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  • Anais do 13 Encontro Cientfico Cultural Interinstitucional - 2015 1

    ISSN 1980-7406

    A DEMONSTRAO DE FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA PARA A

    TOMADA DE DECISO GERENCIAL

    DAGOSTIM, Andressa Taborda1

    ROSSI, Alana2

    KOUNROUZAN, Mrcia Covaciuc3

    RESUMO

    No atual cenrio de mudanas, a liquidez de uma empresa uma das principais preocupaes dos seus gestores. A informao contida na

    Demonstrao dos Fluxos de Caixa (DFC) amplia e fornece segurana e agilidade para se gerir uma empresa. Neste contexto, buscou-se levantar as informaes privilegiadas que a DFC proporciona, discorrendo sobre sua utilizao no processo de planejamento e controle; alm de analisar sua

    importncia como ferramenta de gesto. Os dados foram extrados de artigos cientficos publicados e livros especializados de administrao

    financeira. A anlise qualitativa da bibliografia demonstrou o que se faz necessrio para que uma empresa cumpra com suas obrigaes e alavanque

    seus resultados. O presente estudo ainda descreveu (1) a relevncia e a contribuio da DFC nas tomadas de decises gerenciais; (2) o surgimento e a

    obrigatoriedade da DFC conforme Lei 11.638/07; (3) e o que disciplina as orientaes do Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC), no CPC 03.

    Foi verificada a contribuio da ferramenta DFC para o desenvolvimento profissional; como subsdio inicial para atender um mercado financeiro que exige rapidez e segurana nas deliberaes gerenciais dos recursos financeiros. Alm disso, o DFC pode ser amplamente utilizado como ferramenta

    de tesouraria, norteando aes de curto prazo. Entretanto, como demonstrao contbil ainda est no perodo de conquista de espao como ferramenta

    de uso a longo prazo.

    PALAVRAS-CHAVE: Controlar, planejar e avaliar as atividades financeiras com antecedncia.

    STATEMENT OF CASH FLOWS AS A TOOL FOR MANAGEMENT DECISION TAKING

    ABSTRACT

    In the current scenario of changes, liquidity of a company is one of the main concerns of managers. Information about the Statement of Cash Flows

    (SCF) enlarges and provides security and agility to manage a company. In this context, we attempted to survey privileged information that SCF

    provides and discoursing on their use in process of planning and controlling; moreover analyzing its importance as a management tool. Data was extracted from published scientific articles and specialized books of financial administration. Qualitative analysis from bibliography showed what is

    necessary to a company comply with obligations and to leverage results. Present study also described (1) relevance and contribution of the SCF in

    making management decisions; (2) rise and requirement of the DFC according to the Law 11.638/07; (3) and guidelines disciplined by the Committee of Accounting Pronouncements (CAP), on the CAP 03. It was verified contribution of SCF as a tool for professional development, as first subsidy to

    attend a financial market that requires rapidity and security in management deliberations of financial resources. Furthermore, the SCF can be used widely as a tool of treasury department, orienting short-term actions. However as an accounting demonstration it has been in conquest period of

    available space as a tool for long-term using.

    KEYWORDS: Control, plan, and evaluate the financial activities in advance.

    1 INTRODUO

    Em virtude da grande movimentao econmica, competitividade e ao crescimento dos mercados, visualiza-se

    a necessidade de ferramentas que auxiliem as empresas no controle e tomada de deciso com relao s origens e s

    aplicaes de recursos financeiros, de forma segura e com agilidade.

    As mudanas no cenrio dos negcios aumentam a complexidade dos processos gerenciais e exigem, cada vez

    mais, o conhecimento dos profissionais. Estes, por sua vez, devem buscar constantemente a sua atualizao, visando

    acompanhar as inovaes do mercado. Neste contexto, emerge a importncia do contador, como gerador de

    informaes seguras apresentadas nas demonstraes contbeis para orientar a tomada de deciso. Sendo assim,

    pergunta-se:

    Como a Demonstrao dos Fluxos de Caixa pode auxiliar no processo de tomada de deciso?

    Um grande desafio aos gestores, principalmente de pequenas e mdias empresas, a gesto dos recursos

    financeiros. Estes precisam encontrar formas de melhorar sua competitividade, garantir a sua manuteno no mercado e

    administrar com propriedade e competncia os recursos financeiros, principalmente a gesto do capital de giro das

    empresas. Neste sentido, h a necessidade de controlar e acompanhar os resultados, para que as adequaes e correes

    de rumos possam ser feitas em tempo hbil, evitando-se problemas ao longo dos exerccios.

