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A Célula vegetal - Prof Leonardo

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A CLULA VEGETALCARACTERSTICAS DAS CLULAS VEGETAIS Prof. Me. Leonardo Fernandes Semelhanas Na estrutura molecular (membranas e de vrias organelas). Em vrios mecanismos moleculares (replicao do DNA, transcrio em RNA, sntese protica e ATPs). Diferenas Parede celular. Vacolo. Plastdeos. Fotossntese.

A parede celular

Parede celular Composio qumica: polissacardeos (celulose) matriz extracelular. Funes: 1. Proteo contra leses e infeces. 2. Sustentao. 3. Aderncia e comunicao celular. 4. Manuteno da integridade osmtica da clula.

Importncia econmica da parede celular Alimentao. Combustveis. Madeira. Papel. Fibras. Colas. Aditivos alimentares. Indstria farmacutica.

Tipos de parede celular Parede celular primria clulas jovens (1), clulas com diviso intensa, clulas maduras metablicas (fotossntese, respirao e secreo). Parede celular secundria clulas especializadas (sustentao, conduo de seiva).

Esquema da parede celular

Composio qumica Polissacardeos estruturais celulose, hemiceluloses e pectinas. Calose em particularidades (leses, tubo polnico, parede inicial). Protenas e minerais. Ligninas. Ceras, cutina e suberina.

Composio qumica Lamela mdia pectinas. Parede primria 90% polissacardeos (20 a 40% celulose, 15 a 25% hemiceluloses e 30% pectinas, 10% protenas). Parede secundria - > celulose e hemiceluloses e < de protenas e pectinas, 15 a 35% lignina.

Celulose Polissacardeo mais abundante da terra. Constituio: D-glicose (C6H12O6). Ligaes 1-4.

Propriedades da celulose Grande N de pontes de hidrognio intercadeias e intracadeias. Alta insolubilidade em gua. Resistncia a fora de trao.

Estruturas da celulose Celulose - 100 a 15.000 molculas de glicose. 30 a 70 cadeias microfibrilas (parede celular). 250 microfibrilas fibrilas. 1.500 fibrilas fibra de celulose.

Hemicelulose Outros acares alm da glicose. Polmero de pentoses. Cadeias ramificadas. Tipos: Xiloglicanos (glicose + xilose), xilanos (xilose), glicomananos (glicose + manose), poliglicanos (ligaes glicosdicas B1-4 e B1-3).

Pectinas Compostos pcticos - so polissacardeos complexos, ramificados e hidrfilos. Vrios tipos de cadeias polissacardicas cido D-galacturnico (alfa 1-4). Quanto ao PH: pectinas neutras e pectinas cidas. Preenche os espaos entre as fibrilas de celulose e controla a entrada de substncias atravs da parede primria.

Pectinas Consistncia gelatinosa usadas na fabricao de doces e gelias.

ProtenasProtenas estruturais: interagem com os polissacardeos e propiciam resistncia e organizao da parede. 1. Extensina sintetizada quando as clulas sofrem alguma leso (ferimento, infeco). 2. Expansinas aumentam a superfcie das paredes primrias (crescimento celular), pois provocam o deslizamento das molculas de polissacardeos com a quebra e formao de novas pontes de hidrognio. Enzimas catalisadoras de reaes. Protenas de reconhecimento celular receptores celulares.

Ligninas um polmero fenlico complexo e hidrofbico no polissacardico. Sua produo inicia aps a formao da lamela mdia e se estende para as paredes primrias e secundrias. Acredita-se que sua formao se deve a um mecanismo de excreo de substncias fenlicas (desintoxicao). A lignificao intensa nas paredes secundrias em clulas especializadas (xilema e floema). Funes: cimenta e ancora as fibrilas de celulose e confere resistncia a clula.

Componentes lipdicos Ceras, cutina e suberina localizam-se nas paredes externas das clulas de revestimento (clulas epidrmicas). Cutina-cera formam a cutcula (revestimento das clulas epidrmicas) de proteo contra a perda de gua. Suberina formam camadas em paredes de clulas epiteliais para proteo mecnica e contra a perda de gua.

Origem e crescimento da parede celular Se originam durante a citocinese (diviso do citoplasma). Os componentes qumicos da parede so sintetizados no complexo de golgi e liberados pelos dictiossomos. A formao comea aps a migrao dos cromossomos para os plos da clula e comea com a deposio das vesculas no plano equatorial da clula em diviso (fragmoplasto). As vesculas dispostas lateralmente se fundem e as membranas que as revestem formam as membranas das clulas filhas. O material do interior das vesculas inicia a formao das paredes celulares. A fuso das vesculas resulta em uma estrutura em forma de disco chamada placa celular (primeira manifestao da parede).

A placa celular cresce at encontrar as paredes laterais j existentes da clula me. A manuteno da comunicao citoplasmtica da origem aos plasmodesmos. Estudos mostram que os componentes no celulsicos (pectinas, hemiceluloses, glicoprotenas) so produzidos em diferentes compartimentos do complexo de golgi. A celulose e a calose so formados por enzimas da membrana plasmtica (celulose sintetase e calose sintetase). A medida que a clula cresce a parede primria se alonga e se espessa pela ao continuada dos dictiossomos. Quando as vesculas se fundem a membrana plasmtica, descarregam seu contedo por exocitose e essas substncias tornam-se parte da parede celular. A parede secundria se forma tambm pela fuso de dictiossomos que brotam do complexo de golgi principalmente com lignina. O crescimento da parede influenciado tambm pela presso de turgor (aumento dos vacolos por entrada de gua). A presso intracelular (presso de turgor) pressiona a membrana plasmtica contra a parede celular. O hormnio auxina ativado com a presso e ativa uma bomba de prtons da membrana plasmtica. Os prtons so bombeados para fora acidificando a parede celular, estimulando as expansinas que rompem as ligaes entre as cadeias de celulose e os outros compostos da parede, permitindo o alongamento desta.

A comunicao entre as clulas A comunicao feita de duas formas: 1. Sinais qumicos. 2. Canais cilndricos (plasmodesmos) que formam uma rede citoplasmtica (simplasto). Plasmodesmos se formam durante o aparecimento da parede primria. Ao microscpio eletrnico so vistos delimitados pela membrana plasmtica e atravessados por uma cisterna do retculo endoplasmtico liso chamada de desmotbulo. Dificulta o trnsito de molculas de alto peso molecular, porm a abertura do canal pode ser regulada por protenas internas. Alguns vrus conseguem transpor a barreira. Ocorrem ao longo de toda a parede mais especificamente nos locais de menor espessura constituindo os campos de pontuao primria.

Os plasmodesmos e os campos de pontuaes primrias so abundantes em clulas secretoras e condutoras. Pontuaes secundrias ou pontuaes a pontuao primria aps a deposio em sua volta, da parede secundria. No h fechamento da pontuao primria neste caso. Par de pontuao ou pontuao bilateral pontuao correspondente na clula vizinha. Cavidade de pontuao formada pela interrupo da parede secundria. Membrana de pontuao estrutura que separa o par de pontuaes formadas pela lamela mdia e paredes primrias. atravessada por numerosos plasmodesmos.

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