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Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo REGULAMENTO INTERNO abril de 2014

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Agrupamento de Escolas

Tomaz Pelayo

REGULAMENTO INTERNO

abril de 2014

Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo

Regulamento Interno

2014

2

ndice

CAPTULO I: Princpios Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO I Enquadramento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO II mbito de Aplicao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPTULO II: Comunidade Educativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO I Direitos e Deveres Gerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO II Pessoal Docente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO III Pessoal No Docente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO IV Pais e Encarregados de Educao. . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPTULO III: Estrutura Funcional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO I Organizao Pedaggica e Administrativa . . . . . . . . . . .

Subseco I Conselho Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Subseco II Diretor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Subseco III Conselho Pedaggico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO II Conselho Administrativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO III Coordenao de Escola ou de Estabelecimento de

Educao Pr-escolar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPTULO IV: Organizao Pedaggica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO I Estruturas de Coordenao e Superviso. . . . . . . . . . . .

Subseco I Departamentos curriculares. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Subseco II Conselho dos Diretores de Turma . . . . . . . . . . . . . . . .

Subseco III Organizao das Atividades da Turma . . . . . . . . . . .

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Regulamento Interno

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SECO II Outras Estruturas de Coordenao . . . . . . . . . . . . . . . .

Subseco I Servio de Orientao Vocacional e Apoio

Socioeducativo (SOVAS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Subseco II Outros Servios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPTULO V Centro Para a Qualificao e o Ensino Profissional .

CAPTULO VI Autoavaliao da Escola . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPTULO VII Estatuto do Aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO I Escolaridade Obrigatria e Obrigatoriedade de

Matrcula . . . .

SECO II Direitos e Deveres do Aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO III Processo Individual e Outros Instrumentos de

Registo . . . .

SECO IV Faltas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO V Regime Disciplinar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO VI Comportamentos Meritrios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPTULO VIII: Avaliao dos Alunos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPTULO IX: Autarquia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

CAPTULO X: Disposies Finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

SECO I Divulgao do Regulamento Interno da Escola. . . . . . . .

SECO II Regimentos e Anexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Anexo1- Regulamento da Biblioteca Escolar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Anexo2- Regulamento da Utilizao dos Cartes de Banda

Magntica . . .

Anexo3- Regulamento da Ao Social Escolar . . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo

REGULAMENTO INTERNO

PREMBULO

Este Regulamento Interno tem por objeto as normas de funcionamento do Agrupamento de

Escolas Tomaz Pelayo, definindo o seu modelo organizativo de gesto de meios humanos,

fsicos e materiais que lhe esto afetos, de otimizao dos recursos orientada para a realizao

de aprendizagens bem sucedidas.

O paradigma de referncia orienta-se no sentido de uma escola inclusiva, dinmica,

participativa e multidimensional, aberta comunidade e pluralidade de projetos. Procura ser

um instrumento normativo eficaz na concretizao do Projeto Educativo, numa lgica de

inovao, pautando-se pelo rigor e disciplina.

Do ponto de vista formal, deu-se maior nfase aos aspetos cuja deciso imputada, nos

termos da lei, prpria escola, os quais esto subsumidos e enquadrados no quadro normativo

em vigor e referenciado na concluso deste Regulamento Interno.

CAPTULO I

PRINCPIOS GERAIS

SECO I

ENQUADRAMENTO

Artigo 1.

Princpios orientadores e objetivos

1- A autonomia, a administrao e a gesto do Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo

orientam-se pelos princpios da igualdade, da participao e da transparncia.

2- A autonomia, a administrao e a gesto subordinam-se particularmente aos princpios e

objetivos consagrados na Constituio e na Lei de Bases do Sistema Educativo,

designadamente:

a) Integrar a escola nas comunidades que servem e estabelecer a interligao do ensino

e das atividades econmicas, sociais, culturais e cientficas;

b) Contribuir para desenvolver o esprito e a prtica democrticos;

c) Assegurar a participao de todos os intervenientes no processo educativo,

nomeadamente dos professores, dos alunos, das famlias, das autarquias e de

entidades representativas das atividades e instituies econmicas, sociais, culturais e

cientficas, tendo em conta as caractersticas especficas dos vrios nveis e tipologias

de educao e de ensino;

d) Assegurar o pleno respeito pelas regras da democraticidade e representatividade dos

rgos de administrao e gesto da escola, garantida pela eleio democrtica de

representantes da comunidade educativa.

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Regulamento Interno

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3- A autonomia, a administrao e a gesto dos agrupamentos funcionam sob o princpio da

responsabilidade e da prestao de contas do Estado, assim como de todos os demais agentes

ou intervenientes.

4- No quadro dos princpios e objetivos referidos no artigo anterior, a autonomia, a

administrao e a gesto da escola organizam-se no sentido de:

a) Promover o sucesso e prevenir o abandono escolar dos alunos e desenvolver a

qualidade do servio pblico de educao, em geral, e das aprendizagens e dos

resultados escolares, em particular;

b) Promover a equidade social, criando condies para a concretizao da igualdade de

oportunidades para todos;

c) Assegurar as melhores condies de estudo e de trabalho, de realizao e de

desenvolvimento pessoal e profissional;

d) Cumprir e fazer cumprir os direitos e os deveres constantes das leis, normas ou

regulamentos e manter a disciplina;

e) Observar o primado dos critrios de natureza pedaggica sobre os critrios de

natureza administrativa nos limites de uma gesto eficiente dos recursos disponveis

para o desenvolvimento da sua misso;

f) Assegurar a estabilidade e a transparncia da gesto e administrao escolar,

designadamente atravs dos adequados meios de comunicao e informao;

g) Proporcionar condies para a participao dos membros da comunidade educativa e

promover a sua iniciativa.

Artigo 2.

Princpios gerais de tica

No exerccio das suas funes, os titulares dos cargos previstos no presente Regulamento

Interno esto exclusivamente ao servio do interesse pblico, devendo observar no exerccio

das suas funes os valores fundamentais e princpios da atividade administrativa consagrados

na Constituio e na lei, designadamente os da legalidade, justia e imparcialidade,

competncia, responsabilidade, proporcionalidade, transparncia e boa-f.

SECO II

MBITO DE APLICAO

Artigo 3

Regime de Funcionamento

1- O presente regulamento interno define o regime de funcionamento do Agrupamento de

Escolas Tomaz Pelayo, Santo Tirso, de cada um dos seus rgos de administrao e gesto,

das estruturas de coordenao intermdia e de orientao educativa, bem como os direitos e

deveres dos membros da comunidade escolar.

2- Este regulamento interno est elaborado de acordo com a Lei de Bases do Sistema

Educativo, o Estatuto da Carreira dos Educadores de Infncia e dos Professores dos Ensinos

Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo

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Bsico e Secundrio e os Decretos-lei n. 75/ 2008 e n. 137/ 2012 que aprovam o regime de

autonomia, administrao e gesto dos estabelecimentos pblicos de educao pr-escolar e

dos ensinos bsico e secundrio, regular e especializado.

Artigo 4

Composio do Agrupamento

O Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo, Santo Tirso, nos termos da Portaria n. 30/ 2014,

de 5 de fevereiro, composto pelas seguintes unidades escolares:

Agrupamento Estatuto da

Unidade

Orgnica

Cdigo

DGPGF

Cdigo

DGEEC

Denominao

Agrupamento

de Escolas

Tomaz Pelayo,

Santo Tirso

Escola Sede 402916 1314752 Escola Secundria de Tomaz Pelayo,

Santo Tirso

Escolas do

Agrupamento

201856 1314690 Escola Bsica de Aldeia Nova,

Rebordes, Santo Tirso

204237 1314679 Escola Bsica de Areal, Couto-So

Miguel, Santo Tirso

209429 1314306 Escola Bsica de Cabanas, Santo Tirso

220127 1314829 Escola Bsica de Ermida, Santa Cristina

do Couto, Santo Tirso

227419 1314220 Escola Bsica de Igreja, Lama, Santo

Tirso

227535 1314789 Escola Bsica de Igreja, Areias, Santo

Tirso

232671 1314982 Escola Bsica de Merouos, Santa

Cristina do Couto, Santo Tirso

240874 1314370 Escola Bsica de Quinto, Rebordes,

Santo Tirso

241532 1314028 Escola Bsica de Sequeir, Santo Tirso

241738 1314562 Escola Bsica de Santa Luzia, Monte

Crdova, Santo Tirso

246256 1314563 Escola Bsica de Foral, Santo Tirso

249166 1314507 Escola Bsica de Quinches, Santo Tirso

268082 1314500 Escola Bsica de Quinto, Palmeira,

Santo Tirso

268173 1314211 Escola Bsica de Ramada, Lajinhas,

Santo Tirso

270556 1314510 Escola Bsica de So Bento da Batalha,

Santo Tirso

277368 1314863 Escola Bsica n. 1 de Santo Tirso

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Agrupamento

de Escolas

Tomaz Pelayo,

Santo Tirso

Escolas do

Agrupamento

277770 1314053 Escola Bsica de Tarrio, Santo Tirso

343018 1314011 Escola Bsica de Santo Tirso

616023 1314221 Jardim de Infncia de Igreja, Areias,

Santo Tirso

627951 1314816 Jardim de Infncia de Ribeiro, Rebordes,

Santo Tirso

637490 1314085 Jardim de Infncia de Vinha, Burges,

Santo Tirso

CAPTULO II

COMUNIDADE EDUCATIVA

SECO I

DIREITOS E DEVERES GERAIS

Artigo 5.