    1Acadmica do Curso de Cincias Contbeis da Faculdade Assis Gurgacz. E-mail: dessa_taborda@hotmail.com 2 Acadmica do Curso de Cincias Contbeis da Faculdade Assis Gurgacz. E-mail: alanarossinpi@yahoo.com.br 3Docente Mestre Orientadora Curso de Cincias Contbeis da Faculdade Assis Gurgacz. E-mail: marciack@fag.edu.br

    mailto:dessa_taborda@hotmail.com

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    A Demonstrao dos Fluxos de Caixa (DFC) tem como caracterstica ampliar o conhecimento da situao

    financeira das empresas, atualmente de forma impositiva, conforme normas e regras legais originadas pela

    internacionalizao das Normas Brasileiras de Contabilidade.

    O objetivo principal da DFC, segundo Iudcibus (2010, p.557), :

    Prover informaes relevantes sobre os pagamentos e recebimentos, em dinheiro, de uma empresa em determinado

    perodo, e com isso ajudar os usurios das demonstraes contbeis na anlise da capacidade da entidade de gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como suas necessidades para utilizar esses fluxos de caixa.

    Outra caracterstica importante, em relao DFC em uma empresa, consiste no seu emprego para fins de

    controle, planejamento e avaliao de atividades financeiras com antecedncia. Segundo Lemes Junior, Rigo e

    Cherobim (2002, p.243):

    Um plano financeiro , portanto, uma declarao do que deve ser feito no futuro. Em sua maioria, as decises

    numa empresa demoram bastante para serem implantadas. Numa situao de incerteza, isso exige que as decises

    sejam analisadas com grande antecedncia.

    Na viso de Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2002), sem o planejamento antecipado possivelmente podero

    ocorrer problemas de caixa, relacionados aos ingressos e desembolsos de recursos financeiros, podendo em alguns casos

    levar a empresa insolvncia.

    Zdanowicz (2012, p.147) ressalta, uma vez projetado o fluxo de caixa, a direo estar apta a tomar decises

    com segurana e enfrentar possveis dificuldades ou sobras de caixa em decorrncia das sazonalidades de mercado, por

    exemplo. A implementao do DFC essencial para que cada usurio possa tomar suas decises com segurana,

    demonstrando dinamicamente a situao financeira da empresa, atual ou futura. Alm disso, possibilita melhor

    administrao aos gestores dos recursos antecipadamente.

    Em relao aos pesquisadores, este trabalho representa uma realizao profissional e pessoal, pois contribui para

    o conhecimento e crescimento profissional das autoras. Alm disso, pode servir como base para demais trabalhos a

    serem desenvolvidos. A administrao financeira sistematizada, por mais simples que seja, sempre traz bons resultados

    para uma organizao, independentemente de seu tamanho.

    O objetivo geral do presente estudo consistiu em analisar a contribuio da Demonstrao dos Fluxos de Caixa

    no processo de tomada de deciso em modo geral.

    A partir disto, os objetivos especficos foram:

    a) Levantar as informaes disponibilizadas pela Demonstrao dos Fluxos de Caixa; b) Comparar as informaes levantadas com a necessidade do gestor; c) Identificar as principais contribuies da Demonstrao dos Fluxos de Caixa para o processo de tomada de

    deciso.

    2 REVISO BIBLIOGRFICA

    Na abordagem terica, foram apresentados: a evoluo e conceitos; os grupos; os mtodos e a importncia da

    utilizao da Demonstrao dos Fluxos de Caixa pelas entidades - como forma de apoio, no processo de planejamento e

    controle; e como surgiu e quando passou a ser obrigatria sua elaborao.

    Segundo S (2004), a busca do conhecimento da humanidade em razo capacidade financeira de seus negcios

    teria ocorrido, aproximadamente, no ano de 600 a.C. com Tales de Mileto, estudante de Contabilidade no Egito.

