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    CAP TULO 1

    TPI COS DE FI NA NAS PBLI CAS: FUNES DO GOVERNO.FALHA S DE MERCAD O E PRODUO DE BENS PBLI COS.

    TEORI A DA TRI BUTAO.

    1. (CESPE/ANALISTA/IEMA-ES/2007) As finanas pblicas incluema atividade de obteno e aplicao dos recursos para o custeiodos servios pblicos e para o atendimento das necessidades dapopulao.

    2. (CESPE/AUFC/TCU/2008) A chamada lei de Wagner preconizaque, em pases industrializados, o setor pblico cresce sempre ataxas mais elevadas que o nvel de renda, de tal forma que a

    participao relativa do governo na economia cresce com oprprio ritmo de crescimento econmico do pas.

    3. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Aglobalizao econmica e o crescimento regular da produoindustrial provocam um enfraquecimento do Estado. Com isso,ele deixa de ser um agente econmico importante noatendimento das necessidades coletivas, o que provoca reduodos gastos governamentais.

    4. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. SADE/2008) A poltica fiscal dividida em dois segmentos: a poltica tributria, cujo objetivo captar os recursos necessrios ao atendimento das funes daadministrao pblica, e a poltica oramentria, que trata daaplicao desses recursos.

    5. (CESPE/OFICIAL/ABIN/2010) Como instrumento da poltica deestabilizao econmica, o oramento pode apontar ora na

    promoo de uma expanso da demanda, gerando supervit, orana contrao da demanda, gerando dficits.

    6. (CESPE/ANALISTA/ANEEL/2010) De acordo com a soluo dePareto, considera-se que a economia atinge a mxima eficinciaquando modificaes em determinada alocao de recursos serevelam capazes de melhorar o nvel de bem-estar de umacomunidade sem prejudicar o bem-estar individual.

    7. (CESPE/ANALISTA/STF/2008) A adoo do oramento modernoest associada concepo do modelo de Estado que, desde

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    antes do final do sculo XIX, deixa de caracterizar-se por merapostura de neutralidade, prpria do laissez-faire, e passa a sermais intervencionista, no sentido de corrigir as imperfeies domercado e promover o desenvolvimento econmico.

    8. (CESPE/AGENTE/ABIN/2010) Fatores demogrficos podemexplicar o crescimento do gasto pblico, como ocorre, porexemplo, quando os gastos com sade e previdncia aumentam medida que a populao se torna idosa.

    9. (CESPE/TCNICO/TRE-MG/2008) A atividade do Estado naalocao de recursos justifica-se naquelas situaes em que soutilizadas as receitas oramentrias para proviso de bens quetenham as caractersticas de bens privados, mas que

    momentaneamente no esto sendo produzidos pelo mercado.

    10. (CESPE/ANALISTA/MDS/2006) As necessidades aladas condio de meritrias pela sociedade devem ser atendidassegundo o princpio da excluso, que pressupe a disposio doconsumidor a pagar o preo de mercado pelo bem ou serviooferecido pelo seu produtor ou prestador.

    11. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Osgastos com sade no mbito da seguridade social brasileira soum exemplo da proviso, por parte do setor pblico, de bensmeritrios, para os quais os recursos so obtidoscompulsoriamente por meio da tributao.

    12. (CESPE/CONTADOR/IPAJM-ES/2006) Em finanas pblicas,considera-se que as necessidades meritrias, ao se alarem categoria de pblicas, pressupem que os beneficirios dosservios estatais se eximiriam de manifestar suas preferncias,pois tais servios seriam obrigatoriamente prestados,independentemente de manifestao.

    13. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Aexistncia dos bens pblicos que permite a alocao tima derecursos na economia, superando a ineficincia do mercado nagarantia adequada de produtos e servios que so necessrios sociedade.

    14. (CESPE/CONSULTOR/CMARA/2003) A ausncia de recursosprivados necessrios ao financiamento dos projetos de grande

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    porte em setores essenciais ao desenvolvimento pode serconsiderada um exemplo de mercados incompletos, justificando,pois, a participao direta do Estado nessas reas, mediante acriao dos monoplios estatais.

    15. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Naexistncia de um monoplio natural, ou seja, quando seconfigura situao de mercado em que o tamanho timo deinstalao e de produo de uma empresa suficientementegrande para atender todo o mercado, o Estado poderesponsabilizar-se diretamente pela produo do bem ou doservio.

    16. (CESPE/ANALISTA/TJCE/2008) No perodo ps-privatizao, opapel do Estado modificou-se, dado que, para vrios servios deutilidade pblica como telecomunicaes e eletricidade ,passou de provedor ou produtor do servio para agenteregulador, atuando na fiscalizao do setor no que diz respeito fixao dos preos e quantidade e qualidade dos serviosoferecidos.

    17. (CESPE/ESPECIALISTA/ANAC/2009) Entre os aspectos positivosdo processo de privatizao brasileiro, no passado recente,

    incluem-se, alm das melhorias de eficincia das empresasprivatizadas, o fato de que ele impediu que os elevados deficitsprimrios pressionassem a dvida pblica e garantiu, ainda, ofinanciamento parcial dos desequilbrios externos.

    18. (CESPE/ESPECIALISTA/ANEEL/2010) A identificao de vriostipos de vcios ou imperfeies do mercado tem ensejado umasrie de intervenes governamentais regulatrias, o que, noBrasil, est em coerncia com o prprio texto constitucional, queestabelece, como um dos princpios da ordem econmica, a livreconcorrncia. No caso de servios pblicos, a concesso aempresas privadas uma das formas de o governo transferirpara terceiros toda a responsabilidade pelo atendimento populao em condies de livre mercado.

    19. (CESPE/ANALISTA/PREVIC/2011) As necessidades sociais nopodem ser atendidas pelos mecanismos convencionais domercado, visto que a elas no se aplica o princpio da excluso e,em tais situaes, os bens e servios so consumidos por todos

    em quantidades iguais. Tais necessidades sociais tm de serfinanciadas por via oramentria.

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    20. (CESPE/AGENTE/ABIN/2010) As externalidades positivas ounegativas so os efeitos diretos e indiretos sobre determinadosagentes do sistema econmico e decorrem de transaes sobreas quais esses agentes no exercem controle.

    21. (CESPE/ANALISTA/ANATEL/2004) Em determinado mercado, aexistncia de custos fixos elevados, bem como a presena deexternalidades e de assimetrias de informao, impe restries adoo do paradigma competitivo, fazendo que a fixao deesquemas regulatrios contribua para aumentar os nveis deeficincia nesses mercados.

    22.(CESPE/ANALISTA/ANA/2006) Em razo da existncia deimportantes economias de escala, decorrente, em parte, daexistncia de elevados custos fixos, a monopolizao dossistemas de abastecimento de gua pode aumentar a eficincia ereduzir os custos mdios de produo e proviso da guatratada, comercializada por esses sistemas.

    23. (CESPE/ANALISTA/SEGER-ES/2007) No mercado de telefonia, apresena de custos fixos elevados e de assimetrias deinformao limita a competio e exige a adoo de um marcoregulatrio para a reduo das perdas relativas a bem-estar.

    24. (CESPE/ACE/TCU/2008) A teoria de finanas pblicas consagraao Estado o desempenho de trs funes primordiais: alocativa,distributiva, e estabilizadora. A funo distributiva deriva daincapacidade do mercado de suprir a sociedade de bens eservios de consumo coletivo. Como esses bens e servios soindispensveis para a sociedade, cabe ao Estado destinarrecursos de seu oramento para produzi-los e satisfazer sua

    demanda.

    25. (CESPE/ANALISTA/TST/2008) O oramento pblico passa a serutilizado sistematicamente como instrumento da poltica fiscal dogoverno a partir da dcada de 30 do sculo XX, por influncia dadoutrina keynesiana, tendo funo relevante nas polticas deestabilizao da economia, na reduo ou expanso do nvel deatividade.

    26. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Aspolticas keynesianas defendem a presena do Estado na

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    27.(CESPE/AUFC/TCU/2009) Em pocas de estagnao e recessoeconmica, as concepes keynesianas tm dado suporte flexibilizao na aplicao do princpio do equilbrio oramentrio,defendendo, inclusive, um maior endividamento pblico,possibilitando uma utilizao intensiva de recursos ociososesterilizados por agentes econmicos privados.

    28. (CESPE/ANALISTA/ANEEL/2010) Uma das atribuieseconmicas governamentais a de promover ajustamentos naalocao de recursos, por exemplo, nas atividades relacionadas

    expanso da infraestrutura econmica. A intervenogovernamental justificada pela ausncia de condies nomercado que assegurem maior eficincia na utilizao dosrecursos econmicos.

    29. (CESPE/ANALISTA/INMETRO/2007) Na insuficincia de capitaisprivados, investimentos estatais na produo de eletricidade e deoutros tipos de infraestrutura, indispensveis ao crescimentoeconmico, fazem parte da funo alocativa do governo.

    30. (CESPE/TCNICO/TRE-MG/2008) A chamada funoestabilizadora exercida pelo governo visa o provimento de benspblicos para todos os consumidores, em face das imperfeiesinerentes prpria lgica de mercado, que determina o tipo e aquantidade de bens pblicos a serem ofertados populao.

    31. (CESPE/ANALISTA/TST/2008) A utilizao da polticaoramentria para os propsitos de estabilizao econmicaimplica promover ajustes no nvel da demanda agregada,expandindo-a ou restringindo-a, e provocando a ocorrncia dedeficits ou superavits.

    32. (CESPE/ANALISTA/PREF. VITRIA/2008) A adoo dos sistemasde imposto de renda progressivo, alm de refletir a funodistributiva do governo, contribui para estabilizar a economia.

    33. (CESPE/TCNICO/TRE-MG/2008) O governo pode realizarajustamento na redistribuio da renda e da riqueza do pasutilizando instrumentos como transferncias, impostos e

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    subsdios. Por exemplo, o Estado pode tributar indivduos de altarenda e utilizar os recursos captados para o financiamento deprogramas para a parcela de baixa renda da populao.

    34.(CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Odesenvolvimento do sistema de seguridade social no Brasil apsa Constituio Federal de 1988 um exemplo do cumprimentoda funo distributiva do governo.

    35. (CESPE/ANALISTA/TJCE/2008) Polticas fiscais expansionistasimplementadas mediante reduo de impostos e aumento degastos pblicos ilustram a funo estabilizadora do governo.

    36. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Aspolticas pblicas do Estado, principalmente a monetria e afiscal, com vistas a promover um alto nvel de emprego naeconomia, so exemplos da funo estabilizadora exercida pelogoverno.

