AFO 04 - Sérgio

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    AULA 4

    RECEITA PBLICA

    1. INTRODUO:

    Ol amigos! Como bom estar aqui!

    A palavra Receita utilizada em todo o mundo pela contabilidade paraevidenciar a variao positiva da situao lquida patrimonial resultante doaumento de ativos ou da reduo de passivos de uma entidade. Por esse enfoque,

    a receita pode ser classificada em:

    Receitas Pblicas: aquelas auferidas pelos entes pblicos; Receitas Privadas: aquelas auferidas pelas entidades privadas.

    O estudo de AFO abrange a Receita Pblica e ela ser o tema desta nossa aula,na qual estudaremos especialmente os conceitos e classificaes da receitaoramentria brasileira. No processo oramentrio, notvel a relevncia daReceita Pblica, cuja previso dimensiona a capacidade governamental em fixara Despesa Pblica e, no momento da sua arrecadao, torna-se instrumento

    condicionante da execuo oramentria da despesa.

    A Receita est envolvida em situaes singulares na Administrao Pblica,como a sua distribuio e destinao entre as esferas governamentais e oestabelecimento de limites legais impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.Dessa forma, assume fundamental importncia ao permitir estudos e anlisesacerca da carga tributria suportada pelos diversos segmentos da sociedade.

    O conhecimento dos conceitos e da classificao da receita possibilita acidadania no processo de fiscalizao da arrecadao, bem como o efetivo

    controle social sobre as Contas dos Governos Federal, Estadual, Distrital eMunicipal. Da mesma forma, do lado dos servidores pblicos, o conhecimentodas Receitas Pblicas, principalmente em face LRF, contribui para atransparncia das contas pblicas e para o fornecimento de informaes demelhor qualidade aos diversos usurios.

    As classificaes oramentrias de receitas e despesas so de fundamentalimportncia para a transparncia das operaes constantes de um oramento.Toda a informao oramentria organizada e veiculada segundo um tipo declassificao. Ademais, atravs das vrias classificaes, ainda, que se

    implementam planos, que se explicitam os objetivos e prioridades da ao

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    pblica, oramento e gesto das organizaes do setor pblico, ilustrando, dessemodo, sobre o direcionamento poltico da ao governamental.

    As receitas esto classificadas, segundo a Lei 4320/64, em dois segmentos:Receitas Correntes e Receitas de Capital, diviso essa que obedece a um critrioeconmico, dentro da idia de demonstrar a origem das diversas fontes,conforme derivem do exerccio de poder prprio do Estado, de tributar as pessoase agentes econmicos ou do exerccio de atividade econmica. Essas so asReceitas Correntes, sendo Receitas de Capital aquelas que procedem doendividamento ou da transformao de ativos fsicos ou financeiros em moeda.

    Cabe ressaltar, entretanto, que com o advento da Lei complementar n 101, de4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF) as informaes de

    receita assumiram uma importncia fundamental. Vrios procedimentos emecanismos de controle foram estabelecidos nessa lei com base em previso earrecadao de receita, o que impe a necessidade de um cuidado especial no quese refere qualidade dessas informaes.

    No tocante s despesas, as classificaes, basicamente, respondem as principaisindagaes que habitualmente surgem quando o assunto gasto oramentrio.Essas informaes permitiro a mensurao de desempenho e o controleoramentrio: a cada uma dessas indagaes, corresponde um tipo declassificao.

    Ou seja: quando a pergunta para que sero gastos os recursos alocados, aresposta ser encontrada na classificao programtica ou, mais adequadamente,de acordo com a portaria n 42/99, na ESTRUTURA PROGRAMTICA; emque sero gastos os recursos, a resposta consta da classificao FUNCIONAL;o que ser adquirido ou o que ser pago, na classificao por elemento dedespesa; quem o responsvel pela programao a ser realizada, a resposta encontrada na classificao INSTITUCIONAL (rgo e unidade oramentria);qual o efeito ECONMICO da realizao da despesa, na classificao porcategoria econmica; e qual a origem dos recursos, na classificao por fontede recursos. J para Rezende, a classificao dos gastos pblicos so trs:

    segundo sua finalidade, sua natureza e quanto a seu agente encarregado daexecuo do gasto. No entanto quer dizer a mesma coisa: a finalidade observada na estrutura programtica assim determinada pela Portaria n 42/99, anatureza na classificao por natureza da despesa e o agente encarregado dogasto pode ser observado na classificao institucional. Dessa forma, so ascaractersticas bsicas de sistemas oramentrios modernos: estruturaprogramtica, econmica e organizacional para alocao de recursos,denominadas de classificaes oramentrias da despesa.

    A legislao orienta que a classificao da despesa no oramento pblico deve

    ser desdobrada de acordo com os seguintes critrios: institucional (rgo eunidade oramentria), funcional (funo e subfuno), por programas

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    (programa, projeto, atividade e operaes especiais) e segundo a natureza(categorias econmicas, grupos, modalidades de aplicao e elementos). Peloestudo delas compreenderemos todo o contedo para a prova.

    2. CLASSIFICAO QUANTO FORMA DE INGRESSO OUNATUREZA

    Com o objetivo de atender s necessidades pblicas, o Estado possui meios definanciar suas atividades por intermdio dos ingressos pblicos:

    Ingresso pblico: So considerados ingressos todas as entradas de bens oudireitos, em um certo perodo de tempo, que o Estado utiliza para financiar seus

    gastos, podendo ou no se incorporar ao seu patrimnio.Quanto forma de ingresso ou natureza, a receita pode ser oramentria,extraoramentria ou intraoramentria.

    2.1 RECEITAS ORAMENTRIAS

    So entradas de recursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos,transitando pelo Patrimnio do Poder Pblico. Segundo o art. 57 da Lei 4320/64,sero classificadas como receita oramentria, sob as rubricas prprias, todas as

    receitas arrecadadas, inclusive as provenientes de operaes de crdito, ainda queno previstas no Oramento. Ateno: A receita pblica pode ser consideradaoramentria mesmo se no estiver includa na lei oramentria anual. Sochamadas tambm de ingressos oramentrios. Podem, ainda, ser classificadasde acordo com a coercitividade:

    I) Receitas Pblicas Originrias: So aquelas que provm do prpriopatrimnio do Estado. So os rendimentos que os governos auferem, utilizandoos seus prprios recursos patrimoniais ou empresariais, no entendidos comotributos. As receitas originrias correspondem s rendas, como os foros,

    laudmios, aluguis, dividendos, participaes (se patrimoniais) e em tarifas (seempresariais). Podem ser:

    Patrimoniais: So as receitas que provm das rendas geradas pelopatrimnio do prprio Estado (mobilirio e imobilirio), tais como asrendas de aluguis, as receitas decorrentes das vendas de bens, dividendose participaes. Entram ainda neste conceito as receitas decorrentes depagamento de royalties pela explorao do seu patrimnio pordelegatrios (concessionrios e permissionrios) de servios pblicos.

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    Empresariais: So aquelas provenientes das atividades realizadas peloEstado como empresrio, seja no mbito comercial, industrial ou deprestao de servios.

    II) Receitas Pblicas Derivadas: So aquelas obtidas pelo Estado mediante suaautoridade coercitiva. Dessa forma, o Estado exige que o particular entregue umadeterminada quantia na forma de tributos ou de multas, exigindo-as de formacompulsria. Procedem do setor privado da economia, isto , de famlias,empresas e do resto do mundo; so devidas por pessoas fsicas ou jurdicas dedireito privado, que desenvolvam atividades econmicas, exceto as quedesfrutem de imunidade ou iseno, e correspondem aos tributos.Segundo o MTO-2010, so receitas pblicas derivadas:

    Tributos: Impostos, Taxas e Contribuies de Melhoria.

    Contribuies: Sociais, Interesse Econmico e Interesse de Categorias. Emprstimos Compulsrios.

    Vamos agora aprofundar no estudo das receitas oramentrias, especificamentenas receitas derivadas. Veremos agora as receitas tributrias, as receitas decontribuies e os emprstimos compulsrios.

    2.1.1 RECEITAS TRIBUTRIAS

    Para que o Estado possa custear suas atividades, so necessrios recursos

    financeiros. Uma de suas fontes o tributo, o qual definido pelo CdigoTributrio Nacional - CTN:Art. 3 "Tributo toda prestao pecuniria compulsria, em moeda ou cujo

    valor nela se possa exprimir, que no constitua sano de ato ilcito, instituda

    em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada".

    Independentemente do nome ou da destinao, o que vai caracterizar o tributo oseu fato gerador, o qual a situao definida em lei como necessria e suficientea sua ocorrncia. Assim, irrelevante sua denominao e a destinao legal doproduto de sua arrecadao.

    Nosso estudo de AFO coerente com o art. 5 do CTN, o qual define que asespcies de tributos so impostos, taxas e contribuies de melhorias:

    Imposto: conforme o art. 16, imposto o tributo cuja obrigao tem porfato gerador uma situao independente de qualquer atividade estatalespecfica, relativa ao contribuinte. Sempre que possvel, os impostostero carter pessoal e sero graduados segundo a capacidade econmicado contribuinte, facultado administrao tributria, especialmente paraconferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitosindividuais e nos termos da lei, o patrimnio, os rendimentos e as

    atividades econmicas do contribuinte.

