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Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região - 1º Grau PJe - Processo Judicial Eletrônico Consulta Processual 27/06/2016 Número: 0001446-41.2015.5.05.0004 Data Autuação: 21/12/2015 Classe: AÇÃO CIVIL COLETIVA Valor da causa: R$ 32.308,00 Partes Tipo Nome AUTOR SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TELECOMUNICACOES NO E BA ADVOGADO ANTONY DE TEIVE E ARGOLO - OAB: BA14988 RÉU TELEFONICA BRASIL S.A. ADVOGADO CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTRO - OAB: BA17766 ADVOGADO CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO - OAB: TO5425 ADVOGADO FABIANA GALDINO COTIAS - OAB: BA22164 Documentos Id. Data de Juntada Documento Tipo b5cc6 c3 29/03/2016 20:17 CONTESTAÇÃO Contestação

AÇÃO CIVIL COLETIVA - siqueiracastro.com.br · em face da Ação Coletiva com Pedido de Antecipação da Tutela Jurisdicional movida pelo€€€€€€€€€€€ ... FENATTEL,

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  • Tribunal Regional do Trabalho da 5 Regio - 1 GrauPJe - Processo Judicial EletrnicoConsulta Processual

    27/06/2016

    Nmero: 0001446-41.2015.5.05.0004Data Autuao: 21/12/2015

    Classe: AO CIVIL COLETIVAValor da causa: R$ 32.308,00

    Partes

    Tipo NomeAUTOR SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TELECOMUNICACOES NO E BAADVOGADO ANTONY DE TEIVE E ARGOLO - OAB: BA14988RU TELEFONICA BRASIL S.A.ADVOGADO CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTRO - OAB: BA17766ADVOGADO CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO - OAB: TO5425ADVOGADO FABIANA GALDINO COTIAS - OAB: BA22164

    Documentos

    Id. Data de Juntada Documento Tipo

    b5cc6c3

    29/03/2016 20:17 CONTESTAO Contestao

  • EXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 04 VARA DO TRABALHO DE SALVADOR - BA

    Ao Civil Coletiva N 0001446-41.2015.5.05.0004

    TELEFNICA BRASIL S/A, empresa inscrita no CNPJ sob n 02.558.157/0001-62, com sede na

    Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, n 1376, Cidade Mones, CEP 04571-936, So Paulo - SP, doravante

    denominada R, pelos procuradores que a esta subscrevem, vem com o devido respeito presena de Vossa

    Excelncia, apresentar sua

    CONTESTAO

    em face da Ao Coletiva com Pedido de Antecipao da Tutela Jurisdicional movida pelo

    , pelosSINDICATO DOS TRABALHADORES EM TELECOMUNICAES DA BAHIA - SINTTEL-BA

    fatos e fundamentos que passa a expor:

    DAS ALEGAES CONTIDAS NA PEA INICIAL

    Sustenta o Sindicato autor que a R definiu, unilateralmente, que a partir de janeiro de

    2016 far a alterao dos planos de sade at ento fornecidos aos trabalhadores, bem como das

    respectivas operadoras. Afirma que a conduta da R encontra bice no Acordo Coletivo de Trabalho

    2014/2015, na Clusula 41.

    Neste contexto requereu, em sntese:

    - Deferimento de tutela antecipada para determinar que a Reclamada

    abstenha de alterar os atuais planos de sade dos substitudos e as

    respectivas operadoras dos referidos planos, sem a prvia negociao e

    Num. b5cc6c3 - Pg. 1Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • entendimento com o sindicato, bem como abstenha de realizar prticas

    atentatrias aos direitos dos empregados, sob pena de multa diria;

    - Em sentena, seja confirmada a liminar concedida em antecipao de

    tutela;

    - Pagamento de honorrios advocatcios;

    Deu a causa o valor total de R$ 32.308,00.

    Nesse enlace, a R demonstrar nas linhas seguintes que o Sindicato autor altera a verdade

    dos fatos para pleitear direitos que sabe no fazer jus.

    I - DEFESA PROCESSUAL

    PRELIMINARES DE MRITO

    Extino do feito. Carncia de ao

    Por falta de interesse de agir

    O acesso prestao jurisdicional se justifica quando existente uma ameaa ou leso a

    direito ou prerrogativa jurdica, de modo que a atuao jurisdicional tenha uma finalidade e utilidade.

    Sendo assim, ainda que o direito ao se revele como um direito abstrato e decorrente do

    exerccio dessa prerrogativa constitucional, necessria e obrigatoriamente deve ocorrer uma ameaa ou

    leso a um potencial ou presente direito e/ou prerrogativa jurdica.

    Insta primeiramente esclarecer que o Sindicato autor ingressou com esta ao em

    , momento em que a Federao Nacional dos Trabalhadores em Empresas de21/12/2015

    Telecomunicaes - FENATTEL, j havia aprovado a proposta do Acordo Coletivo 2015/2016.

    Importante informar que o SINTTEL-BA filiado ao FENATTEL.

    Conforme documento anexo, no dia , a FENATTEL enviou R documento15/12/2015

    informando que em assembleias realizadas com os trabalhadores, nos Estados representados pela

    FANATTEL - em que est includo o Estado da Bahia - houve a aprovao por maioria dos votos e de

    Estados da proposta apresentada pelas empresas.

    Em outras palavras, a grande maioria dos Estados abrangidos pela FENATTEL aprovou a

    proposta apresentada pela R, sendo que o Sindicato autor foi um dos poucos sindicatos que discordou da

    proposta.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 2Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Dentre as disposies constantes na proposta aprovada, consta clusula que aborda,

    expressamente, a alterao dos fornecedores dos planos de sade, vejamos:

    CLUSULA 12 - ASSISTNCIA A SADE - EMPREGADOS DE ORIGEM VIVO 1

    (...)

    Pargrafo Dcimo - Em virtude da troca do fornecedor do benefcio a partir de 1 de janeiro de 2016, que

    contou com a anuncia do , as estabelecem a criao imediata de uma ComissoSINDICATO PARTES

    Paritria, composta por integrantes das , para discusso da possibilidade de melhorias no desenhoPARTES

    do plano, na rede credenciada e na operacionalizao deste benefcio.

    Percebe-se, portanto, O.que foi anudo a alterao de fornecedores dos planos de sade

    que cabe agora a participao do Sindicato autor na discusso da possibilidade de melhorias no desenho

    do plano, na rede credenciada e na operacionalizao deste benefcio.

    Desta forma, mesmo que o sindicato autor no tenha votado no sentido de aprovar a

    proposta apresentada pela empresa e, consequentemente, com aalterao de fornecedores dos planos de

    , deve acatar o decidido pela maioria dos trabalhadores e sindicatos abrangidos pela .sade FENATTEL

    Assim, a eficcia do acordo coletivo realizado no mbito da FENATTEL abrange e obriga

    todos os empregados das entidades sindicais abrangidas pela referida federao. Assim, se a deliberao

    na federao se deu de forma regular, mediante observncia tanto da convocao dos seus membros,

    quanto do qurum, irrepreensvel a aprovao da proposta apresentada pela R, no h que falar em

    inobservncia do Sindicato discordante quanto ao deliberado.

    O que no se pode admitir a propositura de ao coletiva com o objetivo de tratar de

    matria j superada por acordo coletivo, realizada com base em proposta devidamente aceita pela maioria

    dos empregados e sindicatos abrangidos pela federao.

    Diante disso, denota-se evidente ausncia de interesse de agir do Sindicato Autor, posto

    que a matria suscitada nesta ao foi devidamente superada no mbito da FENATTEL, cabendo ao

    Autor de se submeter ao decidido pela maioria, mesmo que no concorde com o teor aprovado.

    Ademais, ainda que se pudesse analisar o mrito de suas postulaes, elas esbarrariam no

    , pois nada se demonstrou que pudesse autorizar tratamento de exceo.princpio da isonomia

    Posto isso, deve o processo sem extinto, sem resoluo do mrito, por inexistncia do

    interesse de agir, com, fundamento nos arts. 267, inc. VI e 295, inc. III do Cdigo de Processo Civil.

    Por fim, deve o Sindicato Autor ser condenado as penas de litigncia de m-f, nos termos

    dos arts. 16 a 18 do CPC, por alterar a verdade dos fatos.

    Manifesta, assim, a litigncia de m-f, a deslealdade processual, o ato atentatrio

    dignidade da justia, uma vez que o Autor, sabedor que a matria j havia sido superada no mbito da

    FENATTEL, ajuizou esta demanda.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 3Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • DA ANTECIPAO DOS EFEITOS DA TUTELA

    O Autor requereu, liminarmente, a concesso da tutela antecipada para determinar que a R

    abstenha-se de alterar os atuais planos de sade dos substitudos e as respectivas operadoras dos planos de

    sade, sem a prvia negociao e entendimento com o sindicato, bem como abstenha de realizar prticas

    atentatrias aos direitos dos empregados, determinando-se que sejam observadas/cumpridas fielmente

    todas as demais disposies conferidas pela , garantindo a preservao eclusula 41 do ACT 2014/2015

    manuteno de todas as condies previstas nos Planos de Sade atualmente assegurados aos substitudos

    pelas operadoras e .BRADESCO SADE UNIMED SEGUROS

    Em este juzo acolheu o pedido de antecipao de tutela formulado pelo 22/12/2015

    Sindicato autor e, no caso de inobservncia da liminar deferida pela R, a aplicao de multa diria no

    valor de , para cada empregado/substitudo atingido pelo descumprimento das obrigaesR$ 100,00

    impostas.

    Contudo, Excelncia, conforme explicado anteriormente, no dia a FENATTEL15/12/2015

    deu cincia R quanto a aprovao da proposta do acordo coletivo 2015/2016. Diante disso, no h

    razes de existir a ao proposta e, caso no seja este o entendimento, o que se argui apenas por cautela,

    deve a liminar ser extinta, pois h aprovao formal dos trabalhadores e sindicatos da referida federao

    para que seja realizada a alterao dos planos de sade.

