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Decreto M nº 6.235, de 30 de outubro de 1986. Aprova o Regulamento da Defesa e Proteção da Saúde no tocante a alimentos e à Higiene Habitacional e Ambiental. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto no art. 18 da Lei nº 871, de 11 de junho de 1986, e de acordo com a regulamentação da matéria oferecida no processo nº E-14/33.482/85 pelo Grupo de Trabalho paritário constituído pelo Decreto “P” nº 1.765, de 2.9.86, na forma do parágrafo único do mesmo artigo da referida Lei, DECRETA: Art. 1º - Fica aprovado o “Regulamento da Defesa e Proteção da Saúde no tocante a Alimentos e à Higiene Habitacional e Ambiental”, que acompanha o presente Decreto. Art. 2º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1986 – 422º de Fundação da Cidade. ROBERTO SATURNINO BRAGA JÔ ANTONIO DE REZENDE TITO BRUNO BANDEIRA RYFF ANTONIO CARLOS DE MORAES LUIZ EDMUNDO H.B. DA COSTA LEITE JOSÉ EBERIENOS ASSAD REGULAMENTO DA DEFESA E PROTEÇÃO DA SAÚDE NO TOCANTE A ALIMENTOS E À HIGIENE HABITACIONAL E AMBIENTAL TÍTULO I Noções Preliminares TÍTULO II Registro e Controle TÍTULO III Rotulagem TÍTULO IV Padrão de Identidade e Qualidade TÍTULO V Inspeção e Fiscalização de Alimentos CAPÍTULO I Normas Gerais CAPÍTULO II Comércio de Gêneros Alimentícios CAPÍTULO III Colheita de Amostras e Análise Fiscal CAPÍTULO IV Interdição de Alimentos CAPÍTULO V Apreensão e Inutilização de Alimentos CAPÍTULO VI Perícia de Contraprova CAPÍTULO VII Disposições Finais TÍTULO VI

alimentos e à Higiene Habitacional e Ambiental. · rotulagem dos aditivos intencionais e coadjuvantes da tecnologia de fabricação de alimentos. § 1º - Os aditivos intencionais,

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  • Decreto M n 6.235, de 30 de outubro de 1986.

    Aprova o Regulamento da Defesa e Proteo da Sade no tocante a alimentos e Higiene Habitacional e Ambiental.

    O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuies legais, tendo em vista o disposto no art. 18 da Lei n 871, de 11 de junho de 1986, e de acordo com a regulamentao da matria oferecida no processo n E-14/33.482/85 pelo Grupo de Trabalho paritrio constitudo pelo Decreto P n 1.765, de 2.9.86, na forma do pargrafo nico do mesmo artigo da referida Lei, DECRETA:

    Art. 1 - Fica aprovado o Regulamento da Defesa e Proteo da Sade no tocante a Alimentos e Higiene Habitacional e Ambiental, que acompanha o presente Decreto.

    Art. 2 - Este Decreto entrar em vigor na data de sua publicao, revogadas as disposies em contrrio.

    Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1986 422 de Fundao da Cidade.

    ROBERTO SATURNINO BRAGA J ANTONIO DE REZENDE

    TITO BRUNO BANDEIRA RYFF ANTONIO CARLOS DE MORAES

    LUIZ EDMUNDO H.B. DA COSTA LEITE JOS EBERIENOS ASSAD

    REGULAMENTO DA DEFESA E PROTEO DA SADE NO TOCANTE A ALIMENTOS E HIGIENE HABITACIONAL E AMBIENTAL TTULO I Noes Preliminares TTULO II Registro e Controle TTULO III Rotulagem TTULO IV Padro de Identidade e Qualidade TTULO V Inspeo e Fiscalizao de Alimentos

    CAPTULO I Normas Gerais CAPTULO II Comrcio de Gneros Alimentcios CAPTULO III Colheita de Amostras e Anlise Fiscal CAPTULO IV Interdio de Alimentos CAPTULO V Apreenso e Inutilizao de Alimentos CAPTULO VI Percia de Contraprova CAPTULO VII Disposies Finais

    TTULO VI

  • Funcionamento dos Estabelecimentos TTULO VII Disposies Gerais para todos os Estabelecimentos Industriais ou Comerciais de Gneros Alimentcios TTULO VIII Estabelecimentos Especiais

    CAPTULO I Estabelecimentos Beneficiamento e Moagem de Trigo, Milho, Mandioca e Produtos Congneres. CAPTULO II Fbricas de Massas Alimentcias e de Biscoitos e Estabelecimentos Congneres CAPTULO III Padarias, Confeitarias e Congneres CAPTULO IV Usinas e Refinarias de Acar CAPTULO V Estabelecimentos Industriais de Torrefao e Moagem de Caf CAPTULO VI Destilarias, Fbricas de Bebidas, Cervejas e Estabelecimentos Congneres CAPTULO VII Fbricas de Gelo, Frigorficos e Armazns Frigorficos CAPTULO VIII Estabelecimentos que comercializam Leite e Laticnios CAPTULO IX Estabelecimentos que comercializam Carnes e Derivados ou Subprodutos CAPTULO X Estabelecimentos que comercializam Pescado CAPTULO XI Mercados e Supermercados CAPTULO XII Emprios, Mercearias, Armazns, Depsitos de Gneros Alimentcios e Estabelecimentos Congneres CAPTULO XIII Casas e Depsitos de Ovos, Aves e Pequenos Animais vivos CAPTULO XIV Restaurantes, Churrascarias, Bares, Cafs, Lanchonetes e Estabelecimentos Congneres CAPTULO XV Pastelarias, Pizzarias e Estabelecimentos Congneres CAPTULO XVI Estabelecimentos que comercializam Produtos Alimentcios Liquidificados e Sorvetes CAPTULO XVII Estabelecimentos de horticultura e Fruticultura e Criadores de Animais

    TTULO IX Feiras Livres e Comrcio Ambulante e Alimentos

    CAPTULO I Feiras-Livres CAPTULO II Comrcio Ambulante de Alimentos

    TTULO X Engenharia Sanitria

    CAPTULO I Normas Gerais CAPTULO II Promoo de Higiene Habitacional CAPTULO III Promoo de Higiene Ambiental CAPTULO IV

  • Certificado de Inspeo Sanitria TTULO XI Infraes e Penalidades TTULO XII Procedimento Administrativo

    CAPTULO I Termo de Intimao CAPTULO II Auto de Infrao CAPTULO III Auto de Multa CAPTULO IV Disposies Gerais

    REGULAMENTO DA DEFESA E PROTEO DA SADE, NO TOCANTE A ALIMENTOS E HIGIENE HABITACIONAL E AMBIENTAL

    TTULO I

    Noes Preliminares

    Artigo 1o - A defesa e a proteo da sade, individual ou coletiva, no tocante a alimentos e s disposies de engenharia sanitria que se especifica, sero disciplinadas, no Municpio do Rio de Janeiro, pelos princpios deste Regulamento ressalvadas as competncias federal e estadual.

    Artigo 2o - Somente podero ser expostos venda alimentos, matrias-primas alimentares, alimentos in natura, alimentos enriquecidos, alimentos dietticos, alimentos congelados, alimentos de fantasia ou artificiais, alimentos irradiados, aditivos para alimentos, produtos alimentcios, materiais, artigos e utenslios destinados a entrar em contato com alimentos que:

    I tenham sido previamente registrados nos rgos federal e estadual competentes; II tenham sido embalados, reembalados, transportados, importados ou vendidos por

    estabelecimentos devidamente licenciados; III tenham sido rotulados segundo as disposies das legislaes federal e estadual; IV obedeam, na sua composio, s especificaes do respectivo padro de qualidade,

    quando se tratar de alimento padronizado ou daqueles que tenham sido declarados no momento do respectivo registro, quando se tratar de alimento de fantasia ou artificial, ou ainda no padronizados.

    Artigo 3o - Aplica-se o disposto neste Regulamento s bebidas de qualquer tipo ou procedncia, aos complementos alimentares, aos produtos destinados a serem mascados e as outras substncias, dotadas ou no de valor nutritivo, utilizados no fabrico, preparao e tratamento de alimentos, matrias-primas alimentares e alimentos in natura.

    Artigo 4o - Excluem-se do disposto neste Regulamento os produtos com finalidade medicamentosa ou teraputica, qualquer que seja a forma como se apresentem ou modo como so ministrados.

    Artigo 5o - O alimento importado obedecer s disposies deste Regulamento e Normas Tcnicas Especiais.

    Artigo 6o - Todo o alimento, bem como os requisitos de seu registro, obedecero legislao federal que dispe a respeito de Normas Bsicas sobre Alimentos.

    Artigo 7o - A maquinaria, os aparelhos, utenslios, recipientes, vasilhames e outros materiais que entrem em contato com alimentos, empregados no fabrico, manipulao, acondicionamento, transporte, conservao e venda dos mesmos devero ser de material que assegure perfeita higienizao e de modo a no contaminar, alterar ou diminuir o valor nutritivo dos alimentos.

    Pargrafo nico A autoridade sanitria poder interditar, temporria ou definitivamente, os materiais referidos neste artigo, bem como as instalaes que no satisfaam os requisitos tcnicos e as exigncias deste Regulamento e das Normas Tcnicas Especiais.

  • Artigo 8o - O emprego de produtos destinados higienizao de alimentos, matrias-primas alimentares e alimentos in natura, ou de recipientes ou utenslios destinados a entrar em contato com os mesmos, depender de prvia autorizao do rgo competente.

    Artigo 9o - A autoridade sanitria poder, sempre que julgar necessrio, exigir provas laboratoriais de controle de qualidade dos produtos alimentcios bem como dos seus componentes, atravs de laboratrios oficiais e credenciados.

    Artigo 10 - Secretaria Municipal de Sade incumbe promover a aplicao do disposto neste Regulamento atravs dos seus rgos especficos, incumbindo-lhe, tambm, coordenar e fiscalizar o exato cumprimento de outras normas prprias, constantes das legislaes federal, estadual e municipal.

    Artigo 11 - A autoridade sanitria, no exerccio de suas atribuies no comportando exceo de dia nem de hora, ter livre acesso a todas as dependncias dos estabelecimentos que lidem com gneros alimentcios bem como aos veculos destinados distribuio e comrcio. 1 - No exerccio das respectivas funes, a autoridade sanitria fica obrigada a exibir a Carteira de Fiscalizao, expedida segundo os modelos oficiais.

    2 - Ser necessria a presena do mdico veterinrio ou do engenheiro quando a fiscalizao incidir sobre matria relativa s respectivas profisses.

    3 - Aquele que embaraar a autoridade incumbida da inspeo e fiscalizao sanitria ser punido na forma da legislao em vigor.

    TTULO II

    Registro e Controle

    Artigo 12 - Todo alimento somente ser exposto ao consumo ou entregue venda depois de registrados nos rgos federais competentes e, quando for o caso, tambm nos rgos estaduais, na forma da Lei.

    Artigo 13 - Esto igualmente obrigados a registro no rgo competente do Ministrio da Sade, na forma da Legislao Federal:

    I os aditivos intencionais; II as embalagens, equipamentos e utenslios elaborados e revestidos internamente de

    substncias resinosas e polimtricas e destinados a entrar em contato com alimentos, inclusive os domsticos;

    III os coadjuvantes da tecnologia de fabricao, assim declarados por Resoluo da Cmara Tcnica de Alimentos.

    Pargrafo nico Os alimentos industrializados vendidos a granel estaro sujeitos a registro quando Norma Tcnica Especial assim o determinar.

