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Almanaque Paralapracá

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Menu de guloseimas lúdicas para educadores da infância

Text of Almanaque Paralapracá

  • menu de guloseimas ldicas para educadores da infncia

    www.institutocea.org.br

    A L M A N A Q U E

  • A L M A N A Q U E

    menu de guloseimas ld icas para educadores da in fncia

    Rea lizao: Instituto C&A Pesquisa, seleo e organizao: Jos Car los Rgo

    Brasil - 2009

  • O Almanaque Paralaprac uma publicao do programa Educao Infantil do Instituto C&A.

    Permitida reproduo segundo condies da verso 3.0 Unported da licena Creative Commons sobre direito autoral de uso no comercial e recompartilhamento. Para consultar a licena acesse http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0.

    Realizao

    Instituto C&A

    Pesquisa, seleo e organizao

    Jos Carlos Rgo (Pinduka)

    Diretor-presidente

    Paulo Castro

    Gerente da rea Educao, Arte e Cultura

    urea Maria Alencar R. Oliveira

    Coordenadora dos programas Educao Infantil e Educao Integral

    Priscila Fernandes Magrin

    Coordenadora do programa Prazer em Ler

    Patricia Monteiro Lacerda

    Gerente da rea Mobilizao Social

    Carla Sattler

    Coordenador do programa Voluntariado

    Luiz Covo

    Gerente da rea Desenvolvimento Institucional e Comunitrio

    Janaina Jatob

    Coordenadora dos programas Desenvolvimento Institucional e Redes e Alianas

    Cristiane Felix

    Assessora de educao

    Alais vila

    Analista de projetos

    Solange Martins

    Consultoria de comunicao Instituto C&A

    Sandra Mara Costa

    Assistentes de programas

    Daniela Paiva

    Patrcia Souza Carvalho

    Vnia Vital

    Redao e produo de contedos

    Avante Educao e Mobilizao Social

    Coordenao do projeto: Mnica Samia

    Elaborao: Jos Carlos Rgo

    Reviso Tcnica: Maria Thereza Marclio de Souza

    Consultoria de comunicao projeto Paralaprac

    Olho de Peixe Filmes / Selo Toca Cidadania

    Coordenao de Comunicao: Sabrina Alves

    Reviso

    Mauro de Barros

    Projeto grfico, capa, diagramao e ilustraes

    Ol estdio

    Ilustraes (expericincias, brincadeiras e miudinhas)

    Fabio Sgroi

  • EntradaAlmanaque ParalaParac

    Ol, pronto(a) para degustar as guloseimas ldicas preparadas para voc?

    Mas, antes de adentrar o Almanaque propriamente dito, bom que saiba um pouco mais sobre a natureza e a histria desse tipo de publicao e entenda o porqu de esse formato ter sido escolhido para constar entre os materiais de apoio sua ao educativa.

    Originalmente, almanaque (do rabe al-manakh) o lugar onde o camelo se ajoelha, a parada numa viagem, ou seja,

    hora de descanso e abastecimento para os camelos e provavelmente tambm para seus tripulantes. Com o passar dos anos, o almanaque foi

    sendo associado s passagens do Sol nos signos do zodaco e/ou a livros-calendrios que demarcam algumas dinmicas do tempo (dias, meses, anos, fases da Lua, estaes do ano, datas

    comemorativas, plantio e colheita, etc.).

    Desde as primeiras dcadas do sculo XX, em vrias partes do mundo, a publicao de almanaques anuais gozou de grande prestgio junto s famlias, sendo tamanha a sua abrangncia e importncia no cotidiano que um tradicional almanaque francs, o Almanach Hachette, se subintitulava Petite Encilopdie Populaire de la Vie Pratique (Pequena Enciclopdia Popular da Vida Prtica).

    Aqui no Brasil os almanaques tambm eram considerados uma minienciclopdia do cotidiano. At meados dos anos 70 as famlias letradas procuravam, ao fim de cada ano, os almanaques do ano vindouro, sem que isso significasse o descarte do almanaque vencido. Neles, diverso e informao se misturavam de maneira to singular que era sempre possvel, e comum, numa relida, descobrir alguma novidade.

    3

  • O Almanaque Paralaprac se afina com algumas dessas caractersticas e tem como singularidade o fato de ser uma fonte de pesquisa, de referncias e de inspirao para o incremento de sua atuao em diferentes espaos de aprendizagem. Para tanto, buscamos ingredientes selecionados e saborosos, dos quais voc pode se servir conforme a fome de cada momento: desde pequenas entradas, passando pelos pratos quentes e chegando s sobremesas.

    Alm de ser uma fonte de alimentao para educadores da infncia, o Almanaque Paralaprac para fruio e deleite, por isso incorpora as preocupaes de contedo, as formais, que caracterizam um almanaque: calendrio, textos recreativos, cientficos, literrios e informativos distribudos entre adivinhas, desafios, brincadeiras, cantigas, trava-lnguas, parlendas, curiosidades, etc. Como referncia e como fontes de pesquisa, tivemos os antigos e novos almanaques, as enciclopdias, os manuais, as revistas e outras publicaes que guardam fronteiras com as intenes dessa publicao.

    O Almanaque Paralaprac se destina aos educadores e s experincias em educao que se inscrevem na busca pela igualdade de direitos e oportunidades e acenam no sentido do incentivo convivncia entre os diferentes, particularmente no tocante cultura da infncia. Sua inteno maior ser um ponto (qui um osis) onde educadores, cada qual ao seu modo, possam se abastecer e/ou descansar, se surpreender e/ou se reconhecer, nutrir a alma e/ou dar mais uma degustada em sua prpria cultura.

    Agora com voc. Bom apetite!

    Instituto C&A e Jos Carlos Rgo (Pinduka)

    4

  • CalendrioElenco e notcias sobre algu

    mas datas que costumam

    ser destacadas no calendrio escolar em cada ms e

    outras nem tanto, incluindo feriados, datas cvicas,

    comemorativas e marcos de lutas sociais. H muito se

    diz que os educadores no devem ficar presos s datas

    comemorativas, mas importante saber mais sobre

    algumas delas e avaliar quais podem sugerir a criao

    de situaes de aprendizagem significativa para as

    crianas. Os almanaques tradicionais, as enciclopdias

    e afins, alm da internet, claro, podem ser fontes

    preciosas de pesquisa e informao sobre essas datas.

    Antepasto de histrias e curiosidades

    sobre alguns dos brinquedos mais

    tradicionais da cultura infantil. Saber

    da histria dos brinquedos pode ser

    um

    excelente meio de se credenciar junto

    s

    crianas e outros educadores. Note q

    ue,

    entre os destacados aqui, existem os

    que

    esto sendo redescobertos, transform

    ados

    e adaptados aos nossos dias, e outros

    que esto desaparecendo das ruas, qu

    ase

    desconhecidos das crianas. Pense na

    s

    muitas coisas que voc pode fazer com

    (e

    por) uns e outros.

    Tempo de brinquedo Tempo de Brinquedo Quinho de consideraes, sugestes

    e dicas para o desenvolvimento de

    brincadeiras e experincias mais

    adequadas para as crianas menores

    (at 2 anos), o que no exclui as demais

    faixas etrias, nem significa que outras

    desse almanaque no possam ser

    experimentadas com elas.

    Miudinhas

    MIuDinhaS

    Iscas de adivinhas e afins, mais precisamente proposies, questes e indagaes que exigem engenhosidade e malcia para sua decifrao e resposta. As crianas costumam gostar de brincar de adivinhar e, com um estmulo seu, podem comear a trazer adivinhas novas de casa, ampliando o seu repertrio e o delas.

    Q Q ?

    Uma dzia de provrbios e ditos

    populares dispostos ao modo

    das frases que vo inscritas nas

    lameiras traseiras dos caminhes.

    Esto aqui para voc pensar

    quanto os pequenos enunciados

    podem guardar grande sabedoria.

    Para-choque

    de caminhozinho

    Como o ttulo sugere, essa seo traz receitas de comidinhas e lanches adequados a cada estao do ano para serem feitas com a participao das crianas. Alm da confeco das iguarias, voc pode tomar as prprias receitas como gnero textual, com funes e caractersticas prprias.

    Merendinha da estao

    Pitu de enunciados (versos ou frases) constitudos por uma sequncia de slabas e palavras difceis de pronunciar de maneira clara e rpida, exatamente o que exigido de quem quer diz-los. recomendvel que voc treine bastante em casa antes de tentar desafiar as crianas. Se ainda assim no conseguir dizer fluentemente o trava-lngua que voc mesmo levou, se prepare, pois elas podem no perdoar e cair na gargalhada (o que at que no to mau).

    Trava-lnguas

    Trava-lnguas

    5

  • 66

    Mundaru de dicas, informaes e

    descrio de procedimentos bsicos

    para

    o desenvolvimento de diversas ativi

    dades,

    tanto junto s instituies em que v

    oc

    for atuar quanto diretamente com a

    s

    crianas, alm de observaes e cuid

    ados a

    serem tomados em diferentes mome

    ntos,

    situaes e espaos educativos.

    Saiba

    Saiba Poro de materiais e procedimentos necessrios para fazer de coisa

    pouca alegrias tantas e tamanhas. Com as d

    icas e instrues do

    mineiro Adelson Murta, o Adelsin, voc po

    de ensinar as crianas

    a construir seus prprios brinquedos. Ele a

    prendeu na interao

    com meninos e meninas brincantes em suas

    andanas pelo Brasil

    e ps num livro que deveria compor o acerv

    o bibliogrfico bsico

    de qualquer escola para a infncia. Leia com

    ateno e zelo a dzia

    que aqui vai, organize os materiais previam

    ente e v fazendo com as

    crianas, explicando passo a passo. Caso no

    te que alguma delas no

    dar conta de fazer sozinha, ajude-a, mas d

    e maneira que continue

    sendo ela a autora do brinquedo. Durante

    o processo atente para

    as mudanas no estado de esprito das crian

    as medida que elas

    vo percebendo a transformao dos materi

    ais em brinquedos

    pelo emprego de suas prprias mos. Acred

    ite, parafraseando o

    poeta, so alegrias mais maiores de grandes

    que saltam aos olhos e

    genuinamente nutrem a alma.

    BRINQUEDO, SIM!

    Quinho de prticas ldicas para pr o corpo, os

    pensamentos e o corao em intensa atividade. Is

    so

    mesmo, ginstica aerbica, intelectual e afetiva a

    um s

    tempo. Pode acontecer de as brincadeiras compil

    adas

    aqui serem um pouco diferentes do modo como

    so

    brincadas em sua comunidade e/ou pelas criana

    s com

    que estiver atuando, mas isso pode ser um timo

    pretexto

    para brincar com as diferentes variantes. Se voc

    no

    conhecer alguma ou tiver dvidas, uma conversa

    com

    professores, avs, pais ou crianas certamente u

    m bom

    comeo para dirimi-las e se pr a par dos proced

    imentos

    e regras de cada brincadeira mais efetivamente.

    Brincadeiras Brincadeiras

    Uma dzia de narrativas afins com o riso, algo que nos caracteriza e/ou que nos humaniza. O nico porm que os pequenos episdios anedticos aqui compilados precisam ser analisados por voc para avaliar a adequao das narrativas s diferentes faixas etrias e contextos de enunciao. Se o riso no puder reinar, melhor no contar. O riso social e s assim pode ser bem vivido.

