of 32/32

Almanaque Paraná

  • View
    248

  • Download
    5

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Álbum histórico fotográfico sobre o estado do Paraná.

Text of Almanaque Paraná

  • Este lbum fotogrfico contm 160 pginascom mais de 300 fotografias. Neste modelo, es-to apenas algumas pginas.

    O livro foi dividido em 3 grandes captulos.

    A Natureza, onde abordamos o Paran emseu estado natural, antes da chegada dos pri-meiros desbravadores.

    A Histria, que sculo a sculo e no sculo20 dcada a dcada apresenta a evoluo e odesenvolvimento do estado.

    No captulo Paran Hoje so expostos aspaisagens, a arquitetura, os costumes e os pon-tos tursticos do estado.

  • 1

  • 2ALMANAALMANAALMANAALMANAALMANAQUE PQUE PQUE PQUE PQUE PARANARANARANARANARAN

    Eduardo FEduardo FEduardo FEduardo FEduardo Fenianosenianosenianosenianosenianos

    Edio: Editora Univer Cidade

    Criao, Texto e Fotos: Eduardo Emlio Fenianos

    Capa: Ericson Straub Design

    Programao Visual: Tatiana Kropernicki Ferreira

    Pesquisa sobre natureza: Eduardo Emlio Fenianos

    Pesquisa Histrica: Aimor Indio do Brasil

    Reviso e Traduo: Paulo Roberto Maciel Santos

    Pgina 97: Foto Comportas de Itaipu - Caio Coronel / Itaipu

    Pgina 108: Foto bandeiras no Centro Cvico - Milla Jung / Acervo Univer Cidade

    Pgina 150: Foto Vitamina - Henrique Paulo Schmidlin

    Pgina 152: Foto Fandango - Prefeitura Municipal de Morretes

    Reservados todos os direitos. Proibida qualquer reproduo desta obra por qualquer meio ou forma,seja mecnica ou eletrnica, sem permisso expressa, sob pena de incidir nos termos previstos em lei.

    CURITIBA / 2007

    1 edio

    EDITORA UNIVER CIDADE

    Rua Presidente Rodrigo Otvio, 813

    Alto da XV - Curitiba - PR

    Fone: 41 3362 3307

    [email protected]

    Fenianos, Eduardo EmlioAlmanaque Paran -Eduardo Emlio Fenianos. -- Curitiba:Univer Cidade, 2007.160pp. ; 30 x 23 cm.

    1. Paran (PR) - Histria - vistas - descriesParan (PR) - Histria - Descries1. Ttulo

    CDD 981.62CDU 981.62

    ISBN: 85-86861-09-X

  • Neste espao de 18 x 25,5 cm, considerandoas margens padres, ou de 23 x 30 cm, utilizan-do a pgina inteira, em policromia, voc apre-senta a sua empresa ou o seu produto, optandopela utilizao, ou no, de fotos ou imagens. Lembre que oferecendo este lbum fotogrfico seus parceiros, colaboradores e clientes, voc esta-r dando um presente inesquecvel. Alm disso, li-gar sua marca e sua empresa valorizao dacultura, da memria e da histria do nosso pas.

    FIQUE PARA SEMPRENA MEMRIA DE SEUS

    PARCEIROS E CLIENTES

    0_Abertura MODELO 2.p65 12/4/2010, 11:363

  • 14

    AS GUASO Paran leva as guas em seu

    nome. Paran, na lngua Tupi,

    significa rio. Hoje, o estado

    subdividido em duas bacias

    hidrogrficas: a Bacia do Rio

    Paran e a Bacia do Atlntico.

    A Bacia do Rio Paran, que

    ocupa 92% do territrio

    paranaense, formada pelos

    rios que pertencem ao sistema

    de captao do rio Paran, to-

    dos eles correndo para oeste.

    Entre os principais esto os

    rios Paranapanema, Tibagi,

    Iva, Piquiri e Iguau.

    Em territrio paranaense, o rio

    Paran possui uma extenso de

    400 km, sendo formado pela

    The WThe WThe WThe WThe Watersatersatersatersaters

    Paran carries water on its

    name. Paran, in Tupi, means

    river. Currently, the state is

    divided into two hydrographic

    basins: the Paran River Basin,

    and the Atlantic Basin. The

    Paran River Basin, which

    occupies 92% of the states

    territory, is made up by rivers

    that belong to the Paran River

    gathering system, all of them

    running toward the west. Among

    the main rivers of the basin are

    the Paranapanema, Tibagi, Iva,

    Piquiri, and the Iguau rivers.

