AEROVISÃO nº 234 - Out/Nov/Dez - 2012

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    22-Mar-2016

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FBRICA DE CREBROS - Os planos do Instituto Tecnolgico da Aeronutica para revolucionar o ensino de engenharia

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<ul><li><p>Out/Nov/Dez - 2012 N 234 - Ano XXXIX</p><p>Fbrica de CrebrosOs planos do Instituto Tecnolgico de Aeronutica </p><p>para revolucionar o ensino de engenharia</p></li><li><p>FAB TV - A Fora Area lanou em agosto seu primeiro canal de webtv. Os programas disponibilizados at agora superaram a marca de 12 mil visua-lizaes em apenas duas semanas. A programao foi elaborada pelo Centro de Comunicao Social da Aeronutica (CECOMSAER) para diferentes pbli-cos. Acompanhe em www.fab.mil.br </p><p>Edio n 234 Ano n 39Outubro/Novembro/Dezembro - 2012</p><p>AOS LEITORES05 | VANGUARDA - Aeroviso leva seus leitores para um voo rumo ao futuro.</p><p>Prepare seu Plano de Voo</p><p>@PortalFAB - Novidade</p><p>08 | A Fbrica de Crebros do Instituto Tecnolgico de Aeronutica passa por uma reformulao. Em entrevista, o reitor do ITA, Carlos Amrico Pacheco, explica como essas mudanas devem influenciar profundamente o futuro brasileiro em tecnologias sensveis e imprescindveis para o crescimento do pas.</p><p>CAPA</p><p>SEGURANA DE VOO18 | Veja como os acidentes areos podem ajudar a salvar vidas e entenda melhor o trabalho do Centro de Investigao e Preveno de Acidentes Aeronuticos (CENIPA).</p><p>MISSO DE PAZ - ONU26 Militares do quarto contingente de Infantaria da Fora Area treinam para integrar o efetivo brasileiro em Porto Prncipe, no Haiti. </p><p>HISTRIA</p><p>06 | Voc Sabia? Qual o significado do Dia da Aviao de Reconhecimento.</p><p>Ao lado, os primeiros programas exibidos pela FAB TV: FAB em Ao, Conexo FAB, FAB no Controle e FAB pela FAB (entrevistas)</p><p>Ficha TcnicaO C-105 Amazonas um avio militar </p><p>de transporte ttico, bimotor turbohlice, capaz de realizar misses de transporte ttico e logstico, de lanamento de paraquedistas, de cargas e de apoio a evacuao mdica. </p><p>Na Fora Area Brasileira, a aeronave substituiu os antigos C-115 Bufalos na regio Amaznica e no Centro-Oeste do pas. Em 2009, o avio foi includo em misses de busca e salvamento, na verso SC-105. Hoje, a principal aeronave de apoio aos pelotes de fronteira do Exrcito.</p><p>Alcance / Velocidade:5,6 mil km / 481 km/h</p><p>Fabricante / Pas:EADS / Espanha</p><p>Comprimento x Altura:24,5 m x 8,66 m</p><p>Misso: Transporte, busca e salvamento (SAR)</p><p>Transporte de tropa e carga:71 soldados; cinco pallets (108x88); 24 macas (evacuao mdica); ou trs veculos leves.</p><p>22 Out/Nov/Dez/2012 Out/Nov/Dez/2012Aeroviso Aeroviso</p><p>AERONAVES DA FORA AREA BRASILEIRA</p><p>C-105AMAZONAS</p><p>INTERNET - Veja fotos do C-105</p><p>SG</p><p>T Jo</p><p>hnso</p><p>n / C</p><p>EC</p><p>OM</p><p>SA</p><p>ER</p><p>32 AERONAVES DA FAB</p><p>2 Out/Nov/Dez/2012 Aeroviso</p><p>CE</p><p>CO</p><p>MS</p><p>AE</p><p>R</p></li><li><p>QR-Code? um cdigo de barras que pode ser escaneado pela maio-ria dos aparelhos celulares que tm cmera fotogrfica. A figura, que na verdade um cdigo, ser lida como um link para levar o usurio para um contedo interessante na </p><p>Use a revista para navegar pela internet</p><p>OPERAO GATA 542 | Saiba como foi a atuao da Fora Area Brasileira na Operao.</p><p>internet. A ideia da revista divul-gar fotos, vdeos e reportagens de destaque por meio desse recurso.</p><p>O procedimento de leitura de um QR Code simples. Execute o aplicativo instalado em seu celular, posicione a cmera digital sobre o desenho para que a fi gura possa ser escaneada. O programa ir exibir o endereo indicado e redirecionar o usurio para o link recomendado.</p><p>Usurios de iPhone podem bai-xar o aplicativo Qraft er. J os que utilizam o Android, podem recorrer ao QR Droid. Outro programa o QR-Code Reader, para Blackberry.</p><p>AERONAVE HISTRICA60 | Resgatamos a histria do Bandeirante, o primeiro avio brasileiro.