Administração de Recursos Materiais 1

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Administrao de Recursos Materiais para o MPU

Teoria e exerccios comentados Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini Aula 00

AULA 00 Apresentao, Edital, Noes Iniciais da Matria, Classificao de Materiais

SUMRIO

PGINA

SumrioApresentao: ................................................................................................. 1 Consideraes sobre o Curso (Edital na Praa).............................................. 3 Introduo Administrao de Recursos Materiais ........................................ 4 Classificao e Especificao de Materiais ................................................... 10 Classificao dos Estoques ........................................................................... 14 Classificao quanto importncia operacional (XYZ) ................................. 14 Classificao ABC ......................................................................................... 15 Codificao de Materiais ............................................................................... 17 Questes Comentadas .................................................................................. 22 Questes Apresentadas (Sem Comentrios) ................................................ 28

Apresentao:Ol a todos. Eu me chamo Felipe e serei o responsvel pelo curso de Noes de Administrao de Materiais para este concurso, tanto para o nvel mdio, como para o nvel superior Tenho 23 anos e atualmente exero o cargo de Auditor Fiscal de Tributos do Municpio de So Paulo. Sou formado em Direito pela Universidade de So Paulo, mais conhecida como Largo So Francisco. E sim, isso significa que perdi horas de sono ao longo de meses a fio para fazer a FUVEST. Bons tempos aqueles... :PProf. Felipe Cepkauskas Petrachini Pgina 1 de 30 www.estrategiaconcursos.com.br

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Ingressei no servio pblico em 2009, no cargo de Assistente Tcnico Administrativo do Ministrio da Fazenda. Fiquei mais de dois anos no cargo, onde aprendi desde furar papel at os meandros mais especficos da cincia do Direito Tributrio. De tanto choramingar, a partir de fevereiro comecei a supervisionar parte do setor onde trabalhava, ganhando um aumento singelo (sim, essas coisas existem no servio pblico se voc for ambicioso). Em abril de 2012 fui nomeado para o cargo de Tcnico Judicirio rea Administrativa do Tribunal Regional do Trabalho. Lembro at hoje que mesmo estando na posio 1237, e j passados mais de trs anos da prova, ainda assim chegou minha vez. Mas lgico, se tivesse ido melhor, teria sido chamado mais cedo :P. Por fim, fiquei em 16 lugar no concurso de AFTM, onde atualmente estou, ingressando na Prefeitura l para agosto de 2012. Fora isso, fui chamado para ser Oficial de Justia do Tribunal de Justia de So Paulo (no lembro a posio de cabea, mas demorou pacas pra chamar e eu j estava na Prefeitura quando isso aconteceu) e Escrevente Tcnico Judicirio na Circunscrio de Mau, que tambm longe pacas de onde eu moro. Fiquei na lista de excedentes de Tcnico do INSS (8 lugar em Atibaia) e da ANAC (que nem lembro que colocao eu fiquei, mas fui bem mal :P). Tambm fiquei em 4 lugar no concurso de Assistente de Licitao para a FURP (Fundao do Remdio Popular), concurso este do qual tambm no pude assumir e, por fim, fui chamado para ser Tcnico da SPPREV, em um concurso bastante peculiar :P (se tiver a curiosidade, pegue a lista de aprovados e veja as notas do pessoal, coisa de louco :P) Mas pra fazer tudo isso, no precisa ser gnio. Alias, boa parte dos meus conhecidos me tomam por algum bastante "desligado", de maneira que alguns ainda se espantam em saber que eu ainda no esqueci de respirar. O que eu sou, em verdade teimoso. E pra ser bem sincero, j levei fumo tambm em concurso :P. Fui to mal na prova do BACEN da poca que fiz que fiquei com vergonha. Mas foi s vergonha, no desisti por causa disso, nem voc deve se sua vez ainda no chegou.Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini Pgina 2 de 30 www.estrategiaconcursos.com.br

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Ah sim, s para mostrar que sei o que vocs esto passando neste momento, olha s isso:

Esse um pedacinho da lista de aprovados no concurso do MPU de 2010, na qual eu estava l. A apreenso, a emoo, o nervosismo (para no dizer tenso e ficar rimando inutilmente :P) e a alegria da aprovao, tudo isto vivido na carne de seu querido professor e novo melhor amigo. Eu sei o que vocs pretendem e o quo dispostos esto para chegar l. No meu caso especfico, teve tambm a frustrao de no poder assumir a vaga em um rgo de excelncia no servio pblico. Mas, fazer o que n? do jogo. Se voc quiser essa vaga, no precisa ser nenhum assombro para peg-la. Eu tive a oportunidade de conhecer pessoas muito talentosas, e a maior parte delas no quer virar funcionrio pblico. Para o resto de ns, sobra a certeza de que a dedicao e o empenho so os nicos fatores que fazem a diferena entre passar ou no. Quer dizer, quase. Material tambm bom ter. No adianta nada estudar feito um condenado se voc no estiver estudando a matria certa. Voc confiou neste material para aplicar o seu esforo. Eu vou te dar uma dor de cabea que valha o gasto :P. Chega de conversa, mos a obra.

