto, Segundo, que aqui o amor distinguido de todos os outros dons do Esprito, tal como o de profecia, o dom de lnguas, e o dom do conhecimento (cincia), etc. "Mas, havendo profecias, desaparecero; havendo lnguas, cessaro; havendo cincia, passar"; mas "o amor jamais acaba". O conhecimento aqui mencionado no quer dizer o conhecimento divino e espiritual em geral; pois certamente haver tal conhecimento futuramente no cu, assim como agora na terra, e mais amplamente do que h na terra, como o apstolo claramente declara nos versos seguintes. O conhecimento que os cristos tm de Deus, de Cristo, e das coisas espirituais, e, de fato todo o seu "conhecimento", como aquela palavra comumente entendida, no desaparecer, mas ser gloriosamente aumentado e aperfeioado no cu, que um mundo de luz assim como de amor. Mas o conhecimento acerca do qual o apstolo diz que cessar, significa um particular dom miraculoso que havia na igreja de Deus naqueles dias. Pois o apstolo, como temos visto, aqui est comparando o amor com os miraculosos dons do Esprito aqueles dons extraordinrios que eram comuns naqueles dias, um dos quais era o dom de profecia, e outro o dom de lnguas, ou o poder de falar em idiomas que nunca tinham sido aprendidos. Ambos os dons so mencionados no texto; e o apstolo diz que eles cessaro e desaparecero. E um outro dom era o do conhecimento, ou a "palavra" do conhecimento, como chamado no verso oito do captulo anterior, onde mencionado para mostrar que era algo 5. diferente, no s daquele conhecimento especulativo obtido pela razo e pelo estudo, mas tambm daquele conhecimento divino ou espiritual que vem da influncia salvadora do Esprito Santo na alma. Era um dom particular do Esprito com o qual algumas pessoas foram dotadas, pelo qual foram capacitadas por inspirao imediata a entender mistrios, ou as misteriosas profecias e tipos das Escrituras, e do qual o apstolo fala no verso dois deste captulo, dizendo: "Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conhea todos os mistrios e toda a cincia". este dom miraculoso que o apstolo diz que desaparecer, junto com os outros dons miraculosos dos quais ele fala, tal como o de profecia e o dom de lnguas. Todos estes foram dons extraordinrios outorgados por um perodo para a introduo do cristianismo no mundo, e quando este seu propsito fosse alcanado, eles deveriam todos cessar e desaparecer. Mas o amor era para nunca cessar. Assim, o apstolo claramente ensina, como a doutrina do texto: QUE AQUELE GRANDE FRUTO DO ESPRITO, NO QUAL O ESPRITO SANTO SER COMUNICADO IGREJA, NO SOMENTE POR UM PERODO, MAS ETERNAMENTE, O AMOR. Para que o significado e a verdade desta doutrina possam ser melhor entendidos, eu me referirei a elas nas quatro seguintes proposies: primeiro, o Esprito de Cristo eternamente dado sua igreja e povo, para influenciar e habitar neles; segundo, h outros frutos do Esprito alm do divino amor, pelos quais o Esprito de Deus comunicado sua igreja; terceiro, estes outros 6. frutos so apenas para uma poca, e ou j cessaram, ou, em algum tempo, cessaro; quarto, o amor, o divino amor, aquele grande e incessante fruto do Esprito, por meio do qual se manifestar sua eterna influncia e habitao nos santos ou na sua igreja. I. O Esprito de Cristo eternamente dado sua igreja e povo, para influenciar e habitar neles. O Esprito Santo a grande aquisio, ou o dom adquirido, de Cristo. A principal e o total de todas as coisas boas nesta vida e na por vir, que foram adquiridos para a igreja, o Esprito Santo. E como Ele a grande aquisio, do mesmo modo Ele a grande promessa, ou a grande coisa prometida por Deus e Cristo igreja; como disse o apstolo Pedro no dia de Pentecostes: "A este Jesus... Exaltado, pois, destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Esprito Santo, derramou isto que vedes e ouvis" (Atos 2.32,33). Esta grande aquisio e promessa de Cristo para ser dado sua igreja para sempre. Ele prometeu que sua igreja continuar, e declarou expressamente que as portas do inferno no prevalecero contra ela. E para que ela possa ser preservada, Ele tem dado seu Santo Esprito a cada verdadeiro membro dela, e prometido a permanncia daquele Esprito nela para sempre. Sua prpria linguagem : "e eu rogarei ao Pai, e ele vos dar outro consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. O Esprito da verdade, que o mundo no pode receber, porque no no v, nem o conhece; vs o conheceis, porque ele habita convosco e estar em vs" (Joo 14.16,17). O homem, no seu primeiro estado no den, tinha o Esprito Santo, porm, ele O perdeu por sua desobedincia. 