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A Laranja Mecânica

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Montagem da turma REG 3 2015.1 CAL

Text of A Laranja Mecânica

  • 1

    A Laranja Mecnica.

    Cena 1

    Introduo musical.

    Cena 2

    Luz Narrador.

    Narrador Uma noite de inverno em algum lugar em um futuro imprevisvel, no fica

    claro onde estamos, mas obvio que se trata de uma capital de um pas qualquer.

    Este Leite Bar Korova, um rapaz dirige ao publico.

    Cena 3.

    Alex Eu, Alex e meus trs Drugs, o Pete, O Georgie e o Topeira, ns quatro

    vestidos com os panos da hora. A gente ficava no LeiteMilk Bar. Make up

    nossas minds o que fazer de noite, numa filho da puta de noite fria de inverno,

    seca pra caralho.

    Pete O LeiteBar Korova o point de Milk plus; e vocs, my friends, no devem

    sacar muito bem como so esses points...

    Georgie Well, o que eles vendem aqui e o Milk e algo mais, e a gente pode drinkar

    com ou sem shake, mas com muita pedra. E isso te d uma crazy... 15 minutos

    curtindo Dionisio e seus little Angels, e santos no seu sapato esquerdo, e luzes

    queimando na sua ideia.

    Topeira Voc tambm pode drinkar o velho e bom Milk junto com as facas como a

    gente dizia, isso te afia deixava no ponto pra dar um rapa rpido pra dar

    porrada e te deixava ligado no velho e bom entra e sai entra e sai.

    Os trs Drugs

    O que vai ser hoje, hem?

    Alex A gente sai por ai e da um look no que pinta. O dia bem diferente da noite.

    O dia para os coroas e os velhos e a noite pertence a mim e a todo resto dos

    meus Drugs.

    Cena 4

    Transao musical

  • 2

    Narrador Rua. No estamos mais na Leiteria. Um senhor, meio bbado, aparece na

    esquina. Ele tem livros de baixo do brao e um guarda-chuva.

    Homem (Cantando) E eu vou pra minha querida. Quando voc, querida, tiver ido

    embora...

    Alex Um passatempozinho pra comear a noite! (Eles se aproximam, muito

    educadamente) Com licena irmo.

    Homem (Assustado mas tentando disfarar. Fala alto.) Que? O que ?

    Alex Eu estou vendo que o senhor tem livros debaixo do brao, irmo. Nos dias de

    hoje, muito raro prazer encontrar algum que ainda l, irmo.

    Homem Ah, mesmo? , eu sei.

    Alex . E me interessaria imensamente, irmo, se voc, com todo respeito, me

    deixasse ver que livros so esses que o senhor tem debaixo do brao. No h

    nada deste mundo que eu goste mais do que um limpo e bom livro, irmo.

    Homem Limpo. Limpo, ?

    Pete pega os livros e os passa adiante. Como s tem trs. Topeira fica sem.

    Homem Mas, mas, mas...

    Georgie Isso aqui o que eu chamo de verdadeira sacanagem.

    Topeira (Folhando por cima dos ombros de Pete e indo longe demais, como sempre.)

    O aqui fala o que ele fez com ela e tem at figura! P. Voc no passa de

    um velho bbado sujo, mente poluda.

    Alex Um homem da sua idade, irmo. (Eles comeam a rasgar os livros. Topeira e

    Pete fazendo cabo-de-guerra.) Voc merece aprender uma lio, irmo, ah se

    merece.

    Eles agaram o homem, esmagam seus culos e arrancam suas roupas ate deixa-lo

    apenas de ceroulas, que comeam a ficar cobertas de sangue. Topeira ri

    alucinadamente, danando em crculos com o guarda chuva.

    Topeira Ho ho ho.

    Alex Seu velho safado.

  • 3

    Homem (Explodindo) Continuem, acabem comigo, seus covardes filho da puta. Eu

    no quero mesmo viver, no num mundo nojento que nem este.

    Alex Oh. E o que ele tem de nojento?

    Homem nojento porque ele deixa os mocos baterem nos velhos que nem vocs

    fizeram agora, e no existe lei nem ordem. Por isso eu no to nenhum pouco

    com medo de vocs, seus moleques, porque eu to muito bbado pra sentir

    dor, se vocs me baterem, e se vocs me matarem eu vou mais dar graas a

    Deus. (Eles apenas riem). Ento faam o pior que puderem, seus baderneiros

    covardes de merda. Prrrzzzzzzzz (Ele volta a cantar) Oh minha terra amada

    eu lutei por ti. Dou-te a paz e a vitoria que consegui...

    Narrador Alex se dirige plateia.

    Alex Ento a gente estourou ele gostosinho, rachando o bico dele de tanto rir. Mas

    ele continuava cantando. As facas do velho e com Milk comearam a pinicar

    e espetar um comicho crazy legal agora... Vamos nessa my brothers. Vamos

    atrs de um pouco de velha e boa visita-surpresa. O que muito bom pra

    lances de ultra-violncia.

    Cena 5

    Alex Ora, vejam s se no e o fedorento do Billyboy em peonha. E como passas

    tu, pote nojento e graxento e leo de chipe barato. Vem levar nos bagos, se

    que tem bagos, geleia de eunuco.

    Narrador E ai porrada de monte nos becos, punho pra soco, navalha pra corte.

    Cena 6

    Alex Just look pr`oc, Topeira. Suas roupinhas uma bigue confa e puro blood

    vermelho por todo a cara. Mim no gostar.