Consideraes sobre o Curso (Edital na Praa)Este acrscimo se deve abertura do edital do MPU em 21/03/2013. Como essa no a aula de Arquivologia (tambm dou aquela matria), aqui eu me permiti apagar as consideraes pr-edital.Prof. Felipe Cepkauskas Petrachini Pgina 3 de 30 www.estrategiaconcursos.com.br

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Como j mencionei no quadro de avisos, o nosso curso pr-edital j contemplava todos os temas que foram solicitados no edital atual. Significa que se voc j estudou a matria pelo curso, no precisar mais voltar s aulas. Veja s como ficou a configurao ps edital: Aula 00: 1 Classificao de materiais. 1.1 Atributos para classificao de materiais. 1.2 Tipos de classificao Aula 01: 1.3 Metodologia de clculo da curva ABC. 2 Gesto de estoques Aula 02: 5 Recebimento e armazenagem. 5.1 Entrada. 5.2 Conferncia. 5.3 Objetivos da armazenagem. 5.4 Critrios e tcnicas de armazenagem. 5.5 Arranjo fsico (leiaute). 6 Distribuio de materiais. 6.1 Caractersticas das modalidades de transporte. 6.2 Estrutura para distribuio. Aula 03: 3 Compras. 3.1 Organizao do setor de compras. 3.2 Etapas do processo. 3.3 Perfil do comprador. 3.4 Modalidades de compra. 3.5 Cadastro de fornecedores. 7 Gesto patrimonial. 7.1 Tombamento de bens. 7.2 Controle de bens. 7.3 Inventrio. 7.4 Alienao de bens. 7.5 Alteraes e baixa de bens. Ficou faltando apenas os seguintes itens (e a culpa no minha, s me deixaram fazer as aulas destes ontem :P): 4 Compras no setor pblico. 4.1 Objeto de licitao. 4.2 Edital de licitao Estes temas sero abordados em aula extra, a ser dada at 28/04/2013. Mas se voc ainda no comeou, no fique triste, ver que este curso tem tudo que precisa saber para a prova que vir. Se duvida, leia a teoria e resolva as questes sem comentrios, para ter certeza de que est tinindo. Aos papiros.

Introduo Administrao de Recursos MateriaisNo h como eu ministrar o curso de ARM sem ensinar este primeiro tpico a vocs. Este comeo de tudo. A Administrao de Recursos Materiais enquanto ideia e disciplina que serve a um propsito. E no s para engrossar editais deProf. Felipe Cepkauskas Petrachini Pgina 4 de 30 www.estrategiaconcursos.com.br

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concurso pblico, a Administrao de Recursos Materiais possui objetivos bastante delimitados. Dito isto, comecemos a aula de hoje com uma pergunta: O que seria exatamente administrao de recursos materiais e qual seria a sua utilidade? Para encontrar a resposta desta questo preciso entender uma coisa: Dentro de um processo produtivo de qualquer empresa haver, em determinados momentos, materiais que sero empregados para a produo de mercadorias e servios. Estes materiais tero que ser armazenados, trabalhados (modificados), transportados, dentre uma infinidade de outras tarefas, sendo que, em todos estes momentos, a administrao de materiais dever estar presente. Segundo Chiavenato1: Por trs de cada produto h um rol enorme de materiais necessrios para constru-lo Os materiais de um processo produtivo obviamente precisaro ser administrados, pois se no tomarmos os devidos cuidados quanto sua administrao, estes podero perecer, se perder, tornar-se obsoletos ou inteis. E mesmo que nada disso acontea, pode ser que o seu mal uso reduza sua utilidade, provocando prejuzos para a empresa. Nesta cadeia produtiva que os conceitos de administrao de matrias (AM) se fazem presentes, sendo o planejamento do ciclo produtivo uma atividade indispensvel. E qual o significado prtico daquele emaranhado terico? O significado previsvel: no basta aos materiais simplesmente existir ou encontrarem-se disposio da empresa. Estes materiais precisam existir, mas no momento certo, na quantidade certa e no local certo, porque somente assim o processo produtivo se ver servido de maneira adequada.

1

Chiavenato, Idalberto. Administrao de Materiais, ed. Campus, pg. 30. www.estrategiaconcursos.com.br

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Dentro de um processo produtivo, a Administrao de Materias (AM) precisa controlar:

A Quantidade (para que se evite a falta ou os excessos)

O Tempo ( o momento em que os materias estaro disponveis)

A Localizao (no basta o material estar disponvel ele