    Risonhas

    Risonha

    s

    Petisco de narrativas em forma de desafio. Apresentam uma situao-problema para ser resolvida por voc, seja valendo-se do clculo, do raciocnio lgico ou mesmo de uma interpretao atenta do enunciado. Como poucos dos desafios aqui reunidos se mostram apropriados s crianas de educao infantil, caso decida usar algum, experimente no dar a resposta no mesmo dia, deixe que as crianas busquem ajuda externa e tragam suas hipteses de resposta num prximo encontro. Quanto aos mais difceis, foram postos aqui para voc queimar as pestanas. Faa um esforo para chegar ao resultado correto antes de olhar a resposta.

    N cego

    Meia dzia de quadrinhas, estro

    fes de quatro versos.

    uma forma muito difundida n

    a cultura popular

    e no folclore e provvel que sua

    apresentao a

    crianas e a colegas educadores d

    ispare a recuperao

    de outras. Fique atento s que en

    contrar no percurso e

    registre-as por escrito para inclu

    -las em seu repertrio.

    Geralmente os versos das quadri

    nhas so compostos

    com sete slabas poticas cada um

    (versos setessilbicos)

    e com as rimas em esquema ABC

    B, ou seja, com o

    segundo e quarto versos rimand

    o entre si e o primeiro

    e o terceiro livres. Mas existem a

    s que fogem a esse

    padro e chegam a resultados inte

    ressantes, inclusive no

    campo das chamadas quadras-ad

    vinhas.

    Quaquaquaquadrinhas

    Quaquaqua-quadrinhas

    6

  • 77

    Batelada de cantigas tradicionais da cultura infantil que h sculos fazem confirmar aquela mxima que diz que quem canta seus males espanta. Perceba que nesses cantares a msica se faz em harmonia com o movimento, o que prprio da infncia. Os gestos que acompanham as melodias ou mesmo os versos podem variar de um lugar para outro, contudo apresentamos verses bastante difundidas das letras e da descrio das aes realizadas concomitantemente ao canto. Havendo diferenas entre estas e as que voc conhece ou encontrou entre as crianas, faa os devidos ajustes e partilhe o aprendizado da variante. Caso desconhea a melodia, consulte educadores, avs, pais e crianas, pois sem esse conhecimento a cantiga (brincadeira cantada) no pode acontecer plenamente.

    CantaresCantares

    Poro de ditos sonoros, rimados e/ou ritmados, comumente utilizados na infncia

    para brincar com as palavras, com a lgica, com a memria e com os muitos sentidos que as coisas ditas

    podem ter. bem provvel que as crianas conheam o repertrio apresentado aqui, mas no se apoquente com o fato de talvez no estar levando uma novidade. A cultura da infncia costuma fazer do mesmo um outro, repetir,

    repetir, repetir at ficar diferente. Alm disso, se voc quer se credenciar junto a elas, nunca ser

    demais demonstrar conhecimento sobre a cultura ldica.

    ParlendasConf

    abulando

    Quitute de fbulas apropriadas ao contexto

    educativo e que podem ser um comeo de

    conversa com as crianas. Um dos importantes

    aprendizados a serem feitos em espaos educati

    vos

    o aprender a ser e a conviver. A leitura em voz

    alta dessas narrativas pode disparar um bando d

    e

    aprendizados ticos e morais (no moralistas, p

    or

    favor, que coisa de gente quer ser dona do juz

    o

    alheio) e at questionamentos da prpria moral

    da

    histria.

    Confabulando

    Uma penca de histrias

    de

    tradio oral transpostas

    para a forma escrita e

    prontas para serem lidas

    por voc, preferencialme

    nte

    vrias vezes e, num prime

    iro

    momento, de maneira

    silenciosa. S quando ju

    lgar

    que elas j te pertencem

    um pouquinho que

    voc deve se aventurar a

    cont-las vivamente para

    as crianas. Se a gente viv

    e

    para ter o que contar, com

    o

    disse um poeta, aqui vo

    mais motivos vitais. Qui

    o fruir dessas narrativas

    possa fazer caber no vive

    r,

    seu e das crianas, mais

    alegria, beleza, intelignc

    ia e

    sensibilidade.

    Contao

    ContaoExperi-

    cincias

    Uma dzia de pequenos experimentos

    e truques com gua, terra, ar, luz e som

    que brincam com noes da cincia e

    ajudam a perceber o funcionamento de

    fenmenos fsicos, qumicos e acsticos

    enquanto favorecem o desenvolvimento

    das mltiplas inteligncias. Mas ateno

    redobrada com as crianas no manuseio

    e uso dos materiais, hein?!

    Expericincias

    Apanhado de curiosidades sobre coisas que voc poderia muito bem passar a vida sem saber, mas, em sabendo, vai levar uma vida melhor (ou ao menos mais sabida). Voc vai notar que no so necessariamente coisas para uso imediato com as crianas, mas que podem ser teis indiretamente em diversas situaes de aprendizagem, como as rodas de conversa aps alguma atividade.

    importante que elas percebam que quem est com elas sabe um monte de coisas interessantes, engraadas e at incrveis sobre os mais diversos assuntos.

    Repare

    Parlendas

    7

  • 8Janeiro ( o primeiro ms do ano e tem 31 dias.

    Na verdade, janeiro s passou a fazer parte do calendrio com a reforma promovida por Numa Pomplio, por volta de 713 a.C., pois anteriormente o ano se iniciava em 25 de maro. O nome vem do latim januarius, homenagem ao deus romano Jano, o guardio do Universo, deus da paz e dos incios, sendo geralmente representado por duas faces, uma olhando o passado e outra, o futuro.)

    01Confraternizao Universal

    e Dia Mundial da Paz

    06Dia de Reis

    06Dia da Gratido

    07Dia da Liberdade de Culto

    08Dia do Fotgrafo

    15 . Dia Mundial do

    Compositor

    20Dia do Farmacutico

    21Dia Mundial da Religio

    24Dia da Constituio

    25Dia do Carteiro

    30Dia da Saudade

    30Dia Nacional das Histrias

    em Quadrinhos

    30Dia da No Violncia

    31. Dia Mundial do Mgico

    O que , o que que

    o livro de portugu

    s

    disse para o livro d

    e matemtica?

    (Ver resposta na pg

    .14) O quarto escuro

    Se voc adentra a uma velha casa abandonada onde no h luz eltrica, tendo apenas um palito de fsforo e, ao chegar a um quarto escuro onde lhe informaram que havia um lampio a querosene, um candeeiro, um fogo a lenha, uma vela e um cigarro, voc ouve um estrondo assustador, o que que voc acende primeiro?

    (Ver resposta na pg. 13 )

  • 9Risonhas

    O sapo no lava o pNo lava porque no querEle mora l na lagoaNo lava o p porque no querMas que chul!

    A sapa na lava a pna lava parqua na quarala mara l na lagna lava a p parqua na quar.Mas qua chal...

    E sepe ne leve e pne leve perque ne querEle mere le ne legueNe leve e p perque ne quer.Mes que chel...

    I sipi ni livi i pini livi pirqui ni quirIli miri li ni liquini livi pirqui ni qui.Mis qui chili...

    O sopo no lovo o pno lovo porquo no quorOlo moro lo no loguono lovo o p porquo no quor.Mos quo chol...

    U supu nu luvu u pnu luvu purquu nu quurUlu muru lu nu luquunu luvu u p purquu nu quur.Mus quu chul...

    O sapo no lava o pCantares

    sabendo de

    onde se vem que

    se

    pode saber para

    onde se vai.

    A me do menino o mandou ir comprar um quilo de feijo, arroz, farinha e

    carne. A o menino chegou l numa venda e pediu:

    Moo (unf )*, me d (unf ) um quilo (unf ) de feijo(unf ), arroz (unf ),

    farinha (unf ) e carne. O comerciante da loja de material de construo, achando graa, respostou

    prontamente: Olhe, menino, aqui no vende isso no.A ele voltou pra casa e desresmungou: Minha me (unf ), o moo (unf ) falou (unf ) que l (unf ) no vende (unf )

    isso (unf ) no.A me do menino, desconfiada que ele houvesse errado o endereo, explicou

    tudo novamente e mandou-o ir venda mais uma vez. O menino, como havia

    feito anteriormente, adentrou a venda um tanto encabulado e tornou a pedir:

    Moo, (unf ) me d (unf ) um quilo (unf ) de feijo (unf ), arroz (unf ), farinha

    (unf ) e carne.Aps a segunda negativa, o menino ia saindo de fininho quando o dono do

    estabelecimento quis saber: Mas menino, me diga uma coisa, por que que voc fala assim, hein?

    Ao que ele respondeu, prendendo a risada: h (unf ) pra minha (unf ) meleca (unf ) no (unf ) cair.

    * unf = fungado, como quando se est resfriado e com coriza. (15)

  • 10

    A palavra calendrio vem do latim, calendas, que significa o primeiro dia do ms romano. Era o dia do pagamento de contas. Para alm de sua origem etimolgica, os calendrios normalmente so baseados em eventos astronmicos. Foram os estudos dos ciclos do Sol e da Lua que possibilitaram a construo dos primeiros calendrios.

    O primeiro povo a construir seu calendrio baseado no ano solar (ou ano tropical) foi o egpcio, h cerca de 6.000 anos. O calendrio era formado de 12 meses de 30 dias (herana do calendrio lunar) e mais cinco dias epagmenos dedicados aos deuses Osiris, Horus, Isis, Neftis e Set. Os egpcios observaram que a estrela Sirius (Stis, para eles), a mais brilhante do cu, aparecia no mesmo ponto em que o Sol nasce uma vez a cada 365 dias e 6 horas, fato que coincidia com a cheia anual do rio Nilo. O ano solar egpcio possua uma preciso incrvel se comparado ao ano solar atual, que considerado como um ciclo de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos.

    Entre os ocidentais, o primeiro calendrio foi criado por Rmulo no ano de 753 da fundao de Roma. Nesse calendrio o ano tinha 304 dias, divididos em dez meses, e comeava em 1 de maro. O sucessor de Rmulo, Numa Pomplio, estabeleceu por volta de 713 a.C. o ano de 355 dias em doze meses. Contudo, o calendrio romano continuou tendo um ano civil menor que um ano solar, periodicamente sendo necessrio acrescer um ms ao ano para que a defasagem das estaes fosse diminuda. E mesmo com esse recurso, anomalias aconteciam, como o inverno, pelo calendrio, cair no outono.

    Somente em 46 a.C. o imperador Jlio Csar (100 a.C - 44 a.C), assessorado pelo astrnomo Sossgenes, reforma o calendrio romano. Excepcionalmente nesse ano, para a sincronizao com o ano solar, o calendrio estendido para 445 dias, com 15 meses, sendo por isso nomeado como ultimus annus confusionis. O calendrio juliano nasce em 1 de janeiro de 45 a.C. e januarius e februarius so colocados como primeiros meses do calendrio, fazendo com que a denominao dos meses quintilis (quinto)

    O Tempo Rei Os calendriosa december (dcimo) no mais correspondessem s suas posies no calendrio. O ano, portanto, passa a ter incio em 1 de janeiro e no mais em 1 de maro.

    Mas isso ainda no foi o suficiente para ajustar o ano civil ao ano solar, pois, ao adicionar um dia de quatro em quatro anos, o calendrio juliano previa um ano solar de 365 dias e seis horas, o que um arredondamento para mais, j que o ano solar de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Esta diferena, que em poucos anos no significativa, em mil anos vai gerar uma defasagem de sete dias.