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    Taxa: de acordo com o art. 77, as taxas cobradas pela Unio, pelosEstados, pelo Distrito Federal ou pelos Municpios, no mbito de suasrespectivas atribuies, tm como fato gerador o exerccio regular do

    poder de polcia, ou a utilizao, efetiva ou potencial, de servio pblicoespecfico e divisvel, prestado ao contribuinte ou posto sua disposio.As taxas no podero ter base de clculo prpria de impostos.

    Contribuio de Melhoria: segundo o art. 81, a contribuio demelhoria cobrada pela Unio, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelosMunicpios, no mbito de suas respectivas atribuies, instituda parafazer face ao custo de obras pblicas de que decorra valorizaoimobiliria, tendo como limite total a despesa realizada e como limiteindividual o acrscimo de valor que da obra resultar para cada imvelbeneficiado.

    2.1.2 RECEITAS DE CONTRIBUIES:

    o ingresso proveniente de contribuies sociais, de interveno no domnioeconmico e de interesse das categorias profissionais ou econmicas, comoinstrumento de interveno nas respectivas reas. Apesar da controvrsiadoutrinria sobre o tema, suas espcies podem ser definidas da seguinte forma:

    Contribuies Sociais: destinadas ao custeio da seguridade social, quecompreende a previdncia social, a sade e a assistncia social;

    Contribuies de Interveno no Domnio Econmico: derivam da

    contraprestao atuao estatal exercida em favor de determinado grupoou coletividade. Exemplo de contribuio de interveno no domnioeconmico o Adicional sobre Tarifas de Passagens Areas Domsticas,que so voltadas suplementao tarifria de linhas areas regionais depassageiros, de baixo e mdio potencial de trfego.

    Contribuies de Interesse das Categorias Profissionais ouEconmicas: destinadas ao fornecimento de recursos aos rgosrepresentativos de categorias profissionais legalmente regulamentadas oua rgos de defesa de interesse dos empregadores ou empregados. Estascontribuies so destinadas ao custeio das organizaes de interesse de

    grupos profissionais como, por exemplo, a OAB, o CREA, o CRM eassim por diante. Visam tambm ao custeio dos servios sociaisautnomos prestados no interesse das categorias, como o SESI, o SESC eo SENAI.

    Ateno: h a previso constitucional de uma contribuio confederativa, fixadapela assemblia geral da categoria, e uma outra contribuio prevista em lei, que a contribuio sindical. A primeira no tributo uma vez que ser institudapela assemblia geral e no por lei. J a segunda instituda por lei, compulsria e encontra sua regra matriz no art. 149 da Constituio Federal,

    possuindo assim natureza de tributo.

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    2.1.3 EMPRSTIMOS COMPULSRIOS

    De acordo com a Constituio Federal, a competncia para instituio deemprstimos compulsrios da Unio, sendo tais tributos temporrios erestituveis, cabendo sua instituio e disciplina dependente de lei complementar.Consiste na tomada compulsria de uma certa importncia do particular, a ttulode emprstimo, com promessa de resgate em certo prazo, e em determinadascondies prefixadas em Lei, para atender situaes excepcionais aliestabelecidas. Os recursos arrecadados com os mesmos tero sua aplicaovinculada despesa que fundamentou sua instituio. De acordo com o STF, arestituio do emprstimo compulsrio dever ser feita em moeda corrente.

    Segundo o art. 148 da CF/88, a Unio, mediante lei complementar, poderinstituir emprstimos compulsrios: Para atender a despesas extraordinrias, decorrentes de calamidade

    pblica, de guerra externa ou sua iminncia; No caso de investimento pblico de carter urgente e de relevante

    interesse nacional, observado o princpio tributrio da anterioridade, oqual veda a cobrana de tributos no mesmo exerccio financeiro em quehaja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

    Caiu na prova:

    (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Classificam-se como ReceitasCorrentes Derivadas as receitas:a) de contribuies e de servios.b) patrimonial, agropecuria e industrial.c) patrimonial, agropecuria, industrial e de servios.d) tributria e de contribuies.e) tributria e de servios.

    As Receitas Pblicas Derivadas procedem do setor privado da economia, isto ,de famlias, empresas e do resto do mundo; so devidas por pessoas fsicas ou

    jurdicas de direito privado, que desenvolvam atividades econmicas, exceto asque desfrutem de imunidade ou iseno. So aquelas obtidas pelo Estadomediante sua autoridade coercitiva. Segundo o MTO-2010, so receitas pblicasderivadas:

    Tributos: Impostos, Taxas e Contribuies de Melhoria. Contribuies: Sociais, Interesse Econmico e Interesse de Categorias. Emprstimos Compulsrios.

    Logo, classificam-se como Receitas Correntes Derivadas as receitas de tributos econtribuies.

    Resposta: Letra D

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    2. 1.4 DISTINO ENTRE TAXA E PREO PBLICO

    Vamos a uma distino muito cobrada em prova entre Taxa e Preo Pblico:Smula n 545 do Supremo Tribunal Federal: Preos de servios pblicos etaxas no se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, so

    compulsrias e tm sua cobrana condicionada prvia autorizao

    oramentria, em relao lei que a instituiu.

    A tarifa uma receita originria empresarial, pois proveniente da intervenodo Estado na atividade econmica. Por meio de empresas associadasconcessionrias ou permissionrias de servios pblicos federais estaduais emunicipais, so cobradas para permitir o melhoramento e a expanso dos

    servios, a justa remunerao do capital e assegurar o equilbrio econmico efinanceiro do contrato. A tarifa uma contraprestao de servios de naturezacomercial ou industrial, cujo pagamento deve ocorrer somente se existir autilizao do servio. Por essa tica o pagamento considerado voluntrio efacultativo. A tarifa visa ao lucro.

    De acordo com o art. 77 do CTN, as taxas cobradas pela Unio, pelos Estados,pelo Distrito Federal ou pelos Municpios, no mbito de suas respectivas

    atribuies, tm como fato gerador o exerccio regular do poder de polcia, ou a

    utilizao, efetiva ou potencial, de servio pblico especfico e divisvel, prestado

    ao contribuinte ou posto sua disposio. A taxa uma receita pblicaderivada, pois se integra em definitivo ao patrimnio do Estado aps ser retiradade forma coercitiva do patrimnio dos particulares. A taxa visa ao ressarcimento.

    Vamos transcrever o que cita o MTO-2010, o qual faz muito bem essa distino e assim que cobrado nas provas.

    Assim, conforme afirmado anteriormente, o preo pblico decorre da utilizao

    de servios pblicos facultativos (portanto, no compulsrios) que a

    Administrao Pblica diretamente ou por meio de delegao a concessionrio

    ou permissionrio colocam disposio da populao que poder contrat-losou no (Ex: telefone, luz, gua, gs encanado). So servios prestados em

    decorrncia de uma relao contratual, regida pelo direito privado.

    A taxa decorre de estipulao legal e serve para custear, naquilo que no forem

    cobertos pelos impostos, os servios pblicos essenciais soberania do Estado

    (a lei no autoriza que outros prestem alternativamente esses servios) e

    divisveis prestados ou colocados disposio diretamente pelo Estado. O tema

    regido pelas normas de direito pblico.

    H casos em que no simples estabelecer se um servio remunerado por

    taxa ou por preo pblico. Como exemplo, podemos citar o caso do fornecimento

    de energia eltrica. Em localidades onde estes servios forem colocados disposio do usurio, pelo Estado, mas cuja utilizao seja de uso obrigatrio,

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    compulsrio (por exemplo, a lei no permite que se coloque um gerador de

    energia eltrica) a remunerao destes servios feita mediante taxa e sofrer

    as limitaes impostas pelos princpios gerais de tributao (legalidade,

    anterioridade,...). Por outro lado, se a lei permite o uso de gerador prprio paraobteno de energia eltrica, o servio estatal oferecido pelo ente pblico, ou

    por seus delegados, no teria natureza obrigatria, seria facultativo e, portanto,

    seria remunerado mediante preo pblico.

    As taxas podem ser: Taxas de Fiscalizao ou de Poder de Polcia: so aquelas que tm

    como fato gerador o exerccio do poder de polcia administrativa,tratando-se de um poder disciplinador atravs do qual o Estado podeintervir nas atividades dos seus cidados para garantir a ordem e a

    segurana. Taxas de Servio: so as que tm como fato gerador a utilizao de

    determinados servios pblicos.

    Distino entre servio pblico e servio privado, segundo o MTO/2010. essaque cai em prova de AFO:

    Servio Pblico aquele que s pode ser desenvolvido pelo regime dedireito pblico, estabelecido por lei e tendo natureza obrigatria de suaprestao, sendo esse servio essencial sociedade. A relao jurdica,nesse tipo de servio, de verticalidade, ou seja, o Estado atua com

    supremacia sobre o particular. receita derivada. Servio Privado aquele que o Estado exerce, como se particular fosse.

    A relao jurdica de horizontalidade, no existindo supremacia dointeresse pblico sobre o particular. o Estado exercendo sua atividadecomo um particular, regulado pelo direito privado. Alm disso, os serviospblicos tm que ser especficos e divisveis. receita originria.

    Caiu na prova:(CESPE Procurador PGE/AL 2008) A cobrana de emolumentos peloPoder Judicirio enquadra-se na definio jurdica de:

    A) taxa pela prestao de servio pblico.B) taxa pelo poder de polcia.C) preo pblico.D) imposto.E) tarifa pblica.

