69087112 Fotografia Digital

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APOSTILA DE FOTOGRAFIA DIGITAL

FOTOGRAFIA DIGITAL

CURSO DE FOTOGRAFIAI SemestreNDICEA HISTRIA DA FOTOGRAFIA - Sntese A CMARA OBSCURA.........................................................................2 AS PRIMEIRAS EXPERINCIAS................................................................2 O BRASIL COMO CRIADOR ISOLADO DA FOTOGRAFIA ...................................3 A EVOLUO DA FOTOGRAFIA .............................................................3 A FOTOGRAFIA COLORIDA ..................................................................3 A CMARA FOTOGRFICA .................................................................5 CLASSIFICAO DAS CMARAS FOTOGRFICAS (quanto ao sistema de focalizao) ......................................................6 (quanto ao formato do filme) .............................................................7 COMO OPERAR A CMARA FOTOGRFICA .................................................8 O OBTURADOR (Velocidade de Obturao) ..............................................8 ABERTURA DO DIAFRAGMA .................................................................9 FOTMETRO .................................................................................10 EXPOSIO FOTOGRFICA (Velocidade de Abertura) ..................................10 GUIA PRTICO PARA EXPOSIO LUZ DO DIA .........................................11 OBJETIVAS ...................................................................................12 PROFUNDIDADE DE CAMPO.................................................................13 MATERIAL SENSVEL (O filme) .............................................................13 FLASH .........................................................................................15 CLCULO DE EXPOSIO PARA O USO DO FLASH .......................................16 COMPOSIO FOTOGRFICA ...............................................................17 PREVENO E CONSERVAO DO EQUIPAMENTO ........................................19 O SERVIO DOS LABORATRIOS COMERCIAIS ............................................19 FOTOGRAFIA DIGITAL - BREVE HISTRICO................................................20 O QUE IMAGEM DIGITAL?..................................................................20 COMO FUNCIONAM AS CMERAS DIGITAIS?................................................21 TIPOS DE CMERAS DIGITAIS................................................................22 CONCEITOS SOBRE O CCD...................................................................24 CMERAS DE MEGAPIXEL....................................................................24 FORMATOS DE ARQUIVOS....................................................................27 O QUE DPI?..................................................................................27 ARQUIVOS E MEMRIA.......................................................................27 TAMANHO DO ARQUIVO......................................................................28 CARTES DE MEMRIA.......................................................................28 ARQUIVOS E MEMRIA.......................................................................28 BIBLIOGRAFIA.................................................................................29

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FOTOGRAFIA DIGITAL

HISTRIA DA FOTOGRAFIAA CMARA OBSCURABaseados em um fenmeno fsico, explicado cientificamente por Leonardo Da Vinci no sculo XV , quando disse : A luz que incide em um objeto, projeta fielmente a imagem deste para o interior de uma cmara obscura, se houver apenas um orifcio para a entrada dos raios luminosos, Pintores e artistas, a partir de ento, simplificaram o trabalho de desenhar objetos e cenas, construram caixas chamadas de Cmara Obscura nos mais diversos formatos e tamanhos . Ficando dentro dessas caixas eles gravavam a imagem que era refletida em uma tela colocada na parede oposta ao orifcio, usando pincel ou lpis. O processo evoluiu a partir do momento em que se descobriu um substituto para a tela, ou seja, um material sensvel a luz fazendo com que o artista no mais interviesse manualmente na gravao da imagem.