    37. (CESPE/TCNICO/TRE-MG/2008) O oramento pblico umimportante instrumento da poltica de estabilizao econmica.Por isso, no se recomenda a realizao de mudanas nas

    receitas e nas despesas pblicas, visando o controle da inflao edo crescimento econmico.

    38. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Por meioda poltica alocativa, o governo pode reduzir os gastos pblicos,com o objetivo de inibir o consumo na sociedade, e elevar aalquota de impostos, visando assegurar o controle dos preos naeconomia.

    39. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. SADE/2008) Entre asfunes essenciais do governo est a chamada funodistributiva, ou seja, a capacidade de intervir no mercado pormeio da variao dos gastos pblicos ou da arrecadao deimpostos, de forma a equilibrar os excessos ou insuficincias dademanda agregada.

    40. (CESPE/AUDITOR/PREF. LIMEIRA/2006) A indivisibilidade noconsumo dos bens pblicos, decorrente do seu carter de no-

    excluso de qualquer indivduo, resulta em que o consumo decada indivduo igual ao total da produo.

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    41. (CESPE/ANALISTA/MCT/2008) No obstante as discusses sobrea redefinio das funes do Estado moderno, no est emquesto o seu papel na produo dos bens pblicos. Aos benspblicos tradicionais, que compreendem a defesa, a justia e a

    segurana, tm-se agregado crescentemente novas reas, entreas quais se destacam a proteo e o trato das questesambientais.

    42. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Umadiferena essencial entre o bem pblico e o bem privado dizrespeito excluso de determinados indivduos do consumodesse bem. Na medida em que o Estado regula a produo deum bem privado, assegurando sua oferta pelo mercado, todos os

    indivduos podero consumi-lo, sem excluso.

    43. (CESPE/CONTADOR/SEAD-PA/2004) Denominam-se benspblicos semipblicos ou meritrios aqueles que possuemcaractersticas de bens privados e que so oferecidos por meiode mecanismos prprios do sistema de mercado, porm emquantidade insuficiente para atender demanda. Como anatureza privada desses bens tem menor importncia que suautilidade social, em funo das externalidades desejveis queprovocam na economia (mrito social), o governo aloca recursospblicos em sua proviso, visando garantir a complementaonecessria satisfao das necessidades da sociedade.

    44. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. PREVIDNCIA/2010) Acaracterstica essencial dos bens semipblicos seu elevadocontedo de externalidades. Isso significa que os benefciosadvindos de seu consumo no so totalmente internalizados peloindivduo que consome esses bens, espalhando-se uma parcelaconsidervel desses benefcios por toda a coletividade.

    45. (CESPE/AUDITOR/AUGE-MG/2009) O sistema tributrio deve serestruturado de forma a interferir ao mximo na alocao derecursos da economia.

    46. (CESPE/AUDITOR/AUGE-MG/2009) O conceito da eficcia datributao estabelece que o sistema tributrio no provoque umadistoro na alocao dos recursos.

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    47. (CESPE/ANALISTA/TRE-MT/2010) O tributo que tem por fatogerador uma situao independente de qualquer atividadeestatal especfica relativa ao contribuinte denominado imposto.

    48.(CESPE/ESPECIALISTA/ANEEL/2010) Contribuio o tributocuja obrigao tem por fato gerador uma situao independentede qualquer atividade estatal especfica, relativa ao contribuinte.

    49. (CESPE/ANALISTA/PREVIC/2011) Os impostos cobrados pelaUnio, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municpios, nombito de suas respectivas competncias, so tributos cujaobrigao tem por fato gerador uma situao independente dequalquer atividade estatal especfica relativa ao contribuinte.Portanto, o Estado no fica vinculado a nenhuma

    contraprestao para o contribuinte que pagou o referidoimposto.

    50. (CESPE/TCNICO/MPU/2010) Alguns servios pblicos soprestados somente quando solicitados, caso em que suaremunerao feita pelos indivduos que deles se beneficiemdiretamente.

    51. (CESPE/ESPECIALISTA/ANTAQ/2009) As taxas cobradas pelosestados, no mbito de suas respectivas atribuies, podem tercomo fato gerador a utilizao, efetiva ou potencial, de serviopblico especfico e divisvel, prestado ao contribuinte.

    52. (CESPE/ANALISTA/TJCE/2008) As contribuies sociais, aindaque por sua natureza se destinem a determinadas finalidades,tm sido muito utilizadas no mbito da Unio como forma deaumentar o montante e a sua participao nos recursostributrios nacionais. A no-vinculao, de acordo com a CF, seaplica apenas aos impostos.

    53. (CESPE/TCNICO/MPU/2010) De acordo com a CF, a Unio podeutilizar os recursos dos impostos federais atribudos aos estadose municpios para pagamento de seus crditos, inclusive o desuas autarquias.

    54. (CESPE/PROCURADOR/TCE-ES/2009) As contribuies nointeresse de categorias profissionais ou econmicas, conhecidastambm por contribuies corporativas, incluem as contribuies

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    sindicais e as contribuies para os conselhos de fiscalizaoprofissional.

    55. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/IPEA/2008) Os emprstimoscompulsrios somente podem ser institudos pelos estados comautorizao federal e desde que destinados a calamidadespblicas.

    56. (CESPE/ANALISTA/TCE-AC/2006) O valor arrecadado pelopagamento das contribuies de melhoria no poder sersuperior ao custo total da obra.

    57. (CESPE/ACE/TCE-TO/2008) Os impostos extrafiscais so aquelesque possuem como primacial funo carrear disponibilidadesfinanceiras aos cofres pblicos.

    58. (CESPE/ESPECIALISTA/ANTAQ/2009) Os tributos no tmapenas finalidade fiscal, que arrecadar recursos para o Estado,pois algumas espcies tributrias tm finalidade extrafiscal, quetem o escopo de estimular ou desestimular o uso ou consumo dedeterminados produtos ou mercadorias.

    59. (CESPE/ACE/TCE-TO/2008) Imposto parafiscal aquele cujafinalidade principal no arrecadatria, mas de controle dabalana comercial, da inflao, das taxas de juros e dedesestmulo manuteno de propriedades improdutivas.

    60. (CESPE/ACE/TCE-TO/2008) O imposto sobre operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestaes de servios(ICMS) classificado como imposto indireto, pois o contribuintede direito recolhe o valor devido e transfere o nus econmico

    para o contribuinte de fato.

    61. (CESPE/ACE/TCE-TO/2008) Considera-se imposto regressivoaquele em que o nus da carga tributria repartido de maneirauniforme entre as vrias classes de renda da sociedade.

    62. (CESPE/ANALISTA/MPU/2010) Um imposto progressivoestabelece uma relao decrescente entre carga tributria e

    renda.

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    63. (CESPE/ESPECIALISTA/ANTAQ/2009) Taxas sujeitam-se aosprincpios tributrios, o que no ocorre com preos pblicos.

    64. (CESPE/TCNICO/MPU/2010) Alguns servios pblicos soprestados somente quando solicitados, caso em que suaremunerao feita pelos indivduos que deles se beneficiemdiretamente.

    65. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) Se determinado municpio criaruma taxa de fiscalizao sanitria, poder vincular o produto desua arrecadao para a constituio de um fundo especial com oobjetivo de construir uma usina de reciclagem de lixo.

    66. (CESPE/TCNICO/MPU/2010) O preo pblico se diferencia dataxa porque nasce do fornecimento de um bem e decorre de umcontrato entre as partes, ao passo que as taxas se referem aosservios.

    67. (CESPE/TCNICO SUPERIOR/IPEA/2008) Os entes das trsesferas de governo tm a competncia para instituir impostos,taxas e contribuies sociais, alm de outros tributos, nos limitesestabelecidos na Constituio Federal (CF).

    68. (CESPE/TCNICO/PREF. LIMEIRA/2006) A instituio de novosimpostos prerrogativa da Unio, mas eles no podero sercumulativos.

    69. (CESPE/TCNICO/PREF. LIMEIRA/2006) O custo dapavimentao de via pblica realizada pelo Estado pode serrateado entre os proprietrios de imveis beneficiados por meiode contribuio de melhoria, que ser instituda pelo municpio.

    70. (CESPE/ANALISTA/DETRAN-PA/2006) No Brasil, astransferncias tributrias constitucionais entre a Unio, estados emunicpios so constitudas por repasse de parte da arrecadaopara determinado governo ou mediante a formao de fundosespeciais. Essas transferncias sempre ocorrem do governo demaior nvel para os de menores nveis, quais sejam: da Uniopara estados; da Unio para municpios; ou de estados paramunicpios.

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    71. (CESPE/AUDITOR/TCU/2006) O poder de tributar que a Uniodetm abrange as cinco espcies tributrias impostos, taxas,contribuies de melhoria, emprstimos compulsrios econtribuies especiais. O poder de tributar dos estados e dosmunicpios, por sua vez, restrito a impostos, taxas e

    contribuies de melhoria.

    72. (CESPE/PROCURADOR/AGU/2010) Estado da Federao temcompetncia privativa e plena para dispor sobre normas geraisde direito financeiro.

    73. (CESPE/INSPETOR/TCE-RN/2009) No que se refere s normasgerais sobre finanas pblicas, os estados e municpios adotam odisposto em lei complementar federal.

    74. (CESPE/PROCURADOR/TCE-ES/2009) De acordo com oentendimento do STF, a imunidade tributria recproca entre osentes da Federao, prevista na CF, aplicvel tanto aosimpostos quanto s taxas.

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    GABARI TO

    1 C 31 C 61 E

    2 C 32 E 62 E

    3 E 33 C 63 C

    4 C 34 C 64 C

    5 E 35 C 65 C

    6 E 36 C 66 E

    7 C 37 E 67 C

    8 C 38 E 68 C

    9 E 39 E 69 E

    10 E 40 C 70 C

    11 C 41 C 71 E

    12 C 42 E 72 E

    13 E 43 C 73 C

    14 C 44 C 74 E15 C 45 E

    16 C 46 E

    17 C 47 C

    18 E 48 E

    19 C 49 C

    20 C 50 C

    21 C 51 C

    22 C 52 C

    23 C 53 E

    24 E 54 C

    25 C 55 E

    26 C 56 C

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    27 C 57 E

    28 C 58 C

    29 C 59 E

    30 E 60 C

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    COMENTRI OS:

    1. CERTO. Segundo a doutrina, a disciplina finanas pblicas, quetraa relaes com a economia, o direito e a administrao,

    contempla quatro braos da atuao estatal no campoeconmico-financeiro, a saber: a receita pblica e o crditopblico, concernentes obteno de recursos; a despesapblica, relativa execuo dos programas e atividades a cargodo Estado; e o oramento pblico, que diz respeito aogerenciamento desses elementos citados.