    A cobrana de emolumentos pelo Poder Judicirio enquadra-se na definiojurdica de taxa pela prestao de servio pblico, pois s pode serdesenvolvido pelo regime de direito pblico, estabelecido por lei e essencial sociedade, tendo natureza obrigatria de sua prestao.

    Resposta: Letra A

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    2.1.5 DVIDA ATIVA

    O crdito da dvida ativa cobrado por meio da emisso da certido da dvidaativa da Fazenda Pblica da Unio inscrita na forma da lei, valendo como ttulode execuo, o que lhe garante liquidez. So os crditos da Fazenda Pblica denatureza tributria (proveniente da obrigao legal relativa a tributos erespectivos adicionais, atualizaes monetrias, encargos e multas tributrias) ouno tributria (demais crditos da fazenda pblica) exigveis em virtude dotranscurso do prazo para pagamento. As receitas decorrentes de dvida ativatributria ou no tributria devem ser classificadas como outras receitascorrentes.

    A Dvida Ativa uma espcie de crdito pblico, cuja matria definida desde a

    Lei 4320/64, sendo sua gesto econmica, oramentria e financeira resultante deuma conjugao de critrios estabelecidos em diversos outros textos legais.

    O conjunto de procedimentos buscou, a partir da tradio patrimonialista, tratarcontabilmente os crditos desde a efetivao at o momento da inscriopropriamente dita em Dvida Ativa, atribuindo ao rgo ou unidade do EntePblico responsvel pelo crdito, a iniciativa dos lanamentos contbeis. O enviodos valores para o rgo ou unidade competente para inscrio tratado comouma transferncia de gesto de crditos, ainda no mbito de um mesmo EntePblico.

    A Dvida Ativa abrange os crditos a favor da Fazenda Pblica, cuja certeza eliquidez foram apuradas, por no terem sido efetivamente recebidos nas datasaprazadas. , portanto, uma fonte potencial de fluxos de caixa, com impactopositivo pela recuperao de valores, espelhando crditos a receber, sendocontabilmente alocada no Ativo. A inscrio de crditos em Dvida Ativarepresenta contabilmente um fato permutativo resultante da transferncia de umvalor no recebido no prazo estabelecido, dentro do prprio Ativo, contendo,inclusive, juros e atualizao monetria ou quaisquer outros encargos aplicadossobre o valor inscrito em Dvida Ativa.

    No se confunde com a Dvida Passiva, que representa as obrigaes do EntePblico para com terceiros, e que contabilmente registrada no Passivo edenominada de Dvida Pblica.

    A inscrio em Dvida Ativa ato jurdico que visa legitimar a origem do crditoem favor da Fazenda Pblica, revestindo o procedimento dos necessriosrequisitos jurdicos para as aes de cobrana.

    Como regra geral, no caso da Unio, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional

    PGFN responsvel pela apurao da liquidez e certeza dos crditos da Unio,tributrios ou no, a serem inscritos em Dvida Ativa, e pela representao legal

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    da Unio. A Lei Complementar n 73 d aos rgos jurdicos das autarquias efundaes pblicas a mesma competncia para o tratamento da Dvida Ativarespectiva.

    De forma anloga, para os Estados e Municpios, a competncia para inscrioem Dvida Ativa atribuda, por intermdio de normativos de mesma espcie,aos representantes legais de cada esfera de governo.

    A Lei 6.830, de 22 de setembro de 1980, em seu art. 2, 3, determina que cabeao rgo competente apurar a liquidez e certeza dos crditos, qualificando ainscrio como ato de controle administrativo da legalidade. Depreende-se,portanto, que os Entes Pblicos devero outorgar a um rgo a competncia paraeste procedimento, dissociando, obrigatoriamente, a inscrio do crdito em

    Dvida Ativa e a origem desse crdito.A Dvida Ativa inscrita goza da presuno de certeza e liquidez, e temequivalncia de prova pr-constituda contra o devedor. O ato da inscrioconfere legalidade ao crdito como dvida passvel de cobrana, facultando aoEnte Pblico, representado pelos respectivos rgos competentes, a iniciativa doprocesso judicial de execuo.

    A presuno de certeza e liquidez, no entanto, relativa, pois pode ser derrogadapor prova inequvoca, cuja apresentao cabe ao sujeito passivo.

    A Dvida Ativa compreende, alm do valor principal, atualizao monetria,juros, multa e demais encargos previstos. J o pagamento de custas eemolumentos foi dispensado para os atos judiciais da Fazenda Pblica, de acordocom o artigo 39 da Lei 6830, de 22 de setembro de 1980, conhecida como Lei deExecues Fiscais LEF. Portanto, a incidncia desses acrscimos, previstosdesde a Lei 4.320/64, legal e de ocorrncia natural, cabendo o registro contbiloportuno.

    O recebimento em bens tem regras especiais em alguns casos, como a dao em

    pagamento de imveis para fins de reforma agrria e o recebimento de Ttulos daDvida Agrria TDAs. Qualquer que seja a forma de recebimento de crditos,o fato constituir em receita oramentria, prevista especificamente ou no nooramento do exerccio de recebimento.

    Alternativamente ao recebimento, existe ainda a possibilidade de compensaode crditos inscritos em Dvida Ativa com crditos contra a Fazenda Pblica.Essa forma de extino do crdito fiscal estabelecida pela Lei n 5. 172, de 25de Outubro de 1966 Cdigo Tributrio Nacional, e complementada por leisfederais, estaduais e municipais. A compensao no implica no ingresso de

    valores ou bens, constituindo um fato permutativo que anula um crditoregistrado no Ativo com uma obrigao da Fazenda Pblica para com terceiros.

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    Os crditos a favor da Fazenda Pblica que se encontram vencidos e no pagosdevem ser contabilmente discriminados dos demais. Conforme o texto legal,qualquer crdito a favor da Fazenda Pblica, seja de origem tributria ou notributria, passvel de inscrio em Dvida Ativa. Atendendo a preceitos legais,devem ser registrados, ainda no mbito do rgo responsvel pelo crdito, comoCrditos a Encaminhar para Inscrio em Dvida Ativa. Verifica-se nessemomento uma reclassificao de ativos, deixando de ser registrado um ativo areceber para um ativo inadimplente, em processo de encaminhamento parainscrio em Dvida Ativa. Trata-se de registros permutativos dentro do Ativo.

    Na tica contbil, todos os valores inscritos em Dvida Ativa so crditosvencidos a favor da Fazenda Pblica. Nessa condio, a Dvida Ativa encontraabrigo nas Normas Internacionais de Contabilidade e nos PrincpiosFundamentais de Contabilidade como integrante do Ativo do Ente Pblico. NoBrasil, por fora do texto legal, ainda atende a requisitos jurdicos de legalidade etransparncia.

    O eventual cancelamento, por qualquer motivo, do devedor inscrito em DvidaAtiva representa extino do crdito e por isto provoca diminuio na situaolquida patrimonial, relativamente baixa do direito que classificado comovariao patrimonial passiva independente da execuo oramentria ousimplesmente variao passiva extraoramentria. Da mesma forma soclassificados o registro de abatimentos, anistia ou quaisquer outros valores que

    representem diminuio dos valores originalmente inscritos em Dvida Ativa,mas no decorram do efetivo recebimento.

    Caiu na prova:(CESPE Especialista em Regulao - ANATEL 2009) Os registros contbeisreferentes dvida ativa devem definir as diferentes responsabilidades dos rgosou unidades originalmente responsveis pelos crditos e aqueles outros, domesmo ente federativo, que detenham a atribuio legal de sua efetiva inscrio,bem como pela apurao da certeza e liquidez dos valores inscritos.

    O conjunto de procedimentos buscou, a partir da tradio patrimonialista, tratarcontabilmente os crditos desde a efetivao at o momento da inscriopropriamente dita em Dvida Ativa, atribuindo ao rgo ou unidade do EntePblico responsvel pelo crdito, a iniciativa dos lanamentos contbeis. Oenvio dos valores para o rgo ou unidade competente para inscrio tratadocomo uma transferncia de gesto de crditos, ainda no mbito de um mesmoEnte Pblico.

    Desta forma, ficam definidas, em termos de registro contbil, asresponsabilidades distintas, conforme predisposto em Lei, dos rgos ouunidades responsveis originalmente pelos crditos e aqueles, dentro do mesmo

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    Ente Pblico, que detm a atribuio legal da efetiva inscrio em Dvida Ativa,assim como pela apurao da certeza e liquidez dos valores inscritos.Resposta: Certa.

    2.2 RECEITAS EXTRAORAMENTRIAS

    Tais receitas no integram o oramento pblico e constituem passivos exigveisdo ente, de tal forma que o seu pagamento no est sujeito autorizaolegislativa. Isso ocorre porque possuem carter temporrio, no se incorporandoao patrimnio pblico. So chamadas de ingressos extraoramentrios. Soexemplos de receitas extraoramentrias:

    Depsito em cauo;

    Antecipao de Receitas Oramentrias ARO; Cancelamento de restos a pagar; Emisso de Moeda; Outras entradas compensatrias no ativo e passivo financeiros.

