A prostitui§£o feminina no Brasil: da “quest£o de pol­cia ... A prostitui§£o feminina no

  • View
    220

  • Download
    0

Embed Size (px)

Text of A prostitui§£o feminina no Brasil: da “quest£o de pol­cia...

  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO PR-REITORIA PARA ASSUNTOS DE PESQUISA E PS-GRADUAO

    DEPARTAMENTO DE SERVIO SOCIAL MESTRADO EM SERVIO SOCIAL

    A prostituio feminina no Brasil: da questo de polcia conquista de

    direitos

    Tatiane Michele Melo de Lima

    RECIFE - 2011

    TATIANE MICHELE MELO DE LIMA

  • A prostituio feminina no Brasil: da questo de polcia conquista de

    direitos

    Dissertao apresentada ao Programa de Ps-Graduao em Servio Social da Universidade Federal de Pernambuco para obteno do ttulo de Mestre em Servio Social, tendo como orientadora a Prf. Ps-Doutora. Maria de Ftima Gomes de Lucena.

    RECIFE - 2011

    Lima, Tatiane Michele Melo de

  • A prostituio feminina no Brasil: da questo de polcia conquista de direitos / Tatiane Michele Melo de Lima. - Recife : O Autor, 2011.

    113 folhas. Orientadora: Prof. Dr Maria de Ftima Gomes de Lucena. Dissertao (Mestrado) Universidade Federal de Pernambuco. CCSA. Servio Social, 2011. Inclui bibliografia. 1. Prostituio feminina. 2. Gnero. 3. Direitos humanos. 4. Estigma. I. Lucena, Maria de Ftima Gomes de (Orientadora). II. Ttulo. 362 CDD (22.ed.) UFPE/CSA 2011 - 118

  • todas e todos que tiverem o interesse de ler este trabalho, que se dispuser a buscar alm do aparente, para que vislumbremos os novos dias, quando novas pginas sero escritas por mulheres e homens livres e iguais. Agradecimentos

  • fora criadora da natureza que nos deu a vida e tudo o que realmente

    precisamos, nosso livre arbtrio, nosso poder de pensar e recriar: Deus.

    Cristina e Jorge (meus pais), Taciana, Giordano, aos pequenos Vincius e

    Letcia (meus amores), avs e demais familiares pela pacincia, compreenso

    e apoio.

    Ftima Lucena pela orientao, verdadeiramente co-autora deste trabalho,

    que soube incentivar, cobrar e colaborar na perspectiva de construir junto.

    Aos professores da Ps-Graduao, e aqueles que compuseram a banca pela

    disponibilidade e interesse no tema: Izaura Fisher, Vitria Gehlen, e em

    especial, Denis Bernardes e Socorro Abreu, pelas valiosas contribuies

    quando a dissertao ainda era um projeto.

    s companheiras e companheiros da Coordenadoria de Defesa Civil do Recife

    (CODECIR) pelo incentivo, interesse e solidariedade nos momentos em que

    precisei me ausentar, particularmente a gerncia da Regional Oeste (onde

    trabalho) e a coordenadora Keila Ferreira pela flexibilidade e apoio.

    Tenho muitas amigas e amigos, gostaria de citar todos os nomes, pois sou

    muito grata pela torcida de todas e todos, mas sei que nossa amizade dispensa

    referncias nominais. Assim, irei mencionar as pessoas que contriburam

    diretamente com este trabalho desde que era um projeto para ingressar no

    mestrado, lendo, opinando, e ajudando, inclusive nos detalhes: Thiago, Greyce,

    Joo, Juliana, Mariane, Diego, Mirella e Carol. E a Bernadette Amazonas,

    bibliotecria da UFPE, que faz um belssimo trabalho com as obras raras e foi

    bastante solcita. Por fim, aos colegas da turma do mestrado, especialmente

    Celso e Suamy.

  • Reine de Joie - Henri de Toulouse -Lautrec

  • Resumo

    O presente trabalho objetiva analisar a trajetria da luta por direitos das

    mulheres prostitutas. Partimos do suposto de que a negao de direitos faz

    parte de um contexto maior de violncias vivenciadas por estas mulheres.

    Destacamos ainda a violncia institucional presente na discriminao do

    Estado em relao s prostitutas, atravs da legislao e das aes

    regulamentaristas com o cariz higienista e persecutrio, bem como da violncia

    policial. Investigamos a relao do estigma com essas violncias.

    Para tanto, utilizamos como metodologia a anlise documental, fizemos

    uso das legislaes brasileiras como os cdigos civis e penais e tambm das

    ordenaes do reino de Portugal. Dispomos tambm da observao

    participante.

