24052011133125 ADE Pampulha e PROPAM

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LEI N 9.037, DE 14 DE JANEIRO DE 2005 Institui o plano de ao - Programa de Recuperao e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha PROPAM - em Belo Horizonte, e regulamenta as ADEs da Bacia da Pampulha, da Pampulha e Trevo, em conformidade com as Leis n 7.165/96 e 7.166/96. O Povo do Municpio de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: TTULO I DO PROGRAMA DE RECUPERAO E DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL DA BACIA DA PAMPULHA - PROPAM - EM BELO HORIZONTE CAPTULO I DOS OBJETIVOS Art. 1 - O Programa de Recuperao e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha PROPAM - tem como objetivos: I - proceder recuperao e ao desenvolvimento ambiental da Bacia da Pampulha por meio de: a) desenvolvimento de aes relativas melhoria do saneamento ambiental; b) garantia da qualidade das guas conforme legislao especfica; c) recuperao da represa da Pampulha, das ilhas, das enseadas e revitalizao da orla; d) melhoria das condies virias; e) educao ambiental da populao, de modo a propiciar a mudana de comportamento em relao proteo e preservao dos recursos naturais; f) gesto ambiental conjunta com o Municpio de Contagem, por meio da Associao Civil Comunitria de Recuperao da Bacia Hidrogrfica da Pampulha/Consrcio de Recuperao da Bacia da Pampulha, autorizado pela Lei n 7.932, de 30 de dezembro de 1999; II - promover o desenvolvimento urbano e econmico da Bacia da Pampulha por meio de: a) requalificao urbana das reas integrantes da Bacia, de modo a propiciar a realizao de potenciais econmicos, ampliar a oferta e as condies de apropriao de espaos pblicos e acentuar a atratividade da Pampulha como espao de lazer, cultura e turismo de mbito metropolitano; b) definio de parmetros de ocupao e uso do solo adequados recuperao ambiental e ao desenvolvimento urbano e econmico da referida Bacia. CAPTULO II DAS AES Art. 2 - O Programa de Recuperao e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha PROPAM - abrange as seguintes aes relativas ao saneamento ambiental: I - a definio de vilas e de conjuntos prioritrios para urbanizao, conforme o Anexo I; II - o controle dos focos erosivos e do aporte de sedimentos para os cursos d'gua; III - a remoo e o reassentamento das famlias residentes em reas de risco geolgico, sujeitas inundao ou destinadas implantao de sistema virio estrutural; IV - a ampliao da rede de drenagem em toda a Bacia; V - a ampliao da coleta de esgotos sanitrios, por meio de redes coletoras convencionais e da adoo de tecnologias alternativas em toda a Bacia, de forma a eliminar os lanamentos clandestinos nas redes de drenagem e nos cursos d'gua; VI - a implantao prioritria dos interceptores de esgotos nos fundos de vale e na margem esquerda da Lagoa da Pampulha, conforme Anexo II; VII - a implantao da coleta de lixo em reas ainda no atendidas e a ampliao deste servio em reas onde o atendimento ainda insuficiente; VIII - o controle dos bota-foras clandestinos; IX - a garantia da infra-estrutura necessria para a coleta seletiva e para a reciclagem dos resduos slidos, por meio da implantao de galpes de recebimento e triagem de resduos, de contenedores seletivos e de equipamentos de transporte; X - a intensificao do controle e da recuperao ambiental da Central de Tratamento de Resduos Slidos da BR-040; XI - a implantao de estao de reciclagem de entulho, objetivando a minimizao do seu lanamento em reas pblicas, de forma clandestina, bem como sua reutilizao comercial;