    No conceito de receita oramentria, esto compreendidas as entradas derecursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos, transitando peloPatrimnio do Poder Pblico. Sero classificadas como receita oramentria, sobas rubricas prprias, todas as receitas arrecadadas, inclusive as provenientes deoperaes de crdito, ainda que no previstas no Oramento. So

    extraoramentrias, portanto, excludas do conceito de receitas oramentrias, asoperaes de crdito por antecipao de receita, as emisses de papel-moeda eoutras entradas compensatrias no ativo e passivo financeiros.

    2.3 RECEITAS INTRAORAMENTRIAS

    So receitas oriundas de operaes realizadas entre rgos e demais entidades daAdministrao Pblica integrantes do oramento fiscal e da seguridade social deuma mesma esfera de governo. So chamadas tambm de Ingressos

    Intraoramentrios. Tm a finalidade de discriminar as receitas referentes soperaes entre rgos, fundos, autarquias, fundaes pblicas, empresas estataisdependentes e outras entidades integrantes do oramento fiscal e da seguridadesocial.O elemento motivador da criao dessas receitas foi a incluso, na PortariaInterministerial STN/SOF n 163, de 4 de maio de 2001, da modalidade deaplicao 91 Aplicao Direta Decorrente de Operao entre rgos, Fundose Entidades Integrantes dos Oramentos Fiscal e da Seguridade Social.

    Caiu na prova:

    (CESPE Planejamento e Execuo Oramentria Min. da Sade 2008) Poringressos intraoramentrios devem-se entender aqueles constitudos por receitas

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    de operaes entre rgos, fundos, autarquias, fundaes pblicas, empresasestatais dependentes e outras entidades integrantes do oramento fiscal e daseguridade social.

    So ingressos intraoramentrios ou receitas intra-oramentrias aqueles cujafinalidade seja discriminar as receitas referentes s operaes entre rgos,fundos, autarquias, fundaes pblicas, empresas estatais dependentes e outrasentidades integrantes do oramento fiscal e da seguridade social.Resposta: Certa.

    3. CLASSIFICAO DA RECEITA POR NATUREZA

    As naturezas de receitas oramentrias procuram refletir o fato gerador queocasionou o ingresso dos recursos aos cofres pblicos. a menor clula deinformao no contexto oramentrio para as receitas pblicas, devendo, portantoconter todas as informaes necessrias para as devidas vinculaes. Face necessidade de constante atualizao e melhor identificao dos ingressos aoscofres pblicos, o esquema inicial de classificao foi desdobrado em seis nveis,que formam o cdigo identificador da natureza de receita:

    1 Nvel: Categoria Econmica 2 Nvel: Origem

    3 Nvel: Espcie 4 Nvel: Rubrica 5 Nvel: Alnea 6 Nvel: Subalnea

    X Y Z W TT KK

    CategoriaEconmica

    Origem Espcie Rubrica Alnea Subalnea

    1 nvel: Categoria Econmica da Receita

    Este nvel da classificao por natureza obedece ao critrio econmico. utilizado para mensurar o impacto das decises do Governo na economianacional (formao de capital, custeio, investimentos, etc.). codificada esubdividida da seguinte forma:1. Receitas Correntes;2. Receitas de Capital;7. Receitas Correntes Intraoramentrias;

    8. Receitas de Capital Intraoramentrias.Vamos a elas:

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    I) Receitas Correntes: classificam-se nessa categoria aquelas receitas oriundasdo poder impositivo do Estado - Tributria e de Contribuies; da explorao deseu patrimnio Patrimonial; da explorao de atividades econmicas -Agropecuria, Industrial e de Servios; as provenientes de recursos financeirosrecebidos de outras pessoas de direito pblico ou privado, quando destinadas aatender despesas classificveis em Despesas Correntes TransfernciasCorrentes; e as demais receitas que no se enquadram nos itens anteriores Outras Receitas Correntes.

    II) Receitas de Capital: so as provenientes da realizao de recursosfinanceiros oriundos de constituio de dvidas; da converso, em espcie, debens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito pblico ouprivado, destinados a atender despesas classificveis em Despesas de Capital e,

    ainda, o Supervit do Oramento Corrente.Essas receitas so representadas por mutaes patrimoniais que nada acrescentamao patrimnio pblico, s ocorrendo uma troca de elementos patrimoniais, isto ,um aumento no sistema financeiro (entrada de recursos financeiros) e uma baixano sistema patrimonial (sada do patrimnio em troca de recursos financeiros).

    III) Receitas Intraoramentrias: J estudamos em tpicos anteriores. O queacrescentaremos neste tpico que as novas naturezas de receitaintraoramentrias so constitudas substituindo-se o 1 nvel (categoriaeconmica 1 ou 2) pelos dgitos 7, se receita corrente intraoramentria e

    8, se receita de capital intraoramentria, mantendo-se o restante dacodificao.Ateno: As classificaes includas no constituem novas categoriaseconmicas de receita, mas sim meras especificaes das categorias corrente e decapital, a fim de possibilitar a identificao das respectivas operaesintraoramentrias e, dessa forma, evitar a dupla contagem de tais receitas.

    2 nvel: Origem

    a subdiviso das Categorias Econmicas, que tem por objetivo identificar a

    origem das receitas, no momento em que as mesmas ingressam no patrimniopblico. Identifica a procedncia dos recursos pblicos, em relao ao fatogerador dos ingressos das receitas (derivada, originria, transferncias e outras).No caso das receitas correntes, tal classificao serve para identificar se asreceitas so compulsrias (tributos e contribuies), provenientes das atividadesem que o Estado atua diretamente na produo (agropecurias, industriais ou deprestao de servios), da explorao do seu prprio patrimnio (patrimoniais),se provenientes de transferncias destinadas ao atendimento de despesascorrentes, ou ainda, de outros ingressos. No caso das receitas de capital,distinguem-se as provenientes de operaes de crdito, da alienao de bens, da

    amortizao dos emprstimos, das transferncias destinadas ao atendimento dedespesas de capital, ou ainda, de outros ingressos de capital.

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    Os cdigos da origem para as receitas correntes e de capital so:

    QUADRO ORIGENS DAS RECEITASRECEITAS CORRENTES RECEITAS DE CAPITAL

    1. Receita Tributria

    2. Receita de Contribuies

    3. Receita Patrimonial

    4. Receita Agropecuria

    5. Receita Industrial

    6. Receita de Servios7. Transferncias Correntes

    9. Outras Receitas Correntes

    1. Operaes de Crdito

    2. Alienao de Bens

    3. Amortizao de Emprstimos

    4. Transferncias de Capital

    5. Outras Receitas de Capital

    Veremos cada uma delas.I) Origens da Receitas Correntes:

    Receita Tributria: so os impostos, taxas e contribuies de melhoria.Fizemos um estudo mais aprofundamento nos tpicos anteriores.

    Receita de Contribuies: Tambm fizemos um estudo maisaprofundamento nos tpicos anteriores. o ingresso proveniente decontribuies sociais, de interveno no domnio econmico e de interessedas categorias profissionais ou econmicas, como instrumento deinterveno nas respectivas reas.

    Receita Patrimonial: o ingresso proveniente de rendimentos sobreinvestimentos do ativo permanente, de aplicaes de disponibilidades emoperaes de mercado e outros rendimentos oriundos de renda de ativospermanentes. Por exemplo, temos as receitas de arrendamentos de terrenosda Unio, que o Poder Pblico concede outra parte o gozo temporrio de

    um terreno mediante retribuio, a qual se torna receita patrimonial. Receita Agropecuria: o ingresso proveniente da atividade ou da

    explorao agropecuria de origem vegetal ou animal. Incluem-se nessaclassificao as receitas advindas da explorao da agricultura (cultivo dosolo), da pecuria (criao, recriao ou engorda de gado e de animais depequeno porte) e das atividades de beneficiamento ou transformao deprodutos agropecurios em instalaes existentes nos prpriosestabelecimentos.

    Receita Industrial: o ingresso proveniente da atividade industrial deextrao mineral, de transformao, de construo e outras, provenientes

    das atividades industriais definidas como tal pela Fundao InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatstica IBGE.

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    Receita de Servios: o ingresso proveniente da prestao de servios detransporte, sade, comunicao, porturio, armazenagem, de inspeo efiscalizao, judicirio, processamento de dados, vendas de mercadorias e

    produtos inerentes atividade da entidade e outros servios. Transferncia Corrente: o ingresso proveniente de outros entes ouentidades, referente a recursos pertencentes ao ente ou entidaderecebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediantecondies preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigncia, desde queo objetivo seja a aplicao em despesas correntes.

    Outras Receitas Correntes: So os ingressos correntes provenientes deoutras origens no classificveis nas anteriores.

    II)Origens das Receitas de Capital:

    Operaes de Crdito: So os ingressos provenientes da colocao dettulos pblicos ou da contratao de emprstimos e financiamentosobtidos junto a entidades estatais ou privadas.

    Alienao de Bens: o ingresso proveniente da alienao de componentesdo ativo permanente.

    Amortizao de Emprstimos: o ingresso proveniente da amortizao,ou seja, referente ao recebimento de parcelas de emprstimos oufinanciamentos concedidos em ttulos ou contratos.

    Transferncias de Capital: o ingresso proveniente de outros entes ou

    entidades, referente a recursos pertencentes ao ente ou entidaderecebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediantecondies preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigncia, desde queo objetivo seja a aplicao em despesas de capital.