    Artigo 14 - Observar-se- a legislao federal quanto dispensa de registro no rgo competente do Ministrio da Sade dos seguintes produtos:

    I matrias-primas alimentares e os alimentos in natura, salvo aqueles cujo registro tenha sido determinado pelo rgo competente do Ministrio da Sade;

    II aditivos intencionais e os coadjuvantes da tecnologia de fabricao de alimentos dispensados por Resoluo da Cmara Tcnica de Alimentos;

    III produtos alimentcios, quando destinados ao emprego na preparao dos alimentos industrializados, em estabelecimentos devidamente licenciados, desde que includos em Resolues da Cmara Tcnica de Alimentos.

    Artigo 15o - O registro de aditivos intencionais e de embalagens, equipamentos e utenslios, elaborados e revestidos internamente de substncias resinosas e polimtricas, e o de coadjuvantes da tecnologia da fabricao, declarado obrigatrio, sero sempre procedidos de anlise previa, na forma da Lei Federal.

  • TTULO III

    Rotulagem

    Artigo 16 - Os alimentos e aditivos intencionais devero ser rotulados de acordo com a legislao federal e Normas Tcnicas Especiais.

    Pargrafo nico As disposies deste artigo se aplicam aos aditivos intencionais e produtos alimentcios dispensados de registro, bem como s matrias-primas alimentares e alimentos in natura, quando acondicionados em embalagens que os caracterizem.

    Artigo 17 - Os rtulos devero mencionar em caracteres perfeitamente legveis: I a qualidade, a natureza e o tipo de alimento, observadas a definio, a descrio e a

    classificao estabelecida no respectivo padro de identidade e qualidade ou no rtulo arquivado no rgo competente do Ministrio da Sade, no caso de alimento de fantasia ou artificial, ou de alimentos no padronizados;

    II nome e marca do alimento; III nome do fabricante ou produtor; IV sede da fbrica ou local de produo; V nmero de registro do alimento no rgo competente; VI indicao do emprego de aditivo intencional, mencionando-o expressamente ou indicando o

    cdigo de identificao correspondente com a especificao da classe a que pertencer; VII nmero de identificao da partida, lote, data da fabricao e prazo de validade, quando se

    tratar de alimento perecvel; VIII o peso ou volume lquido; IX a temperatura mxima permitida para sua perfeita conservao, quando se tratar de

    alimentos perecveis que exijam conservao sob refrigerao. 1 - Os rtulos de alimentos destitudos, total ou parcialmente, de um de seus componentes

    normais devero mencionar a alterao autorizada. 2 - Os nomes cientficos que forem inscritos nos rtulos de alimentos devero, sempre que

    possvel, ser acompanhados da denominao comum correspondente. Artigo 18 - Os rtulos de alimentos de fantasia ou artificial no podero conter indicaes

    especiais de qualidade, nem trazer menes, figuras ou desenhos que possibilitem falsa interpretao ou que induzam o consumidor a erro ou engano quanto a sua origem, natureza ou composio.

    Artigo 19 - Os rtulos de alimentos que contiveram corantes artificiais devero trazer na rotulagem a declarao Colorido Artificialmente.

    Artigo 20 - Os rtulos de alimentos adicionais de essncias naturais ou artificiais, com o objetivo de reforar ou reconstituir o sabor natural do alimento, devero trazer a declarao Contm Aromatizante, seguido do cdigo correspondente e da declarao Aromatizado Artificialmente, no caso do emprego de aroma artificial.

    Artigo 21 - Os rtulos dos alimentos elaborados com essncias naturais devero trazer as indicaes Sabor de... e Contm Aromatizantes..., seguidas do cdigo correspondente.

    Artigo 22 Os rtulos dos alimentos elaborados com essncias artificiais de vero trazer a indicao Sabor Imitao ou Artificial de..., seguida da declarao Aromatizada Artificialmente.

    Artigo 23 As indicaes exigidas pelos artigos 17 a 20 deste Regulamento, bem como as que servirem para mencionar o emprego de aditivos, devero constar do painel principal do rtulo do produto, em forma facilmente legvel.

    Artigo 24 O disposto nos artigos 17 a 20, deste Regulamento, se aplica, no que couber, rotulagem dos aditivos intencionais e coadjuvantes da tecnologia de fabricao de alimentos.

    1 - Os aditivos intencionais, quando destinados ao uso domstico, devero mencionar, no rtulo, a forma de emprego, o tipo de alimento em que pode ser adicionadas e a quantidade a ser empregada, expressa sempre que possvel em medidas de uso caseiro.

    2 - Os aditivos intencionais e os coadjuvantes da tecnologia de fabricao, declarados isentos de registro pela Cmara Tcnica de Alimentos, devero ter essa condio mencionada no respectivo rtulo.

    3 - As etiquetas de utenslios ou recipientes destinados ao uso domstico devero mencionar o tipo de alimento que pode ser neles acondicionados.

  • Artigo 25 Os rtulos dos alimentos dietticos e dos alimentos irradiados devero trazer a respectiva indicao em caracteres facilmente legveis.

    Pargrafo nico A declarao de Alimentos Dietticos dever ser acompanhada da indicao do tipo de regime a que se destina o produto, expresso em linguagem de fcil entendimento.

    Artigo 26 As declaraes superlativas de qualidade de um alimento s podero ser mencionadas, na respectiva rotulagem, em consonncia com a classificao constante do respectivo padro de identidade e qualidade ou de Norma Tcnica Especial.

    Artigo 27 No podero constar da rotulagem denominaes, designaes, nomes geogrficos, smbolos, figuras, desenhos ou indicaes que possibilitem interpretao falsa, erro ou confuso, quanto origem, procedncia, natureza, composio ou qualidade do alimento, ou que lhe atribuam qualidades ou caractersticas nutritivas superiores quelas que realmente possuam.

    Artigo 28 No sero permitidas na rotulagem quaisquer indicaes relativas qualidade do alimento que no sejam as estabelecidas por este Regulamento e Normas Tcnicas Especiais.

    Artigo 29 As disposies deste Regulamento se aplicam aos textos e matrias de propaganda de alimentos qualquer que seja o veculo utilizado para sua divulgao.

    Artigo 30 Os estabelecimentos ao venderem alimentos industrializados, a granel ou a varejo, mantero indicaes ao consumidor quanto a sua origem.

    TTULO IV

    Padro de Identidade e Qualidade

    Artigo 31 O padro de identidade e qualidade dos alimentos, para cada tipo ou espcie,

    obedecer ao disposto na legislao federal sobre: I denominao, definio e composio, compreendendo a descrio do alimento, citando o nome cientfico, quando houver, e os requisitos que permitam fixar um critrio de qualidade. II requisitos de higiene, compreendendo medidas sanitrias concretas e demais disposies

    necessrias obteno de um alimento puro, comestvel e de qualidade comercial; III aditivos intencionais que podem ser empregados, abrangendo a finalidade do emprego e o

    limite de adio; IV requisitos aplicveis a peso e medida; V requisitos relativos rotulagem e apresentao do produto; VI mtodos de colheita de amostra, embalagem e anlise do alimento. Pargrafo nico Os requisitos de higiene abrangero tambm o padro microbiolgico do

    alimento e o limite residual de pesticidas e contaminantes tolerados.

    TTULO V

    Inspeo e Fiscalizao de Alimentos

    CAPTULO I

    Normas Gerais

    Artigo 32 A inspeo e a fiscalizao sanitria sero exercidas pela autoridade municipal, nos limites de sua competncia.

    Artigo 33 A inspeo e a fiscalizao, de que trata este Ttulo, se estendero publicidade e propaganda de alimentos, quaisquer que seja o meio empregado para sua divulgao.

    Artigo 34 O poder de polcia sanitria ser exercidos sobre os alimentos, o pessoal que os manipula e sobre os locais de instalaes onde se fabrique, produza, beneficie, manipule, acondicione, conserve, deposite, armazene, transporte, distribua, venda ou consuma alimentos.

  • Artigo 35 No fabrico, produo, beneficiamento, manipulao, acondicionamento, conservao, armazenamento, transporte, distribuio, venda e consumao de alimentos, devero ser observados os preceitos de limpeza e higiene.

    Artigo 36 No acondicionamento no ser permitido o contato direto dos alimentos com jornais, papis coloridos, papis ou filmes plsticos usados e com face impressa em papis, filmes plsticos ou qualquer outro invlucro que possa transferir ao alimento substncias contaminantes.

    Artigo 37 proibido manter no mesmo continente ou transportar no mesmo compartimento de um veculo, alimentos e substncias estranhas que possam contamin-los ou corromp-los.

    Artigo 38 No interesse da sade pblica, poder a autoridade proibir, nos locais que determinar, o ingresso e a venda de gneros e produtos alimentcios de determinadas procedncias quando plenamente justificados os motivos.

    Artigo 39 Pessoas portadoras de doenas infecto contagiosas ou transmissveis, exceto quando houver um vetor hospedeiro intermedirio obrigatrio, bem como as afetadas de dermatoses exsudativas ou esfoliativas ou portadoras de doenas de aspecto repugnante no podero exercer atividades que envolvam contato ou manipulao de gnero alimentcios.

    Artigo 40 Os utenslios e recipientes dos estabelecimentos onde se consumam alimentos devero ser lavados e higienizados na forma estabelecida pelas Normas Tcnicas Especiais ou usados recipientes no reutilizveis.

    Artigo 41 Nenhum alimento de ingesto direta poder ser exposto venda sem estar devidamente protegidos contra poeira, insetos e animais, bem como do contato direto e indireto do consumidor. Pargrafo nico Excluem-se da exigncia deste artigo os alimentos in natura.

    Artigo 42 Ser proibida a venda por ambulantes ou em feiras de produtos alimentcios que no puderem ser objeto desse tipo de comrcio.

    Artigo 43 A venda por ambulantes ou em feiras de produtos perecveis de consumo imediato, poder ser autorizada pelo poder pblico municipal, que levar em conta as condies e caractersticas locais e do produto, desde que obedecidas as Normas Tcnicas Especiais.

    Artigo 44 A critrio da autoridade sanitria e sob pena de apreenso e inutilizao sumria, os alimentos destinados ao consumo imediato ou mediato, que tenham ou no sofrido processo de coco, s podero ser expostos venda em locais de comrcio de gneros alimentcios, em feiras por ambulantes, se devidamente protegidos.

    Pargrafo nico Excluem-se da exigncia deste artigo os alimentos in natura e aqueles que, por qualquer forma, possam ser higienizados antes de serem consumidos.

    Artigo 45 A critrio da autoridade sanitria, que levar em conta as caractersticas locais e de fiscalizao, poder, a ttulo precrio, ser autorizada a venda de determinados tipos de alimentos em estabelecimentos no especializados, sob inteira responsabilidade da firma instalada no local com outro ramo de atividade.

    Artigo 46 Os gneros alimentcios e bebidas depositadas ou em trnsito nos armazns das empresas transportadoras ficaro sujeitos fiscalizao da autoridade sanitria.

    Pargrafo nico As empresas transportadoras sero obrigadas, quando parecer oportuno autoridade sanitria, a fornecer esclarecimentos sobre as mercadorias em trnsito ou depositadas em seus armazns, a lhe dar vista da guia de expedio ou importao, faturas, conhecimentos e demais documentos relativos s mercadorias sob sua guarda, bem como facilitar a inspeo destas e a colheita de amostras.

    CAPTULO II

    Comrcio de Gneros Alimentcios

    Artigo 47 Consideram-se gneros alimentcios quaisquer substncias ou mistura de substncias que se destinem alimentao.