    Entretanto, somente no ano de 1494 houve a divulgao do Mtodo das Partidas Dobradas, pelo monge franciscano

    Luca Pacciolo. Depois da Revoluo Industrial, no sculo XVIII, com o enorme interesse por meios de controle

    financeiro e patrimonial, a escola inglesa, ento, aplicou normas e processos contbeis. No sculo XX, com a crise

    mundial financeira que se deu posterior quebra da bolsa de valores americana (1929) sentiu-se, ento, a necessidade

    massiva da contabilidade. Esta atuaria como ferramenta de informao para as anlises e tomadas de decises

    financeiras nas empresas.

    Ainda comenta S (2004) que a primeira publicao feita sobre o estudo foi baseada nos ndices de Balano pelo

    American Institute of Certified Public Accountants (AICPA), no ano de 1934. Mais tarde, em 1961, ressaltou-se o

    interesse pelo estudo do fluxo de caixa atravs da publicao do Accounting Research 2, nomeado como Cash Flow:

    Analysis and the Funds Statement.

    Posteriormente, o Financial Accounting Standards Board (FASB), em 1986, publicou o Boletim n 23,

    sugerindo s empresas americanas a adoo do relatrio de Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais em lugar das

    Demonstraes das Origens e Aplicaes de Recursos (DOAR). Em 1987, a FASB emitiu um pronunciamento o FAS-

    95 passando a ser obrigatrio o relatrio de fluxo de caixa, partindo das Demonstraes Financeiras norte-americanas.

    Esta medida atendia, desta maneira, s necessidades dos investidores e das empresas que estavam em busca de recursos

    que facilitassem o entendimento no mercado financeiro (RIBEIRO, 2010).

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    Essa mudana se deu internacionalmente em pases como Japo, Nova Zelndia, Canad, frica do Sul, entre

    outros. Na Inglaterra, a obrigatoriedade foi em 1992; no Brasil, algumas empresas at 1999 utilizavam a DFC como

    complemento no corpo das informaes que eram apresentadas nas demonstraes contbeis. Em meadas de abril de

    1999, a determinao das normas contbeis foi instaurada atravs do Instituto Brasileiro de Contadores (IBRACON),

    atualmente conhecido como Instituto de Auditores Independentes do Brasil, criou a NPC-20 (Normas e Procedimentos

    Contbeis n 20), a qual inseriu que, a Demonstrao dos Fluxos de Caixa refletir as transaes de caixa oriundas: a)

    das atividades operacionais; b) das atividades de investimentos; e c) das atividades de financiamentos, documento que

    estabeleceu padres contbeis que tinha semelhana aos padres estabelecidos pela FASB.

    Nessa poca, a DFC fazia parte das Demonstraes Contbeis atravs do parecer dos auditores independentes

    que compunham, pelo menos, trs pargrafos. O primeiro transcrevia a empresa e as demonstraes contbeis

    auditadas; o segundo, visava os procedimentos tomados pelos auditores para emitir sua opinio sobre essas

    demonstraes; e o terceiro refletia a opinio em si sobre as descritas demonstraes, exceto se houvesse ressalva. Essa

    por sua vez, seria o terceiro pargrafo e, sucessivamente, a opinio viria no prximo pargrafo. De forma mais

    simplificada, no primeiro pargrafo era desempenhado o trabalho que era exigido conforme legislao societria,

    consistindo: no Balano Patrimonial; a Demonstrao de Resultados; a Demonstrao das Mutaes do Patrimnio

    Lquido; e na DOAR. Desta forma, quando a empresa solicitava a opinio do auditor, esse por sua vez inclua um

    parecer chamado Pargrafo de nfase, descrevendo que a empresa teria publicado a DFC como forma de anlise

    adicional (SALOTTI; YAMAMOTO, 2007).

    Mais tarde a Fundao Instituto de Pesquisas Contbeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI), iniciou uma

    pesquisa da evoluo das empresas que utilizavam o mtodo sem obrigatoriedade. Este trabalho ainda teve o cuidado de

    apurar o mtodo escolhido (diretos ou indiretos), no perodo de 2000 a 2004. Notou-se, indiscutivelmente o crescimento

    de um perodo para o outro e, tambm, a tendncia pelo uso do mtodo indireto. Tal caso se assemelhava aos dados

    divulgados nos Estados Unidos e os demais pases do mundo (SALOTTI; YAMAMOTO, 2007).