Direitos Gerais

Os direitos gerais dos membros da comunidade educativa so os seguintes:

a) Participar no processo de elaborao do Projeto Educativo, Regulamento Interno e

Projeto Curricular de Escola e acompanhar o respetivo desenvolvimento nos termos

da lei;

b) Apresentar sugestes e crticas relativas ao funcionamento de qualquer setor da

escola;

c) Ser ouvido em todos os assuntos que lhe digam respeito, individualmente ou atravs

dos seus rgos representativos;

d) Ser tratado com respeito e correo por qualquer elemento da escola;

e) Ser informado sobre todos os assuntos relativos ao funcionamento da escola, bem

como sobre todos os documentos de poltica organizacional, curricular, pedaggica e

cultural, em particular o Projeto Educativo, o Projeto Curricular de Escola, o Plano

Anual de Atividades e o Regulamento Interno.

Artigo 6.

Deveres Gerais

Os deveres gerais dos membros da comunidade educativa so os seguintes:

a) Conhecer, cumprir e fazer cumprir o Regulamento Interno da Escola;

b) Ser assduo, pontual e responsvel no cumprimento dos seus horrios e/ ou tarefas

que lhe forem atribudos;

c) Promover um so convvio, de modo a criar um clima de confiana e harmonia,

baseado no respeito mtuo;

d) Ser recetivo a crticas relativas ao seu trabalho ou sua conduta, aceitando sugestes

que visem melhorar os mesmos;

e) Zelar pela defesa, conservao e asseio da escola, nomeadamente no que diz respeito

s instalaes, material didtico, mobilirio e espaos verdes;

f) Conhecer as normas e horrios de funcionamento dos servios da escola;

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g) Sinalizar a sua entrada e sada no recinto escolar, com o respetivo carto escolar,

onde esteja implementado;

h) Alertar os responsveis para a presena de pessoas estranhas comunidade escolar.

SECO II

PESSOAL DOCENTE

Artigo 7.

Direitos Profissionais

a) Direito de participao no processo educativo;

b) Direito formao e informao para o exerccio da funo educativa;

c) Direito ao apoio tcnico, material e documental;

d) Direito segurana na atividade profissional;

e) Direito considerao e ao reconhecimento da sua autoridade pelos alunos, nas suas

famlias e demais membros da comunidade educativa;

f) Direito colaborao das famlias e da comunidade educativa no processo de

educao dos alunos.

Artigo 8.

Outros Direitos

a) Direito a ser pronta e adequadamente assistido em caso de acidente ou doena sbita,

ocorridos no mbito das atividades escolares;

b) Direito a ser tratado com respeito e correo por qualquer membro da comunidade

escolar;

c) Direito salvaguarda da sua segurana na frequncia da escola e respeitada a sua

integridade fsica;

d) Direito confidencialidade dos elementos constantes do seu processo individual, de

natureza pessoal ou relativos famlia;

e) Direito participao, atravs dos seus representantes, no processo de elaborao do

projeto educativo e do Regulamento Interno da escola, colaborando no seu

desenvolvimento e concretizao;

f) Direito a ser ouvido em todos os assuntos que lhe digam respeito;

g) Direito organizao e participao em iniciativas que promovam a sua formao;

h) Direito ao conhecimento das normas de utilizao e segurana dos materiais e

equipamentos da escola;

i) Direito ao conhecimento das normas de utilizao de instalaes especficas,

designadamente, biblioteca escolar, laboratrios, reprografia, papelaria, refeitrio e

bufete;

j) Direito informao das iniciativas em que possa participar.

Artigo 9.

Deveres Profissionais

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a) Orientar o exerccio das suas funes pelos princpios do rigor, da iseno, da justia e

da equidade;

b) Orientar o exerccio das suas funes por critrios de qualidade, procurando o seu

permanente aperfeioamento e tendo como objetivo a excelncia;

c) Colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criao

de laos de cooperao e o desenvolvimento de relaes de respeito e

reconhecimento mtuo, em especial entre docentes, alunos, encarregados de

educao e pessoal no docente;

d) Atualizar e aperfeioar os seus conhecimentos, capacidades e competncias, numa

perspetiva de desenvolvimento pessoal e profissional e de aperfeioamento do seu

desempenho;

e) Participar de forma empenhada nas vrias modalidades de formao que frequente,

designadamente nas promovidas pela Administrao, e usar as competncias

adquiridas na sua prtica profissional;

f) Zelar pela qualidade e pelo enriquecimento dos recursos didtico-pedaggicos

utilizados, numa perspetiva de abertura inovao;

g) Desenvolver a reflexo sobre a sua prtica pedaggica, proceder autoavaliao e

participar nas atividades de avaliao da escola;

h) Respeitar a proibio de utilizao de telemveis nas salas de aulas e demais

dispositivos eletrnicos suscetveis de perturbarem o normal funcionamento das aulas;

i) Conhecer, respeitar e cumprir as disposies normativas sobre educao, cooperando

com a administrao educativa na prossecuo dos objetivos decorrentes da poltica

educativa, no interesse dos alunos e da sociedade.

Artigo 10.

Outros Deveres

a) Contribuir para a formao e realizao integral dos alunos, promovendo o

desenvolvimento das suas capacidades, estimulando a sua autonomia e criatividade,

incentivando a formao de cidados civicamente responsveis e democraticamente

intervenientes na vida da comunidade;

b) Reconhecer e respeitar as diferenas culturais e pessoais dos alunos e demais

membros da comunidade educativa, valorizando os diferentes saberes e culturas e

combatendo processos de excluso e discriminao;

c) Colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criao e

o desenvolvimento de relaes de respeito mtuo, em especial entre docentes, alunos,

encarregados de educao e pessoal no docente;

d) Participar na organizao e assegurar a realizao de atividades educativas;

e) Gerir o processo de ensino-aprendizagem, no mbito dos programas definidos,

procurando adotar mecanismos de diferenciao pedaggica suscetveis de responder

s necessidades individuais dos alunos;

f) Respeitar a natureza confidencial da informao relativa aos alunos e respetivas

famlias;

g) Contribuir para a reflexo sobre o trabalho realizado individual e coletivamente;

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h) Enriquecer e partilhar os recursos educativos, bem como utilizar novos meios de

ensino que lhe sejam propostos, numa perspetiva de abertura inovao e de reforo

de qualidade da educao e ensino;

i) Corresponsabilizar-se pela preservao e uso adequado das instalaes e

equipamentos e propor medidas de melhoramento e renovao dos recursos

disponveis;

j) Empenhar-se nas atividades e concluir as aes de formao em que participar;

k) Cooperar com os restantes intervenientes no processo educativo na deteo da

existncia de casos de crianas ou jovens com necessidades educativas especiais,

em particular com os Servios de Sade e de Segurana Social;

l) Facultar, atravs do diretor de turma/ professor titular de turma/ educador de infncia,

regularmente, informaes aos pais ou encarregados de educao sobre o

desenvolvimento das aprendizagens, bem como sobre quaisquer outros elementos

relevantes para a educao dos seus filhos;

m) Tratar com respeito e correo qualquer elemento da comunidade educativa;

n) Respeitar as instrues dos rgos de Administrao e Gesto Escolar;

o) Ser assduo, pontual e responsvel no cumprimento dos horrios e das tarefas que lhe

forem atribudas;

p) Entregar, sempre que preveja ausentar-se ao servio, ao rgo de gesto o plano de

aula da turma a que ir faltar;

q) Participar nas atividades desenvolvidas pela escola;

r) Zelar pela preservao, conservao e asseio da escola nomeadamente no que diz

respeito a instalaes, material didtico, mobilirio e espaos verdes, fazendo uso

adequado dos mesmos;

s) Respeitar a propriedade dos bens de todos os elementos da comunidade educativa;

t) Conhecer as normas e horrios de funcionamento dos servios da escola;

u) Participar na eleio dos seus representantes e prestar-lhes colaborao.

SECO III

PESSOAL NO DOCENTE

Artigo 11.

Direitos Gerais

a) Ser pronta e adequadamente assistido em caso de acidentes ou doena sbita,

ocorridos no mbito das atividades escolares;

b) Ser tratado com respeito e correo por qualquer elemento da comunidade escolar;

c) Ver salvaguardada a sua segurana na frequncia da escola e respeitada a sua

integridade fsica;

d) Ver respeitada a confidencialidade dos elementos constantes do seu processo

individual, de natureza pessoal ou relativos sua famlia;

e) Participar, atravs dos seus representantes, no processo de elaborao do PEE e do

RI da escola colaborando no seu desenvolvimento e concretizao;

f) Apresentar crticas e sugestes relativas ao funcionamento da escola;

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g) Ser ouvido, em todos os assuntos que lhe digam respeito, pelos professores e rgos

de administrao e gesto da escola;

h) Eleger e ser eleito para rgos, cargos e demais funes de representao no mbito

da escola, nos termos da legislao em vigor;

i) Organizar e participar em iniciativas que promovam a sua formao;

j) Conhecer as normas de utilizao e de segurana dos materiais e equipamentos da

escola;

k) Conhecer as normas de utilizao de instalaes especficas, designadamente

biblioteca, laboratrios, refeitrio e bufete;

l) Conhecer as normas e horrios de funcionamento dos servios da escola;

m) Ser informado das iniciativas em que possa participar e de que a escola tenha

conhecimento.

Artigo 12.

Deveres Gerais

O Pessoal No Docente est obrigado ao cumprimento dos deveres gerais dos funcionrios e

agentes do Estado. O Regulamento Interno consigna ao pessoal no docente:

Dever de iseno;

Dever de zelo;

Dever de obedincia;

Dever de lealdade;

Dever de sigilo;

Dever de correo;

Dever de assiduidade;

Dever de pontualidade.

Artigo 13.

Outros Deveres

a) Tratar com respeito e correo qualquer elemento da comunidade educativa;

b) Respeitar as instrues dos rgos de Administrao e Gesto da Escola;

c) Ser assduo, pontual e responsvel no cumprimento dos horrios e tarefas que lhe

forem atribudos;

d) Participar nas atividades desenvolvidas pela escola;

e) Zelar pela preservao, conservao e asseio da escola, nomeadamente, no que diz

respeito a instalaes, material didtico, mobilirio e espaos verdes, fazendo uso

adequado dos mesmos;

f) Respeitar a propriedade dos bens de todos os elementos da comunidade educativa;

g) Conhecer as normas e horrios de funcionamento dos servios da escola;

h) Participar na eleio dos seus representantes e prestar-lhes colaborao;

i) Empenhar-se na permanente atualizao profissional, nomeadamente atravs da

frequncia de atividades de natureza formativa.