XII - o desenvolvimento de aes de combate e controle de vetores, visando a eliminar, a diminuir ou a prevenir os riscos e os agravos sade; XIII - o tratamento dos fundos de vale constantes do Anexo III, de forma a favorecer a adoo de alternativas que assegurem mnima interveno no meio ambiente natural; XIV - a priorizao da urbanizao dos logradouros pblicos constantes do Anexo III, includa a pavimentao no asfltica ou assemelhada, extenso de rede de drenagem, expanso da rede coletora de esgotos e da coleta de resduos slidos. Art. 3 - O PROPAM abrange as seguintes aes relativas recuperao da represa: I - o desassoreamento da represa por meio de dragagem dos sedimentos, visando recuperao do espelho d'gua, a manuteno da capacidade de amortecimento nos picos de cheias e a proteo contra enchentes nas reas situadas jusante da barragem; II - a recuperao ambiental das ilhas e da enseada do Zoolgico, por meio de implantao de parques ecolgicos para a proteo e para o desenvolvimento da flora e da fauna locais; III - a revitalizao da orla da represa por meio da recuperao de reas verdes, da preservao do patrimnio histrico-arquitetnico, da requalificao do espao pblico e da redefinio do uso do solo, para reforar o turismo e o lazer na regio; IV - a melhoria da qualidade das guas da represa e dos cursos d'gua afluentes, por meio de medidas adequadas em relao aos lanamentos de efluentes lqidos, disposio de resduos slidos e ao combate s eroses, viabilizando as atividades de pesca e de recreao de contato primrio. Art. 4 - Entre as aes do PROPAM, incluem-se as seguintes, relativas gesto e ao planejamento urbano e ambiental: I - a mobilizao e a educao ambiental por meio de oficinas, palestras, circuitos de percepo ambiental, implantao de centros de educao ambiental na Fundao Zoobotnica e nas secretarias municipais da coordenao de gesto regional Noroeste e Pampulha e de um centro de vivncia agroecolgica; II - a implantao de comisses locais de meio-ambiente para a divulgao e para a promoo de iniciativas de proteo dos recursos hdricos, da fauna e da flora, cuja composio e atribuies sero definidas em conjunto com o Executivo e as associaes comunitrias; III - o monitoramento e o controle da qualidade ambiental quanto qualidade dos recursos hdricos, fauna, flora, aos focos de eroso e aos sedimentos provenientes destes, e quanto s condies de ocupao e uso do solo; IV - o monitoramento pluviomtrico e fluviomtrico dos cursos d'gua da bacia; V - o controle de vetores, de forma integrada com os rgos relacionados ao saneamento; VI - a maximizao do potencial turstico e de lazer representado pela represa e seu entorno, por meio da ampliao das possibilidades de localizao de atividades econmicas; VII - a preservao ambiental da Bacia e a proteo do patrimnio cultural e da paisagem no entorno da represa, por meio da reviso dos parmetros de ocupao e de uso do solo, em especial, nas reas de Diretrizes Especiais - ADEs - da Bacia da Pampulha, da Pampulha e Trevo; VIII - a compatibilizao da atividade turstica com a preservao do patrimnio cultural e paisagstico e a permanncia do assentamento residencial nas proximidades da represa. Art. 4-A - O Executivo priorizar a implementao do Programa de Recuperao da Bacia da Pampulha, com vistas sua consolidao dever ser implementado em carter prioritrio, para que esteja consolidado at o ano de 2014, especialmente no que diz respeito finalizao das obras fsicas previstas.Art. 4-A acrescentado pela Lei n 9.959, de 20/7/2010 (Art. 104)

TTULO II DA REGULAMENTAO DAS REAS DE DIRETRIZES ESPECIAIS - ADES - DA BACIA DA PAMPULHA, DA PAMPULHA E TREVO CAPTULO I DAS DISPOSIES PRELIMINARES Art. 5 - As ADEs da Bacia da Pampulha, da Pampulha e Trevo visam a assegurar condies de recuperao e de preservao ambiental da represa da Pampulha, proteo e valorizao do patrimnio arquitetnico, cultural e paisagstico e fomento ao potencial turstico da rea. Pargrafo nico - A delimitao das ADEs determinada pela Lei n 7.166, de 27 de agosto de 1996 Lei de Parcelamento, Ocupao e Uso do Solo - LPOUS.

Art. 6 - Os parmetros urbansticos para as ADEs da Bacia da Pampulha, da Pampulha e Trevo so aqueles definidos pela LPOUS que no contrariem o disposto nesta Lei. Pargrafo nico - Os parmetros urbansticos estabelecidos nesta Lei sobrepem-se aos do zoneamento definido pela LPOUS e sobre eles preponderam. Art. 7 - A taxa mnima de permeabilidade de 30% (trinta por cento), salvo na Zona de Preservao Ambiental - ZPAM - e na Zona de Proteo - ZP-1 -, contidas na LPOUS e nas reas de Proteo Mxima - Grau 1 - e reas de Proteo Moderada - Grau 2 -, definidas no art. 10 desta Lei. 1 - vedada a substituio, mesmo que parcial, da rea permevel obrigatria, por caixa de captao e de drenagem. 2 - A rea permevel obrigatria ser localizada, preferencialmente, em reas de vegetao significativa j existentes no terreno. Art. 8 - Ficam vedados os nveis de edificao que atinjam o lenol fretico, exceo de fundao e de reservatrio. Pargrafo nico - A edificao que implique desaterro, corte e/ou ocupao abaixo do nvel do terreno natural ser obrigatoriamente precedida por sondagem que identifique a profundidade do lenol fretico, de modo a evitar sua exposio e conseqente contaminao. Art. 9 - (VETADO) Art. 10 - Ficam institudas as seguintes reas de Proteo Especial quanto ocupao e ao uso do solo, conforme delimitao contida no Anexo IV: I - reas de Controle Especial de Uso do Solo, em funo da vulnerabilidade contaminao de guas subterrneas e superficiais; II - reas de Proteo Mxima - Grau 1 - para a preservao permanente de nascentes, de cursos d'gua e de cobertura vegetal; III - reas de Proteo Moderada - Grau 2 - para o controle da ocupao e do uso em reas de nascentes, de cursos d'gua e de cobertura vegetal. Art. 11 - As reas de Controle Especial de Uso do Solo esto sujeitas s seguintes condies: a) vedao de implementao de atividades capazes de gerar efluentes lquidos e de contaminar o lenol fretico e as guas superficiais, tais como: aterro sanitrio, cemitrio, cemitrio para animais e produtos qumicos, inflamveis, txicos e venenosos; b) a instalao das atividades listadas no Anexo V desta Lei sujeita-se a licenciamento pelo rgo ambiental competente e ser admitida somente mediante a adoo de medidas mitigadoras que assegurem a proteo integral das guas; Pargrafo nico - Quando j instaladas, as atividades referentes s alneas a e b ficam sujeitas a licenciamento corretivo pelo rgo municipal competente. Art. 12 - So admitidos nas reas de Proteo Mxima - Grau 1: a) a instalao somente de servios de ap