Agenda Cultural do Recife - Julho 2015

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Text of Agenda Cultural do Recife - Julho 2015

  • ANO 20 N 239

    Prefeitura do Recife Secretaria de Cultura Fundao de Cultura JUL

  • pprefeitura do recifePrefeito do Recife Geraldo JlioVice-prefeito do Recife Luciano SiqueiraSecretria de Cultura Leda Alves

    Fundao de Cultura Cidade do RecifePresidente Diego Rocha

    Gerente Geral de Administrao e Finanas: Edelaine BrittoGerente Geral de Aes Culturais e Infraestrutura Slvio Srgio DantasGerente de Desenvolvimento e Descentralizao Cultural Iana Cludia Marques

    Agenda CulturalEditor Manoel ConstantinoReprteres Anax Botelho, Erika Fraga e Jaciana SobrinhoEstagirio de jornalismo Franklin AlmeidaEstagirio de fotografia Italo SantanaEquipe Gerencial Christina Simo e Jacqueline Moraes Verso online Jacqueline MoraesReviso Norma BarachoProjeto Grfico Estdio Vivo | Fernanda Lisboa e Matheus BarbosaDiagramao Lcia RodriguesCapa 12 Festival de Teatro para Crianas de Pernambuco

    Impresso So Mateus Grfica LtdaTiragem 10.000 exemplares

    Cais do Apolo, 925, 15 andar, Bairro do Recife Recife-PE CEP 50030 230Telefone 81 3355 8065 Fax 81 3355 8810agendaculturaldorecife@gmail.comwww.recife.pe.gov.br/agendaculturalwww.agendaculturaldorecife.blogspot.comTwitter @agendaculturall

    Programao sujeita a alterao. Por favor, confirmar.Sugestes de pauta devem ser enviadas at o dia 15.

  • O encantamento do teatro faz do Recife uma criana

    A ludicidade, o jogo teatral, as histrias que atraves-sam os sculos, as cores, a musicalidade e todo o encan-tamento que o teatro para a infncia e juventude traz no seu bojo, ter o Recife como moradia e palco, por todo o ms de julho e adentrando agosto.

    Sob a batuta da Mtron Produes Artsticas o 12 Festival de Teatro para Crianas de Pernambuco, em parceria com a Secretaria de Cultura, que cede os Te-atros de Santa Isabel e Teatro Luiz Mendona, no Par-que Dona Lindu, e do SESC, com os Teatros Capiba e Marco Camarotti, a garotada se divertir para valer com espetculos do Recife, Petrolina, Curitiba e Amaricana (SP). Nesta edio, os realizadores prestam homenagem a Mnica Vilarim e Roberto Costa, artistas pernambu-canos que se dedicam com paixo linguagem teatral voltada para os pequenos.

    J para os amantes da dana, Recife tambm abraa a 12 Mostra Brasileira de Dana, que a partir de 27 de julho acontece em diversos espaos da cidade.

    Outra opo, tanto para os pernambucanos quanto para o turista que por aqui aportam a visita Casa da Cultura, inaugurada em 1855, como casa de deten-o e que, aps a sua desativao transformou-se no mais importante centro de artesanato do Estado. Alm das inmeras lojas, com um variado leque que traduz a qualidade e o talento dos nossos artesos, voc ainda pode vivenciar uma programao cultural, com apre-sentaes de maracatus e contao de histrias.

    Em tempo de frias escolares, tambm podemos aproveitar e fazer um roteiro para visitar os nossos mu-seus, espaos vivos e tambm cheios de histrias que nos enriquecem, seja atravs da histria que guardam, seja atravs das exposies de importantes artistas pls-ticos locais e nacionais.

    Manoel ConstantinoEditor

    Conexo

    Especial

    Sabores do Recife

    Por trs das cortinas

    Artes Cnicas

    Circo

    Canto Daqui

    Msica

    Circulando

    Perfil do Arteso

    Artes Visuais

    Cinema e vdeo

    Moda

    Giro Literrio

    Cursos e Concursos

    Ilustra

    Servios

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  • 4 JUL 2015

    CON

    EX

    O

    Por: Anax BotelhoFotos: Divulgao

    A reflexo sobre a literatura crtica literria nos jornais, na internet e nas universidades

    Analisar, criticar e julgar a produo artstica. Essa tr-ade compe os elementos fundamentais para a produo da crtica teatral, musical, cinematogrfica e plstica e no poderia ser diferente com a 6 arte, a que usa exatamente da palavra para construir universos e histrias a litera-tura. Com um trabalho de pesquisa, bagagem cultural e recursos de linguagem da comunicao, a crtica liter-ria contribui para o universo das letras com discusses e reflexes sobre as narrativas dos novos e consagrados escritores e suas obras.

    Foto talo Santana

  • 5CONEXO

    A palavra crtica tem sua raiz da palavra grega krnein, cujo significado se refere ao julgamento de algo. No de-correr da histria, tornou-se sinnimo de interpretao, anlise e julgamento. No mundo das artes, a crtica exerce basicamente o papel de analisar o valor esttico da obra de arte sendo possveis inmeras formas e diferentes con-ceitos dependendo do perodo histrico.

