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2. O DOM MAIOR Extrado do original em ingls: Charity and Its Fruits Copyright (Typesetting) Editora Fiel 1992 Primeira edio em ingls 1852 Primeira edio em portugus 1992 Todos os direitos reservados. proibida a reproduo deste livro, no todo ou em parte, sem a permisso escrita dos Editores.Editora Fiel da Misso Evanglica Literria Caixa Postal 81 12201-970 So Jos dos Campos, SP 3. O ESPRITO SANTO A SER COMUNICADO PARA SEMPRE AOS SANTOS, NA GRAA DO AMOR, O DIVINO AMOR. "O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecero; havendo lnguas, cessaro; havendo cincia, passar. " (1 Corntios 13.8) Em todo o contexto, a inteno do apstolo mostrar a superioridade do amor sobre todas as outras graas do Esprito. E neste captulo ele demonstra a excelncia do amor por meio de trs argumentos: primeiro, mostrando que ele o dom mais essencial, e que todos os outros nada so sem ele: segundo, mostrando que dele procedem todas as boas disposies e atos; terceiro, mostrando que ele o mais durvel de todos os dons, e permanecer quando a igreja de Deus estiver em seu mais perfeito estado, e quando os outros dons do Esprito tiverem desaparecido. No texto pode ser observado duas coisas: Primeiro, que uma caracterstica do amor, pela qual sua excelncia demonstrada, , que ele incessante e eterno "o amor jamais acaba". Isto naturalmente segue as ltimas palavras do verso anterior, "[o amor] tudo suporta". Ali o apstolo declara a durabilidade do amor, como aparece na sua resistncia ao choque de toda a oposio feita contra ele no mundo. O apstolo vai mais adiante e declara que o amor no somente dura at o fim do "tempo", mas tambm por toda a eternidade "o amor jamais acaba". Quando todas as coisas temporais tiverem 4. cessado, ele ainda permanecer, e permanecer para sempre. Ns podemos observar tambm no texto, Segundo, que aqui o amor distinguido de todos os outros dons do Esprito, tal como o de profecia, o dom de lnguas, e o dom do conhecimento (cincia), etc. "Mas, havendo profecias, desaparecero; havendo lnguas, cessaro; havendo cincia, passar"; mas "o amor jamais acaba". O conhecimento aqui mencionado no quer dizer o conhecimento divino e espiritual em geral; pois certamente haver tal conhecimento futuramente no cu, assim como agora na terra, e mais amplamente do que h na terra, como o apstolo claramente declara nos versos seguintes. O conhecimento que os cristos tm de Deus, de Cristo, e das coisas espirituais, e, de fato todo o seu "conhecimento", como aquela palavra comumente entendida, no desaparecer, mas ser gloriosamente aumentado e aperfeioado no cu, que um mundo de luz assim como de amor. Mas o conhecimento acerca do qual o apstolo diz que cessar, significa um particular dom miraculoso que havia na igreja de Deus naqueles dias. Pois o apstolo, como temos visto, aqui est comparando o amor com os miraculosos dons do Esprito aqueles dons extraordinrios que eram comuns naqueles dias, um dos quais era o dom de profecia, e outro o dom de lnguas, ou o poder de falar em idiomas que nunca tinham sido aprendidos. Ambos os dons so mencionados no texto; e o apstolo diz que eles cessaro e desaparecero. E um outro dom era o do conhecimento, ou a "palavra" do conhecimento, como chamado no verso oito do captulo anterior, onde mencionado para mostrar que era algo 5. diferente, no s daquele conhecimento especulativo obtido pela razo e pelo estudo, mas tambm daquele conhecimento divino ou espiritual que vem da influncia salvadora do Esprito Santo na alma. Era um dom particular do Esprito com o qual algumas pessoas foram dotadas, pelo qual foram capacitadas por inspirao imediata a entender mistrios, ou as misteriosas profecias e tipos das Escrituras, e do qual o apstolo fala no verso dois deste captulo, dizendo: "Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conhea todos os mistrios e toda a cincia". este dom miraculoso que o apstolo diz que desaparecer, junto com os outros dons miraculosos dos quais ele fala, tal como o de profecia e o dom de lnguas. Todos estes foram dons extraordinrios outorgados por um perodo para a introduo do cristianismo no mundo, e quando este seu propsito fosse alcanado, eles deveriam todos cessar e desaparecer. Mas o amor era para nunca cessar. Assim, o apstolo claramente ensina, como a doutrina do texto: QUE AQUELE GRANDE FRUTO DO ESPRITO, NO QUAL O ESPRITO SANTO SER COMUNICADO IGREJA, NO SOMENTE POR UM PERODO, MAS ETERNAMENTE, O AMOR. Para que o significado e a verdade desta doutrina possam ser melhor entendidos, eu me referirei a elas nas quatro seguintes proposies: primeiro, o Esprito de Cristo eternamente dado sua igreja e povo, para influenciar e habitar neles; segundo, h outros frutos do Esprito alm do divino amor, pelos quais o Esprito de Deus comunicado sua igreja; terceiro, estes outros 6. frutos so apenas para uma poca, e ou j cessaram, ou, em algum tempo, cessaro; quarto, o amor, o divino amor, aquele grande