    Denota-se, ainda, que o Autor distanciou-se da realidade dos fatos e induziu este d. Juzo a

    erro, pois inexiste justificativa que assegure o direito pleiteado nesta ao. Neste contexto, alm de

    cassada a liminar deferida, deve o Sindicato autor ser condenado as penas de litigncia de m-f, nos

    termos dos arts. 16 a 18 do CPC, por alterar a verdade dos fatos.

    Para apresentar caso similar e para efeitos comparativos, cumpre informar, que no mbito

    da (Federao composta pelos Sindicatos da categoria profissional do DF, MG, RS, PB, PI,FITRATELP

    MA, PA e SE), foi decidido APROVAR, no dia , a proposta da empresa, acerca do04 de maro de 2016

    Acordo Coletivo de Trabalho com vigncia 2015/2016, autorizando aos sindicatos assinar o acordo

    coletivo.

    Na proposta consta que a sua aprovao implica em anuncia dos sindicatos alterao

    do plano nela tratados, bem como da desistncia de todas as aes coletivas movidas pelos

    .sindicatos com este objeto

    Alm disso, em processo movido pelo SINTTEL-MG em face TELEFONICA BRASIL

    S.A., SP TELECOMUNICACOES PARTICIPACOES LTDA. e TELEFONICA DATA S.A. (

    0011383-08.2015.5.03.0012), o representante do referido sindicato, Andr Venturini, encaminhou e-mail

    aos representantes da R solicitando que esta peticionasse nos autos requerendo a extino do processo,

    em razo de ter sido aprovada proposta da empresa acerca do Acordo Coletivo de Trabalho, vignciaa

    2015/2016 - documentos anexo.

    Assim, naqueles processos em que os sindicatos abrangidos pela FITRATELP no

    manifestaram a desistncia dos processos, a R vem peticionando requerendo o fim das demandas.Num. b5cc6c3 - Pg. 4Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTRO

    https://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Diante disso, denota-se que as tratativas realizadas tanto no mbito da FITRATELP como

    no mbito da FENATTEL, convergiram ao fim as demandas coletivas at ento propostas.

    Deste modo, no h que se permitir que ao proposta aps a aprovao da proposta do

    acordo coletivos 2015/2016 da FENATTEL seja processada e julgada por qualquer, devendo ser extinta

    sem resoluo do mrito.

    Por outro norte, no que tange a antecipao da tutela aqui discutida, oportuno salientar que

    esto ausentes os pressupostos impostos pelo inciso I do artigo 273, do CPC para a concesso da tutela

    antecipada (quais sejam, a prova inequvoca da verossimilhana de suas alegaes e, ainda, a

    possibilidade de vir o Reclamante a sofrer prejuzo irreparvel ou de difcil reparao).

    O Sindicato no demonstrou os requisitos legais para o deferimento da tutela pretendida,

    nus que lhe incumbia. Efetivamente, em nenhum momento o Autor demonstrou a existncia de qualquer

    risco de prejuzo irreparvel ou de difcil reparao a ser causado na hiptese de se aguardar o julgamento

    da questo.

    Demais disso, importa tambm destacar que o primeiro e mais importante pressuposto para

    a antecipao dos efeitos da tutela est por completo ausente no caso dos autos. Em verdade, exigiu o

    legislador, para que pudesse o autor beneficiar-se de expediente que rompe com a ordem normal do juzo,

    existncia de prova inequvoca, suficiente formao de juzo de verossimilhana acerca do quanto

    alegado na petio inicial. Consoante entendimento apresentado pelo Superior Tribunal de Justia, prova

    inequvoca apenas:

    "Aquela a respeito da qual no mais se admite qualquer discusso" (STJ - 1a T., REsp. n. 113.368-PR,

    Rel. Min. Jos Delgado in DJU n. 93, de 19/05/1997, p. 20.593)

    Ocorre que na presente ao a alegao do Autor claramente insubsistente, j que nem

    sequer comprovou a verossimilhana acerca do quanto alegado na petio inicial. No h, portanto, como

    falar-se em prova inequvoca, pelo que no existe o direito que supostamente referendaria a pretenso

    ajuizada. At porque, a documentao encartada petio inicial no se traduz em prova segura, evidente

    e robusta a amparar a concesso da tutela antecipada. Inexiste prova inequvoca.

    Tambm inexiste a caracterizao de abuso de direito de defesa com manifesto propsito

    protelatrio praticado pela R.

    Ressalta a R que ingressou com Mandado de Segurana, que tramita sob n

    1000165-92.2016.5.02.0000, que objetiva desconstituir a liminar deferida. Em decorrncia do Agravo

    Regimental apresentado, no h deciso transitado em julgado neste processo.

    Diante de todo o exposto, requer seja reja reanalisada a liminar deferida e, por fim,

    excluda.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 5Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • DA AUSNCIA DE PRESSUPOSTO DE CONSTITUIO E DE DESENVOLVIMENTO

    VLIDO E REGULAR DO PROCESSO - PEDIDOS DE NATUREZA HETEROGNEA E

    PURAMENTE INDIVIDUAL

    Cumpre ressaltar que o Autor no est legitimado a propor a presente reclamao

    trabalhista como substituto processual.

    Isto porque, ao contrrio do que entendeu a parte Autora, a CF/88 no autorizou o

    Sindicato a atuar indiscriminadamente como substituto, o que se vislumbra no inciso III do art. 8:

    III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em

    questes judiciais ou administrativas;

    Ora, assente na doutrina e jurisprudncia que a Carta Magna, no referido dispositivo, est a aludir

    , e no . Tanto que a Smula 310, do TST, no obstante tenha sido cancelada, erarepresentao substituio

    correta em afirmar, sendo certo:

    "I) O art. 8, inciso III, da Constituio da Repblica, no assegura a substituio processual pelo sindicato."

    (negritamos)

    Nos demais incisos do mesmo enunciado, o TST apontava, especificadamente, em que hipteses

    caberia a substituio, vale dizer, exclusivamente para o pleito de reajustes de determinados perodos. Confira-se:

    II) A substituio processual autorizada ao sindicato pelas L. 6708, de 30.10.1979, e 7238, de 29.10.1984,

    limitada aos associados, ,restringe-se s demandas que visem aos reajustes salariais previstos em lei

    ajuizadas at 3 de julho de 1989, data em que entrou em vigor a L. 7788.

    III) A L. 7788/89, em seu artigo 8, assegura, durante sua vigncia, a legitimidade do sindicato como

    substituto processual da categoria.

    IV) A substituio processual assegurada pela Lei n. 8073, de 30 de julho de 1990, ao sindicato alcana todos

    os integrantes da categoria e restrita s demandas que visem satisfao de reajustes salariais

    , resultantes de disposio prevista em lei de poltica salarial." (negritos nossos)especficos

    E o verbete citado est em perfeita consonncia com o art. 6, do CPC supletivo, :verbis

    Art. 6 Ningum poder pleitear, em nome prprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei.

    A melhor doutrina, a exemplo do saudoso VALENTIN CARRION, leciona neste sentido, valendo

    aqui transcrever trecho de sua obra:

    Por isso, , com mandato legal presumido, ea expresso deve ser considerada simples representao

    revogvel, o que est de acordo com a sistemtica do processo trabalhista, como se viu dos trs

    dispositivos legais mencionados acima. A grandeza e a generalidade da luta sindical prescindem da

    necessidade de esmagar a vontade individual de algum trabalhador que queira ou necessite agir

    diferentemente do conjunto de sua categoria ou em conflito com seu sindicato, e com prerrogativa de

    Num. b5cc6c3 - Pg. 6Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • escolha de advogado. Por outros fundamentos, o processualista sis de Almeida chega, no principal,

    mesma concluso, a de que (IV Congr. Bras. de DT e III de D.no h substituio, mas representao

    Const. Do T). O TST suprimiu algumas indecises pela Smula 310. lgica a afirmao de que a CF, art.

    ; (...) Em resumo: a) curvamo-nos posio do TST, mas8 , III, no assegura a substituio processual

    continuamos a entender que no h hiptese de substituio processual, mas de representao com

    , em favor do sindicato, que tem legitimidade para representar qualquer membromandato presumido por lei

    da categoria, associado ou no (...)" (destacamos)

    Nesse sentido, vale a pena colacionar a ementa abaixo:

    Ementa: SINDICATO. SUBSTITUIO PROCESSUAL. O Sindicato parte legtima para, na qualidade de

    substituto processual, ajuizar ao trabalhista visando tutelar direito coletivo ou individual homogneo da

    categoria (art. 8, inciso III, da Constitucional Federal). Todavia, essa legitimao extraordinria no se

    aplica hiptese que envolva discusso sobre direitos que necessitam de apurao probatria

    individualizada para cada substitudo. 0020800-84.2008.5.05.0493, RecOrd, 023538/2009, Processo ac. n

    SNIA FRANA, 3. TURMA, 24/09/2009.Relatora Desembargadora DJ

    No cabe ao sindicato substituio processual ampla e irrestrita; os que adotam diretriz diversa

    restringem a legitimao dos sindicatos s hipteses de interesses difusos ou coletivos, excludos sempre os

    interesses individuais heterogneos.