    No Brasil, a crtica aparece pela primeira vez no scu-lo XIX atravs dos romancistas Machado de Assis, o maior nome da literatura brasileira, e Jos de Alencar. Desde a ori-gem, traz consigo dimenses estticas, comunicativas e a valorizao da funo social da arte na articulao e pro-pagao entre diversas camadas sociais. Da origem no Pas aos tempos atuais, o gnero literrio-jornalstico conquistou o interesse popular, garantiu seu espao em veculos de co-municao, introduziu-se no mundo virtual e agora se torna objeto de estudos acadmicos. na universidade que surge o perfil mais cientfico, que preza pela base histrica e o re-conhecimento do tempo e do espao na produo artstica.

    O desenvolvimento da crtica literria, na qual pos-svel enxergar as formas descritivas e analticas, torna-se essencial para a compreenso social, histrica e cultural e at ser um ponto comum entre obra-leitor e leitor-leitor, ou mesmo entre autor-autor, o qual pode enxergar vises externas da sua produo e desenvolver outras formas do seu trabalho (ou no). A importncia da crtica est inti-mamente ligada compreenso da dinmica social da cul-tura nacional, pois atravs desse trabalho que se articula o dilogo entre o autor e as exigncias literrias de um determinado movimento e/ou perodo.

    Do outro lado da literatura, a crtica desempenha um papel importante para auxiliar a contemplao da 6 arte e mesmo produzir textos que navegam por critrios sub-jetivos e imaginativos para fortalecer o mundo das letras. Para o jornalista com especializao em Jornalismo e Crti-ca Cultural e mestrado em Teoria da Literatura Thiago Cor-

    Machado de Assis, pioneiro na crtica literria no Brasil

  • 6 JUL 2015

    rea, do site literrio Vacatussa (www.vacatussa.com), o trabalho da crtica indispensvel nos dias atuais. Hoje o volume de informaes disponvel to grande que a figura de um crtico ou de um curador se faz necessria como uma forma de triagem mesmo. Para se ter ideia, de acordo com dados do Sindicato Nacional dos Editores de

    Livros, s em 2014 foram publicados 60.829 ttulos no Bra-sil. Diante desse volume, acredito que o crtico tem o papel de analisar essa produo e dar destaque ao que realmente merece, como contraponto ao que divulgado pelas asses-sorias de imprensa e aes de marketing. dever do crtico confrontar essa lgica de mercado e passar a observar os livros no como produtos, mas como obras, experincias de linguagem, apontando para mritos estticos e discursi-vos, relacionando essas obras a um contexto, seja histrico ou mesmo a outras obras e tendncias artsticas, diz. No mesmo caminho, o jornalista Diogo Guedes, responsvel por literatura no Jornal do Commercio, acredita que a crtica um facilitador para o pblico. A crtica uma forma de dilogo da literatura tanto com a sua tradio os livros feitos antes, as teorias elaboradas sobre ela etc como uma forma de oferecer um possvel caminho de leitura para as pessoas interessadas, afirma.

    Exercer o papel de jurado de uma obra artstica, de algo subjetivo como livro, exige assumir determinadas atri-buies, entre elas, a seriedade com a obra artstica, a tica, a clareza e o compromisso com o pblico leitor, fatores fundamentais para a boa cr-tica. Para desenvolver plenamente as

    funes, o prazer pela leitura e pela escrita deve ser, no mnimo, o ponto de partida para qualquer profissional. So requisitos aguardados por um pblico ansioso por conhe-

    Thiago Corra da VacatussaFoto Ale Ribeiro

    Vacatussa

  • 7CONEXO

    cer um trabalho analtico e bem fundamentado e tambm pelos autores que desejam ter sua obra devidamente criti-cada (positiva ou negativamente). No mundo ideal, o cr-tico deveria ter tempo para se preparar antes de escrever uma crtica, com a leitura de ensaios e de outros livros do mesmo autor. E, nesse ponto, a formao acadmica ajuda, porque ela oferece ao crtico um repertrio terico im-portante, alm de exigir clareza na argumentao, rigor e coerncia na pesquisa. Como o curso de jornalismo mais geral, acredito ser importante buscar uma ps-graduao mais especfica para aquisio de bagagem terica, reflete o mestre em Teoria da Literatura Thiago Correa.

    Dentro do universo da 6 arte, em Pernambuco diversos veculos de comunicao cumprem o papel de desenvolver a crtica literria. Com ca-ractersticas necessrias para desenvol-ver essa funo, os espaos em jornais dirios, programas, revistas e sites es-pecializados fortalecem a rede de pro-duo de conhecimento na rea. O jor-nalista Diogo Guedes integra o grupo de pessoas otimistas com as iniciativas presentes no Estado. Acho que existe uma diversidade interessante, desde espaos mais rpidos, que dialogam com uma rede ampla de leitores (os jornais dirios) at locais para reportagens mais longas e artigos. legal notar que existem muitas possibilidades, de sites at revistas, de um Suplemento Pernambuco e um programa como o Caf Colombo at sites como o Interpotica e o Vacatussa, diz. Mas tambm faz referncia s deficincias na esfera jornalstica. No acredito que nenhum espao do jornalismo possa abrir mo de reflexo, anlise, julgamento. A crtica uma das formas de fazer isso dentro do universo da literatura, apesar da velocidade das notcias e dos limites de espao, finaliza.

    O programa Caf Colom