e incessante fruto do Esprito, por meio do qual se manifestar sua eterna influncia e habitao nos santos ou na sua igreja. I. O Esprito de Cristo eternamente dado sua igreja e povo, para influenciar e habitar neles. O Esprito Santo a grande aquisio, ou o dom adquirido, de Cristo. A principal e o total de todas as coisas boas nesta vida e na por vir, que foram adquiridos para a igreja, o Esprito Santo. E como Ele a grande aquisio, do mesmo modo Ele a grande promessa, ou a grande coisa prometida por Deus e Cristo igreja; como disse o apstolo Pedro no dia de Pentecostes: "A este Jesus... Exaltado, pois, destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Esprito Santo, derramou isto que vedes e ouvis" (Atos 2.32,33). Esta grande aquisio e promessa de Cristo para ser dado sua igreja para sempre. Ele prometeu que sua igreja continuar, e declarou expressamente que as portas do inferno no prevalecero contra ela. E para que ela possa ser preservada, Ele tem dado seu Santo Esprito a cada verdadeiro membro dela, e prometido a permanncia daquele Esprito nela para sempre. Sua prpria linguagem : "e eu rogarei ao Pai, e ele vos dar outro consolador, a fim de que esteja para sempre convosco. O Esprito da verdade, que o mundo no pode receber, porque no no v, nem o conhece; vs o conheceis, porque ele habita convosco e estar em vs" (Joo 14.16,17). O homem, no seu primeiro estado no den, tinha o Esprito Santo, porm, ele O perdeu por sua desobedincia. 7. Todavia, um meio tem sido providenciado, pelo qual Ele pode ser restitudo, e agora dado uma segunda vez, para nunca mais apartar-se dos santos. O Esprito dado deste modo ao seu prprio povo com o propsito de tornar-se verdadeiramente deles. Ele, com certeza, foi dado aos nossos primeiros pais no estado de inocncia deles, e habitou com eles, mas no no mesmo sentido em que dado aos, e habita nos, crentes em Cristo. Eles no tinham nenhum direito prprio ou ttulo seguro de posse do Esprito, e Ele no lhes foi dado uma vez para sempre, como para os crentes em Cristo, pois se tivesse sido, eles nunca O teriam perdido. Todavia, o Esprito de Cristo no somente comunicado queles que so convertidos; Ele lhes transferido por meio de uma aliana segura, para que torne-se deles prprios. Cristo torna-se deles, e, portanto, sua plenitude deles sua aquisio, promessa, e possesso segura. Mas, II. H outros frutos do Esprito alm daquele que sumariamente consiste em amor, o divino amor, pelos quais o Esprito de Deus comunicado sua igreja. Por exemplo, 1. O Esprito de Deus foi transmitido sua igreja em dons extraordinrios, tais como o dom de milagres, o dom de inspirao, etc. O Esprito de Deus parece ter sido comunicado igreja em tais dons, anteriormente aos profetas no tempo do Velho Testamento, e aos apstolos, aos evangelistas, aos profetas, aos primeiros ministros do evangelho em geral, e tambm s multides de crentes comuns, no tempo do Novo Testamento. A eles foram 8. dados tais dons como o de profecia, o dom de lnguas, e o dom chamado de o dom do conhecimento, e outros mencionados no contexto e no captulo anterior. E alm destes, 2 . H os dons comuns e ordinrios do Esprito de Deus. Estes, em todas as pocas, tm sido mais ou menos outorgados aos muitos homens naturais e inconvertidos, em comum convico de pecado, em comum iluminao, e comuns afeies religiosas, que, ainda que eles no tenham nada em si da natureza do divino amor, ou da graa verdadeira e salvadora, so tambm frutos do Esprito, no sentido que so o efeito das influncias dEle no corao dos homens. E quanto f e esperana, se nada h nelas do divino amor, no pode haver mais do Esprito de Deus nelas do que o que comum ao homem natural irregenerado. Isto est claramente inferido pelo apstolo, quando ele diz neste captulo: "Ainda que eu tenha tamanha f ao ponto de transportar montes, se no tiver amor, nada serei". Toda f e esperana salvadora tem o amor em si como ingrediente, e como sua essncia; e se este ingrediente for tirado, nada h que deixado seno o corpo sem o esprito. E isto no nada salvfico; mas, quando muito, apenas um fruto comum do Esprito. Mas, III. Todos estes outros frutos do Esprito so apenas para uma poca, e , ou j cessaram, ou, em algum tempo, cessaro. Quanto aos dons miraculosos de profecia e de lnguas, etc, eles so apenas de uso temporrio, e no podem ser continuados no cu. Eles foram dados unicamente como meios extraordinrios de graa que Deus 9. outrora agradou-se em conceder sua igreja no mundo. Porm, quando os santos que outrora gozaram do uso destes meios foram para o cu, tais meios de graa cessaram, pois eles no mais eram necessrios. No h ocasio para quaisquer meios de graa no cu, quer ordinrios, tais como os comuns e estabelecidos meios da casa de Deus, quer extraordinrios, tais como os dons de lnguas, de conhecimento e de profecia. Ele afirma que no h lugar para quaisquer destes meios de graa serem continuados no cu, porque l o fim de todos os meios de graa completamente obti