    Expressiva corrente jurisprudencial repele o ajuizamento de reclamao trabalhista por entidade

    sindical, restringindo o mbito da substituio processual. De fato, permanecem intocadas as razes pelas quais a

    substituio no pode ser ampla e irrestrita, como mostram os seguintes arestos:

    Sindicato. Substituio processual. O sindicato parte ilegtima para, como substituto processual, postular

    diferenas salariais decorrentes do pagamento em valor inferior aos valores mnimos estabelecidos em

    sentena normativa, uma vez que no est enquadrado nem no artigo 8, inciso III, da Constituio Federal,

    posto que este no conferiu substituio processual ampla, nem na Lei n 7.238/84, posto que a reclamao

    foi interposta em 1992 e nem na Lei n 8.073/90, uma vez que a demanda no visa satisfao de reajustes

    salariais especficos resultantes de disposio prevista em lei de poltica salarial. Recurso de revista provido

    para julgar o sindicato-reclamante carecedor do direito de ao. (TST - 1 T - Ac. n 4173/97; Rel. Min.

    Loureno Prado - DJ 01.08.97 - pg. 34309).

    Preliminar de ilegitimidade ativa ad causam. A substituio processual de natureza extraordinria e s

    pode ocorrer na hiptese de existir a necessria previso legal (art. 6 do CPC), como no caso dos arts. 195,

    872, 2, CLT, (ao depargrafo 2, da CLT (reclamatria visando ao adicional de insalubridade);

    cumprimento) e nas hipteses preconizadas no Enunciado n 310/TST. Porm, a hiptese dos autos no se

    enquadra em nenhuma destas situaes. Revista provida." (TST - 1 T - Ac. n 10439/97 - Rel. Min. Regina

    Rezende Ezequiel - DJ 05.12.97 - pg. 64276) (grifei)

    A prevalecer a tese indicada nos arestos acima transcritos, forosa ser a extino do processo sem

    exame do mrito. E, ainda que assim no seja, ao mesmo resultado se chega por outro fundamento.

    o

    Num. b5cc6c3 - Pg. 7Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Pretende o Autor, a manuteno do plano de sade anteriormente praticado por alegar que a

    alterao acarreta prejuzo, sem, contudo, nomear os substitudos e seus prejuzos para tanto.

    Ou seja, cada empregado possui uma particular e individualizvel relao jurdica de direito

    material. Fcil concluir, portanto, pela natureza HETEROGNEA E PURAMENTE INDIVIDUAL dos direitos em

    discusso, que impede o ajuizamento da ao pelo Sindicato, mesmo luz do propalado art. 8, n. III, da

    Constituio.

    No se admite a tutela coletiva quando a soluo da controvrsia no puder ser uniforme para todos

    os pretensos beneficirios. No caso dos autos, embora haja aparente uniformidade no fundamento da ao, a

    deciso poder no julgar, de forma unssona, a lide. Pelo contrrio. O resultado depender do exame da situao

    especfica de cada um dos empregados. Em sntese, cada pretenso beneficirio possui particularidades que impedem

    venha a adotada deciso nica a todos os demais. Logo, no se pode falar em substituio processual. Aser

    jurisprudncia unssona:

    Sindicato Substituio processual. O sindicato dos empregados tem legitimidade para ajuizar reclamao

    trabalhista na condio de substituto processual, objetivando o cumprimento de direitos criados em nvel de

    poltica salarial ou norma coletiva, quando no existem questes fticas que exijam comprovao." (TRT

    2 R 8 T Ac. n 2970155812 Rel. Wilma Nogueira da Silva DJSP 17.04.97 pg. 97)

    Conclui-se que, no obstante a largueza com que se tem admitido a tutela dos direitos de

    carter coletivo, A SUBSTITUIO PROCESSUAL POR ENTIDADE SINDICAL NO DEVE

    , cuja soluo demande anliseSERVIR PARA POSTULAO DE DIREITOS HETEROGNEOS

    caso a caso. Apenas os direitos difusos, coletivos ou, , individuais homogneos -com muito boa vontade

    o que, sem dvida, no o caso dos autos - podem ser debatidos. No sendo coletivo o direito

    controvertido, ainda que verse sobre todos os empregados de certa empresa, no cabe ao sindicato ajuizar

    reclamao.

    Como se no bastasse, O AUTOR NO DEMONSTROU POSSUIR AUTORIZAO

    ESPECFICA DOS PRETENSOS SUBSTITUDOS PARA A PROPOSITURA DA PRESENTE AO.

    Ausente, portanto, pressuposto de vlido desenvolvimento regular do processo. No custa sublinhar que a exigncia

    de autorizao mesmo imperativa no processo do trabalho.

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  • Se at para o ajuizamento de Dissdio Coletivo - funo natural do Sindicato, para a qual ele existe

    e constitudo - essa providncia indeclinvel, como mostra o art. 859, da CLT, torna-se ainda mais necessria e

    relevante em caso de medida de carter excepcional como , sem sombra de dvida, a pretensa substituio

    processual.

    O que se disse at aqui o bastante para demonstrar a ilegitimidade ativa do autor. Logo, o

    processo dever, em carter preliminar, ser extinto, sem exame do mrito (CPC, art. 267, VI), como j pedido.

    AUSNCIA DE PRESSUPOSTO DE CONSTITUIO E DE DESENVOLVIMENTO

    VLIDO E REGULAR DO PROCESSO. IMPOSSIBILIDADE DE REPRESTATIVIDADE DO

    SINDICATO. AUSNCIA DE AUTORIZAO EXPRESSA DOS PRETENSOS SUBSTITUDOS

    Aqui, ressalta-se ainda que na presente demanda no houve indicao de rol dos substitudos dos

    empregados e o Autor sequer tem substituio ampla e irrestrita, de forma que deve ser extinto ono associados

    processo sem exame do mrito com base no art. 267, IV do CPC, vista de falta de legitimao ativa do sindicato

    para atuar como substituto processual inclusive porque no h sequer rol de substitudos, a teor do art. 8 , III, da

    CF.

    No mais, a legitimidade ativa extraordinria atribuda pelo direito brasileiro aos sindicatos deve ser

    interpretada restritivamente, sob pena de ultrapassar os lindes dos interesses gerais da coletividade, bem como a

    esfera particular ou individual do membro da categoria que representa.

    Da porque se exige a outorga de mandato expresso ou de mera autorizao para que o sindicato

    atue como .substituto

    A autorizao se faz necessria at mesmo quando atua na qualidade de , como defluirepresentante

    do art. 859 da CLT:

    "A representao dos sindicatos para instaurao de instncia fica subordinada

    , da qual participem os associados interessados, na soluo doaprovao de assemblia

    dissdio coletivo, em primeira convocao, por maioria de 2/3 (dois teros) dos mesmos,

    ou, em segunda convocao, por 2/3 (dois teros) dos presentes". (destacamos)

    Ora, se at mesmo no que se refere aos interesses gerais ou coletivos o sindicato s pode

    "substituir" mediante mandato outorgado em assembleia, por mais forte razo, dele no se pode prescindir, para a

    hiptese em que demande a tutela de interesses individuais.

    o

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  • Logo, s se legitima a figura da processual nos casos expressamente previstos em lei esubstituio

    desde que os associados assim o desejarem - inclusive na condio de - por meio do competenterepresentante

    mandato expresso.

    Nesse passo, fora concluir que, sem mandato ou simples autorizao, falece ao sindicato

    legitimao extraordinria para agir em nome dos pretensos substitudos, caso em que o processo deve ser extinto

    sem exame do mrito, nos incisivos termos do art. 267, VI, do CPC.

    De outro modo, temos que a legitimidade ativa do Sindicato no suprema, descomedida. Ao

    revs, est adstrita aos associados do sindicato. No caso, a inicial no ministra qualquer elemento ou documentos

    que demonstrem a condio de ASSOCIADOS dos pretensos substitudos.

    o que se infere do texto do art. 872 da CLT, que:in fine,

    Art.872 - omissis

    Pargrafo nico - ... independente de outorga de poderes de seus ASSOCIADOS.

    V-se, pois, que o legislador somente conferiu poderes ao Sindicato agir em favor, repita-se, de

    seus e no de toda a categoria, como enfatizou o ento juiz :associados Cruz Guimares

    "SINDICATO S PODE REQUERER AO DE CUMPRIMENTOS PELOS

    ASSOCIADOS" (Ac. 356/80, de 06.02.1980, in Ementrio Trabalhista, de Ronald Amorim

    e Souza, n28, ano 1994)

    O TST sentenciou, repetidas vezes, que a se restringe aos associados do sindicato,substituio

    como ilustra esta ementa:

    A autorizao legal prevista no art. 195, 2 da CLT apenas para os substitudos

    associados do sindicato-Autor, sendo os no-associados carentes de ao, ante

    ilegitimidade 'ad causam' do Sindicato, pois a substituio da categoria no permitida

    pela regra consolidada. Revista parcialmente conhecida e provida." (TST - 5 T., RR

    n. 309.543/96, Rel. Min. Candeia de Souza, julg. em 19.05.99) (DJU de 13.08.99, p.

    307).

    E em se tratando, como efetivamente se trata, de pressuposto para constituio regular do processo,

    impende o indeferimento da inicial e consequente extino do feito na forma do art. 267, IV do CPC.

    DA AFRONTA DIRETA PRINCPIO DA ESTRITA LEGALIDADEAO

    Urge apontar que, no obstante estarmos diante de uma reclamao plrima para defesa de direitos

    individuais heterogneos, na eventualidade de superao das objees peremptrias, a demandante no observou o

    a

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  • previsto no artigo 94 da lei 8078/90 deixando de cumprir uma das condies de ao especficas e peremptrias

    para a tutela coletiva ora pretendida pela demandante, qual seja, a necessria publicao no rgo oficial, para que

    os interessados possam intervir no feito.

    Pelo descumprimento desse requisito de constituio vlida do processo, o demandante carecedor

    de ao devendo o presente feito ser extinto conforme prev o artigo 267 IV e VI do CPC, sob pena de restar

    afrontado o previsto no artigo 5 II da Constituio Federal.

