agenda maio junho

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Agenda Cultural do Departamento de Difusão Cultural da UFRGS

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  • 1AG

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    Junh

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    12

    Glaciar Perito Moreno (Argentina)2006/Roberto Giugliani

  • 2M A I O E J U N H O 2 012

    Espaos vazios, lugares para a cultura

    Nenhuma identidade fixa, estvel e perene. Toda identidade, como toda cultura, est em constante mutao, dissolvendo-se e liquefazendo-se para se recompor e refazer em seguida sob aparncia pouco ou muito diferente. Toda cultura, em outras palavras, foge de si mesma...

    Teixeira Coelho

    No ms de maro parece que tudo comea e na Universidade no diferente; comeam as aulas, os cursos de extenso, os espetculos culturais, e nosso campus-cidade novamente acordado por esta agenda de eventos cientfico-culturais e pela profuso de rostos, percepes, sorrisos e experimentaes.

    Comear as atividades culturais para se recompor e refazer em seguida sob aparncia pouco ou muito diferente o que pretendemos, mantendo projetos antigos e lanando outros novos. Procuramos, com este conjunto de iniciativas, ocupar os espaos vazios transformando-os em lugares essenciais para a cultura, reinventando o cotidiano na Universidade.

    A cultura foge de si mesma... Este o dilema com o qual lida diariamente o gestor cultural em uma Universidade ao propor aes que fogem do convencional. E mesmo que este fazer nos leve a um espao movedio no qual a incerteza mais forte do que a certeza de pisar firme e seguir em frente justamente nesse ambiente flutuante que acreditamos que nosso trabalho se realiza.

    Propusemos aes, nos meses de maro e abril, que confirmaram que a cultura foge de si mesma ao levar Lia de Itamarac ao litoral norte para o lanamento do Festival de Inverno Mar de Arte. Estes movimentos incertos constroem as pontes necessrias pautadas na atuao, partindo de princpios de reconhecimento mtuo e busca de relaes de confiana com a comunidade.

    Para os meses de maio e junho, novas proposies e novas recomposies se fazem: o espao vazio de circulao do saguo da reitoria se transforma em espao expositivo e Roberto Giuliani, professor-fotgrafo, inaugura este novo lugar de cultura. Dissolvendo-se e liquefazeando-se para se recompor. O Unimsica ousa ao propor para sua programao anual grandes formaes instrumentais, trazendo a Porto Alegre, de forma indita, Orquestras e Big Bands.

    A Universidade possibilita ao gestor, e tambm ao pblico, todas estas experimentaes: ousar, apostar, e desacomodar para alm da cultura. Estes so os meios pelos quais o conhecimento e a criatividade so capazes de impulsionar cada um de ns como um agente do processo. Possibilidades que no se esgotam, mas que se renovam e se multiplicam.

    Claudia Boettcher

    Diretora

  • 3Vale doze e trinta(Abril 2012)/ Marielen Baldissera

  • 4U N I M S I C A 2 012S R I E O R Q U E S T R A S E B I G B A N D S

    Spokfrevo Orquestra

    M S I C A

    Sob a regncia de maestro Spok, o frevo muda de forma quando tocado pela Spokfrevo Orquestra. Com clara influncia do jazz, a orquestra formada por 18 jovens msicos pernambucanos transfigura frevos-de-rua e frevos-canes atravs de arranjos contemporneos e improvisos surpreendentes. Criada em 2011, a Spokfrevo tem no currculo inmeras apresentaes no Brasil e no exterior e dois lbuns gravados: Passo de anjo (2004) e Cem anos de frevo (2007). Nesse ltimo, a Spok foi responsvel pelo instrumental que acompanhou artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Alceu Valena, Silvrio Pessoa e Chico Buarque.

    ENSAIO ABERTO

    Data: 13 de junho quarta-feira 20h

    Local: Salo de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)

    Inscries pelo site www.difusaocultural.ufrgs.br a partir de 14 de maio

    ESPETCULO

    Data: 14 junho quinta-feira 20h

    Local: Salo de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)

    A retirada de senhas pode ser realizada atravs da troca de 1kg de alimento no perecvel por ingresso, a partir de 11 de junho, das 9h s 18h, no mezanino do Salo de Atos da UFRGS ou pelo site www.difusaocul-tural.ufrgs.br

    Spokfrevo/Nik Neves

  • 5Maio de 2011. Estava em Braslia, participando de um congresso acadmico, msica e cognio. L pelas tantas algum sugere aos participantes do congresso uma programao no-oficial, uma ida a um show no Clube do Choro. A atrao da noite: Spok, tocando com seu Quinteto. Aderi imediatamente ideia. J conhecia a Spok Frevo Orquestra tanto por gravaes de disco como gravaes de shows, tinha profunda admirao pelo grupo e, portanto, parecia uma oportunidade imperdvel assistir ao vivo pela primeira vez ainda que fosse o Spok solista e no o mestre de banda.

    No me arrependi. Em um ambiente pequeno, que convm observao detalhada das sutilezas musicais, pude acompanhar uma performance memorvel. To memorvel que uma ideia rapidamente tomou forma e fora: trazer Spok para uma apresentao na UFRGS em 2012, aproveitando a novidade representada por ser este o ano de ingresso da primeira turma da nfase Msica Popular do Bacharelado em Msica.