    Finalmente, em 1582, para corrigir essa diferena, o papa Gregrio XIII tira dez dias do ano, fazendo com que a quinta-feira, 4 de outubro, seja seguida pela sexta-feira, 15 de outubro, respeitando a sequncia de dias da semana. Estava criado o calendrio gregoriano, no qual a contagem dos anos bissextos continuou sendo a mesma do calendrio juliano, com a exceo de que o novo calendrio no considera bissextos os anos seculares (terminados em 00) que no sejam mltiplos de 400 (como 1700 ou 1800). O ano 2000, por exemplo, bissexto, pois mltiplo de 400.

    O calendrio gregoriano foi logo aceito pelos pases catlicos. A Frana o adotou no dia 20 de dezembro de 1582, segunda-feira, que sucedeu o dia 9 de dezembro, domingo. A Inglaterra, no dia 15 de setembro de 1752, que sucedeu o dia 2 de setembro. O Japo o adotou em 1873, a Rssia em 1923 e a China em 1949. No decorrer do sculo XX todos os pases o adotaram, sendo atualmente de uso internacional.

    Fontes: O Guia dos Curiosos, Marcelo Duarte; http://www.numaboa.com/almanaque/calendarios/252-calendarios; http://msohn.sites.uol.com.br/ tempo.htm

  • 11

    Os anosComo vimos na pgina anterior, o conceito de ano

    variou muito atravs dos tempos, em conformidade com as possibilidades de observao do movimento e de mensurao do tempo que a Terra leva para dar uma volta completa ao redor do Sol. No senso comum, dizemos que um ano tem 365 dias, mas j deu para notar que no exatamente assim.

    O tempo decorrido para que a Terra retorne a um determinado ponto da sua rbita (como um solstcio ou um equincio), conhecido como ano solar ou ano tropical e tem 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. J o ano sideral, utilizado no clculo dos astrnomos por ser o tempo que a Terra leva para voltar sua rbita, usando como referncia estrelas fixas, tem 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 10 segundos.

    O ano bissexto, com 366 dias, no qual fevereiro tem 29 dias, acontece a cada quatro anos, quando as horas, minutos e segundos extras do ano sideral so somados ao ano solar e formam um dia a mais. E aqui vai uma dica: para saber se um ano foi, ou ser bissexto basta verificar se ele divisvel por quatro.

    Os mesesEm sentido astronmico, o ms corresponde ao tempo que

    a Lua leva para dar uma volta ao redor da Terra, por isso um ms lunar tem 29 dias e meio. Mas, no calendrio civil gregoriano, os meses de abril, junho, setembro e novembro tm 30 dias, fevereiro tem 29 e os demais tm 31. Veja na abertura dos captulos deste almanaque o significado dos nomes de cada ms.

    Os diasO dia medido pelo tempo que a Terra leva para dar

    uma volta ao redor de seu prprio eixo, o que corresponde a 24 horas. A Terra dividida em 24 zonas de tempo marcadas por linhas imaginrias chamadas meridianos (indicadores da longitude). O Sol leva uma hora para cruzar cada uma. O meridiano central fica em Greenwich, na Inglaterra, sendo este o grau zero de longitude. a partir dele que se calculam as longitudes leste e oeste para todo o mundo.

    Os dias da semanaSegunda, Tera, Quarta, Quinta,

    Sexta, Sbado, DomingoA nossa semana de sete dias (septimana, sete manhs)

    tambm tem sua histria. Tendo sua origem entre os babilnios, que a utilizavam muitos sculos antes de Cristo, teria surgido da necessidade religiosa de oferecer um dia para cada astro-deus conhecido na poca. Estes, com isso, passaram a nomear os dias assim sucessivamente: 1- Sol (solis dies), 2 - Lua (lunae dies), 3 - Marte (martis dies), 4 - Mercrio (mercuris dies), 5 - Jpiter (jovis dies), 6 - Vnus (veneris dies) e 7 - Saturno (saturni dies).

    Posteriormente, os romanos cristos, com o intuito de retirar os nomes de deuses pagos do calendrio, alteraram o nome dos dias da semana, que passaram a ser mencionados como prima feria, secunda feria, tertia feria, quarta feria, quinta feria, sexta feria, terminando no sabbatum, do shabbat hebraico, dia de descanso. No entanto, em 321 d.C., o imperador Constantino, considerando que a ressurreio de Cristo teria acontecido numa prima feria, alterou seu nome para dominicu (dominus = senhor). (19 e 20)

  • 12

    Trava-lnguas

    Vi baviO velho chegou

    da mata todo contente,

    porque tinha pegado um baita d

    um coelho, e

    pediu velha pra preparar:

    - minha va bava suruva bat

    uqueva,

    eu trouxe batrouxe surutrouxe ba

    tuquetrouxe

    um coei bacoei surucoei batuque

    coei

    da mata bamata surumata batuq

    uemata.

    - meu vi bavi suruvi batuq

    uevi,

    no tem batm surutm batuque

    tm

    sal bassal surussal batuquessal.

    - minha va bava suruva bat

    uqueva,

    eu vou bavou suruvou batuquev

    ou

    comprar baprar suruprar batuqu

    eprar

    o sal bassal surussal batuquessal.

    Ento ele foi comprar o sal e, qua

    ndo chegou, a

    velha o olhou desconsolada:

    - meu vi bavi suruvi batuq

    uevi,

    no conto baconto suruconto ba

    tuqueconto

    que o home bahome suruhome b

    atuquehome

    robou babou surubou batuquebo

    u

    o coei bacoei surucoei batuqueco

    ei.

    - minha va bava suruva bat

    uqueva,

    desgraa bagraa surugraa batuq

    uegraa

    por que deixou baxou suruxou ba

    tuquexou

    o home bahome suruhome batu

    quehome

    roubar babar surubar batuquebar

    o meu coei bacoei surucoei batu

    quecoei?!

    L vai bavai suruvai batuquevai

    pau bapau surupau batuquepau..

    . (e at

    hoje a pobre da velha corre...) (1

    5)

    As parlendas so c

    onjuntos de palav

    ras entoadas

    ritmicamente em

    forma de versos q

    ue rimam ou no.

    Geralmente so p

    ronunciadas em s

    ituaes de jogo,

    brincadeira

    ou movimento c

    orporal. Apesar d

    e a expresso can

    tar parlendas ser

    muito difundida,

    mais apropriad

    o dizer que elas s

    o expressas em fo

    rma

    recitativa, podend

    o ser ditas em gru

    po, em forma de

    dilogo ou mesm

    o por

    um solista. Dada

    s essas suas caract

    ersticas e seu freq

    uente uso em esp

    aos

    educativos, as pa

    rlendas se firmara

    m como poderos

    os enunciados ld

    ico-

    pedaggicos. Pro

    piciadoras do div

    ertimento e da ap

    rendizagem, com

    sua

    unidade ritmo-so

    noro-motora, fav

    orecem o desenvo

    lvimento psicomo

    tor

    da criana e conti

    nuam merecendo

    a ateno de pais

    e educadores.

    Procure fazer um

    a pesquisa de out

    ras parlendas, al

    m das que

    esto aqui compil

    adas, e no deixe

    de se informar so

    bre

    o modo de diz-l

    as, pois parte fu

    ndamental

    de sua enunciao

    .

    O que sAo

    parlendas?

    Parlend

    as

    MIuDinhaSBrincar de empurrar

    As crianas que esto aprendendo a and

    ar costumam

    empurrar coisas. Gostam de observar o

    movimento

    e saber que fazem um objeto se mover.

    Brincar de

    empurrar faz uma criana pequena sen

    tir-se poderosa,

    no controle da situao, e uma tima

    forma de

    desenvolver sua confiana e coordena

    o motora.

    Comece escolhendo os objetos para a cr

    iana empurrar.

    D preferncia a objetos leves, como bic

    hinhos de

    pelcia ou brinquedos pequenos, de fci

    l mobilidade,

    mas que tenham certo nvel de adernci

    a ao cho.

    Assegure-se de que no h obstculos qu

    e ofeream risco

    de acidentes. Aos poucos, desafie a crian

    a com objetos

    que ofeream algum obstculo ou dificu

    ldade e observe

    como ela reage.

    Quando ela se apropiar da situao, pr

    ovavelmente

    ir tomar a iniciativa de empurrar, o qu

    e pode ser um

    sinal de que ela est adorando a brincad

    eira. (18)

    Ateno: Tamanho no documento!

    Ao contrrio do que se costuma pensar, o crebro de uma criana nos primeiros anos de vida est em intensa atividade e desenvolve-se numa velocidade espantosa. Aprendizados aparentemente simplrios constituem-se como oportunidades singulares de disparo das inteligncias e so fundamentais para o pleno desenvolvimento do ser infantil. Para ter uma ideia, conforme estudos da neurocincia, uma criana que est comeando a andar j ter formado cerca de um quatrilho de conexes ao final do terceiro ano, o que o dobro do que tm os adultos, e seu crebro normalmente duas vezes mais ativo que o de um estudante universitrio, de maneira que consegue absorver e organizar informaes novas muito mais rapidamente que o crebro de um adulto. Por isso, as atividades indicadas nessa seo merecem ateno especial dos educadores da infncia e exigem que a interao com as crianas seja permeada por uma escuta sensvel. ,

  • 13

    Geralmente de madeira, o pio um objeto cnico que possui na extremidade uma ponta de metal. Envolvido por uma fieira, espcie de cordo, quando lanado com habilidade ao cho faz um movimento de giro bastante veloz. Segundo registros histricos, h cerca de 3 mil anos a.C., na Babilnia, j existiam pies, com a diferena de serem feitos de argila e com as bordas decoradas com formas animais e humanas ou relevos. Outro povo que h muito confeccionou pies foram os japoneses. Eles pintavam a superfcie de seus pies com ricos detalhes, sendo os primeiros a fazer um sulco ao redor da circunferncia e produzir pies que zuniam quando movimentados. No museu John Hopkins, em Baltimore (Estados Unidos), existe um vaso grego pintado h aproximadamente 2.500 anos, em que so vistas duas pessoas observando a dana de um grande pio de madeira. Tambm foram encontrados pies nas escavaes de Pompeia (Itlia).Obs.: A indstria de brinquedos lanou recentemente mo-delos de pies mais fceis de girar, que exigem pouqus-sima habilidade dos brincantes e tornando o brinquedo mais descartvel que os tradicionais. Se souber como gi-rar um clssico pio de madeira, voc pode impressionar bem as crianas e, ao desafi-las a pr o pio com fieira para rodar, descobrir um bom jeito de coloc-las em con-tato com mais de cinco mil anos de histria.

    Piao Tempo de brinquedo

    Sabi l na gaiolaFez um buraquinhoVoou, voou, voou, voouE a menina que gostava tanto do bichinhoChorou, chorou, chorou, chorou.

    Sabi fugiu do terreiroFoi cantar no abacateiroE a menina ps-se a chamar: Vem c sabi, vem c!

    Sabi responde de l: No chore que eu vou voltar! No chore que eu vou voltar!

    SabiCantares

    Essa cantiga tanto encontrada entre as brincadeiras de roda simples, com os brincantes de mos dadas, voltados para o centro e girando em sentido horrio, enquanto cantam, quanto se presta ao modo das brincadeiras de cantar fazendo gestos e/ou mmicas. No caso, o gestual busca corresponder s aes citadas na letra da cano (voou, chorou, vem c, no chore voltar).