    Within the states territory, the

    Paran River is 400-kilometers

    long, resulting from the junction

    of the Parnaba and the Rio

    Grande rivers. Because it is a

    mountain river, it favors the

    building of dams such as the

    Itaipu, which was inaugurated

    in 1982.

    The Atlantic hydrographic

    basin serves as a water frontier

    in the state since all of its rivers

    run toward the Atlantic Ocean.

    The main rivers of the Atlantic

    Basin are the So Joo, the

    Cubato, the Guaratuba, the

    Serra Negra, the Itaqui, the

    Tagaaba, the Cachoeira, the

    Faisqueira, the Guaraguau,

    and the Nhundiaquara rivers.

    juno dos rios Parnaba e Rio

    Grande. Por ser um rio de pla-

    nalto, favorece a construo de

    barragens como a Hidreltrica

    de Itaipu, inaugurada em

    1982.

    A bacia hidrogrfica do Atln-

    tico serve como uma fronteira

    das guas do Estado, j que os

    rios desta bacia correm em di-

    reo ao Oceano Atlntico. Os

    principais rios da Bacia do

    Atlntico so os rios So Joo,

    Cubato, Guaratuba, Serra Ne-

    gra, Itaqui, Tagaaba, Cachoei-

    ra, Faisqueira, Guaraguau e

    Nhundiaquara.

    Nascentes do Rio Iguau, no municpio de Piraquara. Sources of the Iguau River, in Piraquara.

  • 15

    As Cataratas do Rio Iguau, 1.320km depois. The Iguau Falls, 1,320 kilometers later.

  • 18

    Salto So Francisco em Prudentpolis. So Francisco Falls in Prudentpolis.

  • 19

    Rio Iguau. Ao fundo as Cataratas e a Garganta do Diabo. Iguau River with the Falls and the Garganta do Diabo on the background.

  • 20

    A FLORABasicamente o Paran apresen-

    ta seis tipos de cobertura vege-

    tal, que variam de acordo com

    as condies de clima, relevo

    e solo, e da regio em que es-

    to localizadas. So elas: a

    Mata ou Floresta de Araucria,

    a Mata Atlntica, a Vegetao

    Litornea, a Floresta

    Subtropical, os Campos e os

    Cerrados.

    As Matas de AraucriaAs Matas de AraucriaAs Matas de AraucriaAs Matas de AraucriaAs Matas de Araucria ou

    Mistas, como tambm so de-

    signadas pelos botnicos,

    so representadas pelo Pinhei-

    ro-do-Paran (Araucaria

    angustifolia) a rvore-smbolo

    do Estado. Este tipo de vegeta-

    o ocupa principalmente a

    poro central do Estado, aci-

    ma de 500m de altitude, em

    regies onde o clima mais

    frio. A Floresta de Araucrias,

    um bioma complexo que che-

    gou a ocupar 40% da rea do

    estado, abriga espcies vege-

    tais como a imbuia, o xaxim e

    a canela, assim como espcies

    animais como a cutia, a gra-

    lha-azul, a anta e a ona-pinta-

    da. No incio do sculo 21,

    menos de 5% da floresta de

    araucria nativa do Estado

    subsiste. A derrubada para ex-

    plorao da madeira e o desen-

    volvimento da agricultura e

    pecuria foram os principais

    motivos.

    The FloraThe FloraThe FloraThe FloraThe Flora

    Paran presents six types of

    vegetation, which vary

    according to conditions of

    climate, relief and soil, and the

    region where it is located.

    Namely: the Paran-Pine Forest,

    the Atlantic Forest, Coastal

    vegetation, Subtropical Forest,

    the Prairies, and the Cerrado (a

    savannah-like vegetation).

    The Paran-Pine Forest, or

    Mixed as they are also known by

    botanists, are represented by the

    Paran-Pine (Araucaria

    angustifolia), the states tree.

    This type of vegetation occupies

    mainly the central part of the

    state at altitudes over 500

    meters, in regions where the

    weather is colder. The Paran-

    Pine Forest, a complex biome

    that used to occupy 40% of the

    states territory, shelters

    vegetable species such as the

    imbuia, fern-trees, and the black

    cinnamon, as well as animals

    such as the agouti, the azure jay,

    the tapir, and the jaguar. In the

    beginning of the 21st Century,

    less than 5% of the native

    Paran-Pine forests subside. The

    felling of trees for the

    exploration of timber and the

    development of agriculture and

    pasture for cattle were the main

    reasons.