    Antes das alteraes sofridas em 2007, a Lei 6404/76 exigia algumas adequaes quando se inclinava

    estruturao. Porm, Matarazzo (2003) tinha como percepo incompleta a legislao societria da DOAR, com pouca

    transparncia para se fazer uma anlise. Para este autor, se tratava de um entendimento pobre e que sua nica utilidade

    era de fornecer dados para atender a cadeia externa.

    Para Azevedo e Arajo (2004, p. 364) A DOAR tem como objetivo acompanhar o balano na evidenciao das

    informaes de natureza financeira, apresentando a origem e a aplicao dos recursos movimentados pela entidade.

    Para Iudcibus (2007, p.80),

    [...] o fluxo de caixa mais fcil de ser assimilado pelos usurios no muitos afeitos tcnica contbil, enquanto a demonstrao das origens e aplicaes de recursos tem uma apresentao mais prxima para os administradores

    com maior grau de conhecimento da cincia contbil. [...] os componentes da alta cpula preferem o uso do fluxo

    de caixa [...].

    Essa viso suportou a efetivao da DFC como demonstrao obrigatria em substituio ao DOAR. Segundo o

    Comit de Pronunciamento Contbeis (CPC), a DFC j era bastante utilizada antes da Lei Complementar 11.638/07,

    para avaliar a situao econmica e financeira das grandes empresas; isto pelo fato de que as entidades necessitavam de

    caixa para realizar as operaes.

    Com a aprovao da Lei Complementar 11.638/07, em 1 de janeiro de 2008 a DFC tornou-se obrigatria, e

    passou a ser disciplinada, ento, pelo CPC; atravs da divulgao do CPC 03, pela Deliberao da CVM n 547/2008;

    pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio da Resoluo n 1.125/2008 e pela Lei 11.941/09

    (LUSTOSA, 1997).

    Para Martins (1999), a mudana ocorreu com mbito de melhorar o entendimento dos usurios das

    demonstraes contbeis. Mesmo a DOAR consistindo numa demonstrao rica em informaes, a DFC trabalha com

    definies e linguagens mais transparentes. Deve-se salientar, ainda, que as empresas estejam desobrigadas a publicar a

    DOAR pela Lei Complementar 11.638/07. Torna-se fcil perceber a importncia da utilizao da DFC como auxilio

    tomada de deciso.

    A DFC uma ferramenta usada como instrumento essencial e procura passar informaes cada vez mais

    detalhadas para o processo administrativo, proporcionando, uma forma mais segura de tomada de deciso. Silva e

    Nascimento (2005) afirmam que sua utilidade elevada por tratar os aspectos financeiros com simplicidade e

    abrangncia, principalmente com curtos prazos. A demonstrao evidencia o fluxo de recursos financeiros do perodo,

    alm dos resultados deste fluxo e das movimentaes do caixa da entidade.

    A utilizao da DFC pode possibilitar meios de analisar condies que a empresa apresenta quanto a honrar

    compromissos, assim como as contas a receber. Esses compromissos denominam-se como: compras a prazo, salrios de

    funcionrios, conta de luz, gua, telefone e demais contas a pagar que a empresa tenha contrado no perodo (SILVA;

    NEIVA, 2010).

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    Iudcibus, Marion e Faria (2009, p. 186) destacam que a DFC, por sua vez, demonstra a origem e a aplicao de

    todo o dinheiro que transitou pelo caixa em um determinado perodo e o resultado desse fluxo. Estes mesmos autores

    mencionam que algumas organizaes veem a DFC como um instrumento ttico e outras como um instrumento

    estratgico. A forma ttica compreende os de controles dirios das operaes mais simplificadas, com aspecto mais

    restrito, com menor poder de atuao ou impacto; e a forma estratgica se relaciona ao nvel de negociao que a

    empresa adota, no s em curto prazo, mais principalmente ao seu longo prazo (FREZATTI, 2009).

    Cabe ressaltar que atravs da implantao do planejamento, a administrao passa a ter informaes seguras para

    o processo adequado da tomada de deciso. Assim as pessoas envolvidas podero ter a organizao controlada e

    manipulada conforme necessitam.

    Figueiredo e Caggiano (1997, pag. 27), acreditam que:

    Planejamento estabelecer e manter um plano integrado para as operaes consistentes com os objetivos e as

    metas da companhia, no curto e no longo prazo, que deve ser analisado e revisado constantemente, comunicado aos vrios nveis de gerncia por meio de um apropriado sistema de comunicao.