    Ateno amigos da limpeza! Cuidado com aquel

    as hastes flexveis

    popularmente conhecidas como cotonetes! Dep

    endendo de como so

    usadas, elas podem ser inimigas da sade auditiva

    . Sabe por qu? No?

    Pois repare: a cera produzida pelas glndulas ceru

    minosas, localizadas

    no ouvido, no sujeira, proteo! Como assim

    ? Bem, a produo

    dessas glndulas, a cera, que impede que partcu

    las estranhas e

    microrganismos entrem no canal auditivo e cau

    sem infeces. E essa

    mesma produo que protege o revestimento do

    referido canal, que a

    porta de entrada dos sons que ouvimos. Assim, a

    cera do bem, galera!

    A limpeza com cotonete deve ser apenas do lado

    de fora das orelhas,

    sem coloc-lo dentro do canal. Geralmente, l d

    entro, a limpeza fica

    por conta do prprio ouvido, pois, quando h u

    m excesso de cera, ele

    trata de expulsar. justamente esse excesso que v

    emos do lado de fora e

    que podemos limpar. Com todo o cuidado!

    Por vezes, o cotonete at empurra a cera para den

    tro do canal

    do ouvido, provocando acmulo. O acmulo de

    cera pode

    causar otite (dor resultante de infeco) e at prej

    udicar a

    audio. Pessoas que produzem cera alm do nor

    mal devem

    fazer a limpeza dentro sim, desde que seja no m

    dico

    otorrinolaringologista. Mas oua bem, mesmo ne

    sse caso,

    limpar o canal com cotonete muito perigoso. E

    scutou o

    conselho bem direitinho? Pois escute! (13)

    Por que o ouvido

    produz cera?

    ,

    (Resposta da pg. 8: O fsforo)

    13

  • 14

    Experi-cincias

    Faa um forno e asse uma batata Voc pode usar os raios infravermelhos do Sol para cozinhar alimentos deliciosos. Os fornos de micro-ondas cozinham os alimentos pelo mesmo processo.

    Passo a passo1. Forre a cesta ou a vasilha com folha de alumnio, com o lado brilhante para cima, bem esticada. Prenda-a no lugar com fita adesiva. ( conveniente colocar um forro sob a folha de alumnio.)

    2. Espete a batata com o garfo ou o espeto e coloque-a no meio da cesta.

    3. Ponha seu fogo virado para o Sol. Para obter melhor resultado, faa essa experincia num dia muito quente, por volta do meio-dia.

    4. V girando o fogo para que fique sempre de frente para o Sol.

    Como funciona A folha de alumnio reflete os raios do Sol como um espelho e concentra-os sobre a batata. O calor esquenta a batata e ela ficar assada completamente se o sol for bastante forte.

    Os viajantes e o ursoDois amigos iam juntos por uma estrada quando, de repente, surge um urso enorme de dentro da floresta que margeava o caminho e para diante deles, urrando. Um dos homens, mais que depressa, trata de subir na primeira rvore que encontra e agarra-se aos ramos. O outro, vendo que no tinha tempo para esconder-se, deita-se no cho, esticado, fingindo-se de morto, isto porque ouvira dizer que os ursos no tocam em homens mortos. O urso enorme, aproxima-se do homem deitado arfando, passa o focinho sobre ele, cheira-o e volta de novo para a floresta. Quando a fera desaparece no horizonte, o homem da rvore desce apressadamente e pergunta ao companheiro:

    Vi o urso dizendo alguma coisa no teu ouvido. Que foi que ele disse?

    Ao que ele responde de pronto:

    Disse que eu nunca viajasse com amigos que me deixam sozinho no perigo.

    Na hora do perigo que se conhecem os amigos. Esopo

    Confabula

    ndo

    Materia is : Uma batata pequena, folha de alumnio, uma cesta (forrada, se possvel) ou uma vasilha redonda de metal, um espeto ou garfo, fita adesiva.

    Parlendas

    Hoje sbadop de quiaboamanh domingop de cachimboo cachimbo de ourod no besouro

    o besouro valented no tenenteo tenente mofinod no meninoo menino chorotibufo no cho

    (Resposta da pg.8:

    Voc t cheio de pro

    blemas

    Hoje E SAbado, ,

  • 15

    Helicptero de papel (12)

    Construa avies de papel. Aprenda modelos

    novos com os colegas.Invente outros modelos com base num que voc j sabe. No deixe papel

    jogado no cho.

    Este helicptero uma maravilha.

    Quem me ensinou foi o Bernardo, um

    menino de Belo Horizonte, em Minas Gerais, que sabe fazer

    aviezinhos de papel de muitos modelos diferentes que ele

    mesmo inventou ou aprendeu.

    Formao:Riscar duas linhas no cho, deixando entre elas uma distncia de uns 3 metros aproximadamente.

    Brincadeiras

    Me da RuaComo se brinca?Escolhe-se entre os brincantes algum para ser a me da rua.

    A me da rua a dona da rea entre as duas linhas e a nica que pode andar nessa rea com os dois ps. Os demais brincantes ficam nas bases e tm como misso passar de uma para a outra sem serem tocados pela me. O problema que eles s podem passar pela rua, pulando com um p s. Quem durante a travessia for tocado, ou seja, pego antes de atingir o outro lado, passa a ser a me da rua.

    VariantesQuem for pego pela me da rua ajuda a pegar outro brincante, que dever ajudar a pegar outro, assim sucessivamente, at que no reste ningum para atravessar. Mas o primeiro a ser pego iniciar como me da rua na prxima rodada.

    A me da rua pode ultrapassar os limites da rua, indo s bases para buscar algum e transform-lo em ajudante, mas, para isso, ela que ter que pular com um p s na rea do adversrio e pux-lo para a rua.

    15

  • 16

    02Dia de Iemanj

    10 . Dia do Atleta Profissional

    14Dia da Amizade

    16Dia do Reprter

    19Dia do Esportista

    27 . Dia do Idoso e Dia

    Nacional do Livro Didtico

    Fevereiro (Com 28 dias, exceto em anos bissextos, quando possui 29 dias, fevereiro deriva do latin februa, referncia ao festival romano Februlia, durante o qual se ofereciam sacrifcios aos mortos para apazigu-los. Era considerado um perodo de penitncia e purificao para os romanos da Antiguidade.)

    Trava-lnguas

    No galho de uma rvoreTem uma arara loura.Fala, arara loura! Fala, arara loura!

    Numa noite de f

    ortes ventos e trov

    oadas, dois meni

    nos traquinas

    resolveram pular

    o muro de um cas

    aro abandonado

    , para ver o

    que tinha no inte

    rior do imvel. U

    m deles pulou e

    caiu dentro de

    uma antena para

    blica colocada re

    nte ao muro. Assu

    stado com o

    estrondo provoca

    do pela queda do

    colega, o menino

    que estava

    do lado de fora p

    erguntou ao comp

    anheiro que estav

    a do lado de

    dentro:

    - Tem cachorro a

    ?

    Ao que o outro re

    spondeu, enquan

    to tentava se reco

    mpor da

    queda:

    - Tem sim, e acho

    melhor a gente pa

    rtir a mil. Se o pr

    ato de

    comida dele do

    tamanho que vi a

    qui, no quero n

    em pensar

    qual deve ser o ta

    manho do bicho.

    Numa frao de s

    egundos os dois

    moleques j tinha

    m retomado o

    caminho de casa

    e estavam deitadin

    hos em suas cama

    s, cada qual

    esperando o beiji

    nho de boa-noite

    de sua respectiva

    mame. (17)

    Risonh

    as

    A raposa, o galo e o milhoUm homem vai levando consigo uma raposa, um galo e um saco de milho. Chegando beira de um rio, encontra uma pinguela que mal d pra uma pessoa passar, de maneira que ele precisa levar a raposa, o galo e o milho, de um em um, para poder no cair na gua. O que fazer ento? Se levar a raposa, o galo come o milho. Se levar o milho, a raposa come o galo... (15)

    (Ver resposta na pg. 21)

  • 17

    Cesto do TesouroEsta estratgia que

    estimula os vrios sentidos do

    beb foi criada pela educadora Elinor G

    oldschmied

    e oferece a todos os adultos que atua

    m com essa

    faixa etria uma rica oportunidade

    de preparar

    um material simples, mas extremam

    ente rico

    em aprendizagens e descobertas para

    o beb.

    apropriado para os bebs que j sentam

    , mas ainda

    no tm muita mobilidade. O cesto p

    ermite que

    a criana faa suas prprias descobe

    rtas e que

    experimente diferentes sensaes.

    No que consiste o Cesto do Tesouro? Os

    tesouros so

    objetos simples, mas que oferecem uma d

    iversidade de

    descobertas para o beb. Existem duas r

    egras bsicas

    para a escolha dos materiais: que sejam d

    iversificados,

    a fim de estimular todos os sentidos, e

    que sejam

    seguros. Por essa razo os materiais natu

    rais so mais

    indicados.

    Alguns exemplos: chocalhos, bolinhas de cores, tamanhos e materiais diferentes, colher, concha, panos pequenos, algumas frutas como limo (devem ser trocadas diariamente), pincel de barba, rolha, esponja, pregador de roupa, funil, sino, aros de cortina de madeira e o que mais servir para estimular o beb.

    Coloque cerca de dez objetos de cada vez e deixe o beb explorar! O adulto s deve intervir caso precise. Essa uma experincia que vai entreter o beb. Deixe-o livre!

    Ateno para a higiene dos objetos: lave-os a cada vez que o cesto for usado.

    A criana

    pai do homem

    MIuDinhaS

    H quem diga que o nome veio de um grupo da pesada, que se inspirou na Escola Normal Estcio de S. O compositor Ismael Silva, primeiro a usar o termo, dizia que esta a verdadeira origem e que a expresso foi adotada por causa dos professores da escola: Se havia l uma escola com professores, por que no poderia haver tambm outra de samba, com seus mestres e alunos?. Para o musiclogo Almirante, o termo surgiu graas popularidade dos instrutores dos tiros-de-guerra, que bradavam Escola! Sentido!. O termo pode ter vindo, segundo a escritora Eneida, dos ranchos-escola, onde se aprendia a cantar, danar e sair em cortejo. O cronista carioca Jota Efeg dizia que os velhos batuqueiros dos morros da Providncia e da Favela usavam o termo antes de 1928. E a denominao pode at ser do sculo passado, afirmava o jornalista Brcio de Abreu, que num recorte da revista Gil Brs de maro de 1898, leu... cordo carnavalesco extico Escola de Samba e da Serenata. Seja qual for a origem do nome, a escola de samba talvez a maior criao do povo brasileiro, exemplo de organizao e trabalho feito com amor e alegria. (1)

    Por que escola de samba?

    filho de meu pai

    e tambm de minha me,

    mas no meu irmo

    nem minha irm

    Quem ele?

    (Ver resposta na pg. 18)

  • 18

    Este um brinquedo

    fcil de construir e de

    brincar. No comeo, a

    gente demora um pouco

    para pegar o jeito, mas,depois que

    compreendeo movimento do

    corrupio, no esquece

    nunca mais.

    Voc pode experimentarnovas formas de brincar com ocorrupio. Descubra sozinho e

    com outros companheiros.

    Corrupio de tampinha (12)

    Um, dois, feijo com

    arroz

    Trs, quatro, feijo n

    o prato.

    Cinco, seis, falar ing

    ls.

    Sete, oito, comer bis

    coito.

