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Almanaque Cultural Informativo mensal da Fundação Cultural ‘‘Benedicto Siqueira e Silva’’ • Conheça as Comissões Municipais Setoriais • 120 anos de Moçambique em Paraibuna • Festa do Divino Espírito Santo

Almanaque Cultural

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O Almanaque Cultural, realizado pela Fundação Cultural "Benedicto Siqueira e Silva", surgiu com o intuito de mostrar um pouco mais sobre a cultura de Paraibuna através de matérias culturais. Trata-se de um informativo mensal que terá a cada mês novas histórias da cultura paraibunense.

Text of Almanaque Cultural

  • AlmanaqueCultural

    Informativo mensal da Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva

    Conhea as Comisses Municipais Setoriais

    120 anos de Moambique em Paraibuna

    Festa do Divino Esprito Santo

  • A P

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    2

    pag.03.....Conhea a Fundao Cultural

    pag.04.....Comisses Municipais Setoriais

    pag.06.....Oficinas Cultural

    pag.07.....Danas Contemporneas

    pag.08.....120 anos de Moambique

    pag.10.....Histria do Stio Arqueolgico

    pag.12.....Festa do Divino Esprito Santo

    pag.14.....Passatempo / Voc Sabia?

    pag.15.....Prestao de Contas

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    Dana da Fita

    Cultivar,

    Trabalhar a terra para torn-la frtil;

    Fazer nascer uma planta;

    Dedicar-se, interessar-se por;

    Formar pela instruo, desenvolver;

    Formar-se pela educao, desenvolver-se, aperfeioar-se,

    instruir-se.

    Nesse sentido, convido todos a um olhar aberto para

    o que temos em nosso dia a dia, nossas amizades, nossos

    prazeres, nossas necessidades e a importncia de viver em

    harmonia e compartilhar os espaos e atividades que nos

    enche de alegria.

    A convivncia com a diversidade de gostos, estilos,

    pensamentos e inuncias trazem cada um de ns um

    constante aprendizado a cada encontro. E aqui na

    Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva que

    estamos de portas abertas e convidamos voc a se

    manifestar com aquilo que tem de melhor, sua arte.

    Convido todos a nos ajudar a plantar a semente da

    alegria, fertilizar a nossa terra com a sua participao,

    dedicar um pequeno tempo de sua vida sendo artista,

    pblico, espectador, fazer rir e aplaudir.

    Convido a participar de nossas ocinas , buscar na

    arte de tocar um instrumento, cantar, bailar, pintar,

    desenhar, lmar, fotografar, ou ainda ser inspirao ou

    motivador dessas manifestaes. Convido a participar das

    conversas em nossas Comisses, um papo franco, buscando

    direcionar nossas aes.

    A Arte que traz felicidade a um povo o reexo de um

    povo que serve de inspirao ao artista. nessa troca entre a

    Arte e a Sociedade que buscamos contribuir no processo de

    educao, no desenvolvimento do cidado, fazendo com que

    seja registrado seus, valores, seus costumes, e suas

    manifestaes. Enm, cultivar a amizade, o respeito e a

    diversidade.

    Ningum mais forte do que todos ns juntos!

    Saudaes Culturais

    Mathias Neto

    Diretor Cultural

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    ltural

    3

    Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva

    A Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva, endade cultural sem ns lucravos,

    instuda pela Lei Municipal 1598/94 formada por trs rgos dirigentes; Diretoria

    Execuva, Conselho Deliberavo e as Comisses Municipais Setoriais. Tem por nalidade o

    desenvolvimento da cultura, pesquisa e ensino.

    A Diretoria Execuva funciona em carter permanente e composta pelo Diretor

    Presidente, Diretor Cultural e Diretor Administravo.

    O Conselho Deliberavo presidido pelo Diretor Presidente da Fundao Cultural, e

    composto pelos coordenadores das Comisses Municipais Setoriais que tem, dentre outras

    atribuies, discur e aprovar projetos apresentados pelas CMS, aprovar o oramento anual e

    scalizar a aplicao nanceira da Fundao.

    O objevo maior da Fundao Cultural a democrazao da cultura atravs da

    parcipao dos cidados nas Comisses Municipais Setoriais.

    As Comisses Municipais Setoriais so: Literatura; Msica; Artes Plscas; Foto; Cinema

    e Vdeo; Folclore e Tradies Populares; Arquivo e Patrimnio Histrico e Artes Cnicas.