    Gitman (2002, p.586) cita que o planejamento de caixa a espinha dorsal da empresa. Sem ele no se sabe

    quando haver necessidade de alavancar recursos de terceiros para que sejam cumpridos os compromissos assumidos.

    de grande importncia para o gestor financeiro informaes contbeis precisas e planejamento para que possa se

    assegurar o processo de tomada de decises. Contudo, sem um planejamento, pode ser que ocorra imprevistos, que

    podem colocar a empresa em dificuldades financeiras e, at mesmo, lev-la falncia.

    2.1 DIVISES DE GRUPOS DAS DFC

    Salotti e Yamamoto (2004, p. 7), evidenciam que a DFC uma valiosa ferramenta para analisar os efeitos das

    atividades operacionais, de investimento e de financiamento no fluxo de caixa de um determinado perodo.

    Segundo o CPC n. 03 R2, IAS 7, IASB BV (2010), a DFC se divide em trs grandes reas. Essas por sua

    vez esto apresentadas na FASB, denominadas de: fluxos relativos s atividades operacionais, fluxos relativos s

    atividades de investimento e fluxos relativos s atividades de financiamento. Segue as trs categorias na Figura 01.

    Figura 1 Fluxo de caixa da empresa

    Fonte: (GITMAN, 2010, p. 98).

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    Os fluxos relativos s atividades operacionais so entendidos por gastos e receitas provenidos da

    industrializao, comercializao ou prestao de servios. Todas essas atividades esto ligadas ao capital circulante

    lquido da entidade, ou seja, o objeto social da empresa. O montante dos fluxos de caixa que provm dessas atividades

    demonstra que a entidade tem gerado suficientes fluxos para reduzir emprstimos, sustentar o operacional da entidade,

    liquidar dividendos e juros sobre o capital prprio e investir sem necessitar de fontes externas de financiamento (IAS 7,

    IASB BV, 2010).

    Para Assaf Neto; Silva, (2002, p. 52):

    O fluxo de caixa operacional, ou fluxo de caixa das atividades operacionais, representa basicamente os resultados

    financeiros (no sentido escrito de caixa) produzidos pelos ativos identificados diretamente na atividade da

    empresa. Constitui-se, em outras palavras, numa medida dos recursos financeiros gerados pelas atividades estritamente operacionais e disponveis em termos de caixa.

    Desta forma, o fluxo operacional apresenta todas as entradas e desembolsos referentes s atividades normais da

    operao da empresa. Demonstra tambm as sadas no que diz respeito compra de insumos, mercadorias, manuteno

    das atividades empresariais relacionadas produo, comercializao e administrao. Por fim, apresenta os caminhos

    do lucro da empresa.

    Iudcibus, Martins, Gelbcke (2003), salientam que os contadores e analistas devem classificar adequadamente as

    movimentaes de caixa nos trs grupos de atividades; e realizar uma complexa avaliao quando ocorrer a seleo dos

    investimentos de curto prazo que so considerados equivalentes de caixa.

    Segundo Almeida (2000), as movimentaes direcionadas as entradas e sadas que se relacionam a produo, a

    venda e aos servios da empresa formam o fluxo de caixa operacional.

    Nessa classificao, deve-se:

    Entre as atividades de uma empresa as operacionais so as mais importantes. Em seguida temos as atividades de investimentos, que so mais importantes do que as atividades de financiamento, porque aquilo em que uma

    empresa investe mais importante que a maneira como ela financia suas compras (CHING; MARQUES; PRADO,

    2003, p. 80, grifo do autor).

    Os fluxos relativos s atividades de investimento so os gastos relacionados com o capital no circulante da

    empresa. Entre tais gastos, citam-se os investimentos, no imobilizado e no intangvel, assim como as vendas que esto

    ligadas aos subgrupos referidos. importante que tais fluxos de caixa representem essa extenso em que os dispndios

    de recursos so feitos pela entidade com a finalidade de gerar lucros e fluxos de caixa no futuro (IAS 7, IASB BV,

    2010).

    Gitman (2002) comenta que o que desenvolve o fluxo de investimento est associado compra e venda dos

    ativos imobilizados e tambm s participaes societrias. Os fluxos relativos s atividades de financiamento - que

    esto correlacionados aos passivos no circulantes e ao patrimnio lquido - devem ser inclusos os financiamentos e

    emprstimos de curto prazo. Sua diminuio refere-se amortizao das dvidas e das distribuies de dividendos, ou

    seja, lucros. importante por ser til na predio de exigncias de fluxos futuros de caixa por parte de fornecedores de

    capital entidade (IAS 7, IASB BV, 2010).