7. Todavia, um meio tem sido providenciado, pelo qual Ele pode ser restitudo, e agora dado uma segunda vez, para nunca mais apartar-se dos santos. O Esprito dado deste modo ao seu prprio povo com o propsito de tornar-se verdadeiramente deles. Ele, com certeza, foi dado aos nossos primeiros pais no estado de inocncia deles, e habitou com eles, mas no no mesmo sentido em que dado aos, e habita nos, crentes em Cristo. Eles no tinham nenhum direito prprio ou ttulo seguro de posse do Esprito, e Ele no lhes foi dado uma vez para sempre, como para os crentes em Cristo, pois se tivesse sido, eles nunca O teriam perdido. Todavia, o Esprito de Cristo no somente comunicado queles que so convertidos; Ele lhes transferido por meio de uma aliana segura, para que torne-se deles prprios. Cristo torna-se deles, e, portanto, sua plenitude deles sua aquisio, promessa, e possesso segura. Mas, II. H outros frutos do Esprito alm daquele que sumariamente consiste em amor, o divino amor, pelos quais o Esprito de Deus comunicado sua igreja. Por exemplo, 1. O Esprito de Deus foi transmitido sua igreja em dons extraordinrios, tais como o dom de milagres, o dom de inspirao, etc. O Esprito de Deus parece ter sido comunicado igreja em tais dons, anteriormente aos profetas no tempo do Velho Testamento, e aos apstolos, aos evangelistas, aos profetas, aos primeiros ministros do evangelho em geral, e tambm s multides de crentes comuns, no tempo do Novo Testamento. A eles foram 8. dados tais dons como o de profecia, o dom de lnguas, e o dom chamado de o dom do conhecimento, e outros mencionados no contexto e no captulo anterior. E alm destes, 2 . H os dons comuns e ordinrios do Esprito de Deus. Estes, em todas as pocas, tm sido mais ou menos outorgados aos muitos homens naturais e inconvertidos, em comum convico de pecado, em comum iluminao, e comuns afeies religiosas, que, ainda que eles no tenham nada em si da natureza do divino amor, ou da graa verdadeira e salvadora, so tambm frutos do Esprito, no sentido que so o efeito das influncias dEle no corao dos homens. E quanto f e esperana, se nada h nelas do divino amor, no pode haver mais do Esprito de Deus nelas do que o que comum ao homem natural irregenerado. Isto est claramente inferido pelo apstolo, quando ele diz neste captulo: "Ainda que eu tenha tamanha f ao ponto de transportar montes, se no tiver amor, nada serei". Toda f e esperana salvadora tem o amor em si como ingrediente, e como sua essncia; e se este ingrediente for tirado, nada h que deixado seno o corpo sem o esprito. E isto no nada salvfico; mas, quando muito, apenas um fruto comum do Esprito. Mas, III. Todos estes outros frutos do Esprito so apenas para uma poca, e , ou j cessaram, ou, em algum tempo, cessaro. Quanto aos dons miraculosos de profecia e de lnguas, etc, eles so apenas de uso temporrio, e no podem ser continuados no cu. Eles foram dados unicamente como meios extraordinrios de graa que Deus 9. outrora agradou-se em conceder sua igreja no mundo. Porm, quando os santos que outrora gozaram do uso destes meios foram para o cu, tais meios de graa cessaram, pois eles no mais eram necessrios. No h ocasio para quaisquer meios de graa no cu, quer ordinrios, tais como os comuns e estabelecidos meios da casa de Deus, quer extraordinrios, tais como os dons de lnguas, de conhecimento e de profecia. Ele afirma que no h lugar para quaisquer destes meios de graa serem continuados no cu, porque l o fim de todos os meios de graa completamente obtido na perfeita santificao e felicidade do povo de Deus. O apstolo falando no captulo 4 de Efsios, dos vrios meios de graa, diz que eles so dados para "o aperfeioamento dos santos, para o desempenho do seu servio, para a edificao do corpo de Cristo, at que todos cheguemos unidade da f e do pleno conhecimento do Filho de Deus, perfeita varonilidade''. Porm, quando isto tiver acontecido, e os santos estiverem aperfeioados, e j chegado medida da estatura da plenitude de Cristo, ento no haver posterior ocasio para quaisquer destes meios, quer ordinrios, quer extraordinrios. Neste sentido isto muitssimo semelhante aos frutos da lavoura, que necessitam de cultivo, chuva e luz solar, at que esto