    Artigo 48 S permitida a produo de gneros alimentcios, sua guarda, armazenagem, exposio venda e ao comrcio, quando prprios para o consumo.

  • 1 - Prprios para o consumo sero unicamente os alimentos que se acharem em perfeito estado de conservao e que por sua natureza, composio, fabrico, manipulao, procedncia e acondicionamento estiverem isentos de nocividade sade e de acordo com as normas sanitrias vigentes.

    2 - Imprprios para o consumo sero os gneros alimentcios: a) danificados por umidade ou fermentao, ranosos, mofados ou embolorados, de caracteres fsicos ou organolpticos anormais, contendo quaisquer sujidades ou que demonstrarem descuido na manipulao ou acondicionamento; b) que forem alterados ou deteriorados ou, ainda, contaminados ou infestados por parasitas; c) que forem fraudados, adulterados ou falsificados; d) que contiverem substncias txicas ou nocivas sade; e) que forem prejudiciais ou imprestveis alimentao, por qualquer motivo; f) que no estiverem de acordo com a legislao em vigor.

    Artigo 49 Considerar-se-o contaminados ou deteriorados produtos alimentcios que contenham parasitos e microorganismos patognicos ou saprfitos capazes de transmitir doenas ao homem ou aos animais, ou que contenham microorganismos indicativos de contaminao de origem fecal ou de produzir deteriorao de substncias alimentcias, tais como enegrecimento, gosto cido, gs sulfdrico ou gasognios suscetveis de produzir estofamento do vasilhame.

    Artigo 50 Considerar-se-o alterados os produtos alimentcios que, pela ao de umidade, luz, temperatura, microorganismos, parasitos, conservao e acondicionamento inadequado ou por qualquer outra causa, tenham sofrido avaria, deteriorao e estiverem prejudicados em sua pureza, composio ou caractersticas organolpticas.

    Artigo 51 Considerar-se-o adulterados os produtos alimentcios: a) quando tiverem sido adicionados ou misturados com substncias que lhes modifiquem a qualidade, reduzam o valor nutritivo ou provoquem deteriorao; b) quando se lhes tiver tirado, embora parcialmente, um dos elementos de sua constituio normal; c) quando contiverem substncias ou ingredientes nocivos sade ou substncias conservadoras de uso proibido; d) que tiverem sido, no todo ou em parte, substitudos por outros de qualidade inferior; e) que tiverem sido coloridos, revestidos, aromatizados ou adicionados de substncias estranhas, para efeitos de ocultar qualquer fraude ou alterao ou aparentar melhor qualidade do que a real, exceto nos casos expressamente previstos pela legislao vigente.

    Pargrafo nico As disposies das alneas a e b no compreendem os leites preparados,

    produtos dietticos, nem outros produtos alimentcios legalmente registrados. Artigo 52 Considerar-se-o fraudados os produtos alimentcios: a) que tiverem sido, no todo ou em parte, substitudos em relao ao indicado no recipiente; b) que, na composio, pesos ou medida, diversificarem do enunciado nos invlucros ou rtulos, ou no estiverem de acordo com as especificaes exigidas pela legislao em vigor.

    Artigo 53 O asseio e limpeza devero ser observados no fabrico, produo, manipulao, preparao, conservao, acondicionamento, transporte e venda de gneros alimentcios. Artigo 54 Os gneros alimentcios somente podero ser confeccionados com matrias permitidas e que satisfaam s exigncias da legislao vigente.

    CAPTULO III

    Colheita de Amostras e Anlise Fiscal

    Artigo 55 Compete autoridade sanitria realizar, periodicamente ou quando julgar necessrio, colheita de amostras de alimentos, matrias-primas para alimentos, aditivos, coadjuvantes e recipientes, para efeito de anlise fiscal.

  • Artigo 56 A colheita de amostra ser feita sem interdio da mercadoria, quando se tratar de anlise fiscal de rotina.

    Pargrafo nico Se a anlise fiscal de amostra, colhida em fiscalizao de rotina, for condenatria, a autoridade sanitria poder efetuar nova colheita de amostra, com interdio da mercadoria, lavrando o termo de interdio.

    Artigo 57 A colheita de amostra para fins de anlise ser feita mediante a lavratura do termo de colheita de amostra e esta dever ser em quantidade representativa do estoque existente, dividida em 3 (trs) invlucros, tornadas inviolveis, para assegurar sua autenticidade e conservadas, adequadamente, de modo a assegurar suas caractersticas originais.

    1 - Das amostras colhidas, duas sero enviadas ao laboratrio oficial para anlise fiscal, a terceira ficar em poder do detentor ou responsvel pelo alimento servindo esta ltima para eventual percia de contraprova.

    2 - Se a quantidade ou a natureza do alimento no permitir a colheita de amostra, na forma prevista neste Regulamento e em Normas Tcnicas Especiais o alimento ser apreendido, mediante lavratura do termo respectivo, e levado ao laboratrio oficial onde, na presena do possuidor ou responsvel e do perito por ele indicado, ou na sua falta, de duas testemunhas, ser efetuada, de imediato, a anlise fiscal.

    Artigo 58 A anlise fiscal ser realizada no laboratrio oficial e os laudos analticos resultantes devero ser fornecidos autoridade sanitria, no prazo mximo de 30 (trinta) dias, e , no caso de alimentos perecveis, no menor prazo possvel, a contar da data do recebimento da amostra.

    Artigo 59 Da anlise fiscal condenatria o laboratrio oficial dever lavrar laudo minucioso e conclusivo, contendo a discriminao expressa, de modo claro e inequvoco, das caractersticas da infrao cometida, alm da indicao dos dispositivos legais ou regulamentares infringidos.

    Artigo 60 Sero encaminhadas cpias do laudo analtico ao detentor do produto e ao fabricante, ficando uma via para instruo do processo administrativo.

    Artigo 61 Quando a anlise fiscal concluir pela condenao do alimento, a autoridade sanitria notificar o responsvel para apresentar defesa escrita e requerer percia de contraprova, no prazo de 10 (dez) dias.

    1 - A notificao de que trata este artigo ser acompanhada de 1 (uma) via do laudo analtico e dever ser feita dentro do prazo de 10 (dez) dias, a contar da data do recebimento do resultado da anlise condenatria.

    2 - Deferido o prazo referido no caput deste artigo, sem que o responsvel tenha apresentado defesa ou requerido percia de contraprova, o laudo analtico da anlise fiscal ser considerado definitivo.

    CAPTULO IV

    Interdio de Alimentos

    Artigo 62 - Os alimentos suspeitos ou com indcios de fraudes por alterao, adulteraes ou falsificao sero interditados pela autoridade sanitria, como medida cautelar, e deles sero colhidas amostras para anlise fiscal.

    Artigo 63 Na interdio de alimentos, para fins de anlise laboratorial, ser lavrado o termo respectivo assinado pela autoridade sanitria e pelo possuidor ou detentor da mercadoria, ou seu representante legal e, na ausncia ou recusa destes, por 2 (duas) testemunhas.

    Pargrafo nico O termo da interdio especificar a natureza, tipo, marca, procedncia e quantidade da mercadoria, nome e endereo do detentor e do fabricante, e ser lavrado em 4 vias, destinando-se uma delas ao infrator.

    Artigo 64 A interdio do produto ou do estabelecimento, como medida cautelar, durar o tempo necessrio realizao de testes, provas, anlises e outras providncias requeridas, no podendo,

  • em qualquer caso, exceder o prazo de 60 (sessenta) dias, e de 10 (dez) dias para os produtos perecveis, findo o qual o produto ou o estabelecimento ficar automaticamente liberado.

    1 - se a anlise fiscal no comprovar infrao a qualquer norma legal vigente, a autoridade comunicar ao interessado, dentro de 5 (cinco) dias teis a contar do recebimento do laudo respectivo, a liberao da mercadoria.

    2 - Se a anlise fiscal concluir pela condenao do alimento, a autoridade notificar o responsvel na forma do art. 61 deste Regulamento, mantendo a interdio at deciso final, que no ultrapassar 90 (noventa) dias.

    Artigo 65 O possuidor ou responsvel pelo alimento interditado fica proibido de entrega-lo ao consumo, desvia-lo ou substitu-lo, no todo ou em parte, at que ocorra a liberao da mercadoria pela autoridade sanitria, na forma prevista no artigo anterior.

    Artigo 66 Quando resultar provado, em anlise fiscal, ser alimento imprprio para o consumo, ser obrigatria a sua inutilizao e se for o caso a interdio do setor, seo e/ou estabelecimento, lavrando-se os termos respectivos.

    CAPTULO V

    Apreenso e Inutilizao de Alimentos

    Artigo 67 Os alimentos manifestadamente deteriorados e os alterados, de tal forma que a alterao justifique consider-los, de pronto, imprprios para o consumo, sero apreendidos e inutilizados sumariamente pela autoridade sanitria, sem prejuzo das demais penalidades cabveis.

    1 - A autoridade sanitria lavrar o auto de infrao e com imposio da penalidade de inutilizao e o respectivo termo de apreenso e inutilizao, que especificar a natureza ,marca, quantidade e qualidade de produtos , os quais sero assinados pela autoridade e pelo infrator, ou na recusa deste , por duas testemunhas,alm da autoridade.

    2o - Se o interessado no se conformar com a inutilizao , protestar no termo respectivo, devendo , neste caso, ser feita a colheita de amostra do produto para anlise fiscal.

    3o Quando o valor da mercadoria for ntimo, poder ser dispensada a lavratura do termo de apreenso e inutilizao, desde que com a dispensa concorde , por escrito, o infrator .

    4o Quando, a critrio da autoridade sanitria, o produto for passvel de utilizao para fins industriais ou agropecurios, sem prejuzo para a sade pblica, poder ser transportado, por conta e risco do infrator, para local designado, acompanhado por autoridade sanitria, que verificar sua destinao at o momento de no mais ser possvel coloca-lo para consumo humano.

    Artigo 68 No sero apreendidos, mesmo nos estabelecimentos de gneros alimentcios, os tubrculos, bulbos, rizomas, sementes e gros em estado de germinao, quando destinados ao plantio ou a fim industrial, desde que essa circunstncia esteja declarada no envoltrio, de modo inequvoco e facilmente legvel.

    CAPTULO VI

    Percia de Contraprova

    Artigo 69 A percia de contraprova ser efetuada sobre a amostra em poder do detentor, no laboratrio oficial que tenha realizado a anlise fiscal, com a presena do perito do laboratrio oficial e do perito indicado pelo interessado.

    1o - Ao perito indicado pelo interessado, que ter habilitao legal, sero fornecidas as informaes que solicitar sobre a percia, dando-se-lhe vista da anlise condenatria e demais elementos por ele julgados indispensveis.

    2o O no comparecimento do perito indicado pela parte interessada, no dia e hora fixados, sem causa previamente justificada, acarretar o encerramento automtico da percia de contraprova.

  • Artigo 70 Aplicar-se-, na percia de contraprova, o mesmo mtodo de anlise empregado na anlise fiscal condenatria, salvo se houver concordncia dos peritos quanto adoo de outro.

    Artigo 71 - Na percia de contraprova, no ser efetuada a anlise no caso de a amostra em poder do infrator apresentar indcios de alterao ou violao dos envoltrios autenticados pela autoridade, e, nessa hiptese, prevalecera como definitivo o laudo condenatrio.

    Artigo 72 Da percia de contraprova ser lavrada ata circunstanciada, contendo todos os quesitos formulados pelos peritos, datada e assinada por todos os participantes, cuja primeira via integrar o processo.