</p><p>PROFISSO MILITAR52 | A presena feminina na FAB completa 30 anos. Atualmente as mulheres representam quase 13% do efetivo militar.</p><p>KC-39036 | Projeto da EMBRAER para o construo do principal avio de transporte da FAB, que j tem expectativa de exportao para cinco pases.</p><p>O canal de vdeos da Fora Area superou a marca de 1,7 milho de visu-alizaes em pouco mais de dois anos de existncia.</p><p>TWITTER - Mais de 8 mil pessoas seguem a FAB. Acompanhe o trabalho da instituio e veja as oportunidades profi ssionais nos concursos abertos.</p><p>FACEBOOK - As notcias de operaes militares e de esquadres da Fora Area foram destaque. Quer fi car por dentro do que acontece, acompanhe a fanpage da FAB.</p><p>3Out/Nov/Dez/2012Aeroviso 3</p><p>INTERNET - Conhea o portal da Fora Area</p><p>2S J</p><p>ohns</p><p>on/ C</p><p>EC</p><p>OM</p><p>SA</p><p>ER</p><p>3S S</p><p>imo/</p><p> CE</p><p>CO</p><p>MS</p><p>AE</p><p>R</p><p>AR</p><p>QU</p><p>IVO</p></li><li><p>Arte produzida pelo Centro de Comunicao Social da Aeronutica, a partir de imagem gratuita da internet (photobucket.com)</p><p>Evoluo a palavra que resume esta edio. O tema, uma busca constante da Fora Area Brasi-leira (FAB), est presente em boa parte das reportagens. Na matria sobre a reformulao do Instituto Tecnolgico de Aeronutica (ITA), por exemplo, mostramos como o pacote de mudan-as pode infl uenciar o crescimento do pas. Entre as estratgias, est a criao de um indito centro de inovao com a participao da indstria para incen-tivar a pesquisa de ponta e a ampliao dos projetos de intercmbio com o Massachussets Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. </p><p>E por falar em novidade, voc vai conhecer os detalhes do projeto da EMBRAER criado para a aviao de transporte da Fora Area. O novo avio KC-390 j desperta a ateno de outros pases e pode ser considerado um sucesso da indstria de defesa nacional. O avio ser o maior, mais pesado e mais tecnologicamente avan-ado avio j projetado e fabricado pelo pas. Os pr-requisitos incluem pousar em pistas de terra na regio Amaznica </p><p>ou sobre a neve da Antrtica. Mostraremos ainda como uma </p><p>inovao ocorrida h exatos 30 anos transformou para sempre a FAB. A criao do corpo feminino em 1982 abriu as portas para as mulheres, que hoje representam quase 13% do efetivo militar. No incio dos anos 80, as pri-meiras militares foram recrutadas para digitao, programao e enfermagem, como cabos e sargentos. Hoje, como ofi ciais, elas tambm esto no comando de vrias funes, inclusive de nossas aeronaves. Elas pilotam avies de caa, de transporte, de reconhecimento e helicpteros.</p><p> Nesta Aeroviso, revelamos o passo a passo de uma investigao de acidente aeronutico. Voc vai saber ainda como se preparam os militares do 4 contingente da FAB que embarca no fi nal do ano para o Haiti, onde iro atuar na misso de paz da Organizao das Naes Unidas (ONU). </p><p>Desejamos a todos uma boa leitura. </p><p>Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz DamascenoChefe do CECOMSAER</p><p>Na vanguarda</p><p>5Out/Nov/Dez/2012Aeroviso</p><p>Aos Leitores</p></li><li><p>HISTRIA</p><p>VOC</p><p>Frgeis bales de ar quente foram utilizados por Du-que de Caxias para colher informaes sobre o inimigo, em 1867, na Guerra do Paraguai. Hoje, modernos sensores so usados em aeronaves de ltima gerao.</p><p>Na Fora Area Brasileira (FAB), a Aviao de Reconhecimento surgiu no fi nal da dcada de 40 e comemorou neste ano 65 anos de servios prestados ao pas. A atividade nasceu em 1947, com a ativao do Primeiro Esquadro do Dcimo Grupo de Aviao (1/10 GAV) 24 de junho, data escolhida para lembr-la. Em 1956, houve a primeira grande expanso, com a criao do 6 Grupo de Aviao, cons-titudo pelo Primeiro Esquadro, dedi-cado busca e salvamento, e o Segundo Esquadro, ao reconhecimento areo.</p><p>Nessa poca, aeronaves R-20, RB-25, A/B-26, B-17 e RC-130E contriburam decisivamente para a implantao da Aviao de Reconhecimento na Fora Area e ajudaram a escrever parte da histria do Brasil, por meio da reali-zao de levantamentos aerofotogra-mtricos de parcela significativa do territrio brasileiro.