    2. CERTO. A questo reproduziu o teor da Lei de Wagner (AdolfWagner, economista alemo), que trata de razes para aexpanso das despesas pblicas nos pases ocidentais. Para

    seguidores da teoria desse autor, o crescimento econmiconacional, por si s, seria um impulso expanso dos gastospblicos, em razo de trs causas principais: o crescimento dasfunes administrativas e de segurana; as demandas por maiorbem-estar social, especialmente as relativas a educao esade; e a maior interveno do governo no processo produtivo.

    3. ERRADO. Trata-se exatamente do contrrio: a globalizao e odesenvolvimento econmico desencadearam um fortalecimento

    do Estado, que cumpre funes importantes em praticamentetodos os pases, envolvendo o aumento do gasto pblico.

    4. CERTO. Essa a diviso conceitual da poltica fiscal, que, apesardo nome, tem alcance mais amplo que o estudo dos tributos(que remete ideia de fisco).

    5. ERRADO. Ocorre o inverso: para expandir a demanda agregada,o governo, de modo a aumentar seus gastos, pode assumirdficits, endividando-se para auferir mais recursos; e, paracontrao da demanda, promove-se restrio oramentria egerao de supervits.

    6. ERRADO. A soluo, ou timo, de Pareto representa umasituao terica em que, numa dada economia, os recursosprodutivos e financeiros teriam aproveitamento mximo, demodo que o aumento de bem-estar de um agente s poderiaocorrer ao custo da diminuio do bem-estar de outro(s).

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    7. CERTO. A evoluo do oramento d-se, geralmente, no sentidode sua ampliao e maior sofisticao, acompanhando atendncia (oscilante, verdade) de aumento da participao doEstado na economia. Assim, a quase neutralidade tributria dooramento tradicional, pelo reduzido impacto no produto interno

    das economias, foi substituda pela utilizao do oramento comoferramenta de desenvolvimento econmico e de tentativa decorreo das falhas de mercado.

    8. CERTO. Um dos principais fatores de presso sobre o aumentodas despesas pblicas reside nos fatores demogrficos. Como,em regra, as populaes ao redor do mundo experimentam umafase de ampliao da expectativa de vida, natural queaumentem as demandas por aes governamentais dirigidas sfaixas etrias mais avanadas, nas reas de sade e previdncia.

    9. ERRADO. A ao estatal relativa alocao de recursos justificada pela proviso de bens pblicos e semipblicos, e node bens privados, j que estes tm seu fornecimento e preoregulados pelas regras de mercado. importante registrar que,caso bens privados tenham relevncia socioeconmica suficientepara ter sua proviso assumida ou incentivada pelo Estado,nesse caso, passam a ser considerados semipblicos.

    10. ERRADO. Por partes: o princpio da excluso, em economia,aplica-se aos bens privados, e significa que o consumo dedeterminado bem garantido a quem paga por esse consumo,de forma que no se observa o efeito carona (consumo debens por agentes que no o custearam). Em segundo lugar, asnecessidades ou bens considerados meritrios (ou semipblicos)so aqueles que, embora tenham caractersticas de bensprivados, tm importncia social suficiente para que o Estadogaranta seu fornecimento em maior quantidade, ou de forma

    mais facilitada, do que o mercado estaria apto/disposto afornecer. Dessa forma, o Estado no permite que se concretizetotalmente o princpio da excluso relativamente aos bensmeritrios.

    11. CERTO. Sade (embutida em seguridade social) e educaoso consideradas os bens meritrios mais emblemticos, cujofornecimento, quanto maior, mais traz benefcios coletivos, o queas coloca no topo da lista de prioridades dos governos.

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    12. CERTO. O enunciado apresenta a descrio do efeito caronaquanto ao consumo de bens pblicos e semipblicos numaeconomia. No caso dos bens pblicos puros, o mecanismo demercado no seria de qualquer forma aplicvel a seufornecimento, pela impossibilidade de impedir seu consumo por

    quem quer que fosse (justia, segurana pblica, defesa nacionaletc.). Assim, ao invs de esperar pela manifestao de agentesno sentido de fornecer tais bens, o Estado assume essa proviso,custeando sua operao por meio da cobrana de tributos.

    13. ERRADO. A existncia de bens pblicos, ao contrrio, impede oalcance de uma alocao tima de recursos na economia, j que,quanto ao fornecimento desses bens (que so absolutamentenecessrios numa economia), o mercado seria ineficiente.

    14. CERTO. O conceito da falha de mercado chamada mercadoincompleto diz respeito impossibilidade setorizada defornecimento de determinados bens, mesmo havendoconsumidores dispostos a pagar pelo consumo. Isso ocorre pelanecessidade de mobilizao de alta soma de recursos para que ofornecimento tivesse incio, envolvendo riscos e grandedisponibilidade financeira. Para suprir essa falha, e considerandoque o mercado incompleto se trata de um setor importante, oEstado pode assumir diretamente a disponibilizao dos bens e

    servios correlatos.

    15. CERTO. Como o monoplio natural nas mos de atores privadosafastaria um dos principais mecanismos de autorregulaoeconmica a concorrncia , o funcionamento do mercado nose daria de forma equilibrada. Com isso, monoplios naturaisno podem servir apenas obteno de lucro pelo agentefornecedor responsvel. Da a necessidade de intervenoestatal, ora na regulao, ora na assuno direta do monoplio.

    16. CERTO. A dcada de 90 trouxe ao Brasil uma mudana no papeldo Estado quanto a setores estratgicos da economia, em que,historicamente, tinha assumido o provimento de bens e servios.Com as privatizaes das estatais atuantes nesses setores, opoder pblico buscou fortalecer suas funes regulatrias,criando, tambm a esse tempo, diversas agncias reguladoras.

    17. CERTO. Com a transferncia do controle de estatais iniciativaprivada, o governo federal pde reduzir o volume de despesas

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    transferidas a essa categoria de empresas, com a consequentemelhora do resultado primrio.

    18. ERRADO. A concesso de servios a atores privados no leva aofornecimento desses servios em condies de livre mercado,tendo em vista a existncia de marcos regulatrios, segundo osquais o ente pblico se compromete a manter a fiscalizao e ocumprimento de determinadas clusulas, com o fito decompatibilizar o interesse pblico com o ganho econmico dasconcessionrias.

    19. CERTO. A questo retrata a principal justificativa para ainterveno estatal nas atividades econmicas. A constatao defalhas prprias dos mecanismos de mercado leva tentativa de

    sua correo ou amenizao por meio de aes governamentais,financiadas pelo oramento anual.

    20. CERTO. As atividades econmicas dos atores, em determinadosistema, geram efeitos diretos e indiretos sobre os demais. Taisefeitos podem ser positivos, potencializando o bem-estar alheio,ou negativos, diminuindo-o. Como dito no enunciado, os agentesno exercem controle sobre as externalidades, pelo fato de noserem fenmenos produzidos intencionalmente.

    21. CERTO. A questo mencionou alguns tipos de falhas de mercado,cujos impactos negativos podem ser diminudos mediante ainterveno estatal.

    22. CERTO. Trata-se de uma hiptese de monoplio natural, em quea pulverizao da oferta por meio de vrios agentes levaria a umaumento do custo mdio do bem, em razo da deseconomia deescala produzida. Nessas condies, visando manuteno dopreo em nveis reduzidos, torna-se mais conveniente amanuteno da oferta em poder de poucos atores.

    23. CERTO. Assim como no fornecimento de gua e de energia, nosetor de telefonia tambm no h vantagens econmicas napulverizao da oferta. Dessa forma, o mercado concentrado nasmos de poucos agentes demanda a regulao pelo Estado, demodo a compatibilizar as pretenses de lucro dos fornecedorescom o bem-estar dos consumidores.

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    24. ERRADO. Apesar de a questo ter indicado corretamente as trsfunes clssicas do Estado, a descrio feita na segunda partedo enunciado corresponde funo alocativa.

    25.CERTO. Segundo a concepo de John Maynard Keynes,economista britnico, o Estado deveria assumir as rdeas daeconomia nacional a fim de combater crises e manter odesenvolvimento equilibrado, ora acelerando, ora diminuindo oaquecimento da economia.

    26. CERTO. Principalmente para momentos de crise, em que omercado no conseguiu sustentar o desenvolvimento equilibradoda economia, as teorias keynesianas foram entendidas comorecomendadas, a fim de se obterem os resultados descritos no

    enunciado.

    27. CERTO. Segundo a teoria keynesiana, o Estado, no intuito desuperar momentos de crise econmica, poderia assumir,inclusive, altos nveis de endividamento, a fim de canalizarrecursos eventualmente ociosos para o desenvolvimento deatividades pblicas.

    28. CERTO. Muitas vezes, nesse assunto, o prprio vocabulrio dasquestes indica qual funo governamental est sendofocalizada. No caso, a alocao de recursos refere-se funoalocativa, que trata das decises sobre quais setores serofavorecidos com a aplicao de recursos pblicos.

    29. CERTO. As decises governamentais sobre em que setoresaplicar os recursos arrecadados dos particulares, em nome dobenefcio comum, fazem parte da funo alocativa.

    30. ERRADO. A descrio feita na questo refere-se funoalocativa, no estabilizadora.

    31. CERTO. A funo estabilizadora objetiva manter o equilbriosobre o nvel de preos e sobre a oferta de empregos, a partir donvel de demanda que o governo exerce sobre a economia.

    32.ERRADO. A adoo de um sistema progressivo de imposto derenda explicita diretamente somente o exerccio da funo

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    distributiva. No se garante, apenas com isso, a estabilizaoeconmica.

    33. CERTO. Est sendo descrito um dos mecanismos deredistribuio de renda, a partir do sistema tributrio. Sistemasditos progressivos promovem esse tipo de efeito, canalizandorecursos das faixas mais abastadas para as menos favorecidas.

    34. CERTO. Segundo a literatura, a CF/88 e as leis que a seguirampromoveram ajustes at mais do que razoveis relativamente funo distributiva, favorecendo, no tocante previdncia,pessoas que no haviam contribudo para o sistema, bem comocriando uma srie de benefcios.

    35. CERTO. A funo estabilizadora reflete-se na utilizao dapoltica econmica do governo para aumentar ou diminuir ademanda agregada, para manter equilibrados o nvel de preos ea oferta de emprego, em conformidade com a tendncia depresso ou ao aquecimento da economia.