    Outras Receitas de Capital: So os ingressos de capital provenientes deoutras origens no classificveis nas anteriores.

    3 nvel: Espcie

    o nvel de classificao vinculado Origem, composto por ttulos quepermitem qualificar com maior detalhe o fato gerador dos ingressos de taisreceitas. Por exemplo, dentro da Origem Receita Tributria (receita provenientede tributos), podemos identificar as suas espcies, tais como impostos, taxas econtribuies de melhoria (conforme definido na Constituio Federal de 1988 eno Cdigo Tributrio Nacional), sendo cada uma dessas receitas uma espcie detributo diferente das demais.

    4 nvel: Rubrica

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    o detalhamento das espcies de receita. A rubrica busca identificar dentro decada espcie de receita uma qualificao mais especfica. Agrega determinadasreceitas com caractersticas prprias e semelhantes entre si.

    5 nvel: Alnea

    Funciona como uma qualificao da rubrica. A alnea o nvel que apresenta onome da receita propriamente dita e que recebe o registro pela entrada derecursos financeiros.

    6 nvel: Subalnea:

    Constitui o nvel mais analtico da receita, o qual recebe o registro de valor, pela

    entrada do recurso financeiro, quando houver necessidade de maior detalhamentoda alnea.

    Caiu na prova:(ESAF APO/MPOG - 2008) Segundo o Manual Tcnico do Oramento - 2008,a classificao da receita por natureza busca a melhor identificao da origem dorecurso, segundo seu fato gerador. Indique a opo incorreta quanto aosdesdobramentos dessa receita.a) Sub-rubrica.b) Origem e espcie.

    c) Rubrica.d) Categoria econmica.e) Alnea e subalnea.

    A nossa questo trata do MTO/2008, porm podemos resolv-la pelo MTO/2010.O examinador pede a alternativa que no faz parte dos desdobramentos daclassificao da receita por natureza. Os nveis so: categoria econmica,origem, espcie, rubrica, alnea e subalnea. Logo, no h previso de sub-rubrica.Resposta: Letra A.

    4. CLASSIFICAO DA RECEITA POR FONTES

    Vimos que a classificao por natureza da receita busca a melhor identificao daorigem do recurso segundo seu fato gerador. No entanto, existe a necessidade declassificar a receita conforme a destinao legal dos recursos arrecadados.As fontes de recursos constituem-se de determinados agrupamentos de naturezasde receitas, atendendo a uma determinada regra de destinao legal, e servempara indicar como so financiadas as despesas oramentrias. aindividualizao dos recursos de modo a evidenciar sua aplicao segundo adeterminao legal.

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    A classificao por fontes de recursos consiste de um cdigo de trs dgitos:

    1 DGITO: GRUPO DE FONTES DE RECURSOS

    1 - Recursos do Tesouro Exerccio Corrente

    2 - Recursos de Outras Fontes - Exerccio Corrente

    3 - Recursos do Tesouro Exerccios Anteriores

    6 - Recursos de Outras Fontes - Exerccios Anteriores

    9 - Recursos Condicionados

    Os dgitos seguintes so bastante variados. O estudante deve saber que a fonte derecursos composta por 3 dgitos e quais so os grupos do 1 dgito.Exemplos de fontes:

    Fonte 100: Recursos do Tesouro - Exerccio Corrente (1); RecursosOrdinrios (00);

    Fonte 152: Recursos do Tesouro - Exerccio Corrente (1); Resultado doBanco Central (52);

    Fonte 150: Recursos do Tesouro Exerccio Corrente (1); RecursosPrprios No-Financeiros (50);

    Fonte 250: Recursos de Outras Fontes Exerccio Corrente (2); Recursos

    Prprios No-Financeiros (50); Fonte 300: Recursos do Tesouro Exerccios Anteriores (3); e Recursos

    Ordinrios (00).

    O argumento utilizado na criao de vinculaes para as receitas o de garantir adespesa correspondente, seja para funes essenciais, seja para entes, rgos,entidades e fundos. Outro tipo de vinculao aquela derivada de convnios econtratos de emprstimos e financiamentos, cujos recursos so obtidos comfinalidade especfica.

    No momento do recolhimento/recebimento dos valores, feita classificao pornatureza de receita e destinao de recursos, sendo possvel determinar adisponibilidade para alocao discricionria pelo gestor pblico, e aquelareservada para finalidades especficas, conforme vinculaes estabelecidas.

    O Manual de Procedimentos das Receitas Pblicas, desenvolvido por STN/SOF,apresenta uma sistemtica que permite o controle da destinao/fonte de recursosda receita pblica, vinculando-a a determinado gasto pblico desde oplanejamento oramentrioat o efetivo pagamento das despesas constantesdos programas e aes governamentais.

    Caiu na prova:

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    (CESPE Analista Administrativo ANAC 2009) No momento dorecolhimento/recebimento dos valores feita a classificao por natureza dereceita e destinao de recursos, sendo possvel a determinao dadisponibilidade para alocao discricionria pelo gestor pblico, exceto daquelasreservadas a finalidades especficas, conforme vinculaes estabelecidas.

    No momento do recolhimento/recebimento dos valores, feita classificao pornatureza de receita e destinao de recursos, sendo possvel determinar adisponibilidade para alocao discricionria pelo gestor pblico, e aquelareservada para finalidades especficas, conforme vinculaes estabelecidas.Resposta: Errada.

    5. CLASSIFICAO DA RECEITA POR IDENTIFICADOR DERESULTADO PRIMRIO

    A receita classificada, ainda, como Primria (P) quando seu valor includo naapurao do Resultado Primrio no conceito acima da linha, e No-Primria ouFinanceira (F) quando no includa nesse clculo.As receitas financeiras so basicamente as provenientes de operaes de crdito(endividamento), de aplicaes financeiras e de juros.As demais receitas, provenientes dos tributos, contribuies, patrimoniais,agropecurias, industriais e de servios so classificadas como primrias.

    Critrios abaixo da linha e acima da linha: a apurao do resultadoprimrio pode ocorrer pelos critrios abaixo da linha ou acima da linha. Ocritrio abaixo da linha considera a variao do endividamento no perodoconsiderado. Por exemplo, a variao da dvida em 2009 ser o valor apurado em31/12/2009 menos o valor em 31/12/2008. No permite conhecer os fatores quelevaram ao resultado.J o critrio acima da linha ocorre por meio da anlise das receitas e despesasdo setor pblico. Permite conhecer os fatores que levaram ao resultado.Em princpio, os dois critrios so equivalentes, e deveriam chegar aos mesmos

    nmeros. Entretanto, podem ocorrer discrepncias estatsticas em decorrncia dequestes especficas relacionadas abrangncia e/ou perodo da compilao.

    Distino entre Receita de Capital e Receita Financeira: o conceito de ReceitaFinanceira surgiu com a adoo pelo Brasil da metodologia de apurao doresultado primrio, oriundo de acordos com o Fundo Monetrio Internacional -FMI. Desse modo, passou-se a denominar como Receitas Financeiras quelasreceitas que no so consideradas na apurao do resultado primrio, como asderivadas de aplicaes no mercado financeiro ou da rolagem e emisso dettulos pblicos, assim como as provenientes de privatizaes, entre outras.

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    6. CLASSIFICAO DA RECEITA POR GRUPOS

    A classificao da receita por grupos procura identificar quais so os agentesarrecadadores, fiscalizadores e administradores da receita e qual o nvel devinculao das mesmas. No Oramento da Unio utilizam-se os seguintesgrupos:

    1. Receitas Prprias: Classificam-se, nesse grupo, as receitas cujaarrecadao tem origem no esforo prprio dos rgos e demais entidadesnas atividades de fornecimento de bens ou servios facultativos e naexplorao econmica do patrimnio remunerada por preo pblico outarifas, bem como o produto da aplicao financeira desses recursos.Geralmente, so receitas que tm como fundamento legal os contratos

    firmados entre as partes, amparados pelo Cdigo Civil e legislaocorrelata. So receitas que no possuem destinaes especficas, sendovinculadas unidade oramentria arrecadadora. Geralmente soarrecadadas por meio de Guia de Recolhimento da Unio GRU.

    2. Receitas Administradas: So as receitas auferidas pela Secretaria daReceita Federal do Brasil, com amparo legal no Cdigo TributrioNacional e leis afins, rgo que detm a competncia para fiscalizar eadministrar esses recursos. So receitas arrecadadas por meio deDocumento de Arrecadao de Receitas Federais (DARF) ou Guia da

    Previdncia Social (GPS).3. Receitas de Operaes de Crdito: So as receitas provenientes de

    colocao de ttulos pblicos ou da contratao de emprstimos efinanciamentos obtidos junto a entidades estatais ou privadas.

    4. Receitas Vinculadas: So os recursos oriundos de concesses,autorizaes e permisses para uso de bens da Unio ou para exerccio deatividades de competncia da Unio. Fazem parte desse grupo as receitasvinculadas por determinao legal, cuja fiscalizao, administrao e

    manuseio ficam a cargo das entidades com autorizao legal paraarrecadar. So receitas que apresentam destinao previamenteestabelecida, em funo da legislao (vinculadas a uma finalidadeespecfica).

    5. Demais Receitas: Grupo destinado ao atendimento das receitas previstasem Lei ou contrato, e que no esto enquadradas em nenhum dos gruposanteriores.