    II - DEFESA DE MRITO

    CONSIDERAES PRELIMINARES

    Tendo em vista a unio entre a R e a empresa GVT em , houve a necessidade dembito nacional

    uma padronizao dos planos de sade oferecidos a todos os colaboradores das empresas. A padronizao se deu

    com um planejamento a nvel nacional, realizado pelo departamento de recursos humanos.

    Este cuidadoso planejamento iniciou-se , fazendo prova de tal fato ono primeiro semestre de 2014

    projeto de consultoria de anlise do benefcio de assistncia mdica (documento anexo) apresentado pela

    Mercer-Marsh Benefcios.

    O projeto teve quatro fases, quais sejam: coleta de dados; inventrio, prticas e diagnsticos;

    opes de redesenho e, finalmente, impactos financeiros.

    Em funo da grande extenso geogrfica de nosso pas, para que fosse praticvel a uniformizao

    dos planos de sade em mbito nacional, somente seria possvel incluir todos os Estados da federao com a plena

    suficincia de rede determinada pela ANS (Agncia Nacional de Sade Suplementar), mediante compartilhamento

    de rede credenciada com demais operadoras.

    Essa prtica regulamentada pela ANS e foi devidamente observada pela R.

    Ao contrrio do quanto alegado pelo Autor, a alterao das operadoras dos planos de sade

    no causou qualquer prejuzo aos trabalhadores. No houve alterao prejudicial. Os planos de sade que

    se implementar so, no mnimo, equivalentes aos que se vem utilizando.

    Em 2015 todos os colaboradores da R de eram inclusos na Seguros Unimed e osloja

    demais na Bradesco Sade. Para os colaboradores da GVT as opes eram Amil eadministrativos

    Central Nacional Unimed - CNU, atravs do portal de escolhas.

    Com a unificao da R com a GVT em mbito nacional, as operadoras vigentes tanto para

    atender os colaboradores de ambas as empresas passaram a ser Amil e CNU, cabendo ao empregado a

    livre escolha. Os colaboradores da GVT realizaram as escolhas atravs do portal e da R"Be Flex"

    atravs do . Os colaboradores que no optaram no " a operadora ser"Conexo RH" Conexo RH"

    definida com base na melhor rede credenciada de sua localidade.

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  • Conforme ser amplamente demonstrado, no houve prejuzos reais aos segurados, muito

    pelo contrrio, houve melhorias que beneficiaro, no plano nacional, todos os trabalhadores da R,

    observada a harmonizao entre os oriundos da Telefnica e os da GVT, que passaro a contar com um

    nmero maior de benefcios, como mais profissionais credenciados da rea de sade e hospitais.

    Diante do exposto, incompreensvel a pretenso autoral, que ao todo busca regredir os benefcios

    implantados pelas Reclamadas com a nova sistemtica de planos de sade, sem nem mesmo trazer aos autos

    comprovao robusta que justifiquem os pedidos.

    Em resumo: no houve qualquer prejuzo aos trabalhadores com a alterao das operadoras dos

    planos de sade, tampouco h qualquer comprovao do Sindicato neste sentido. O que aconteceu foi uma

    , de modo que atualmente so oferecidos dois planos, Amil e CNU, ambos commelhora nos servios oferecidos

    rede credenciada nacional.

    importante destacar, ainda, que no planejamento de assistncia mdica previamente citado, a

    ltima fase do estudo apresentou os impactos financeiros dos planos de sade que eram anteriormente utilizados

    pela R e o resultado foi assustador.

    Se mantidas as condies anteriormente oferecidas chegaria um momento em que a R no

    , dado o desfavorvelconseguiria manter o benefcio em questo para seus colaboradores no ano de 2016

    momento econmico que o Brasil vive.

    H que acrescentar, que uma eventual procedncia dos pedidos iniciais, o que no se

    acredita, a efetividade da deciso mostra-se prejudicada, posto que os contratos de natureza civil

    realizados outrora com as antigas seguradora, no existem mais. Tal fato gera uma impossibilidade

    econmica e financeira de reestabelecer os planos nos moldes antes ofertados.

    Ademais, no mrito da ao ser possvel concluir que a demanda inteiramente improcedente.

    DA SITUAO ATUAL ECONMICA DO SEGMENTO E DA UNIO COM A GVT

    preciso relembrar que a atual crise econmica que assola o pas ocasiona em reflexo direto nas

    negociaes coletivas da R.

    Em consequncia da severa crise, praticamente todos os setores da economia esto em violenta

    retrao, especialmente o setor de telecomunicaes. V-se com frequncia empresas tradicionais e de grande porte

    dispensando boa parte de seus empregados, em decorrncia da necessidade de corte nos gastos e at mesmo na

    produo.

    A R no realizou despedidas coletivas e esto fazendo enorme esforo para que isso no ocorra,

    evitando o aumento do nmero de desempregados no Brasil, mantendo seus colaboradores empregados em meio

    crise econmica, que s tende a piorar.

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  • Faz parte desta crise os aspectos que sero apontados no decorrer desta pea contestatria, tanto

    com relao macroeconomia, alta do dlar, ao aumento de inadimplncia e desvalorizao do servio prestado

    pelas Reclamadas, que acabam por afetar diretamente os seus resultados e crescimento.

    Ademais, conforme de conhecimento pblico, houve unio entre Telefnica e GVT, ocorrida em

    abril de 2015. Nesta senda, objetivo da R foi obter pela via da negociao coletiva a harmonizao do regime

    jurdico das duas empresas, que at ento tinham previses muito distintas.

    Desta forma, levando em considerao a crise econmica e o grande recuo na receita das empresas

    de telefonia, bem como, a grande possibilidade de mais aumento na carga tributria das empresas, as reclamadas

    esto negociando no Brasil inteiro as clusulas do acordo coletivo que levem em conta o atual cenrio econmico.

    DA AUSNCIA DE ALTERAO UNILATERAL LESIVA DA AUSNCIA DE

    DESCUMPRIMENTO DE ACT

    Esta demanda ajuizada pelo Autor sob o fundamento de que a R definiu unilateralmente que a

    partir de janeiro de 2016 os planos de sades oferecidos aos seus funcionrios seriam alterados, bem como as

    prprias operadoras que oferecem os servios.

    Neste contexto, o Autor afirma que a conduta da R encontraria bice no ACT 2014/2015 da

    categoria, especificamente quanto a Clusula 41, pargrafo stimo, que assim determina:

    Pargrafo Stimo: As EMPRESAS se comprometem a se reunir previamente com o SINDICATO,

    para apresentar, discutir e buscar a formalizao do entendimento entre as partes das possveis

    alteraes no desenho do plano, durante a vigncia deste acordo, que impactem diretamente os

    empregados segurados.

    Assim, o Autor assevera que teria sido descumprido o comando da clusula convencional, ante a

    ausncia de negociao prvia com o Sindicato, mencionando que o acordo coletivo est vigente, alm de violar o

    e e , ambos da CRFB/1988.art. 468 da CLT inciso XXXVI do art. 5 inc. XXVI, do art. 7

    Afirma, ainda, que houve direito adquirido, incorporado ao patrimnio jurdico do titular j

    consumado ou no e exigvel na via jurisdicional.

    Contudo, Excelncia, tanto as alegaes autorais quanto os seus pedidos no procedem.

    Inicialmente, necessrio destacar que em momento algum o Autor comprova suas alegaes de

    prejuzo aos empregados com a alterao das operadoras dos planos de sade, visto que no traz aos autos qualquer

    prova robusta de sua narrativa. Assim, viola o que dispe os arts. 333, I do CPC e 818 da CLT, eis que o nus de

    prova de suas alegaes lhe pertence.

    Importa destacar que o Autor d ao Pargrafo Stimo da Clusula 41 interpretao extensiva,

    , seno vejamos.distorcendo o teor do dispositivo

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  • O mencionado pargrafo probe que durante a vigncia do acordo coletivo sejam realizadas

    alteraes sem reunio prvia com o Sindicato quanto ao Este o teor do dispositivo.desenho do plano de sade.

    Ocorre que no caso em comento no estamos diante de alteraes de desenho do Plano, mas sim

    diante de o que sequer exige qualquer reunio prvia, ante a,alterao das operadoras de plano de sade

    ausncia de regulamentao normativa neste sentido.

    E como sabido pelos operadores de direito, aquilo que a Lei no probe, permitido est. Portanto,

    no estamos diante de violao da ACT 2014/2015, eis que esta nada menciona quanto qualquer necessidade de

    reunio prvia com o Sindicato para que as Rs venham a exercer o seu direito de livremente contratar empresas

    prestadoras de servio, como ocorre no caso das operadoras de plano de sade.

    At porque, qualquer inibio neste sentido acarretaria em severa violao ao princpio da livre

    iniciativa, constitucionalmente garantido como princpio fundamental por intermdio do inciso IV do art. 1 da

    Carta Magna.

    O Autor no tem poderes para impedir as Rs de, no centro de uma severa crise econmica,

    negociar e contratar empresas que fornecem bons servios por um melhor custo benefcio.

    Frise-se que em meio referida crise, inmeras tradicionais empresas dispensaram muitos

    trabalhadores, ato que as Rs esto evitando realizar, pensando na importncia da manuteno de empregos neste

    complicado momento, que s tende a piorar.

    E o ato do Autor chega a ser absurdo, vindo a Juzo com informaes desencontradas e sem

    embasamento plausvel para impedir as Rs de realizar contratao de servios de operadoras de plano de sade,

    com ampliao dos benefcios ao seu quadro de empregados a nvel nacional.

    No que tange s alegaes Autorais referentes ao art. 468 da CLT e arts. 1 e 3 da CF, no se

    aplicam ao presente caso, pois nem mesmo tem relao com o assunto que aqui se discute.

    Primeiro porque no estamos diante de alterao em contrato individual de trabalho, as condies

    contratuais dos empregados nem mesmo so discutidas na ao, no sendo aplicvel tal artigo como pretendido

    pelo Autor.