    Ross (2000) menciona que o mais importante dos itens a serem extrados de uma empresa o fluxo de caixa de

    financiamento, pois esse explica a variao de saldos do disponvel e as aplicaes financeiras.

    2.2 MTODOS DAS DEMONSTRAES DOS FLUXOS DE CAIXA

    O fluxo de caixa realizado de um perodo constitui parte integrante das demonstraes, com o propsito de

    informar sobre o fluxo de ingressos e desembolsos de caixa resultantes das atividades da empresa. A DFC pode ser

    apresentada de duas formas. Marion (2003) explica pelo mtodo direto e mtodo indireto. A diferenciao est na

    apresentao dos recursos que envolvem o fluxo de caixa e os equivalentes.

    Segundo Marion (2003, p.431), o mtodo direto refere-se, como o verdadeiro fluxo de caixa, porque (...) nele

    so demonstrados todos os recebimentos e pagamentos que efetivamente concorreram para a variao das

    disponibilidades no perodo. Nesse caso so apresentados, primeiramente, os itens relacionados s entradas e s sadas.

    Ao apresentar a DFC pode-se visualizar e compreender de maneira mais transparente as transaes de encaixe e

    desembolso de caixa. O mtodo direto demonstra os recebimentos como: clientes, juros, dividendos e outros e os

    pagamentos so empregados, fornecedores de produtos e servios, juros, impostos e outros.

    O mtodo direto (Figura 02) demonstra os recebimentos e pagamentos derivados das atividades operacionais da

    empresa em vez do lucro liquido ajustado. Mostra efetivamente as movimentaes dos recursos financeiros ocorridos

    no perodo.

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    Figura 2 - Demonstrao do fluxo de caixa - Mtodo direto

    INGRESSOS DE RECURSOS

    Recebimentos de clientes xx

    Pagamentos a fornecedores (xx)

    Despesas administrativas e comerciais (xx)

    Despesas financeiras (xx)

    Impostos (xx)

    Mo-de-obra direta (xx)

    (=) Ingressos de recursos provenientes das operaes xx

    Recebimentos por vendas do imobilizado xx

    (=) Total dos Ingressos dos recursos financeiros xx

    DESTINAS DE RECURSOS

    Aquisio de bens do imobilizado xx

    Pagamentos de emprstimos bancrios xx

    (=) Total das destinaes de recursos financeiros xx

    Variao lquida de disponibilidades xx

    (+) Saldo inicial xx

    (=) Saldo final de disponibilidade xx

    Fonte: Modelo adaptado de YOSHITAKE e HOJI (1997).

    Almeida (2000), diz que o fluxo de caixa pelo mtodo indireto gera o produto final das entradas e sadas que se

    movimentaram no seu disponvel durante um perodo. Equacionado genericamente atravs da frmula: Saldo Inicial +

    Entradas Sadas = Saldo Final.

    Marion (2003, p. 431) ressalta, tambm, que o mtodo indireto estruturado por meio de um procedimento

    semelhante ao do DOAR podendo mesmo ser considerado como uma ampliao da mesma. Ele consiste em expandir

    anlise dos itens relacionados ao ativo no circulante e o lucro lquido da demonstrao do resultado, se identifica pelas

    mudanas no capital de giro da empresa (Figura 03).

    Figura 3 - Demonstrao do fluxo de caixa - Mtodo indireto

    ORIGENS

    Lucro lquido do exerccio xx

    Mais:

    Depreciaes xx

    Aumento em imposto de renda a pagar xx

    Aumento de fornecedores xx

    Menos:

    Aumento em clientes (xx)

    (=) Caixa gerado pelas operaes xx

    Venda do imobilizado xx

    (=) Total dos ingressos de disponibilidade xx

    APLICAES

    Pagamentos de emprstimos bancrios xx

    Aquisio do imobilizado xx

    (=) Total das aplicaes de disponibilidades xx

    Variao lquida das disponibilidades xx

    (+) Saldo inicial xx

    (=) Saldo final das disponibilidades xx

    Fonte: Modelo adaptado de YOSHITAKE e HOJI (1997).