    7. OUTRAS CLASSIFICAES:

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    Vimos a classificao da receita de acordo com sua forma de ingresso ounatureza (oramentrias e extraoramentrias), natureza/categoria econmica(correntes e de capital) e coercitividade (originrias ou derivadas). Segundo adoutrina, a receita pblica pode ainda ser classificada nos seguintes aspectos:quanto ao poder de tributar, quanto afetao patrimonial e quanto regularidade:

    Poder de tributar: classifica as receitas de acordo com o poder de tributar quecompete a cada ente da federao, considerando e distribuindo as receitas obtidascomo pertencentes aos respectivos entes, quais sejam: Governo Federal,Estadual, do Distrito Federal e Municipal.

    Afetao Patrimonial:

    Efetivas: contribuem para o aumento do patrimnio lquido, semcorrespondncia no passivo. No-efetivas ou por mutao patrimonial: nada acrescentam ao patrimnio

    pblico, pois referem-se s entradas ou alteraes compensatrias noselementos que o compe.

    Regularidade: Ordinrias: compostas por ingressos permanentes e estveis, com

    arrecadao regular em cada exerccio financeiro. Assim, so perenes epossuem caracterstica de continuidade, como a maioria dos tributos: IR,

    ICMS, IPVA, IPTU, etc. Extraordinrias: no integram sempre o oramento. So ingressos de

    carter no-continuado, eventual, inconstante, imprevisvel, provenientesde calamidade pblica, guerras, doaes e indenizaes em favor doEstado.

    Caiu na prova:(ESAF APO/MPOG - 2008) A Receita da Administrao Pblica pode serclassificada nos seguintes aspectos: quanto natureza, quanto ao poder detributar, quanto coercitividade, quanto afetao patrimonial e quanto

    regularidade. Quanto sua regularidade, as receitas so desdobradas em:a) receitas efetivas e receitas por mutao patrimonial.b) receitas oramentrias e receitas extraoramentrias.c) receitas ordinrias e receitas extraordinrias.d) receitas originrias e receitas derivadas.e) receitas de competncia Federal, Estadual ou Municipal.

    a) Errada. Quanto afetaopatrimonial, as receitas podem ser efetivas ou pormutao patrimonial.b) Errada. Quanto forma de ingresso ou natureza, as receitas podem ser

    oramentrias ou extraoramentrias.

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    c) Correta. Quanto regularidade, as receitas podem ser ordinrias ouextraordinrias.d) Errada. Quanto coercitividade, as receitas podem ser originrias ouderivadas.e) Errada. Quanto ao poder de tributar, podem ser classificadas emcompetncia Federal, Estadual ou Municipal.Resposta: Letra C

    EXERCCIOS

    1) (ESAF APO/MPOG - 2008) Identifique o conceito de receita oramentriaque no pertinente sua definio.

    a) Receita patrimonial uma receita derivada, oriunda da explorao indireta, porparte do Estado das rendas obtidas na aplicao de recursos.b) Receita tributria uma receita derivada que o Estado arrecada, mediante oemprego de sua soberania, sem contraprestao diretamente equivalente e cujoproduto se destina ao custeio das atividades gerais ou especficas que lhe soprprias.c) Receitas de capital so receitas provenientes da realizao de recursosfinanceiros oriundos da constituio de dvida; da converso, em espcie, de bense direitos; os recursos de outras pessoas de direito pblico ou privado destinadosa atender despesas classificveis em Despesas de Capital e, ainda, o supervit do

    oramento corrente.d) Receita de servio uma receita originria, segundo a qual os recursos oumeios financeiros so obtidos mediante a cobrana pela venda de bens e servios.e) Outras receitas correntes so receitas originrias, provenientes de multas,cobranas da dvida ativa, restituies e indenizaes.

    a) a incorreta. As receitas patrimoniais so originrias. So as receitas queprovm das rendas geradas pelo patrimnio do prprio Estado (mobilirio eimobilirio), tais como as rendas de aluguis, as receitas decorrentes das vendasde bens, dividendos, participaes e royalties.

    b) Correta. As receitas tributrias so derivadas, pois so obtidas pelo Estadomediante sua autoridade coercitiva.c) Correta. As receitas provenientes da realizao de recursos financeirosoriundos de constituio de dvidas; da converso, em espcie, de bens e direitos;os recursos recebidos de outras pessoas de direito pblico ou privado, destinadosa atender despesas classificveis em despesas de capital e, ainda, o supervit dooramento corrente, so denominadas receitas de capital.d) Correta. As receitas de servio so originrias e compreendem ingressosprovenientes da prestao de servios de transporte, sade, comunicao,porturio, armazenagem, de inspeo e fiscalizao, judicirio, processamento de

    dados, vendas de mercadorias e produtos inerentes atividade da entidade eoutros servios.

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    e) Correta. Outras receitas correntes so os ingressos correntes provenientes deoutras origens no classificveis nas anteriores, como multas, dvida ativa, etc.Resposta: Letra A

    2) (FCC ACE - TCE/AM 2008) A reteno das contribuies previdencirias,valores descontados da folha de pagamentos dos servidores pblicos,corresponde a uma:(A) receita extra-oramentria.(B) despesa extra-oramentria.(C) receita oramentria de contribuies.(D) receita oramentria tributria.(E) despesa oramentria de transferncias a instituies privadas.

    O que caracteriza uma receita extraoramentria seu carter temporrio, nose incorporando ao patrimnio pblico. exatamente o que ocorre com asretenes previdencirias dos servidores pblicos, as quais no pertencem emdefinitivo ao Estado e no se incorporam ao patrimnio pblico.Resposta: Letra A

    3) (FGV Auditor Substituto de Conselheiro TCM/RJ - 2008) Em relao receita pblica, assinale a afirmativa incorreta.(A) Atualmente, segundo a doutrina moderna, ingresso e receita so expressessinnimas.

    (B) A receita se classificar nas seguintes categorias econmicas: ReceitasCorrentes e Receitas de Capital.(C) As operaes de crdito so consideradas receitas de capital.(D) A receita tributria considerada como receita corrente.(E) O supervit do oramento constitui receita corrente.

    a) Correta. A banca seguiu autores como Joo Anglico, que afirma: a receitapblica, em seu sentido mais amplo, o recolhimento de bens aos cofres

    pblicos. Ingresso, entrada ou receita pblica so, na verdade, expressessinnimas na terminologia de finanas pblicas. Os estudiosos da matria

    divergem na conceituao de receita pblica por esbarrarem em sutilezas deordem abstrata que h longo tempo o uso e o costume eliminaram. Ingresso,

    entrada ou receita, de qualquer espcie j esto, na prtica, consagrados pela

    expresso comum: receita pblica.b) Correta. So as categorias econmicas da receita: corrente e de capital.c) Correta. As operaes de crdito so uma das origens das receitas de capital.d) Correta. A receita tributria uma das origens das receitas correntes.e) a incorreta. O supervit do oramento constitui receita de capital.Resposta: Letra E

    4) (ESAF Auditor TCE/GO - 2007) Com relao ao preo pblico e a suadistino com a taxa, pode-se afirmar que:

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    a) a tarifa uma receita pblica, retirada de forma coercitiva do patrimnio dosparticulares.b) a taxa visa ao lucro enquanto a tarifa visa ao ressarcimento.c) o preo pblico uma espcie de tributo, pois a sua exigncia compulsria etem por base o poder fiscal do Estado.d) a tarifa pode ser cobrada em razo do exerccio do poder de polcia.e) a tarifa uma receita originria, proveniente da interveno do Estado, pormeio dos seus associados, permissionrios, ou concessionrios, na atividadeeconmica.

    a) Errada. A taxa uma receita pblica derivada, isto , retirada de formacoercitiva do patrimnio dos particulares, vindo a se integrar no patrimnio doEstado.

    b) Errada. A tarifa visa ao lucro, a taxa visa ao ressarcimento.c) Errada. A tarifa ou preo pblico uma receita originria decorrente dautilizao de servios pblicos facultativos (portanto, no compulsrios) que aAdministrao Pblica diretamente ou por meio de delegao a concessionrioou permissionrio colocam disposio da populao que poder contrat-los ouno (Ex: telefone, luz, gua, gs encanado). So servios prestados emdecorrncia de uma relao contratual, regida pelo direito privado.d) Errada. As taxas podem ser de cobradas em razo do Poder de Polcia. Soaquelas que tm como fato gerador o exerccio do poder de polciaadministrativa, tratando-se de um poder disciplinador atravs do qual o Estado

    pode intervir nas atividades dos seus cidados para garantir a ordem e asegurana.e) Correta. A tarifa receita originria empresarial, ou seja, uma receitaproveniente da interveno do Estado, atravs dos seus associados,permissionrios ou concessionrios, na atividade econmica.Resposta: Letra E

    5) (CESPE Analista Administrativo - ANATEL 2009) As receitasintraoramentrias se contrapem s despesas intraoramentrias e se referem aoperaes entre rgos e entidades integrantes dos oramentos fiscal e da

    seguridade social da mesma esfera governamental.As receitas intraoramentrias, as quais se contrapem s despesasintraoramentrias, so oriundas de operaes realizadas entre rgos e demaisentidades da Administrao Pblica integrantes do oramento fiscal e daseguridade social de uma mesma esfera de governo. Tm a finalidade dediscriminar as receitas referentes s operaes entre rgos, fundos, autarquias,fundaes pblicas, empresas estatais dependentes e outras entidades integrantesdo oramento fiscal e da seguridade social.Resposta: Certa.