    Artigo 73 A divergncia entre os resultados da anlise fiscal condenatria e da percia de contraprova ensejar recurso autoridade superior, no prazo de 10 (dez) dias,a qual determinar, dentro de igual prazo, novo exame pericial a ser realizado sobre a amostra em poder do laboratrio oficial .

    Artigo 74 Toda a colheita de amostra ter que obedecer tcnica de amostragem, que ser aleatria e representativa do lote ou partida do produto.

    Artigo 75 - No sendo comprovada , atravs dos exames periciais, a infrao alegada , e sendo o produto considerado prprio para o consumo , a autoridade competente proferir despacho , liberando o arquivamento do processo.

    CAPTULO VII

    Disposies Finais

    Artigo 76 No caber recurso na hiptese de condenao definitiva do alimento em razo do laudo laboratorial condenatrio, confirmado em percia de contraprova ou nos casos de flagrante, fraude, falsificao ou adulterao do produto. Artigo 77 - Os alimentos de origem clandestina sero interditados pela autoridade sanitria e deles sero colhidas amostras para anlise fiscal.

    1o Se a anlise fiscal revelar que o produto imprprio para o consumo, ele ser imediatamente inutilizado pela autoridade sanitria.

    2o Se a anlise fiscal revelar tratar-se de produto prprio para o consumo,ele ser apreendido pela autoridade sanitria e distribudo a instituies assistenciais pblicas ou privadas, desde que beneficentes, de caridade ou filantrpicas.

    Artigo 78- No caso de condenao definitiva do produto, cuja alterao, adulterao ou falsificao no impliquem em torna-lo imprprio para o uso ou consumo, ele ser apreendido pela autoridade sanitria e distribudo a estabelecimento assistenciais, de preferncia municipal.

    Artigo 79 O resultado definitivo da anlise condenatria de alimentos oriundos de outro Estado ser, obrigatoriamente, comunicado ao rgo de vigilncia sanitria federal e ao Estado interessado.

    Artigo 80 O cancelamento da autorizao para o funcionamento da empresa e de licena de estabelecimento somente ocorrer aps a publicao, na Impressa Oficial, de deciso irrecorrvel, sem prejuzo da interdio nos casos previstos em lei.

    TTULO VI

    Funcionamento dos Estabelecimentos

    Artigo 81 Todo estabelecimento ou local destinado produo, fabrico, preparo, beneficiamento, manipulao, acondicionamento, armazenamento, depsito ou venda de alimentos dever possuir Certificado de Inspeo Sanitria, Alvar de Localizao e Caderneta Sanitria.

    1 O Certificado de Inspeo Sanitria ser concedido aps inspeo das instalaes pela autoridade sanitria, obedecidas as especificaes deste Regulamento e Normas Tcnicas Especiais.

  • 2 Para cada supermercado ou congnere, a repartio sanitria fornecer um nico certificado de inspeo sanitria e para os mercados, um certificado para cada Box.

    3 - A caderneta sanitria conter as anotaes das ocorrncias verificadas pela autoridade sanitria nas visitas de inspeo rotineiras, bem como as anotaes das penalidades que porventura tenham sido aplicadas.

    4 Os veculos de transporte de gneros alimentcios devero possuir Certificado de Inspeo Sanitria A, o qual ser concedido pela autoridade sanitria, aps a inspeo.

    Artigo 82 Nos locais em que se fabrique, preparem, beneficiem, ou acondicionem alimentos, proibido terem em depsito substncia nocivas sade ou que possam servir para alterar, adulterar, fraudar ou falsificar alimentos.

    Artigo 83 S ser permitido o comrcio de saneantes, desinfetantes e produtos similares, em estabelecimentos de venda ou consumo de alimentos, quando neles existir recinto isolado, em local de difcil acesso s crianas, devidamente aprovadas pela autoridade sanitria competente, de acordo com a legislao especfica.

    Pargrafo nico Os produtos mencionados no caput deste artigo devero ser acondicionados em embalagens impermeveis.

    Artigo 84 obrigatria a existncia de aparelhos de refrigerao ou congelao nos estabelecimentos em que se produzam, fabriquem, preparem, beneficiem, manipulem, acondicionem, armazenem, depositem ou vendam produtos alimentcios perecveis ou alterveis.

    Pargrafo nico A critrio da autoridade sanitria, a exigncia de que trata este artigo poder estender-se aos veculos de transportes.

    Artigo 85 Nos locais e estabelecimentos onde se manipulem, beneficiem, preparem, fabriquem ou comercializem produtos alimentcios e bebidas, fica vedado s pessoas que neles exeram as suas atividades :

    I fumar; II varrer a seco; III permitir a entrada ou permanncia de quaisquer animais.

    Artigo 86 Nos estabelecimentos onde se fabriquem, preparem, vendam ou depositem gneros alimentcios haver recipientes adequados, de fcil limpeza e providos de tampo ou recipientes descartveis para coleta de resduos.

    Artigo 87 Ser obrigatrio rigoroso asseio nos estabelecimentos industriais e comerciais de gneros alimentcios.

    Pargrafo nico Nos gabinetes sanitrios, que devero ser separados por sexo, na proporo prevista em lei, recebendo luz natural ou artificial, bem como ventilao e isolados dos locais de venda, ser obrigatria a existncia de papel higinico, lavatrio com gua corrente, sabo, toalhas de papel ou secador de ar quente e com aviso afixado em ponto visvel, determinando a obrigatoriedade de seu uso, ficando proibidos recipientes para papel higinico usado, sem tampa.

    Artigo 88 As pessoas que manipulem alimentos, quando no exerccio de sua atividade, devem: I manter o mais rigoroso asseio corporal e do vesturio; II fazer uso de vesturio adequado natureza dos servios; III fazer uso de gorro ou outro dispositivo que cubra os cabelos; IV ter as mos obrigatoriamente lavadas com gua e sabo antes do inicio das atividades, quando tenham tocado material contaminado ou dinheiro e aps a utilizao do gabinete sanitrio; V ter as unhas curtas, sem pinturas e limpas; VI abster-se de tocar diretamente com as mos nos alimentos mais do que absolutamente necessrio e desde que no possam faz-lo com o uso de utenslios apropriado; VII- abster- se de fumar e mascar gomas, bem como usar adornos nos braos; VIII apresentar fiscalizao sanitria a respectiva carteira de sade atualizada, sempre que for exigido; IX usar somente calados fechados.

    1 O responsvel pela caixa dever receber diretamente dos fregueses o dinheiro e dar-lhes o troco, sendo absolutamente vedado ao manipulador tocar em dinheiro.

    2 As pessoas mencionadas no caput deste artigo no podem praticar quaisquer outros atos capazes de comprometer a limpeza do estabelecimento ou asseio dos alimentos.

  • 3 As exigncias deste artigo so extensivas a todos aqueles que, mesmo no sendo empregados ou operrios registrados nos estabelecimentos de gneros alimentcios, estejam vinculados, de qualquer forma, fabricao, manipulao, venda, depsito ou transporte de gneros alimentcio, em carter habitual.

    TTULO VII

    Disposies Gerais para todos os Estabelecimentos Industriais ou Comerciais de gneros alimentcios

    Artigo 89 proibido elaborar, extrair, manipular, armazenar, fracionar ou vender produtos alimentcios, condimentos ou bebidas e sua matrias-primas correspondentes, em locais inadequados para esses fins, por sua capacidade, temperatura, iluminao, ventilao e demais requisitos de higiene.

    Artigo 90 Os estabelecimentos industriais e comerciais de gneros alimentcios devero: I dispor de dependncias e instalaes mnimas adequadas, na forma da lei, para a

    produo, fracionamento, conservao, acondicionamento, e armazenamento e comercializao de alimento;

    II manter permanentemente higienizadas suas dependncias, bem como as mquinas, utenslios e outros materiais nela existentes, sendo proibido utilizar essas dependncias como habitao ou dormitrio ou como rea de circulao para residncia ou moradia;

    III impedir a existncia de plantas txicas em quaisquer de suas dependncias; IV possuir iluminao por luz natural, sempre que seja possvel, e quando necessria luz

    artificial, esta dever ser fria e protegida contra acidentes; V evitar a presena de roedores e insetos, agindo cautelosamente quanto ao emprego de

    venenos, cujo uso s ser permitido nas dependncias no destinadas manipulao ou depsito de alimentos e realizadas por empresas devidamente registradas e credenciadas pela autoridade competente;

    VI dispor de adequado abastecimento de gua para atender s necessidade do trabalho industrial ou comercial e s exigncia sanitrias;

    VII dispor de adequado sistema de esgotamento ligado a tubos coletores e estes ao sistema geral pblico, quando existente, ou fossas spticas;

    VIII dispor de ventilao suficiente em todas as dependncias, respeitadas as peculiaridades de ordem tecnolgica cabveis;

    IX possuir instalaes de frio dotadas de dispositivos de controle de temperatura e umidade, quando se fizerem necessrias, em nmero e com rea suficiente, segundo a capacidade do estabelecimento;

    X armazenar os produtos elaborados, as matrias-primas , os aditivos e as bebidas, bem como o material destinado ao acondicionamento de alimento, em locais apropriados, em estantes ou suportes adequados; em caso de sacarias, estas devero ser colocadas sobre estrados, afastados no mnimo 15 cm do piso e das paredes;

    XI possuir mesas de manipulao revestida na superfcie de material liso impermevel e resistente;

    XII possuir pisos de superfcie lisa, de material compacto e resistente, com ralos sifonados, providos de grelhas que se fechem, ligados rede de esgotos e paredes convenientemente impermeabilizadas, com material adequado, liso e resistente, at a altura mnima de 2 m (dois metros), salvo no caso das cozinhas, onde tal material ser estendido at o teto;

    XIII possuir a maquinaria, bem como os utenslios e equipamentos de tipo aprovado pela tecnologia especfica;

    XIV fazer por processos mecnicos, evitando-se, o mais possvel o manual, a operao de acondicionamento do produto final;

    XV manter os produtos alimentares em locais separados dos usados para produtos saneantes, desinfetantes, txicos e produtos similares.

  • 1 - Nos estabelecimentos comerciais no ser permitida a exposio de gneros alimentcios fora de sua rea fsica.

    2 - Nos locais de elaborao de alimentos, proibida a existncia de outras matrias-primas, instrumentos ou materiais ao processo de fabricao.

    3 - Nos locais onde se manipulam ou armazenam produtos alimentcios, as aberturas de comunicao e ventilao devero estar providas de dispositivos adequados para impedir, tanto quando possvel, a entrada de insetos e de impureza.

    Artigo 91 As firmas proprietrias de estabelecimentos que produzam ou fracionem alimentos so responsveis por todo produto que enviem ao comrcio e, quando verificarem que a elaborao ou acondicionamento se deu em condies higinicas defeituosas, bem como a infrao das disposies vigentes, devero inutilizar o produto imediatamente, ressaltados os casos de aproveitamento autorizado pela autoridade sanitria.

    1 Consideram-se como destinados ao consumo quaisquer alimentos encontrados em estabelecimentos comerciais ou industriais prprios, ou em suas dependncias, salvo se estiverem em recipiente de lixo, j inutilizados ou em locais isolados com a indicao de imprprio para consumo.

    2 A amostra para fins de anlise fiscal, que permanecer nos estabelecimentos pelo prazo necessrio referida anlise, dever ficar em recipiente fechado isolado e sob refrigerao, quando for o caso.

