A Maçã de Eva

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    A MA DE EVA

    Depois de Darwin ter demonstrado a Evoluo das Espcies, o Criacionismo Bblico foi totalmente desprezado. Neste momento, at os prprios catlicos, que tm as igrejas cheias de azulejos a descreverem a antropognese, tal como a entenderam, sentem-se envergonhados com essa ignorncia, que afinal uma grande sabedoria, tivessem eles sido dignos de a ter assimilado!

    A classe culta tem-se deliciado a satirizar o Gnesis. Fazer humor grosseiro muito fcil em histrias sem nexo. Isso mostra a pouca valia da classe culta. Se cumprisse a sua funo humana, melhor do que ridicularizar, teria visto que o Gnesis e as Escrituras em geral, so mitos. Os poderosos e violentos, na sua ignorncia e maldade, tomaram-nos como histrias factuais e fizeram-nos aceitar, letra, pela fora.

    Mitos correspondem a verdades para no serem reveladas na ntegra. luz do conhecimento moderno, os responsveis deviam investigar, com humildade, a cincia a oculta. E aceitarem que existe um grande abismo entre os seus conhecimentos e a sabedoria de Cristo ou de qualquer outro Mestre.

    E os tesofos? O que pensam sobre a Ma de Eva? Somos filhos de Deus ou filhos do macaco? - Os tesofos descobriram que apesar do estilo das Escrituras ser fantico, herana de um povo

    com um passado agreste, a descrio Bblica rigorosa; um mito feito de smbolos importantes. Smbolos que escondem uma Cincia universal.

    No se estuda Cincia sem previamente conhecer os seus smbolos e o significado exacto do que se descreve.

    Sophia uma Cincia feita de smbolos muito fechados, para defesa dos ignorantes. O homem mdio sabe que a interpretao materialista do mundo dogmtica, absurda e reveladora de grande fanatismo passional. Porque no est treinado para fazer investigao cientfica responde loucura do materialismo com o paranormal - colecciona factos inexplicveis pelas doutrinas que cientistas de pouco mrito resolveram estabelecer como ortodoxia. um fenmeno reaccional.

    O homem intuitivo quer lutar contra a aridez materialista, no sabe como e provoca-a com factos paranormais, sem rigor, facilmente ridicularizados pela objectividade cientfica. As ltimas dcadas tm sido de luta entre o paranormal e a ortodoxia; ambos os lados esgrimem os seus argumentos, sem qualquer utilidade humana, porque no responde s angustiantes dvidas insatisfeitas.

    Quem teve a intuio de que o materialismo cientfico um absurdo gigantesco, explorador da credibilidade resultante da observao objectiva dos factos naturais, j devia ter entendido que no o podemos anular com o argumento de fenmenos inexplicveis luz daquelas doutrinas, porque tais factos so logo desqualificados.

    Devemos eliminar o erro do materialismo cientfico contrapondo a verdade s doutrinas falsas, servindo-nos de mtodos adequados de investigao cientfica. Chegou a hora de enfrentar a crise humana e expurgar de vez a tendncia para o miraculoso, o estranho, o sobrenatural. E quem insistir nesse caminho ser rapidamente marginalizado como pouco inteligente e afim de ideias bizarras sobre o Mundo e o Universo, baseadas em factos idnticos aos das crendices religiosas.

    Temos de demonstrar que o materialismo cientfico antagnico com os factos naturais e com o ensino dos Mestres, recolhido na Tradio universal dos povos.

    PROMIO O BEM E A LEI

    EXISTEM EM NS

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    O resto so fantasias que podem dar um grande gozo sensual a quem as acarinha, mas no trazem a verdade ao mundo. Se querem ajudar o mundo comecem a fazer Cincia com os dados da Religio-Cincia e mostrem a sua verdade em comparao com o materialismo.

    As Escrituras tm, como os textos de outras tradies, um conjunto enorme de elementos de Cincia Espiritual a contrapor s doutrinas mistificadoras da Cincia profana.

    Uma das grandes dificuldades culturais do ocidental, em trevas agravadas pela opresso do fanatismo religioso, que rompeu com o Mundo Antigo, a ignorncia da estrutura do Homem e do Universo. Tema classificado esotrico para o homem ocidental era no-transmissvel no ocidente, por causa de conflitos humanos milenares e bloqueantes da vida espiritual, por se orientarem para realizaes materiais, revelia do esprito, j antes da Era Crist.

    Desde h milnios, o homem ocidental est vido de desenvolvimento do plo da matria custa do plo espiritual. E isso tem um custo!

    Enquanto no Ocidente as trevas espirituais desciam sobre o homem, no Oriente eram ensinadas: as estruturas dos seus veculos de manifestao; e os sete Planos da Natureza. Baseados nesse ensino podemos levantar o vu da Cincia Espiritual. O Imperador Alexandre Magno pensava que a crise do Ocidente era resolvel pela ligao ao Oriente. Ele mandou fundar uma cidade - Alexandria - dedicada promoo desse objectivo humano.

