A Explos£o Demogrfica da L­ngua

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a língua como acumulado primordial que começou a acumulação exponencial

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    A Exploso Demogrfica da Lngua

    1. Avaliando a Humanidade 2. Inveno da Lngua

    3. As Vrias Etapas do Avano 4. O Avano em Cada Etapa

    5. Exploso 6. A Demografia da Lngua

    7. A Luta pela Sobrevivncia da Lngua mais Apta

    8. Medidas Atuais de Aptido 9. O Gosto na Lngua

    10. Pala-dar

    Vitria, tera-feira, 26 de maio de 2009. Jos Augusto Gava.

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    Captulo 1 Avaliando a Humanidade

    Cada sculo, cada dcada, ano, ms, dia, at

    segundo uma linha que avalia a humanidade pela permanncia; mas um plano te tempespacial que tem o tempo de durao como uma das coordenadas e o espao ocupado como outra (este tem tradicionalmente trs coordenadas: longitude-horizontal-x, latitude-vertical-y e altitude-profunda-z); uma quinta coordenada dada pelo quantitativo presente (agora 6,7 bilhes de indivduos); uma sexta pelo qualitativo, que o tipo de produo-refinada de que capaz a espcie racional nisso a humanidade avanou bastante, mas no tanto. Uma stima poderia ser o quanto da Natureza que gasto, isto , quo afinada em minimax (mximo com mnimo) a espcie.

    AVALIADOR SISTEMA DE COORDENADAS

    trs coordenadas de espao:

    1. x-longitude; 2. y-latitude; 3. z-altitude;

    4. uma coordenada de tempo, t; 5. uma coordenada de quantidade q; 6. uma coordenada de qualidade, c;

    7. uma coordenada de afinao produtivorganizativa, minimax, m.

    NO TOTAL: xyztqcm.

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    UMA CURVA DE AVALIAO QUANTITATIVA

    CADA TRAO UMA AVALIAO: SE FICA OU SE MORRE

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    Crescimento da populao mundial

    Populao Ano Tempo para o prximo bilho (em anos)

    1 bilho 1802 126

    2 bilhes 1928 33

    3 bilhes 1961 13

    4 bilhes 1974 13

    5 bilhes 1987 12

    6 bilhes 1999 13

    7 bilhes* 2012 16

    8 bilhes* 2028 22

    9 bilhes* 2050 20

    10 bilhes* 2070 26

    11 bilhes* 2096 no calculado

    poc Fatos Populao

    10.000 a.C.

    Fim da ltima era glacial, com os humanos vivendo em cavernas e

    dependendo de caa, pesca e frutas

    4.000.000

    8.000 a.C Revoluo agrcola, e comea a criao de animais 5.000.000 1 Incio da Era Crist 285.000.000

    550 Queda de Roma 200.000.000

    1567 Dois milhes de indgenas sul-americanos morrem de febre

    tifide 450.000.000

    1825 Comea o transporte ferrovirio de passageiros 1.000.000.000

    1900 Incio do sculo XX. Primeiras

    experincias de vo em veculos mais-pesados-que-o-ar

    1.600.000.000

    1954 Criada a vacina contra

    poliomielite. Trs anos depois, 20 milhes de chineses morreriam de

    fome. 3.000.000.000

    1984

    Em Bophal, na ndia, morrem 3.300 pessoas e 20 mil sofrem

    outras conseqncias do vazamento de gases txicos de

    uma indstria

    5.000.000.000

    1999 China e ndia so os pases mais

    populosos do planeta. 12/10/1999 foi o Dia do 6 Bilho

    6.000.000.000

    1/1/2006 Estimativa do U.S. Census Bureau 6.488.578.564

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    1/7/2010 Previso do U.S. Census Bureau atualizada em 26/4/2005 6.825.750.456

    1/7/2020 Previso do U.S. Census Bureau atualizada em 26/4/2005 7.563.094.182

    1/7/2030 Previso do U.S. Census Bureau atualizada em 26/4/2005 8.206.457.382

    1/7/2040 Previso do U.S. Census Bureau atualizada em 26/4/2005 8.759.140.657

    1/7/2050 Previso do U.S. Census Bureau atualizada em 26/4/2005 9.224.375.956

    Podemos ver na geo-histria humana que vrias coisas nos impulsionaram, umas mais importantes que outras; das mais importantes a fundamental a lngua, que nem consta na lista das invenes.

    Captulo 2 Inveno da Lngua

    A lngua realmente uma inveno (sem patente),

    uma descoberta entre todas as possibilidades; externaliza o ser humano e prope toda uma linha EXTERIOR psicolgica de construo. Desinternaliza: o ser humano deixa de ser interno e paradisaco no eu/ego para ser externo e infernal, conflituoso; mas tem a suprema chance de crescer.

    Passa de ser a devir, a vir-a-ser, o ser em permanente construo.

    Ser (ao ser humano

    deixa cada um de ser-verbo para

    ser-substantivo,

    objeto)

    A SUPREMA AVENTURA

    A reflexo em torno do ser constitui um dos temas centrais da tradio filosfica ocidental. Os diferentes significados

    que se atribui a esse conceito, no entanto, levaram seus estudiosos a adotarem os mais variados enfoques.

