Alana Clayton - The Phantom Husband - Um Marido Para Emma

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Text of Alana Clayton - The Phantom Husband - Um Marido Para Emma

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UM MARIDO PARA EMMATHE PHANTOM HUSBANDALANA CLAYTON

Inglaterra, 1890 procura do noivo perdido...Ela descobriu a paixo!Para proteger a irm de um pretendente interesseiro, Emma Randolph se casa s pressas com um homem praticamente estranho... que desaparece logo aps a cerimnia! Determinada a preservar sua reputado, ela se dispe a encontr-lo. No entanto, quando chega casa dele, Emma recebida pelo dono da propriedade: Richard Tremayne, o conde de Melbourne, um homem perigosamente atraente. Com certeza alguma coisa est errada... pois seu marido Richard Tremayne -e no o impostor diante dela. Poder haver uma explicao?

No princpio, Richard no acredita na histria de Emma, e se dispe a descobrir quais so suas verdadeiras intenes. Mas medida que a conhece melhor, cada vez menos ele consegue tir-la de seus sonhos e pensamentos... E quando Emma comea a sofrer um atentado aps o outro, ele passa a acreditar que ela diz a verdade. Agora, precisa proteg-la a todo custo, j que enfrenta um perigo ainda maior: perder o grande amor de sua vida...

DIGITALIZAO E REVISO:

MARINA CAMPOS

CAPTULO I

Os cus no conhecem ira maior do que o amor transformado em dio, tampouco o inferno conhece a fria de uma mulher desprezada.Emma se sobressaltou. Talvez a frase fosse mais verdadeira do que gostaria de admitir.

Essas palavras nada tm a ver comigo, Laura.

Trata-se de um trecho do livro A Noiva de Luto, de Congreve. Parece apropriado.

No me sinto desprezada e no estou enlutada Emma argumentou.

Ento, por que prosseguirmos nessa busca sem sentido? Laura indagou, desejando que sua indiferena despertasse o bom senso da amiga.

Emma se esforou para no demonstrara mgoa e o rancor que a dominavam. Richard era o culpado daquela situao e quem deveria receber seu veneno.

Creio que preciso encontrar meu marido respondeu simplesmente.

Por que deseja descobrir o paradeiro de um homem que a abandonou durante a recepo do casamento?

-Algo horrvel pode ter acontecido Emma disse, apesar de no acreditar na hiptese. E, se ele tiver mesmo fugido, no poderemos casar de novo at que seja considerado morto, daqui a sete anos. No, Richard no arruinar meu futuro. Quero saber o que est por trs dessa estranha atitude. A seguir, arrumarei uma maneira de tir-lo da minha vida para sempre.

Pelo menos mande uma mensagem, em vez de ir a casa dele sem avisar Laura props.

Para que escape de novo? No. Richard me cortejou e apressou o casamento que jurou que seria eterno. Agora ter de me explicar por que desapareceu de repente.

Laura observou a amiga que ajudara a criar. Emma era bonita, os cabelos castanhos tinham um brilho avermelhado, e os olhos amendoados naquele momento faiscavam de indignao. Havia sido abandonada e se perguntava onde estaria o marido.

Porm, a preocupao no era nenhuma novidade para ela. Aos nove anos, perdera a me e tinha assumido muitas responsabilidades. Ningum disse menina que era jovem demais para isso. O pai, sabendo que no teria um filho, inteirou-a dos negcios da famlia.

Anos mais tarde, com o falecimento do Sr. Randolph, os problemas comearam a assombr-la. Laura gostaria de ajudar de alguma forma, no entanto Emma era teimosa e independente.

Mais uma vez, Laura tentou fazer com que a amiga mudasse de idia em relao ao marido.

Por que no espera mais alguns dias? Decerto ele voltar e evitaremos essa viagem enfadonha.

Mais tranqila Emma observou Laura Seger, que tinha sido governanta dela e da irm. Laura se afastara por dois anos para cuidar de um parente doente, mas havia retornado aps a morte do sr. Randolph, para oferecer ajuda s duas jovens que passaram a viver sozinhas.

Emma, a irm Charlotte e Laura tinham iniciado uma viagem alguns meses antes, porm Laura adoecera em Dover e s recentemente comeara a se recuperar.

Sei que no est muito bem ainda, Laura, mas prometo que viajaremos devagar. Pararemos sempre que precisar de descanso. No quero que sofra uma recada.

A amiga suspirou, ciente de que argumentar seria intil. Emma raramente mudava de idia quando tomava uma deciso.

Onde est Charlotte? Emma indagou impaciente.

Na igreja, orando para que voc caia em si. Ela tambm no quer seguir viagem.

Sabe o motivo da insatisfao de minha irm to bem quanto eu. Se voltarmos para casa, Albert no sair mais de l. E, a no ser que eu tranque Charlotte no quarto, os dois vo se aproximar.

Talvez, se o conhecesse melhor, ela no o admirasse tanto. Os jovens sempre se sentem atrados pelo que proibido

Laura opinou.

Ele capaz de compromet-la antes que Charlotte caia em si Emma argumentou. No posso correr esse risco.