    Nove, dez, comer pa

    stis.

    * Em uma roda de c

    rianas de mos dad

    as, a

    parlenda acima costu

    ma ser dita na form

    a de

    um canto-falado, se

    ndo que, aps o an

    ncio

    de comer pastis,

    comum ver os brinc

    antes

    simultaneamente se

    agacharem ou mesmo

    se

    esborracharem no c

    ho por vontade pr

    pria,

    entre risos e gargal

    hadas.

    Parlendas

    (Resposta da pg

    . 17)

    Sou eu mesmo.

    Um, dois...

  • 19

    Experi-cincias

    Passo a passo1. Recorte um disco d

    e 10 cm de dimetro.

    2. Com um transferidor, divida-o em sete

    partes iguais ou em ngulos de 51.

    3. Pinte cada parte com uma das cores do

    espectro.

    4. Faa um pequeno buraco no centro do di

    sco

    e passe o lpis ou o palito por ele.

    5. Gire o disco rapidamente. O que voc v

    ?

    Tente tambm Faa outro disco

    e divida-o em trs partes. Pinte

    uma parte de vermelho, outra de azul e outr

    a de

    verde. Ao girar o disco, voc ver novamente

    uma cor

    branco-acinzentada. Isso acontece porque o

    vermelho,

    o azul e o verde so as principais cores s qu

    ais nossos

    olhos reagem. So as cores primrias da luz

    .

    Experimente combinar duas das cor

    es primrias.

    Faa um disco que seja metade vermelho e

    metade

    verde, e outro metade vermelho e metade a

    zul. Quais

    as cores que voc v quando gira o disco? (V

    oc ver

    que a mistura das cores da luz diferente d

    a mistura

    das cores da tinta.)

    Faa um disco de coresEis uma maneira para

    comprovar que a luz branca composta da

    s

    sete cores do arco-ris.

    Materia is : Cartolina, tesoura, um

    lpis pequeno

    apontado ou um palito com ponta.

    Como funcionaQuando o disco gira r

    apidamente, seus olhos no

    veem as cores separadas. Voc s v o resultad

    o

    da combinao de cores diferentes. por

    isso que o disco parece branco-acinzentado,

    embora ele tenha, na realidade, sete cores.

    CantaresQuando o relgio bate as sete,todas as caveiras chupam chicletes.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as oito,todas as caveiras comem biscoito.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as nove,todas as caveiras danam o rock.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as dez,todas as caveiras comem pastis.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as onze,todas as caveiras tomam bronze.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as doze,todas as caveiras voltam pra tumba.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as horas

    Para brincar com essa cantiga, inicial-mente todos os brincantes devem estar deitados no cho, espalhados aleatoria-mente pelo espao. Antes de comear a cantar pode haver um intrito como: Era meia noite, em um cemitrio bem sombrio quando, em passos len-tos, surge um homem com uma faca na mo... passando manteiga no po! (ou qualquer outra patacoada que brinque com ideias de medo). Ento, cada brincante passa a ser uma ca-veira e, na medida em que as estrofes vo sendo cantadas, vai fazendo ao seu modo os movimentos sugeridos pela letra da cano. Note que, ao final, todos devem retornar posio inicial, e isso pode ser feito acompanhado da-quele uuuuuhhhhhhh!!! de fantasma de brincadeira.

    Quando o relgio bate a uma,todas as caveiras saem da tumba.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as duas,todas as caveiras pintam as unhas.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as trs,todas as caveiras jogam xadrez.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as quatro,todas as caveiras tiram retrato.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as cinco,todas as caveiras tocam o sino.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

    Quando o relgio bate as seis,todas as caveiras imitam chins.tumba la tumba, la tumba la bai. (bis)

  • 20

    As bonecas de papel (dressing dolls) originaram-se na Inglaterra no final do sculo XVIII. Eram figuras para recortar, com roupas para trocar, e fizeram sucesso em toda a Europa, especialmente na Frana.

    Em 1844, o americano Charles Goodyear patenteou uma tcnica de produzir uma borracha dura que poderia ser utilizada para fabricar bonecas prova dgua. Os italianos comearam a usar esse material em 1860, mas perceberam que ele no tinha durabilidade, pois rachava com o tempo. So raros os exemplares que restaram dessa experincia. As cabeas das bonecas continuaram sendo de massa, porcelana ou biscuit; os olhos, de cristal; os cabelos feitos com fios naturais e o corpo, de madeira ou pelica, com enchimento de serragem. O fato de algumas bonecas de porcelana terem a parte posterior da cabea cortada se deve a uma soluo encontrada pelos fabricantes para reduzir a tarifa alfandegria cobrada sobre o peso do carregamento.

    As primeiras bonecas que falaram mam e pap foram apresentadas por Johan Maezel na Exposio da Indstria Francesa em 1823, mas s foram aperfeioadas em 1880, com o emprego da tecnologia fonogrfica de Thomas Alva Edison (1847-1931). Em 1826 apareceram as plpebras, que podiam se mover por meio de fios ligados a contrapesos de chumbo no interior da boneca. O celulide comeou a ser utilizado em bonecas aps 1850. No sculo XX elas passaram a ser deste material e tambm de borracha e plstico. Comearam a dar risadas, a engatinhar e a falar.

    Hoje, existem bonecas mecnicas que funcionam a pilha e podem conversar, pedir beijinhos, cantar... Algumas so aromatizadas com cheirinho de talco. J existem bonecas programadas eletronicamente, que pedem comida na hora certa e respondem aproximao de algum.

    A origem das bonecas se perde no tempo. Possivelmente, as primeiras es

    tatuetas

    de barro tenham sido feitas pelo Homo sapiens h 40 mil anos, na fr

    ica e na sia,

    com propsitos ritualsticos. No Museu de Histria Natural de Viena

    , na ustria,

    encontra-se uma das mais antigas figuras humanas conhecida, Vnus d

    e Winllendorf

    (25000-20000 a.C.), uma pequena estatueta de formas arredondadas,

    considerada

    um smbolo de fertilidade.

    A transio das bonecas como dolos para brinquedos provavelmente

    ocorreu

    no Egito, h cinco mil anos. Poderia ser um sacrilgio uma criana eg

    pcia brincar

    com um dolo de argila, mas isso seria aceitvel se o objeto representa

    sse um mero

    mortal, como um servo. Por isso bonecas e bonecos no tinham apar

    ncia infantil;

    eram, antes, miniaturas de adultos e nunca ambguos, tendo os sexos be

    m definidos.

    Em tmulos egpcios foram encontradas, ao lado de crianas, bonecas

    esculpidas em

    pedaos de madeira com o cabelo feito de cordo de argila ou de contas

    de madeira.

    Na Grcia e em Roma, em 500 a.C., as bonecas recebiam os nomes de n

    ympha e

    pupa, que significavam moa pequena. Algumas tinham braos e pern

    as articulados

    e cabelo humano. As meninas gregas brincavam com bonecas que as ac

    ompanhavam

    at a poca do casamento, quando eram dedicadas a Afrodite, deusa

    do amor e da

    fecundidade. Os meninos romanos, por sua vez, se divertiam com bone

    cos de cera e

    argila que representavam soldados.

    Na Idade Mdia, as bonecas passaram a ter grande importncia na

    moda.

    Estilistas vestiam-nas com suas criaes e as enviavam para rainhas e dam

    as escolherem

    os modelos dos seus vestidos. Na corte de Isabel da Baviera, casada

    com o rei da

    Frana Carlos VI (1368-1422), elas ficaram conhecidas como embaixat

    rizes da moda.

    A Alemanha tornou-se o centro da produo de bonecas, e a primeira

    fbrica surgiu

    em Nuremberg em 1413.

    Obs.: Contudo, continuam sendo fabricadas artesanalmente bonecas de pano e estas, por conta do grande apelo que fazem sensibilidade e do quanto exigem da imaginao, fo-ram, so e parece que se mantero entre as preferidas das crianas brasileiras. O sentido fundamental do brincar de bonecas est inscrito fundamente em sua simplicidade e, mesmo que no futuro as industrializadas recebam vrios programas diferentes, que podero estar disponveis na internet e permitiro uma variedade de brincadeiras, ao que tudo indica as artesanais de pano continuaro tendo lugar de destaque.

    BonecasTempo de brinquedo

    O corpo tem uma temperatura mdia de 36,5 graus, e precisa se manter sempre prximo dessa temperatura. Seja vero ou inverno, nosso corpo deve ter regularmente a temperatura estabilizada e o suor um dos meios utilizados para cumprir esta funo. Ou seja, o suor uma funo importantssima para nosso organismo. O suor formado de gua e sais minerais, e bom saber que, em si, ele no tem cheiro; o cheiro, alis, devido presena de bactrias na pele.

    Sempre que tomamos sol, quando est muito calor, ou quando fazemos muito esforo ou nos movimentamos durante uma atividade fsica, a temperatura do corpo se eleva. O calor deve ser dissipado para no alcanar uma temperatura fora de padres aceitveis pelo nosso corpo. Quando ele aquece alm do normal, as glndulas sudorparas que se localizam na camada interna da pele, a derme lanam suor sobre a camada externa da pele, a epiderme, fazendo o corpo se resfriar. Assim, suamos para regular a temperatura do corpo.

    So quase 2,5 milhes de glndulas sudorparas espalhadas por todo o corpo. Por isso suamos nos ps, nas mos, na barriga, na testa, debaixo

    do brao. Onde sua mais porque tem mais glndulas sudorparas.

    Assim, ao suarmos muito ao fazermos exerccios fsicos, por exemplo , importante tomar bastante lquido para repor o que o corpo perdeu, evitando a desidratao, e normalizar a temperatura corporal. preciso tambm redobrar os cuidados com a alimentao, tanto para cuidar da desidratao quanto para evitar o mau cheiro causado pelas bactrias.

    Agora voc j sabe, quando estiver suando muito, no entre em desespero, uma estratgia do seu corpo para se manter saudvel. J se o cheiro resultante da transpirao for notado com desaprovao por pessoas prximas, o melhor a fazer procurar ajuda especializada para identificar o que provoca a tal fragrncia desgraciosa, mas como ao imediata, no tenha dvida, s uma ducha salva! (13)

    Obs.: No caso de jovens e adultos, um bom desodorante (e/ou uma gua de cheiro) pode ser uma bno, a bem da verdade.

    Por que suamos?

    20

  • 21

    Brincadeiras

    Barra manteigaFormao:Acima de quatro brincantes e sempre em nmero par. Riscar duas linhas paralelas no cho, deixando entre elas uma distncia de uns 5 metros.

    Como se brinca?Divide-se a turma em dois grupos com igual nmero de brincantes. Escolhe-se ou sorteia-se um grupo para iniciar o jogo. Os grupos se colocam atrs das linhas, fora do campo neutro. O grupo que inicia indica um de seus componentes para batedor. O batedor deve atravessar o campo neutro e se aproximar da linha do grupo adversrio, onde todos esto de joelhos e com a palma da mo estendida esperando uma palmada. O batedor deve dar a palmada e correr em direo linha de seu grupo. O jogador batido, ou seja, o que recebeu a palmada deve correr atrs do batedor na tentativa de toc-lo ainda no campo neutro, ou seja, antes que ele cruze a linha do outro lado.