    36. CERTO. A funo estatal relacionada manuteno de um nvelsustentvel de empregos na economia a estabilizadora, para a

    qual concorrem vrios mecanismos.

    37. ERRADO. Ao contrrio: mudanas na poltica fiscal soinstrumentos apropriados para a estabilizao econmica, para ocontrole inflacionrio e do crescimento econmico.

    38. ERRADO. As caractersticas explicitadas no enunciado dizemrespeito funo estabilizadora do Estado, no funoalocativa.

    39. ERRADO. Novamente, a descrio do enunciado corresponde funo estabilizadora do Estado.

    40. CERTO. Bens pblicos so conceituados como aqueles cujoconsumo pela populao d-se de forma indivisvel e no rival. Aindivisibilidade do consumo de um bem se refere ao fato de suasparcelas, consumidas pelos cidados, no serem passveis de

    mensurao, de forma que sua disponibilidade favorece de formahomognea os beneficirios ou, falando de outra forma, osbens pblicos so disponibilizados por inteiro para todos os

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    beneficirios. A rivalidade do consumo consiste na diminuio dadisponibilidade de um bem a partir do momento em que umbeneficirio dele se utiliza; no caso dos bens pblicos, o usufrutopor parte de um beneficirio no implica a reduo da ofertarelativamente a outros. Com essas caractersticas, os

    mecanismos bsicos do mercado no funcionam a contento, pelaimpossibilidade de fixar um preo dos bens pblicos e de atribuira cada beneficirio a parcela respectiva de seu consumo.

    41. CERTO. A preservao ambiental figura atualmente como um dosprincipais bens pblicos ofertados, somando-se aos itensclssicos listados no enunciado da questo.

    42. ERRADO. Mesmo que o fornecimento de um bem privado sejafavorecido pela ao do poder pblico, aumentando suadisponibilidade, suas caractersticas bsicas permaneceminalteradas: no consumo, haver rivalidade/excluso (diminuioda quantidade disponibilizada medida que ocorre o consumo) edivisibilidade (possibilidade de mensurao da parcela consumidapor cada beneficirio).

    43. CERTO. Os bens semipblicos ou meritrios, cujos exemplosclssicos so a sade, a educao e a previdncia social, tm

    natureza e todas as caractersticas de bens privados, tanto quepodem ser fornecidos por atores privados. Entretanto, por suarelevncia social, tm seu fornecimento favorecido pela aogovernamental, a exemplo dos bens pblicos.

    44. CERTO. A produo de externalidades positivas, com efeitosabrangentes a toda a sociedade, a principal razo do fomentopblico produo de bens meritrios.

    45. ERRADO. Um dos princpios bsicos da tributao o daneutralidade, segundo o qual a cobrana de tributos deveinterferir o mnimo possvel nas decises econmicas dos atoresprivados.

    46. ERRADO. O esforo de evitar distores na alocao dos recursosnuma economia tem a ver com o princpio tributrio daneutralidade.

    47. CERTO. O enunciado reproduz o conceito de imposto institudono Cdigo Tributrio Nacional (Lei 5.172/66). Os recursos

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    decorrentes da arrecadao de impostos, como regra, no sevinculam prestao de servios ou oferta de bens pblicos populao, podendo ser cobrados independentemente daprestao dessas aes governamentais.

    48. ERRADO. O conceito referido no enunciado o de imposto, no ode contribuio.

    49. CERTO. Como dito, a cobrana de impostos no gera para ocontribuinte o direito de receber qualquer contraprestao porparte do ente pblico arrecadador.

    50. CERTO. A prestao de certos servios pblicos tem, por vezes,sua demanda mais localizada ou restrita a determinado grupo, oque exige outras formas de custeamento, diferentes da cobranaampla e genrica prpria dos impostos. Assim, a arrecadaodos recursos necessrios, nesses casos, no pode ocorrermediante a cobrana de impostos, mas de outras espciestributrias (tipicamente, taxas).

    51. CERTO. O enunciado reproduz parte do conceito legal de taxa,trazido pelo Cdigo Tributrio Nacional. Para a cobrana de

    taxas, uma das hipteses legais a utilizao (que no precisaser efetiva, bastando a possibilidade de utilizao) de serviospblicos especficos e divisveis prestados pelo poder pblico.

    52. CERTO. Conforme a CF/88, os impostos federais devem serrepartidos com os entes federados menores, mesmo aquelesimpostos que venham a ser criados futuramente. Em razodesse fato, a Unio, que perdeu parte da arrecadao tributriatotal devido ao sistema tributrio trazido pela nova constituio,buscou reverter a tendncia com o incremento da arrecadaoproveniente de contribuies, que no se submetem ao regimede repartio.

    53. ERRADO. O enunciado distorceu o previsto no art. 160,pargrafo nico, inc. I, da CF/88, que permite Unio e aosEstados condicionar a entrega de recursos relativa repartiode suas receitas tributrias ao pagamento de crditos pelosentes favorecidos.

    54. CERTO. Os recursos advindos das contribuies de interesse decategorias profissionais ou econmicas so geridos pelas

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    entidades responsveis pela fiscalizao da atividade profissionalrespectiva, como o caso dos conselhos federais e regionais decertas profisses.

    55.ERRADO. Conforme o art. 148 da CF/88, somente a Unio podeinstituir emprstimos compulsrios, ora para atender a despesasextraordinrias, decorrentes de calamidade pblica, de guerraexterna ou sua iminncia, ora para custear investimentospblicos de carter urgente e relevante interesse nacional.

    56. CERTO. Nos termos do art. 81 do Cdigo Tributrio Nacional, aarrecadao decorrente de contribuio de melhoria tem comolimite a despesa total realizada e assumida pelo ente pblico.

    57. ERRADO. Ao contrrio: os impostos extrafiscais caracterizam-sepor atender primordialmente a outros interesses pblicos, queno o de arrecadar recursos ao errio. Por exemplo, um impostopode ter preponderantemente fins regulatrios, ou fiscalizatrios.

    58. CERTO. A imposio de tributos relativamente a determinadosfatores pode favorecer ou desestimular comportamentos doscontribuintes, o que revela o carter extrafiscal de tais tributos.

    A ttulo de exemplo, a CF/88 desestimula a posse de propriedadeurbana sem utilizao ou edificao, prevendo a aplicao deIPTU progressivo no tempo (art. 182, 4, inc. II).

    59. ERRADO. A parafiscalidade caracteriza-se pela delegao dacapacidade tributria ativa a ente terceiro, no instituidor dotributo. Assim, com o fenmeno da parafiscalidade, a pessoa quearrecada o tributo no o ente pblico que detm a prerrogativaconstitucional de cobr-lo. O conceito traduzido no enunciado dizrespeito ao fenmeno da extrafiscalidade.

    60. CERTO. Os tributos so classificados como diretos ou indiretos apartir da configurao da capacidade tributria passiva. Se ocontribuinte de direito tambm o de fato, ou seja, quemsuporta definitivamente o nus tributrio, tem-se um tributodireto. O tributo indireto caracteriza-se pela dissociao entre ocontribuinte de direito e o de fato, j que o primeiro tem apossibilidade de transferir o encargo do nus tributrio a esteltimo como ocorre no caso do ICMS, cujo nus transferido

    pelas empresas fornecedoras de bens e servios ao consumidorfinal.

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    61. ERRADO. O imposto regressivo denota uma concentrao donus tributrio sobre as parcelas da populao de menorcapacidade econmica.

    62. ERRADO. Ao contrrio, um imposto progressivo revela umarelao crescente, proporcional, entre carga tributria e renda,de forma que, quanto maior a capacidade de pagamento, maioro nus tributrio.

    63. CERTO. Entre as espcies remuneratrias da prestao deservios pblicos, as taxas configuram tributos, como institudona CF/88 e no Cdigo Tributrio Nacional, ao passo que preos

    pblicos, ou tarifas, revelam uma relao comercial deconsumidor-fornecedor entre o usurio e o poder pblico.

    64. CERTO. Servios pblicos com essas caractersticas podemjustificar a cobrana de taxas ou de preos pblicos, a depender,basicamente, da possibilidade de escolha sobre a utilizao ouno desses servios. Caso a cobrana seja compulsria, mesmoque o servio no seja efetivamente utilizado pelo contribuinte,cobra-se taxa; caso o servio seja facultativo, contratado pordeciso do consumidor, tem-se o preo pblico.

    65. CERTO. comum, embora no obrigatrio, que os recursosarrecadados em virtude de taxas sejam aplicados nas atividadesrelacionadas aos servios pblicos por elas remunerados. Comoa receita de taxas no se submete ao princpio da novinculao, podendo ser vinculada a determinados fins, ahiptese trazida no enunciado factvel.

    66. ERRADO. Tanto as taxas quanto os preos pblicos servem remunerao de servios pblicos, no de fornecimento de bens.

    67. CERTO. Questo com redao polmica, j que a expressoalm de outros tributos encerra hipteses restritas competncia tributria da Unio (contribuies sociais,emprstimos compulsrios, impostos residuais...). Entretanto, aexpresso nos limites estabelecidos na Constituio pode servir justificativa dessa redao aparentemente mais permissiva.

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    68. CERTO. A competncia residual para instituio de novosimpostos exclusiva da Unio, nos dizeres do art. 154, inc. I.Esse dispositivo exige que os eventuais novos impostos sejamno cumulativos (no incidam sobre outros impostos) e notenham fato gerador ou base de clculo prprios de outros

    discriminados na CF.

    69. ERRADO. Sendo a obra pblica realizada pelo estado, apenaseste ente pblico poder instituir a contribuio de melhoria paracompensar o custo empenhado.

    70. CERTO. A repartio das receitas tributrias instituda pela CF/88obedece ao critrio descendente, de forma que no h repassesde entes federados menores para entes maiores.

    71. ERRADO. A CF/88 prev, quanto competncia tributria deestados e municpios, a cobrana de contribuio previdenciriados respectivos servidores pblicos (art. 149, 1), bem como,no caso dos municpios e do DF, de contribuio para o custeiodo servio de iluminao pblica (art. 149-A).

    72. ERRADO. O direito financeiro pertence ao rol das matrias decompetncia concorrente entre a Unio, os estados e o DF.Assim, as normas gerais sobre direito financeiro so prerrogativafederal. Somente na ausncia de lei federal sobre normas geraisa competncia dos estados e do DF seria plena (mesmo assim,no privativa, ao contrrio do que diz o enunciado).