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SECO IV

PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAO

Artigo 14.

Direitos Gerais dos Pais e Encarregados de Educao

a) Participar na vida da escola e nas atividades da Associao de Pais e Encarregados

de Educao;

b) Informar-se, ser informado e informar o diretor de turma/ professor titular de turma/

educador de infncia sobre todas as matrias relevantes no processo educativo do

seu educando;

c) Comparecer na escola por sua iniciativa;

d) Colaborar com os professores, no mbito do processo de ensino-aprendizagem do seu

educando;

e) Ser convocado para reunies com o diretor de turma/ professor titular de turma/

educador de infncia e ter conhecimento da hora semanal de atendimento;

f) Ser informado, no final de cada perodo escolar, do aproveitamento e do

comportamento do seu educando;

g) Participar, a ttulo consultivo, no processo de avaliao do seu educando, ou sempre

que as estruturas de orientao educativa o considerem necessrio;

h) Promover a articulao entre a educao na famlia e o ensino escolar;

i) Cooperar com todos os elementos da comunidade educativa no desenvolvimento de

uma cultura de cidadania, nomeadamente atravs da promoo de regras de

convivncia na escola.

Artigo 15.

Outros Direitos

a) Ser tratado com respeito e correo por qualquer membro da comunidade escolar;

b) Participar, atravs dos seus representantes, no processo de elaborao do PEE e do

RI da escola colaborando no seu desenvolvimento e concretizao;

c) Apresentar crticas e sugestes relativas ao funcionamento da escola;

d) Ser ouvido, em todos os assuntos que lhe digam respeito, pelos professores, diretores

de turma e rgos de administrao e gesto da escola;

e) Eleger e ser eleito para rgos, cargos e demais funes de representao no mbito

da escola, nos termos da legislao em vigor;

f) Ser informado sobre a matrcula e regimes de candidatura a apoios socioeducativos do

seu educando;

g) Ser informado sobre as iniciativas em que possa participar e de que a escola tenha

conhecimento;

h) Ser informado de todos os procedimentos adotados pela Escola que constam do artigo

9. deste regulamento, nomeadamente a alnea h), relativa ao uso indevido de

telemveis e outros equipamentos eletrnicos.

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Regulamento Interno

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Artigo 16.

Deveres Gerais

a) Informar-se sobre todas as matrias relevantes no processo educativo do seu

educando;

b) Comparecer na escola, quando para tal for solicitado;

c) Colaborar com os professores, no mbito do processo de ensino-aprendizagem do seu

educando;

d) Contribuir para a preservao da disciplina da escola e para a harmonia da

comunidade educativa, em especial quando para tal forem solicitados;

e) Articular a educao na famlia com o trabalho escolar;

f) Cooperar com todos os elementos da comunidade educativa no desenvolvimento de

uma cultura de cidadania, nomeadamente, atravs da promoo de regras de

convivncia na escola;

g) Participar nas solues que permitam garantir a resoluo do excesso grave de faltas;

h) Garantir o cumprimento efetivo do dever de frequncia, bem como necessrio

aproveitamento escolar do seu educando;

i) Participar nas reunies convocadas pelos rgos de Administrao e Gesto e pelas

estruturas de orientao educativa, bem como pela Associao de Pais e

Encarregados de Educao;

j) Conhecer e subscrever o Regulamento Interno;

k) Conhecer o estatuto do aluno em vigor;

l) Eleger um representante dos Encarregados de Educao da turma e o respetivo

suplente.

Artigo 17.

Outros Deveres

a) Respeitar as instrues do pessoal docente e no docente;

b) Participar nas atividades desenvolvidas pela escola;

c) Conhecer as normas e horrios de funcionamento dos servios da escola;

d) Contribuir para a preservao da segurana e integridade fsica e moral de todos os

que participam na vida da escola;

e) Participar na eleio dos seus representantes e prestar-lhes colaborao;

f) Custear qualquer reparao ou compra de material/ equipamento danificado pelo seu

educando, devidamente comprovado.

CAPTULO III

ESTRUTURA FUNCIONAL

Artigo 18.

Composio

1- A gesto e administrao do Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo assegurada por

rgos prprios.

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2- So rgos de direo, administrao e gesto:

a) O Conselho Geral;

b) O Diretor;

c) O Conselho Pedaggico;

d) O Conselho Administrativo.

SECO I

ORGANIZAO PEDAGGICA E ADMINISTRATIVA

Subseco I

Conselho Geral

Artigo 19.

Definio

O Conselho Geral o rgo de direo estratgica responsvel pela definio das linhas

orientadoras da atividade do agrupamento, assegurando a participao e representao da

Comunidade Educativa, nos termos e para os efeitos do n. 4 do artigo 48. da Lei de Bases do

Sistema Educativo. (de acordo com o artigo 11, captulo III, subseco I do decreto-lei n. 137/

2012, de 2 de julho)

Artigo 20.

Composio

1- O Conselho Geral constitudo por vinte e um membros, distribudos do seguinte modo:

a) Sete representantes do pessoal docente;

b) Dois representantes do pessoal no docente;

c) Quatro representantes dos pais e encarregados de educao;

d) Dois representantes dos alunos;

e) Trs representantes do municpio;

f) Trs representantes da comunidade local.

2- Na composio do Conselho Geral tem de estar salvaguardada a participao de

representantes do pessoal docente e no docente, dos pais e encarregados de educao, dos

alunos, do municpio e da comunidade local.

3- Considera-se pessoal docente os docentes de carreira com vnculo contratual com o

Ministrio da Educao e Cincia.

4- Os membros da direo, os coordenadores de escolas ou de estabelecimentos de educao

Pr-Escolar, bem como os docentes que exeram funes de assessoria, no podem ser

membros do Conselho Geral.

5- Os membros do pessoal docente e no docente no podem ultrapassar os 50% da

totalidade dos membros do Conselho Geral.

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6- A representao dos discentes assegurada por alunos maiores de 16 anos, um do ensino

diurno e um do ensino de adultos.

7- Na ausncia de alunos formalmente inscritos nas modalidades de educao e formao de

adultos, a respetiva vaga ser ocupada por um representante dos pais e encarregados de

educao.

8- O Diretor participa nas reunies do Conselho Geral, sem direito a voto.

Artigo 21.

Competncias

Sem prejuzo de outras competncias que lhe sejam cometidas por lei, ao Conselho Geral

compete:

a) Eleger o respetivo presidente, de entre os seus membros;

b) Eleger o diretor, nos termos dos artigos 21. a 23. do Decreto-Lei n. 137/ 2012;

c) Aprovar o Projeto Educativo do Agrupamento e acompanhar e avaliar a sua execuo;

d) Aprovar o Regulamento Interno do Agrupamento;

e) Aprovar o Plano Anual e Plurianual de Atividades;

f) Apreciar os relatrios peridicos e aprovar o relatrio final de execuo do Plano Anual

de Atividades;

g) Aprovar as propostas de contratos de autonomia;

h) Definir as linhas orientadoras para a elaborao do Oramento;

i) Definir as linhas orientadoras do planeamento e execuo, pelo diretor, das atividades

no domnio da ao social escolar;

j) Aprovar o relatrio de contas de gerncia;

k) Apreciar os resultados do processo de autoavaliao;

l) Pronunciar-se sobre os critrios de organizao dos horrios e constituio de turmas;

m) Acompanhar a ao dos demais rgos de administrao e gesto;

n) Promover o relacionamento com a Comunidade Educativa;

o) Definir os critrios para a participao do agrupamento em atividades pedaggicas,

cientficas, culturais e desportivas;

p) Dirigir recomendaes aos restantes rgos, tendo em vista o desenvolvimento do

projeto educativo e o cumprimento o Plano Anual de Atividades;

q) Participar, nos termos definidos em diploma prprio, no processo de avaliao do

desempenho do diretor;

r) Decidir os recursos que lhe so dirigidos;

s) Aprovar o mapa de frias do diretor.

Artigo 22.

Comisses

1- Sempre que necessrio o Conselho Geral pode constituir comisses, como fraes do

Conselho Geral.

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2- Essas comisses constituindo-se, respeitaro a proporcionalidade dos corpos que nele tm

representao.

Artigo 23.

Designao dos representantes

1- Os representantes do pessoal docente so eleitos por todos os docentes e formadores em

exerccio de funes no agrupamento de escolas.

2- Os representantes do pessoal no docente so eleitos separadamente pelo respetivo corpo.

3- Os Representantes dos pais e encarregados de educao so eleitos em Assembleia Geral

de pais e encarregados de educao do agrupamento, sob proposta das respetivas

organizaes representativas.

4- Na ausncia de Associao de Pais formalmente constituda em qualquer escola do

agrupamento, realizar-se- uma assembleia geral de pais dessa unidade orgnica, os quais

designaro os elementos que se constituem como candidatos dessa organizao ao Conselho

Geral.

5- A lista dos representantes dos Pais e Encarregados de Educao ao Conselho Geral dever

assegurar, o mais possvel, a representao dos vrios nveis e tipologias de educao e de

ensino do Agrupamento.

6- A Assembleia Geral de pais e encarregados de educao convocada pelo Presidente da

Associao de Pais da escola sede e nela tm assento os pais e encarregados de educao

de todas as escolas do agrupamento, constantes nas listas disponibilizadas pelos Servios

Administrativos.

7- Os representantes dos alunos so eleitos por todos os discentes do 3 CEB, secundrio e

ofertas de adultos do Agrupamento.

8- Os Representantes do Municpio so designados pela Cmara Municipal, podendo esta

delegar tal competncia nas Juntas de Freguesia.