    Atravs da anlise documental da legislao e do material produzido

    pela Rede Brasileira de Prostitutas, em especial da pesquisa Direitos Humanos

    e Prostituio Feminina sob a coordenao do ncleo de pesquisa da ONG

    Davida. Nossa anlise confirmou a existncia dos vrios tipos de violncia e

    mostrou a ntima relao destas com o estigma, o tabu da sexualidade e por

    sua vez, a relao destas com a sociabilidade do capital.

    Palavras Chaves: Prostituio Feminina, Gnero, Direitos Humanos, Estigma.

  • Abstract

    The present project comes to analyze the long way of fights for the rights

    of prostitute women. We came from the idea that the denial of rights is part of a

    bigger context of violence lived by these women. Besides that, we highlight the

    institutional violence in the state discrimination with the prostitutes through the

    law and the regulation actions with the hygienist and persecutory aspect as well

    as the police violence. We investigated the stigma relation with these kinds of

    violence.

    To do so, we used as methodology the documental analysis, making use

    of Brazilian laws, such as civil and penal codes and the Kingdom of Portugal's

    ordinations. We also counted on participant observation.

    Through the documental analysis of the legislation and the material

    produced by the Brazilian network of prostitutes, specially the research of

    Human rights and Feminine prostitution coordinated by Davida ONGs

    nucleus of research. Our analysis confirmed the existence of different kinds of

    violence and showed a close relation between these violences and the stigma,

    and between the sexuality taboo and the capital sociability as well.

    Keywords: Prostitution, Feminine, Gender, Human Rights, Stigma.

  • Sumrio

    Introduo------------------------------------------------------------------------------------------------10

    Captulo I MULHERES DO BRASIL ANLISE HISTRICA SOBRE A CONDIO FEMININA NO BRASIL E AS VIOLNCIAS DO ESTIGMA DA PROSTITUIO------29 1.1Mulheres do Brasil: perspectivas histricas sobre a questo da violncia intrnseca

    as relaes de gnero-------------------------------------------------------------------------------------

    ----29

    1.2 As violncias do estigma da prostituio--------------------------------------------------------

    -31

    1.3 Prostituta e mulher as tramas histricas brasileiras.---------------------------------------

    -43

    1.4 O que ser, o que ser que est na fantasia dos infelizes? Que est no dia a dia

    das meretrizes?---------------------------------------------------------------------------------------------

    ------50

    Captulo II- MULHERES EM MOVIMENTO: LUTAS SOCIAIS DAS MULHERES NO BOJO DAS LUTAS SOCIAIS FEMINISTAS-------------------------------------------------------59 2.1 Mulheres em Movimento: abrindo os caminhos das lutas sociais das mulheres

    prostitutas no bojo das lutas sociais feministas----------------------------------------------------

    59

    2.2 A prostituio como questo de poltica: A luta por direitos e contra o estigma.-----

    70

    2.3 Prostituio e Direitos Humanos------------------------------------------------------------------74 2.4 prostituio e guetos---------------------------------------------------------------------------------

    75

    2.5 Avanando na questo de poltica: Classificao Brasileira de ocupaes------------

    77.

  • Captulo III MULHER DA VIDA, PRECISO FALAR: COMO CASO DE POLTICA.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------83 3.1 As mulheres da rua tomam as ruas--------------------------------------------------------------84 3.2 As mulheres da rua se organizam----------------------------------------------------------------

    86

    3.3 As mulheres da rua se previnem------------------------------------------------------------------

    90

    3.4 As mulheres da rua e a tentativa de construo de uma legislao---------------------

    92

    Concluso---------------------------------------------------------------------------------------------------99

    Referncias----------------------------------------------------------------------------------------102 Anexos----------------------------------------------------------------------------------------------111

  • Nely No hPor e PelasE o c Fez oDe tuAt vLambEm u EntenQue oDesvE gan Com MontCerta Era reLuga QuanTeve E um Ao enAnun FernaFreguFoi o No diNely De se O lauComoInfart DuraAs puE FerApsInformQue Assu Cida

    houve mulheestas plagas

    s suas moscasamento de

    o que ninguudo um poucvestir-se de ebuzar um pnum tempo em

    ndeu desde co corpo mo

    vo dos homenha po do

    o tempo e aou casas, co

    a e honesta

    ecomendadar cativo em s

    ndo completodireito a bol

    ma vela enorm

    ntregar a primnciou a public

    ando de Souus e modesescolhido pa

    ia seguinte amanheceu eda vermelha

    udo do legistao cauda morto no miocrd

    nte o enterroutas chorararnando de So

    s um porre demou a todos na segunda-miria a reda

    Pedrosa A

    er mais famo

    o filho de Ine Marciano f

    m ousava fao

    enfermeira e nis flcido de

    m que ele era

    criana orada dos loens os pobres

    a fama ontratou mo

    a aos viajantsua mesa e n

    ou 70 anos o caixinhas

    me em forma

    meira fatia aocao de sua

    uza sto jornalista ara