maduros e so colhidos, e ento no necessitam mais destas coisas. E como estes dons miraculosos do Esprito foram apenas temporrios com relao quelas pessoas em particular, que os gozaram, assim eles so apenas para uma poca com relao igreja de Deus considerada como um corpo coletivo. Estes dons no so frutos do Esprito, que foram dados para serem continuados na igreja durante 10. todas as pocas. Eles foram continuados ou pelo menos concedidos de vez em quando, ainda que no sem algumas considerveis interrupes, desde o comeo do mundo at que o cnon das Escrituras fosse completado. Eles foram outorgados igreja antes do comeo do cnon sagrado, isto , antes que o livro de J e os cinco livros de Moiss fossem escritos. Naquele tempo as pessoas tinham a palavra de Deus de outra maneira, a saber, por revelao imediata de vez em quando dada eminentes pessoas, que foram como que pais na igreja de Deus, e esta revelao foi transmitida deles para outros por tradio oral. Era uma coisa muito comum naquele tempo, o Esprito de Deus comunicar a si mesmo em sonhos e vises, como aparece em vrias passagens no livro de J. Eles tiveram extraordinrios dons do Esprito antes do dilvio. Deus revelou a si mesmo de uma maneira imediata e miraculosa a Ado e Eva, e da mesma forma a Abel, e a Enoque, que, como somos informados (Judas 14), tinha o dom de profecia. E do mesmo modo No teve revelaes imediatas que lhe foram feitas, e da parte de Deus avisou o mundo antigo; e Cristo, pelo Esprito de Deus falando atravs dEle, foi e pregou aos espritos agora em priso, que em algum tempo foram desobedientes, quando ento a longanimidade de Deus esperava enquanto a arca estava sendo preparada (1 Pedro 3.19,20). E da mesma forma Abrao, Isaque e Jac foram favorecidos com revelaes imediatas, e Jos tinha extraordinrios dons do Esprito, e assim tambm J e seus amigos. Desde este tempo at o tempo de Moiss, parece ter havido uma interrupo dos dons extraordinrios do Esprito; e do tempo de Moiss at o tempo de Malaquias eles foram continuados numa 11. sucesso de profetas, ainda que com algumas interrupes. Depois deste, parece ter havido uma longa interrupo de uns quatrocentos anos, at a aurora do dia do evangelho, quando o Esprito comeou novamente a ser dado em seus dons extraordinrios, como para Ana, Simeo, Zacarias, Isabel, Maria, Jos e Joo Batista. Estas comunicaes do Esprito de Deus foram dadas para preparar o caminho para Aquele que tinha o Esprito sem medida, o grande profeta de Deus, por meio de quem o Esprito comunicado a todos os outros profetas. E nos dias da sua carne, os seus discpulos tiveram uma medida dos dons miraculosos do Esprito, sendo assim capacitados a ensinar e operar milagres. Mas depois da ressurreio e asceno, houve a mais completa e notvel efuso do Esprito em seus dons miraculosos que jamais aconteceu, comeando com o dia de Pentecostes, depois que Cristo ressuscitara e ascendera ao cu. E como conseqncia disto, no somente aqui e ali uma pessoa extraordinria era dotada com estes dons extraordinrios, mas eles eram comuns na igreja, e assim continuaram durante a existncia dos apstolos, ou at morte do ltimo deles, at mesmo do apstolo Joo, que aconteceu cerca de 100 anos depois do nascimento de Cristo; de modo que os primeiros cem anos da era crist, ou o primeiro sculo, foi a era dos milagres. Todavia, logo depois daquilo, tendo sido completado o cnon das Escrituras quando o apstolo Joo escreveu o livro de Apocalipse, pouco antes da sua morte, estes dons miraculosos no mais foram continuados na igreja. Pois agora havia sido completada uma firme revelao escrita da mente e da vontade de Deus, na qual Deus tinha 12. plenamente gravado uma permanente e suficiente regra para sua igreja em todas as pocas. E sendo desfeita a nao e igreja judia, e sendo estabelecida a igreja crist e a ltima dispensao da igreja de Deus, os dons miraculosos do Esprito no eram mais necessrios, e, portanto, cessaram, pois, ainda que haviam continuado na igreja por tantas pocas, eles cessaram. Deus os fez cessar porque no havia ocasio posterior para eles. E assim foram cumpridas as palavras do texto: "havendo profecias, desaparecero; havendo lnguas, cessaro; havendo cincia, passar". E agora parece haver um trmino para todos os frutos do Esprito tais como estes, e ns no temos razo para esper-los mais. E q...</p>

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