    Explico. Em maio de 2011 estavam bem vivas, embora j sedimentadas, as discusses riqussimas havidas na comisso que eleborara o projeto de criao da nfase Msica Popular. Desde justificativas, acadmicas e tcnicas, bem embasadas, passando por questes de natureza mais ampla, como o papel e o espao da(s) msica(s) na Universidade e a contribuio da Universidade ao universo musical. Dali da comisso saiu um conjunto de concepes que, acredito, resistir ao tempo e frutificar na forma de troca mtua de contribuies musicais profundas entre a academia e a sociedade, entre a Universidade e as Msicas que a cercam.

    E o Spok? Bom, o que vi entusiasmado no Clube do Choro que ali, naquele show, estava demonstrada a sua maturidade musical, expressa na forma de quatro vieses complementares: performance, composio, arranjo e pesquisa. A performance de um msico muito preciso tecnicamente. Velocidade, sonoridade, expresso tudo em tamanho justo, tudo, mesmo quando exuberante, a servio da msica, longe, muito longe, de qualquer tipo de exibicionismo virtuoso estril. Ainda, a habilidade de improvisador coerente e despido de clichs e frases feitas.

    Mas no era s, como se isso pudesse ser pouco. Havia o compositor criativo, original. Parte de um gnero e passeia por muitos outros. Um compositor cujas msicas se tem vontade de ouvir de novo, e creio que pouco mais possa ser dito de elogio a um compositor. O arranjador que sabe usar os instrumentos de que dispe, que consegue criar um conjunto onde os papeis se alternam constantemente e onde no h nenhum msico sub-aproveitado, que faz parecer que as msicas arranjadas foram efetivamente escritas para aquela formao. Por fim, mas no menos importante, o pesquisador que vai fundo no seu repertrio. Que sabe as histrias e os detalhes que s quem vai fundo no seu objeto pode descobrir. Que volta do fundo da pesquisa apto a transformar o que aprendeu em msica.

    Minha admirao completa, ali estava personificado o msico que imaginamos na comisso. Os quatro vieses que identifiquei no Spok eram as quatro modalidades de TCC do currculo recm elaborado. Por isso decidi fazer o convite ali mesmo, logo depois do show. No que eu tivesse o poder decisrio, no tinha, mas tinha certeza que algum jeito haveria de ser dado. Fui conversar com ele e ento veio a cereja do bolo: o sujeito um baita cara. Simptico, atencioso, que sabe o seu valor, mas no nem de longe arrogante. Ele quer tocar, as burocracias se resolvem e ele tira do caminho todos os empecilhos que puder.

    Pra encurtar a histria: de volta a Porto Alegre fui falar com o Departamento de Difuso Cultural e aqui est o Spok, no Unimsica. No com o Quinteto, mas com a Orquestra. Tanto melhor. Parabns equipe do Unimsica pela grande jogada. Sorte do pblico de Porto Alegre. Sorte a minha, como professor do curso de msica da UFRGS, e dos alunos do curso, que estaremos todos na plateia. Temos muito a aprender com o Spok.

    Luciano Zanatta

    Msico e compositor, professor do Departamento de Msica da UFRGS

    U N I M S I C A 2 012S R I E O R Q U E S T R A S E B I G B A N D S

  • 6Guinga/divulgao

    I V F E S T I VA L D E V I O L OD A U F R G S

    Reunindo alguns dos maiores expoentes do violo brasileiro, o IV Festival de Violo da UFRGS acontece de 3 a 6 de junho, em Porto Alegre. Coordenado pelo professor Daniel Wolff, o evento contar com a partici-pao dos violonistas Guinga e Fbio Zanon, alm do premiado instrumentista chileno Jos Antonio Escobar.

    Os concertos, oficinas, palestras e mesas redondas que compem a programao ocuparo diversos espaos da UFRGS, como o Salo de Atos e Sala Fahrion, no Campus Central, e Auditorium Tasso Corra, do Institu-to de Artes. Participam tambm os professores Gilson Antunes (UFPB), Eduardo Meirinhos (UFG), Fernando Arajo (UFMG), Mrcio de Souza e Thiago Colombo (UFPEL), alm dos docentes do setor de violo da UFRGS.

    O IV Festival de Violo da UFRGS uma parceria entre o Departamento de Msica/ Instituto de Artes e Depar-tamento de Difuso Cultural/PROREXT.

    M S I C A

    GUINGA

    Data: 03 de junho domingo 20h

    Local: Salo de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)

    JOS ANTONIO ESCOBAR E THIAGO COLOMBO

    Data: 05 de junho tera-feira 20h

    Local: Salo de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)

    FBIO ZANON E DUO MNICA E FERNANDO ARAJO

    Data: 06 de junho quarta-feira 20h

    Local: Salo de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)

    GILSON ANTUNES E EDUARDO MEIRINHOS

    Data: 04 de junho segunda-feira 20h

    Local: Auditorium Tasso Corra (Rua Senhor dos Passos, 249)

  • 7N C L EO D A C A N O

    Richard Serraria/ Ane Franke

    Audio comentada do lbum Pampa Esquema Novo, de Richard Serraria

    AUDIO COMENTADA DE PAMPA ESQUEMA NOVO

    Data: 28 de maio segunda-feira 19h

    Local: Sala Fahrion (segundo andar da Reitori