</p><p>Na dcada de 70, o reconhecimen-to areo experimentou um progresso de fundamental importncia para a aviao militar brasileira. Nessa po-ca, foram incorporadas as aeronaves RT-26 e R-95, adaptaes feitas nos </p><p>projetos Xavante e Bandeirante para atender s necessidades operacio-nais dessa misso. Essas aeronaves e seus equipamentos proporciona-ram enorme conhecimento tcnico e permitiram um signifi cativo salto doutrinrio, lanando as bases para o presente da aviao.</p><p>O amadurecimento chegou com as aeronaves RA-1 (AMX), o R-35 AM (LearJet) e o R-99 (EMB 145), equipados com mquinas fotogrfi cas digitais, sensores eletrnicos e radares imageadores, aliados a avanados sistemas de navegao, entre outros recursos que elevaram a capacidade operacional da Fora Area.</p><p>No pas, a atividade de reconheci-mento mais antiga. Frgeis bales de ar quente foram utilizados por Duque de Caxias para colher informaes sobre o inimigo, em 1867, na guerra do Paraguai. Hoje, modernos sensores so usados em aeronaves de ltima gerao.</p><p>Quatro esquadres da Fora Area so especializados em reconhecimento e esto subordinados Terceira Fora Area (III FAE). Conhea um pouco da histria dessas unidades que esto </p><p>distribudas pelo pas:Esquadro Poker (1/10 GAV) - criado em 1947, na Base Area de So Paulo, a unidade foi transferido para Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 1978, onde permanece at hoje. </p><p>O Esquadro, alm de reconhe-cimento ttico, realiza misses de reconhecimento visual, fotogrfico, meteorolgico e estratgico. Faz tam-</p><p>SABIA?</p><p>6 Out/Nov/Dez/2012 Aeroviso6</p><p>Arq</p><p>uivo</p><p> CE</p><p>CO</p><p>MS</p><p>AE</p><p>R</p></li><li><p>bm ataque ao solo, superioridade area e interdio.Esquadro Carcar (1/6 GAV) - nas-ceu em 1951 no Centro de Treinamento de Quadrimotores, na Base Area do Galeo (RJ), e depois transferido para Recife (PE), onde opera at hoje. O Esquadro realiza misses de re-conhecimento fotogrfico, visual e meteorolgico.</p><p>Esquadro Guardio (2/6 GAV) - foi criado em 1999, como parte do reapa-relhamento do Sistema de Vigilncia da Amaznia (SIVAM). Depois, foi incorporado Base Area de Anpolis (GO). a unidade responsvel pelo planejamento, execuo e superviso das misses de controle e alarme areo antecipado, assim como de sensoria-mento remoto e reconhecimento areo. </p><p>Esquadro Hrus (1/12 GAV) - loca-lizado na Base Area de Santa Maria (RS), a nica Unidade da Fora Area a operar Aeronaves Remotamente Pilo-tadas (ARP). O modelo RQ-450, alm dos fi ns militares, tambm pode ser empregado na rea de segurana pbli-ca, no controle de desmatamento e em operaes de defesa civil. (Alessandro Silva e Flvio Nishimori)</p><p>Aeronave B-17 da Fora Area Brasileira, em misso no litoral</p><p>65 anos de serviosprestados ao pas</p><p>7Out/Nov/Dez/2012Aeroviso 7</p></li><li><p>ENTREVISTA Instituto Tecnolgico de Aeronutica</p><p>A nova fbrica de crebros8 Out/Nov/Dez/2012 Aeroviso8</p></li><li><p>Nos anos 50, o Brasil descobriu que precisava de um centro de pesquisa, de uma universidade de ponta e de uma indstria aeronutica para que pudesse dar um dos mais importantes saltos tecnolgicos de sua histria. Dessa combinao planejada pela Fora Area Brasileira, nasceram os primeiros avies brasileiros, projetos de foguetes para o programa espacial, novos satlites e uma histria que comea a ser reescrita para revolucionar novamente o futuro do pas.</p><p>ALESSANDRO SILVA</p><p>Laboratrio do ITA, criado aps parceria com a EM-BRAER, em So Jos dos Campos (SP)</p><p>9Out/Nov/Dez/2012Aeroviso 9</p><p>JF D</p><p>iorio</p><p> / A</p><p>gnc</p><p>ia E</p><p>stad</p><p>o</p></li><li><p>Quase seis mil engenheiros passaram pelas cadeiras da graduao do Instituto Tec-nolgico de Aeronutica (ITA) nas ltimas seis dcadas. Saram de l os principais crebros da rea de ae-ronutica, defesa e espao, alm de empresrios e dirigentes de grandes empresas. Neste momento, uma nova reformulao est em curso no ITA e o que est para mudar deve influenciar profundamente o futuro brasileiro em tecnologias sensveis e imprescindveis para o crescimento do pas.