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    6) (FCC ACE/TI - TCE/AM 2008) A categoria econmica ReceitasCorrentes contm, entre outras, uma receita pblica oramentria denominada:(A) alienao de bens.(B) receita patrimonial.(C) amortizao de emprstimos.(D) operao de crdito.(E) transferncia de capital.

    O examinador pede a alternativa que traz uma receita que pertena a categoriaeconmica receitas correntes. J sabemos que a receitapatrimonial. Alienaode bens, amortizao de emprstimos, operaes de crdito e transferncia decapital so receitas de capital.

    A receita patrimonial uma das mais cobradas em provas. Isso ocorre pelaconfuso que os estudantes normalmente fazem porque o termo patrimnio nosfazer pensar em bens de capital, como terrenos, casas, carros, etc.Ateno:receita patrimonial receita corrente.Resposta: Letra B

    7) (ESAF APO/SP - 2009) Constituem modalidade de receita derivada, exceto:a) tributos.b) penalidades pecunirias.c) multas administrativas.

    d) preos pblicos.e) taxas.

    A tarifa e o preo pblico so receitas no-tributrias e originrias.Todas as outras alternativas so modalidades de receita derivada, pois so obtidaspelo Estado mediante sua autoridade coercitiva e procedem do setor privado daeconomia, isto , de famlias, empresas e do resto do mundo.Resposta: Letra D

    (CESPE AFCE - TCU 2008)

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    A partir da figura acima, que apresenta o esquema de identificao dos recursosque ingressam nos cofres pblicos, o qual desdobrado em seis nveis,relacionados ao cdigo identificador da natureza de receita, julgue o itemseguinte, acerca das receitas pblicas.8) No esquema apresentado, a espcie constitui um maior detalhamento da

    categoria anterior (origem). Essa classificao no est relacionada Lei n. 4.320/1964, mas, sim, classificao discricionria adotada pelaSecretaria de Oramento Federal e pela Secretaria do Tesouro Nacional. No casodos tributos, a espcie relaciona os tipos de tributos previstos na ConstituioFederal.

    A espcie constitui um maior detalhamento da origem e est vinculado a ela. ALei 4.320/64 no traz previso dessa classificao, sendo ela adotada porSOF/STN de forma discricionria. No nosso exemplo, vimos que no caso daorigem receitas tributrias, a espcie relaciona os tipos de tributos previstos na

    Constituio Federal.Resposta: Certa.

    9) (FCC ACE - TCE/AM 2008) No mbito da receita pblica:(A) as receitas correntes nunca podem superar as despesas correntes.(B) as receitas de capital so integradas por operaes de crdito, receitaspatrimoniais e receitas agropecurias.(C) as receitas tributrias so compostas por impostos, taxas e contribuies aoutros nveis de governo.(D) os rendimentos de aplicao financeira so classificados como receita

    patrimonial.

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    (E) a receita da dvida ativa jamais se desdobra nas categorias tributria e no-tributria.

    a) Errada. O princpio do equilbrio visa assegurar que as despesas no serosuperiores previso das receitas. E ainda, so includas as despesas/receitascorrentes e de capital.b) Errada. Receitas patrimoniais e agropecurias so receitas correntes.c) Errada. Mais uma vez: as receitas tributrias so compostas por impostos,taxas e contribuies de melhoria.d) Correta. A receita patrimonial novamente responde a questo. As receitaspatrimoniais so provenientes de rendimentos sobre investimentos do ativopermanente, de aplicaes de disponibilidades em operaes de mercado eoutros rendimentos oriundos de renda de ativos permanentes.

    e) Errada. As receitas da dvida ativa so os crditos da Fazenda Pblica denatureza tributria (proveniente da obrigao legal relativa a tributos erespectivos adicionais, atualizaes monetrias, encargos e multas tributrias) ouno tributria (demais crditos da fazenda pblica) exigveis em virtude dotranscurso do prazo para pagamento.Resposta: Letra D

    10) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Acerca da Dvida Ativa, correto afirmar:a) a Dvida Ativa inscrita goza da presuno de liquidez e certeza, e tem

    equivalncia de prova pr-constituda contra o devedor.b) no mbito da Unio, compete Receita Federal do Brasil apurar a liquidez ecerteza dos crditos tributrios a serem inscritos em Dvida Ativa.c) apenas crditos tributrios so passveis de inscrio em Dvida Ativa.d) considera-se absoluta a presuno de liquidez e certeza de crdito inscrito emDvida Ativa.e) no mbito da Unio, compete Receita Federal do Brasil apurar a liquidez ecerteza dos crditos no-tributrios a serem inscritos em Dvida Ativa.

    a) Correta. A Dvida Ativa inscrita goza da presuno de certeza e liquidez, e tem

    equivalncia de prova pr-constituda contra o devedor. O ato da inscrioconfere legalidade ao crdito como dvida passvel de cobrana, facultando aoEnte Pblico, representado pelos respectivos rgos competentes, a iniciativa doprocesso judicial de execuo.b) e) Erradas. Como regra geral, no caso da Unio, a Procuradoria Geral daFazenda Nacional PGFN responsvel pela apurao da liquidez e certezados crditos da Unio, tributrios ou no, a serem inscritos em Dvida Ativa, epela representao legal da Unio. A Lei Complementar n 73 d aos rgos

    jurdicos das autarquias e fundaes pblicas a mesma competncia para otratamento da Dvida Ativa respectiva. De forma anloga, para os Estados e

    Municpios, a competncia para inscrio em Dvida Ativa atribuda, por

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    intermdio de normativos de mesma espcie, aos representantes legais de cadaesfera de governo.c) Errada. A dvida ativa corresponde aos crditos da Fazenda Pblica denatureza tributria (proveniente da obrigao legal relativa a tributos erespectivos adicionais, atualizaes monetrias, encargos e multas tributrias) ouno tributria (demais crditos da fazenda pblica) exigveis em virtude dotranscurso do prazo para pagamento. As receitas decorrentes de dvida ativatributria ou no tributria devem ser classificadas como outras receitascorrentes.d) Errada. A presuno de certeza e liquidez relativa, pois pode ser derrogadapor prova inequvoca, cuja apresentao cabe ao sujeito passivo.Resposta: Letra A

    E assim terminamos nossa aula 4.Aps aprofundarmos no estudo da Receita Pblica, nas prximas aulas falaremosda Despesa Pblica. Destacaremos na aula 5 os conceitos e classificaes dadespesa oramentria brasileira, incluindo a Estrutura programtica adotada nosetor pblico brasileiro.

    Forte abrao!

    Srgio Mendes

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    MEMENTO AULA 4

    CLASSIFICAES:

    QUANTO FORMA DE INGRESSO:

    Receitas Oramentrias

    Receitas Extraoramentrias:

    Depsito em cauo; Antecipao de Receitas Oramentrias ARO; Cancelamento de restos a

    pagar; Emisso de Moeda; Outras entradas compensatrias no ativo e passivo financeiros

    Receitas Intraoramentrias.

    QUANTO COERCITIVIDADE:

    Receitas Pblicas Originrias: Patrimoniais e Empresariais.

    Obs: O preo pblico ou tarifa so receitas originrias e no-tributrias.

    Receitas Pblicas Derivadas: Tributos (impostos, taxas e contribuies de melhoria),

    contribuies e emprstimos compulsrios.

    Obs: as taxas podem ser de servio ou de fiscalizao (de Poder de Polcia)

    CLASSIFICAO DA RECEITA POR NATUREZA

    1 nvel: Categoria Econmica da Receita:

    1. Receitas Correntes;

    2. Receitas de Capital;

    7. Receitas Correntes Intraoramentrias;

    8. Receitas de Capital Intraoramentrias.

    2 nvel: Origens

    Receitas Correntes Receitas de Capital1. Receita Tributria

    2. Receita de Contribuies

    3. Receita Patrimonial

    4. Receita Agropecuria

    5. Receita Industrial

    6. Receita de Servios

    7. Transferncias Correntes

    1. Operaes de Crdito

    2. Alienao de Bens

    3. Amortizao de Emprstimos

    4. Transferncias de Capital

    5. Outras Receitas de Capital

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    9. Outras Receitas Correntes

    3 nvel: Espcie

    4 nvel: Rubrica5 nvel: Alnea

    6 nvel: Subalnea

    CLASSIFICAO DA RECEITA POR FONTES:

    1 DGITO: GRUPO DE FONTES DE RECURSOS

    1 - Recursos do Tesouro Exerccio Corrente

    2 - Recursos de Outras Fontes - Exerccio Corrente

    3 - Recursos do Tesouro Exerccios Anteriores

    6 - Recursos de Outras Fontes - Exerccios Anteriores

    9 - Recursos Condicionados

    CLASSIFICAO DA RECEITA POR IDENTIFICADOR DE RESULTADO PRIMRIO

    Primria e Financeira

    CLASSIFICAO DA RECEITA POR GRUPOS

    1 Receitas Prprias;2 Receitas Administradas;

    3 Receitas de Operaes de Crdito;

    4 Receitas Vinculadas;

    5 Demais Receitas.

    QUANTO AO PODER DE TRIBUTAR:

    Governo Federal, Estadual, do Distrito Federal e Municipal.