Por que sair durante a noite, apenas para desencorajar um mau partido que est atrs de sua irm? Com certeza, se enviasse um recado a ele, seria o suficiente.

Sabe que pedi a Albert, mais de uma vez, que deixasse Charlotte em paz Emma a lembrou. Tambm fiz exigncias e ameaas, porm ele as ignorou. A nica soluo afastar minha irm desse homem.

Talvez esteja certa. Laura suspirou. No posso dizer que fiquei satisfeita com a aproximao dele. H algo em Albert que no me agrada.

E um libertino, no poupa esforos para realizar seus desejos e v Charlotte como um alvo fcil.

Mas levar anos para que ela tome posse da herana

Laura ressaltou.

Ele se tornaria dependente de minha boa vontade. Sabe que eu no deixaria Charlotte sofrer.

Entendo sua preocupao, mas voc mesma acabou se casando s pressas com praticamente um estranho.

Emma olhou pela janela, tensa. O casamento no tinha sido por amor, como deixara Charlotte acreditar. Seu objetivo havia sido resolver um problema. Imaginara que a presena de um homem na casa desencorajaria Albert, mas at o momento apenas complicara mais a vida dela. Se conseguisse resolver essa questo, jamais se envolveria com outro homem. Com exceo do pai, apesar de no ter muita experincia, no havia encontrado nenhum homem de confiana.

V aonde essa fuga nos levou?Laura indagou. Estamos em Dover h meses, e quase morri; voc se uniu a um estranho, a quem estamos prestes a perseguir pelo interior afora; Charlotte quer soltar para casa; e ainda temos de ir a Paris.

Emma no podia negar aquelas observaes e reconheceu que a amiga estava sendo muito indulgente. Nem Charlotte nem Laura conheciam todos os motivos da viagem e do casamento. Emma sabia que, se falasse a respeito de suas suspeitas, sem provas, apenas afastaria a irm ainda mais e convenceria Laura de que no tinha bom senso.

Sentiu-se fracassada. O pai acreditara que ela seria capaz de assumir as responsabilidades que lhe foram impostas. Nada mais podia ser dito a Laura sem que revelasse a histria toda. Emma respirou fundo para ganhar segurana outra vez.

No sei o que est retardando Charlotte disse, voltando a olhar pela janela. Ela sabia que eu queria sair logo. Ah, a vem ela. Observou a irm atravessar a estrada poeirenta e aproximar-se da casa.

Emma preparou-se para a inevitvel discusso.

Quase desistimos de voc falou assim que Charlotte apareceu porta.

Seria uma boa idia. Eu poderia voltar para casa.

No vamos discutir esse assunto novamente Emma anunciou. Seguiremos nossos planos.

Seus planos, voc quer dizer.

Emma no se sentiu mais to segura diante das palavras indignadas da irm. No entanto, era tarde para voltar atrs. Tinha de solucionar o problema do casamento para que a vida voltasse ao normal.

Charlotte, querida, sei que est infeliz e que no entende nem concorda com minhas escolhas. No entanto, se tiver um pouco de pacincia, tudo vai se ajeitar.

H meses diz isso e nada muda. Quero ir para casa!

exigiu, batendo o p com fria infantil.

Sabe que impossvel at que saibamos o que houve com Richard Emma disse.

Ele caiu em si, isso sim! Charlotte gritou, chorando.

Descobriu que voc uma... Tirana e fugiu enquanto podia.

Deu as costas e saiu correndo da sala.

Ela tem razo, Laura? Minhas decises s complicaram o que deveria ter sido simples?

Laura sentia empatia pela jovem que assumira tanta responsabilidade to cedo.

Querida, voc fez o que achava certo. Ningum pode ser criticado por isso. muito cedo para sabermos quem tem razo. De qualquer forma, voc teve a melhor das intenes em relao sua irm. Laura se levantou e ajeitou a saia. Vou ajudar Charlotte a se aprontar.

Obrigada. No sei o que faria sem voc.

E uma mulher forte, Emma.

Ou uma dspota, como afirma minha irm? murmurou com amargura.

Laura se aproximou e pousou a mo no ombro da amiga.

No pense assim. Charlotte mal saiu das fraldas. Sempre foi mimada. E a primeira vez que lhe negam alguma coisa e por isso est agindo dessa maneira. Quando encontrar um jovem que lhe d ateno, ela se esquecer de Albert.

Tomara que voc esteja certa.

Sim, estou. Agora, preciso terminar de arrumar minhas malas, caso contrrio no sairemos daqui nunca. Antes de se retirar, perguntou: Se Richard no estiver na propriedade dele, o que faremos?

Eu o procurarei da forma que puder insistiu, obstinada. Laura estremeceu ao notar o olhar enraivecido de Emma.

No gostaria de estar no lugar de Richard Tremayne quando o encontrassem.

Richard Tremayne, conde de Melbourne, estava ern frente casa que at pouco tempo atrs pertencia a seu tio. Fora construda em estilo palaciano e no tinha sido bem cuidada nos ltimos sete anos. As trepadeiras tornavam conta das paredes e chegavam a cobrir as janelas. Os arbustos, as rvores e a grama ao redor haviam crescido demais. O lugar transmitia uma sensao de tristeza, e o conie estaca satisfei