A Importância do Fluxo de Caixa

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Text of A Importância do Fluxo de Caixa

  • UNIGRANRIO - UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO

    CV & C - CONSULTORES ASSOCIADOS

    MBA EM CONTROLADORIA E FINANAS FLUXO DE CAIXA IMPORTNCIA, COMPOSIO

    E APLICAO NAS EMPRESAS

    Fbio Castelo Branco Ponte de Arajo

    Mariana Monte Holanda

    FORTALEZA CEAR

    2004

  • UNIGRANRIO - UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO

    CV & C - CONSULTORES ASSOCIADOS

    MBA EM CONTROLADORIA E FINANAS FLUXO DE CAIXA IMPORTNCIA, COMPOSIO

    E APLICAO NAS EMPRESAS

    Fbio Castelo Branco Ponte de Arajo Mariana Monte Holanda

    Norma Vasconcelos Ucha

    Monografia apresentada com ao Curso de Especializao em Controladoria e Finanas da Universidade do Grande Rio UNIGRANRIO como parte exigncias para a obteno do ttulo de Especializao em nvel de Ps-Graduao Lato Sensu.

    Orientador: Willian Celso Silvestre

    FORTALEZA CEAR

    2004

  • UNIGRANRIO - UNIVERSIDADE DO GRANDE RIO

    CV & C - CONSULTORES ASSOCIADOS

    MBA EM CONTROLADORIA E FINANAS FLUXO DE CAIXA IMPORTNCIA, COMPOSIO

    E APLICAO NAS EMPRESAS

    Fbio Castelo Branco Ponte de Arajo Mariana Monte Holanda

    Norma Vasconcelos Ucha Defesa em:___/___/_____ Conceito Obtido:________

    Banca Examinadora

    ____________________________

    Cludio Ferreira Bastos Mestre

  • AGRADECIMENTOS

    Aos nossos familiares e a todos que direto e indiretamente contriburam para a realizao desse curso.

  • RESUMO

    O objetivo principal do trabalho Fluxo de Caixa Importncia,

    Composio e Aplicao nas empresas estabelecer um estudo sobre

    a importncia e a aplicao do Fluxo de Caixa nas empresas. O

    desenvolvimento desse tema envolve, inicialmente, discusses sobre as

    conceituaes gerais bsicas, alm de justificar sua importncia e a

    utilizao de demonstrativos de Fluxo de Caixa como ferramentas

    indispensveis boa gesto das organizaes. Conceitua os tipos de

    Fluxos de Caixa. Indica os vrios elementos que devem compor o fluxo e

    as formas adequadas para a anlise e utilizao. Mostra tambm as

    transaes que afetam e no afetam o caixa.

  • SUMRIO INTRODUO ......................................................................................................07

    CAPTULO 1

    ASPECTOS GLOBAIS DO FLUXO DE CAIXA NA CONTABILIDADE .................09

    CAPTULO 2

    A UTILIZAO DO FLUXO DE CAIXA NAS EMPRESAS....................................14

    CAPTULO 3

    MTODOS PARA ELABORAO DA DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA ..................................................................................................................24

    CAPTULO 4

    FLUXO DE CAIXA ASPECTOS COMPLEMENTARES E MODELO .................34

    CONCLUSO .......................................................................................................38

    BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................40

  • INTRODUO

    Com a nova conjuntura econmica mundial, se exige que o

    administrador financeiro esteja preparado para os novos desafios. Hoje,

    preciso gerenciar com competncia todos os recursos financeiros

    disponvel na empresa. Porm s ser possvel, se for realizado com a

    participao e integrao de todos os responsveis pela empresa.

    No processo de elaborao do fluxo de caixa devero ser

    utilizadas tcnicas gerenciais para se projetar as vendas e os custos da

    empresa, de forma que no existam desperdcios para o seus caixas.

    O fluxo de caixa constitui-se em instrumento essencial para que

    a empresa possa ter agilidade e segurana em suas atividades

    financeiras. Logo, o fluxo de caixa dever refletir com preciso a situao

    econmica da empresa, em termos financeiros de futuro.

    A metodologia utilizada neste trabalho cientfico foi de pesquisas

    bibliogrficas, artigos publicados e pesquisas na Internet.

    No captulo 1, sero tratados os aspectos globais do Fluxo de

    Caixa na Contabilidade. No captulo 2, ser tratado a utilizao do Fluxo

    de Caixa nas Empresas.

    No captulo 3, sero tratados os mtodos para a elaborao da

    demonstrao dos Fluxo de Caixa. No ltimo captulo sero tratados os

    aspectos complementares do Fluxo de Caixa.

  • Em resumo, o fluxo de caixa o instrumento que permite ao

    administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar

    os recursos financeiros de sua empresa para determinado perodo.