    Secundariamente, porque no caso de direito adquirido, eis que segue sendo respeitado pelas Rs

    o acesso ao plano de sade (e este no est sendo cancelado, mas sim alterado para melhoria das condies ao

    conjunto dos trabalhadores em mbito nacional, com maior abrangncia e melhor qualidade).

    No h como reconhecer o direito adquirido da forma citada pelo Autor, para que os empregados

    venham a usufruir de um especfico e determinado plano de sade, pois acarretararia s Rs o cerceamento do seu

    poder diretivo, que expressamente garantido pela legislao consolidada.

    No pode ocorrer qualquer limitao das Rs em exercer o direito de contratar parcerias com as

    empresas que melhor lhe convierem, quando no houver qualquer ofensa legislao vigente. Neste sentido,

    colacionam-se os seguintes julgados:

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  • "19076349 - SUBSTITUIO DE PLANO DE SADE EMPRESARIAL NO H COMO RECONHECER

    AO TRABALHADOR O DIREITO ADQUIRIDO USUFRUIR UM ESPECFICO PLANO DE SADE,

    POIS ENSEJARIA, VIA REFLEXA, A OBRIGAO DA EMPRESA DE MANTER UM CONTRATO

    PERMANENTE COM O PLANO DE ASSISTNCIA MDICA ORIGINALMENTE CONTRATADO, O

    QUE AFRONTA O PODER DIRETIVO DO

    EMPREGADOR. Por bvio, o poder judicirio no pode interferir nos limites normalmente aceitos como

    decorrncia do poder diretivo do empregador. Mais especificamente o poder de organizao. Que,

    assumindo os riscos do seu empreendimento, dirige e coordena o seu empreendimento empresarial visando a

    obteno de melhores rendimentos. Na hiptese em exame, a empresa migrou o trabalhador e todos os seus

    dependentes para o plano sulamrica, contratado em substituio ao anterior, no se vislumbrando em tal

    conduta, nenhuma ofensa boa-f objetiva, como alega o recorrente. (TRT 1 R.; RO 0000458-

    03.2012.5.01.0015; Stima Turma; Rel. Des. Evandro Pereira Valado Lopes; DORJ

    12/07/2013)/Exclusividade Magister: Repositrio autorizado On-Line do STF n 41/2009, do STJ n 67/2008

    e do TST n 35/2009."

    "34095379 - ALTERAO DO PLANO DE SADE FORNECIDO AOS EMPREGADOS. A

    substituio do plano de sade, por si s, no configura alterao lesiva do contrato de trabalho, pois se

    trata de deciso administrativa da empresa que, com certeza, se insere no seu poder diretivo. Evidentemente,

    o novo plano contratado deve oferecer aos empregados cobertura equivalente que era fornecida pelo

    plano anterior, sob pena de configurao de alterao lesiva do contrato. (TRT 17 R.; RO 68800-

    02.2010.5.17.0012; Rel Des Wanda Lcia Costa Leite Frana Decuzzi; DOES 18/10/2012; Pg. 331/ Nota:

    Repositrio autorizado do STF n 41/2009, do STJ n 67/2008 e do TST n 35/2009."

    No caso em comento houve necessidade de contratao de outras operadoras de plano de

    sade para o atendimento da demanda de harmonizao das condies de trabalho oferecidas aos

    empregados de dois grupos distintos que se unem (Telefonica e GVT), de forma que para a alterao as

    Rs ainda fizeram aprofundado estudo, que comprovou que no acarretaria em qualquer prejuzo

    Prejuzos estes que nem mesmo oaos seus empregados, o que ser demonstrado no tpico posterior.

    Autor pde citar em sua petio inicial.

    Destarte, diante do que at aqui foi exposto, restou amplamente demonstrado que no estamos

    diante de alterao unilateral lesiva, tampouco diante de violao do ACT 2014 / 2015, o que demonstra a plena

    validade da alterao do plano de sade, bem como da improcedncia da ao.

    DA AUSNCIA DE ALTERAO

    CONTRATUAL LESIVA 468 da CLT

    Ponderam as Reclamadas que o Direito do Trabalho costumeiramente favorvel s alteraes

    benficas aos obreiros, de maneira que, inclusive, incentiva tal tipo de alterao.

    Em que pese a alterao do plano de sade no tratar de alterao contratual, importante fazer

    algumas ponderaes sobre o tema.Num. b5cc6c3 - Pg. 15Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTRO

    https://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Pois bem, o artigo 468 da Consolidao das Leis do Trabalho prev como exigncia para a

    alterao lcita do contrato a ausncia de prejuzo, direto ou indireto, ao empregado, sob pena de nulidade da

    clusula infringente desta garantia.

    Seno vejamos:

    "Art. 468 - Nos contratos individuais de trabalho s lcita a alterao das respectivas

    condies por mtuo consentimento, e ainda assim desde que no resultem, direta ou

    indiretamente, prejuzos ao empregado, sob pena de nulidade da clusula infringente desta

    garantia."

    Sobre a impossibilidade da ocorrncia de prejuzos ao obreiro, Alice Monteiro de Barros entende

    que:

    "Prevalece [...] o resguardo do interesse obreiro ante o patronal, situando-se, em segundo

    plano, at mesmo o ato volitivo do empregado, cujo assentimento a uma alterao

    contratual que lhe danosa nenhum efeito logra produzir. Emerge a, com toda nfase, o

    carter tutelar da lei trabalhista. (BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho. Regio,

    3. Recurso Ordinrio. Vale-Transporte. Pagamento em espcie. Princpio da condio

    mais benfica. Artigo 468 da CLT. RO 00957-2008-06-03-00-3. Recorrente: Sindicatos

    dos empregados de conselhos e ordens de fiscalizao do exerccio profissional em Minas

    Gerais. Recorrido: Conselho Regional de Economia. Relator: Alice Monteiro de Barros.)"

    Feitas tais ponderaes, tambm de se frisar que o j do empregador, ou seja, o poderus variandi

    de direo pelo qual este pode alterar unilateralmente, dentro dos limites da lei, as condies de trabalho de seus

    empregados, concebe uma exceo ao princpio da inalterabilidade contratual, o que se vislumbra no caso em

    questo.

    Ora, em decorrncia do risco do empreendimento, o empregador, no exerccio de seu poder

    diretivo, pode variar algumas clusulas contratuais de acordo com a situao econmica e os interesses

    empresariais.

    Ressalte-se que a alterao de operadora do plano de sade dos empregados da Reclamada uma

    modificao corriqueira e incapaz de alterar substancialmente o contrato de trabalho, tendo o cunho de organizao

    objetiva do empreendimento.

    Tanto assim que a 4 Cmara do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina

    Processo n. 0000767- 17.2013.5.12.0004) (TRT-SC), em ao similar ( reconheceu como legtima a

    deciso de uma fbrica de peas de borracha de Joinville que alterou, de forma unilateral, o plano

    de sade oferecido aos seus funcionrios.

    A deciso foi publicada em 06.06.2014 no Dirio Oficial do Tribunal Regional do Trabalho da 12

    Regio.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 16Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • A empresa ora mencionada foi processada judicialmente por um trabalhador que se sentiu

    prejudicado com a mudana, uma vez que o novo plano oferecido passou a exigir dos usurios uma coparticipao

    de 50% sobre o valor das consultas mdicas.

    Em tal demanda, o empregado postulou pelo direito de voltar a usar o antigo convnio,

    argumentando que a troca configurou alterao unilateral e lesiva do contrato de trabalho, ora proibida pela nossa

    legislao.

    Sopesando os argumentos das partes, os Desembargadores do 12 Tribunal Regional do

    Trabalho mantiveram a deciso de 1 Instncia, entendendo que o poder de direo confere ao

    , cujaempregador a liberdade de escolher a operadora e o tipo de plano oferecido aos funcionrios

    adeso ao convnio voluntria.

    Vejamos:

    "Trata-se de faculdade do empregador proporcionar aos empregados plano de sade. A alterao

    unilateral pode existir porque a concesso do plano de sade tem natureza assistencial, e no salarial",

    apontou a desembargadora , relatora do processo. Mari Eleda Migliorini

    Assim sendo, de acordo com tal entendimento, a Consolidao das Leis do Trabalho veda a

    alterao de clusulas do contrato laboral, e no a modificao de clusulas do plano de sade ofertado

    pelo empregador.

    E em tais termos o E. Tribunal concluiu:

    "Se foi o empregador que se obrigou com a empresa prestadora do servio, dele a

    iniciativa para rescindir com esta e firmar contrato com outra empresa. No se pode

    sequer cogitar que o empregado, terceiro na relao, se oponha a uma obrigao que no

    fez parte",

    Ante o exposto, sendo o plano de sade um benefcio concedido ao empregado pelo empregador,

    decorre de seu a escolha da sociedade empresria com a qual deseja contratar o plano de assistnciajus variandi

    mdica que ser oferecido aos empregados.

    E nesta linha de raciocnio, de forma justa e brilhante, finalizou-se o acrdo:

    "O Contrato de Trabalho um ajuste que liga uma pessoa fsica a outra pessoa fsica ou jurdica, em que o

    primeiro se compromete na prestao dos servios em favor do segundo, e o segundo se compromete a

    efetuar pagamento de salrio. Da o seu carter sinalagmtico, ou seja, obrigao de prestar servio pelo

    empregado corresponde obrigao de pagar salrio do empregador.

    E dentre as obrigaes legais que incumbem ao empregador no se encontra aquela que determina a

    concesso de benefcio de plano de sade a seus empregados.

    Por essa razo, trata-se de faculdade do empregador proporcionar aos empregados plano de sade, o que

    decorrente de seu jus variandi, com fundamento em seu poder diretivo.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 17Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Sendo assim, a alterao voluntria unilateral pode existir porque, como visto, a concesso de plano de

    sade tem natureza assistencial e no salarial.