    73. CERTO. No mbito da competncia concorrente, caracterstica dodireito financeiro, as normas gerais federais devem ser adotadaspor todos os entes federados.

    74. ERRADO. A imunidade tributria recproca entre os entesfederados alcana apenas os impostos, conforme estabelece oart. 150, inc. VI, a, da CF/88.

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    CAP TULO 2

    EVOLUO CONCEI TUAL DO ORAMENTO PBLI CO

    75. (CESPE/ANALISTA/SAD-PE/2010) O oramento clssico outradicional tem nfase naquilo que a instituio realiza, no noque ela gasta.

    76. (CESPE/OFICIAL/ABIN/2010) De acordo com a concepotradicional, o oramento pblico caracterizado como meroinventrio dos meios com os quais o Estado conta para cumprirsuas tarefas, sendo as funes de alocao, distribuio eestabilizao relegadas a segundo plano.

    77. (CESPE/CONTADOR/DPU/2010) O oramento tradicional tinhacomo foco o controle, para que o Poder Legislativo noextrapolasse a proposta do Poder Executivo.

    78. (CESPE/TCNICO/MPU/2010) O oramento tradicional tinhacomo funo principal a de possibilitar ao parlamento discutircom o rgo de execuo as formas de planejamentorelacionadas aos programas de governo, visando ao melhoraproveitamento dos recursos, com base nos aspectos relativos a

    custo/benefcio.

    79. (CESPE/CONTADOR/DPU/2010) Uma das virtudes do oramentotradicional era a de se programar excedentes oramentrios parao financiamento dos investimentos pretendidos.

    80. (CESPE/CONTADOR/IPAJM-ES/2010) O oramento tradicional, aocolocar em segundo plano os aspectos jurdicos, desconsiderava

    o critrio da neutralidade.

    81. (CESPE/CONTADOR/IPAJM-ES/2010) Foi particularmente a partirda revoluo keynesiana que o oramento passou a serconcebido como instrumento de poltica fiscal, com vistas estabilizao, expanso ou retrao da atividade econmica.

    82. (CESPE/CONTADOR/IPAJM-ES/2010) O oramento modernonasceu sob a gide do primado dos aspectos econmicos,

    deixando em segundo plano as questes atinentes programao.

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    83. (CESPE/CONTADOR/DPU/2010) O oramento de desempenhoest dirigido mais para os produtos gerados pela administraopblica que pelos resultados propriamente ditos.

    84. (CESPE/CONTADOR/IPAJM-ES/2010) No oramento dedesempenho, em sua concepo mais recente, os produtosobtidos pela ao governamental so muito mais relevantes queos resultados econmicos e sociais alcanados.

    85. (CESPE/ANALISTA/SAD-PE/2010) O oramento por desempenhocaracteriza-se pela forte vinculao ao sistema de planejamento.

    86. (CESPE/CONTADOR/AGU/2010) O oramento de desempenho,voltado para a definio dos propsitos e objetivos prprios doscrditos oramentrios, corresponde ao que, nos dias de hoje, seconvencionou chamar de oramento-programa.

    87. (CESPE/TCNICO/STM/2011) O oramento de desempenho amais recente evoluo do oramento-programa, fruto daspresses sociais por servios pblicos de melhor qualidade e pormais transparncia na gesto pblica.

    88. (CESPE/ANALISTA/MPU/2010) O PPA, no Brasil, umademonstrao da aplicao do sistema de planejamento,programao e oramento (PPBS) inspirado no modelo norte-americano de oramento pblico. Assim, na elaborao da leioramentria, a nfase dada s necessidades financeiras dasunidades organizacionais.

    89.(CESPE/ANALISTA/MDS/2006) Na concepo do Sistema dePlanejamento, Programao e Oramento (PPBS), orientado parao planejamento, a anlise das alternativas um requisito-chave.Sempre que possvel, devem ser cotejadas alternativas, deforma a possibilitar a identificao daquela que for maisvantajosa em termos de eficcia e de economia.

    90. (CESPE/ANALISTA/INMETRO/2007) O oramento-programa,originalmente sistema de planejamento, programao eoramentao, foi introduzido nos Estados Unidos da Amrica no

    final da dcada de 50, sob a denominao de PlanningProgramning Budgeting System (PPBS).

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    91. (CESPE/TCNICO/STM/2011) O oramento-programa objetivafacilitar o planejamento governamental.

    92. (CESPE/AUDITOR/SECONT-ES/2010) Uma das vantagens dooramento-programa em relao ao oramento tradicional apossibilidade de se conjugar a formulao do oramento aoplanejamento governamental.

    93. (CESPE/CONTADOR/IPAJM-ES/2010) No oramento-programa, aalocao dos recursos est dissociada da consecuo dosobjetivos.

    94. (CESPE/OFICIAL/ABIN/2010) O oramento moderno configura-secomo instrumento de interveno planejada do Estado naeconomia para a correo de distores e o incentivo aodesenvolvimento econmico. No Brasil, a adoo de umaestrutura oramentria embasada em programas, projetos eatividades, a partir da CF, representou importante passo emdireo modernizao do sistema oramentrio brasileiro.

    95. (CESPE/AGENTE/ABIN/2010) Embora a Lei de ResponsabilidadeFiscal tenha enfatizado os programas e metas do governo, aideia do oramento-programa j vem sendo empregada desde oincio dos governos militares.

    96. (CESPE/INSPETOR/TCE-RN/2009) A metodologia de elaboraodo oramento-programa foi introduzida no Brasil depois dapromulgao da CF e rompeu completamente com a prtica dediscriminar os gastos pblicos de acordo com o tipo de despesa aser realizada.

    97. (CESPE/TCNICO/MPU/2010) De acordo com o conceito deoramento-programa, devem-se valorizar o gasto pblico e oque o governo adquire, em detrimento do que se pretenderealizar.

    98. (CESPE/ANALISTA/MCT/2008) O oramento tradicional aqueleque apresenta os objetivos e metas, identifica os custospropostos para alcanar tais objetivos e os dados quantitativos

    que medem as realizaes e os trabalhos realizados.

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    99. (CESPE/ANALISTA/STM/2011) O oramento popularmentechamado de lei de meios, porque seu objetivo principal discriminar em suas tabelas e anexos quais os meios que ogoverno deve utilizar para atingir os seus fins.

    100.(CESPE/ANALISTA/ICMBIO/2008) Enquanto, no oramento pordesempenho, a alocao de recursos visa consecuo deobjetivos e metas relacionados ao planejamento, no oramento-programa, visa aquisio de meios.

    101.(CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. SADE/2008) A definioclara e precisa dos objetivos uma condio essencial para aadoo do oramento-programa. O maior nmero de pacientesatendidos e a possibilidade de eles serem tratados nas

    comunidades em que j residem, por exemplo, no constituempropriamente o objetivo de um novo programa, mas aconstruo de novos postos de sade, sim.

    102.(CESPE/ANALISTA/ANTAQ/2008) A necessidade de definioclara e precisa dos objetivos governamentais condio bsicapara a adoo do oramento-programa. No caso, por exemplo,de tornar-se um rio navegvel, sero necessrias indicaessobre os resultados substantivos do programa, que envolvero

    informaes, tais como reduo no custo do transporte ediminuio dos acidentes e das perdas com a carga.

    103.(CESPE/ANALISTA/SEGER-ES/2007) A definio clara deobjetivos condio bsica para o oramento-programa. Umprograma na rea de sade, por exemplo, estaria mais bemjustificado se, em vez de apontar o nmero de hospitais a seremconstrudos ou ambulatrios a serem instalados, indicasse onmero de novos pacientes a serem atendidos ou de novosatendimentos a serem realizados.

    104.(CESPE/TCNICO/STM/2011) Os objetivos e propsitos, osprogramas e seus custos e as medidas de desempenho socomponentes essenciais do oramento-programa.

    105.(CESPE/ANALISTA/TJ-ES/2011) Os processos de planejamento ede programao so dissociados no oramento tradicional; j astcnicas utilizadas na elaborao do oramento-programa

    primam pelo oramento como elo entre o planejamento e asfunes executivas da organizao.

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    106.(CESPE/AGENTE/ABIN/2010) O oramento-programa discriminaas despesas segundo sua natureza, dando nfase aos fins, demodo a demonstrar em que e para que o governo gastar equem ser responsvel pela execuo de seus programas.

    107.(CESPE/ANALISTA/INMETRO/2007) Na elaborao dooramento-programa, no deve haver preocupao quanto mensurao das operaes a cargo do governo.

    108.(CESPE/ANALISTA/ANS/2005) Na metodologia atual deelaborao do oramento federal, o programa constitudo deaes que tm por finalidade combater as causas do problema

    de determinado pblico-alvo, devendo existir relao consistentede causa e efeito entre o problema a resolver e os atributos doprograma.

    109.(CESPE/AUFC/TCU/2009) Um dos desafios do oramento-programa a definio dos produtos finais de um programa detrabalho. Certas atividades tm resultados intangveis e que,particularmente na administrao pblica, no se prestam medio, em termos quantitativos.

    110.(CESPE/ANALISTA/TST/2008) A principal caracterstica dooramento-programa, em contraposio com os oramentostradicionais, a nfase no objetivo e no no objeto dogasto. Em organizaes mais simples, que desempenham umanica funo, a indicao do objeto do gasto ou a natureza dadespesa suficiente para se identificar, ainda que indiretamente,o objetivo dos dispndios realizados pela unidade responsvel.

    111.(CESPE/ANALISTA/TCE-TO/2008) Oramento programa ooramento clssico, confeccionado com base no oramento doano anterior e acrescido da projeo de inflao.

    112.(CESPE/ANALISTA/TST/2008) O oramento-programa sediferencia do oramento incremental pelo fato de que este ltimopressupe uma reviso contnua da estrutura bsica dosprogramas, com aumento ou diminuio dos respectivos valores.

    113.(CESPE/AUDITOR/TCU/2006) O oramento-programa substituivantajosamente o oramento incremental visto que permite uma

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    reviso na estrutura dos programas de governo, inclusive quanto importncia relativa de cada um deles na composio dooramento pblico.

    114.(CESPE/TCNICO SUPERIOR/MIN. SADE/2008) Entre os maiscrticos ou cticos integrao entre planejamento e oramento,destacam-se os que veem no incrementalismo um grandeobstculo s recomposies e ao redimensionamento dasdotaes oramentrias.

    115.(CESPE/CONTADOR/INEP/2005) O incrementalismo naelaborao dos oramentos pblicos est associado inrcia, nosentido de que h uma tendncia a manter-se em execuo oque j foi introduzido. Os novos programas tm, ento, de

    competir com os preexistentes para romper a barreira daescassez de recursos.