    QUANTO AFETAO PATRIMONIAL:

    Efetivas e por mutao patrimonial (no-efetivas)

    QUANTO REGULARIDADE:

    Ordinrias e Extraordinrias.

    DVIDA ATIVA

    So os crditos da Fazenda Pblica exigveis em virtude do transcurso do prazo para pagamento.

    Devem ser classificadas como outras receitas correntes. Podem ter:

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    Natureza tributria: proveniente da obrigao legal relativa a tributos e respectivos

    adicionais, atualizaes monetrias, encargos e multas tributrias; ou

    Natureza no-tributria: demais crditos da fazenda pblica. cobrado por meio da emisso da certido da dvida ativa da Fazenda Pblica da Unio inscrita

    na forma da lei, valendo como ttulo de execuo, o que lhe garante liquidez.

    A inscrio de crditos em Dvida Ativa representa contabilmente um fato permutativo resultante

    da transferncia de um valor no recebido no prazo estabelecido, dentro do prprio Ativo,

    contendo quaisquer outros encargos aplicados sobre o valor inscrito em Dvida Ativa.

    LISTA DE QUESTES COMENTADAS NESTA AULA

    I) QUESTES APRESENTADAS DURANTE A AULA

    1) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Classificam-se comoReceitas Correntes Derivadas as receitas:a) de contribuies e de servios.

    b) patrimonial, agropecuria e industrial.c) patrimonial, agropecuria, industrial e de servios.d) tributria e de contribuies.e) tributria e de servios.

    2) (CESPE Procurador PGE/AL 2008) A cobrana de emolumentos peloPoder Judicirio enquadra-se na definio jurdica de:A) taxa pela prestao de servio pblico.B) taxa pelo poder de polcia.C) preo pblico.

    D) imposto.E) tarifa pblica.

    3) (CESPE Especialista em Regulao - ANATEL 2009) Os registroscontbeis referentes dvida ativa devem definir as diferentes responsabilidadesdos rgos ou unidades originalmente responsveis pelos crditos e aquelesoutros, do mesmo ente federativo, que detenham a atribuio legal de sua efetivainscrio, bem como pela apurao da certeza e liquidez dos valores inscritos.

    4) (CESPE Planejamento e Execuo Oramentria Min. da Sade 2008)Por ingressos intra-oramentrios devem-se entender aqueles constitudos porreceitas de operaes entre rgos, fundos, autarquias, fundaes pblicas,

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    empresas estatais dependentes e outras entidades integrantes do oramento fiscale da seguridade social.

    5) (ESAF APO/MPOG - 2008) Segundo o Manual Tcnico do Oramento -2008, a classificao da receita por natureza busca a melhor identificao daorigem do recurso, segundo seu fato gerador. Indique a opo incorreta quantoaos desdobramentos dessa receita.a) Sub-rubrica.b) Origem e espcie.c) Rubrica.d) Categoria econmica.e) Alnea e subalnea.

    6) (CESPE Analista Administrativo ANAC 2009) No momento dorecolhimento/recebimento dos valores feita a classificao por natureza dereceita e destinao de recursos, sendo possvel a determinao dadisponibilidade para alocao discricionria pelo gestor pblico, exceto daquelasreservadas a finalidades especficas, conforme vinculaes estabelecidas.

    7) (ESAF APO/MPOG - 2008) A Receita da Administrao Pblica pode serclassificada nos seguintes aspectos: quanto natureza, quanto ao poder detributar, quanto coercitividade, quanto afetao patrimonial e quanto regularidade. Quanto sua regularidade, as receitas so desdobradas em:

    a) receitas efetivas e receitas por mutao patrimonial.b) receitas oramentrias e receitas extraoramentrias.c) receitas ordinrias e receitas extraordinrias.d) receitas originrias e receitas derivadas.e) receitas de competncia Federal, Estadual ou Municipal.

    II) QUESTES APRESENTADAS NOS EXERCCIOS

    1) (ESAF APO/MPOG - 2008) Identifique o conceito de receita oramentria

    que no pertinente sua definio.a) Receita patrimonial uma receita derivada, oriunda da explorao indireta, porparte do Estado das rendas obtidas na aplicao de recursos.b) Receita tributria uma receita derivada que o Estado arrecada, mediante oemprego de sua soberania, sem contraprestao diretamente equivalente e cujoproduto se destina ao custeio das atividades gerais ou especficas que lhe soprprias.c) Receitas de capital so receitas provenientes da realizao de recursosfinanceiros oriundos da constituio de dvida; da converso, em espcie, de bense direitos; os recursos de outras pessoas de direito pblico ou privado destinados

    a atender despesas classificveis em Despesas de Capital e, ainda, o supervit dooramento corrente.

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    d) Receita de servio uma receita originria, segundo a qual os recursos oumeios financeiros so obtidos mediante a cobrana pela venda de bens e servios.e) Outras receitas correntes so receitas originrias, provenientes de multas,cobranas da dvida ativa, restituies e indenizaes.

    2) (FCC ACE - TCE/AM 2008) A reteno das contribuies previdencirias,valores descontados da folha de pagamentos dos servidores pblicos,corresponde a uma:(A) receita extra-oramentria.(B) despesa extra-oramentria.(C) receita oramentria de contribuies.(D) receita oramentria tributria.(E) despesa oramentria de transferncias a instituies privadas.

    3) (FGV Auditor Substituto de Conselheiro TCM/RJ - 2008) Em relao receita pblica, assinale a afirmativa incorreta.(A) Atualmente, segundo a doutrina moderna, ingresso e receita so expressessinnimas.(B) A receita se classificar nas seguintes categorias econmicas: ReceitasCorrentes e Receitas de Capital.(C) As operaes de crdito so consideradas receitas de capital.(D) A receita tributria considerada como receita corrente.(E) O supervit do oramento constitui receita corrente.

    4) (ESAF Auditor TCE/GO - 2007) Com relao ao preo pblico e a suadistino com a taxa, pode-se afirmar que:a) a tarifa uma receita pblica, retirada de forma coercitiva do patrimnio dosparticulares.b) a taxa visa ao lucro enquanto a tarifa visa ao ressarcimento.c) o preo pblico uma espcie de tributo, pois a sua exigncia compulsria etem por base o poder fiscal do Estado.d) a tarifa pode ser cobrada em razo do exerccio do poder de polcia.e) a tarifa uma receita originria, proveniente da interveno do Estado, pormeio dos seus associados, permissionrios, ou concessionrios, na atividade

    econmica.

    5) (CESPE Analista Administrativo - ANATEL 2009) As receitasintraoramentrias se contrapem s despesas intraoramentrias e se referem aoperaes entre rgos e entidades integrantes dos oramentos fiscal e daseguridade social da mesma esfera governamental.

    6) (FCC ACE/TI - TCE/AM 2008) A categoria econmica ReceitasCorrentes contm, entre outras, uma receita pblica oramentria denominada:(A) alienao de bens.

    (B) receita patrimonial.(C) amortizao de emprstimos.

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    (D) operao de crdito.(E) transferncia de capital.

    7) (ESAF APO/SP - 2009) Constituem modalidade de receita derivada, exceto:a) tributos.b) penalidades pecunirias.c) multas administrativas.d) preos pblicos.e) taxas.

    (CESPE AFCE - TCU 2008)

    A partir da figura acima, que apresenta o esquema de identificao dos recursosque ingressam nos cofres pblicos, o qual desdobrado em seis nveis,relacionados ao cdigo identificador da natureza de receita, julgue o item

    seguinte, acerca das receitas pblicas.8) No esquema apresentado, a espcie constitui um maior detalhamento dacategoria anterior (origem). Essa classificao no est relacionada Lei n.4.320/1964, mas, sim, classificao discricionria adotada pela Secretaria deOramento Federal e pela Secretaria do Tesouro Nacional. No caso dos tributos,a espcie relaciona os tipos de tributos previstos na Constituio Federal.

    9) (FCC ACE - TCE/AM 2008) No mbito da receita pblica:(A) as receitas correntes nunca podem superar as despesas correntes.(B) as receitas de capital so integradas por operaes de crdito, receitas

    patrimoniais e receitas agropecurias.

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    (C) as receitas tributrias so compostas por impostos, taxas e contribuies aoutros nveis de governo.(D) os rendimentos de aplicao financeira so classificados como receitapatrimonial.(E) a receita da dvida ativa jamais se desdobra nas categorias tributria e no-tributria.

    10) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) Acerca da Dvida Ativa, correto afirmar:a) a Dvida Ativa inscrita goza da presuno de liquidez e certeza, e temequivalncia de prova pr-constituda contra o devedor.b) no mbito da Unio, compete Receita Federal do Brasil apurar a liquidez ecerteza dos crditos tributrios a serem inscritos em Dvida Ativa.c) apenas crditos tributrios so passveis de inscrio em Dvida Ativa.d) considera-se absoluta a presuno de liquidez e certeza de crdito inscrito emDvida Ativa.e) no mbito da Unio, compete Receita Federal do Brasil apurar a liquidez ecerteza dos crditos no-tributrios a serem inscritos em Dvida Ativa.

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    GABARITO I1 2 3 4 5 6 7D A C C A E C

    GABARITO II1 2 3 4 5 6 7 8 9 10A A E E C B D C D A