9- Os Representantes da Comunidade Local, quando se trate de individualidades ou

representantes de atividades de carcter econmico, social, cultural e cientfico, so cooptados

pelos demais membros. Tratando-se de representantes de instituies ou organizaes, os

respetivos membros so indicados pelas mesmas.

Artigo 24.

Processos eleitorais

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1- Os Representantes referidos no artigo anterior nos pontos 1,2,3 e 6 candidatam-se

eleio, apresentando-se em listas separadas.

2- As listas devem conter a indicao dos candidatos a membros efetivos, em nmero igual ao

dos respetivos representantes no Conselho Geral, bem como o nome dos candidatos a

membros suplentes.

3- As listas do pessoal docente devem assegurar, sempre que possvel, a representao dos

diferentes nveis e ciclos de ensino.

4- A converso dos votos em mandatos faz-se de acordo com o mtodo de representao

proporcional da mdia mais alta de Hondt. (de acordo com o artigo 15, captulo III, do Decreto-

Lei n. 137/ 2012)

Artigo 25.

Funcionamento

1- O Conselho Geral rene:

a) Ordinariamente, uma vez por trimestre;

b) Extraordinariamente, sempre que, convocado pelo respetivo presidente, por sua

iniciativa, a requerimento de um tero dos seus membros em efetividade de funes,

ou por solicitao do Diretor.

2- As reunies do Conselho Geral devem ser marcadas em horrio que permita a participao

de todos os seus membros.

3- Na sua primeira reunio, o Conselho Geral elege o seu presidente.

4- Nesta reunio, o Conselho Geral definir as normas para secretariar as reunies.

5- As atas sero lavradas em suporte digital e devidamente arquivadas.

6- De todas as reunies o Secretrio elaborar uma sntese que aps ser ratificada pelo

presidente ser divulgada.

7- As convocatrias das reunies sero tambm divulgadas.

Artigo 26.

Mandatos

1- O mandato de todos os membros do Conselho Geral tem a durao de 4 anos, exceto dos

representantes mencionados no ponto 3 do presente artigo.

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2- Os membros do Conselho Geral so substitudos no exerccio do cargo se, entretanto,

perderem a qualidade que determinou a respetiva eleio ou designao.

3- No caso dos pais e encarregados de educao e dos alunos, o mandato tem a durao de

um ano e considera-se perder a qualidade para ter assento no Conselho Geral a circunstncia

de ter deixado de ter filhos ou educandos no Agrupamento.

4- As vagas resultantes da cessao do mandato dos membros eleitos so preenchidas pelo

primeiro candidato no eleito, segundo a respetiva ordem de precedncia, na lista a que

pertencia o titular do mandato.

Subseco II

Diretor

Artigo 27.

Definio

o rgo de Administrao e Gesto do Agrupamento de escolas nas reas pedaggica,

administrativa, financeira e patrimonial.

Artigo 28.

Composio

1- O Diretor coadjuvado no exerccio das suas funes por um Subdiretor e por um a trs

adjuntos, por ele nomeados.

2- O Diretor pode nomear um quarto adjunto, sempre que estejam reunidas as condies

previstas na legislao em vigor.

3- O Subdiretor e os adjuntos devem ser docentes dos quadros de nomeao definitiva, que

tenham pelo menos cinco anos de servio e se encontrem a exercer funes no Agrupamento.

Artigo 29.

Competncias

1- Compete ao diretor submeter aprovao do Conselho Geral o Projeto Educativo do

Agrupamento elaborado pelo Conselho Pedaggico.

2- Ouvido o Conselho Pedaggico, compete tambm ao diretor:

a) Elaborar e submeter aprovao do Conselho Geral, devidamente acompanhados dos

pareceres do Conselho Pedaggico, os seguintes documentos:

i. As alteraes ao Regulamento Interno;

ii. O Plano Anual e Plurianual de Atividades;

iii. O relatrio Anual de Atividades;

iv. As propostas de celebrao de contratos de autonomia.

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b) Aprovar o plano de formao e de atualizao do pessoal docente e no docente,

ouvido tambm, no ltimo caso, o Municpio.

3- Sem prejuzo das competncias que lhe sejam cometidas por lei, no plano da gesto

pedaggica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial, compete ao diretor, em especial:

a) Definir o regime de funcionamento do agrupamento;

b) Elaborar o projeto de oramento, em conformidade com as linhas orientadoras

definidas pelo Conselho Geral;

c) Superintender na constituio de turmas e na elaborao de horrios;

d) Distribuir o servio docente e no docente;

e) Designar os coordenadores de escola ou estabelecimento de educao pr -escolar;

f) Propor os candidatos ao cargo de coordenador de departamento curricular nos termos

definidos no n. 5 do artigo 43. do Decreto-Lei n. 137/ 2012 e designar os diretores

de turma;

g) Planear e assegurar a execuo das atividades no domnio da ao social escolar, em

conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral;

h) Gerir as instalaes, espaos e equipamentos, bem como os outros recursos

educativos;

i) Estabelecer protocolos e celebrar acordos de cooperao ou de associao com outras

escolas e instituies de formao, autarquias e coletividades, em conformidade com

os critrios definidos pelo Conselho Geral nos termos da alnea p) do n. 1 do artigo

13. do Decreto-Lei n. 75/ 2008, alterado pelo Decreto-Lei n. 137/ 2012;

j) Proceder seleo e recrutamento do pessoal docente, nos termos dos regimes legais

aplicveis;

k) Assegurar as condies necessrias realizao da avaliao do desempenho do

pessoal docente e no docente, nos termos da legislao aplicvel;

l) Dirigir superiormente os servios administrativos, tcnicos e tcnico-pedaggicos.

4- Compete ainda ao diretor:

a) Representar a escola;

b) Exercer o poder hierrquico em relao ao Pessoal Docente e No Docente;

c) Exercer o poder disciplinar em relao aos alunos nos termos da legislao aplicvel;

d) Intervir nos termos da lei no processo de avaliao de desempenho do Pessoal

Docente;

e) Proceder avaliao de desempenho do Pessoal No Docente.

5- O diretor exerce ainda as competncias que lhe forem delegadas pela administrao

educativa e pela Cmara Municipal.

Artigo 30.

Delegao de competncias

1- O Diretor pode delegar e subdelegar no Subdiretor e nos adjuntos as competncias referidas

nos nmeros anteriores.

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2- Nas suas faltas e impedimentos, o Diretor substitudo pelo Subdiretor.

Artigo 31.

Recrutamento

1- O diretor eleito pelo Conselho Geral.

2- Para recrutamento do diretor, desenvolve-se um procedimento concursal, prvio eleio,

nos termos do artigo seguinte.

3- Podem ser opositores ao procedimento concursal docentes de carreira do ensino pblico ou

professores profissionalizados com contrato por tempo indeterminado do ensino particular e

cooperativo, em ambos os casos com, pelo menos, cinco anos de servio e qualificao para o

exerccio de funes de administrao e gesto escolar, nos termos do nmero seguinte.

4- Consideram-se qualificados para o exerccio de funes de administrao e gesto escolar

os docentes que preencham uma das seguintes condies:

a) Sejam detentores de habilitao especfica para o efeito, nos termos das alneas b) e

c) do n. 1 do artigo 56. do Estatuto da Carreira Docente dos Educadores de Infncia

e dos Professores dos Ensinos Bsico e Secundrio;

b) Possuam experincia correspondente a, pelo menos, um mandato completo no

exerccio dos cargos de diretor, subdiretor ou adjunto do diretor, Presidente ou Vice-

presidente do Conselho Executivo, diretor executivo ou adjunto do diretor executivo,

ou membro do conselho diretivo, nos termos dos regimes previstos respetivamente no

decreto Lei n. 137/ 2012, pelo Decreto Lei n. 115 -A/ 98, de 4 de maio, alterado

pelo Decreto Lei n. 75/ 2008, de 22 de abril, pela Lei n. 24/ 99, de 22 de abril, pelo

Decreto -Lei n. 172/ 91, de 10 de maio, e pelo Decreto -Lei n. 769 -A/ 76, de 23 de

Outubro;

c) Possuam experincia de, pelo menos, trs anos como diretor ou diretor pedaggico de

estabelecimento do ensino particular e cooperativo;

d) Possuam currculo relevante na rea da gesto e administrao escolar, como tal

considerado, em votao secreta, pela maioria dos membros da comisso prevista no

n. 4 do artigo 22 do Decreto-Lei n. 137/ 2012.

5- As candidaturas apresentadas por docentes com o perfil a que se referem as alneas b), c) e

d) do nmero anterior s so consideradas na inexistncia ou na insuficincia, por no

preenchimento de requisitos legais de admisso ao concurso, das candidaturas que renam os

requisitos previstos na alnea a) do nmero anterior;

6- O subdiretor e os adjuntos so nomeados pelo diretor de entre docentes dos quadros de

nomeao definitiva que tenham pelo menos cinco anos de servio e se encontrem em

exerccio de funes no agrupamento. (de acordo com o artigo 21, captulo III, do Decreto-Lei

n. 137/ 2012)

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Artigo 32.

Procedimento concursal

O procedimento concursal para recrutamento do Diretor segue o preceituado nos artigos 22,

22-A e 22-B do Decreto-Lei n. 137/ 2012.

Artigo 33.

Eleio

O processo eleitoral est definido no artigo 23 do Decreto-Lei n. 137/ 2012, de 2 de julho.

Artigo 34.

Posse

O processo eleitoral est definido no artigo 24 do Decreto-Lei n. 137/ 2012, de 2 de julho.

Artigo 35.

Mandato

1- O mandato do diretor tem a durao de quatro anos.

2- At 60 dias antes do termo do mandato do diretor, o Conselho Geral delibera sobre a

reconduo do diretor ou a abertura do procedimento concursal, tendo em vista a realizao de

nova eleio.

