8.1.GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁ .1 8.1.GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA A opção brasileira,

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    8.1.GESTO FINANCEIRA E ORAMENTRIA

    A opo brasileira, quanto ao modelo de seguridade social adotado, traz como

    princpio para a assistncia social a universalidade da cobertura e do atendimento,

    reconhecendo esse campo como poltica pblica de direito do cidado e dever do Estado,

    operado por meio de um processo de gesto descentralizada e participativa, ou seja,

    partilhada com a sociedade e prxima dela.

    No processo de financiamento da poltica de assistncia social isso se efetiva

    especialmente pelo papel dos conselhos deliberativos no controle social exercido em

    relao ao oramento e ao cofinanciamento, o que deve se voltar para a implementao de

    aes planejadas nesta rea, as quais devem ser demonstradas por meio dos planos de

    assistncia social.

    O Sistema nico de Assistncia Social inaugurou uma nova lgica de financiamento

    para esta poltica pblica, pautada principalmente no reconhecimento de que as aes se

    efetivam, descentralizadamente, nos espaos locais, ou seja, nos municpios, estados e

    Distrito Federal. Assim sendo, nesses espaos que o financiamento deve se operar, com a

    coparticipao dos entes federados na efetivao das provises afetas a esta poltica.

    A Poltica Nacional de Assistncia Social de 2004 e a Norma Operacional Bsica de

    2005, assim, trouxeram tona importantes mudanas na gesto financeira desta poltica e

    reforou o fundo de assistncia social como instncia privilegiada de seu financiamento.

    Os fundos vinculados a esta rea tem como base legal, alm da Lei Orgnica da

    Assistncia Social Lei 8.742, de 07 de dezembro de 1993, a Lei 4.320, de 1964 que, ao

    tratar do oramento pblico, dispe sobre os fundos especiais. (fica esse)

    A instituio dos fundos pblicos de Assistncia Social refletem caracteriza uma

    forma de gesto transparente e racionalizadora de recursos, que contribui para o

    fortalecimento e visibilidade da assistncia social no interior da administrao, bem como

    para o controle social de toda execuo financeira.

    Com base nesses parmetros legais pode-se afirmar que o fundo de assistncia

    social se caracteriza como um fundo especial por se constituir na reunio de recursos

    (Fonseas): considera-se desnecessrio a redao que introduz o tema. Sugere-se que a redao inicie diretamente na nova lgica da gesto financeira (4 pargrafo)

    Arlete: Retirar os 03 primeiros pargrafos e dar mais objetividade ao texto; No repetir aquilo que j estiver consolidado em normativas. No precisa descer a detalhes dos princpios da gesto pblica e das intenes de financiamento no SUAS;

    Ver destaque MDS

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    financeiros para determinadas aes, ou seja, por ter vinculao a uma rea e a objetivos

    especficos.

    Os fundos dessa natureza no possuem personalidade jurdica prpria, ou seja,

    devem ser vinculados a um rgo da administrao pblica. De acordo com orientaes

    emanadas pelo Tribunal de Contas da Unio, os fundos de assistncia social devem ser

    inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurdica CNPJ, porm tal orientao tem o

    intuito de assegurar maior transparncia na identificao das contas e no de lhe atribuir

    autonomia administrativa e de gesto. Assim, na assistncia social os fundos devem estar

    vinculados ao rgo gestor desta poltica e deve o seu responsvel (o gestor da rea) ser o

    ordenador de despesas.

    Alm disso, retomando-se o j tratado na NOB SUAS 2005, oOs fundos de

    assistncia social devem se configurar como unidades oramentrias, a fim de que haja

    maior visibilidade do montante de recursos destacados alocados oramentariamente para

    o campo da assistncia social em cada esfera de governo.

    Tambm cabe destacar que, alm da questo estratgica e democrtica que o

    fortalecimento dos fundos nas trs esferas de governo, algumas outras questes so

    fundamentais no processo de gesto financeira da assistncia social. A primeira delas diz

    respeito aplicao dos princpios da administrao pblica, em especial a legalidade, a

    impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficincia. Na A operacionalizao do

    financiamento da assistncia social requer a adoo dos princpios da administrao

    pblica, em especial a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a

    eficincia. tais princpios devem estar sempre presentes, uma vez que a gesto financeira

    desta poltica tem carter pblico, submetendo-se ao regramento aplicvel a toda a

    administrao pblica.