    A pinha, fruto do pinheiro e os pinhes, as sementes do pinheiro. Pine cone and the seeds (pinhes) of the Paran Pine.

  • 21

    Ip Amarelo e Pinheiro, rvores nativas do Paran. Yellow Ipe and Paran Pine, Paran's indigenous trees.

  • 28

    Flores, frutos e plantas do cerrado paranaense. Flowers, fruits and plants of the cerrado.

  • 29

  • 44

    SCULO XVIIISe por um lado a descoberta de

    grandes jazidas de ouro em ou-

    tras regies do pas deixou

    quase desertas as pequenas vi-

    las, por outro representou o de-

    senvolvimento de um novo ci-

    clo econmico: o tropeirismo.

    Os tropeiros eram comercian-

    tes de gado que cruzavam a re-

    gio sul em direo Feira de

    Sorocaba, principal entreposto

    de compra e venda de tropas.

    Com o tropeirismo, surgiram

    povoamentos, armazns,

    invernadas, hospedarias, ferra-

    rias que aqueceram o comrcio

    em cidades como Curitiba, que

    at ento vivia apenas da agri-

    cultura e da pecuria de sub-

    sistncia. Como os percur-

    sos eram longos, os

    tropeiros faziam vrias

    paradas para alimen-

    tar a tropa e seu

    gado, surgindo

    da vrios n-

    cleos

    populacionais

    como Ponta

    Grossa, Rio

    Negro,

    Campo do

    Tenente,

    Lapa, Porto

    Amazonas,

    Castro, Palmei-

    ra, Pira do Sul,

    Jaguariava, e

    Sengs, entre outros.

    Em 1768, construda

    na Ilha do Mel a Fortaleza

    de Nossa Senhora dos Pra-

    zeres.

    No mesmo ano, o Tenente Co-

    ronel Afonso Botelho de

    Sampaio e Souza recebe da Co-

    roa Portuguesa a incumbncia

    de ocupar os campos de

    Guarapuava. Depois de muitos

    anos e enfrentamentos entre

    brancos e ndios, foi fundado

    um povoado que veio a se cha-

    mar Nossa Senhora de Belm.

    Portugal pretendia, com isso,

    assegurar o seu territrio tanto

    no litoral como na parte Oeste.

    Em 1780 feito o primeiro

    censo da populao

    paranaense, que contava com

    17.685 habitantes.

    Eighteenth CenturyEighteenth CenturyEighteenth CenturyEighteenth CenturyEighteenth Century

    If on the one hand, the discovery

    of large gold deposits in other

    regions of the country left the

    small villages almost deserted,

    on the other hand it represented

    the development of a new

    economic cycle: cattle driving.

    The cattle drivers, or tropeiros,

    dealt cattle and crossed the

    South coming from Rio Grande

    do Sul, Uruguay and Argentina,

    towards the Sorocaba Fair, the

    most important cattle-dealing

    outpost.

    Because of cattle driving,

    settlements, warehouses, inns,

    and blacksmiths appeared and

    increased commerce in cities like

    Curitiba, which until then

    depended only on agriculture. As

    the routes were long, the drivers

    were forced to stop every once in

    a while to get food for themselves

    and their cattle, thus several

    settlements were established,

    such as Ponta Grossa, Rio Negro,

    Campo do Tenente, Lapa, Porto

    Amazonas, Castro, Palmeira,

    Lapa, Pira do Sul, Jaguariava,

    and Sengs, among others.

    In 1768, the fort of Nossa

    Senhora dos Prazeres is built in

    the Ilha do Mel. In that same

    year, Lt. Colonel Afonso Botelho

    de Sampaio e Souza receive

    orders from the Portuguese

    Crown to occupy the region of

    Guarapuava. After several years

    of skirmishes between

    Europeans and the

    natives, a settlement,

    Nossa Senhora de

    Belm, was founded.

    Portugal intended,

    through this

    action, to conquer

    territory on the

    West at the same

    time that it

    protected the

    coastal area.

    In 1780, the first

    census of the population

    of Paran is done. The

    stated counted on 17,685

    inhabitants.

    Acervo: Coleo Particular.

  • 45

    Imagens das vilas de Castro, Ponta Grossa e Lapa, cidades que progrediram no sculo XVIII, em funo do comrcio tropeirista.

    Images of Castro, Ponta Grossa and Lapa, towns that flourished in the eighteenth century thanks to cattle driving in Southern Brazil.