    Topeira Que me importa o que ti nao gostar, brother. Um bom de um arroto pra ti e

    os teus.

    Alex No se assim que se fala, , pra quem seu chefe legal.

    Topeira O caralho. Um bigue, enorme, caralho.

    ALEX se prepara para avanar em Topeira com sua ameaadora navalha, quando

    Georgie intervm.

  • 4

    Georgie Que porra de chefe essa? Voc Alexandre the Great? Ns nunca tnhamos

    falado dessa de chefe. Era todos por um e os Drugs todos juntos. Ta? Ratat?

    Pete P, ratat demais.

    Cena 7

    Sinfonia de Beethoven

    Narrador Em cena, professor Alexander e sua Mulher. Ela jovem bonitinha; ele

    mais velho, do tipo acadmico.

    Alex Uma great de uma noite a ti e aos teus, irmo e irm. Que oculitos mais

    super horrorshow.

    Ele se refere aos culos de Alexander, que ele arranca e estilhaa com o p. Alexander

    emite rudos de protestos, sua mulher comea a agredir tudo com a bolsa.

    Isso diverte os quatro drugs. Alex agarra a pasta de couro e tira uma pilha de

    manuscritos.

    Alex Tudo OK. Se abrigas medo no corao oh irmo, por favor, expulse-o

    imediatamente. O que isto. (Furioso) O que isto?

    Alexander Um... um. l...l...li...

    Alex Um livro. Um buque de que o senhor mister fez a escrita. Eu sempre a mais

    bigue admirao por esses tais que escrituram buques, irmo. E o nome

    Alexander, o mesmo que o meu. Isso que coincidncia. Uma Laranja

    Mecnica. Isso que titulo bacana. Quem que j ouviu falar de uma laranja

    mecnica? A tentativa de impor ao homem, uma criatura que se desenvolveu

    e tem a capacidade para a doura, que escorreu como um soco no ultimo

    esforo de criao da barba em torno dos lbios de Deus, a tentativa de impor,

    digo eu, leis e condies apropriadas unicamente a criaes mecnicas

    contra essa que levanto minha pena-espada.

    Cena 8

    Violncia estupro

    Alex Essa que musica a vera.

    Narrador Entra Mr. Deltoide, ele jovem, porm envelhecido com a tenso de seu

    emprego, que o de oficial controlador de menores em liberdade condicional.

    Ele se dirige a Alex.

  • 5

    Deltoide Se no o Xandrinho. T doentinho hoje, ento no foi ao colgio. E amanh

    de manh vai tar doentinho de novo, no ? Mas de noite uma sade s, no

    ?

    Alex Mr. Deltoide. Que surpresa encontrar o senhor nesse fucking antro de

    depravao.

    Deltoide Depravao? Pois pra mim isso est parecendo uma leiteria muito da

    inocente. Mas ouvir dizer que o leite branco pode servir de embrulho para

    certas drogas, assim como drencron, velocet, e coisas no gnero, no ?

    Alex Uma coisa horrvel, senhor. As drogas, meu senhor, so capazes de solapar

    toda a fora e toda a bondade de qualquer guy por a. Nelas no todo eu, em

    verdade vos digo.

    Deltoide No, eu sei. Temos de ficar saudveis e em forma para os crimes da noite, no

    temos? Eu e meus amigos criamos. Estamos aqio para matar nossa saudvel

    sede por uma noitada de musica. Mas destruir voc destri, no ? (Ele vai em

    Alex a cada palavra-chave) Destruir bom, no ? Arrombar. Roubar.

    Agredir. Retalhar. Daqui a pouco voc mata, no ?

    Os drugs de Alex esto claramente se divertindo com o acontecido, ver o chefe to

    obviamente repreendido. Topeira emite rudos debochados com a boca. Alex

    humilhado.

    Alex Nunca, no senhor. Never mesmo. A vida sagrada, Mr. Deltoide, sim,

    senhor.

    Deltoide Pois ouve s o que eu te digo, Xandrinho. Na prxima vez voc no vai para

    colgio correcional. Da prxima vez cana e da feia. Todo o meu trabalho

    destrudo. Minhas perspectivas de promoo frustradas. Pense bem nisso. E

    eu no digo uma s palavra a seu favor. Vou dizer que voc a maldade em

    pessoa. Que voc o Pecado Original passeando por ai. Entrego tudo, em alto

    e bom som. Entendeu?

    Alex Que nem gua de cascata. Limpa feito o cu azul sem nnuvem.

    Deltoide sai...

    Cena 9

    Transao musical

  • 6

    Cena 10

    Narrador Um apartamento no West Side. O detalhe mais significativo um busto de

    Beethoven. A campainha da porta toca. Uma VELHA se arrasta mancando na

    direo da campainha. De fora, a voz de PETE. A VELHA sacode sua bengala

    em direo voz.

    Pete Al!!!

    Velha Quem ? Quem ?

    Pete (de fora) Um acidente, dona. Meu amigo foi atropelado por um nibus. Por

    favor me deixe telefonar para chamar uma ambulncia. Por favor, please,

    please... parece que ele est morrendo. (Ouvindo Topeira imitando um

    gemido)

    Velha Eu conheo seus truques, moleque. Seus percevejos fedorentos. S aparencem

    para criar caso para a gente de verdade. Passa fora da, seno eu chamo a

    policia.

    Alex salta e aparece atrs da dela, como se de uma janela.

    Alex Por hoje, nada de telefone. Eu me dei ao puta e detestvel tra