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    Os modelos apresentados seguem a estrutura tradicional a demonstrao do fluxo de caixa, que tem como

    objetivo principal mostrar apenas as entradas e sadas de recursos financeiros. A principal diferena entre o

    demonstrativo de fluxo de caixa direto e indireto, tambm constatada somente no grupo de origens das operaes. As

    informaes de entradas e sadas de recursos podem ser extradas dos demonstrativos do resultado (DR), devidamente

    ajustadas pelo saldo do balano patrimonial inicial e final.

    Ressalta-se ainda que o mtodo direto de fcil entendimento:

    A ideia desse mtodo apurar e informar as entradas e sadas de caixa das atividades operacionais por seus volumes brutos. bastante simples de ser entendido pelo usurio, pois as movimentaes de dinheiro seguem uma

    ordem direta, como se faz com a administrao do caixa pessoal [...] Parte dos componentes da Demonstrao de

    Resultados e os ajustes pelas variaes nas contas circulantes do balano vinculadas s operaes. Por isso, til criar uma coluna para expressar as variaes positivas ou negativas de cada conta dos balanos comparados

    (IUDCIBUS; MARTINS; GELBKE, 2003, p.403).

    Iudcibus, Martins e Gelbcke (2003) afirmam que ao utilizar-se do mtodo direto, se faz necessria a conciliao

    do lucro lquido com o caixa das operaes nas Notas Explicativas.

    J no caso do mtodo indireto Ching, Marques e Prado (2003) explicam que se faz necessrio realizar os ajustes

    do lucro lquido do exerccio demonstrando a diferena entre o lucro e o caixa.

    O mtodo indireto comea com o lucro lquido do Demonstrativo de Resultados e reconcilia com o caixa lquido das operaes. Os itens das linhas intermedirias como depreciao, aumento no contas a receber e aumento nos

    estoques explicam por que o lucro difere do caixa resultante das operaes. Esse o ponto forte do mtodo

    indireto. Por outro lado, esse mtodo no demonstra os detalhes operacionais, como cobrana dos clientes e pagamentos aos fornecedores, impostos e outros (CHING; MARQUES; PRADO, 2003, p.83).

    O mtodo indireto parte dos recursos provenientes das atividades operacionais que so doravante do lucro

    lquido, quais so ajustados pelos itens que afetam o resultado, estes itens se classificam como: depreciao,

    amortizao e exausto, porm que no modificam o caixa da empresa (IUDCIBUS; MARTINS; GELBCKE, 2003).

    Campos Filho (1999) faz uma comparao de ambos os mtodos para salientar as vantagens e desvantagens de

    cada um:

    O mtodo direto traz condies favorveis para o seguimento de critrios tcnicos classificados aos recebimentos

    e pagamentos; permite a introduo mais rpida do regime de caixa, essas informaes podem estar disponveis

    diariamente. Porm, o custo adicional para fazer essas classificaes encarece; pode ocorrer tambm, a falta de

    profissionais contbeis e financeiros experientes, o que dificulta a segregao dessas contas de recebimentos e

    pagamentos.

    O mtodo indireto apresenta baixo custo e para utiliza-lo bastam: dois balanos patrimoniais, a demonstrao de

    resultados e informaes adicionais que se obtm atravs da contabilidade; a conciliao do lucro contbil juntamente

    com o fluxo de caixa operacional lquido, demonstrando a composio da diferena. Entretanto, a demora da converso

    das informaes do regime competncia passadas para o regime de caixa, se realizadas uma vez ao ano pode trazer

    surpresas desagradveis e irremediveis para empresa.

    3 PROCEDIMENTOS METODOLGICOS

    Esta pesquisa trata-se de uma reviso de literatura e/ou pesquisa bibliogrfica, e tem um carter exploratrio,

    com abordagem qualitativa, buscando analisar a contribuio da Demonstrao dos Fluxos de Caixa no processo de

    tomada de deciso.

    Para a reviso literria e/ou pesquisa bibliogrfica, foram consultados vrios livros, artigos, revistas e, tambm,

    publicaes da internet que possibilitaram que este trabalho se embasasse e tivesse fundamentao. Taylor e Procter

    (2001) definem a reviso de literatura como uma tomada de contas sobre o que foi publicado acerca de um tpico

    especfico, Marconi e Lakatos (2013) mostram que a pesquisa bibliogrfica o levantamento de toda a bibliografia j

    publicada, em forma de livros, revistas, publicaes avulsas e imprensa escrita. A sua finalidade fazer com que o

    pesquisador entre em contato direto com todo o material escrito sobre um determinado assunto, auxiliando o cientista na

    anlise de suas pesquisas ou na manipulao de suas informaes. Ela pode ser considerada como o primeiro passo de

    toda a pesquisa cientfica.