    116.(CESPE/ADMINISTRADOR/MIN. TRABALHO/2008) Oincrementalismo oramentrio desvirtua ou compromete adesejvel integrao entre o planejamento e o oramento. Deacordo com essa sistemtica, a base formada pelos programasj introduzidos no oramento tende a perpetuar-se, compequenos incrementos, compreendendo a maior parte dos

    recursos. Alguns autores denominam essa tendncia deresistncia mudana, reviso dos objetivos, diretrizes emetas, como inrcia ou inercialidade.

    117.(CESPE/ANALISTA/MMA/2008) O oramento base-zerocaracteriza-se como um modelo do tipo racional, em que asdecises so voltadas para a maximizao da eficincia naalocao dos recursos pblicos. Adota-se, como procedimentobsico, o questionamento de todos os programas em execuo,sua continuidade e possveis alteraes, em confronto com novosprogramas pretendidos.

    118.(CESPE/ANALISTA/INMETRO/2007) O oramento base zero(OBZ) visa especialmente instrumentalizar as aes gerenciais,que se caracterizam por apresentar duas dimenses dooramento: o objeto de gasto e um programa de trabalho.

    119.(CESPE/ANALISTA/TCE-TO/2008) Oramento programa temcomo caracterstica a no existncia de direitos adquiridos emrelao aos recursos autorizados no oramento anterior, devendo

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    ser justificadas todas as atividades a serem desenvolvidas noexerccio corrente.

    120.(CESPE/TCNICO/TRE-MG/2008) O oramento de base zeroenvolve o controle operacional pelo qual cada gestor devejustificar todas as solicitaes de dotaes oramentrias emdetalhes, a partir do ponto zero, para serem avaliadas poranlises sistemticas e classificadas por ordem de importnciaem diferentes etapas operacionais.

    121.(CESPE/AGENTE/ABIN/2010) O oramento de base zero tem agrande vantagem de permitir a elaborao de propostaoramentria por meio de processo mais clere e menos onerosopara os rgos pblicos.

    122.(CESPE/ANALISTA/INMETRO/2007) No oramento dedesempenho, que voltado especialmente para as avaliaesdos resultados do oramento em curso, todos os programasdevem ser justificados cada vez que se inicia um novo ciclooramentrio.

    123.(CESPE/INSPETOR/TCE-RN/2009) O oramento participativo, queapresenta vantagens inegveis do ponto de vista da alocao derecursos segundo as demandas sociais existentes, no utilizadono mbito do governo federal.

    124.(CESPE/ACE/TCU/2007) Em defesa da legitimidade das decisescomunitrias, atribui-se ao oramento participativo o mrito deconferir maior fidelidade programao de investimentos, aocontrrio da flexibilidade que caracteriza o processo convencionalde programao.

    125.(CESPE/ANALISTA/SAD-PE/2009) O oramento participativo ,atualmente, a tcnica oramentria adotada pela Unio.

    126.(CESPE/AGENTE/ABIN/2010) No Brasil, vigora o oramento dotipo participativo, visto que todos os poderes e rgos daadministrao direta e alguns da administrao indireta tm aprerrogativa de elaborar suas prprias propostas oramentrias.

    127.(CESPE/ACE/TCU/2008) Entre as maiores restries apontadasem relao ao chamado oramento participativo, destacam-se a

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    pouca legitimidade, haja vista a perda de participao do PoderLegislativo, e a maior flexibilidade na programao dosinvestimentos.

    128.(CESPE/PROCURADOR/AGU/2010) Tratando-se de oramentoparticipativo, a iniciativa de apresentao do projeto de leioramentria cabe a parcela da sociedade, a qual o encaminhapara o Poder Legislativo.

    129.(CESPE/ADMINISTRADOR/MIN. PREVIDNCIA SOCIAL/2010)Uma das vantagens apontadas com a adoo do oramentoparticipativo a sua maior legitimidade, com a substituio doPoder Legislativo pela participao direta da comunidade nasdecises sobre a alocao das dotaes.

    130.(CESPE/ANALISTA/TJ-CE/2008) A proposta oramentria para2009, em tramitao no Congresso, poder servir deexperimento para uma iniciativa que a Comisso Mista deOramento quer adotar nos prximos anos: o oramento federalparticipativo. A principal caracterstica desse tipo de oramento a participao direta da populao na definio das prioridadespara a obteno da receita e para as despesas correntesobrigatrias.

    131.(CESPE/ANALISTA/MCT/2008) O tipo de oramento utilizado noBrasil o misto, pois ele elaborado e executado pelo PoderExecutivo, cabendo ao Poder Legislativo sua votao e controle.

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    GABARI TO

    75 E 9 5 C 11 5 C

    76 C 96 E 116 C

    77 E 9 7 E 117 C

    78 E 9 8 E 118 E

    79 E 9 9 E 119 E

    80 E 100 E 120 C

    81 C 101 E 121 E

    82 E 102 C 12 2 E

    83 E 103 C 12 3 C

    84 E 104 C 12 4 C

    85 E 105 C 12 5 E

    86 E 106 C 12 6 E

    87 E 107 E 127 E

    88 E 108 C 12 8 E

    89 C 109 C 12 9 E

    90 C 110 C 13 0 E

    91 C 111 E 131 C

    92 C 112 E

    93 E 113 C

    94 E 114 C

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    COMENTRI OS

    7 5 . ERRADO. O oramento clssico, entendido como o conjunto demodelos oramentrios nascidos antes do sculo XX

    destacando-se o ingls e o francs compreendido como umapea simples, uma listagem na qual eram indicadas asnecessidades de aquisies a serem feitas pelo governo, ao ladodas receitas que deveriam ser arrecadadas para custear taisgastos. Nesse momento da histria, o foco da pea oramentriaainda estava sobre os gastos em si, e no sobre o resultado, emtermos de realizaes, que o governo poderia obter.

    7 6 . CERTO. A forma modesta assumida pelo oramento tradicionalno permitia que sua execuo tivesse um papel decisivo na vida

    econmica dos Estados. As funes clssicas do oramento(alocao, distribuio e estabilizao) s surgiram com aexpanso e com o aumento da relevncia dos oramentosrelativamente s economias nacionais.

    7 7 . ERRADO. Desde o incio, o oramento surgiu como uma propostaapresentada pelo Executivo ao Legislativo, ou, dizendo de outraforma, como um pedido de autorizao de gastos do primeiropara o segundo poder. Assim, o Legislativo exerce, desde

    sempre, a funo de autorizador e controlador do oramentopblico. Nesse sentido, quem poderia extrapolar a proposta,nos dizeres do enunciado, seria o prprio Executivo, responsvelpela aplicao dos recursos autorizados pelo Parlamento.

    7 8 . ERRADO. As discusses relativas ao planejamentogovernamental e ao melhor aproveitamento de recursos nofaziam parte do processo do oramento clssico. Como vimos,tratava-se de uma pea contbil simples, cujo principal objetivoera prover recursos para sustentar a ento pequena mquinaestatal.

    7 9 . ERRADO. Esse perfil de planejamento pblico, com a destinaode recursos para investimentos pretendidos, no se desenvolveuno mbito do oramento clssico.

    8 0 . ERRADO. A neutralidade um dos princpios da tributao,segundo o qual a interveno estatal na economia, retirando

    recursos mediante tributos, deve ocorrer da forma menostraumtica possvel, sem influir nas decises que os atores

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    econmicos tomariam na ausncia de tributao. Para que osistema tributrio seja neutro, ou o oramento pblico deve terdimenso inexpressiva em relao economia nacional, ou asreceitas devem ser arrecadas quase que sem impactoseconmicos negativos sobre a produo e o consumo. No caso

    do oramento tradicional, dava-se a primeira hiptese.

    8 1 . CERTO. A revoluo keynesiana diz respeito adoo, pordiversos pases, das ideias de Keynes, economista britnico,segundo o qual o Estado deveria intervir maciamente naeconomia nacional em favor do enfrentamento de criseseconmicas. No perodo posterior Segunda Guerra Mundial, oiderio keynesiano baseou, por exemplo, a reconstruo e odesenvolvimento dos pases ocidentais. A partir desseentendimento terico, o oramento pblico passa a terimportncia vital, j que o principal instrumento de intervenoestatal na poltica fiscal (obteno de receitas e execuo dedespesas pblicas).

    8 2 . ERRADO. A evoluo do oramento tradicional para o oramentomoderno envolveu a sofisticao na forma de entender o papeldas finanas pblicas at pelas funes mais numerosas que ogoverno foi ganhando em relao poca do domnio doliberalismo. Nesse novo contexto, os gastos pblicos passaram a

    ser executados a partir de objetivos a alcanar, traofundamental do planejamento oramentrio, ou, como diz oenunciado, da programao.

    8 3 . ERRADO. O oramento de desempenho, surgido nas primeirasdcadas do sculo XX, principalmente a partir das experinciasnos EUA, marcou a transio de contedo entre o oramentotradicional e o moderno. Buscava-se caracterizar a peaoramentria como um documento indicador de projetos e

    resultados pretendidos pelo governo, alm da esperadaevidenciao contbil de receitas e despesas.

    8 4 . ERRADO. O fundamento da questo o mesmo da anterior: ooramento de desempenho elaborado a partir dos resultadospretendidos pela Administrao, sem que os itens concretos deaquisio pelo governo ocupem papel de destaque.

    8 5 . ERRADO. Embora j seja formatado a partir das concepes deplanejamento administrativo, o oramento de desempenho, emseu momento histrico, ainda no se originava de um sistema de

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    planejamento centralizado e de atuao prvia elaborao daproposta oramentria. Como vimos, sua preocupao repousavasobre os resultados a serem obtidos pelo governo. Assim, grossomodo, o oramento de desempenho focava sobre as fases finaisdo processo de planejamento (realizao avaliao), o que

    viria a ser alterado com o predomnio da tcnica do oramento-programa.

    8 6 . ERRADO. O oramento-programa se refere a mais um salto naevoluo da pea oramentria, superando o oramento dedesempenho no tocante participao da sistemtica deplanejamento no processo.

    8 7 . ERRADO. Como visto, o oramento-programa um estgioposterior ao chamado oramento de desempenho.

    8 8 . ERRADO. O processo oramentrio brasileiro , realmente,baseado no conceito de oramento-programa, de raiz norte-americana. O PPBS americano, referido na questo, levava acabo a atividade massiva de planejamento, como condio elaborao oramentria. Assim, no se enfocam asnecessidades financeiras das unidades organizacionais, mas anecessidade de recursos para atender aos programas

    institucionalizados.