AS PRIMEIRAS EXPERINCIAS DE SENSIBILIZAO No incio do sculo XVIII, um professor de anatomia, o alemo Johann Heinrich Schulze, realizou experincias com nitrato de clcio e afirmou, em 1727, que os sais se escureciam sob ao da luz e do calor.Ampliando as experincias de Schulze o qumico suco Carl Wilhem Scheele demonstrou, efetivamente em 1777, que era somente a luz que escurecia os nitratos. Mais tarde, 1793, baseado nas informaes de Scheele, um desenhista de cermica inglesa, Thomas Wedgwood, trabalhando sob a orientao do qumico ingls Sir. Humphry Davy, conseguiu as primeiras imagens feitas sob couro ou papel sob a ao da luz. O couro, ou papel, era banhado em uma soluo de nitrato de prata que, aps o banho recebia em cima folhas de plantas ou asas de insetos e o conjunto era exposto de sol. As imagens conseguidas com esse procedimento s podiam ser vistas sob a luz de velas, luzes mais fortes escureciam-nas e as faziam desaparecer. Somente a partir das experincias desenvolvidas na Frana por Joseph Nicphore Nipce que as imagens vieram a se tornar estveis. Nipce iniciou suas pesquisas em 1813 na inteno de aperfeioar o processo da litografia (processo de impresso grfica hoje conhecido como Off-Set). Utilizando-se de uma cmara obscura dotada de uma lente especialmente desenvolvida para ela e, fazendo uso de uma placa de metal revestida com betume da judia (tipo de resina) que quando exposto uma cena endurecia nas partes que recebia luz, representando, a, as reas claras da imagem. As reas escuras eram representadas pela chapa nua onde o betume no recebeu luz e posteriormente foi retirado. Nipce conseguiu ,com esse procedimento, em 1826, o que considerada, hoje, A primeira imagem fotogrfica da Histria. Trata-se da imagem dos telhados e chamins que eram vistos da janela de seu estdio, localizado no sto de sua casa em Chalon-Sur-Sane, Frana. Este processo recebeu o nome de Hliografhie (do grego Hlio = Sol e de francs Grafhie = gravar). A partir desse sucesso Nipce associou-se em 1829, a outro francs, o pintor Louis Jacques Mand Daguerre e passou a trabalhar no aperfeioamento do processo. Em 1833 Nipce morreu. Daguerre seguiu sozinho com as pesquisas e conseguiu , em 1837 o primeiro Daguerretipo. O processo consistia em uma placa de cobre revestida com prata metlica e sensibilizada em vapores de iodo. Aps a exposio na cmara obscura era revelada com vapores de mercrio. A imagem que aparecia era fixada em um banho de cloreto de sdio (sal de cozinha) diludo em gua quente. A imagem conseguida era uma reproduo positiva da cena. O processo no permitia cpias. O Daguerretipo foi aperfeioado e vendido para o governo da Frana que divulgou para o mundo em 19 de agosto de 1839 A inveno da fotografia.

Ao mesmo tempo em que foi anunciado na Frana o Daguerretipo, o ingls William Henry Fox Talbot, anunciou na Inglaterra o processo fotogrfico que vinha desenvolvendo desde 1833 The Art of Photognic Drawing - A arte do Retrato Fotognico que mais tarde (1841) seria chamado de Caltipo ou Talbtipo. A Calotipia era um sistema negativo - positivo. Ao contrario do daguerretipo , permitia reproduo das imagens captadas.Talbot usou o mesmo procedimento de Thomas Wedgwood e outros pesquisadores. Papis eram banhados em uma soluo de nitrato de prata e expostos ao sol tendo por cima tecidos rendados, desenhos em papel semi-transparente, e asas de insetos. Durante o processo de revelao e fixao da imagem, o papel recebia um banho adicional de leo que o tornava transparente, transformando a imagem em negativa. Colocando essa imagem, negativa, em cima de outro papel sensibilizado, todo o processo anterior era repetido, produzindo, no final do procedimento, um copia da primeira imagem captada, nesse caso, positiva. Um ano aps esse resultado, Talbot passou a usar a cmara obscura para obter a primeira imagem. Conseguiu realizar, em agosto de 1835 o primeiro e verdadeiro negativo da histria da fotografia. Apesar do processo da calotipia permitir cpias, no foi muito utilizado. A imagem conseguida era opaca e o processo todo era muito lento e trabalhoso.

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O BRASIL COMO CRIADOR ISOLADO DA FOTOGRAFIAEm 1976, atravs das pesquisas do historiador brasileiro Boris Kossoy, iniciadas em 1972, o Brasil foi reconhecido oficialmente, como Criador Isolado Do Processo Fotogrfico. Boris Kossy descobriu que : O francs Antoine Hrcules Romuald Florence que chegou ao Brasil em 1824 , iniciou em 1832 na vila So Carlos ( atual Campinas) pesquisas de captao de imagens utilizando-se de vrios sais sensveis luz, principalmente o nitrato de prata. Auxiliado pelo boticrio Joaquim Corra de Mello (estudante de botnica na poca) que o instruiu sobre as propriedades qumicas dos sais de prata, Florence obteve, em 1833, imagens negativas com o uso da cmara obscura. O resultado (negativo) no o agradou muito, fazendo-o voltar ao primeiro processo que havia iniciado - sobre uma placa de vidro era feito um desenho em tinta preta - Florence o chamava de negativo, a placa era colocada sobre um papel banhado em sais de prata e o conjunto era exposto ao sol. Aps a exposio, o papel era lavado e a imagem fixada em um banho de hidrxido de amnia. O resultado final era uma imagem positiva. Baseado nesses resultados, Hrcules Florence e o boticrio Joaquim Corra, usaram em janeiro de 1833, pela primeira vez em suas anotaes, o termo Photografhie- Fotografia para designarem o processo ( a data , oficialmente, 6 anos antes de Sir. Willian Hershel anunciar na Inglaterra o mesmo termo). Florence, estando mais animado depois desse resultado, voltou a usar a cmara obscura, conseguindo bons resultados. Usou, desta vez, em suas experincias, vrios tipos de sais inclusive cloreto de ouro (segundo o Instituto Rochester de Nova Yorque, o nico caso na histria da fotografia mundial que o ouro foi usado