A razão de ser da Demonstração de Fluxos de Caixa

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  • Demonstrao de

    FLUXOS de CAIXA

    EDUARDO S SILVA

    CARLOS MARTINS

  • 5

    ndice GeralNDICE DE QUADROS ........................................................................................7

    NDICE DE FIGURAS ...........................................................................................7

    LISTA DE ABREVIATURAS ....................................................................................9

    APRESENTAO ...............................................................................................11

    INTRODUO ..................................................................................................13

    I RESENHA HISTRICA DA DFC ....................................................................15

    II A RAZO DE SER DA DEMONSTRAO DE FLUXOS DE CAIXA ..............23

    III A OBRIGATORIEDADE DA APRESENTAO DA DEMONSTRAO DE FLUXOS DE CAIXA ................................................31

    IV DEMONSTRAO DE FLUXOS DE CAIXA (DFC) ......................................41

    IV.1 Mtodo de relato de fluxos de caixa .....................................................48

    IV.2 Fluxos de caixa em moeda estrangeira ..................................................49

    IV.3 Juros e dividendos .................................................................................50

    IV.4 Impostos sobre o rendimento ................................................................50

    IV.5 Investimentos em subsidirias, em associadas e em empreendimentos conjuntos ..............................................................................................50

    IV.6 Aquisies e alienaes de subsidirias e de outras unidades empresariais ..........................................................................................51

    IV.7 Transaes que no sejam por caixa .....................................................51

    IV.8 Divulgaes ..........................................................................................52

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    IV.9 Outras divulgaes ...............................................................................52

    IV.10 Vantagens ............................................................................................53

    IV.11 Desvantagens ......................................................................................54

    V EXEMPLOS DE APLICAO ........................................................................57

    V.1 Mtodo direto .......................................................................................59

    V.1.1 Caso Prtico N. 1 ..........................................................................59

    V.1.2 Caso Prtico N. 2 ..........................................................................73

    V.1.3 Caso Prtico N. 3 ..........................................................................81

    V.1.4 Caso Prtico N. 4 ..........................................................................91

    V.1.5 Caso Prtico N. 5 c/ contabilizao no Plano de Contas DFC ....106

    V.1.6 Caso Prtico N. 6 c/ contabilizao no Plano de Contas DFC ....116

    V.2 Mtodo indireto ..................................................................................124

    V.2.1 Caso Prtico N. 7 ........................................................................124

    VI NCRF 2 VS. IAS 7 .....................................................................................137

    VII AS NOVAS DEMONSTRAES FINANCEIRAS .......................................143

    VIII QUESTES DE ESCOLHA MLTIPLA .....................................................155

    CONCLUSO ................................................................................................187

    BIBLIOGRAFIA ................................................................................................191

    ANEXOS ................................................................................................195

    ANEXO 1 - NCRF 2 DEMONSTRAO DE FLUXOS DE CAIXA ...............197

    ANEXO 2 - NIC 7 DEMONSTRAES DE FLUXOS DE CAIXA .................210

    ANEXO 3 - PLANO DE CONTAS DFC ..........................................................230

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    ndice de QuadrosQuadro I.1 Evoluo da Demonstrao de Fluxos de Caixa ............................20

    Quadro III.1 Regras de classificao de determinados fluxos de caixa ............37

    Quadro III.2 Quantias disponveis, indisponveis e totais ................................38

    Quadro III.3 Retribuio total ou parcial da operao .....................................40

    Quadro III.4 Quantia de caixa e seus equivalentes em subsidirias ou unidades empresariais ..........................................................40

    Quadro VII.1 Proposta de Demonstraes Financeiras ..................................147

    ndice de FigurasFigura I.1 Representao grfica da evoluo da DFC em Portugal .................21

    Figura II.1 Apresentao dos fluxos .................................................................29

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    APRESENTAO

    As exigncias aos mais diversos nveis das sociedades modernas colocam hoje universalidade das empresas e profissionais um complexo conjunto de desafios e questes para os quais teremos de ter a criatividade e capacidade de encontrar as correspondentes respostas.

    O aventureirismo, muitas das vezes sustentado no arrojo e poder de iniciativa dos empresrios, comea a ceder o seu espao previsibilidade e sustentabilidade das decises que a necessidade de segurana econmica e garantia da continuidade das empresas exigem.