    8 9 . CERTO. Faz parte do planejamento a atividade de avaliao daslinhas de ao escolhidas, para que eventuais alternativas maisvantajosas no sejam ignoradas. Um dos indicativos de avanonum sistema oramentrio o nvel (quantidade/qualidade) daavaliao do processo.

    9 0 . CERTO. O PPBS, experincia americana, tido como o grandepredecessor da tcnica de oramento-programa adotadaamplamente nos dias de hoje.

    9 1 . CERTO. O oramento-programa um sistema que parte dasprioridades governamentais e das possibilidades definanciamento para realizar uma correlao entre os recursos eas necessidades. Alm disso, integra tambm processos deavaliao e controle, de modo a verificar o quanto so atingidosos objetivos inicialmente fixados. Com um sistema desses

    eficientemente instalado, a atividade de planejamento

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    governamental pode protagonizar efetivamente a conduo daspolticas pblicas.

    9 2 . CERTO. O grande diferencial do oramento-programa em relaoaos estgios anteriores a preponderncia do planejamentogovernamental na elaborao dos planos e oramentos.

    9 3 . ERRADO. O certo justamente o contrrio: no oramento-programa, os objetivos so fixados previamente, antes daalocao dos recursos.

    9 4 . ERRADO. Como registrado pelo professor James Giacomoni(Oramento Pblico, ed. Atlas), a rea federal (...) j a partir de

    1967, passou a apresentar o oramento com a classificaofuncional substituda por outra formada por programas esubprogramas, sendo estes ltimos subdivididos em projetos eatividades.

    9 5 . CERTO. Como visto, as primeiras experincias brasileiras com ooramento baseado em programas datam da dcada de 60, como progressivo amadurecimento e expanso nas dcadasposteriores. A CF/88, instituindo um sistema oramentrio

    baseado no planejamento de mdio prazo (materializado no PPA)e na definio de prioridades a cada ano (disciplina da LDO),solidificou a tcnica de oramento-programa.

    9 6 . ERRADO. Novamente, o oramento-programa teve seusurgimento no Brasil durante o perodo militar, mas ganhou maisfora a partir da sistemtica trazida pela CF/88.

    9 7 . ERRADO. Nos sistemas oramentrios modernos, as realizaesdo governo (em conjunto com sua medio) so o principalobjeto de preocupao das anlises. As aquisies feitas com osrecursos oramentrios so apenas meios, de modo que suamera consecuo no representa agregao de qualidade aogasto pblico.

    9 8 . ERRADO. A descrio trazida pela questo se refere aooramento-programa, com caractersticas bastante distanciadasdo oramento tradicional.

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    9 9 . ERRADO. O enunciado da questo se aplica ao oramentoclssico de 200 anos atrs, cuja substncia consistia dos meiosutilizados pela administrao pblica para seu funcionamento.

    1 0 0 .ERRADO. Mais uma inverso de caractersticas entre sistemasoramentrios: a aquisio de meios foco do oramento

    clssico.

    1 0 1 . ERRADO. certo dizer que a definio de objetivosgovernamentais condio essencial para o oramento-programa, j que se trata de um ponto de partida para odimensionamento das despesas e a atribuio dos recursospossveis. Entretanto, no exemplo dado pela questo, houveinverso entre meios e objetivos. O aumento do nmero de

    pacientes atendidos e a possibilidade de tratamento local soobjetivos a serem perseguidos por um ente governamental, narea da sade; a construo de novos postos de sade apenasum meio, uma forma de possibilitar aqueles objetivos.

    1 0 2 . CERTO. Na hiptese levantada, o objetivo do programa (tornarum rio navegvel) deve ser definido a partir de informaesaferveis, que permitam medir o quanto j foi alcanado desseobjetivo. A essas informaes d-se o nome de indicadores.

    1 0 3 . CERTO. Mais uma questo referente a um exemplo deprograma hipottico; no caso, o nmero de atendimentos, comoobjetivo de governo, justifica mais um programa na rea dasade do que a construo de hospitais ou ambulatrios (meios),j que este ltimo ponto s faz sentido em funo da existnciadaquele primeiro.

    1 0 4 . CERTO. A questo relacionou diversos itens imprescindveis instalao do sistema do oramento-programa, que j vimos emcomentrios anteriores. O ciclo dessa tcnica parte dos objetivose volta a eles, no sentido de avaliar se o desempenhooramentrio permitiu sua concretizao.

    1 0 5 . CERTO. Enquanto que, no oramento tradicional, planejamentoe programao so incipientes, na tcnica do oramento-programa eles so conectados aos resultados pretendidos peloente pblico, justamente a partir da execuo oramentria.

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    1 0 6 . CERTO. A novidade em relao aos comentrios anteriores aapario de classificaes oramentrias (por natureza e poragente) que auxiliam na implementao do oramento-programa. Para que as atividades sejam distribudascoerentemente entre agentes responsveis e para que as

    despesas sejam dimensionadas no tocante ao efeito econmico,so utilizadas codificaes relativas s referidas classificaes.

    1 0 7 . ERRADO. Pelo contrrio: a mensurao do alcance dos objetivos vital na tcnica do oramento-programa. dessa forma que severifica a funcionalidade dos programas executados, com apossibilidade de melhorar debilidades ou substituir aes dedesempenho insatisfatrio.

    1 0 8 . CERTO. Obviamente, deve haver relao de causa e efeito entreo problema a resolver e o programa que se prope a resolv-lo.Da a importncia da mensurao da efetividade das aesoramentrias: apenas com medidas confiveis de desempenhopode-se afirmar que um programa bem-sucedido e merececontinuar na base de operaes do governo nos moldes em que executado.

    1 0 9 . CERTO. Uma dificuldade relativa ao oramento-programaaparece quando os resultados de uma ao no so passveis demensurao. Como o oramento-programa se pauta pelamedio fsica do atingimento dos objetivos de governo,situaes desse gnero no permitem que a tcnica seja aplicadade forma confivel em diversos casos.

    1 1 0 . CERTO. Se, numa organizao simples, apenas uma funo desempenhada, fica mais fcil visualizar o objetivo perseguidopelas aes oramentrias a partir dos objetos de gasto, emrazo da ligao direta entre esses polos.

    1 1 1 . ERRADO. Ignorando o evidente erro da comparao inicial noenunciado, vale destacar a tcnica de atualizao oramentriaindicada. A simples renovao do oramento, com ajustesrelativos projeo de inflao, sem modificaes decorrentesda avaliao dos resultados das aes do governo, caracteriza ochamado incrementalismo oramentrio, no qual os gastospersistem pelo fato de j estarem em execuo. Com isso,despesas novas tm maior dificuldade de serem assumidas pelo

    poder pblico (inrcia oramentria).

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    1 1 2 . ERRADO. A reviso dos programas, com a avaliao danecessidade de aumento ou diminuio dos respectivos valores,est mais prxima do oramento-programa que do oramentoincremental, em razo das atividades de avaliao maispresentes na tcnica mais moderna.

    1 1 3 . CERTO. Mais uma vez, destaca-se a caracterstica dooramento-programa relacionada avaliao e reviso dosprogramas. Isso permite a percepo do desempenho relativo eda progressiva relevncia de cada um deles na agendagovernamental.

    1 1 4 . CERTO. Um grande empecilho ao predomnio do planejamentogovernamental sobre a programao oramentria o

    incrementalismo, que, como dito anteriormente, diz respeito tendncia de repetio dos oramentos a cada ano, com, nomximo, pequenas modificaes ocasionais (incrementos). Casoas condies tcnicas e/ou polticas no sejam favorveis avaliao crtica do desempenho dos programas, possvel que oplanejamento congele, tornando o oramento uma pea rgidae desvinculada das circunstncias reais.

    1 1 5 . CERTO. Se o incrementalismo e a inrcia se impem no sistemaoramentrio, torna-se difcil outras demandas sociais seremincludas na programao do governo. Os recursos ficamcomprometidos pelos programas existentes, mesmo que estesno cumpram os objetivos para os quais foram destinados.

    1 1 6 . CERTO. A questo repete o teor dos comentrios anteriores. Oincrementalismo e a inrcia so fenmenos correlatos queimpedem a saudvel e necessria avaliao do xito dasaes oramentrias.

    1 1 7 . CERTO. O oramento base-zero, apesar de sua denominao,no se trata de mais um estgio da evoluo da peaoramentria. , na verdade, uma tcnica de elaboraorelacionada ao oramento-programa. No OBZ, busca-se evitar aocorrncia do incrementalismo e da inrcia, a partir de umpressuposto radical: todos os programas devem ter suaexecuo justificada, ao incio de cada ciclo. Ou seja, no hpreferncia por programas existentes apenas pelo fato de jestarem em execuo; necessrio que haja evidncias de

    sucesso para sua permanncia na agenda.

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    1 1 8 . ERRADO. A descrio do enunciado trata do oramento dedesempenho, que trouxe um salto de qualidade relativamente aooramento tradicional ao apresentar um programa de trabalho ou seja, uma lista de objetivos ligado aos objetos de gasto.

    1 1 9 . ERRADO. O conceito referido na questo no de oramento-programa, mas de oramento base-zero.

    1 2 0 . CERTO. No OBZ, possvel que programas novos substituamprogramas j em execuo, caso estes no tenham justificativasplausveis para sua continuidade. Os gestores devem comprovaras vantagens da continuidade ou do incio dos programas,conforme o caso.

    1 2 1 . ERRADO. Pelo fato de exigir um processo de avaliao e seleode programas mais trabalhoso, natural que se espere do OBZum desenrolar bem mais demorado e custoso (tanto em relaoa recursos quanto a tempo).

    1 2 2 . ERRADO. Novamente, uma inverso de conceitos e descries:a questo se refere, na verdade, tcnica do oramento base-zero.

    1 2 3 . CERTO. Por suas caractersticas, o oramento participativo temmais chances de implementao em governos locais. Confira oconceito de oramento participativo dado pela Controladoria-Geral da Unio: O oramento participativo um importanteinstrumento de complementao da democracia representativa,pois permite que o cidado debata e defina os destinos de umacidade. Nele, a populao decide as prioridades de investimentosem obras e servios a serem realizados a cada ano, com osrecursos do oramento da prefeitura. Alm disso, ele estimula oexerccio da cidadania, o compromisso da populao com o bempblico e a co-responsabilizao entre governo e sociedade sobrea gesto da cidade.