    TTULO VIII

    Estabelecimentos Especiais.

    CAPTULO I

    Estabelecimentos de Beneficiamento e Moagem de Trigo, Milho, Mandioca e Produtos Congneres.

    Artigo 92 Os estabelecimentos de beneficiamento e moagem de trigo, milho, mandioca e produtos congneres tero:

    I dependncias de moagem, ensacamento e estocagem com piso compacto, resistente e liso, e paredes revestidas de material tambm lisa e impermevel, de modo a facilitar a limpeza permanente da pintura sempre que necessrio:

    II - dependncias de lavagem de matria-prima com piso compacto, liso e resistente, provido de sistema de escoamento das guas servidas e paredes revertidas de azulejos claros, de preferncia brancos, at a altura mnima de 2 (dois) metros.

    1o Os silos observaro as exigncias especificas de construo e tecnologia de armazenagem.

    2o A operao de acondicionamento do produto final dever ser feita por processos mecnicos, evitando-se, tanto quanto possvel, o manual.

    CAPTULO II

    Fbricas de Massas Alimentcias e de Biscoitos e Estabelecimentos Congneres .

    Artigo 93 As fabricas de massas alimentcias, de biscoito e estabelecimentos congneres tero locais e dependncias reservados a ;

    a) preparo e elaborao dos produtos; b) acondicionamento, rotulagem e expedio; c) exposio e venda;

  • d) refeitrio; e) vestirio; f) instalao sanitria; g) depsitos de combustveis Artigo 94 As dependncias destinadas ao preparo e transformao dos produtos sero

    constitudas de fornos, caldeiras, maquinarias e depsitos de matrias-primas e de aditivos para alimentos.

    1o Os fornos e caldeiras sero instalados em locais apropriados e ficaro afastamentos cinqenta centmetros, no mnimo, das paredes dos compartimentos vizinho.

    2o A maquinaria, de padro consentneo com a sua finalidade, ser instalada sobre bases apropriadas, fixas, e ficar afastada das paredes cinqenta centmetros, mnimo, com passagem livre de pelo menos, um metro e vinte centmetros entre as paredes mveis de mquinas, de mquinas, de acordo com dispositivos da legislao federal e estadual vigentes, relativos segurana e a higiene do trabalho.

    3o Os depsitos de matrias-primas alimentares e de aditivos para alimento, que entrem na elaborao dos produtos, devero ter proteo permanente contra a ao de roedores, insetos e outros agentes nocivos a sade.

    Artigo 95 Nas fbricas de massas alimentcias e estabelecimentos congneres, a secagem dos produtos deve ser feitas por meio de cmaras ou estruturas, sendo estas de especificaes tcnicas aprovadas pelo rgo competente.

    Pargrafo nico As cmara de secagem tero, obrigatoriamente, paredes, pisos e tetos revestidos de material liso, compacto, resistente e impermevel, com visores para observao do interior. Artigo 96 As massas, durante a operao de secagem, devero ficar, obrigatoriamente, em armaes com prateleiras de material de fcil higienizao, instaladas dentro das cmaras. Artigo 97 Os produtos alimentcios fabricados que por fora de sua natureza ou tipo de comercializao no puderem ser completamente protegido por invlucros prprios e adequados devero ser abrigados em vitrinas.

    CAPTULO III

    Padarias, Confeitarias e Congneres.

    Artigo 98 As padarias, confeitarias e congneres, quando o prdio em que se estalam se destinar, tambm, industria panificadoras, tero:

    a) sala de manipulao ; b) sala de expedio; c) loja de vendas; d) vestirio; e) instalaes sanitrias; f) depsito de combustveis.

    Pargrafo nico A sala de manipulao com rea total mnima de 35 m (trinta e cinco metros quadrados), deve ser constituda de forno, cmara termo-reguladora, fermentao, depsito de farinha, maquinaria, mesa de manipulao e assentos. Artigo 99 Os depsitos de farinha devero ter:

    a- paredes revertidas at o teto com material liso e impermevel; b - piso de material compacto, resistente e liso, sem apresentar fendas, de modo a no

    permitir o acmulo de detritos ; c - ventilao iluminao suficiente;

    d - proteo permanente contra roedores, insetos e outros agentes nocivos sade. Artigo 100- A maquinaria, de padro consentneo com sua finalidade, deve ser instalada sobre bases apropriadas, fixas, de modo a evitar a trepidao e estar afastada das paredes 0,50cm (cinqenta centmetros) no mnimo, com passagem livre de pelo menos um metro e trinta centmetros entre partes mveis de mquinas.

  • Artigo 101 Nas salas de manipulao, devem ser observadas as condies de higiene e sade ocupacional, relativas a iluminao, arejamento, regularizao trmica, limpeza, paredes revertidas at o teto com azulejos brancos, vidrados ou de outro material equivalente e piso de superfcie lisa e resistente, com ralos sifonados, providos de grelha que se fechem. Artigo 102- As dependncias destinadas expedio de pes e demais produtos de fabricao devem ter paredes revertidas de material liso, impermevel e resistente, at a altura mnima de dois metros, piso de superfcie lisa, balco com tampo de material liso e impermevel, apoiados sobre bases de concreto ou acima do piso, no mnimo, trinta centmetros e dotadas de instalaes com dispositivos que protejam os alimentos. Artigo 103- As dependncias destinadas confeco de doces e salgados observaram os seguintes requisitos:

    a - rea total interna com mnimo de doze metro quadrados; b - paredes revestidas de azulejos brancos vidrados ou outro material equivalente; c - fogo a gs, eltrico ou outro sistema aprovado, provido de mecanismo de

    exausto evapores; d - armrios para louas e utenslio; e - bancadas com tampos de material liso e impermevel; f - pias de ao inoxidvel ou ferro esmaltado, providas de gua corrente quente e fria.

    Artigos 104 Nas atividades de produo devem ser usados fermentos selecionados, de pureza comprovada, sendo proibida a fermentao pelas iscas de massa. Artigo 105 Nos casos em que o po deva ser embalado, as embalagens sero feitas em invlucro impermeveis, transparentes e fechadas, contendo o nome e o domicilio da firma produtora, bem como a data de sua fabricao. Pargrafo nico - A Secretaria Municipal de Sade determinar os casos e condies em que o po deva ser embalado. Artigo 106 As fbricas de doces e demais estabelecimentos congneres devero ter locais e dependncias destinados;

    a - elaborao ou preparo dos produtos; b - ao acondicionamento, rotulagem e expedio; c - ao deposito de farinha, acar e matrias-primas; d - venda; e - s mquinas, fornos e caldeiras.

    Artigo 107- As farinhas, pastas, frutas, caldas e outras substncias em manipulao devero ser trabalhadas com amassadores e outros aparelhos mecnicos de tipo aprovado. Artigo 108 Os produtos sero protegido por invlucros adequados, conservados ao abrigo dos insetos e poeira e no podero ser embrulhados em papel de imprensa ou j servido.

    CAPTULO IV

    Usinas e refinaria de acar.

    Artigo 109 As usinas e refinarias de acar tero: a - dependncia de usinagem com piso compacto, resistente e liso e paredes revestidas

    de material tambm liso de modo a facilitar a limpeza permanente e a conservao, com a renovao da pintura, sempre que necessrio;

    b - depsitos de acar equipados com estrados de madeira para empilhamento de sacos;

    c dependncias destinadas a refeitrios, vestirio e sanitrios. Artigo 110 Nas usinas de acar, a cana destinada moagem dever sofrer seleo e lavagem com gua corrente e jatos, de modo a separar qualquer substncia estranha. Artigo 111- Dever sempre ser assegurada ao produto a maior proteo possvel evitando-se qualquer contaminao ou alterao.

    CAPTULO V

  • Estabelecimentos Industriais de Torrefao e Moagem de Caf

    Artigo 112 Os estabelecimentos de torrefao e moagem de caf sero instalados em locais prprios em que no se permitira a explorao de qualquer outro ramo de comrcio ou industrias de produtos alimentcios. Artigo 113 - Os estabelecimentos de torrefao e moagem de caf tero:

    a- na dependncia de torrefao paredes revestidas, at o teto, de azulejos brancos ou outro material liso, compacto e resistente, em cores claras , com cantos arredondados;

    b - nas dependncias de moagem, acondicionamento, expedio e venda, paredes impermeabilizadas at o teto;

    c - chamin de material adequado, com vaso suficiente para o exterior; d - mquinas e utenslios de tipo aprovado pela tecnologia especfica; e - local apropriado para deposito de caf cru,provido com estrados de material

    apropriado, afastados do piso pelo menos quinze centmetros, de forma a assegurar a conservao do produto e a protege-lo contra a umidade.

    CAPTULO VI

    Destilarias, Fbricas de Bebidas, Cervejas e Estabelecimentos Congneres.

    Artigo 114 As destilarias, fbricas de cervejas, vinhos, licores, xarope e outras bebidas devero ter: a - dependncias destinadas elaborao, transformao, estocagem, lavagem de

    vasilhames, acondicionamento, expedio e venda, piso compacto, resistente e liso e paredes revestidas de material tambm liso, de modo a facilitar a limpeza permanente e a conservao , com renovao de pintura sempre que necessrio;

    b - dependncias destinadas a refeitrios, vestirios e sanitrios; c- recipientes destinados a cozimento, fermentao e conservao, tubulaes, torneiras,

    aparelhagem, equipamentos e utenslios de material incuo. 1o a lavagem da vidraria destinada ao acondicionamento de bebidas dever ser feita com gua corrente e preferencialmente por meio de maquinas apropriadas e higinicas. 2o o envasamento e o fechamento do vasilhame sero feitos por processos mecnicos, evitando-se sempre que possvel o contato manual. Artigo 115 Durante todas as fases de elaborao de bebidas, dever ser assegurada ao produto a maior proteo possvel, evitando-se qualquer contaminao ou alterao. Artigo 116 as substncias empregadas no fabrico de bebidas devero ser mantidas em depsitos especiais, onde lhe seja assegurada a maior proteo possvel. Artigo 117 Nas destilarias, fbricas de cervejas, vinhos e outras bebidas, os tonis de envelhecimento e os que aguardam o envasamento devero ser arrumados de modo a evitar a ao de roedores. Artigo 118 Aos estabelecimentos de depsitos, fracionamentos e envasilhamento e de distribuio de bebidas so extensivas todas as disposies deste Regulamento, referente s industrias de bebidas.

    CAPTULO VII

    Fbrica de Gelo, Frigorficos e Armazns Frigorficos.

    Artigo 119 Nos estabelecimento de que se trata este Captulo, as cmeras de refrigerao sero providas de antecmaras ou cortinas de ar frio e instaladas de modo e assegurar temperatura e umidade adequadas. Artigo 120 Os frigorficos e armazns frigorficos s podero aceitar os gneros alimentcios que estejam em perfeitas condies sanitrias.

  • 1o Os gneros alimentcios em conservao frigorfica devero ser depositados em separados, por espcie, de modo a facilitar a sua inspeo. 2 - Ao entrar ou sair dos frigorficos ou armazns frigorficos, os gneros alimentcios recebero carimbos prprios, assinalando as respectivas datas nas unidades de embalagens. 3o No eventual retorno da mercadoria que esteja em perfeitas condies sanitrias, no havendo decorrido o prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a empresa frigorfica aceita-la, observando o disposto no pargrafo anterior. 4o - Os gneros alimentcios no podero ficar estocados por mais de 6(seis)meses, ressalvadas as condies peculiares tecnologia de congelao. 5 - Decorrido o prazo de que trata o 4, e no tendo sido entregues a consumo pblico, os gneros alimentcios sero aprendidos, podendo a mercadoria ser doada a instituies de fins filantrpicos, a critrio da autoridade sanitria. Artigo 121 O gelo ser fabricado com gua potvel, em formas de material incuo e desenformado por processos higinicos.