    Se o batedor conseguir cruzar a linha sem ser tocado pelo batido, est livre, caso contrrio, ele passa a fazer parte do grupo adversrio. Se o jogador batido no conseguir tocar o batedor, deve reiniciar o jogo, assumindo a posio de batedor, dando uma palmada em qualquer jogador do grupo adversrio, que deve estar de joelhos, com a palma da mo estendida, pronto para persegui-lo, reiniciando a correria em sentido contrrio, e assim sucessivamente.

    Ganha o jogo o grupo que conquistar o maior nmero de jogadores.

    Obs: Se durante a perseguio o jogador batido ultrapassa a linha do grupo adversrio, fica preso e passa a fazer parte deste grupo.

    comer e beber e, como j era tarde, insistiram muito com ele para dormir. De noite, como ele tinha bebido demais, ferrou num sono muito pesado. As moas foram, abriram o surro e tiraram a menina que j estava fraquinha, quase para morrer. Em lugar da menina, encheram o surro de excrementos.

    No dia seguinte, o velho acordou, pegou o surro, botou-o s costas e foi-se embora. Adiante em uma casa, perguntou se queriam ouvir um surro cantar. Botou o surro no cho e disse:

    Canta, canta meu surro, Seno te meto este bordo.

    Nada. O surro calado. Repetiu ainda. Nada. Ento o velho meteu o cacete no surro que se arrebentou todo e mostrou a pea que as moas tinham pregado no velho, o qual ficou possesso.

    A menina dos brincos

    de ouroUma me, que

    era muito severa com os filhos,

    fez presente a sua filhinha de un

    s brincos de

    ouro. Quando a menina ia fo

    nte buscar gua

    e tomar banho, costumava tira

    r os brincos e

    bot-los em cima de uma pedra

    .

    Um dia ela foi fonte, tomou b

    anho, encheu

    a cabaa e voltou para casa, esq

    uecendo-se

    dos brincos. Chegando em casa

    , deu por falta

    deles e, com medo de a me ral

    har com ela e

    castig-la, correu fonte a busc

    ar os brincos.

    Chegando l, encontrou um v

    elho muito feio

    que a agarrou, botou-a nas cost

    as e levou-a

    consigo. O velho pegou a meni

    na, meteu-a

    dentro de um surro, coseu o s

    urro e disse

    menina que ia sair com e

    la de porta em

    porta para ganhar a vida e

    que, quando ele

    ordenasse, ela cantasse den

    tro do surro,

    seno ele bateria com o bor

    do. Em todo o

    lugar que chegava, botava o

    surro no cho

    e dizia:

    Canta, canta meu surro,

    Seno te meto este bordo.

    E o surro cantava:

    Neste surro me meteram,

    Neste surro hei de morrer,

    Por causa de uns brincos d

    ouro

    Que na fonte eu deixei.

    Todo mundo ficava admira

    do e dava dinheiro

    ao velho. Quando foi um d

    ia, ele chegou

    casa da me da menina que

    reconheceu logo

    a voz da filha. Ento convid

    aram o velho para

    (Recolhido por Nina Rodrigues. Compilado por Cmara Cascudo)

    Contao

    (Resposta da pg. 16: O homem leva primeiro o galo, pois a raposa no come milho. Depois volta para buscar a raposa. A seguir pega a raposa e leva para o outro lado, mas trazendo de volta o galo, para que esse no seja devorado pela raposa. Na sequncia deixa o galo, pega o milho e leva at o outro lado, deixando-o junto raposa. Finalmente volta para buscar o galo.)

  • 22

    Experi-cincias

    Procure um tubo de cartolina ou

    enrole um papel para fazer um tubo

    comprido como uma luneta. Olhe atravs dele com o olho direi

    to. Coloque

    a mo esquerda bem prxima ao tubo com a palma virada para o

    seu rosto.

    Voc ver um furo na palma de sua mo.

    Faa um furo na

    mo sem sentir dor

    Como funciona O olho direito v atravs do

    tubo

    e o esquerdo v sua mo aberta. O

    crebro fica confuso porque recebe

    sinais diferentes de cada olho. Ento,

    combinar as imagens faz com que voc

    veja um buraco em sua mo.

    Maro (Com 31 dias, o nome maro vem de Martius, Marte, deus romano da guerra. Durante vrios dias deste ms, sacerdotes carregavam escudos sagrados em torno de Roma. Enquanto esteve vigente o calendrio lunar de dez meses, implantado segundo a lenda por Rmulo, o fundador de Roma, aproximadamente em 753 a.C., o ano se iniciava no ms de maro.)

    02 Dia Nacional do Turismo e Dia da Orao

    08 Dia Internacional da Mulher

    10 Dia do Telefone

    12 Dia do Bibliotecrio

    14 Dia Nacional da Poesia e Dia dos Animais

    15 Dia da Escola e Dia Mundial do Consumidor

    19 Dia de So Jos, Dia do Arteso, Dia do Carpinteiro, Dia do Marceneiro

    e Dia da Escola

    20 Incio do outono

    20 Dia do Contador de Histrias

    21 Dia Internacional para a Eliminao da Discriminao Racial e Dia Mundial da Infncia

    22 Dia Mundial da gua

    27 Dia Mundial do Teatro e Dia do Circo

    30 Dia Mundial da Juventude

    Apesar de em outros lugares do mundo as estaes no serem to marcadas quanto no hemisfrio Norte, algumas culturas inclusive desconsideram essa estao do ano, o outono geralmente identificado como tempo dos frutos e das colheitas. No Ocidente simbolizado por uma mulher com folhas de videira, uvas ou outra fruta, sendo associado a Dionsio (deus grego), Baco (deus romano), lebre e aos signos de Libra, Escorpio e Sagitrio.

    Cantares

    Fui ao baileFui ao bailepra ver como era o bailese tudo fosse bailea dana era baile

    Fui Chinapra ver como era a Chinase tudo fosse Chinaa dana era China

    Fui guerrapra ver como era a guerrase tudo fosse guerraa dana era guerra

    Fui ao rolelpra ver como era o rolelse tudo fosse rolel a dana era rolel

    Fui ao bailepra ver como era a Chinase tudo fosse guerraa dana era rolel

    Esse mais um daqueles brinquedos de mo que tanto empolgam as meninas em suas exibies de agilidade, destreza e coordenao motora. Como outras brincadeiras cantadas, essa possui muitas variantes de um lugar para outro, sendo muito difcil explicar por escrito como se brinca. Caso voc no tenha um jeito prprio, o melhor a fazer descobrir como as crianas da comunidade em que voc estiver atuando brincam e se colocar no lugar de aprendiz. Fique certo(a) de que elas vo adorar ser suas mestras.

    22

  • 23

    Em pocas remotas, chocalhos com frutas secas e pedaos de argila eram usados por sacerdotes em rituais tribais por ocasio do nascimento, de doena ou morte e mesmo para afastar maus espritos. Nas localidades prximas do mar eles eram feitos com pedaos de conchas e seixos rolados nas mars.Os primeiros chocalhos para crianas de que se tem notcia surgiram no Egito por volta de 1360 a.C. Dos que esto acessveis, expostos em museus,

    alguns tm o formato de pssaros, porcos e ursos e muitos so pintados de azul-celeste, cor com significado mgico para os egpcios. Hoje ainda podem ser encontrados, em tribos africanas e entre

    os ndios brasileiros, chocalhos feitos de sementes secas, que conservam seu uso ancestral: fazer msica, espantar demnios e divertir crianas. (5)

    Obs.: Nas grandes cidades, apesar do crescente aparato tecnolgico no entorno dos bebs, o chocalho um dos primeiros brinquedos que chegam s mos dos pequeninos e continuam tendo sucesso junto crtica e ao pblico.

    ChocalhoTempo de brinquedo

    O que , o que ?

    Nasce grande e morre pequeno.

    (Ver resposta na pg. 27)

    Trava-lnguas

    Num ninho de mafagafosTinha seis mafagafinhosTambm tinha magafaasmaagafas, maafinhosmafafagos, magaafasmaagafas, magafinhosisso alm dos magafafose dos magafagafinhos.(6)

    RisonhasDesesperado, o chefe olha pa

    ra o

    relgio e, j no acreditando que

    um funcionrio chegaria a tempo

    de fornecer uma informao

    importantssima para uma reunio,

    liga para a casa do sujeito:

    Al! atende uma voz de criana,

    quase sussurrando. Al. Seu papai est?

    T... ainda sussurrando.

    Posso falar com ele?

    No diz a criana, bem baixinho.

    Meio sem graa, o chefe tenta falar

    com algum outro adulto:

    E a sua mame? Est a?

    T. Ela pode falar comigo?

    No. T ocupada. Tem mais algum a?

    Tem... sussurra.

    Quem? O pulia. Um pouco surpreso, o chefe ten

    ta

    saber um pouco mais, mas ainda em

    tom descontrado:

    Hum! E posso saber o que ele est

    fazendo a? Ele? T conversando com o pa

    pai,

    com a mame e com o bombelo...

    Ouvindo um grande barulho

    do outro lado da linha, o chefe

    pergunta assustado: Que barulho esse?

    o licpito. Um helicptero? . Ele tlosse uma equipe de

    busca. Minha nossa! O que est

    acontecendo a, pelo amor de Deus?

    o chefe pergunta, j desesperado.

    E a voz sussurra, com um risinho

    traquinas: To me puculando. (16)

  • 24

    O amor como a Lua:

    quando no cresce, mngua

    Como se brinca? Trs ou mais brincantes pisam sobre

    uma das linhas, mais trs ou mais pisam

    na outra e o mestre fica ao centro,

    entre uma linha e outra, no mar.

    Todos ficam em estado de prontido

    aguardando os comandos do mestre.

    Quando ele disser mar!, todos devem

    dar um pulo para frente e quando ele

    disser terra, todos devem dar um

    pulo para trs da linha. O mestre deve

    aleatoriamente alternar os comandos de

    modo a confundir os demais brincantes.

    Aquele que, quando ele disser mar,

    der um pulo para trs, ou quando ele

    disser terra, der um pulo pra frente,

    errou e paga uma prenda ou sai da

    brincadeira at que seja iniciada uma

    nova rodada.

    Formao:Antes de iniciar a brincadeira, riscam-

    se duas linhas paralelas no cho a uma

    distncia de aproximadamente uns 2

    metros e escolhe-se quem ser o mestre.

    Brincadeiras

    Mar e terra

    Salada de frutas

    Ingred ientes:4 bananas 4 mas vermelhas

    1 mamo papaia melo 1 abacaxi melancia1 manga-rosa grande

    4 laranjas (suco)

    Modo de fazer:Lave as frutas, descasque-

    as e retire os caroos

    quando for o caso. Corte-as sobre uma vasilha fund

    a

    para aproveitar os sucos e misture bem todas as

    frutas, menos as laranjas, que devem ser espremidas

    na vasilha para aproveitar todo o suco. Cuidado co

    m

    os caroos!

    Se utilizar frutas que se oxidam com o contato do ar

    (ma, pera, banana), preciso salpic-las com suco

    de limo, logo ao cort-las, para que elas no fiquem

    pretas.

    Prove a salada e, caso precise, coloque um pouco de

    acar, misture bem e leve para a geladeira at a hor

    a

    de servir.

    Outras frutas podem ser acrescentadas, como

    algumas uvas, com casca, cortadas ao meio, sem

    caroo, morangos cortados em quatro, peras picada

    s

    ou outras a gosto. Experimente as frutas da estao.

    Sirva em taas plsticas individuais, pura ou com

    alguns complementos. A salada pode ser enriquecid

    a

    com iogurte natural, mel, granola, frutos secos e

    passas, hortel, leite condensado.