    1 2 4 . CERTO. As despesas prioritrias negociadas com a populaolocal e levadas lei oramentria tm, normalmente, maiorsobrevivncia em relao s despesas normais, tratadas nombito do processo oramentrio tradicional. A deciso pordeterminada despesa nas audincias pblicas d a ela um

    carter de intocabilidade, ou fidelidade programao, nosdizeres do enunciado.

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    1 2 5 . ERRADO. Como j vimos, o oramento participativo maisapropriado para governos locais, principalmente em municpios.Vale registrar que, mesmo nos governos que o adotam, apenasparte das dotaes oramentrias levada discusso

    normalmente, trata-se de investimentos que impactamdiretamente as condies de vida da populao.

    1 2 6 . ERRADO. O conceito de oramento participativo exige ainsero de grupos locais da populao no processo deelaborao oramentria, grupos esses diretamente beneficiadospor opes de investimentos pblicos em discusso.

    1 2 7 .ERRADO. A questo trouxe informaes opostas ao observadona realidade: a legitimidade do oramento aumentada com a

    adoo do oramento participativo, j que a deciso de comogastar recursos pblicos tomada com a participao direta dosbeneficirios; o Poder Legislativo no perde tanta participao naelaborao do oramento, mas apenas tem parcela de seu papelpartilhada com grupos da sociedade; e a programao dosinvestimentos mais rgida, pelo carter de compromisso queassumem os projetos votados nas audincias pblicas.

    1 2 8 . ERRADO. No oramento participativo, a sociedade no detm ainiciativa de apresentao do projeto de lei oramentria. O queocorre simplesmente a incluso de grupos da sociedade noprocesso de discusso e votao das dotaes que integraro alei oramentria.

    1 2 9 . ERRADO. Como j afirmado anteriormente, a sociedade nosubstitui o Legislativo na funo de decidir sobre a alocao dasdotaes. Trata-se mais de uma parceria do que de uma

    substituio.

    1 3 0 . ERRADO. H dois problemas na questo: o oramento federalparticipativo no foi uma possibilidade aventada at o momento,e o papel entregue populao, no oramento participativo, noinclui a discusso sobre as formas de obteno de receita. Operfil dessas discusses com os grupos sociais diz respeito sdespesas preferenciais a serem executadas.

    1 3 1 . CERTO. Aproveitamos a ocasio para tratar dos tipos deoramento, conforme os papis desempenhados pelos Poderes.

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    CAP TULO 3

    PRI NC PI OS ORAMENTRI OS

    1 3 2 . (CESPE/ANALISTA/STM/2011) Para ser considerada umprincpio oramentrio, a norma precisa obrigatoriamente estarincluda na Constituio Federal ou na legislaoinfraconstitucional.

    1 3 3 . (CESPE/AGU/2008) O oramento um ato administrativo daadministrao pblica.

    1 3 4 . (CESPE/ANALISTA/STM/2011) A lei oramentria anualelaborada no mbito da Unio , ao mesmo tempo, lei ordinriae especial.

    1 3 5 . (CESPE/ANALISTA/STM/2011) Se a lei for omissa em relao adeterminado procedimento de natureza oramentria, este nopoder ser utilizado.

    1 3 6 . (CESPE/ANALISTA/SERPRO/2008) vedado o incio deprogramas ou projetos no includos na LOA.

    1 3 7 . (CESPE/PROCURADOR/AGU/2010) O princpio da legalidade emmatria de despesa pblica significa que se exige a incluso dadespesa em lei oramentria para que ela possa ser realizada,com exceo dos casos de restituio de valores ou pagamentode importncia recebida a ttulo de cauo, depsitos, fiana,consignaes, ou seja, advindos de receitas extraoramentriasque, apesar de no estarem fixados na lei oramentria, sejamobjeto de cumprimento de outras normas jurdicas.

    1 3 8 . (CESPE/TCNICO SUPERIOR/IPEA/2008) A natureza jurdica dalei oramentria anual no Brasil no interfere nas relaes entreos sujeitos passivos e ativos das diversas obrigaes tributrias.

    1 3 9 . (CESPE/ANALISTA/DPU/2010) O princpio da legalidade, um dosprimeiros a serem incorporados e aceitos nas finanas pblicas,dispe que o oramento ser, necessariamente, objeto de umalei, resultante de um processo legislativo completo, isto , um

    projeto preparado e submetido, pelo Poder Executivo, ao Poder

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    Legislativo, para apreciao e posterior devoluo ao PoderExecutivo, para sano e publicao.

    1 4 0 . (CESPE/PROCURADOR/TCE-ES/2009) O campo de atuao doprincpio da legalidade abarca os planos e programas, asoperaes e aberturas de crditos, a transposio, oremanejamento ou a transferncia de recursos de uma dotaopara outra.

    1 4 1 . (CESPE/ANALISTA/SERPRO/2008) Segundo o princpio daanualidade, as previses de receita e despesa devem fazerreferncia, sempre, a um perodo limitado de tempo.

    1 4 2 . (CESPE/ANALISTA/TCE-AC/2008) O princpio da anualidade foireforado pela Constituio Federal, que probe a incorporaodos crditos especiais e extraordinrios ao oramento doexerccio financeiro subsequente.

    1 4 3 . (CESPE/ANALISTA/TRE-MT/2010) Para no contrariar oprincpio da anualidade, os crditos especiais e extraordinriosautorizados nos ltimos quatro meses do exerccio anterior nopodem ser reabertos, e seus saldos remanescentes devem ser

    incorporados ao oramento do exerccio corrente.

    1 4 4 . (CESPE/TCNICO/MPU/2010) Em carter excepcional emediante decreto do presidente da Repblica, o exercciofinanceiro para a administrao pblica pode ser diferente doano civil.

    1 4 5 . (CESPE/ANALISTA/DPU/2010) O princpio da anualidade ou daperiodicidade estabelece que o oramento obedea a

    determinada periodicidade, geralmente um ano, j que esta amedida normal das previses humanas, para que a interfernciae o controle do Poder Legislativo possam ser efetivados emprazos razoveis, que permitam a correo de eventuais desviosou irregularidades verificados na sua execuo. No Brasil, aperiodicidade varia de um a dois anos, dependendo do entefederativo.

    1 4 6 . (CESPE/ANALISTA/MPU/2010) O princpio da periodicidadefortalece a prerrogativa de controle prvio do oramento pblicopelo Poder Legislativo, obrigando o Poder Executivo a solicitar

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    anualmente autorizao para arrecadar receitas e executar asdespesas pblicas.

    1 4 7 . (CESPE/CONTADOR/UNIPAMPA/2009) A vedao constitucionaldo incio de programas ou projetos que no foram includos naLOA e a proibio de investimento cuja execuo ultrapasse umexerccio financeiro sem prvia incluso no PPA vai de encontroao princpio da anualidade oramentria.

    1 4 8 . (CESPE/AGENTE/ABIN/2010) A legislao brasileira permite queo exerccio financeiro dos rgos pblicos no se inicie noprimeiro dia de janeiro, desde que o perodo total do exercciocorresponda a doze meses.

    1 4 9 . (CESPE/ANALISTA/INMETRO/2010) Os entes federados podempossuir mais de um oramento anual.

    1 5 0 . (CESPE/ANALISTA/TRE-MA/2009) O art. 165, 5., da CFdetermina que a LOA deve compreender os oramentos fiscal eda seguridade social assim como o oramento de investimentodas empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenhaa maioria do capital social com direito a voto. Essa regra foi

    estabelecida em observncia ao princpio oramentrio daunidade.

    1 5 1 . (CESPE/ANALISTA/PREVIC/2011) O fato de a lei oramentriaanual compreender os oramentos fiscal, da seguridade social ede investimento das empresas estatais est em consonncia como princpio da unidade.

    1 5 2 . (CESPE/CONTADOR/UNIPAMPA/2009) O princpio da unidade,tambm chamado de princpio da totalidade, no respeitado noBrasil, pois a Constituio Federal (CF) estabelece trsoramentos distintos: fiscal, de investimentos das empresasestatais e da seguridade social.

    1 5 3 . (CESPE/ANALISTA/CNPQ/2011) O princpio oramentrio datotalidade determina que haja um oramento nico para cadaum dos entes federados, com a finalidade de se evitar aocorrncia de mltiplos oramentos paralelos internamente

    mesma pessoa poltica.

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    1 5 4 . (CESPE/TCNICO/MPU/2010) A existncia do PPA, da LDO e daLOA, aprovados em momentos distintos, constitui uma exceoao princpio oramentrio da unidade.

    1 5 5 .(CESPE/ANALISTA/ANEEL/2010) A lei de oramento contm adiscriminao da receita e despesa, de forma a evidenciar a

    poltica econmica financeira e o programa de trabalho dogoverno, respeitados os princpios da unidade, universalidade eanualidade.

    1 5 6 . (CESPE/ANALISTA/DPU/2010) O princpio da totalidade,explcito de forma literal na legislao brasileira, determina quetodas as receitas e despesas devem integrar um nicodocumento legal. Mesmo sendo os oramentos executados em

    peas separadas, as informaes acerca de cada uma dessaspeas so devidamente consolidadas e compatibilizadas emdiversos quadros demonstrativos.

    1 5 7 . (CESPE/ANALISTA/DPU/2010) Em respeito ao princpiooramentrio da unidade, deve existir apenas um oramentopara cada poder, que tem validade de quatro anos para cadapoder especfico.

    1 5 8 . (CESPE/ANALISTA/TRE-MT/2010) Com o objetivo de permitir asvinculaes de certos fundos a fins especficos, o poder pblicoadotou o princpio da unidade. Esse princpio faz com que asreceitas e despesas de fundos sejam contabilizadas em contasindividuais que permitam sua confrontao para apurar oresultado: equilbrio, deficit ou superavit.

    1 5 9 . (CESPE/AGENTE/ABIN/2010) Do princpio oramentrio dauniversalidade decorre a recomendao de que cada esfera daadministrao Unio, estados, Distrito Federal e municpios tenha seu prprio oramento.

    1 6 0 . (CESPE/TCNICO/MPU/2010) Conforme o princpiooramentrio da unidade, todas as receitas e despesas devemintegrar o oramento pblico.

    1 6 1 . (CESPE/PROCURADOR/PGE-PE/2009) Receitas prprias dosrgos da administrao pblica, como tarifas e preos pblicos,tm registro na LOA.

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    1 6 2 . (CESPE/ANALISTA/MCT/2008) O princpio oramentrio dauniversalidade possibilita ao Poder Legislativo conhecer a prioritodas as receitas e despesas do governo e dar prvia autorizaopara a respec