    Mas claro, ora, se foi o empregador que se obrigou com empresa prestadora de servio, dele a iniciativa

    para rescindir com esta efirmar contrato com outra empresa. No se pode sequer cogitar que o empregado,

    terceiro na relao, se oponha a uma obrigao que no fez parte.

    No se pode esquecer que a atitude da r, de proporcionar aos seus empregados o plano de sade, deve ser

    aplaudida, principalmente na catica situao vivida pela sade pblica no pas, e contra ela no se pode

    voltar."

    Justamente por estar debatendo condies de trabalho que envolvem direitos individuais

    heterogneos, no h como dizer que na presente ao seja possvel indicar alteraes contratuais lesivas ao

    conjunto dos empregados: isso teria que ser apurado caso a caso.

    Diante do exposto, no h sequer se cogitar que ferido o princpio da inalterabilidade contratual

    lesiva, pelo que se ratifica, pela improcedncia!

    DA AUSNCIA DE INCORPORAO DO PLANO

    DE SADE AO CONTRATO DE TRABALHO

    No demais lembrar que a assistncia mdica prestada, no caso, sob a forma de pagamento do

    plano de sade aos trabalhadores abrangidos pelo sindicato autor, no tem carter salarial. Inclusive, ao editar a Lei

    n 10.243/2001 o legislador fez constar no inciso IV do 2 do artigo 458 da CLT que a utilidade concedida pelo

    empregador a ttulo de assistncia mdica, hospitalar e odontolgica, prestada diretamente ou mediante

    seguro-sade, no considerada como salrio.

    A jurisprudncia dominante do Egrgio Tribunal Superior do Trabalho no sentido de que, por se

    constituir mera liberalidade, o plano de sade fornecido de forma gratuita pelo empregador no tem natureza

    salarial. Nem poderia ser diferente, pois o fornecimento de assistncia mdico-hospitalar pelo empregador no

    realizada pelo trabalho desenvolvido pelo trabalhador, mas constitui-se um benefcio de cunho social:

    A Constituio Federal de 1988, em seu artigo 170, estabelece que a ordem econmica est

    fundada na valorizao do trabalho humano e na livre iniciativa, tendo por fim assegurar a todos existncia digna,

    conforme os ditames da justia social. Estatui, ainda, que compete aos Poderes Pblicos e a toda sociedade a

    iniciativa de aes destinadas a assegurar populao os direitos relativos sade (art. 194). Segue-se, portanto,

    que a ordem jurdica constitucional impe sociedade como um todo, a includas as empresas, o dever jurdico

    geral de colaborar com o Estado na concretizao do direito sade.

    Nessa linha de raciocnio, tem-se que a concesso de plano de sade aos empregados representa

    uma ao concreta da empresa com vistas a atender ao dever jurdico que lhe imposto pela Constituio da

    Repblica. Assim, os benefcios proporcionados por essa atuao empresarial benemrita ostentam natureza

    meramente assistencial, no se constituindo em salrio `in natura', haja vista a ausncia de carter contraprestativo

    no fornecimento da utilidade.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 18Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Assim tem se manifestado o Tribunal Superior do Trabalho:

    PLANO DE SADE. SALRIO IN NATURA. INTEGRAO. IMPOSSIBILIDADE. A Lei n 10.243/01

    alterou o artigo 458 CLT que passou a vedar a assistncia sade como salrio "in natura". Assim, diante da

    vedao legal em considerar a assistncia mdica como salrio in natura no h que se falar em violao dos

    artigos 7, VI da Constituio Federal, 2, 9, 444, 458, e 468 da CLT. Tambm no se constata a alegada

    contrariedade Smula 241 do TST que versa sobre alimentao (TST - RR: 10217002620055090014,

    Relator: Alexandre de Souza Agra Belmonte, Data de Julgamento: 09/09/2015, 3 Turma, Data de

    Publicao: DEJT 18/09/2015)

    Assim, no h que falar em alterao lesiva s condies contratuais originalmente ajustadas,

    inexistindo ofensa regra legal inscrita no art. 468, da CLT, sobretudo pelo fato de que o plano de sade no

    salrio, mas uma benesse fornecida pelo empregador.

    Ainda, o plano de sade fornecido pelo empregador, em regra, deriva de ajuste contratual com

    terceiro (operadora do plano de sade), no tendo o condo de incorporar-se ao contrato de trabalho de forma

    imutvel. Isso porque, existem inmeras variveis que podem ensejar a ruptura contratual entre a empresa

    contratante e a empresa do plano de sade, tais como desinteresse da fornecedora do servio em manter o contrato

    outrora entabulado, aumento considervel do preo do produto, o que pode gerar impossibilidade financeira da

    contratante em manter o contrato, sobretudo quando o contexto econmico do pais passa por dificuldades

    financeiras.

    Desta forma, alm de a alterao do plano de sade no ter gerado nenhum prejuzo aos

    empregados das Rs, tal benefcio sequer foi incorporado ao salrio e ao contrato de trabalho, o que enseja a

    improcedncia do pleito autoral.

    TEORIA DO CONGLOBAMENTO

    As Reclamadas esto em tratativas para finalizar as negociaes do acordo coletivo 2015/2016.

    Como de praxe, negocia com todos os Sindicatos do Brasil, em duas mesas distintas, lideradas cada uma delas,

    por uma especfica Federao - Fenattel e Fitratelp. O SINTTEL/BA integra a FENATTEL.

    As negociaes, em mbito nacional, ao longo dos anos, encerram- se com sucesso por meio de

    propostas construdas pelas partes, sempre discutidas nacionalmente no mbito de cada Federao, e so aplicadas

    sobre os acordos locais, que possuem suas peculiaridades.

    Tendo em vista a unio entre a Telefnica e a GVT, em mbito nacional, estabeleceu-se, por parte

    patronal, a necessidade de construir propostas que contemplem as realidades das duas empresas, observando-se o

    Princpio do Conglobamento.

    Com relao ao assunto, oportuno trazer a conceituao dada por Dnia Fiorin Lonhi Longhi[1]

    (2009, p. 93):

    "A teoria do conglobamento pode ser conceituada como um mtodo de interpretao utilizado na existncia

    de conflitos entre normas a serem aplicadas ao contrato individual do trabalho, na qual o princpio daNum. b5cc6c3 - Pg. 19Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTRO

    https://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • norma mais favorvel que o que solucionar a questo, aplicado no conjunto, no permitindo o

    fracionamento (...)"

    A respeito do tema, o Tribunal Superior do Trabalho entende que:

    REAJUSTES E ABONO ESTABELECIDO EM CONVENO COLETIVA E NO

    RATIFICADOS EM ACORDO COLETIVO. OBSERVNCIA DO ART. 620 DA CLT E APLICAO DA

    TEORIA DO CONGLOBAMENTO. I - O acordo coletivo, em razo de sua especificidade em relao aos

    empregados da empresa, deve ser preservado, pois celebrado dentro de um contexto de concesses mtuas,

    no pleno exerccio de autonomia negocial coletiva pelos sindicatos profissionais, que no pode ser

    desconsiderada, sob pena de frustrao da atuao sindical na tentativa de autocomposio dos interesses

    coletivos de trabalho. II - Na interpretao dos ajustes coletivos prevalece o princpio do conglobamento,

    segundo o qual as normas coletivas devem ser observadas em sua totalidade e no isoladamente, pois, na

    negociao coletiva, os empregados obtm benefcios mediante concesses recprocas, sendo vedado

    .aplicar, entre as disposies acordadas, apenas o que for mais benfico aos trabalhadores

    3. invivel a aplicao em parte da Conveno Coletiva, conjugando-se com o acordo coletivo firmado

    pela categoria, como feito pelo acrdo recorrido. O art. 620 da CLT no autoriza tal procedimento,

    devendo ser interpretado como determinante da aplicao da norma mais favorvel em seu conjunto, e no

    de forma parcelada. Esse tem sido o entendimento do TST, conforme os precedentes citados. Recurso

    conhecido e desprovido. (Tribunal Superior do Trabalho, processo 0000638-21.2008.5.15.0066, 4 Turma,

    Relator Ministro Barros Levenhagem, Publicao: 07/12/2012).

    Assim, conclui-se com tranquilidade que a Teoria do Conglobamento no admite a aplicao de

    clusulas coletivas coexistentes de forma pinada de um e de outro instrumento coletivo, mas de um s em seu

    conjunto.

    Ou seja, h de se levar em considerao o aspecto geral da norma, e no uma ou outra disposio de

    cada, j que o instrumento coletivo como um todo foi fruto de ampla negociao coletiva, onde as partes

    envolvidas, ao entabular as clusulas, , decederam de um lado para receberem em contrapartida de outro

    forma a melhor amoldarem-se as clusulas entabuladas concreta realidade da relao entre os interessados.

    Referente aludida teoria, significativo citar a emblemtica lio do Exmo. Sr. Ministro Maurcio

    Godinho Delgado:

    "A teoria do conglobamento certamente a mais adequada operacionalizao do critrio hierrquico

    normativo preponderante no Direito do Trabalho. A seu favor tem a virtude de no incorporar as apontadas

    distores da teoria da acumulao, alm de ser a nica teoria a harmonizar a flexibilidade do critrio

    hierrquico justrabalhista com a essencial noo de sistema inerente idia de Direito - e de cincia.