    Compostas por membros da sociedade civil as CMS realizam suas reunies de forma

    aberta a parcipao popular.

    H ainda os Ncleos de Acompanhamentos das CMS; Ncleo de Comunicao, Criao

    e Arte; Ncleo de Eventos; Ncleo de Ocinas e Ncleo de Patrimnio Histrico.

    A Fundao Cultural funciona de segunda a sexta das 08h00 s 22h00 e sbado das

    09h00 at o trmino dos eventos culturais.

  • 4Co

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    icip

    ais

    Seto

    ria

    is A Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva desde 1994, procura estabelecer

    programas de atuao nas mais diversas avidades culturais dentro das sete Comisses

    Municipais Setoriais CMS.

    Msica; Artes Plscas; Artes Cnicas; Literatura; Folclore e Tradies Populares; Foto

    Cinema e Vdeo; Arquivo e Patrimnio Histrico constuem as Comisses Municipais

    Setoriais.

    Cada Comisso dirigida por um coordenador, um vicecoordenador e um secretrio,

    eleitos por seus membros para o mandato de um ano.

    As CMS so formadas atravs da parcipao da sociedade civil por meio de reunies e

    avidades decorrentes de discusses em grupo, tendo como nalidade apresentar projetos,

    trocar experincias e informaes pernentes a cada rea.

    Desta forma, vem incenvando e contribuindo com a realizao de mostras; cursos,

    palestras, worshops e apresentaes que venham esmular a parcipao da comunidade nas

    avidades culturais.

    Arquivo e

    Patrimnio Histrico

    Desenvolve e esmula as avidades que visam a elaborao da histria e

    reconhecimento da memria do patrimnio material e imaterial do municpio.

    Desenvolve avidades fotogrcas, cinematogrcas e de vdeo, esmulando o

    surgimento de novos criadores e produtores, bem como a formao de um

    pblico para as avidades ligadas rea de fotograa e audiovisual.

    Foto,Cinema e

    Vdeo

    Folclore e

    Tradies Populares

    Cria e incenva projetos que visam o pleno exerccio da cidadania em

    avidades scioculturais na rea de Folclore e Tradio Popular.

    ArtesCnicas

    Procura despertar a veia arsca da populao promovendo reunies onde se

    discutem assuntos pernentes ao tema. As ocinas de teatro e avidades

    cnicas que vm se desenvolvendo durante o ano advm das reunies desta

    Comisso.

    Literatura

    Cria e incenva projetos que visam o desenvolvimento de avidades literrias,

    contribuindo com a realizao de apresentaes literrias, cadernos de contos,

    workshops, ocinas e ciclos culturais. Atuando desta forma, possibilita o

    surgimento de novos autores e produtores, bem com a formao de pblico para

    avidades ligadas rea de literatura. Esta CMS ainda desenvolve e esmula

    avidades voltadas recuperao da memria literria e cultural do municpio.

    Esta comisso tem como objevo criar e incenvar projetos que tendem desenvolver

    avidades musicais no municpio , como fesvais, shows, workshop e ocinas que

    possibilitam a formao e aperfeioamento aos msicos paraibunenses.

    Msica

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    Artes PlsticasA Comisso Municipal Setorial de Artes Plscas tem o objevo de

    promover, fomentar e difundir as artes plscas, incenvando a formao

    de pblico para as frentes arscas culturais da cidade, levando a arte at

    o dia a dia do muncipe e/ou visitante.

    Conhea os projetos e avidades que vem se realizando atravs da Comisso Municipal

    Setorial de Artes Plscas junto aos professores e alunos da Fundao Cultural Benedicto

    Siqueira e Silva.

    Exposies de Telas: A Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva junto a Comisso

    Municipal Setorial de Artes Plscas realizam todo ano exposies de telas para mostrar o

    trabalho e conhecimento adquirido pelos alunos. Com temas variados, eles expem belas

    obras de arte com diferentes tcnicas dando vida exposio.

    Projeto Arte no Caminho: O projeto prev fomentar os trabalhos de arstas plscos de

    diversas expresses, como: Pintura em telas, esculturas, xilogravuras, entre outros, por meio

    de exposies em espaos pblicos e privados com grande circulao de pessoas, como sales,

    sagues e corredores de agncias bancrias, comrcios, rgos pblicos, recepvos, etc.

    Arte na Praa: Exposio onde os alunos das Ocinas Culturais de Pintura em Tela e Desenho e

    Gra expe populao todo o trabalho desenvolvido em sala de aula. O evento acontece

    em um domingo do ms contando com avidade de pintura e aula aberta.