    Dando continuidade, a pesquisa , tambm, exploratria que, para Mattar, (1999, p.80),

    Visa prover o pesquisador de um maior conhecimento sobre o tema ou problema de pesquisa em perspectiva. Por

    isso apropriada para os primeiros estgios da investigao, quando a familiaridade, o conhecimento e a compreenso do fenmeno por parte do pesquisador so geralmente insuficientes ou inexistentes.

  • 8 Anais do 13 Encontro Cientfico Cultural Interinstitucional 2015

    ISSN 1980-7406

    Quanto a abordagem, o estudo utiliza a abordagem qualitativa, para sua anlise. Conforme Richardson (1999, p.

    79), a abordagem qualitativa de um problema, alm de ser opo do investigador, justifica-se, sobretudo, por ser uma

    forma adequada para entender a natureza de um fenmeno social. Desse modo ento, no h interesse de quantificar ou

    mensurar nada.

    4 ANLISES E DISCUSSES

    O proposto neste estudo foi evidenciar que existem inmeras maneiras de se aproveitar as ferramentas da DFC,

    em sua forma mais simples a mais complexa; desde suas necessidades dirias at suas necessidades de alcance com

    prospectivas estratgias mais estendidas. Com isso, o intuito no foi estabelecer que tal planejamento e sua implantao,

    iro eliminar totalmente as dificuldades financeiras de uma empresa, mas que essa ferramenta permitir antecipar a

    deciso de alocao de recursos, equilibrando a vida financeira.

    O planejamento auxilia a empresa a alcanar o objetivo desejado, no momento esperado, para a anlise adequada

    a empresa deve apresentar uma estrutura com determinado grau de detalhamento. Isso ir gerar confiana ao decidir

    quanto a liquidez da empresa, o qual constitui um dos fatores mais importantes para o sucesso de uma gesto. Desse

    modo pode-se verificar que a gesto financeira de uma empresa deve ser planejada, executada, acompanhada e avaliada

    para que se possa evitar surpresas inesperadas.

    Diante desta anlise levantou-se a questo sobre os benefcios que a DFC trouxe as empresas empregando

    portabilidade e segurana quanto a competitividade no mercado financeiro, devido facilidade de obter informaes

    relevantes sobre sua situao financeira. Em comparao a DFC e a DOAR, nota-se que a DOAR elaborada atravs do

    regime de competncia considerando o capital circulante lquido; j a DFC, atravs do regime de caixa considerando o

    disponvel de caixa.

    5 CONSIDERAES FINAIS

    A adoo do mtodo da DFC facilita a tomada de decises de investimentos, contribuindo para o crescimento da

    empresa e liderana do mercado. Atravs desta ferramenta, resultando em desenvolvimento econmico e social,

    melhorando simultaneamente a qualidade de vida de seus colaboradores e de suas famlias, da comunidade local e da

    sociedade como um todo.

    Os objetivos descritos identificam a necessidade que a entidade tem da implantao da DFC, demonstrando suas

    vantagens e desvantagens, exemplificando o mtodo direto e indireto de elaborao, ressaltando sua influncia como

    apoio, para que no ocorram erros de anlises contbeis, quando analisados isoladamente. A DFC permite aos usurios

    a anlise de mudanas ocorridas nas atividades operacionais, de investimentos e financiamentos; tais mudanas, por sua

    vez, que geraram ou consumiram fluxo de dinheiro no perodo.

    Com as informaes que a DFC proporciona possvel que os usurios conheam a estrutura financeira da

    entidade com mais transparncia possibilitando condies de anlises para que se possa honrar seus compromissos.

    Quando comparada aos demais relatrios contbeis se nota uma grande reduo de efeitos decorrentes para uma mesma

    transao. Desse modo, a percepo da importncia da DFC e da elaborao junto s demais demonstraes ntida; e

    representa tanto para o gestor, quanto para o analista, a segurana para a tomada de deciso adequada.

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