    CAPTULO VIII

    Estabelecimentos que comercializam Leite e Laticnios

    Artigo 122 Sob a designao genrica de leite s permitida a comercializao do leite de vaca. Pargrafo nico O leite que proceder de outros mamferos dever ter, no seu invlucro, a indicao precisa do animal de origem e estar sujeito s mesmas exigncias previstas para o leite de vaca. Artigo 123 Todo o leite destinado ao consumo humano dever ser pasteurizado ou submetido a processo legalmente permitido, de modo a torn-lo isento de germes patognicos, sem prejuzos de suas propriedades fsicas e qumicas, de seus elementos bioqumicos e de seus caracteres organolpticos normais. Artigo 124 Os padres de identidade e de qualidade do leite e dos laticnios so os estabelecidos nos dispositivos da legislao federal. Artigo 125 A conservao do leite in natura ser feita por meio de emprego exclusivo do frio, ressalvado o leite esterilizado. 1- Nos entrepostos e depsitos, o leite ser mantido em cmaras frigorficas que garantam uma temperatura no superior a 5o C (cinco graus centgrados). 2 Durante o transporte e nos locais de venda, at a sua entrega ao consumo, o leite poder ser mantido ser em temperatura no superior a 7o C (sete graus centgrados). Artigo 126 - O transporte e a distribuio do leite sero feitos em viaturas que assegurem a temperatura e que satisfaam as condies sanitrias e higinicas. 1 - Nessas viaturas no ser permitidas a conduo de outros produtos, excetuados dos derivados do leite. 2 As viaturas, referidas neste artigo, devero sofre vistorias pela autoridade sanitria, anualmente. Artigo 127 -O leite e seus derivados destinados ao consumo pblico sero transportados e colocados venda envasados em embalagens devidamente aprovadas. Artigo 128 - S ser permitidas a venda de leite e laticnios nos estabelecimentos que disponham de sistema de frios exclusivo destinados sua conservao, atendida as peculiares da tecnologia especfica para cada produto. Artigo 129 proibida a abertura da embalagem do leite para a venda fracionada do produto, salvo quando destinado ao consumo imediato, nas leiteiras, caf, bares e estabelecimentos similares.

    CAPTULO IX

    Estabelecimentos que Comercializam Carnes e Derivados ou Subprodutos

  • Artigo 130 So consideradas carnes para consumo humano as oriundas das espcies bovinas, eqinas, sunas, ovinas e caprinas, bem como aves, coelhos, caas e animais aquticos e anfbios. Artigo 131 Somente poder ser exposta venda e ao consumo, com a denominao de carne fresca ou verde, a proveniente de animais sadios, abatidos em matadouros ou abatedouros registrados e fiscalizados, e entregues at 24 (vinte e quatro) horas aps o abate do animal. 1 - Ultrapassadas as 24 (vinte e quatro) horas do abate, a carne somente poder ser entregue ao consumidor se conservada e, cmara frigorfica, mediante processo adequado de refrigerao ou congelao e transportada, dessa mesma forma, dos estabelecimentos de abate para os entrepostos ou estabelecimentos de consumo. 2 - As carnes conservadas, na forma do pargrafo anterior, denominam-se carnes resfriadas e congeladas, respectivamente. Artigo 132 Somente ser permitido expor venda e ao consumo as carnes e derivados provenientes de estabelecimentos devidamente registrados no rgo competente. Artigo 133 Os produtos e subprodutos oriundos de animais abatidos em estabelecimentos no registrados, quando expostos venda e ao consumo e julgados pela fiscalizao em condies higinicas satisfatrias, sero apreendidos e distribudos a instituies de fins filantrpicos, de preferncia municipais. Artigo 134 Nos estabelecimentos que comercializam carnes, ser facultada a venda de carne fresca moda, sendo feita esta operao, obrigatoriamente, em presena do comprador, ficando, porm, proibido mant-la estocada nesse estado. Artigo 135 Nos estabelecimentos que comercializam carnes, ser facultada a venda de vsceras frescas ou frigorificadas. Artigo 136 proibida a industrializao nos estabelecimentos que comercializarem carnes. 1 - Ser facultado vender carnes conservadas e preparadas procedentes de fabricas legalmente licenciadas e registradas, desde que os estabelecimentos mencionados no caput desde artigo possuam balco com vitrine frigorificado, especialmente destinado exposio dos referidos produtos. 2o As carnes preparadas, conservadas ou fabricadas nos estabelecimentos que comercializem carnes, excetuados os casos do 1o, sero sumariamente apreendidas. Artigo 137 Os aougues devero obedecer s seguintes condies fsicas:

    a - rea mnima de vinte metros quadrados, com testada nunca inferior a quatro metros; b - paredes impermeabilizadas, at o teto, com azulejos brancos ou de outro material

    equivalente de cor clara sendo proibidos a cor vermelha e seus matizes; c - piso de superfcie lisa, compacta, de cor claras, excluindo-se a vermelha e seus

    matizes, com declives suficiente para o escoamento das guas de lavagem atravs de ralos sifonados,providos de grelhas que se fechem e ligados rede de esgotos;

    d - teto pintado de cor clara ou revestido de material impermevel, sendo proibidos a cor vermelha e seus matizes;

    e - portas de frente guarnecidas por grades de ferro ou ao, de modo a permitir constante e fraca renovao de ar, tendo, na parte inferior, almofadas em chapa metlicas com altura de vinte centmetros. Artigo 138 Nos aougues, a iluminao se far por luz natural; quando se tornar necessrio o emprego de luz artificial, esta dever ser a mais semelhante possvel natural, sendo proibida a colorao vermelha, mediante quaisquer artifcios. Artigo 139 - Os aougues tero gua corrente em quantidade suficiente e sero providos de pia esmaltadas ou inoxidveis e lavatrios de loua, com sifo, ligados diretamente rede de esgotos. Pargrafo nico - Nas localidades onde no hajas de esgotos, as guas servidas tero destino conveniente, de acordo com o sistema indicado pelo rgo tcnico. Artigo 140 Todo o equipamento inclusive o tendal, ser de ao inoxidvel ou de outro material previamente aprovado pelo rgo tcnico; o tendal ser instalado a uma altura mnima, de modo a que as carnes a serem dependuradas para desossa ou pesadas no entrem em contato com o piso do estacionamento. Pargrafo nico -Os utenslios e instrumento sero de ao inoxidvel, sendo desaconselhado o uso de machados e machadinhas, permitidas a utilizao de bandejas de material impermevel de cantos arredondados.

  • Artigo 141- Os balces de alvenaria sero revestidos de azulejos de brancos ou material liso e impermevel, desprovidos de molduras, e tero a altura mnima de um metro, devendo assentar diretamente sobre o piso, em base de concreto. 1o - Os balces pr-fabricados daro de ao inoxidvel ou outro material previamente aprovado pelo rgo tcnico, obedecendo as demais especificaes previstas neste artigo. 2o - Os balces sero equipados com vitrines frigorificadas, com altura de um metro e temperatura nunca superior a 7C. onde sero expostas obrigatoriamente, as carnes destinadas venda. Artigo 142 Os aougues sero dotados de geladeiras comerciais ou cmaras frigorficas, com temperatura no superior a 0C. (zero graus centgrados), equipadas com estrados de material apropriado destinadas, exclusivamente, conservao das carnes. Artigo 143 Somente ser permitido manter as carnes no tendal, em temperatura ambiente durante a operao de desossa e corte. Artigo 144 As carnes em geral e as vsceras sero mantidas em frigorfico ou em vitrines frigorificadas. Artigo 145 A carne encontrada em contato direto com o gelo ser apreendida. Artigo 146 expressamente proibido o emprego de jornais, revistas e papis usados ou servidos para embrulhar carnes e vsceras. Artigo 147 Somente ser permitida a entrega de carne e vsceras em domiclio quando devidamente condicionadas em veculos providos de caixa fechada revestida e interna e externamente de ao inoxidvel, ou vasilhames plsticos capazes de conservar o produto em temperatura no superior a 7C(sete graus centgrados). Artigo 148 obrigatria a limpeza e higienizao diria dos aougues e estabelecimentos congneres e de todos os seus equipamentos, utenslios e instrumentos. Artigo 149 Os ossos, sebos e resduos, sem aproveitamento imediato, sero armazenados sob refrigerao em caixas fechadas, revertidas interna ou externamente de folha-de-flandres, alumnio, ao inoxidvel ou vasilhames plsticos higienizados diariamente em local prprio.

    CAPTULO X

    Estabelecimentos que Comercializam Pescado

    Artigo 150 As peixarias so estabelecimentos destinados venda de peixes, moluscos, crustceos e outras espcies aquticas, frescas, frigorificadas ou congeladas. 1 - As peixarias so obrigadas a vender o peixe eviscerado e limpo, excetuando-se o pescado mido, de tamanho mximo de vinte e cinco centmetros. 2 - Ser facultadas, s peixarias, a venda de peixe, moluscos, crustceos e outras espcies aquticas, congeladas, oriundas de estabelecimentos registrados, quando devidamente conservadas e acondicionadas em invlucros rotulados. Artigo 151 proibida qualquer industrializao do pescado no local de venda e armazenamento inclusive a salga, prensagem, cozimento e defumao. Artigo 152 As peixarias devero ter as seguintes condies fsicas:

    a - rea mnima total de vinte metros quadrados, sendo que a largura no dever ser inferior a trs metros, nos estabelecimentos especficos, executados os localizados em mercados e supermercados, cuja rea total no poder ser inferior a quinze metros quadrados;

    b - paredes impermeabilizadas at o teto, com azulejos brancos ou outro material equivalente, sendo proibidos a cor vermelha e seus matizes;

    c - piso de superfcie lisa, compacta, de cor clara, excluindo-se a vermelha e seus matizes, com declive suficiente para o escoamento das guas de lavagens atravs de ralos sifonados, providos de grelhas que se fechem e ligados rede de esgotos;

    d - teto pintado de cor clara ou revestido de material impermevel, sendo proibidos a cor vermelha e seus matizes;

    e - portas de frente guarnecidas por grades de ferro ou ao, de modo a permitir a renovao do ar, tendo, na parte inferior, almofada em chapa metlica com altura mnima de vinte centmetros;