    Venha fazer parte das Comisses Municipais Setoriais!

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    urais

    A Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva realiza diversas ocinas culturais para

    atender toda as manifestaes arscas. So mais de 20 ocinas gratuitas toda semana:

    pintura em tela, bateria, violo, guitarra, contrabaixo, saxofone, auta transversal, gaita,

    trompete, jazz, sapateado, dana contempornea, ballet, teclado, desenho e grate, teatro,

    dana popular, prcas corporais chinesas, viola caipira, tcnica vocal.

    Teclado

    VioloSopros

    Pintura em Tela

    Ballet

    Bateria

    Desenho e GrafitePrticas C

    orporais Chinesas

  • Dan

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    A Ocina Cultural de Dana Contempornea

    ministrada pela professora Mnica Alvarenga ir se

    apresentar na 16 edio do Litoral Dance Fesval em

    So Sebaso realizado pela Allegro Studio &

    Produes. um fesval de carter compevo,

    aberto a parcipao de bailarinos amadores e

    prossionais e tem como objevo principal valorizar,

    difundir, reciclar, complementar aprendizado,

    esmular e revelar talentos; um intercmbio cultural e

    arsco entre os parcipantes.

    Em uma entrevista com a professora, ela nos conta um pouco do projeto que est sendo

    realizado.

    Fundao Cultural: Qual a importncia e nalidade das Ocina de Dana Contempornea?

    Mnica Alvarenga: Resgatar o jovem, levar cultura e conhecimento de uma modalidade nova.

    Fundao Cultural: O que se pretende despertar no aluno atravs desta ocina?

    Mnica Alvarenga: Principalmente a curiosidade, pois a mesma desenvolve o interesse e a

    vontade de fazer a arte.

    Fundao Cultural: O que se desenvolve durante as aulas?

    Mnica Alvarenga: Alongamento, aquecimento, aulas tcnicas, coordenao motora,

    improvisao e auto conhecimento.

    Fundao Cultural: Quanto ao Fesval de Dana, qual espetculo ser apresentado e qual a

    sua expectava e a do grupo?

    Mnica Alvarenga: Ser apresentado Clice e A Bela e a Fera. A expectava do grupo a

    ansiedade de estarem indo ao fesval e a minha a vivncia e a troca de experincia.

    Fundao Cultural: Qual a importncia do Fesval para o grupo?

    Mnica Alvarenga: Por ser o primeiro, voc tem a oportunidade de sair do micro e ir para o

    macro. Meu objevo ser sempre levar o grupo para fesvais, colocandoos em evidncia e

    incenvandoos a formar uma companhia prossional em Paraibuna.

    O fesval acontecer no dia 25 de maio no Teatro Municipal e Ginsio do Tebar Praia

    Clube em So Sebaso a parr das 16h00 horas.

    Mnica Alvarenga - Monitora da

    Oficina Cultural de Dana Contempornea

    DRT 31.842SP

  • 8Mo

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    O Moambique uma manifestao folclrica que louva a So Benedito, sendo este

    uma derivao da dana de Congada.

    composto basicamente por mestre, contramestre, Rei, Capito, tocadores de caixa e

    penengoma, formando assim, o Batalho de Moambique.

    No passado, era permida a parcipao de mulheres somente como rainhas e porta

    bandeiras.

    Temos como exemplo, a caixa, os pais, pequenos sinetes feitos de bronze amarrados

    com tas de couro nas pernas dos integrantes, a penengoma, instrumento de percusso feita

    em madeira com pedras de rio em seu interior e bastes confeccionados com trs pos

    diferentes de madeiras; ip, guatambu e piva.

    Um dos versos cantados so:

    No chegar da sua casa, vi a caixa cu,

    festeiro me d licena, que a Bandeira vai chegar...

    prprios moambiqueiros.

    A apresentao se inicia com uma

    saudao religiosa.

    Oooi com Deus e a Virgem Maria

    Nosso Rei So Benedito

    h meu Senhor!...

    As composies apresentadas durante a

    m a n i f e s t a o d o M o a m b i q u e

    assemelhamse a um cantar declamado,

    o n d e o s s o n s s o e m i d o s p o r

    instrumentos feitos manualmente pelos

    Moambiqueiro Lirino Lopes

    Pais (pequenos sinetes feitos de bronze)Caixa

    120 anos de Moambique em Paraibuna120 anos de Moambique em Paraibuna120 anos de Moambique em Paraibuna120 anos de Moambique em Paraibuna

  • 9Mo

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    Eu fao a despedida com dor no corao

    Quem tem seu bon abana

    Quem no tem abana a mo.