    Fazendo um regime bravo

    tem no mar uma baleia

    diz que quando emagrecer

    vai virar uma sereia.

    Quaquaqua-quadrinhas

  • 25

    Processo: 1. Lojas de miudezas so timas para encontrar bijuterias baratas.

    Colar de miangas tambm funciona muito bem para essa atividade.

    Dica: as correntinhas de bijuterias so perfeitas para um giro suave,

    mas experimente outros tipos, como correntes de plstico, colares

    de miangas, linha de costura ou cordas e barbantes.

    2. Pratique o giro da corrente. Para isso, segure em uma ponta ou no

    fecho, mantendo-a encostada sobre o papel na mesa. Faa-a girar, em um

    movimento horizontal e circular, muitas vezes. Mantenha o polegar e o

    indicador prximos ao papel.

    3. Agora para valer! Mergulhe a corrente em qualquer cor de

    tinta. No necessrio mergulhar os dedos. Mantenha de 3 a 5 cm

    da corrente sem tinta. Segure nessa parte durante o processo de

    mergulho.

    4. Deixe a tinta escorrer da corrente por alguns instantes.

    5. Agora, gire suavemente a corrente molhada (lembra-se do passo

    2?) sobre o papel, at que no haja mais tinta pingando.

    6. Mergulhe a tinta em outra cor e gire mais uma vez. D um efeito

    bonito deixar que as tintas caiam umas sobre as outras no papel.

    7. Quando terminar, lave as correntes em gua limpa.

    Variaes: gire um barbante com um boto ou uma borracha de

    vedao de torneiras amarrados na ponta.

    Cole folhas de papel em uma parede, com fita adesiva, e balance a

    corrente suja de tinta contra elas. Faa-as oscilar encostadas no papel

    (coloque papel no cho por causa das gotas de tinta). (10)

    Materia is : correntinhas de bijuteria de 20 a 50 cm, guache ou acrlico, folhas grandes de papel.

    Girar correntinhas molhadas em tinta cria crculos bonitos e diferentes, feitos com cores sobrepostas. Tintas brilhantes e fluorescentes fazem desta atividade uma grande experincia visual.

    Saiba

    Como fazer artes visuais e brincadeira

    ao mesmo tempo. (Pintura giratria)

    Pais e filhosDois pais e dois filhos tinham trs mas para merendar e comeram uma ma cada um. Como fizeram para dividir assim as trs maas entre si?

    (Ver resposta na pg. 26)

    Parlendas

    Cabra cega de on

    de veio?

    Vim do Pand

    Que trouxes pra

    mim?

    Po de l

    D-me um pedac

    inho?

    No d pra mim

    Quanto mais pra

    tua av.

    Cabra cega

  • 26

    Isto me lembra uma histria...

    H muito tempo, e muito longe daqui, existiu um contador de histrias. Um s no; muitos. Eles contavam suas histrias junto lareira, nas cozinhas, em meio estrada e durante o trabalho. Frequentavam as cortes dos nobres e os lugares onde o povo se reunia. Na Idade Mdia, os contadores de histrias cruzaram a Europa, falando do Graal, do rei Arthur, de amor e de traio. Na frica, relatavam crnicas e entoavam cantos de louvor que levavam dias para recitar. Na Amrica do Norte, narravam para as pessoas as histrias de suas tribos sobre a criao do mundo, sobre o corvo e o coiote e sobre um tempo em que os animais e os seres humanos conseguiam se entender. Na Grcia antiga, um bardo cego era guiado pela mo at um salo repleto de fazendeiros-guerreiros e tangia uma corda da sua lira clamando Cante em mim, Musa, e atravs de mim narre as lendas... Em todas as pocas viajantes, artesos, avs e contadores profissionais contaram histrias para seus vizinhos, anfitries, colegas de trabalho e para as crianas. (...)

    Eu s vezes tento imaginar como o av e a av do futuro iro reagir ao eterno pedido dos netos: me conta uma histria? Porm, temo que os avs sero forados a dizer: Uma histria? No me lembro de nenhuma. Mas tenho uma base de dados genial que eu costumava acessar quando tinha a sua idade. E tenho um excelente videocassete, uma verdadeira antiguidade... A criana suspira, e resignadamente liga o programa ao computador.

    Certamente nada substitui a voz viva do contador de histria, nem a sua inesquecvel sabedoria. A imaginao precisa ser despertada e nutrida por uma chama viva e no pr-gravada. As histrias foram feitas para serem passadas adiante diretamente, de boca em boca, pelo corao. Nada pode substituir a experincia de uma histria contada ao vivo.

    Eu soube de uma curiosa histria atravs de meu amigo Roy Evans, filho de ndio e branco e um homem de muitas histrias.

    Contou-me ele de um antroplogo que trabalhava numa aldeia africana quando l chegou o primeiro aparelho de televiso. Ele observou que durante duas semanas

    A televiso e o hbito de contar histrias

    as pessoas no fizeram nada, exceto olhar para aquela tela luminosa, fascinadas por todos os programas. E ento, gradualmente, foram perdendo o interesse e voltaram ao seu costume de ouvir o j idoso contador de histria do vilarejo.

    E o antroplogo quis saber: Por que vocs pararam de assistir televiso?.

    Um dos moradores do lugar respondeu que ouvir histrias era mais interessante.

    Mas, perguntou o cientista, voc no acha que a TV conhece mais histrias do que o seu velho contador?

    A televiso conhece mais histrias, disse o aldeo, mas o contador me conhece.

    As nossas vidas, claro, esto cheias de televiso e carentes de contadores de histrias. A espcie humana nunca teve tantos dispositivos para preservar a linguagem da tipografia aos microprocessadores. E, no entanto, nunca tivemos to poucas histrias para passar adiante s nossas crianas nem to pouca eloquncia para faz-lo. Em meio balbrdia das impressoras, dos videocassetes e dos processadores de textos, percebemos um estranho e incmodo silncio. Pois junto com esta espantosa capacidade de armazenar informaes ns perdemos as nossas histrias. (...)

    H sinais de que a arte de contar histrias vem redespertando aps um sono de sculos. H sinais de que ela vem voltando do mundo da infncia l onde pais, professores e bibliotecrias infantis (Deus abenoe as bibliotecrias infantis) mantiveram a chama viva. (...)

    Vejo nos olhos das crianas quando vou contar histrias em escolas: uma fome profunda de um mundo onde haja maravilha, uma profunda satisfao com a palavra oral no rebuscada e, acima de tudo, um orgulho de possurem uma histria que elas tambm podero recordar por si mesmas. (15)

    Dan Yashinsky, contador de histrias de Toronto, Canad.

    Publicado no jornal The Glober and Mail. em 13 de julho de 1985

    Peixe VivoComo pode o peixo vivo Viver fora da gua fria Como pode o peixe vivo Viver fora da gua fria Como poderei viver Como poderei viver Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia

    Cantares Os pastores desta aldeia Ja me fazem zombaria Os pastores desta aldeia Ja me fazem zombaria Por me verem assim chorando Por me verem assim chorando Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia Sem a tua, sem a tua Sem a tua companhia

    Essa cantiga encontrada entre as brincadeiras de roda simples, com os brincantes de mos dadas, voltados para o centro e girando em sentido horrio, enquanto cantam.

    (Resposta da pg. 25: que eram trs pessoas: av, pai e filho.)

  • 27

    MIuDinhaS

    O que h na caixa? Por milhares de anos, os msicos em todo o

    mundo fizeram instrumentos de ritmo como

    tambores, chocalhos, sinos e gongos. Qualquer

    objeto que emite um som interessante quando

    golpeado ou chacoalhado pode ser utilizado como

    instrumento. Instrumentos tocados dessa forma

    so chamados de instrumentos de percusso ou

    ideofones. Muitos desses instrumentos podem

    produzir notas de s um tom.

    O que h na ca ixa?Esta brincadeira desenvolve a capacidade das

    crianas pequenas de ouvir e memorizar sons.

    Materia isVrias caixas pequenas ou potes com tampas justas,

    pequenos objetos como clipes de papel, pedrinhas,

    botes, algodo, bolinhas de gude, bolinhas de

    poliestireno, ervilhas secas, arroz e alfinetes.

    AmarelinhaEssa brincadei

    ra recebe diversos nomes em

    todo o Brasil: mar, sapata,

    avio, academia, macaca, mac

    aquinho, amarelinha, boneco

    , entre

    outros.

    Pelo traado no cho e os mo

    dos

    de jogo parece ter como ance

    stral o antigo jogo romano d

    os odres, em

    que os jogadores deveriam sa

    ltar, num p s, sobre sacos fe

    itos com a

    pele do bode, untados com a

    zeite.

    So muitas as formas de tra

    ar as linhas da amarelinha no

    cho, tendo

    geralmente oito ou dez quad

    rados numerados em ordem c

    rescente,

    dispostos numa sequncia alt

    ernada de um quadrado cent

    ralizado e

    dois quadrados lado a lado.

    A amarelinha tradicional mai

    s comum tem

    um semicrculo em uma das

    pontas, onde esto as palavra

    s cu, lua ou

    cabea. Em algumas encontra

    mos a casa do inferno ou pesc

    oo e a rea

    de descanso, chamada de bra

    os ou asas, onde permitido

    equilibrar-

    se sobre os dois ps. Por ltim

    o, a rea do corpo ou quadrad

    o. H

    outro formato menos usual,

    mas razoavelmente difundido

    , que o de

    labirinto ou caracol, no qual

    quadrados numerados em ord

    em crescente

    se sucedem em forma de espi

    ral.

    Tradicionalmente desenhada

    no cho com giz ou carvo,

    hoje tambm

    fabricada em diversos mate

    riais, como o plstico. Mas, se

    houver

    espao apropriado, importa

    nte propor s crianas riscar a

    amarelinha

    cada vez que for jogar, pois o

    fazer do riscado institui apren

    dizados

    diversos no tocante psicomo

    tricidade, s noes de espao

    e

    proporo, ordem numeral

    crescente, entre outros.

    Tempo de brinquedo

    Coloque cada tipo de objeto numa caixa diferente e prenda a tampa. Mostre como soa cada caixa e informe o contedo de cada uma. Repita essa operao diversas vezes para que as crianas tenham chance de contrastar os diferentes timbres. Depois vende os olhos de uma das crianas e sacuda uma das caixas de cada vez, pedindo que ela identifique qual a caixa e o que contm. Estipule um nmero mximo de enganos por criana e nesse caso convide outra criana para brincar. importante que durante a atividade as crianas no faam barulho para ajudar o desafiante a adivinhar o que h dentro de cada caixa.

    O que d iz a pesquisa cerebra lAs expeincias com msica so vitais para a fala, para o desenvolvimento motor e para a integrao sensorial. (18)(Resposta da pg. 23: O lpis)

  • 28

    1 2

    3

    Pegue uma tampinha degarrafa e um palito dedente ou de fsforo.

    Com um prego maisno que o palito, fure atampinha bem no centro.

    Agora passe o palito, de dentro para fora, demaneira que ele que bem apertadinho ecom a ponta menor para baixo.

    4

    Agora, s segurar a parte decima do palito com dois dedose girar.

    No mundo todo existem pies de muitas formas e tambm piorras. Os

    pies precisam de fieira, chicote ou algum outro mecanismo para coloc-

    los em movimento.A piorra a gente gira

    com as pontas dos dedos. Esta piorrinha de tampinha foi inventada

    por eu, menino, em So Sebastio das guas Claras, em Minas Gerais.