    A superioridade da orientao terica do conglobamento fez com que o prprio legislador claramente se

    reportasse a essa orientao, em situao de conflito de normas jurdicas. De fato, a Lei n 7.064/82, que

    dispe sobre a situao de trabalhadores brasileiros contratados ou transferidos para prestarem servios no

    exterior, socorreu-se da teoria do conglobamento no contraponto entre a lei territorial externa e a lei

    brasileira originria. Observe-se, nessa linha, o texto do art. 3, III, do mencionado diploma legal: 'a

    Num. b5cc6c3 - Pg. 20Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • aplicao da legislao brasileira de proteo ao trabalho, naquilo que no for incompatvel com o

    disposto nesta Lei, quando mais favorvel do que a legislao territorial, no conjunto de normas e em

    relao a cada matria'. (...).

    Ressalte-se, por fim, que o parmetro para se proceder comparao da norma mais favorvel no ser o

    indivduo, tomado isoladamente, mas a coletividade interessada (categoria, por exemplo) ou o trabalhador

    objetivamente considerado como membro de uma categoria ou segmento, inserido em um quadro de

    natureza global. Como se nota, tambm por esse aspecto, o critrio do conglobamento emerge como o mais

    adequado na dinmica de apreenso da norma trabalhista mais favorvel" ("Curso de Direito do Trabalho",

    LTr, 2 Edio, p. 182).

    No atual mundo de economia globalizada, a Teoria do Conglobamento se faz ainda mais

    necessria, pois recomenda ao Operador Jurdico que busque a regra mais favorvel nos termos anteriormente

    expostos, mas com foco no conjunto de institutos componentes do sistema.

    Assim, devem ser considerados os benefcios obtidos por uma categoria profissional no conjunto de

    preceitos, no podendo a anlise ser feita de forma isolada.

    As propostas patronais apresentadas em mesa contemplaram, sempre, essa realidade, conforme se

    pode aferir nas atas a apresentaes anexas. A dinmica da negociao, liderada por duas federaes, permaneceu a

    mesma.

    Foram iniciadas as negociaes, conforme as atas de reunio anexas, sempre com a finalidade de

    compor as clusulas entre as partes, sem necessidade de qualquer interveno do judicirio.

    A anlise da documentao anexada esta defesa comprova sua boa vontade para finalizar a

    negociao de maneira satisfatria a todos os envolvidos, visando, inclusive, o respeito aludida teoria.

    Nesta senda, o novo regulamento empresarial relativo ao plano de sade dos empregados das

    Reclamadas expandiu os benefcios at ento concedidos. E em que pese as operadoras de plano de sade terem

    sido modificadas, . No caso dos autos, no houve prejuzos aosos benefcios foram comprovadamente alargados

    trabalhadores, uma vez que as alteraes realizadas no representou nenhuma modificao prejudicial, muito pelo

    contrrio, lograram benesses que anteriormente no eram concedidas.

    Assim, evidente que a pretenso desta demanda esbarra no princpio do conglobamento, segundo o

    qual no se pode pinar de normas distintas o que melhor atende a uma parte, criando uma terceira norma mais

    benfica; deve-se observar uma norma em seu conjunto.

    Desta forma, qualquer anlise comparativa de diferentes fontes de direito, nas quais se incluem a

    negociao coletiva e os regulamentos empresariais, deve ser feita considerando as normas de um modo geral, o

    conjunto das disposies analisadas.

    DO COMPARATIVO ENTRE OS PLANOS DE SADE DA NORMA MAIS FAVORVEL

    Num. b5cc6c3 - Pg. 21Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Alm dos argumentos at ento expostos pela R, necessrio se faz demonstrar o comparativo

    benfico entre os planos de sade objeto da presente discusso.

    Conforme j explanado, ainda que a alterao discutida nos presentes autos tivesse alterado as

    normas contratuais at ento existentes, no se pode negar, que no caso em comento, no se pode realizar uma

    interpretao gramatical do artigo 468 da CLT. Conforme exposto alhures, no caso dos autos, h necessidade de se

    imputar a interpretao restritiva da referida norma.

    Ora, no se pode dizer que as novas regras quanto ao plano de sade trouxeram malefcio

    aos trabalhadores, posto que se realizou um balizamento das condies at ento implementadas,

    sobretudo pela reestruturao empresarial decorrente da unio das empresas GVT e Telefnica, no

    sentido de melhor atender os trabalhadores que integraram a referida fuso.

    Neste sentido, no haveria espao, com a interpretao gramatical do artigo 468, para perquirir o

    conceito de benefcio e malefcio no caso dos autos.

    A anlise da norma mais favorvel em termos de direitos coletivos, diz respeito a saber se

    cada empregado tem direito a exigir seu ponto de vista isolado. No caso nos autos, ainda que o Sindicato

    Autor tenham se mostrado insatisfeitos com a nova sistemtica adotada pela empresa, para a maioria dos

    sindicatos, sem dvidas a medida foi acertada, que alm dos planos serem equivalentes, concedeu

    inmeros outros benefcios.

    Desta forma, no se vislumbra que a nova regulamentao da empresa deixou de observar

    os preceitos mnimos presentes na legislao trabalhista e demais instrumentos normativos, bem como

    normas de ordem pblica a respeito. O que se fez foi adequar o benefcio em comento a nova estrutura

    empresarial, decorrente da unio das empresas.

    Com o plano de sade antigo, se um empregado da Bahia ou seu dependente estivesse na

    cidade de So Paulo, por exemplo, e precisasse ser atendido em uma emergncia mdica neste local, no

    conseguiria ser atendido imediatamente, visto que antigo plano contratado somente atende no Estado da

    Bahia.

    J no que tange aos novos planos de sade, so oferecidos em mbito nacional, de forma que na

    necessidade de atendimento de urgncia os empregados das Rs sero imediatamente atendidos, independentemente

    do local em que se encontre dentro do territrio nacional.

    Com a migrao para os novos planos, houve um ganho elevado quanto s redes credenciadas

    (documentos anexo), com considervel aumento no nmero de hospitais conveniados e prontos para atender os

    colaborados das Reclamadas em todo o territrio nacional.

    Diante disso, indubitvel as melhorias ocorridas, eis que alm do aumento na qualidade dos

    servios prestados, houve tambm ampliao no atendimento.

    Na nova sistemtica, alm dos novos planos ampliarem os credenciados a nvel estadual, agora o

    segurado tem a possibilidade de ser atendido por inmeros profissionais no apenas na Bahia, mas tambm em

    Num. b5cc6c3 - Pg. 22Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • todos os outros Estados da federao, com melhores condies tcnicas de tratar problemas de sade que

    demandam melhor especialidade.

    Com relao a coparticipao e franquia, possvel perceber que no houve mudana. Para

    consultas eletivas, consultas em pronto socorro e exames simples, a coparticipao permaneceu 20% e paras as

    terapias permaneceu 10%, vejamos:

    TELEFONICA - ANTIGO TELEFONICA - ATUAL

    CENRIO

    ATUAL BRADESCO UNIMED BID SADE AMIL CNU

    Coparticipao e

    Franquia

    ProcedimentoCoparticipao/

    Franquia

    Coparticipao

    e Franquia

    ProcedimentoCoparticipao/

    Franquia

    20%

    Consultas eletivas

    20%

    Consultas

    eletivas

    Consultas emPronto Socorro

    Consultas emPronto Socorro

    Exames Simples Exames Simples

    10% Terapias 10% Terapias

    A coparticipao no paga no ato da realizao dos procedimentos, sendo que o seu valor

    descontado em folha de pagamento.

    Quanto s questes de reembolso, cumpre ressaltar que em decorrncia do grande nmero

    de mdicos e hospitais que passaram a atender os trabalhadores das Rs, sem dvida sero bem menos

    recorrentes. Isso porque a rede hospitalar e mdica anteriormente conveniada eram menores, obrigando o

    segurado, muitas vezes, buscar profissionais de clinicas particulares.

    O reembolso utilizado quando o prestador no credenciado na rede da operadora. O

    colaborador efetua o pagamento ao prestador e posteriormente encaminha o recibo diretamente a

    operadora para solicitao de reembolso conforme tabela.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 23Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Quanto s consultas, percebe-se que o plano Amil, por exemplo, concede reembolso a

    todos os nveis, beneficiando a todos os empregados. A CNU possui tambm reembolsos e em valores

    maiores que aqueles fornecidos anteriormente.

    Reembolso BRADESCO UNIMED Reembolso AMIL CNU

    Consultas Consultas

    Nivel 1 -Enf.

    BSICO

    65,00

    Nivel 1 -Enf.

    AMIL 20 68,40

    -

    Nivel 2 -Apto

    TNQ2

    87,38

    PRTICO 65,00

    Nivel 2 -Apto

    AMIL 40 68,40

    -

    Nivel 3 -Apto

    VERSTIL

    130,00

    Nivel 3 -Apto

    LINCX 174,00

    210,00

    Nivel 4 -Apto

    Nivel 4 -Apto

    ONE BLACK 501,00

    560,00

    Alm disso, com os novos planos, diferentemente do que ocorria anteriormente, todos os

    nveis do plano Amil possuem valor de reembolso, seja para parto normal, parto cesria, ressonncia

    magntica de crnio, terapia, tomografia e US obsttrico. Quem optar pelo CNU, os reembolsos sero

    bem mais vantajosos que os dos planos anteriores.

    Reembolso BRADESCO UNIMED Reembolso AMIL

    Parto Normal Parto Normal

    Num. b5cc6c3 - Pg. 24Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Nivel 1 -Enf.

    1.521,00

    Nivel 1 -Enf.

    1.279,08

    Nivel 2 -Apto

    4.416,59

    1.521,00

    Nivel 2 -Apto

    1.279,08

    Nivel 3 -Apto

    3.042,00

    Nivel 3 -Apto

    2.719,23

    Nivel 4 -Apto

    Nivel 4 -Apto

    6.570,50

    PartoCesria

    PartoCesria

    Nivel 1 -Enf.

    1.599,00

    Nivel 1 -Enf.