    Na dana, o mestre alinha seu Batalho para o manejo do basto, puxando os versos em

    louvor a So Benedito e Nossa Senhora do Rosrio.

    Ulizam vesmentas simples e brancas, adornadas com tas coloridas e usando sobre a

    cabea, o casquete.

    Registros orais nos revelam que tal manifestao iniciouse em Paraibuna atravs da

    famlia Cassiano no ano de 1892, tendo como seu primeiro Mestre o Sr. Jos Cassiano, que

    devido as graas recebidas, fez promessas a So Benedito de formar o Grupo de Moambique

    So Benedito e Nossa Senhora do Rosrio.

    Essa manifestao vem se passando de pai para lho h quatro geraes, sendo hoje

    representada pelo bisneto do citado Sr. Jos Cassiano, o Sr. Ronnie dos Santos atual mestre do

    grupo. Nesta cidade, a dana folclricoreligiosa apresentase em frente as Capelas nas festas

    de bairros e na zona urbana, louvando o Santo padroeiro local.

    Atualmente, o Batalho de Moambique So Benedito e N. S. do Rosrio composto

    por 32 moambiqueiros, sendo eles; Lirino, Silvino, Jos Brs, Edilce, Raimundo, Margarida,

    Joaquim da Viola, Sergina, Olinda, Nelson, Jos Nunes, Maria Aparecida, Marcos Vincius,

    Geisly, Ericles, Brbara, Bruna, Jos Faria, Jos Carreiro, Jos Aparecido, Zani, Miro Cassiano,

    Dito Lcio, Dito Ramos, Jos Anjo, Ares, Toninho, Jos Rodrigues, Benedita Souza, Clara, Adlia

    e Dona Rosa.

    Batalho de Moambique So Benedito e N. S. do Rosrio

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    Em setembro de 2007 depois de fortes chuvas,

    encontrou-se depositado numa grande vala nos

    fundos da Fundao Cultural, sediada num casaro

    de 1878, um depsito de inservveis, j que no sculo

    XIX no havia coleta de lixo domiciliar.

    Contratou-se um arquelogo, o qual

    homologou o stio junto ao Instituto de Patrimnio

    Histrico e Artstico Nacional - IPHAN - com a

    denominao stio casaro dos Camargo.

    O aumento do poder aquisitivo devido a alta

    cotao do caf no mercado internacional

    proporcionou aos cafeicultores valeparaibanos uma

    signicativa melhora de padro social.

    Passam a comprar ou encomendar de tropeiros e mascates, garrafas de conhaque,

    champanhe, cerveja da Holanda em botijas de grs, perfumes, relgios de bolso e de

    parede, tecidos nos e medicamentos.

    Produtos de luxo que atingiam altos valores devido as taxas de importao, frete e

    ainda a margem de lucro de comerciantes e atravessadores. Eram igualmente

    apreciados os vinhos e licores da Itlia, acar renado das Antilhas, doces, sopas e

    sardinhas enlatadas da Inglaterra, condimentos e pimentas do Oriente, azeitona,

    bacalhau, azeite de oliva de Portugal e da Frana perfumes, gua mineral, gelias e

    compotas.

    Em Paraibuna, na segunda metade do sculo XIX j encontramos venda em

    certa Loja na rua do meio, jogos de loua de porcelana de origem inglesa, que deveria

    ser composta de pratos rasos, fundos e de sobremesa, canecas, xcaras e pires para ch e

    caf, aucareiro, bule para leite, cafeteira, mantegueira, travessa, molheira e sopeira.

    Os jogos de mesa com detalhes azuis eram os mais apreciados, por isso so

    frequentemente encontrados nos fundos, prximo s cozinhas de casas urbanas e

    prximo s sedes de fazendas. Eram geralmente decorados com motivos orais,

    geomtricos e outros, que representavam cenas do cotidiano com as diferentes

    atividades no zona rural.

    Encontramos tambm nesta vala, fragmentos de faiana em padro Blue Edge

    espcie de loua na fabricada na Inglaterra desde 1780 que caracterizava-se pela

    decorao limitada apenas a borda, apresentando ranhuras e delicado friso azul ou

    verde.