    Acer

    vo: C

    ole

    o M

    arqu

    eses

    de

    Bonn

    eval.

    Acer

    vo: C

    ole

    o M

    arqu

    eses

    de

    Bonn

    eval.

    Acer

    vo: C

    ole

    o M

    arqu

    eses

    de

    Bonn

    eval.

  • 66

    ANOS 80Em 1980, o Brasil recebe a visita

    do Papa Joo Paulo II. O Paran foi

    um dos poucos estados brasileiros

    visitados pelo pontfice, em funo

    do grande nmero de descendentes

    de poloneses que o habitam. Foi a

    maior concentrao j vista em

    Curitiba. Em trs dias a cidade re-

    cebeu cerca de um milho pessoas.

    Em 1982, Jos Richa, poltico da

    regio Norte do estado, eleito

    governador com uma votao ex-

    pressiva na primeira eleio dire-

    ta em 16 anos.

    Ainda no ano de 1982 so fecha-

    das as comportas de Itaipu. A

    energia produzida por Itaipu favo-

    rece todo o parque industrial loca-

    lizado na regio sudoeste. Com a

    formao do lago, iniciada em se-

    tembro de 1982, uma rea estima-

    da em cerca de 1.400 quilmetros

    quadrados, mais da metade deles

    em territrio brasileiro, inunda-

    da, inclusive a atrao turstica de

    Sete Quedas, no Rio Paran.

    No ano de 1983 so registradas

    as maiores enchentes j ocorridas

    em territrio paranaense. Ao todo

    foram sete regies inundadas.

    Em outro momento poltico, o

    Paran demonstra sua maturidade

    na campanha Diretas J. Um dos

    primeiros comcios em todo o ter-

    ritrio nacional acontece em

    Curitiba, no dia 12 de janeiro de

    1984. Em plena Boca Maldita se

    concentram cerca de trinta mil

    pessoas. Pela primeira vez, depois

    de um longo perodo, foi possvel

    ver no meio da multido bandeiras

    de vrios partidos.

    Na madrugada do dia 1 de agosto

    de 1985 Curitiba foi tomada por

    torcedores alviverdes que come-

    moravam a conquista do campeo-

    nato brasileiro pelo Coritiba Foot

    Ball Club. Era a primeira vez que

    um clube do Estado do Paran

    conquistava um campeonato bra-

    sileiro.

    Em 1986 acontece o tombamento

    da poro paranaense da Serra do

    Mar.

    The EightiesThe EightiesThe EightiesThe EightiesThe Eighties

    In 1980, Pope John Paul II

    comes to Brazil. Paran was one

    of the few states visited by the

    pontiff, because of the great

    number of Polish descendants in

    the state. It was the largest

    people concentration ever seen

    in Curitiba. In a three-day span,

    the city received around 1

    million people.

    In 1982, Jos Richa, a

    politician from upstate, is

    elected governor by a

    remarkable amount of votes in

    the first direct election in 16

    years.

    Also in 1982, the Itaipu

    floodgates are closed. The

    electrical power produced in the

    plant favors the industrial

    complex located in the

    Southwest of the state. The lake

    formed by the dam an estimated

    area of 1,400 square kilometers,

    more than half of it in Brazilian

    territory, including one of the

    Parans most cherished tourist

    spots: the Sete Quedas Falls in

    the Paran River.

    In 1983, the biggest floods ever

    registered in the state cause

    severe damage in seven regions

    in the state.

    In yet another political even,

    Paran shows its maturity

    hosting pioneer demonstrations

    for Direct Elections for

    President on January 12, 1984.

    Over 30,000 people gathered at

    the Boca Maldita, waving, for

    the first time, flags of once-

    banned parties.

    In the dawn of 1985, football

    fans celebrating the National

    Championship won by Coritiba

    Foot Ball Club took the streets

    of Curitiba. It was the first time

    a team from the state had won

    such a championship.

    In 1986, the portion of the

    Serra do Mar inside Paran is

    declared state patrimony.

    Imagem das Sete Quedas antes do fechamento das comportas de Itaipu. Image of the Sete Quedas Falls prior to the closing of the Itaipu floodgates.

    Acer

    vo: E

    dson

    Galv

    o.

  • 67

    Vista area da regio central de Maring em 1980.

    Chegada de fiis para a missa do Papa Joo Paulo II em Curitiba, 1980. Arrival of attendants to the Mass Pope John Paul II celebrated in Curitiba in 1980.

    Aerial view of downtown Maring in 1980.

