A geopolítica da Guerra Fria ?· tecnologia bélica. Começa então à “corrida armamentista”,…

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    07-Nov-2018

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  • A geopoltica da Guerra FriaA Voz da Humanidavi, Rio do Sul, v.2, n.1, jan./jun. 2016ISSN 2525-4340

    Os princpios do liberalismo econmico e poltico p. 12

    O Muro de Berlim, que se tornou o maior smbolo da Guerra Fria, no respeitoucasas, ruas ou prdios. p. 3

    Esquerda e direita: origens histricas e o papel do indivduo p. 9

    Golpe da Maioridade: o primeiro golpe poltico do Brasil p. 10

    Famlia e escola na atualidade: o processo de socializao p. 5

    possvel conciliar f e razo? p. 10

    O que ideologia? p. 5

    Histria Sociologia Filosofia

  • A VOZ DA HUMANIDAVI2

    EDITORIAL

    Editorial

    Aps recebermos um excelente retorno dos leitores do projeto piloto A voz da Humanidavi, publicado em outubro de 2015, concretizaremos a proposta de publicaes semestrais do jornal. Para a primeira edio deste ano selecionamos, dentre diversos contedos trabalhados em sala de aula, temas de maior pertinncia social e expresso em termos de atualidade.

    Respeitando a proposta interdisciplinar e o princpio da imparcialidade, analisamos o contexto econmico, poltico e social do Brasil e do mundo a partir de diversas perspectivas, desde a liberal at a marxista, verificando, inclusive, as origens histricas da dicotomia esquerda/direita, alm dos aspectos geopolticos da Guerra Fria, capa

    dessa edio.Os artigos, produzidos pelos

    estudantes do 9 ano do ensino fundamental ao 3 ano do ensino mdio, no decorrer do primeiro semestre letivo desse ano, ainda discutem a relao entre cincia e religio, a conscincia mtica, o papel da escola e da famlia no processo de socializao, os movimentos migratrios atuais e o problema da superpopulao, geografia fsica, alm de outras temticas relevantes.

    Para consolidao desse empreendimento, que a partir de agora passa a contar com um registro formal de publicaes seriadas, o ISSN (International Standard Serial Number), continuamos contando com o apoio de alunos e alunas, protagonistas desse projeto, coordenao e direo da

    Escola UNIDAVI, da Reitoria e Pr-reitorias da Instituio, e sobretudo, dos leitores, que contriburam com elogios, crticas e sugestes.

    Alm de inserir os estudantes seus anseios, perspectivas e opinies no debate pblico, divulgando suas produes textuais, esperamos que os jovens os levem a novos conhecimentos, despertem dvidas e instiguem reflexo.

    Boa leitura.

    Prof. Paulo Cesar Longen Histria, Sociologia e Filosofia

    Prof. Eduardo Segundo Geografia

    JORNALA VOZ DA HUMANIDAVI

    Editores:Paulo Cesar LongenEduardo Segundo

    Reviso da lngua portuguesa:Rafaela Sandrini

    Diagramao: Grasiela Barnab Schweder/Azurca - Diagramao e Normatizao

    Escola UNIDAVIRua Dr. Guilherme Gemballa, 13, Jardim Amrica CEP: 89160-932Rio do Sul - Santa CatarinaFone: (47) 3521-6098

    escolaunidavi@unidavi.edu.brhttp://escola.unidavi.edu.br/

    Distribuio gratuitaTiragem: 1.000 exemplares

  • A VOZ DA HUMANIDAVI3

    Por Bruno Sborz, Gabriel Hasse Stein e Jlia Isabeli Krambeck (9 ano, ensino fundamental)

    A geopoltica da Guerra Fria

    A Guerra Fria comeou por volta de 1945, e ficou caracterizada pela extrema rivalidade poltica, ideolgica, econmica e militar entre os lderes dos blocos capitalista (EUA) e socialista (URSS). Como ambos os lados previam um confronto direto, deram incio a corrida pela hegemonia a partir da tecnologia blica.

    Comea ento corrida armamentista, termo que se refere ao confronto pela supremacia poltica e ideolgica envolvendo as duas superpotncias da poca, Estados Unidos da Amrica e Unio das Repblicas Socialistas Soviticas. Este perodo ficou marcado pela ausncia de uma luta aberta que fizesse uso de armas, porm incentivou como nunca a pesquisa e o desenvolvimento de armas. Em 1945, a primeira bomba atmica foi produzida pelos EUA, e quatro anos mais tarde, a URSS j tinha seu primeiro artefato militar atmico. Por esta razo, acreditava-se que o ataque de um dos lados, num momento qualquer, desencadearia uma guerra que colocaria fim vida humana na Terra. Surgia assim um jogo diplomtico conhecido como equilbrio do terror.