    Achados Arqueolgicospor Clio de Abreu.

    Matria de capa do Jornal

    Valeparaibano, 02/10/2007

    Educao PatrimonialProspecoFragmento de faiana inglesa

    Fragmento encontrado prximo Cafa

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    etajeres, buffets, consoles, marquesas e oratrios.

    Da Inglaterra vinham os jogos de loua, casacos,

    assessrios de couro, como malas, cintos, luvas chapus e

    artigos de cutelaria, da Blgica importavam lustres, copos e

    taas de cristal, culos e lentes dos Estados Unidos.

    Mas os escravos, assim como empregados e agregados

    caipiras, faziam uso de potes e vasilhames de argila aos moldes

    dos ndios. Utilizavam-se da cestaria de taquara, da cabaa,

    redes e esteiras de cip embira e de taba para uso nas senzalas

    e nos pores das casa da cidade, bebiam em cuias e canecas em

    folhas de lata preparando eles prprios seu alimento em

    rsticos foges lenha.Vidros de Remdio

    Caneca

    Nestas Lojas ou mesmo em armazns, encontravam-se

    jogos de talheres de metal barato, prata ou alpaca, compostos

    de colheres de sopa, colherinhas para ch, caf e sobremesa,

    facas, garfos, espetos para carne, serras para bolo e po.

    Os boticrios - antigos farmacuticos - encomendavam

    substncias importadas como glicerina, aromatizantes,

    alcalides, corantes, essncias, produtos qumicos em p,

    vidros de elixires, balanas, maceradores e outros utenslios

    para manipulao.

    O alto preo do caf proporcionava aos agricultores

    adquirem pianos, camas, cadeiras de palhinha, mesas,

    tapetes, armrios para cozinha, beros para crianas,

    A Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva, atenta quanto a preservao

    da memria e dos bens culturais do municpio vem, atravs de seu Ncleo de

    Patrimnio Histrico e do arquelogo Plcido Cali, expor periodicamente ao pblico

    este rico acervo arqueolgico, que nos remete poca em que Paraibuna foi, sem

    dvida, uma das cidades mais prsperas do pas.

    Botijas de Grs

    Tampa de Mantegueira

    Botica Fidelidade

    Blue Edge

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    Eoni sv pi rD it oo d S a at nse toF

    Eoni sv pi rD it oo d S a at nse toF

    Realizada h 35 anos, a Festa do Divino Esprito Santo se tornou uma das principais festas

    de Paraibuna e tambm uma das mais angas e difundidas prcas do catolicismo popular.

    Angamente a festa ocorria no permetro urbano e depois foi transferida para o Bairro

    Esprito Santo onde eram celebradas as festas de Santa Cruz e So Vicente.

    A Cultura popular do bairro sempre foi muito rica. As principais atraes realizadas

    durante os trs dias da festa eram o jongo, as fogueiras, o pau de sebo, caf com biscoito,

    futebol na lama; at hoje mantmse algumas tradies como a procisso, novena, cavalaria, o

    afogado, distribuio de doces e apresentaes arscas realizadas no dia de Pentecostes

    (cinquenta dias aps a Pscoa).

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    Fotos: Joo Rural

    Fotos: Joo Rural

    Fotos da festa na dcada de 70

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    A Fundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva junto a Comisso Municipal Setorial

    de Foto, Cinema e Vdeo em parceria com o Instuto H&H Fauser realizou o documentrio

    Festa Popular do Divino Esprito Santo Histria de Devoo em homenagem festa e sua

    importncia para a cidade.

    Foram entrevistadas pessoas importantes que esveram trabalhando deste o seu incio

    e se assim no o fosse pela iniciava deles, talvez no teria a importncia que ela tem hoje.

    Neste ano, 2013, sem perder sua histria e tradio, a Festa do Divino Esprito Santo ser

    realizado entre os dias 10 a 19 de maio com o tema A Parquia: lugar da propragao da f,

    ano da f e ter em sua programao os torneios de futebol e truco, jantar acompanhado por

    tutu com torresmo, bingo, leilo de prendas vivas, afogado, apresentao de moambique,

    cortejo e celebrao Eucarsca.

    Dona Lia, Sr. Ne, Dona Zi, Sr. Li, Sr. Santo,

    Dona Nega e Geraldo contam toda a histria

    da festa, sua gastronomia, seus momentos de

    milagre citado por Dona Lia e a diverso

    durante o evento.