  • CAPTULO 1 ASPECTOS GLOBAIS DO FLUXO DE CAIXA NA CONTABILIDADE

    1.1. Consideraes Gerais

    A Contabilidade tem sido classificada, quanto s suas

    finalidades, como cincias social, embora sua metodologia de

    mensurao abarque tambm o quantitativo. Conceituada como sendo

    um sistema de informaes e avaliao, capaz de prover seus usurios

    com demonstraes de natureza econmica, financeira, fsica e de

    produtividade, devidamente estruturadas, tem se constitudo, ao longo

    dos tempos, ferramenta indispensvel boa gesto das organizaes.

    A legislao pertinente Lei N 6.404/76 que regulamenta as

    Normas Contbeis que devem ser observadas pelas Sociedades

    Annimas obriga as empresas a apresentarem, juntamente com seus

    balanos, a Demonstrao das Origens e Aplicaes dos Recursos que

    procura evidenciar as movimentaes que propiciam margem nos

    recursos de curto prazo. Para o futuro, alguns autores apiam a idia de

    substituio da Demonstrao das Origens e Aplicaes dos Recursos

    pelo Fluxo de Caixa.

    A principal justificativa tem consistido, basicamente, na maior

    facilidade de entendimento do Fluxo de Caixa, onde as informaes

    sobre o fluxo financeiro podem ser visualizadas de forma mais clara

    durante o perodo, apesar de a Demonstrao das Origens e aplicaes

    dos Recursos (DOAR) ser, incontestavelmente, mais rica em

    informaes.

  • As longo dos tempos, a busca pelo maior envolvimento dos

    contadores na administrao das organizaes, tem conduzido a

    atividade de contabilidade da condio de cincia voltada exclusivamente

    para os registros patrimoniais com fins legais ou fiscais, para uma

    situao de parceria de decises de negcios, capaz de propiciar

    informaes e anlises de natureza econmica, financeira, fsica e de

    produtividade, bem como, de oferecer estudos, projees e desenhos de

    cenrios futuros das organizaes.

    As limitaes decorrentes das Demonstraes que possuem

    carter esttico, ou seja, que representam uma determinada situao ou

    um determinado nvel ou estoque em determinado momento, motivou a

    adoo de demonstraes que representassem fluxos, com a finalidade

    se subsidiar a anlise dos balanos das organizaes. A anlise com

    base nos demonstrativos representativos de fluxos propicia a

    compreenso das modificaes ocorridas nos nveis de estoques dos

    mesmos atravs da anlise de suas movimentaes. Assim, o Balano

    Patrimonial, que representa o estoque de bens, direitos e obrigaes de

    uma entidade, demonstra uma situao momentnea, ou seja, indica os

    nveis observados num momento pontual.

    Para melhor compreenso da evoluo dos nveis de estoques

    encontrados no Balano Patrimonial, necessrio se faz recorrer a outros

    demonstrativos que representem fluxos e indiquem as movimentaes

    que geraram as alteraes observadas no espao entre um perodo e

    outro. A anlise da situao ganhar maior consistncia e proveito a

    partir da anlise, por exemplo, da Demonstrao de Resultados do

    Exerccio, que apresenta a movimentao dos fluxos de receitas e

    despesas indicando como foram gerados os resultados da organizao e

    qual a participao de cada componente na formao do resultado.

  • Tambm, na linha desse mesmo Demonstrativo, encontra-se a

    Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido. Este ltimo criado,

    provavelmente, para controlar um grupo de contas de interesse direto

    dos proprietrios do Capital das organizaes.

    Por muito tempo as organizaes tiveram que se contentar,

    exclusivamente, com os Balanos Patrimoniais, as Demonstraes de

    Resultado do Exerccio e as Demonstraes das Mutaes no Patrimnio

    Lquido. Entretanto, as organizaes continuavam a demandar

    instrumentos mais dinmicos, que se propusessem a acomodar fluxos

    completos de toda a movimentao financeira e no se limitassem a

    apresentar receitas e despesas exclusivamente segundo os regimes de

    competncia. Como resposta a essa demanda, com a pretenso de se

    tornar um Demonstrativo capaz de diferenciar-se dos demais, pela

    explicao conjunta das movimentaes dos fluxos, surgiu o Fluxo de

    Fundos.

    A expresso fundos, segundo o perodo considerado na

    anlise, pode assumir diversas interpretaes. Assim, para uma anlise a

    partir das mudanas observadas no ativo lquido decorrentes de

    operaes, ou seja, a estruturao dos fluxos de rendas do perodo. Em

    situaes que envolvam prazos menores o enfoque recomendvel ser o

    de capital circulante lquido, e finalmente se a situao de curtssimo

    prazo o enfoque volta-se para o caixa propriamente dito. Note-se, que a

    definio mais comum para o fluxo de fundos como capital circulante

    lquido, ou seja, pela diferena entre o ativo circulante e o passivo

    circulante.

    No Brasil, a Demonstrao das Origens e Aplicaes dos

    Recursos (DOAR) foi adotada com base no conceito de capital