    1.470,60

    Nivel 2 -Apto

    4.416,59

    1.599,00

    Nivel 2 -Apto

    1.470,60

    Nivel 3 -Apto

    3.198,00

    Nivel 3 -Apto

    3.928,05

    Nivel 4 -Apto

    Nivel 4 -Apto

    9.481,50

    Ressonncia Magntica de Crnio Ressonncia Magntica de Crnio

    Nivel 1 -Enf.

    1.261,26

    Nivel 1 -Enf.

    734,80

    Nivel 2 -Apto

    1.098,52

    1.261,26

    Nivel 2 -Apto

    734,80

    Nivel 3 -Apto

    2.522,62

    Nivel 3 -Apto

    3.540,32

    Nivel 4 -Apto

    Nivel 4 -Apto

    3.662,40

    Num. b5cc6c3 - Pg. 25Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Terapia Terapia

    Nivel 1 -Enf.

    -

    Nivel 1 -Enf.

    28,44

    Nivel 2 -Apto

    46,20

    -

    Nivel 2 -Apto

    28,44

    Nivel 3 -Apto

    - Nivel 3 -

    Apto

    144,33

    Nivel 4 -Apto

    -

    Nivel 4 -Apto

    149,31

    Tomografia Tomografia

    Nivel 1 -Enf.

    511,02

    Nivel 1 -Enf.

    290,99

    Nivel 2 -Apto

    502,37

    511,02

    Nivel 2 -Apto

    290,99

    Nivel 3 -Apto

    1.022,05

    Nivel 3 -Apto

    1.427,20

    Nivel 4 -Apto

    Nivel 4 -Apto

    1.476,41

    US Obsttrico US Obsttrico

    Nivel 1 -Enf.

    94,69

    Nivel 1 -Enf.

    54,52

    Nivel 2 -Apto

    104,67

    94,69

    Nivel 2 -Apto

    54,52

    Nivel 3 -Apto

    189,37

    Nivel 3 -Apto

    267,74Num. b5cc6c3 - Pg. 26Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTRO

    https://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Nivel 4 -Apto

    Nivel 4 -Apto

    276,97

    Diante do exposto, no se pode afirmar que houve prejuzo aos segurados quanto aos

    reembolsos, visto que todos os colaboradores tero direito aos reembolsos.

    Quanto as acomodaes, percebe-se que nada foi alterado, pois o Nvel 1 permanece em enfermaria

    e os demais em apartamento, ou seja, nenhuma alterao.

    Segue ainda abaixo a descrio de cada produto da Amil com as suas particularidades:

    Planos Produto Descrio - AMIL

    Plano 01 AMIL 20 Rede de atendimento com abrangncia Nacional; Segmentao assistencial

    Ambulatorial + Hospitalar com Obstetrcia (parto); acomodao Quarto Coletivo;

    Reembolso

    - um vrgula nove (1,9) vezes para consultas.

    Plano 02 AMIL 40 Rede de atendimento com abrangncia Nacional; Segmentao assistencial

    Ambulatorial + Hospitalar com Obstetrcia (parto); acomodao Quarto Privativo;

    Reembolso

    - um vrgula nove (1,9) vezes para consultas.

    Plano 03 LINCX LT3 Produto da Linha Premium - Segmentao assistencial Ambulatorial + Hospitalar com

    Obstetrcia, rede credenciada do orientador mdico LINCX, abrangncia geogrfica

    nacional, acomodao quarto privativo, com direito a acompanhante, com reembolso de

    mltiplos da Tabela LINCX de Reembolso - at duas vrgula nove (2,9) vezes para

    consultas. Assistncia Viagem Internacional com valor de US$ 100.000,00 para

    urgncias e emergncias mdicas no exterior. Servios de Courier para agilidade na

    entrega de recibos e documentos para solicitao de reembolso; Agendamento de

    consultas e exames por meio de nossa Central de Atendimento 24 Horas; vacinas

    conforme Calendrio do Ministrio da Sade; Escleroterapia limite de 12 sesses por

    ano; RPG limite 40 sesses por ano; Resgate Sade; Nurseline - equipe enfermagem

    24h.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 27Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Plano 04 ONE BLACK T2 Produto da Linha Premium -Segmentao assistencial Ambulatorial + Hospitalar com

    Obstetrcia, rede credenciada do orientador mdico ONE HEALTH, abrangncia

    geogrfica nacional, acomodao quarto privativo com direito a acompanhante.

    Reembolso de mltiplos da Tabela ONE HEALTH - at oito vrgula trinta e cinco

    (8,35) vezes para consulta. Coleta Domiciliar de Exames clnicos; Assistncia Viagem

    Internacional com US$ 300.000,00 para urgncias e emergncias mdicas no exterior e

    US$ 100.000,00 para prticas esportivas. Servios de Courier para agilidade na entrega

    de recibos e documentos para solicitao de reembolso; Agendamento de consultas e

    exames por meio de nossa Central de Atendimento 24 Horas; vacinas conforme

    Calendrio do Ministrio da Sade; Escleroterapia limite de 12 sesses por ano; RPG

    limite 40 sesses por ano; Resgate Sade; Nurseline - equipe enfermagem 24h;

    Programa One Care; Salas One* nos hospitais Albert Einstein (24 horas) e

    Srio-Libans (em horrio comercial). Transplantes alm do Rol ANS: corao, pulmo,

    fgado e pncreas, Rede One Black SP - mdicos especialistas exclusivos.

    Diante de tais argumentos, no se constata qualquer prejuzo aos empregados, razo pela qualquer

    os pedidos consignados na inicial devem ser julgados improcedentes.

    IMPUGNAO DA DOCUMENTAO ACOSTADA PELO AUTOR

    A documentao acostada pelo autor, quando no comprova os termos da presente defesa,

    resta impugnada. Documentos somente poderiam ser aceitos se observada a formalidade do art. 830, da

    CLT. Todos os de carter unilateral no se prestam a nenhum fim probatrio, salvo quando confirmam o

    teor da presente defesa.

    Ficam impugnados os documentos juntados pelo autor que no contiverem qualquer

    chancela da reclamada e tampouco apresentarem identificao de quem tenha sido seu emitente, diante da

    impossibilidade de certificao acerca da veracidade de seu contedo.

    Especificamente, a R impugna os documentos de fls. 158 e 159 por no ser documento

    hbil a comprovar a suposta campanha para adeso aos novos planos de sade, so incapazes de

    comprovar as alegaes autorais.

    Desta forma, nenhum documento apresentado pelo autor tem o condo de provar as suas

    alegaes. Competia ao reclamante, nos termos do artigo 787 da CLT, instruir a petio inicial com os

    documentos indispensveis para fundamentar a propositura da ao. Assim, se no foram trazidos aoNum. b5cc6c3 - Pg. 28Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTRO

    https://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • presente feito documentos imprescindveis para provar suas alegaes, assim como foram colacionados

    documentos impertinentes e descabidos, que nada provam em seu favor, os pedidos neles fundados no

    lhe podem ser deferidos.

    DOS DOCUMENTOS DA RECLAMADA

    Alm dos documentos juntados com a defesa, ser apresentado em audincia mdia eletrnica

    contendo documentos com tamanho no suportado pelo PJE, cuja diviso causaria prejuzo ao bom entendimento

    do contedo. Desde j se requer o deferimento da juntada da mdia.

    DA AUTENTICIDADE DOS DOCUMENTOS JUNTADOS COM A DEFESA

    Afirma a R que todos os documentos juntados com a pea de defesa so autnticos, de acordo com

    o permissivo do art. 830 da CLT.

    DOS PEDIDOS

    vista do exposto, requerem as Reclamadas:

    1. Sejam acolhidas as preliminares arguidas, julgando o feito extinto sem apreciao do mrito;

    2. A produo de provas, especialmente apresentao de novos documentos ou daqueles que se

    fizerem necessrios ao contraditrio;

    3. Seja acatada a contestao, com a consequente rejeio de todos os pleitos propostos pelo

    Sindicato.

    4. A rejeio do pedido de honorrios advocatcios, eis que no existe fundamento para a sua

    concesso.

    DAS PROXIMAS NOTIFICAES E PUBLICAOES

    Por fim, requer ainda, que todas as publicaes eletrnicas, principalmente as enviadas para o Dirio

    Eletrnico da Justia do Trabalho referente a este processo sejam feitas (nosEXCLUSIVAMENTE

    termos da smula 427 do C.TST) em nome de comOTAVIO PINTO E SILVA, OAB/SP 93.542 -

    escritrio na Rua Tabapu, n 81, 4 andar, Itaim BIbi , So Paulo - SP, Brasil - CEP 04533-010, sob pena

    .de nulidade absoluta

    Termos em que

    Num. b5cc6c3 - Pg. 29Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • Pede deferimento.

    So Paulo, 29 de maro de 2016.

    CARLOS FERNANDO SIQUEIRA CASTRO

    OAB/BA N 17.766

    OTAVIO PINTO E SILVA

    OAB/SP n 93.542

    FABIANA GALDINOOAB/BA 22.164

    ALESSANDRA TRABUCO

    OAB/SP 181.456

    NEIVA MARCELLE HILLER

    OAB/SP 352.113

    TATIANA DURAND COELHO

    OAB/SP N 333.857

    VIVIAN FREIRE ALVES BRENTARI

    OAB/SP 318.378

    Num. b5cc6c3 - Pg. 30Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

  • [1] LONGHI, Dnia Fiorin. Teoria do Conglobamento: conflito de normas no contrato de trabalho. So Paulo: LTr, 2009.

    Num. b5cc6c3 - Pg. 31Assinado eletronicamente. A Certificao Digital pertence a: CARLOS FERNANDO DE SIQUEIRA CASTROhttps://pje.trt5.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=16032918170184900000010691992Nmero do documento: 16032918170184900000010691992

    CabealhondiceContestao | NUM: b5cc6c3 | 29/03/2016 20:17