    Imagem do Documentrio Imagem do Documentrio

    Imagem do DocumentrioImagem do Documentrio

  • Passate

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    Que antigamente em Paraibuna um vidro vazio

    dava acesso s sesses de cinema ?

    At bem pouco tempo atrs, era comum as famlias paraibunenses irem ao cinema

    onde acompanhavam a programao de acordo com a idade; lmes para juventude,

    comdias, lmes de aventura, dramas, lmes romnticos etc.

    O cinema sempre teve muitos donos, e em 1943 quem o administrava era o

    farmacutico Benedicto Nogueira Santos que como todos sabem, os farmacuticos

    manipulavam substncias qumicas e estavam sempre precisando de vidros para

    envasar os medicamentos que eles preparavam.

    Quem ia Farmcia Santo Antnio deparava-se com um cartaz que fazia uma

    oferta: 'Tragam vidros vazios de medicamentos e troquem por entradas para s

    sesses de cinema'.

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    1) Qual era o instrumento que o Benedicto Siqueira e Silva tocava?

    2) Que festa popular brasileira se comemora no dia 22 de agosto?

    3) Qual a dana que louva a So Benedito sendo esta uma derivao da dana de congada?

    4) Qual Comisso Municipal Setorial desenvolve e esmula avidades que visa e recuperao da memria

    literria e cultural do municpio?

    5) Uma das Ocinas Culturais mais procuradas!

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    1.violino / 2.folclore / 3.moambique / 4.literatura / 5.bal

  • Presta

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    15

    Reforma do telhado da Fundao Cultural Aquisio de novos instrumentos musicais

    Aquisio de Estantes

    de Partitura

    Aquisio de Amplificadorpara Contra-Baixo

    Aquisio de Microfone

    de Mo

    Aquisio de Arcodeon

    Veja abaixo as reformas e aquisies que a Fundao Cultural Benedicto Siqueira e

    Silva vem realizando para melhorar sua infraestrutura, dando mais conforto e qualidade

    para as ocinas e eventos culturais e receber novas visitas.

  • www.culturaparaibuna.org.br

    CMSComisso Municipal Setorial

    PREFEITURA DE

    PARAIBUNA

    Textos: Vnia Silva

    Arte: Gustavo Barbosa

    Acesse: www.culturaparaibuna.org.br

    Dia 25 - Sbado

    SERENATA DA LUA, s 21h00

    Sada da Fundao Cultural

    Dia 26 - Domingo

    DOMINGUEIRA DA VIOLA

    s 9h00 no Mercado Municipal

    Dia 24 - Sexta - Exibio do

    Documentrio Festa Popular

    do Divino Esprito Santo -

    Histria de Devoo, s 19h00

    na Fundao Cultural

    Dia 24 - Sexta - Exibio do

    Documentrio Marombo -

    Dana da Devoo, s 19h30

    na Fundao Cultural

    Dia 05 - Domingo

    DOMINGUEIRA DA VIOLA

    s 9h00 no Mercado Municipal

    Dia 12 - Domingo

    MUTIRO CULTURAL

    A partir das 17h00

    Microfone Aberto

    s 20h00

    Banda Dgua Preta

    No Largo do Mercado

    Dia 11 - Sbado - ARRASTAP

    Grupo Orgulho Caipira,

    de Lagoinha, s s 20h00

    na Fundao Cultural

    Dia 17 - Sexta - WORKSHOP

    UP THE IRONS II

    com talo Junqueira e

    Juliano Cardoso, s 20h00

    na Fundao Cultural

    Dia 19 - Domingo

    ARTE NA PRAA, s 10h00

    No Largo do Mercado

    Dia 03 - Sexta

    SARAU LITERO-MUSICAL

    s 20h00 na Fundao Cultural

    Dia 04 - Sbado

    PAOCA AO VIVO

    s 9h00 no Mercado Municipal

    facebook.com/cultura.paraibuna

    Diretor Presidente: Fbio Rocha

    Diretor Cultural: Mathias Neto

    Diretor Administrativo: Marcio Mayo

    CULTURALAGENDAFundao Cultural Benedicto Siqueira e Silva - Maio de 2013

    ULTURA

    Dia 12 - Domingo - TEATRO

    A Farsa dos Opostos,

    com o Grupo Imbuaa, Aracaju/SE

    s 16h00 na Praa da MatriPrograma Circuito Cultural 2013

    Realizao: UFCPF da Sec. do Estado da Cultura e APAA

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