Acao Revisional de Divida

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STJ nega reintegrao de posse de veculo com seis parcelas atrasadasDa Redao - 19/08/2011 O STJ (Superior Tribunal de Justia) negou a reintegrao de posse de um carro movida por uma empresa leasing contra um cliente que j tinha pago 31 das 36 parcelas do contrato. Segundo os ministros, a anlise do valor da dvida deve levar em conta o contrato total, bem como o comportamento das partes e o quanto j foi cumprido. A deciso tomada pela 4 Turma foi relatada pelo ministro Luis Felipe Salomo.De acordo com os autos, o cliente pactuou com a empresa um contrato de leasing para aquisio de veculo e chegou a pagar 31 das 36 parcelas acertadas. A instituio financeira entrou com pedido de reintegrao de posse, mas a 5 Vara Cvel de Porto Alegre negou o pedido. O juiz considerou que, como houve o adiantamento do valor residual garantido (VRG), descaracterizou-se o leasing. O TJ-SP (Tribunal de Justia do Rio Grande do Sul), ao julgar apelao da empresa, considerou que a reintegrao de posse representaria leso desproporcional ao consumidor, depois de tudo o que foi pago, e aplicou a teoria do adimplemento substancial. A empresa recorreu ao STJ, alegando que, nos termos da Lei 6.099/74, que regulamenta o arrendamento mercantil, a ao de reintegrao de posse seria procedente, pois o devedor estava com o pagamento atrasado.Segundo a empresa, a deciso do TJ-RS teria desrespeitado o artigo 51 do CDC (Cdigo de Defesa do Consumidor) e tambm os artigos 422, 394 e 475 do CC (Cdigo Civil) esses ltimos se referem ao cumprimento de clusulas contratuais e resoluo do contrato em caso de inadimplemento.Entretanto, para o ministro Luis Felipe Salomo, o direito da extino do contrato a pedido do credor deve ser reconhecido com cautela. Ele apontou que o contrato hoje prtica social de especial importncia e, consequentemente, o Estado no pode releg-lo esfera das deliberaes particulares.A insuficincia obrigacional poder ser relativizada com vistas preservao da relevncia social do contrato e da boa-f, desde que a resoluo do contrato no responda satisfatoriamente a esses princpios, ponderou o ministro relator. Essa , segundo ele, a essncia da doutrina do adimplemento substancial do contrato. O prprio artigo 475 do CC, salientou o ministro, ao autorizar a extino do contrato, abre as portas para outras formas de cumprimento do que foi pactuado. Dessa forma, a parte lesada pelo inadimplemento tanto pode pedir a resoluo como exigir o cumprimento do contrato, alm de reclamar indenizao por perdas e danos. O ministro lembrou ainda que essa orientao seguida em cdigos civis de outros pases, como o italiano e o portugus. No caso, destacou o relator, cabvel a aplicao da teoria do adimplemento substancial. Ele asseverou que essa teoria visa impedir o uso desequilibrado do direito de resoluo por parte do credor. Segundo os autos do processo, 86% da obrigao j foi cumprida e ainda haveria o depsito de R$ 10.500,44 a ttulo de VRG.O ministro Salomo tambm destacou que a dvida no desaparece, o que abriria as portas para fraudes. Segundo ele, a instituio financeira deve se valer de meios menos gravosos e proporcionalmente mais adequados persecuo do crdito remanescente.A 4 Turma negou provimento ao recurso da empresa de leasing, ficando vencido o ministro Joo Otvio de Noronha. Nmero do processo: REsp 1.051.270

====Por que ser que os bancos simplesmente pararam de financiar veculos atravs de leasing? A resposta muito simples: Porque o Leasing nunca foi oferecido ao consumidores (PF e PJ) da forma correta Para esclarecer melhor ao amigo leitor, pormenorizo a seguirVeja o que o Banco Central determina sobre o Leasing O leasing um contrato denominado na legislao brasileira como arrendamento mercantil. As partes desse contrato so denominadas arrendador ( no caso, o banco ou ou sociedade de arrendamento mercantil) e arrendatrio (o consumidor).

