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Seminrio Nacional sobre o Tratamento de reas de Preservao Permanente em

Meio Urbano e Restries Ambientais ao Parcelamento do Solo4 a 7 de setembro de 2007

RESUMOS EXPANDIDOS E PROGRAMA

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|Ficha tcnica:|Capa: Fernando Mendes de CastroProgramao visual do Seminrio: Luciana FerraraOrganizao da publicao: Laura Machado de Mello Bueno e Maria Lucia Reffinetti Martins.

|Dados de catalogao da publicao:|

Se52 Seminrio Nacional Sobre o Tratamento de reas de Preservao Permanente em Meio Urbano e Restries Ambientais ao Parcelamento do Solo (2007 : So Paulo)

Resumos expandidos e programa do seminrio nacional sobre o tratamento de reas de preservao permanente em meio urbano e restries ambientais ao parcelamento do solo So Paulo : FAUUSP, 2007. 342 p.

1.Meio ambiente urbano (Preservao) (Brasil) 2. Gesto ambiental (Aspectos urbansticos (Brasil) 3. Uso do Solo (Aspectos ambientais) 4. Legislao urbana (Brasil) I.Ttulo

CDD 333.72

Servio de Biblioteca e Informao da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP

|Instituies Promotoras:| Associao Nacional de Ps-Graduao e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional - ANPUR, Associao Nacionalde rgos Municipais de Meio Ambiente - ANAMMA, Programa de Ps-Graduao em Arquitetura e Urbanismo FAUUSP ,Programa de Ps-Graduaoem Urbanismo da PUC Campinas, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ - IPPUR/UFRJ, Programa de Ps-Graduao emGeografia da UFMG, Programa de Ps-Graduao em Arquitetura e Urbanismo da UFRN.

|Comisso Organizadora:| Maria Lucia Refinetti Martins (FAUUSP), Laura Machado de Mello Bueno (PUC-Campinas), Ana Fernandes / Edna Castro(ANPUR), Sebastio Ney Vaz (ANAMMA).

|Comisso Cientfica:| Adauto Cardoso - IPPUR/UFRJ, Alina Gonalves Santiago - UFSC, Ana Cludia Duarte Cardoso UFPA, Cludio de Mauro -UNESP Rio Claro, Dulce Bentes - UFRN, Heloisa Soares de Moura Costa - IGC/UFMG, Laura Machado de Mello Bueno - PUC-Campinas, Lus RenatoBezerra Pequeno - UFC, Luiz Antonio Nigro Falcoski - PPGEU-UFSCar, Maria Amlia D. F. DAzevedo Leite - PUC Campinas, Jorge Hajime Oseki FAUUSP, Maria Lucia Refinetti Martins - FAUUSP, Ricardo de Souza Moretti - UFABC, Sandra Momm Schult - FURB SC, Sandra Soares de Mello - FAU/UNB, Sueli Correa de Faria - UCB, Vera Tngari - ProArq/FAUUFRJ.

|Comisso Executiva:| Maria Amlia D. F. DAzevedo Leite e Joo Lus Minniceli (PUC Campinas), Luciana Nicolau Ferrara, Renata Paula Lucas,Fernando Mendes de Castro e Mariana Augusto dos Santos (LABHAB - FAUUSP) Luiz Antonio Nigro Falcoski (PPGEU-UFSCar / ANAMMA), FranciscoComaru e Ricardo de Souza Moretti (UFABC Visitas tcnicas).

|Apoio Cultural:|Portal VITRUVIUS, Editora PINI.

|Apoio operacional:|Setor de Eventos da FAUUSP, Fundao para a Pesquisa Ambiental - FUPAM, Sistema Gestor de Encontros e CongressosCientficos - SISGEENCO, WR So Paulo Feiras e Congressos.

|Apoio:|Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior - CAPES, Fundao de Amparo Pesquisa do Estado de So Paulo; Ministriodo Meio Ambiente; Ministrio das Cidades; Servio Municipal de Saneamento Ambiental de Santo Andr Semasa.

|Patrocnio:|Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de SP - CDHU, SPontes Construtora Ltda.

SUMRIO

Tema do seminrio | pgina 1

Programao geral | pgina 5

Programao diria dos grupos de trabalho:

Dia 04/08 | pgina 7

Dia 05/08 | pgina 12

Dia 06/08 | pgina 16

Resumos expandidos (por ordem alfabtica dos ttulos):