3- A deciso de reconduo do diretor tomada por maioria absoluta dos membros do

Conselho Geral em efetividade de funes, no sendo permitida a sua reconduo para um

terceiro mandato consecutivo.

4- No permitida a eleio para um quinto mandato consecutivo ou durante o quadrinio

imediatamente subsequente ao termo do quarto mandato consecutivo.

5- No sendo ou no podendo ser aprovada a reconduo do diretor de acordo com o disposto

nos nmeros anteriores, abre-se o procedimento concursal, tendo em vista a eleio do diretor,

nos termos do artigo 22., captulo III, do Decreto-Lei n. 137/ 2012.

6- O mandato do diretor pode cessar:

a) O requerimento do interessado, dirigido ao diretor-geral da Administrao Escolar, com

a antecedncia mnima de 45 dias, fundamentado em motivos devidamente

justificados;

b) No final do ano escolar, por deliberao do Conselho Geral aprovada por maioria de

dois teros dos membros em efetividade de funes, em caso de manifesta

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desadequao da respetiva gesto, fundamentada em informaes e factos

devidamente comprovados e apresentados por qualquer membro do Conselho Geral;

c) Na sequncia de processo disciplinar que tenha concludo pela aplicao de sano

disciplinar de cessao da comisso de servio, nos termos da lei.

7- A cessao do mandato do diretor determina a abertura de um novo procedimento

concursal.

8- Os mandatos do subdiretor e dos adjuntos tm a durao de quatro anos e cessam com o

mandato do diretor.

9- Sem prejuzo do disposto no nmero anterior, e salvaguardadas as situaes previstas nos

artigos 35. e 66. do decreto-lei n. 137/ 2012, quando a cessao do mandato do diretor

ocorra antes do termo do perodo para o qual foi eleito, o subdiretor e os adjuntos asseguram a

administrao e gesto do agrupamento de escolas at tomada de posse do novo diretor,

devendo o respetivo processo de recrutamento estar concludo no prazo mximo de 90 dias.

10- No sendo possvel adotar a soluo prevista no nmero anterior e no sendo aplicvel o

disposto no artigo 35 do Decreto-Lei n. 137/ 2012 a gesto do agrupamento assegurado

nos termos estabelecidos no artigo 66 do decreto-lei n. 137/ 2012.

11- O subdiretor e os adjuntos podem ser exonerados a todo o tempo por deciso

fundamentada do diretor.

Artigo 36.

Regime do exerccio de funes

O regime de exerccio de funes est definido no artigo 26 do Decreto-Lei n. 137/ 2012, de 2

de julho.

Artigo 37.

Direitos do Diretor

1- O diretor goza, independentemente do seu vnculo de origem, dos direitos gerais

reconhecidos aos docentes do agrupamento em que exerce funes.

2- O diretor conserva o direito ao lugar de origem e ao regime de segurana social por que est

abrangido, no podendo ser prejudicado na sua carreira profissional por causa do exerccio das

suas funes, relevando para todos os efeitos no lugar de origem o tempo de servio prestado

naquele cargo.

3- Direitos especficos:

a) O diretor, o subdiretor e os adjuntos gozam do direito formao especfica para as

suas funes, em termos a regulamentar por despacho do membro do Governo

responsvel pela rea da educao;

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b) O diretor, o subdiretor e os adjuntos mantm o direito remunerao base

correspondente categoria de origem, sendo-lhes abonado um suplemento

remuneratrio pelo exerccio de funo, a estabelecer nos termos do artigo 54. do

decreto-lei n. 137/ 2012.

Artigo 38.

Deveres especficos

Os deveres especficos esto descritos no artigo 29 do Decreto-Lei n. 137/ 2012, de 2 de

julho.

Artigo 39.

Assessoria da Direo

1- Para apoio atividade do Diretor, mediante proposta deste, o Conselho Geral pode autorizar

a constituio de assessorias tcnico-pedaggicas, para as quais so designados docentes em

exerccio de funes no Agrupamento.

2- Na proposta para a constituio das assessorias tcnico-pedaggicas, o Diretor tem em

conta as suas necessidades de gesto, bem como a legislao que regula esta matria.

Subseco III

Conselho Pedaggico

Artigo 40.

Definio

O Conselho Pedaggico o rgo de coordenao e superviso pedaggica e orientao

educativa do Agrupamento de escolas, nomeadamente nos domnios pedaggico-didtico, da

orientao e acompanhamento dos alunos e da formao inicial e contnua do pessoal docente

e no docente.

Artigo 41.

Composio

O Conselho Pedaggico constitudo por 16 membros:

a) O Diretor;

b) 7 Coordenadores de Departamento Curricular;

c) 3 Coordenadores dos Diretores de Turma;

d) 1 Coordenador do Centro Para a Qualificao e o Ensino Profissional (CQEP);

e) 1 Coordenador do Servio de Orientao Vocacional e Apoio Socioeducativo

(SOVAS);

f) 1 Coordenador da Equipa de Autoavaliao;

g) 1 Coordenador das Equipas PTE;

h) 1 Professor Bibliotecrio designado pelo Diretor de entre os Professores

Bibliotecrios do Agrupamento.

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Artigo 42.

Incompatibilidades

Os representantes do pessoal docente no Conselho Geral no podem ser membros do

Conselho Pedaggico.

Artigo 43.

Competncias

1- Elaborar a proposta de projeto educativo a submeter pelo Diretor ao Conselho Geral;

2- Apresentar propostas para a elaborao do Regulamento Interno e dos planos anual e

plurianual de atividades e emitir parecer sobre os respetivos projetos;

3- Emitir parecer sobre as propostas de celebrao de contratos de autonomia;

4- Elaborar e aprovar o plano de formao e de atualizao do pessoal docente;

5- Definir critrios gerais nos domnios da informao e da orientao escolar e vocacional, do

acompanhamento pedaggico e da avaliao dos alunos;

6- Propor aos rgos competentes a criao de reas disciplinares ou disciplinas de contedo

regional e local, bem como as respetivas estruturas programticas;

7- Definir princpios gerais nos domnios da articulao e diversificao curricular, dos apoios e

complementos educativos e das modalidades especiais de educao escolar;

8- Adotar os manuais escolares, ouvidos os departamentos curriculares;

9- Propor o desenvolvimento de experincias de inovao pedaggica e de formao, no

mbito do Agrupamento e em articulao com instituies ou estabelecimentos de ensino

superior, vocacionados para a formao e a investigao;

10- Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e cultural;

11- Definir os critrios gerais a que deve obedecer a elaborao de horrios;

12- Definir os requisitos para a contratao de pessoal docente, de acordo com o disposto na

legislao aplicvel;

13- Propor mecanismos de avaliao dos desempenhos organizacionais e dos docentes, bem

como da aprendizagem dos alunos, credveis e orientados para a melhoria da qualidade do

servio prestado e dos resultados das aprendizagens;

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14- Participar, nos termos definidos no Decreto Regulamentar n. 26/ 2012 de 21 de fevereiro,

no processo de avaliao do desempenho do pessoal docente.

Artigo 44.

Funcionamento

1- Este rgo reunir em plenrio.

2- O Conselho Pedaggico rene ordinariamente uma vez por ms e extraordinariamente

sempre que seja convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um

tero dos seus membros em efetividade de funes ou sempre que um pedido de parecer do

Conselho Geral o justifique.

3- O Conselho Pedaggico convocado pelo respetivo presidente por convocatria afixada na

sala de professores da escola sede, com 48 horas de antecedncia e enviada para as escolas

onde lecionam os professores do 1 ciclo e pr-escolar que fazem parte do Conselho

Pedaggico.

Artigo 45.

Comisses

1- O Conselho Pedaggico pode criar as comisses que entender necessrias, com carcter

permanente ou eventual no mbito do projeto educativo do agrupamento.

2- O Conselho Pedaggico definir no seu regimento a forma de recrutamento dos docentes

que integraro essas comisses e aprovar o seu regime de funcionamento.

3- Sem prejuzo do disposto nos pontos anteriores, ser criada a Comisso de Coordenao,

destinada a assegurar a articulao vertical entre os diferentes nveis e ciclos de ensino.

SECO II

CONSELHO ADMINISTRATIVO

Artigo 46.

Definio

o rgo deliberativo em matria administrativo financeira, nos termos da legislao em

vigor.

Artigo 47.

Composio

O conselho administrativo composto por:

a) O Diretor, que preside.

b) O Subdiretor ou um dos adjuntos do Diretor, por ele designado para o efeito.

c) O chefe dos servios de administrao escolar, ou quem o substitua.

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Artigo 48.

Competncias

Todas as competncias do conselho administrativo esto regulamentadas no artigo 38 do

Decreto-Lei n. 137/ 2012, de 2 de julho.

Artigo 49.

Funcionamento

O conselho administrativo rene, ordinariamente, uma vez por ms e, extraordinariamente,

sempre que seja convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa ou a requerimento de

qualquer um dos restantes membros.

SECO III

COORDENAO DE ESCOLA OU DE ESTABELECIMENTO DE EDUCAO

PR-ESCOLAR

Artigo 50.

Coordenador

1- A coordenao de cada estabelecimento de educao pr-escolar ou de escola integrada no

agrupamento assegurada por um coordenador ou responsvel de estabelecimento.

2- Na escola sede do agrupamento, bem como nas que tenham menos de quatro docentes em

exerccio efetivo de funes, no h lugar designao de coordenador.

Artigo 51.

Designao

1- O coordenador designado pelo Diretor, de entre os professores em exerccio efetivo de

funes na escola ou no estabelecimento de educao pr-escolar.

2- O coordenador de estabelecimento pode ser exonerado a todo o tempo por despacho

fundamentado do Diretor.

Artigo 52.

Mandato

O mandato tem a durao de 4 anos e cessa com o mandato do Diretor.

Artigo 53.