    A rivalidade entre EUA e URSS

    pela influncia ideolgica no mundo continuava diante da explorao espacial. A corrida espacial ocorreu na segunda metade do sculo XX, sendo um conflito marcado pela propaganda das conquistas e dos avanos. Iniciou-se com o lanamento do satlite sovitico Sputnik I, fato ocorrido no dia 4 de outubro de 1957. Tal evento forou os EUA a demonstrar servio, j que os soviticos saram na frente. O segundo passo tambm foi dado pelos soviticos, em 3 de novembro de 1957, quando a cadela Laika foi enviada ao espao como tripulante da nave Sputnik II. Em 31 de janeiro de 1958, como resposta ao Sputnik I, os estadunidenses enviaram o satlite Explorer I. Em julho de 1958, para dar conta da corrida ideolgica, os estadunidenses criaram a NASA. Em 12 de abril de 1961, Yuri Gagarin, tambm sovitico, fez um voo que o elegeu como o primeiro homem a viajar no espao. At este momento a URSS dominava a corrida espacial graas ao grande investimento feito em seu programa espacial, porm os estadunidenses no perderam tempo e no dia 5 de maio do mesmo ano, enviaram seu primeiro homem ao espao.

    Soviticos e estadunidenses disputaram amplamente pela supremacia tecnolgica na corrida espacial. No Natal de 1968, os tripulantes da Apollo 8 foram os primeiros a fazer uma viagem em torno da Lua. Porm, no ano seguinte, a expedio Apollo 11, resultado de um investimento no valor de 20 bilhes de dlares, fez pousar na Lua a primeira nave. Neil Armstrong e Edwin Aldrin foram os primeiros homens a caminhar sobre o solo lunar. A partir deste momento, os soviticos comearam a ficar para trs, e ento, aps mais cinco expedies estadunidenses pousarem na Lua e da grande conquista dos EUA, os soviticos no conseguiram mais acompanhar o desenvolvimento tecnolgico e foram perdendo fora. A corrida espacial tem como marco final o projeto cooperativo Apollo-Soyuz, realizado em julho de 1975, que unia os esforos dos estadunidenses e dos soviticos, demonstrando um claro abrandamento das relaes tensas entre as duas potncias.

    Alm de tudo isso, com o fim da Segunda Guerra Mundial, aconteceu a diviso da Alemanha em quatro reas: EUA, Gr-Bretanha, Frana e URSS passaram a comandar e administrar

    Desenho de Sarah Lenzi e Paulo Henrique Abelino.

    cada uma destas regies. Porm, no ano de 1949, os pases capitalistas (EUA, Gr-Bretanha e Frana) integraram suas reas Repblica Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental). O setor sovitico passou a ser integrado Repblica Democrtica da Alemanha (Alemanha Oriental), seguindo o sistema socialista.

    At o ano de 1961, os cidados de Berlim podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porm, em agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migrao de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo as duas reas e decretou leis proibindo a passagem das pessoas para o lado ocidental da cidade.

    O Muro de Berlim, que se tornou o maior smbolo da Guerra Fria, no respeitou casas, ruas ou prdios.

    Famlias foram separadas da noite para o dia. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Este fato representou o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegrao da Alemanha.

    Portanto, a corrida espacial no foi s uma disputa ideolgica por poder e influncia no mundo. O macio investimento feito em pesquisa foi fundamental para o desenvolvimento da educao e para conquistas tecnolgicas importantes para a humanidade.

    REFERNCIA

    GOMES, Cristina. Guerra Fria. Disponvel em . Acesso em 30/05/2016.

    GAMA, E. M. S. F.; LOPES, L.; LOPES, M. L. Geografia, 9 ano: Ensino Fundamental. Belo Horizonte: Ed. Educacional, 2015. Livro 1.

  • A VOZ DA HUMANIDAVI4

    Por Tamires de Souza (1 srie, ensino mdio)

    Independente da religio, famlia e do local em que nascemos, desde pequenos somos expostos aos mitos existentes na sociedade. Mas afinal, o que o mito? Como o mito permanece na sociedade atual?

    A palavra mito vem do grego mythos que pode ser traduzida como discurso ou narrativa. Para falarmos sobre o que o mito, devemos abandonar nossa concepo de que mito algo falso, irreal, inventado. O mito , antes de tudo, uma narrativa, indiferente do julgamento que faamos sobre ela ser verdadeira ou falsa. Em seu sentido original, est intimamente ligado oralidade, pois na Grcia Antiga boa parte das histrias no eram escritas, mas contadas oralmente de gerao para gerao.

    Aps tantos sculos, o mito est presente na sociedade atual por meio da religio, das histrias infantis, dos filmes, como os da Marvel e DC Comics,

    das pessoas que superam sua condio humana e se tornam cones perante a sociedade. Na religio o mito se expressa por meio da criao de deuses (que talvez at existam); nas histrias infantis, atravs da criao de personagens, que normalmente transmitem uma referncia moral como, por exemplo, o personagem Pinquio, que nos ensina a no mentir; nos filmes, que criam personagens fictcios e nos induzem a querer ser igual a eles; nas pessoas que vo alm de sua prpria existncia, como o piloto de Frmula 1, Ayrton Senna, que ainda lembrado como uma referncia em termos de determinao e coragem.

    De formas diferentes, podemos perceber que apesar de termos mudado nossa forma de ver o mundo, o mito permanece como uma das possibilidades de percepo e expresso humana no mundo atual, to influente quanto o pensamento

    filosfico.

    REFERNCIA

    AMORIM, M. F. Filosofia, 1 srie: Ensino Mdio. Belo Horizonte: Ed. Educacional, 2015. Livro 1.

    O mito e sua permannci