    Acer

    vo: I

    vo M

    arian

    o Kr

    oper

    nick

    i.Ac

    ervo

    : Cas

    a da

    Mem

    ria

    / Mar

    ing

    .

  • 70

    SCULO XXI

    Acer

    vo: E

    dito

    ra U

    nive

    r Cid

    ade.

    Prdio das Secretrias de Estado, no Centro Cvico em Curitiba. State administrative building in the Civic Center in Curitiba.

    Ao romper o sculo XXI o Clube

    Atltico Paranaense tornou-se o

    segundo clube de futebol do Es-

    tado a sagrar-se campeo brasi-

    leiro da primeira diviso. Em

    2003, o Paran completou 150

    anos da sua emancipao polti-

    ca e administrativa de So Pau-

    lo. O Teatro Guara e a Bibliote-

    ca Pblica do Paran so tomba-

    dos como patrimnio cultural de

    todos os paranaenses em come-

    morao data.

    No dia 26 de julho de 2004 co-

    memorou-se o sesquicentenrio

    da Lei n 1 do Paran. Essa lei

    foi sancionada pelo presidente

    da provncia Zacarias de Gis e

    Vasconcelos e determinou, defi-

    nitivamente, Curitiba como ca-

    pital da mais nova provncia do

    imprio brasileiro.

    Um fenmeno importante a des-

    tacar acontece na rea da edu-

    cao, com a implantao de um

    nmero bastante significativo de

    faculdades, centros universitri-

    os e universidades espalhadas

    por todo territrio do Paran. Isto

    aumentou as oportunidades para

    o ingresso ao ensino superior. Ao

    contrrio do que ocorrera na d-

    cada de 1980, quando as chuvas

    provocaram alagamentos ao lon-

    go dos principais rios

    paranaenses, nos pri-

    meiros anos do

    novo sculo

    ocorreram

    tempes-

    tades vi-

    olentas seguidas

    de ventos superio-

    res a 80 km por

    hora que assolaram cidades in-

    teiras. Por outro lado, uma longa

    estiagem no ano de 2006 provo-

    cou racionamento e rodzio na

    distribuio de gua na capital e

    cidades localizadas na regio

    metropolitana de Curitiba. Em

    alguns trechos do Rio Iguau foi

    possvel atravessar a p de uma

    margem a outra, como em So

    Mateus do Sul e Unio da Vit-

    ria. A estiagem foi to grande

    que as imponentes Cataratas do

    Iguau se transformaram em fi-

    letes de gua escorrendo entre

    as rochas.

    The TThe TThe TThe TThe Twentieth-firstwentieth-firstwentieth-firstwentieth-firstwentieth-first

    CenturyCenturyCenturyCenturyCentury

    In the beginning of the

    twentieth-first century, Clube

    Atltico Paranaense becomes the

    second team in the

    state to win

    the

    national football

    championship.

    In 2003, Paran

    celebrated the 150th

    anniversary of its political and

    administrative emancipation

    from So Paulo. The Guara

    Theater and the Public Library

    of Paran are declared cultural

    patrimony of all paranaenses as

    part of the celebrations. On July

    26, 2004, the sesquicentennial

    of the states first law, Act No. 1,

    was celebrated. This act was

    passed by Zacarias de Gis e

    Vasconcelos and determined

    Curitiba as the capital of the

    then-newest province in the

    Brazilian Empire.

    An important phenomenon in

    the beginning of this century

    happened in education, with

    several colleges and universities

    being implemented all over the

    state. This fact increased the

    opportunities for people to get

    higher education.

    Contrary to what had happened

    in the eighties, when rains

    caused floods along the main

    rivers in Paran, in the first

    years of the new century, the

    rains were scarcer, but when they

    fell, they did so with a

    vengeance: violent storms, with

    winds over 80 kph razed entire

    towns. On the other hand, a

    long draught in 2006 forced

    authorities to ration water in

    Curitiba and its Metropolitan

    area. Because of this draught, it

    was possible to cross some

    stretches of the Iguau River on

    foot, in locations like So

    Mateus do Sul and Unio da

    Vitria. The draught was so

    severe that the Iguau Falls

    turned into water threads

    running among the rocks.

  • 71

    Acer

    vo: P

    refe

    itura

    Mun

    icipa

    l de

    Foz d

    o Ig

    uau

    . Fot

    o de

    Ney

    Sou

    za.

    Acer

    vo: E

    dito

    ra U

    nive

    r Cid

    ade.

    Teatro Guara, tombado como patrimnio cultural do Paran.