  • f - instalaes sanitrias, isoladas dos locais de trabalho e obedecendo aos requisitos tcnicos. Artigo 153 A iluminao artificial das peixarias ser a mais semelhante possvel natural, sendo permitida, tambm, a luz fria. Artigo 154 As peixarias tero gua corrente, em quantidade suficiente, e sero providas de pias inoxidveis e lavatrios de louas, com sifo, ligados diretamente rede de esgotos. Pargrafo nico Nas localidades onde no haja rede de esgotos guas servidas tero destino conveniente, de acordo com o sistema indicado pelo rgo tcnico competente. Artigo 155 Os balces de alvenaria sero revestidos de azulejos brancos ou material liso e impermevel, desprovidos de moldura e tero altura mnima de um metro, devendo assentar diretamente sobre o piso,em base de concreto. Pargrafo nico Os balces pr-fabricados sero de ao inoxidvel ou outro material previamente aprovado pelo rgo tcnico e devero ficar afastados do piso quinze centmetros, no mnimo, obedecendo s demais especialidades previstas neste artigo. Artigo 156 As peixarias sero dotadas de geladeiras comerciais e cmaras frigorficas, com temperatura no superior a 0C. (zero graus centgrados) equipadas com estrados de material apropriado e destinadas, exclusivamente, conservao do pescado. Artigo 157 proibido manter o pescado fora de conservao frigorfica, exceto durante a fase de limpeza e eviscerao. 1- O pescado fresco ou resfriado s pode ser exposto venda desde que conservado sob a ao direta do gelo ou em balco frigorificado. 2 - O pescado fracionado ser exposto, obrigatoriamente, em balco frigorificado. Artigo 158 expressamente proibido o emprego de jornais, revistas e papis usados ou maculados para embrulhar o pescado. Artigo. 159 Somente ser permitida a entrega do pescado em domiclio quando devidamente acondicionado e em veiculo provido de caixa fechada, revestida, interna e externamente, de ao inoxidvel, capaz de conservar o produto a temperatura no superior a 0C(zero graus centgrados). Artigo 160 obrigatria a limpeza diria das peixarias e todos os seus equipamentos, utenslios e instrumentos. Artigo 161 As peixarias tero em local apropriado caixas fechadas, de material aprovado pelo rgo tcnico, revestido, internamente e externamente, de folha-de-flandres, alumnio ou ao inoxidvel, destinada guarda de escamas, vsceras e demais resduos de pescado, as quais sero retiradas diariamente ou conservadas sob refrigerao, devidamente separadas dos produtos destinados venda. Artigo 162 Somente ser permitida a venda de pescado, fora das peixarias, quando devidamente acondicionado e em veculos frigorficos, vistoriados pela autoridade sanitria. Artigo 163- Consideram-se entrepostos do pescado os estabelecimentos que, alem dos seus demais componentes e obedecidas as disposies referentes aos estabelecimentos que o comercializem, forem equipados com cmaras frigorficas, com capacidade suficiente de armazenagem temperatura no superior a 25C(vinte e cinco graus centgrados) negativos. Artigo 164 proibido o preparo ou fabrico de conservas nos estabelecimentos que comercializem o pescado.

    CAPTULO XI

    Mercados e Supermercados

    Artigo 165 O edifcio ou prdio, cuja construo se destinar a mercado e supermercado, dever atender s exigncias e condies seguintes:

    a) rea livre, para circulao, correspondente a 40% ( quarenta por cento ) da rea constituda;

    b) p direito mnimo de 6m (seis metros ), medidos da parte mais baixa do telhado, observando-se a regulamentao especifica para os diferentes ramos de comrcio;

    c) paredes, mesmo as divisrias de boxes, impermeabilizantes, at a altura mnima de dois metros, com azulejos ou outro material previamente aprovado pelo rgo tcnico

  • competente e de acordo com a regulamentao especifica para os diferentes ramos de comrcio;

    d) paredes, acima do revestimento a que se refere a alnea anterior, pintadas em cores claras, com tintas a leo, plsticas ou outro material previamente aprovado pelo rgo tcnico e mantidas permanentemente ntegras e limpas.

    Artigo 166 Os mercados e supermercados sero providos de instalao frigorfica adequadas ao tipo de comrcio.

    Pargrafo nico. A conservao do pescado, carnes, frutas, e demais gneros alimentcios, nas cmaras frigorficas desses estabelecimentos, no dever ultrapassar o prazo de 15 (quinze) dias.

    Artigo 167 - As bancas para exposio de conservas de origem animal sero de material liso, impermevel e resistente, com inclinao suficiente para o escoamento de lquidos.

    Artigo 168 - Os gneros alimentcios devero esta separados dos produtos de perfumaria e de limpeza.

    Artigo 169Todos os equipamentos, utenslios e instrumento utilizados nos estabelecimentos devero ser mantidos conservados e limpos.

    Artigo 170 Os pisos dos mercados e supermercados sero mantidos limpos. Pargrafo nico sero dispostos em locais prprios recipientes de fcil limpeza, para a

    coleta de lixo e dendritos. Artigo 171 So proibidos nos mercados e supermercados o fabrico de produtos

    alimentcio a instalao de abatedouros de aves e pequenos animais, permitida a fabricao de produto de panificao.

    CAPTULO XII

    Emprio, Mercearia, Armazm, Depsitos de Gneros Alimentcios e Estabelecimentos

    Congneres

    Artigo 172 Os emprios, mercearias; armazns e depsitos de gneros alimentcios e estabelecimentos congneres tero:

    a) piso ladrilhado e paredes revestidas com material liso impermevel e resistente, at a altura de dois metros, no mnimo;

    b) mesas e balces com tampos lisos impermeveis e resistentes, podendo ser de alvenaria em base de concreto.

    Artigo 173 proibido: a) manter em depsito ou expor venda substncia txicas ou custicas cujas embalagens

    se prestem a confuso com alimentos; b) expor venda ou ter em depsito, entre os gneros alimentcios, para consumo pblico,

    gneros deteriorados, falsificados ou fraudados. Artigo 174 Os gneros alimentcios devero estar protegidos da ao de poeiras, insetos

    e impurezas, devendo, ainda, evitar-se a ao direta dos raios solares sobre os alimentos de fcil alterao ou que possam ser ingeridos sem coco.

    Artigo 175 As quitandas, casas e depsitos de frutas devero ter suas instalaes em lojas destinadas exclusivamente a esse ramo de comercio, sendo proibida a exposio e venda de aves e outros animais, assim como a de combustveis.

    Artigo 176 Nas quitandas, casas e depsitos de frutas, todos os gneros alimentcios devero estar convenientemente protegidos de agentes nocivos sade, devendo, ainda, evitar-se a ao direta dos raios solares.

    Artigo 177 permitido o armazenamento de banana e outras frutas em estufas, ficando proibido para o seu emadurecimento o uso de quaisquer processos que constituem ricos sade.

    Artigo 178 proibido expor venda ou manter em depsitos frutas a amolecidas, esmagadas ou fermentadas, bem como verduras e legumes deteriorados ou imprprios para o consumo.

  • Artigo 179 Ser facultada a venda de carvo nos quitandas, desde que exposto em sacos de papel resistente, conservados em perfeito estado, sendo proibido o fracionamento dessa mercadoria.

    CAPTULO XIII

    Casas e Depsitos de Ovos, Aves e Pequenos Animais Vivos

    Artigo 180 As casas e depsitos de ovos, aves e pequenos animais vivos devero ter suas instalaes ou lojas destinadas exclusivamente a esse ramo de comrcio, devendo as portas de frente ser guarnecidas por grades de ferro ou ao, de modo a permitir a renovao de ar, tendo, na parte inferior, almofada em chapa metlica com altura mnima de 20 cm ( vinte centmetros).

    Artigo 181 As gaiolas sero de fundo duplo mvel, de modo a permitir a sua limpeza e lavagens, providas de comedouros e bebedouros metlicos.

    Artigo182 expressamente proibido expor venda ou manter no estabelecimento aves e pequenos animais doentes, em ms condies de nutrio, ou confinados em espao insuficiente.

    Artigo 183 proibido o abate, bem como a venda de aves e pequenos animais abatidos, assim como a permanncia de equipamentos destinados a tal finalidade.

    Artigo 184 Os ovos expostos venda sero acondicionados em caixas apropriadas, protegidas da ao direta de raios solares, em locais ventilados, devendo ser considerados imprprios para consumo os que se apresentarem sujos, gretados, quebrados, putrefeitos ou com odores anormais, bem como os que, ovoscopia, se mostrarem embrionados, infestados ou mofados.

    CAPTULO XIV

    Restaurantes Churrascarias, Bares, Caf, Lanchonetes e Estabelecimentos Congneres

    Artigo 185 Os restaurantes, churrascarias, bares, cafs, lanchonetes e estabelecimentos congneres devero possuir:

    a) fogo dotado de coifa ou cpula equipada com filtro de carvo ou outro material absorvente;

    b) cozinhas providas de bancadas com tampos de material liso, compacto e resistente, com pias de ao inoxidvel em nmero suficiente, gua corrente quente e fria e dispositivos adequados para guarda dos utenslios e apetrechos de trabalho em condies higinicas.

    1 - As cozinhas, quando instadas em edifcios de mais de dois pavimentos, devero possuir sistema exaustor adequado e suficiente de modo a evitar o superaquecimento, o viciamento da atmosfera interior e exterior por fumaa, fuligem ou resduos gasosos resultantes da coco e fritura dos alimentos.

    2 - No sero licenciados os estabelecimentos mencionados no caput deste artigo, se as cozinhas no estiverem ajustadas capacidade operacional instalada, de acordo com o Cdigo de Obras em vigor.

    Artigo 186 Os bares e estabelecimentos que no confeccionem nem sirvam refeies podero ter copas e cozinhas com reas compatveis com os equipamentos e as suas finalidades.

    Artigo 187 expressamente proibido o funcionamento desses estabelecimentos quando no dispuserem de gua corrente quente e fria em quantidades suficiente aos seus misteres.

    Artigo 188 As despensas e adegas sero instaladas em locais especficos, obedecendo aos requisitos de higiene.

    Artigo 189 Nos restaurantes, churrascarias, cafs, lanchonetes e estabelecimentos congneres observar-se- o seguinte:

    I os vasilhames e os utenslios utilizados para preparar ou servir alimentos sero de material incuo;

  • II expressamente proibido o uso de pratos copos, talhares e demais utenslios quando quebrados, lascados, gretados ou defeituosos;

    III os aucareiros sero de tipo higinicos e providos de tampa de fechamento eficiente; IV as louas, copos, talhares, e demais utenslios, depois de convenientemente lavados

    em gua quente ou higienizados por outro processo aprovado previamente pela autoridade sanitria, devero ser protegidos da ao de poeiras, insetos e impurezas;

    V as louas, copos, talheres, e guardanapos devero ser levados para as mesas limpos e secos;

    VI substncias destinadas preparao dos alimentos devero ser depositadas em locais adequados e convenientemente protegidas, sendo que as carnes, o pescado e os demais alimentos de fcil decomposio sero conservados em geladeiras ou cmaras frigorficas;

    VII as toalhas de mesa, logo aps a sua utilizao, sero substitudas por outras limpas; VIII nas cozinhas, sero guardados exclusivamente os utenslios e apetrechos de

    trabalhos, bem como as substncias e os artigos necessrios confeco dos alimentos e dispostos de forma a assegurar sua higiene e conservao:

    IX uma vez confeccionados para consumo imediato, com ou sem coco, assadura, ou fritura, os alimentos no podero ser guardados por mais de 24 ( vinte e quatro) horas aps o preparo nem serem utilizados para elaborao de novos pratos;

    X as sobras e os restos de comida que voltam dos pratos, por no terem sido consumidos, devero ser imediatamente depositados nos recipientes prprios para a coleta dos resduos de alimentos;

    XI proibido produzir bebidas alcolicas no prprio estabelecimento, sendo permitida a sua manipulao para uso imediato e sempre vista do consumidor;

    XII os copos, taas, clice e demais recipientes para servir bebidas s podero ser resfriados pelo uso direto de gelo obtido de gua filtrada e gua gelada filtrada;

    XIII o uso de gelo em contato direto com a bebida, somente quando obtido de gua filtrada;

    XIV o uso obrigatrio de filtros de gua, de modelo aprovado: XV a lavagem prvia, em gua corrente e fria, das xcaras e fria, das xcaras e colheres

    de caf, que sero conservadas em aparelhos apropriados a uma temperatura no inferior a 90 C. (noventa graus centgrados).