    Mas os cristos arrasaram os centros culturais daquela cidade, a primeira cidade dos tesofos, para que no pudesse cumprir o seu destino. Foi substituda, no ltimo sculo por Adyar, onde a Humanidade deposita grande esperana.

    Ningum diga - no se sabe, l porque os ocidentais no sabem. Quem o faz, rejeita bilies de homens por viverem no oriente, possuidores de uma outra cultura mais avanada espiritualmente, que foram explorados pelos que tinham recursos materiais e, s vezes, eram apenas andrides, sem esprito. As trevas espirituais do Ocidente no so ignorncia da Humanidade; ignorncia do homem ocidental e de andrides, orgulhosos da sua tecnologia, donos e polcias do saber! O ocidental no se limita a ser orgulhoso, autonomeou-se salvador do mundo, pela fora, e, com terrvel esprito de misso, faz tbua rasa do que no se identifique com os seus trilhos culturais.

    O ocidental era assim antes do Cristianismo; armado de fervor das crenas religiosas foi conquista e colonizao do mundo; equipado de tecnologia materialista, apoderou-se de civilizaes, natureza, espao csmico!

    Os psiclogos estudaram a gnese desta militncia patolgica, agravada no Ocidente com a Reforma - exaltada no Calvinismo com o dogma da predestinao levado ao absurdo. Quem eram os escolhidos de Deus? Os que tivessem sucesso material.

    Os ardores Calvinistas atenuaram-se, mas no inconsciente ocidental h uma procura de louvores, a nsia de reconhecimento, um substituto psicolgico, dos valores presentes no homem. Para ganhar o cu h que conquistar coisas e ser notado. O comportamento do homem ocidental, quer seja crente ou ateu, tm na base motivaes do tipo: estigma do eleito do Senhor e necessidade de ser louvado. a deformao espiritual convertida em materialismo, posses, separatividade. A escolha dos predestinados de Deus era avaliada pela riqueza e poder.

    Os vencedores na vida eram os escolhidos de Deus e assumiam o estatuto at s ltimas consequncias!

    Por contraste, a cultura espiritualmente viva de outras civilizaes, pobres de meios materiais, tida, no inconsciente ocidental, como de homens rejeitados de Deus, no-eleitos, no-vencedores,

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    to desprezveis quanto os no-arianos para os nazis. Os hindus eram os prias, o lixo de Deus. Ainda o so no inconsciente ocidental . Os tesofos tiveram de se esforar muito para abater o trono dos eleitos da f.

    O divino pode ser experimentado em cada homem, porque o homem a sua emanao, mas no pode ser descrito ou pensado. O povo faz os deuses e as religies medida das foras existentes na sua natureza temporal. Fosse qual fosse a religio aceite no ocidente encontraramos sempre as crenas necessrias para justificar as foras malignas, vivas na conscincia colectiva.

    Ningum desconhece a existncia de homens de sageza muito acima da mdia, em todas as civilizaes. Os gregos chamaram-nos filsofos. Eles eram educados como cientistas totais, em Escolas de Mistrios.

    A Cincia profana tem trs sculos. A Cincia Espiritual multissecular. O bloqueio de conhecimento, imperativo para defesa do homem ocidental, pelas ms consequncias do uso de um saber, gerou uma interpretao reducionista do Mundo: - o mundo a matria que vemos; e se no matria subjectivo, imaterial, inexistente. Para o ocidental todas as foras so materiais fsicas e no h outros Planos da Natureza seno o Fsico. Ele nunca poder entender factos to importantes como:

    - A energia do pensamento capaz de curar ou fazer adoecer, gerar epidemias, precipitar desastres naturais ou acidentes e que a vida depende daquilo que a comunidade pensa e sente.

    - A energia emocional que pode magnetizar uma massa popular;

    - A cura por transferncia de vitalidade atravs do magnetismo das mos e os fenmenos religiosos dependentes da imposio das mos; o poder dos sacramentos ministrados pelas Igrejas;

    - A importncia de manter centros sagrados de proteco noosfera.

    No h esprito sem matria. Logo, todas as funes da nossa conscincia (vontade, intuio, pensamento, emoo, sensao) tm um suporte material. Outras interpretaes tm um cariz avesso prtica cientfica de demonstrar tudo quanto conhecemos, por experincia de factos directos ou indirectos, incluindo a experincia exposta pelos Mestres, de conhecimento directo.

    O homem no procura a verdade, mas justificar-se . As ideologias sossegam a alma depois de terem sufocado a verdade l existente. Porque toda a Verdade e Bem existem em cada homem, desde toda a Eternidade; basta-nos abrir o acesso a esse nvel da conscincia. a realidade mais importante a aprender, se desejamos uma vida melhor.

    A mentira comea por ser uma recusa da verdade, por razes psicolgicas. uma incapacidade de ser livre, de assumir a verdade em ns. No deis aos ces as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas prolas, no acontea que... vos despedacem. Tirar ao cadver ou personalidade o erro desejado o mesmo que retirar o osso ou naco de carne da boca do co feroz e assassino. Cristo o disse.

    Todos j devem ter pensado no ridculo da situao narrada no Jardim do Pa