    As Cataratas do Iguau durante a estiagem de 2006.

    The Guara Theater, cultural patrimony of the state of Paran.

    The Iguau Falls during the draught of 2006.

  • 74

    AS PAISAGENSDo Canal de Ararapira, no ex-

    tremo leste do Paran, s Cata-

    ratas do Iguau, no extremo

    oeste; dos Campos de Pinhei-

    ros em General Carneiro, no

    extremo sul do Estado at as

    cidades que se misturam aos

    campos no extremo norte, o

    Paran feito de belas paisa-

    gens. Misturam-se os campos,

    os planaltos, as plancies, os

    vales, as praias e as serras.

    Misturam-se a natureza

    intocada e a mo do ser huma-

    no que transforma a terra em

    que vive.

    Neste captulo, temos vistas,

    vises gerais, paisagens que

    nos revelam e ajudam a conhe-

    cer um pouco mais dos

    199.880km2 que formam o Es-

    tado do Paran. So imagens

    captadas com o olhar de quem

    est mais preocupado com o

    caminho do que com a chega-

    da. So imagens captadas com

    o olhar de quem sabe que para

    chegar preciso aprender.

    No Norte Novo, a harmonia entre o campo e a cidade. Em primeiro plano,a fazenda. Ao fundo, a cidade de Arapongas. Entre elas, a lavoura quealimenta ambas.

    From the Ararapira Channel, in

    the far East of Paran, to the

    Iguau Falls, in the far West;

    from the Pine Fields in General

    Carneiro, in the states Deep

    South to cities that mingle with

    the fields in the far North,

    Paran is made of beautiful

    landscapes. Fields, plateaus,

    prairies, valleys, beaches and

    mountains all mingle in the

    state. Untouched Nature mixed

    with the human touch that

    transforms the land they live in.

    In this chapter, we have views,

    general views; landscapes that

    In the New North, harmony between the field and the city. In the forefront,the farm. In the background, the city of Arapongas. In between, the cropthat feed them both.

    reveal and help us know the

    199,880 square kilometers of

    the State of Paran a little

    more. These are images captured

    by the look of those who are

    more concerned with the road

    than with the destination. They

    are images captured by the look

    of those who know that to arrive

    it is necessary to learn.

  • 75

    A famosa Taa, no Parque Estadual de Vila Velha, uma formao arentica do perodo Carbonfero (cerca de 300 milhes de anos atrs).

    The renowned Taa (The Cup), located in the Vila Velha State Park, it is a sandstone formation dated from the Carboniferous period (around 300 million years ago).

  • 84

    Primeiro foram as trilhas por

    onde os primeiros desbravado-

    res, seguindo antigos caminhos

    indgenas, iam atrs de rique-

    zas, desafios ou do simples de-

    sejo de descobrir. Depois, no

    sculo XIX, vieram as estradas

    carroveis, como a da Gracio-

    sa, responsvel pelo escoa-

    mento da erva-mate, o ouro

    verde paranaense, para todo o

    Brasil e o Mundo.

    Hoje so as rodovias que, alm

    de ligar o Paran entre si, o

    unem com outros estados e pa-

    ses. No incio do sculo XXI,

    OS CAMINHOS

    BR 277, prximo a entrada de Cascavel, regio oeste do Estado.

    elas j somam cerca de

    15.818,18km de vias pavi-

    mentadas.

    Neste captulo, viajamos pelos

    caminhos do Paran. Percorre-

    remos as trilhas mais antigas,

    as veredas, as ruas, as ruelas,

    as passarelas, as estradas de

    cho, as rodovias, os mangues

    e o canais. Por mar ou terra,

    pelo asfalto, barro ou areia,

    aqui esto os principais cami-

    nhos que a Expedio Paran

    percorreu para desbravar os

    199.880km2 do Estado de nor-

    te a Sul e de Leste a Oeste.

    PPPPPathwaysathwaysathwaysathwaysathways

    First there were the trails by

    which the first explorers,

    following the steps of ancient

    indian trails, sought riches,

    challenges, or the simple thrill of

    the discovery. Later, in the

    nineteenth century, there were the

    paved roads, such as the Graciosa,

    responsible for the flow of mat,

    Parans green gold, to Brazil

    and the world.

    Nowadays, there are the highways

    that, besides integrating Paran,

    connect the state to other states

    and other countries. In the

    beginning of the twentieth-first

    century, they comprise 15,818.12

    square kilometers of paved roads.