    Artigo 190 facultado s churrascarias instalar churrasqueiras em locais adequados, mesmo ao ar livre, desde que atendam aos preceitos de higiene, bem como confeccionar molhos tpicos e usar carvo vegetal como combustvel.

    CAPTULO XV

    Pastelarias, Pizzarias e Estabelecimentos Congneres

    Artigo 191 As pastelarias, pizzarias e estabelecimentos congneres devero tero: a) local de manipulao e elaborao; b) paredes revestidas at o teto de azulejos ou outro material liso, impermevel, devendo a

    cozinha dispor de rea interna de acordo com o Cdigo de Obras em vigor; c) fogo a gs, eltrico ou de outro sistema aprovado,dotado de coifa cpula equipada

    com filtro de carvo ou outro material absorvente, sendo proibido conduzir a fumaa, fuligem ou resduos gasosos resultantes e coco e frituras dos alimentos, diretamente para o exterior sem conexo com sistema exaustor;

    d) local de exposio e venda. Artigo 192 A massas e recheios devero ser preparados e utilizados no mesmo dia, no

    podendo ser conservados no frigorfico por mais de 24( vinte e quatro ) horas. 1o - Os ingredientes para confeco dos recheios devero estar em condio de

    consumo. 2o - Na elaborao de massas e recheios, proibida a utilizao de leos e gorduras j

    servidas previamente. 3o - obrigatria a substituio da gordura ou do leo de fritura assim que apresentarem

    sinais de saturao, modificao na sua colorao ou presena de resduos queimados.

  • Artigo 193 Os fornos de pizza e maquinas para assar sero instalados em locais adequados, fora do alcance do pblico.

    1o As formas de pizza s podero ser de alumnio ou de ao inoxidvel. 2o As massas de pizza, uma vez preparadas, podero ser utilizadas dentro de 24 (vinte

    e quatro) horas desde que sejam conservadas em frigorficos. 3o Todos os ingredientes para a confeco de pizzas devero ser conservadas dentro

    dos preceitos de higiene e em frigorfico. Artigo 194 as pizzas, uma vez preparadas e cozidas, quando destinadas venda em fatia

    s, sero conservadas nas prprias formas, devidamente protegidas do contato direto e indireto do consumidor.

    Pargrafo nico As pizzas s podero ser levadas do estabelecimento em embalagem apropriadas.

    Artigo 195 As churrasqueiras, frigideiras e demais aparelhos e utenslios sero rigorosamente limpos e os equipamentos destinados a frituras sero dotados de sistema exaustor.

    Artigo 196 A venda de churrasco e churrasquinho somente ser permitida quando forem preparados no prprio estabelecimento.

    1o A carne destinada a manipulao de churrascos e churrasquinhos dever ser conservada no frigorfico do estabelecimento em condies satisfatrias.

    2o As carnes, uma vez manipuladas, sero obrigatoriamente conservadas em frigorficos.

    3o As verduras e os legumes sero frescos e acondicionados higienicamente. Artigo 197 As carnes, lingias, salsichas e outros produtos derivados, para consumo no

    estabelecimento, tero, obrigatoriamente, invlucro, rtulo ou nota de venda que torne possvel identificar a sua procedncia, devendo ser conservados em frigorficos.

    Artigo 198 S ser permitido o uso de molho e condimentos oriundos de estabelecimentos industrias quando mantidos nos recipiente originais e sempre protegidos de insetos e impurezas.

    CAPTULO XVI

    Estabelecimentos que Comercializam Produtos Alimentao Liquidificados e Sorvetes Artigo 199 As moendas de cana tero instalaes apropriadas, devendo o caldo obtido

    passar por coadores destinados sua melhor preparao. 1o S ser permitida a utilizao de cana raspada e em condies satisfatria de

    consumo. 2o A estocagem e a raspagem de cana sero realizadas em dependncias com piso e

    paredes impermeabilizados. 3o Os resduos de cana devero ser mantidos em depsitos fechados at a sua

    emoo. 4o O uso de gelo em contato direto com a bebida, somente quando obtido de gua

    filtrada. Artigo 200 Os produtos obtidos pela liquidificao de alimentos in natura , com ou sem

    adio de matria-prima alimentar, sero de preparao recente, para consumo imediato. 1o As frutas, legumes, leite e demais produtos alimentcios utilizados devero estar em

    perfeitas condies de consumo. 2o A gua em seu estado natural ou slido, quando usada nos produtos liquefeitos e

    sorvete, dever ser filtrada e ster em condies de consumo. Artigo 201- Os sorvetes, refrescos e refrigerantes sero preparados com gua filtrada e

    ingredientes em perfeitas condies de consumo, sendo permitida, quanto aos ltimos, a gaseificao exclusivamente pelo anidrido carbnico puro.

    CAPTULO XVII

  • Estabelecimento de Horticultura e Fruticultura e Criadores de Animais

    Artigo 202 A autoridade sanitria poder apreender ou determinar a destruio de todo produto de horticultura ou fruticultura quando verificar que, em sua produo, foram utilizados defensivos agrcolas ou agrotxicos de forma indevida, ou em percentuais superiores aos permitidos pela legislao vigente ou, ainda, quando em sua irrigao, rega ou lavagens forem usadas guas poludas, servidas ou contaminadas.

    Artigo 203 Os estbulos, cocheiras, avirios, pocilgas e outros estabelecimentos que, de qualquer modo criem animais, no podero estar situados em locais onde possam causar incomodo ou insalubridade a populao, no, podendo em nenhuma hiptese, esse estabelecimentos, estar localizados a menos de 50 metros das divisas vizinhas ou da frente dos logradouros.

    TTULO IX

    Feiras-Livres e Comercio Ambulante e Alimentos

    CAPTULO I

    Feiras-Livres

    Artigo 204- Todos os alimentos destinados venda nas feiras-livres devero estar agrupados de acordo com a sua natureza e protegidos da ao dos raios solares, chuvas e outras intempries, sendo proibido t-los diretamente sobre o solo.

    Pargrafo nico A exposio dos alimentos que a autoridade sanitria especificar somente ser permitida em bancas ou tabuleiros devidamente protegidos e revestidos de chapas de ferro zincado, galvanizado ou outro material equivalente.

    Artigo 205 Nas feiras-livres, permitido vender alimentos in natura e produtos alimentcios de procedncia comprovada de industria registrada, assim especificados:

    a) frutas e hortalias; b) galinceos, quando mantidos em gaiolas de fundo duplo mvel,de ferro galvanizado,

    providas de comedouros e bebedouros metlicos; c) ovos devidamente inspecionados e classificados, oriundos de estabelecimentos

    registrados; d) aves e pequenos animais abatidos, limpos eviscerados,originrios de abatedouros

    registrados e com Inspeo Federal, Estadual ou Municipal, desde que acondicionados em veculos frigorficos com sistema de frios prprios e contnuos, que conserve os produtos temperatura no superior a 7 C que garantam a proteo contra poeira, insetos e contato direto ou indireto do consumidor;

    e) massas alimentcias, cereais e produtos enlatados ou de acondicionamentos adequado, com rotulagem indicativa de sua procedncia;

    f) balas, doces ou biscoito, quando acondicionados por unidade de peso ou quantidade, em invlucro impermevel, transparente e fechado, devidamente rotulado;

    g) biscoito a granel, acondicionados em recipientes apropriados, que s sero abertos durante a venda;

    h) produtos salgados, defumados e embutidos com especificaes indicativas de sua procedncia;

    i) laticnios regularmente embalado, rotulados e mantidos sob refrigerao. Artigo 206 expressamente proibido: a) vender doces de preparao caseira Pargrafo nico retalhados; b) vender frutas descascadas, raladas ou fracionadas, bem como hortalias cortadas; c) vender carne frestas ou verde; d) vender galinceos doentes ou em mau estado de nutrio; e) vender ovos sujos, gretados, velhos ou anormais; f) vender carne bovina fresca, resfriada ou congelada;

  • g) o fracionamento e a eviscerao dos produtos nos locais de venda, bem como o contato direto com o piso dos veculos.

    Artigo 207 Aos feirantes obrigatrio: a) trazer em seu poder licena e carteira de sade devidamente autorizada; b) usar durante a jornada de trabalho vesturio adequado, de cor clara; c) manter asseio individual e conservar limpos os tabuleiros, bancas, mesas, veculos e

    demais instrumentos de trabalho, bem como a rea ao seu redor; d) embrulhar alimentos em papel manilha ou similar, quando necessrio, sendo vedado o

    emprego de jornais, revistas e papeis usados ou maculados; e) manter protegidos os gneros alimentcios que, de acordo com sua natureza

    necessitem de proteo contra insetos, poeiras, perdigotos e outros agentes nocivos; f) manter em seu veculos gua potvel corrente. Pargrafo nico - A licena sanitria do feirante pessoal e intransfervel e deve ser renovada anualmente. Artigo 208 Alm das exigncias contidas neste capitulo, os feirantes devero observar,

    tambm, no que couber, o disposto no captulo seguinte.

    CAPTULO II

    Comrcio Ambulante de Alimentos

    Artigo 209 O comrcio ambulante de alimentos poder ser exercido mediante o emprego de:

    a) veculos, motorizados ou no, estando includo os trailers, previamente vistoriado e aprovados pela autoridades sanitria;

    b) tabuleiro adequados com as dimenses mximas de 1m x 0,60m (um metro por sessenta centmetro);

    c) cestas, caixas envidraadas, pequenos recipientes trmicos e outros meios adequados.

    Pargrafo nico.- Os implementos a que se refere este artigo devem ser mantidos em boas condies de higiene e conservao.

    Artigo 210 Os produtos alimentcios e bebidas s podero ser dados ao consumidor quando oriundos de estabelecimentos industrias ou comerciais registrados no rgo competente e acondicionados em invlucro ou recipiente rotulado.

    Artigo 211 As aves abatidas s podero ser podero ser vendidas em veculos, quando dotados de equipamentos capazes de manter o produto temperatura de 0 C( zero graus centgrados ) e protegido por invlucro impermevel e transparente.

    Artigo 212 Somente ser permitida a venda de pescado quando devidamente acondicionado em viaturas providas de instalao especiais que assegurem frigorificao adequada.

    1o Nesta modalidade de venda, sero permitidos no interior dos veculos especiais a eviscerao, a limpeza e o fracionamento do pescado.

    2o O pescado eviscerado ou fracionado encontrado em contato direto com o gelo ser apreendido e inutilizado.

    Artigo 213 Somente ser permitida a venda de refrescos e sorvetes, quando originrios de estabelecimentos registrado, em recipientes descartveis ou consumveis.

    Artigo 214 As frutas e legumes devero estar em perfeitas condies de consumo e expostos venda em tabuleiros ou outros recipientes adequados.

    Pargrafo nico.- No ser permitida a venda de frutas fracionadas. Artigo 215 Os veculos empregos no comrcio ambulante devem ser equipados com

    recipiente adequados, destinados a recolher os resduos e os envoltrios. Artigo 216 O pedidos de certificado de inspeo sanitria ou de sua renovao dever

    ser feito autoridade sanitria em requerimento institudo com os seguintes documento: a) carteira de sade; b) carteira profissional; c) prova de que o veculos ou recipiente foi vistoriado pela autoridade sanitria.

  • 1o Os ambulantes sero obrigados a trazer em seu poder documentao a que se refere este artigo.

    2 - O certificado de inspeo sanitria do ambulante pessoal, intransfervel e dever renovado anualmente.

    Artigo 217 O local de estabelecimen