    Mais tarde, descobri que outros meninos, de

    outros lugares, j haviam inventado primeiro.

    Experimente tampas de materiais e tamanhos

    diferentes. Tente com duas ou

    mais tampinhas no mesmo

    palito. Procure conhecer e

    aprender a jogar pies.

    Piorrinha de tampinha (12)

    As fases da Lua

    Para completar sua rbita em torno

    da

    Terra, a Lua leva 29 dias e meio. N

    este

    perodo, denominado ms sindi

    co,

    sua face visvel reflete para ns os ra

    ios

    que recebe do Sol. Este

    brilho, de intensidade

    varivel, assume

    diferentes formas:

    so as chamadas

    fases da Lua.

    LUA NOVA o incio do ciclo, q

    uando

    a Lua est alinhada entre

    o Sol e a Terra. Durante

    sete dias, sua face pouco

    visvel.

    LUA CRESCENTELua, Terra e Sol

    formam

    um ngulo de 90 graus. A

    cada dia a luminosidade

    lunar aumenta e sua face

    torna-se mais visvel.

    LUA CHEIANeste perodo a L

    ua est

    oposta ao Sol e sua face

    pode ser vista inteiramente.

    LUA CHEIANeste perodo a L

    ua est

    oposta ao Sol e sua face pode

    ser vista inteiramente.

  • 29

    Histria da CobraHavia em uma cidade dois fazendeiros e cada um tinha uma filha.

    Sempre os fazendeiros so uns contra os outros, n? Ento morreram os dois e ficaram as duas vivas. Cada uma tinha uma filha, e essas filhas sempre ficavam esperando o Prncipe Encantado pra se casar. Quando foi um dia, a fazenda era grande, tinha bosque, tinha tudo, essas coisas, e a uma saiu pra passear pelo bosque. Quando chegou l, embaixo de uma rvore estava uma cobra, uma cobra enorme. A cobra olhou pra ela: Voc quer casar comigo?. A ela ficou assombrada e voltou pra casa correndo.

    minha me, eu cheguei ali e tem uma cobra grande, e a cobra perguntou se eu queria me casar com ela.

    minha filha, o prncipe, o Prncipe Encantado. Quando a cobra falar assim, voc diga que quer.

    Ento ela voltou. Quando voltou, a cobra estava l. Ela chegou e ficou olhando. A cobra tornou a dizer assim: Voc quer casar comigo?. Ela chegou em casa e contou o acontecido me, e a me:

    Vambora, vambora ns duas agora e voc diz que quer. Quando ela perguntar, voc diz que quer.

    A ela voltou no lugar. Mal chegou e a cobra tornou a dizer: Voc quer casar comigo?.

    Quero! respondeu ela de pronto. Pronto! Quando ela disse assim, j no era mais a cobra. J era um jovem bonito, e a me ficou alegre e voltou pra casa com essa filha. J no era mais a casa, j era um palcio. No sei se era no lugar que a cobra estava. No sei onde foi. Eu sei que acertaram esse casamento, fizeram o casamento bonito e casaram. A moa ficou casada com o prncipe. Mas a outra mulher, que sempre tinha inveja, disse tambm pra sua filha:

    Agora ns vamos procurar tambm um lugar pra voc achar uma cobra pra virar um prncipe pra casar com voc.

    A ela mandou a filha sair pelos matos. Coitada! Ela saiu por a procurando cobra. Quando saiu em um lugar, olha uma cobrona enrolada! E ela se lembrou dos dizeres da me: Quando voc chegar de junto da cobra, mesmo se ela no falar nada, voc pergunta Voc quer casar comigo?. A filha perguntou e... nada da cobra falar. E ela bulia com a cobra, e a cobra cada vez mais se enfezava. E nada de a cobra falar, a ela:

    Voc quer casar comigo? E nada. A ela voltou pra casa e desabafou:

    minha me, achei uma cobra, mas ela no me perguntou nada. Eu fui que perguntei.

    V de novo disse a me. Ela foi e nada de a cobra falar. Perguntava: Voc quer casar comigo?. E nada de a cobra falar. A a me mandou os empregados pegarem essa cobra no sei como foi e amarrar e trazer pra casa. Pegaram. A prenderam a cobra. E no sei como foi que armaram o casamento. No sei como foi que fez. Eu sei que depois do casamento todo, depois da festa, a apanharam pra dormir, e a filha disse:

    minha me, l ela* t com medo de deitar mais essa cobra, de ir pro quarto com a cobra.

    V, minha filha. Deixa ver que ela vai virar o prncipe, vai desencantar, quando vocs forem pro quarto!

    Chegou a noite, a moa se vestiu toda, coitada, e foi para o quarto. Fecharam a porta. A moa ficou l... A nada de essa cobra ir dormir na cama. No sei como foi a a moa... No sei se buliu com a cobra. Sei que a cobra vinha de l e mordia a moa toda, mordia a moa que gritava:

    Ai, minha me, ela t me mordendo.

    E a me, sem dar nada por isso, retrucava:

    No nada, minha filha. Ela t te beijando.

    Quanto mais ela gritava, mais a me dizia: Deixa, minha filha. Ela t te beijando. Quando amanheceu o dia, coitada, a moa no pde mais gritar, que j estava perto de morrer. A cobra mordeu a moa toda! Amanheceu o dia, nada. Deu dez e a me, sem dar f do ocorrido:

    Eta, minha filha t dormindo! Botou a mesa pra tomar caf, a filha no veio. Ela abriu a porta a filha estava l, estava na cama, toda inchada. E a cobra... Foi at a. Pronto! Acabou a histria.

    Contada por D. Gessy Oliveiras, natural de Amargosa-BA. (15)

    * Voc reparou que a filha, em vez de dizer eu tou, usa a expresso l ela? Por que ser?

    Contao

  • 30

    Risonha

    s

    Abril( um ms com 30 dias e para explicar a origem de seu nome h duas verses: uma diz tratar-se de homenagem a Afrodite, deusa do amor, para quem o ms consagrado; e outra de que seria originado da palavra latina aperire ou a prillis (abrir), o que tanto se entende como ms em que as terras se abrem para a semeadura quanto como referncia abertura das flores, pois durante esse ms que se inicia a primavera no hemisfrio Norte.)

    01. Dia da Mentira 02Dia Internacional do Livro Infantil 07Dia Mundial da Sade 08Dia do Correio e Dia Mundial do Combate ao Cncer 13Dia dos Jovens e Dia do Hino Nacional 14Dia das Amricas 15Dia da Conservao do Solo 16 . Dia da Voz 18Dia Nacional do Livro Infantil e Dia de Monteiro Lobato 19Dia do ndio

    20 . Dia do Disco 21Dia de Tiradentes, Dia da Latinidade e Dia do Metalrgico 22Descobrimento do Brasil e Dia da Comunidade Luso-brasileira e Dia do Planeta Terra 23Dia de So Jorge 23Dia Mundial do Escoteiro, Dia Mundial do Livro e Dia Nacional da Educao de Surdos 26Dia do Goleiro 27Dia da Empregada Domstica 28Dia da Educao 30Dia Nacional da Mulher

    Dia da M entira - So muitas as narrativas que tentam explicar por que o 1 de abril se tornou o Dia da Mentira. Uma das mais difundidas diz que a brincadeira surgiu na Frana. Nesse pas, no comeo do sculo XVI, o Ano-Novo era festejado em 25 de maro, data que marcava a chegada da primavera na Europa. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril. Em 1564, com a adoo do calendrio gregoriano (ver pg.10 ), o rei Carlos IX determinou que o Ano-Novo passaria a ser comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram mudana e tentaram

    manter a tradio, ignorando a determinao real. S que os gozadores passaram a ridicularizar os tradicionalistas, tomando-os por conservadores, tolos e antiquados, enviando presentes esquisitos e convites para festas que no existiam. A brincadeira se espalhou pela Europa e ganhou o mundo. No raro encontrar algum que tenha tascado (sic) uma mentira cabeluda em algum no 1 de abril. Existem grupos que chegam a organizar concursos informais para ver quem narra a maior pea mentirosa pregada em parentes, amigos e conhecidos, exclusivamente por conta da data.

    O que o tomate foi fazer n

    o banco?

    (Ver resposta na pg. 33)

    Duas formigas se encontram na rua. Uma pergunta para a outra: Qual o seu nome? Fu. S Fu? No, Fumiga. E o seu? Ota. S Ota? No, Ota Fumiga. (16)

  • 31

    Confabuland

    oTempo de brinquedo BOLHAS DE SABAO

    Quando ao certo comeou essa borbulhante brincadeira no se sabe

    bem, mas sabemos que desde a Roma antiga as crianas se divertem

    fazendo bolhas de sabo, na poca usando um canudo de palha.

    No sculo XVII era um divertimento praticado com frequncia

    na Frana, onde recebeu o nome de bouteilles, uma referncia s

    garrafas que guardavam o lquido feito com gua e sabo e, s vezes,

    uma pitada de acar para aumentar sua consistncia.

    No Brasil, ainda que sejam comuns os kits industrializados com

    tudo j pronto para uso, o modo mais tradicional utilizar

    canudos feitos com gomos do talo do mamoeiro, da mamoneira, de

    abbora ou de bambu, uma canequinha com gua, sabo em p ou

    detergente. Para fazer as bolas deve-se soprar a gua com sabo at

    ela virar espuma, mergulhar a ponta do canudo, coloc-lo na boca

    e ir soprando bem devagar. Para aumentar a consistncia das bolas,

    alm da pitada de acar, podem ser feitos alguns incrementos

    como acrescer mistura um pouco de baba de quiabo, ou maizena

    ou azeite de oliva, em todos os casos utilizando gua morna. Outra

    possibilidade, alm do canudo, fazer um aro de arame enrolado

    por um cordo, mergulh-lo na mistura e com um gesto rpido ao

    vento criar vrias bolas. E haja beleza! E haja alegria!!!

    A amizade multiplica as

    alegriase divide as tristezas

    O lobo e o cordeiroAo mesmo rio vieram, compelidos pela sede, o lobo e o cordeiro. O lobo estava mais acima e o cordeiro bem mais

    abaixo. Ento, o predador, incitado por sua goela maldosa,

    encontrou motivo de rixa: Estou a beber e me vem voc poluir a gua?!O lanoso, tmido, responde: Como posso fazer isso, lobo? De onde voc est para

    meus goles que o rio corre.Repelido pela fora da verdade, ele replicou: Cerca de seis meses atrs, voc falou mal de mim.O cordeiro retruca: Eu? Mas h seis meses eu sequer era nascido

    Por Hrcules! Ento foi teu pai que me destratou!Em seguida, dilacera a presa, dando-lhe morte injusta.

    Escrevi esta fbula por causa daqueles indivduos que oprimem os inocentes por razes fictcias.

    Fedro

    Parlendas

    Tem peixe na pia

    fria,

    Pula gato, gato m

    ia,

    L vem a tia Ma

    ria

    E no vem de m

    o vazia.

    Pula gato, gato m

    ia,

    Caiu o chinelo q

    uela trazia.

    Gato na pia

    ,

  • 32

    Trava-lnguasMeu limo, meu limoeiro

    Meu limo, meu limoeiromeu p de jacaranduma vez, tindoleloutra vez, tindolal

    Companheiro me ajudeQue eu no posso cantar s.Eu so