GT1 - Apresentao Oral | pgina 23

GT1 - Apresentao Pster | pgina 123

GT2 - Apresentao Oral | pgina 140

GT2 - Apresentao Pster | pgina 189

GT3 - Apresentao Oral | pgina 206

GT3 - Apresentao Pster | pgina 309

setembro 2007

1APPURBANA2007

O TEMA DO SEMINRIO APPURBANA 2007

O Cdigo Florestal, Lei Federal n.4.771 de 1965, estabelece padro deproteo s florestas e ao meio ambiente de um modo geral, incluindoaspectos como proteo de nascentes e corpos dgua e reasparticularmente frgeis como mangues e restingas, designadas entocomo reas de Proteo Permanente - APPs. Em 1986 a Lei Federaln.7511 ampliou a faixa de proteo ao longo dos cursos dgua commenos de 10 m de largura, de 5m para 30m. Em 1989 a Lei Federal n7.803 determinou a aplicao do Cdigo Florestal tambm s cidades,ao acrescentar ao art. 2, o Pargrafo nico: No caso de reas urbanas,assim entendidas as compreendidas nos permetros urbanos definidospor lei municipal, e nas regies metropolitanas e aglomeraes urbanas,em todo o territrio abrangido, observar-se- o disposto nos respectivosplanos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princpios e limitesa que se refere este artigo. A partir da M.P. 2.166/2001 a definio deAPP passou seguinte definio: rea protegida nos termos dos artigos2 e 3 dessa lei, coberta ou no por vegetao nativa, com a funoambiental de preservar os recursos hdricos, a paisagem, a estabilidadegeolgica, a biodiversidade, o fluxo gnico de fauna e flora, proteger osolo e assegurar o bem-estar das populaes humanas (artigo 1 2da Lei n.4.771/65 modificada pela M.P. 2.166/2001).

O parcelamento do solo no pas regido pela Lei Federal n 6766 de1979, que estabeleceu a exigncia de faixa non aedificandi de 15 metrosao lado dos corpos dgua, sem exigncia de rea verde.

Com isso, desde 1989, ficaram aplicveis simultaneamente duas leisfederais com disposies diversas (largura e uso do solo) sobre a mesmamatria: faixa de rea non edificandi junto aos corpos dgua. Essasituao, se tornou ainda mais conflitante aps 2001 dada a aplicaodo disposto s APPs em reas cobertas ou no por vegetao nativa o que pode significar reas j ocupadas por assentamento urbano.

Nesse longo perodo ocorreu um dos mais impressionantes processos deurbanizao no Brasil, sem que fossem implementados sistemas de infra-estrutura inclusive o saneamento - no mesmo ritmo de crescimento darea urbana. Houve intensa urbanizao baseada no nibus e no

automvel, que induziu a canalizao de crregos e a construo deavenidas de fundo de vale. Notadamente, ocorreu a transformao dascapitais em reas metropolitanas nas quais a urbanizao para habitaopopular deu-se em grande parte fora da legislao urbanstica e ocorreugrande crescimento de assentamentos irregulares- favelas, mocambos,invases, comunidades - geralmente em terras pblicas e junto a crregos.

Esse processo gerou diversos problemas socioambientais que colocamem risco a vida humana - enchentes peridicas, ilhas de calor, inversotrmica e, de maneira geral, a contaminao de toda a rede hdrica. Oscursos dgua em reas urbanas sofrem grande poluio por esgotosdomsticos, sendo que nas grandes cidades, a contaminao resultanteultrapassa em muito o permetro urbano, comprometendo reas agrcolase de interesse para a conservao da biodiversidade.

A partir dos anos 1990 a poltica habitacional de interesse social, nosdiversos nveis governamentais, passou a reconhecer os assentamentosinformais, implementar projetos de reurbanizao e promover suaregularizao fundiria. Os municpios, especialmente os maisestruturados, promoveram essas iniciativas, fortalecidos institucionalmentecom seu reconhecimento constitucional como responsveis pelo uso eocupao do solo urbano.

Essa nova diretriz de urbanizao e regularizao de interesse social foiapoiada por financiadores nacionais e internacionais, com a execuo deobras de saneamento, estabilizao geotcnica, reconstruo e reformade residncias, alm das necessrias remoes de famlias em reas derisco ou em locais de alta densidade. Houve grande desenvolvimento detecnologias das reas de engenharia civil, geotcnica, sanitria, arquiteturae urbanismo voltadas a essa problemtica especfica das nossas cidades,bem como pesquisas relacionadas avaliao dos resultados destas aes.

Em paralelo ao fortalecimento das normas ambientais, o Brasil passamais recentemente pelo fortalecimento de normas para planejamento eda gesto territorial: a Lei Lehmann, o Estatuto da Cidade - lei federal de2001, os Planos de Bacia Hidrogrfica, os Planos Diretores Municipais e,recentemente, a retomada de investimentos pblicos em saneamento ehabitao.

O Estatuto da Cidade criou e referendou novos instrumentosadministrativos e jurdicos para essa poltica. Mas aquela contradio -

2 APPURBANA2007

duas leis federais tratando de forma diversa trechos da rea urbana -no foi considerada. Assim muitas tenses entre os procedimentos dosetor habitacional e os dos setores ligados ao meio ambiente comearama surgir. H dificuldades de finalizao de processos de regularizaoquando h reas de preservao permanente dentro do permetro dosprojetos habitacionais, ou quando os rgos financiadores tratam comonovos empreendimentos as obras de urbanizao de assentamentos pr-existentes e exigem licenciamento urbanstico e ambiental.

Em 2001 a Medida Provisria n 2.166-7 (referente ao Cdigo Florestal)ao estender o carter de rea de preservao permanente quelascobertas ou no por vegetao nativa, atribuiu ao Conselho Nacionalde Meio Ambiente - CONAMA - enquadrar por resoluo obras, planos,atividades ou projetos como aceitveis excepcionalmente nessas reas,por se tratarem de casos de utilidade pblica e interesse social.

O CONAMA criou em 2002 um Grupo de Trabalho para consolidao daspropostas sobre APPs na Cmara