    In this chapter, we travel the roads

    of Paran. We trek the most

    ancient trails, the paths, the

    streets, the alleys, the overpasses,

    the dirt roads, the highways, the

    mangroves and the channels. By

    sea or on land, on the asphalt,

    dirt or sand, here are the main

    pathways that the Expedio

    Paran traveled to explore the

    states 199,880 square

    kilometers, from North to South,

    and from East to West.

    BR 277 highway, near the Cascavel access road, in the western region of the state.

  • 85

    Detail of the Itupava Path, the first connecting way between the coast and the Curitiba Plateau.

    Detalhe do Caminho do Itupava, o primeiro acesso entre o litoral e o Planalto de Curitiba.

  • 96

    O que o Paran capaz de

    construir? Qual a sua capaci-

    dade de transformar, criar e re-

    alizar? Estas so as perguntas

    que pretendemos responder

    neste captulo. Aqui, em ima-

    gens, reunimos desde as cha-

    madas grandes obras da enge-

    nharia, como a Usina de

    Itaipu, at a casa mais simples

    construda com a tcnica re-

    passada de pai para filho ou

    com a criatividade que a ne-

    cessidade inspira. Partimos das

    grandes construes at chegar

    construo mais importante

    para o ser humano que a sua

    prpria casa. Nesta caminha-

    da, passamos pelas catedrais,

    pelas igrejas, pelos templos.

    A ARQUITETURANesta caminhada, encontramos

    as antigas construes, os mo-

    numentos, os parques.

    Nesta caminhada, penetramos

    nas influncias indgenas e eu-

    ropias na arquitetura e no jei-

    to de morar do povo do Paran.

    Aqui o barro, a madeira, o ci-

    mento, o ao, o ferro, o vidro, o

    tijolo, a criatividade e a

    tecnologia revelam a histria,

    a cultura e o jeito de ser

    paranaenses.

    Se nos captulos anteriores vi-

    mos que o Paran recheado

    de belezas naturais, neste ca-

    ptulo observamos o que foi

    concebido, arquitetado, ideali-

    zado e concretizado pelos pr-

    prios paranaenses.

    Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. The Oscar Niemeyer Museum in Curitiba.

    Arch i tec tureArch i tec tureArch i tec tureArch i tec tureArch i tec tureWhat is Paran able to build?

    What is its capacity of

    transform, create, and realize?

    These are the questions that we

    intend to answer in this chapter.

    Here, through images, we have

    gathered everything, from the

    so-called great engineering

    works, such as the Itaipu Dam,

    to the most humble house, built

    with a father-to-son technology

    or with the creativity inspired

    by necessity. We range from

    great works to the most

    important work for a sole

    human being his or her own

    house.

    In this journey, we pass by

    cathedrals, churches and

    temples.

    In this journey, we find ancient

    buildings, monuments, parks.

    In this journey, we penetrate

    native and European influences

    both in architecture and the

    way of living of the people in

    Paran.

    Here clay, wood, cement, steel,

    iron, glass, bricks, creativity,

    and technology all reveal

    History, Culture, and the

    Paranaenses way of life.

    Whereas in previous chapters we

    saw that Paran is filled with

    natural beauties, in this chapter

    we observe what has been

    conceived, devised, idealized,

    and turned into reality by the

    Paranaenses themselves.

  • 97

    Usina Hidreltrica de Itaipu. Foz do Iguau. The Itaipu Power Plant, Foz do Iguau.

  • 114

    Construes religiosas em diferentes pontos do territrio paranaense. Religious buildings in different places in Paran.

  • 115

  • 126

    O Paran possui o quinto maior

    PIB (Produto Interno Bruto) do

    Brasil.

    Apesar de ser muito conhecido

    como um "Estado Agrcola" e

    possuir grande parte do seu ter-

    ritrio ocupado por plantaes,

    os nmeros apontam para outra

    realidade. Nesta primeira dca-

    da do sculo XXI, em nmeros

    arredondados, o setor de servi-

    os, fora viva nas cidades e

    metrpoles, representa 45% da

    economia paranaense. O setor

    industrial, que sugou muita gen-

    te do interior do estado para as

    regies metropolitanas das

    grandes cidades representa

    41% da economia do Estado.

    A ECONOMIA

    Com 2.610 metros de cais, o Porto de Paranagu o segundo maior do pas.

    J a agropecuria, tem uma par-

    ticipao de quase 14% desse

    volume de riquezas produzido.