Competncias

Compete ao coordenador de escola ou estabelecimento de educao pr-escolar:

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a) Coordenar as atividades educativas, em articulao com o Diretor;

b) Cumprir e fazer cumprir a legislao em vigor, as decises da direo e as

competncias que lhe forem delegadas;

c) Transmitir as informaes relativas ao pessoal docente, ao pessoal no docente e aos

alunos;

d) Promover e incentivar a participao dos pais e encarregados de educao, dos

interesses locais e da autarquia nas atividades educativas;

e) Coordenar todas as atividades relacionadas com a segurana da escola ou

estabelecimento de educao pr-escolar.

Artigo 54.

Funcionamento

1- O coordenador reunir sempre que se justifique com o Diretor ou com os docentes do

estabelecimento de ensino, por sua iniciativa, a pedido de um tero dos restantes docentes do

respetivo estabelecimento de ensino ou a pedido do Diretor.

2- Das reunies com o Diretor ou com os docentes do respetivo estabelecimento sero

lavradas atas em suporte digital e a arquivar em livro prprio.

3- As convocatrias das reunies ordinrias devem ser divulgadas com 48 horas de

antecedncia.

CAPTULO IV

ORGANIZAO PEDAGGICA

SECO I

ESTRUTURAS DE COORDENAO E SUPERVISO

Subseco I

Departamentos curriculares

Artigo 55.

Composio

Os departamentos curriculares so os seguintes:

DEPARTAMENTOS GRUPOS DE RECRUTAMENTO

Educao Pr-Escolar

100

1 Ciclo do Ensino Bsico

110

Cincia Sociais e Humanas 200 (HGP), 290, 400, 410, 420, 430, 530

(Secretariado)

Lnguas

200, 210, 220, 300, 320, 330

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Matemtica e Cincias Experimentais

230, 500, 510, 520

Tecnologias

530 (Mecnica/ Eletricidade); 540, 550

Expresses

240, 250, 260, 600, 620, 910, IP

Artigo 56.

Competncias

1- As competncias dos departamentos curriculares so as seguintes:

a) Garantir a articulao e a gesto curricular na aplicao do currculo nacional e dos

programas e orientaes curriculares e programticas definidos a nvel nacional, tendo

em conta a realidade da escola e os objetivos do Projeto Educativo;

b) Elaborar e aplicar medidas de reforo no domnio das didticas especficas das

disciplinas;

c) Assegurar, de forma articulada com outras estruturas de orientao educativa da

escola ou do agrupamento de escolas, a adoo de metodologias especficas

destinadas ao desenvolvimento quer dos planos de estudo, quer das componentes de

mbito local do currculo;

d) Analisar a oportunidade de adoo de medidas de gesto flexvel dos currculos e de

outras medidas destinadas a melhorar as aprendizagens e a prevenir a excluso;

e) Elaborar propostas curriculares diversificadas, em funo da especificidade de grupos

de alunos;

f) Assegurar a coordenao de procedimentos e formas de atuao nos domnios da

aplicao de estratgias de diferenciao pedaggica e da avaliao das

aprendizagens;

g) Identificar necessidades de formao dos docentes;

h) Participar no processo de autoavaliao da escola;

i) Colaborar no processo de avaliao do desempenho docente.

2 Para coadjuvar o coordenador de departamento, sero eleitos subcoordenadores pelos

elementos constituintes de cada rea curricular, em reunio convocada para o efeito.

3 O Coordenador do departamento do 1 ciclo ser coadjuvado por mais quatro

coordenadores, um de cada ano de escolaridade do referido ciclo.

Artigo 57.

Funcionamento

1- Os departamentos curriculares devero realizar, pelo menos, uma reunio plenria por

perodo letivo.

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2014

29

2- Os departamentos curriculares podero ainda reunir por reas curriculares, sempre que os

assuntos a debater sejam de natureza especfica/ prpria do grupo de docentes afetos

referida rea, sob a orientao de um subcoordenador.

Artigo 58.

Eleio dos Coordenadores dos Departamentos Curriculares

1- O coordenador de departamento curricular deve ser um docente de carreira, detentor de

formao especializada nas reas de superviso pedaggica, avaliao do desempenho

docente, ou administrao educacional.

2- Quando no for possvel a designao de docentes com os requisitos definidos no ponto

anterior, por no existirem, ou no existirem em nmero suficiente, podem ser designados

docentes segundo a seguinte ordem de prioridade:

a) Docentes com experincia profissional de pelo menos um ano, de superviso

pedaggica na formao inicial, na profissionalizao ou na formao em exerccio ou

na profissionalizao ou na formao em servio de docentes;

b) Docentes com experincia de pelo menos um ano de mandato de coordenador de

departamento curricular ou de outras estruturas de coordenao educativa previstas

no presente regulamento interno, delegado de grupo disciplinar ou representante de

grupo de recrutamento;

c) Docentes que, no reunindo os requisitos anteriores, sejam considerados competentes

para o exerccio da funo.

1- O coordenador de departamento eleito pelo respetivo departamento, de entre uma lista de

trs docentes propostos pelo Diretor para o exerccio do cargo.

2- Para dar cumprimento ao estabelecido no ponto anterior, o Diretor convoca uma reunio de

departamento curricular destinada eleio do coordenador, fazendo afixar juntamente com a

respetiva convocatria o nome dos trs candidatos propostos.

3- A eleio realiza-se por voto secreto de todos os docentes do departamento curricular em

exerccio de funes no Agrupamento, data da eleio, considerando-se eleito o docente que

rena maior nmero de votos favorveis.

4- Os coordenadores de departamento tm um mandato de quatro anos, cessando com o

mandato do Diretor, podendo ser exonerados por este a todo o tempo, atravs de despacho

fundamentado e aps consulta do respetivo departamento curricular.

Artigo 59.

Competncias dos Coordenadores dos Departamentos Curriculares

So competncias dos coordenadores de departamento:

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30

a) Promover a realizao de atividades de investigao, reflexo e de estudo, atravs da

troca de experincias e a cooperao entre todos os docentes que integram o

departamento curricular;

b) Assegurar a coordenao das orientaes curriculares e dos programas de estudo,

promovendo a adequao dos seus objetivos e contedos situao concreta da

escola ou do agrupamento de escolas.

Subseco II

Conselho dos Diretores de Turma

Artigo 60.

Composio

O trabalho articulao dos Diretores de Turma faz-se nas seguintes estruturas de coordenao:

a) Conselho dos Diretores de Turma do Ensino Bsico, constitudo por todos os Diretores

de Turma dos 2 e 3 Ciclos do Ensino Bsico;

b) Conselho dos Diretores de Turma dos Cursos Cientfico-Humansticos, constitudo por

todos os Diretores de Turma do Ensino Secundrio Regular;

c) Conselho dos Diretores de Turma das Ofertas Profissionalizantes, constitudo por

todos os Diretores de Turma/ Diretores de Curso do Ensino Vocacional, dos Cursos de

Educao e Formao e do Ensino Profissional.

Artigo 61.

Mandato

1- Os coordenadores dos Conselhos de Diretores de Turma so designados pelo Diretor de

entre os diretores de turma que compem o respetivo conselho.

2- O mandato do coordenador do Conselho de Diretores de Turma tem a durao de quatro

anos.

Artigo 62.

Competncias

Ao Conselho de Diretores de turma, compete:

a) Planificar as atividades e projetos a desenvolver, anualmente, de acordo com as

orientaes do Conselho Pedaggico;

b) Articular com os diferentes departamentos curriculares o desenvolvimento de

contedos programticos e objetivos de aprendizagem;

c) Cooperar com outras estruturas de orientao educativa e com os servios

especializados de apoio educativo na gesto adequada dos recursos e na adoo de

medidas pedaggicas destinadas a melhorar as aprendizagens;

d)Dinamizar e coordenar a realizao de projetos interdisciplinares das turmas;

e) Identificar necessidades de formao no mbito da direo de turma;

f) Conceber atividades de formao para apoiar os Diretores de turma em exerccio de

funes;

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g) Propor ao Conselho Pedaggico a realizao de aes de formao no domnio da

orientao educativa e da coordenao das atividades das turmas;

h) Assegurar a articulao entre as atividades das turmas;

i) Promover as estratgias para a articulao escola-famlia.

Artigo 63.

Funcionamento

O Conselho de Diretores de Turma rene, em plenrio e com carter obrigatrio, no incio do

ano letivo e, pelo menos, uma vez por perodo.

Subseco III

Organizao das Atividades da Turma

Artigo 64.

Plano de Atividades da Turma (PAT)

1- A organizao do acompanhamento e a avaliao das atividades a desenvolver com os

alunos pressupem a elaborao de um Plano de Atividades de Turma, o qual deve integrar

estratgias de diferenciao pedaggica e de adequao curricular para o contexto da sala de

atividades ou de turma, destinadas a promover a melhoria das condies de aprendizagem e a

articulao escola-famlia.

2- A conceo e monitorizao do Plano de Atividades da Turma so da responsabilidade do

conselho de Turma, do professor titular de turma, constitudo pelos professores da turma, por

um delegado dos alunos (nos Conselhos de Turma do 3 CEB e do Ensino Secundrio) e por

dois representantes dos pais e encarregados de educao.

3- Na Educao pr-escolar e no primeiro ciclo, a conceo e monitorizao do plano de

atividades de turma so, respetivamente, da responsabilidade do educador de infncia e do

professor titular de turma.

4- Poder proceder-se constituio temporria de grupos de homogeneidade relativa em

termos de desempenho escolar, em disciplinas estruturantes, tendo em ateno os recursos do

Agrupamento e a pertinncia das situaes.

Artigo 65.

Cursos de Educao de Jovens e Cursos Profissionais

1- O regime de funcionamento dos Cursos de Educao e Formao de Jovens est

consagrado no Despacho Conjunto n 453/2004, de 27 de julho, com as alteraes introduzidas

pelo despacho n12568/2010, de 4 de agosto, bem como no Projeto Curricular de Escola.