</p><p>Nos prximos cinco anos, o ITA ir ampliar sua estrutura de laboratrios, salas de aula e biblioteca, contratar mais professores, dobrar o nmero de alunos da graduao, criar um centro de inovao indito com a participao </p><p>da indstria para incentivar a pesquisa de ponta e ampliar os projetos de inter-cmbio com o Massachussets Institute of Technology (MIT), dos Estados Uni-dos, por coincidncia, a mesma escola de engenharia que inspirou a criao do ITA e que participou desse processo ativamente nos anos 50 aqui no Brasil. O investimento inicial previsto de R$ 300 milhes.</p><p>Estamos completamente entusias-mados com as possibilidades que o Brasil tem para as prximas dcadas e com o desafio que vemos pela frente. Para meninos brilhantes, esses desafios tcnicos, tecnolgicos, de engenharia, so um convite para embarcar nessa viagem de enormes desafios e pos-sibilidades, afirma o reitor do ITA, Carlos Amrico Pacheco, 55, da turma </p><p>de 1979 de engenharia eletrnica da instituio, que agora comanda e res-ponsvel pelo pacote de reformulaes que esto na pauta do dia para mudar, como explica, o ensino de engenharia.</p><p>A palavra base desse novo proje-to desafio. O ITA espera captar parceiros e problemas estratgicos para envolver professores e alunos na busca de novas solues, em um pro-cesso de construo de aprendizado consagrado no mundo: aprender pela curiosidade, aprender fazendo. Mas isso no representa perder de vista a tradio terica conquistada pelo ITA, segundo o prprio reitor. </p><p>No ano passado, 9,3 mil jovens disputaram uma das 120 vagas de engenharia oferecidas pelo ITA, nas seis reas oferecidas: aeronutica, civil, </p><p>Carlos Amrico Pacheco, reitor do Instituto Tecnolgico da Aeronutica (ITA)</p><p>10 Out/Nov/Dez/2012 Aeroviso10</p><p>JF D</p><p>iorio</p><p> / A</p><p>gnc</p><p>ia E</p><p>stad</p><p>o</p></li><li><p>computao, mecnica, eletrnica e ae-roespacial. Dos que fizeram o vestibu-lar, apenas 7% foram aprovados (cerca de 500 candidatos). Com a ampliao prevista, o nmero de alunos matri-culados ir dobrar, uma novidade que pode ajudar a amenizar o dficit de profissionais engenheiros no pas. </p><p>Aeroviso - No incio do ano, o ITA fechou uma carta de intenes com o MIT. O que isso representa?</p><p>Carlos Amrico Pacheco - uma espcie de volta s origens. Quando o ITA comeou, no final dos anos 40, houve uma enorme colaborao do MIT na criao da escola. O MIT uma das mais famosas escolas de engenharia do mundo. Para ns, essa carta de intenes estabelece que tere-mos cooperao, troca de estudantes e professores, pesquisas conjuntas, agenda de inovao. uma oportuni-dade grande porque o ITA passar por um conjunto de investimentos com a duplicao do ensino de graduao. Retomaremos a cooperao com o MIT nesse processo de crescimento e expanso do ITA. Isso envolver intercmbios, pesquisas conjuntas, identificao de grandes desafios tec-nolgicos para trabalhar em projetos de pesquisas conjuntas. Para a escola, para o Brasil, muito importante. </p><p>Aeroviso - Essa cooperao ser abrangente ou estar restrita a uma rea especfica de engenharia do ITA?</p><p>Pacheco - O ITA tem a misso, dada at pela lei de criao, de trabalhar no campo da aeronutica e nas reas afins e em pesquisas avanadas de en-genharia. Com o MIT, estamos muitos prximos do Departamento de Aero--Astro, que junta espao e aeronutica, tambm cooperando com outras reas. Neste momento, estamos identificando projetos e trabalhamos para assinar, at o final do ano, um acordo de coo-</p><p>perao para os prximos cinco anos. Nesse acordo, vamos definir algumas reas. Ano a ano, vamos revisar e iden-tificar novos projetos interessantes. Vamos definir, na verdade, grandes de-safios tecnolgicos. Por exemplo, cons-truir um veculo areo no-tripulado [VANT], um veculo subaqutico no tripulado para o pr-sal, ou trabalhar em novos materiais aplicados rea de defesa e pr-sal, em pequenos satlites com propulso inica etc. Passaremos a definir uma lista de possibilidades. So projetos de mdio e longo prazo que podem ser muito importantes para...</p></li></ul>