    Outro fator importante no de-

    senvolvimento da economia

    paranaense a sua boa locali-

    zao em relao ao Mercosul e

    facilidade e agilidade no esco-

    amento de sua produo. Deve-

    se ainda ter a lembrana de que

    o Paran o maior produtor de

    energia do pas.

    Neste captulo, portanto, per-

    corremos os meios como os

    paranaenses utilizam e admi-

    nistram as riquezas e os recur-

    sos fsicos, humanos e

    tecnolgicos do territrio em

    que vivem.

    Paran owns the fifth biggest

    GDP (Gross Domestic Product)

    in Brazil.

    Despite the fact that Paran is

    renowned as a farm state and

    most of its territory is occupied

    by plantations, the figures point

    to another reality. In this first

    decade of the twentieth-first

    century, in rounded figures, the

    service sector, living force in the

    cities and metropolises, has a

    45% share in the states

    economy. The industrial sector,

    which attracted thousands of

    people to the biggest cities

    metropolitan areas, represents

    41% of its economy.

    Agriculture, on the other hand,

    has a share of almost 14% in

    the volume of produced wealth.

    Another important factor in the

    development of the states

    economy is its good location in

    relation to Mercosur and

    easiness and agility in the

    export of its production. It

    should also be observed that

    Paran is the greatest producer

    of electrical power in the

    country.

    Therefore, in this chapter we

    present the ways people in

    Paran use and manage the

    riches and the physical, human,

    and technological resources of

    the land they live in.

    The port of Paranagu, with its 2,610-meters pier, is the second largest in the country.

  • 127

    Utilizando tecnologia de ponta, a Refinaria da Petrobrs, no municpio de Araucria, j produz biodiesel.Using state-of-the-art technology, the Petrobrs refinery, in the city of Araucria, already produces bio-diesel.

    Cultivo de hortalias na regio de Prudentpolis. Vegetable crops in the region of Prudentpolis.

  • 138

    O PARANAENSEO Brasil uma mistura. Aqui

    somos todos imigrantes, via-

    jantes. Talvez seja esta uma

    das grandes vantagens de ser-

    mos o Novo Mundo.

    No sul do pas, acentua-se a

    presena do italiano, do ale-

    mo, do polons, do ucraniano,

    do holands, do japons, mas

    com o detalhe de que nenhum

    descendente de europeu daqui

    igual ao europeu da europa.

    Ficaram os traos, mas as mis-

    turas e a influncia do vento,

    das guas, das terras brasilei-

    ras e dos prprios brasileiros

    criaram um novo povo. No

    Paran, a isto chamamos de

    paranaense, um povo que tem

    como jeito de ser o jeito de no

    ter nenhum jeito especfico de

    ser. Uns so acanhados, outros

    extrovertidos. Alguns falantes,

    outros calados.

    Sabemos que h um Paran,

    mas fica a pergunta: Qual ser

    o Paranaense?

    Neste captulo, viajamos pela

    face, pela alma, pelos hbitos,

    pelos costumes e pelas cria-

    es do povo paranaense, para

    tentar descobri-lo, desvend-lo

    e revelar a ele mesmo o que

    nem mesmo ele sabe sobre si

    mesmo.

    Tempo para um "Bom Dia" tranqilo no interior do Paran.

    Brazil is a melting pot. Here,

    each and every one of us is an

    immigrant, a traveler. Maybe

    this is one of the greatest

    advantages of us being the New

    World.

    In the south of the country, the

    presence of the Italians, the

    Germans, the Poles, the

    Ukrainians, the Dutch, the

    Japanese, is stressed, but with

    the detail that no European

    descendant in here is like the

    Europeans in Europe. The

    features remained, but the

    mixture and the influence of the

    wind, the waters, the Brazilian

    lands, and of Brazilian

    themselves, have created a new

    people. In Paran, we call this a

    Paranaense, people whose way

    of being is not having any

    specific way of being. Some are

    bashful, other extroverted. Some

    are talkative, others are silent.

    We know that there is a Paran,

    but the question remains: Who

    is the Paranaense?

    In this chapter, we travel by the

    faces, the soul, the habits, the

    customs, and the creations of the

    Paranaense people, to try and

    discover them, figure them out,

    and reveal to them what they

    dont even know about

    themselves.

    Its time for a friendly good morning in countryside Paran.

  • 139

    Momento de dana tpica ucraniana. A moment during a typical Ukrainian dance.

  • ORAMENTO:

    Para compras de50, 100, 200, 500, 1000ou outras quantidades,

    consulte-nos.

    Para mais informaes e oramentos:

    [email protected]

    41 3362 33070800 600 7879