O objeto do contrato a aquisio, por parte do arrendador, de bem escolhido pelo arrendatrio para sua utilizao. O arrendador , portanto, o proprietrio do bem, sendo que a posse e o usufruto, durante a vigncia do contrato, so do arrendatrio. O contrato de arrendamento mercantil pode prever ou no a opo de compra, pelo arrendatrio, do bem de propriedade do arrendador.Agora observe a definio dada pelo SEBRAE Leasing Financeiro: uma operao de financiamento sob a forma de locao. Essa operao se assemelha, no sentido financeiro, com um emprstimo que utiliza o bem como garantia. A empresa contratante pode comprar o bem em questo, renovar o contrato ou devolver o bem, no final do contrato.Onde acontece a irregularidade?Ocorre que os bancos nunca ofereceram os contratos de leasing da forma correta ao consumidor, ou seja; dando ao consumidor a opo de escolha em pagar apenas o aluguel do bem durante o financiamento, e apenas ao final do contrato decidir pela compra do bem, ou optar pela devoluo ou a troca do bem por outro. O leasing sempre foi oferecido ao consumidor em uma nica verso, ou seja, pagando o aluguel mais a opo de compra ao longo do financiamento.Veja no exemplo abaixo e entenda como funcionaValor do Veculo R$ 27.500,000, em 60 parcelas, com uma prestao mensal de R$ 800,00, a qual composta por dois elementos: VRG Calor Residual Garantido (que a opo de Compra ): R$ 450,00, e pela Contraprestao Peridica (que o aluguel ou depreciao do bem): R$ 350,00.Agora vamos multiplicar o total pago de VRG (R$ 450,00 x 60 meses) e teremos R$ 27.000,00, ou seja praticamente o valor total do veculo. Sendo assim o VRG, que a opo de compra, j satisfaz o pagamento do valor do veculo. J pela contraprestao (aluguel), nesse caso, o consumidor pagar ao final R$ 21.000,00.Como deveria ser o LeasingNo ato do financiamento deveria ser dada ao consumidor a opo de pagar ou no o VRG (opo de Compra) ao longo do financiamento conforme exemplo acima, ou ento vista no final, caso decidisse por ficar com o bem. O consumidor, no querendo ficar com o bem, teria direito de troc-lo o por outro, renovando assim o contrato por mais um perodo e ou devolvendo o carro e recebendo de volta tudo que foi pago a ttulo de VRG (opo de compra) com juros e correo monetria, que, baseado no exemplo acima, seriam cerca de 27.000,00 acrescidos de juros e correo.Mentira PropositalNo leasing, quando o consumidor quer pagar uma prestao antecipada, o banco sempre informa que ele no tem direito a desconto dos juros.Mas a prestao do leasing tem os juros projetados para o perodo de todo o financiamento; logo o consumidor tem direito ao descontos dos juros sempre que pagar uma prestao antecipada.Consumidores exigem e saem do prejuzoNos ltimos cinco anos, nunca se financiou tanto veculo no Brasil em toda a sua histria. Porm, com as constantes mudanas da economia, os carros principalmente desvalorizaram muito e com isso os consumidores amargaram com grandes prejuzos. Tem consumidor pagando prestao em carro usado que corresponde hoje prestao de um carro zero. E a estratgia para no ficar nesse prejuzo entrar com a resciso do contrato de leasing junto ao banco, cancelando o pagamento das parcelas a vencer, e pendido a devoluo dos valores pagos como opo de compra (VRG) com juros e correo monetria. Com esse valor em mos, o consumidor pode dar de entrada em um veculo zero KM, e aproveitar das atuais taxas de juros reduzidas pagando uma prestao menor. exatamente por esse motivo que os bancos simplesmente pararam de oferecer financiamentos atravs de leasing. A festa acabou a partir do momento que o consumidor descobriu mais esse direito e percebeu tambm que o judicirio mais uma vez est ao seu lado.Consumidores recebem dinheiro de voltaTenho assistido muitos consumidores nessas negociaes. No comeo, como sempre, os bancos relutam em aceitar, mas depois percebem que no tero alternativa. Na tima semana quatro associados da ABC conseguiram entregar os vevculos e receber o dinheiro de volta corrigido. Caso o banco se recuse, o consumidor dever recorrer ao judicirio munido de uma percia financeira.====================================================Como evitar mandado de busca e apreenso do meu veculo?Sim perfeitamente possvel evitar a busca e apreenso de seu veculo, desde que voc aja com antecipao e cautela. A ABC afirma que 90% das buscas e apreenses e reintegraes de posse ocorridas no Brasil so totalmente ilegais pelos seguintes motivos: Comisses taxas e tarifas so inclusas ao valor financiado, sem conhecimento do consumidor, fazendo com que as prestaes fiquem em mdia 20% mais caras, e isso ilegal; Os juros de mora cobrados nas prestaes em atraso tambm calculados e cobrados de forma totalmente distorcida e ilegal. Na maioria dos contratos os juros de mora sequer so mencionados; Os protestos das prestaes em atraso so feitos em cartrios de outros estados, impedindo assim que o consumidor seja devidamente notificado.

Como feita a busca e apreenso ou a reintegrao de posse?Ambas so feitas da mesma forma. A financeira entra com ao geralmente a partir da 3 prestao em atraso(porm pode entrar mesmo com uma em atraso) pedindo ao juiz que seja expedido ao oficial de justia o mandado. De posse do mesmo o oficial vai at o endereo do consumidor, e leva o veculo. Aps isso abre-se ao consumidor um prazo de 3 dias para pagar a dvida e ou 15 dias corridos para apresentar defesa atravs de um advogado. Geralmente o oficial de justia vai acompanhado de um funcionrio do escritrio de cobrana para esse procedimento. Para cada veculo apreendido a financeira paga a esse funcionrio um prmio de R$ 800,00.

O que devo fazer ento?Enquanto se negocia de forma amigvel e ou se faz a reviso de seu contrato judicialmente, ou ainda enquanto voc se defende da busca e apreenso o ideal que o veculo no esteja em seu endereo, pois aps tomar posse do mesmo o banco exigir que seja pago o valor da prestaes vencidas mais as prestaes remanescentes alegando quebra contratual. verdade que posso ir preso?Somente se o veculo estiver no local e voc se recusar a entrega-lo ao oficial de justia, caso contrrio no.Exempl