    Uma tomada de deciso que envolva exfluxos financeiros, pressupe uma previso de que, no mnimo, os fluxos reequilibrem aqueles exfluxos.

    Longe vai o pensamento de que, mesmo para efeitos fiscais, as movimentaes financeiras eram consideradas da esfera exclusiva da gesto, atendendo a que, pelo menos de forma direta, no interferem no processo produtivo, ou, mais pro-priamente, nos resultados operacionais.

    O Sistema de Normalizao Contabilstica (SNC), na medida em que enquadrou os fluxos financeiros nas demonstraes financeiras das empresas, conferiu a esta importante informao uma dignidade e relevncia que at ento, exceptuando raras excepes, no lhe eram conferidas.

    Fruto de situaes especficas da economia portuguesa, aos fluxos financeiros nem sempre foi dada a importncia que eles desempenham na anlise e sustentabilidade das empresas, vistas estas como unidades econmicas em continuidade, mas antes uma matria considerada do foro particular dos empresrios, constituindo uma es-pcie de segredo de gesto, que deixavam sem resposta um complexo conjunto de questes que hoje as empresas precisam de analisar, no s no mbito da gesto,

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    mas tambm e particularmente no domnio do seu relacionamento exterior, com especial relevo para os seus financiadores.

    Com efeito, a demonstrao dos fluxos de caixa permite-nos uma leitura da composio, origem e destinos dos fundos financeiros das empresas, informao imprescindvel para uma gesto mais equilibrada e tomadas de deciso quanto oportunidade e meios de sustentabilidade dos projetos de investimento.

    Infelizmente, a tradio portuguesa, atenta a peculiaridade da nossa histria eco-nmica, mesmo no domnio do controlo fiscal, durante muito tempo, no deu a importncia devida a esta to importante informao, o que hoje j no acontece, sendo as movimentaes financeiras um dos elementos fundamentais para o con-trolo das empresas, nomeadamente de natureza fiscal.

    E no domnio profissional, atento o papel que os profissionais da Contabilidade e da Fiscalidade desempenham junto das empresas, a demonstrao dos fluxos de caixa um elemento fundamental para a orientao e aconselhamento das estratgias e rumo que as empresas devem tomar.

    O Professor Eduardo S e Silva e o professor Carlos Martins, atento o conhecimento prtico que tm das questes com que as empresas se debatem, habilitam-nos com mais esta excelente obra, possibilitando-nos no s uma maior percetibilidade da movimentao dos meios lquidos, mas tambm e particularmente uma maior familiaridade com esta to importante informao na vida das empresas.

    Bem hajam pela iniciativa.

    Lisboa, 19 de Maio de 2012

    Antnio Domingues Azevedo,Bastonrio da Ordem dos Tcnicos Oficiais de Contas e Professor Especialista Honoris Causa pelo Instituto Politcnico de Lisboa (IPL)

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    INTRODUO

    A NCRF 2 Demonstrao de Fluxos de Caixa, vem definir que, A demonstrao de fluxos de caixa deve relatar os fluxos durante o perodo classificados por ativi-dades operacionais, de investimento e de financiamento.

    A classificao por atividades proporciona informao que permite aos utentes determinar o impacto dessas atividades na posio financeira da entidade e nas quantias de caixa e seus equivalentes.

    O objetivo da Demonstrao de Fluxos de Caixa proporcionar aos utentes da informao financeira uma base para determinar a capacidade da empresa para gerar dinheiro e equivalentes e determinar as necessidades da empresa de utilizar esses fluxos, em tempo til.

    Esta Obra tem como objetivo fornecer elementos necessrios compreenso, estudo e aplicao prtica da Demonstrao de Fluxos de Caixa.

    Assim sendo, comeamos por realizar uma resenha histrica pretendendo evidenciar a evoluo da Demonstrao de Fluxos de Caixa.

    Numa segunda parte evidenciamos as razes de ser da Demonstrao de Fluxos de Caixa.

    Numa terceira parte evidenciamos as entidades obrigadas a apresentar a Demons-trao de Fluxos de Caixa.

    Numa quarta parte estudamos a NCRF 2 Demonstrao de Fluxos de Caixa, evi-denciando conceitos, categorias em que apresentado, qual o Mtodo de Relato de Fluxos