2- O regime de funcionamento dos Cursos Profissionais est consagrado no decreto-lei n

139/2012, de 5 de julho, com as alteraes introduzidas pelo decreto-lei n91/2013, de 10 de

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julho, pela portaria n 74-A/2013, de 15 de fevereiro, bem como no Projeto Curricular de

Escola.

3- O regime de funcionamento dos Cursos Vocacionais de nvel bsico e de nvel secundrio

o previsto nas portarias n 292-A/2012, de 26 de Setembro, e n 276/2013, de 23 de agosto,

respetivamente.

Artigo 66.

Competncias do diretor de turma

Para coordenar as atividades da turma, bem como o Plano de Atividades da Turma previsto no

Artigo 63., o Diretor designa um Diretor de Turma de entre os professores da mesma, a quem

cabem as seguintes atribuies:

a) Assegurar a articulao entre os professores da turma e destes com os alunos e com

os encarregados de educao;

b) Promover a comunicao, bem como formas de trabalho cooperativo entre os

professores e os alunos;

c) Coordenar, em colaborao com os docentes da turma, a adequao de atividades,

contedos, estratgias e mtodos de trabalho situao concreta do grupo e

especificidade de cada aluno;

d) Articular a conceo e a operacionalizao do Plano de Atividades de Turma;

e) Coordenar o processo de avaliao dos alunos, garantindo o seu carter globalizante e

integrador.

Artigo 67.

Reunies de avaliao sumativa

Nas reunies do Conselho de Turma destinadas avaliao sumativa dos alunos apenas

participam os membros docentes.

Artigo 68.

Funcionamento do Conselho de Turma/ Docentes

1- As reunies do Conselho de Turma/ Docentes so presididas pelo diretor de turma/

Coordenador de Escola e secretariadas por um docente designado pelo Diretor. Na sua falta,

aqueles so substitudos, respetivamente, pelo docente mais antigo e pelo docente mais

moderno.

2- As reunies que no sejam de avaliao sumativa s podem realizar-se com a presena da

maioria do nmero legal dos seus membros com direito a voto.

3- A falta de qurum obriga a que seja marcada nova reunio, com um intervalo de pelo menos

vinte e quatro horas.

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4- Os Conselhos de Turma/ de Docentes de avaliao renem com a presena de todos os

docentes, salvo se algum dos elementos faltar por motivo previsivelmente prolongado e tiver

disponibilizado atempadamente os elementos de avaliao.

5- Podem participar nas reunies de avaliao, sem direito a voto, os servios com

competncia em matria de apoio socioeducativo, bem como servios ou entidades cuja

contribuio considere conveniente.

6- As deliberaes do Conselho de Turma/ de Docentes so tomadas por voto nominal,

dispondo o presidente de voto de qualidade, em situao de empate.

7- Todos os elementos do Conselho de Turma/ de Docentes com direito a voto esto proibidos

de se absterem nas votaes.

8- As deliberaes finais quanto avaliao so da competncia do Conselho de Turma/ de

Docentes que, para esse efeito, aprecia a proposta apresentada por cada professor, as

informaes que a suportaram e a situao global do aluno.

SECO II

OUTRAS ESTRUTURAS DE COORDENAO

Subseco I

Servio de Orientao Vocacional e Apoio Socioeducativo

Artigo 69.

Objeto

1- O Servio de Orientao Vocacional e Apoio Socioeducativo (SOVAS) uma estrutura que

garante a promoo do sucesso escolar, a integrao dos alunos e a orientao vocacional.

Artigo 70.

Composio

O SOVAS constitudo pelos seguintes elementos:

Coordenador, designado pelo Diretor dentre os elementos que integram os Servios

de Psicologia e Orientao e de Educao Especial;

Profissionais afetos aos Servios de Psicologia e Orientao;

1 Coordenador da Educao Especial;

Todos os docentes da Educao Especial e da Interveno Precoce;

Docentes dos apoios educativos do pr-escolar e do 1 CEB;

1 Docente responsvel pela Ao Social Escolar.

Artigo 71.

Competncias

Os SOVAS tm as seguintes competncias:

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a) Preparar, acompanhar e avaliar a implementao dos apoios educativos;

b) Produzir instrumentos diferenciados de avaliao e registo;

c) Assegurar a orientao escolar e profissional;

d) Garantir o apoio psicolgico e tcnico aos alunos com necessidades educativas

especiais nos termos do Decreto-Lei n. 3/ 2008 de 7 de janeiro;

e) O cumprimento do objetivo expresso na alnea anterior passa por:

i. Participar na elaborao do Programa Educativo Individual;

ii. Orientar e supervisionar o desenvolvimento dos currculos especficos;

iii. Efetuar avaliaes pedaggicas para a incluso do estatuto de alunos com NEE

de carcter permanente;

iv. Elaborar um relatrio individual trimestral de avaliao de cada aluno.

f) Promover o apoio psicopedaggico aos alunos com dificuldades de aprendizagem;

g) Promover respostas diferenciadas no domnio da Ao Social Escolar;

h) Divulgar a oferta formativa da escola junto da comunidade e do meio.

i) Colaborar com o diretor de turma/ professor titular de turma na resoluo de problemas

que estejam na origem do insucesso escolar e propor ao Conselho Pedaggico,

medidas tendentes sua eliminao;

j) Contribuir para a igualdade de oportunidades de sucesso educativo para todos os

alunos, promovendo a existncia de respostas pedaggicas diversificadas e

adequadas s suas necessidades especficas;

k) Propor, de acordo com os pais e ouvido o Conselho de Turma/ Equipa de Educao

Especial, o encaminhamento dos alunos com necessidades educativas especiais, para

modalidades adequadas de resposta educativa;

l) Intervir nos casos detetados de alunos social e familiarmente desintegrados;

m) Colaborar na definio de programas interdisciplinares ou transdisciplinares, no

mbito do apoio e complementos educativos.

Artigo 72.

Funcionamento

1- O Servio de Orientao Vocacional e Apoio Socioeducativo pode reunir em sesses

plenrias ou em sesses restritas, sendo todas as reunies presididas pelo Coordenador dos

SOVAS.

2- As sesses restritas so constitudas pelas seguintes estruturas:

a) Equipa de Educao Especial, constituda pelo Coordenador do SOVAS, pelo

Coordenador da Educao Especial, pelos docentes da Educao Especial e pelos

docentes destacados no Agrupamento no mbito da Interveno Precoce;

b) O Ncleo dos Apoios Educativos, constitudo pelo Coordenador do SOVAS, pelos

Servios de Psicologia e Orientao e pelos docentes do apoio da educao Pr-

Escolar e do 1 Ciclo do Ensino Bsico.

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35

3- O Servio de Orientao Vocacional e Apoio Socioeducativo rene sempre que convocados

pelo respetivo Coordenador, a requerimento de um tero dos seus membros em efetividade de

funes, ou por solicitao do Diretor.

4- O Coordenador do Servio de Orientao Vocacional e Apoio Socioeducativo coadjuvado

nas suas funes pelo Coordenador da Educao Especial.

Artigo 73.

Educao Especial

Toda a tramitao inerente Educao Especial segue o preceituado no decreto-lei n. 3/

2008, de 7 de Janeiro, nomeadamente:

1- Referenciao.

A referenciao feita ao rgo de administrao e gesto do agrupamentos de escolas

da rea da residncia, mediante o preenchimento de um documento onde se explicitam as

razes que levaram a referenciar a situao e se anexa toda a documentao considerada

relevante para o processo de avaliao. Referenciada a criana ou jovem, o Diretor

desencadeia os procedimentos seguintes:

a) Solicita ao SOVAS um relatrio tcnico-pedaggico conjunto, com os contributos dos

restantes intervenientes no processo, onde sejam identificadas as razes que

determinam as necessidades educativas especiais do aluno e a sua tipologia,

designadamente as condies de sade, doena ou incapacidade;

b) Solicita, igualmente, ao SOVAS a determinao dos apoios especializados, das

adequaes do processo de ensino e de aprendizagem de que o aluno deve beneficiar

e das respetivas tecnologias de apoio;

c) O relatrio de avaliao entregue ao requerente, integrando obrigatoriamente o

processo individual do aluno.

2- Elaborao do Programa Educativo Individual:

a) Programa educativo individual o documento que fixa e fundamenta a planificao da

ao educativa e respetivas formas de avaliao dos alunos considerados com

necessidades educativas especiais;

b) O modelo de programa educativo individual aprovado em Conselho Pedaggico;

c) O programa educativo individual elaborado conjunta e obrigatoriamente pelo docente

da turma/ conselho de turma, pelo docente de educao especial, pelo encarregado

de educao do aluno e, sempre que necessrio, pelos elementos identificados no

nmero 1 e nmero 2 do artigo 6 do D.L. n. 3 / 2008, de 7 de Janeiro;

d) O coordenador do programa educativo individual o educador de infncia, o professor

do 1 ciclo, ou o diretor de turma a quem esteja atribudo o grupo que o aluno integra;

e) O programa educativo individual deve explicitar as medidas educativas.

3- Medidas educativas em alunos com Necessidades Educativas especiais.

Constituem medidas educativas:

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a) Apoio pedaggico personalizado.

Entende-se por apoio pedaggico personalizado:

i. O reforo das estratgias utilizadas no grupo ou turma aos nveis da organizao,

do espao e das atividades;

ii. O estmulo e reforo das competncias e aptides envolvidas na aprendizagem;

iii. A antecipao e reforo da aprendizagem de contedos lecionados no seio do

grupo ou da turma;

iv. O reforo e desenvolvimento de competncias especficas.

4- Adequaes curriculares individuais.

Entende-se por adequaes curriculares individuais aquelas que, mediante o parecer do

Departamento Curricular, ou conselho de turma, conforme o nvel de educao e ensino,

se considere que tm como padro o currculo comum, no caso da educao pr-escolar,

as que respeitem as orientaes curriculares, e no ensino bsico as que no pem em

causa a aquisio metas curriculares.