    Do ponto de vista gramatical, o termo "ser" pode ser entendido como verbo ou como substantivo. A forma verbal

    tem dois sentidos possveis: de existncia, como em "algo ", ou de ligao, como em "algo x". O substantivo refere-se a

    uma essncia, ao ser intrnseco de algo. Ainda que esses significados tenham estreitas relaes entre si, a filosofia

    tende a privilegiar a ltima acepo e a definir o ser de modo geral como o princpio constitutivo nico e a razo

    fundamental da realidade. O filsofo grego Parmnides, no final do sculo VI a.C.,

    formulou pela primeira vez a noo de um ser nico, homogneo, infinito e imutvel, que conteria em si tanto a

    ordem ideal quanto a material. Com base nesse conceito, ele negou a existncia do "no-ser" -- o nada -- e do movimento

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    ou da transformao dos fenmenos tais como percebidos pelos sentidos. Essa tese foi combatida pelos atomistas, que defenderam a existncia de um "no-ser" e postularam uma concepo dinmica da realidade. Plato retomou-a no sculo V a.C. Embora tenha admitido a existncia de movimento no plano dos sentidos, Plato considerou o mundo sensvel uma cpia imperfeita da ordem imutvel das idias ou essncias

    transcendentes, partcipes da natureza do ser. A fim de resolver essa controvrsia, fundamentalmente centrada em torno da oposio entre "permanncia" e

    "transformao", Aristteles enfatizou a dupla natureza do significado do ser: por um lado, o fato de ser a nica

    caracterstica comum a todas as coisas; por outro, concebe-se o ser como princpio essencial da realidade, sua prpria

    "razo de ser". De acordo com o primeiro aspecto, s cognoscvel aquilo que se manifesta no existente; de acordo com o segundo, o ser imutvel e eterno. Tal concepo foi resgatada pela escolstica medieval mediante a distino entre ens ("ente", em latim) e esse ("ser", em latim). O

    primeiro termo alude ao que a realidade , e o segundo, causa de que a realidade seja.

    A partir do sculo XVII a polmica sobre a natureza do ser assumiu outro enfoque e passou a se concentrar na afirmao ou na negao da existncia real de uma

    substncia, ou princpio fundamental da realidade. Assim, os filsofos racionalistas e idealistas tenderam a postular tal existncia, enquanto os pensadores empiristas, positivistas

    e, em geral, todos aqueles que se filiaram a abordagens materialistas, consideraram que noes como "ser" ou

    "substncia" eram meras especulaes abstratas. No sculo XX, a progressiva rejeio s postulaes

    metafsicas fez com que esse problema fosse aos poucos abandonado. Vrias correntes passaram a considerar a

    chamada "pergunta pelo ser" como uma falsa questo. O filsofo alemo Martin Heidegger, no entanto, resgatou-a na

    dcada de 1920, ao considerar o ser como o problema central de toda filosofia e ponto de partida para a

    compreenso plena da existncia humana. devir Devir

    Origem: Wikipdia, a enciclopdia livre. Devir um conceito filosfico que qualifica a mudana

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    constante, a perenidade de algo ou algum. Surgiu primeiro em Herclito e em seus seguidores; o devir exemplificado pelas guas de um rio, que continua o mesmo, a despeito de

    suas guas continuamente mudarem. Devir o desejo de tornar-se. Recebe tambm a acepo Nietzscheriana do

    "torna-te quem tu s", usada em um dos seus escritos.Traduz-se de forma mais literal a eterna mudana

    do ontem ser diferente do hoje,nas palavras de Herclito:"O mesmo homem no pode atravessar o mesmo rio, porque o

    homem de ontem no o mesmo homem, nem o rio de ontem o mesmo do hoje".

    vir a ser O SER E O VIR-A-SER A mais famosa controvrsia da filosofia antiga ocorreu

    entre os sistemas e aforismos apresentados pelos filsofos pr-socrticos Parmnides e Herclito.

    Plato costumava dizer, com justa razo, que os pr-socrticos eram as crianas da filosofia, por

    desenvolverem um sistema filosfico universal baseado em premissas fragmentrias da realidade.

    Parmnides era, por excelncia, o filsofo do ser, da essncia imutvel que paira inalterada no mago de todas as coisas. Ele afirmava que Aquilo que , Jamais pode deixar

    de ser, embora passe por mudanas superficiais, que, de modo algum afetam, a seidade essencial, ou o ser em si (ontos) que a verdadeira natureza da criatura em suas

    dimenses mais profundas e transcendentes. Herclito afirmava justamente o oposto: Um homem no

    pode entrar duas vezes num mesmo rio, porque na segunda vez em que entrar, o homem j no o mesmo, e o rio tambm no o mesmo. Herclito era o filsofo da

    existncia, do devir, do movimento dialtico, das mudanas e das transformaes inevitveis de tudo o que existe.

    Causava espanto aos antigos gregos como dois gigantes do pensamento podiam divergir de forma to frontal e sustentar pontos de vista diametralmente opostos.

    Como dizia Plato, os pr-socrticos eram profundos em sua filosofia , mas ainda imaturos em sua cosmoviso (ou

    antropoviso). Sua viso de mundo era sustentada por pressupostos particulares, como na parbola dos trs cegos que apalpavam um elefante e debatiam sobre sua forma: O primeiro deles tocou a tromba e afirmou: um elefante

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    como uma grande serpente. O segundo tocou a perna e disse: um elefante como um tronco de rvore. O terceiro

    toco