    Somando-se aos acima mencionados, a observao dos princpios oramentrios

    tambm se configura como relevante, uma vez que como visto, os fundos devem se

    constituir unidades oramentrias. Dentre os vrios princpios que norteiam o processo de

    oramentao pblica brasileira, destacam-se, por sua sinergia com os objetivos e

    concepes inscritos nesta NOB, os relacionados: anterioridade, que determina que

    nenhum gasto ocorrer sem a prvia destinao previso oramentria, atentando para a

    Clia Melo: Enxugar o documento e citar na parte do texto que fala sobre a natureza dos fundos as instrues normativas da receita federal.

    Antonio Henriques: A Receita Federal no utiliza mais o termo fundo especial, substituir o termo por fundo pblico.

    Ver destaque

    MDS

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    necessria previso das necessidades de aplicao de recursos em determinadas reas e

    da providncia de sua devida insero no documento oramentrio (incluindo-se todas as

    despesas a serem efetuadas, seja com recursos prprios, seja com recursos transferidos

    entre as esferas de governo); exatido, que prev a adequao entre o diagnstico da

    realidade local (sob os aspectos econmico, poltico, social, entre outros) e a capacidade do

    setor pblico na arrecadao e execuo do oramento; a programao, que trata da

    formulao de objetivos e o estudo das alternativas da ao a ser desenvolvida para seu

    alcance, aludindo ao plano de ao governamental, o qual representa o efetivo

    planejamento da administrao pblica, como tcnica de interseo entre as funes de

    planejamento e de gerenciamento.

    O oramento instrumento essencial para a gesto da poltica pblica de

    assistncia social e expressa o planejamento que orienta e garante condies para o

    atendimento populao usuria desta poltica. O oramento, a partir dessa concepo de

    planejamento na administrao pblica .vVisa evitar que as aes tenham carter de

    improviso, pois traz como exigncia que se defina diretrizes, objetivos e metas, que se

    preveja a organizao das aes, que se calcule a proviso de recursos, se defina a forma

    de acompanhamento das aes, se realize a reviso crtica das propostas, dos processos e

    dos resultados.

    O oramento expressa as prioridades da gesto e, como viabilizador das condies

    objetivas para a operacionalizao das aes de assistncia social, sejam elas voltadas

    prestao direta dos servios, sejam pela criao dos meios necessrios a essa prestao

    pela via da operacionalizao de sua gesto, tem papel central no processo de

    financiamento desta poltica.

    Ressalte-se que o financiamento da assistncia social no SUAS deve,

    necessariamente, ter este sistema como referncia. Portanto, as As trs esferas de governo

    devem operar o financiamento desta rea a partir das normativas, orientaes e

    instrues inerentes ao processo de gesto instaurado em seu escopo, primando pelo

    fortalecimento da descentralizao poltico-administrativa e financeira que se caracteriza

    como sua diretriz constitucional e legal e traduzir expressar todo esse conjunto nos

    instrumentos de planejamento, dentre os quais o oramento pblico com grande

    centralidade.

    O financiamento da poltica de assistncia social assim organizado, com nfase nos

    fundos e garantia de oramento como forma planejada de viabiliz-lo, imprescinde de

    outras circunstncias e condies que devem ser tambm objeto de ateno da parte de

    todos os atores envolvidos com o processo de gesto e operacionalizao na rea. Nessa

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    direo, preciso que sejam bem definidas em cabe a cada esfera de governo definir na lei

    que cria o fundo e em seu oramento quais so as fontes de financiamento desta poltica,

    as quais devem ser inseridas na lei que cria o fundo e em seu oramento. Alm disso, de

    fundamental relevncia que haja no mbito dos municpios, estados e Distrito Federal a

    declarao dos montantes aplicados na poltica de assistncia social nos sistemas oficiais

    de informao, em especial os Sistemas SUASWEB e Sistema do Tesouro Nacional SISTN,

    no qual so devem ser mencionadas todas as receitas e despesas, de acordo com sua fonte

    e classificao. Vale salientar que todos os recursos transferidos entre esferas de governo

    devem ser aplicados enquanto no utilizados pela esfera responsvel pela sua execuo.

    Tambm importante que a forma de apresentao no oramento das aes

    planejadas seja compatvel com as funes desta poltica, com seus nveis de proteo

    social bsica e especial (e monitoramento dos benefcios eventuais como parte da PSB) e

    com as condies necessrias ao aprimoramento da gesto na rea, bem como com a

    efetivao do exerccio do controle social; que se estabeleam critrios de partilha para

    orientar a transferncia dos recursos seja entre esferas de governo entes federados, seja

    no financiamento das esferas locais em relao a suas redes de servios; que haja a

    aprovao da proposta oramentria e acompanhamento da sua execuo pelos Conselhos

    de Assistncia Social nos entes federadosas trs esferas; e que, de fato, se viabilize o

    cofinanci