5- Adequaes no processo de matrcula.

As crianas e jovens com NEE de carcter permanente gozam de condies especiais de

matrcula, podendo frequentar o jardim-de-infncia ou a escola, independentemente da sua

rea de residncia, bem como em escolas de referncia para a educao bilingue para

alunos surdos, escolas de referncia para a educao de alunos cegos e com baixa viso,

escolas com unidades de ensino estruturado para a educao de alunos com perturbaes

do espectro do autismo e escolas com unidades de apoio especializado para a educao

de alunos com multideficincia e surdocegueira congnita:

i. As crianas com NEE de carcter permanente podem em situaes excecionais

devidamente fundamentadas, beneficiar do adiamento da matrcula no 1 ano de

escolaridade obrigatria, por um ano, no renovvel;

ii. A matrcula por disciplinas pode efetuar-se no 2 e 3 ciclos do ensino bsico e no

ensino secundrio, desde que assegurada a sequencialidade do regime educativo

comum.

6- Adequaes no processo de avaliao.

As adequaes na avaliao dos progressos das aprendizagens podem consistir na

alterao do tipo de provas, dos instrumentos de avaliao e certificao, bem como das

condies de avaliao, no que respeita, entre outros aspetos, s formas e meios de

comunicao e periodicidade, durao e local da mesma.

7- Currculo especfico individual.

Entende-se por currculo especfico individual, aquele que mediante o parecer do conselho

de docentes ou conselho de turma, substitui as competncias definidas para cada nvel de

educao e ensino.

O currculo especfico individual pressupe alteraes significativas no currculo comum, podendo as mesmas traduzir-se na introduo, substituio e ou eliminao de objetivos e contedos, em funo do nvel de funcionalidade da criana ou do jovem:

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i. O currculo especfico individual inclui contedos conducentes autonomia pessoal

e social do aluno e d prioridade ao desenvolvimento de atividades de cariz

funcional, centradas nos contextos de vida, comunicao e organizao do

processo de transio para a vida ps-escolar;

ii. Os alunos com currculos especficos individuais no esto sujeitos ao regime de

transio de ano escolar, nem de avaliao, caracterstico do regime educativo

comum, ficando sujeitos aos critrios especficos de avaliao definidos no

respetivo programa educativo individual;

iii. Compete ao Diretor e ao respetivo departamento de educao especial orientar e

assegurar o desenvolvimento dos referidos currculos.

8- Tecnologias de apoio.

Entende-se por tecnologias de apoio os dispositivos facilitadores que se destinam a

melhorar a funcionalidade e a reduzir a incapacidade do aluno, tendo como impacto

permitir o desempenho de atividades e a participao nos domnios da aprendizagem e da

vida profissional e social.

Artigo 74.

Equipa Multidisciplinar

1- Compem a equipa multidisciplinar o Diretor, que preside, o representante dos SPO, o

Coordenador da Educao Especial, um representante do Centro de Sade, um representante

da Segurana Social, o educador (Pr-Escolar)/ professor titular da turma (1CEB)/ diretor de

turma (restantes nveis de ensino) dos alunos alvo de anlise e um docente da IPI a designar.

2- A equipa multidisciplinar rene por convocatria do Diretor, sempre que as necessidades do

Agrupamento requeiram a interveno especializada desta estrutura.

3- So atribuies da equipa multidisciplinar:

a) Anlise de situaes de deficincia permanente dos alunos;

b) Definio das medidas de apoio a implementar, em funo da natureza das

situaes;

c) Avaliao das medidas implementadas.

Subseco II

Outros Servios

Artigo 75.

Atividades de Animao e de Apoio Famlia e Enriquecimento Curricular

1- O desenvolvimento de atividades de animao e de apoio famlia, na educao pr-

escolar, e das atividades de enriquecimento curricular, no 1 ciclo, visa adaptar os tempos de

permanncia dos alunos na escola s necessidades das famlias e, simultaneamente, garantir

que os tempos de permanncia na escola sejam pedagogicamente ricos e complementares das

aprendizagens associadas aquisio das competncias bsicas.

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2- As atividades de animao e de apoio famlia no mbito da educao pr-escolar, devem

ser planificadas pelas educadoras titulares de grupo, de acordo com as necessidades das

famlias, articulando com as associaes de pais/ representantes dos pais e a autarquia.

3- As atividades de enriquecimento curricular no 1 ciclo, nos termos da legislao em vigor,

so definidas anualmente mediante parecer do Conselho Pedaggico e aprovao do

Conselho Geral.

4- O Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo entidade promotora das Atividades de

Enriquecimento Curricular.

5- da competncia das educadoras titulares de grupo e dos professores titulares de turma

assegurarem a superviso pedaggica e o acompanhamento da execuo das atividades de

animao e apoio famlia, no mbito da educao pr-escolar, e de enriquecimento curricular

no 1 ciclo.

Artigo 76.

Tutoria

1- O acompanhamento de um aluno por um professor tutor est dependente de:

a) Dificuldades de integrao: comportamentos disruptivos, falta de acompanhamento

familiar; dificuldades de organizao;

b) Abandono escolar;

c) Absentismo;

d) Dificuldades de aprendizagem;

e) Problemas de sade;

f) Sinalizao pela CPCJ, ou outros parceiros sociais/ jurdicos.

2- So funes do professor tutor:

a) Acompanhar de forma individualizada e continuada o processo educativo do aluno, de

preferncia ao longo do percurso escolar;

b) Facilitar a sua integrao na escola e na turma fomentando a sua participao nas

diversas atividades;

c) Contribuir para o sucesso educativo e para a diminuio do abandono escolar,

conforme previsto no Projeto Educativo do Agrupamento;

d) Aconselhar e orientar no estudo e nas tarefas escolares;

e) Atender s dificuldades de aprendizagem dos alunos para propor, sempre que

necessrio, adaptaes curriculares, em colaborao com os professores e os

servios especializados de apoio educativo;

f) Promover a articulao das atividades escolares dos alunos com outras atividades

formativas;

g) Esclarecer os alunos sobre as suas possibilidades educativas e os percursos de

educao e formao disponveis;

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h) Trabalhar de modo mais direto e personalizado com os alunos que manifestem um

baixo nvel de autoestima ou dificuldade em atingirem os objetivos definidos;

i) Facilitar a cooperao educativa entre os docentes da(s) turma(s) e os pais/

encarregados de educao dos alunos;

j) Implicar os docentes das disciplinas em que os alunos revelam maiores dificuldades em

atividades de apoio recuperao;

k) Implicar os pais/ encarregados de educao em atividades de controlo do trabalho

escolar e de integrao e orientao dos seus educandos;

l) Informar, sempre que solicitado, os pais/ encarregados de educao, o Conselho de

Turma e os alunos sobre as atividades desenvolvidas e o concomitante rendimento;

m) Desenvolver a ao de tutoria de forma articulada, quer com a famlia, quer com os

Servios de apoio Socioeducativo, designadamente Educao Especial e os Servios

de Psicologia e Orientao;

n) Elaborar relatrios peridicos (um por perodo) sobre os resultados da ao tutorial, a

serem entregues ao Diretor para esclarecimento dos Conselhos de Turma, do

Conselho Pedaggico e da famlia.

Artigo 77.

Servios de Psicologia e Orientao

Os servios de psicologia e orientao (SPO) so unidades especializadas de apoio educativo,

integradas na rede escolar, que desenvolvem a sua ao no Agrupamento de Escolas Tomaz

Pelayo.

Artigo 78.

Gabinete de Gesto Disciplinar

O Gabinete de Gesto Disciplinar uma estrutura destinada a prevenir e gerir questes

disciplinares, estando o seu regime de funcionamento consagrado no Projeto Curricular de

Escola.

Artigo 79.

Coordenao de instalaes

1- A coordenao e a gesto de instalaes sero asseguradas por um docente nomeado pelo

Diretor, sob proposta do coordenador de departamento.

2- So competncias do Coordenador de Instalaes:

a) Organizar e inventariar todo o material existente nas instalaes e zelar pela sua

conservao;

b) Organizar e planificar o modo de utilizao das instalaes, propor a aquisio de

material e equipamento;

c) No final do ano letivo entregar inventrio atualizado ao Diretor.

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Artigo 80.

Plano Tecnolgico de Educao

1- A equipa do Plano Tecnolgico da Educao (Equipa PTE) uma estrutura especializada de

coordenao e acompanhamento dos projetos do PTE e tem como objetivos, entre outros,

apoiar a integrao da utilizao das TIC nas atividades letivas e no letivas, quer a nvel

pedaggico quer tcnico didtico, proceder ao levantamento das necessidades de formao e

zelar pelo funcionamento dos equipamentos e sistemas.

2- A constituio da Equipa PTE da responsabilidade do Diretor e dever ter em conta o

estabelecido no Despacho n. 700/ 2009, de 9 de Janeiro.

3- Para alm das atribuies previstas no Despacho n. 700/ 2009, de 9 de Janeiro, compete

Equipa PTE:

a) Elaborar, na escola, um plano de ao anual para as TIC (Plano TIC);

b) Colaborar no levantamento de necessidades de formao em TIC do pessoal docente

e no docente da escola;

c) Elaborar relatrios peridicos e no final de cada ano letivo, de avaliao dos resultados

obtidos, a apresentar ao Diretor e ao Conselho Pedaggico;

d) Zelar pelo funcionamento dos computadores e das redes no agrupamento/ escola, em

especial das salas TIC;

e) Ser o interlocutor junto dos servios centrais e regionais de educao para todas as

questes relacionadas com os equipamentos, redes e conectividade;

f) Articular a sua ao com as empresas que, eventualmente, prestem servio de

manuteno ao equipamento informtico;

g) Participar noutras atividades e projetos a desenvolver pela comunidade escolar.

4- No caso de o Diretor delegar as funes de coordenao da Equipa PTE num dos seus

membros docentes, o respetivo mandato