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UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA UNAMA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA CCET CURSO DE ENGENHARIA CIVIL CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA JUNIOR FIRMO RIBEIRO NETO JUNIOR ALVENARIA ESTRUTURAL Belém PA 2011

ALVENARIA ESTRUTURAL

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Text of ALVENARIA ESTRUTURAL

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UNIVERSIDADE DA AMAZNIA UNAMA CENTRO DE CINCIAS EXATAS E TECNOLOGIA CCET CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA JUNIOR FIRMO RIBEIRO NETO JUNIOR

ALVENARIA ESTRUTURAL

Belm PA 2011

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UNIVERSIDADE DA AMAZNIA - UNAMA CENTRO DE CINCIAS EXATAS E TECNOLOGIA - CCET CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

APLICAO DE RECURSOS COMPUTACIONAIS EM PROJETOS DE EDIFICIO EM ALVENARIA

CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA JUNIOR FIRMO RIBEIRO NETO JUNIOR

Orientador: MARCIO MURILO FERREIRA DE FERREIRA

Trabalho de Concluso de Curso apresentado como exigncia parcial para obteno do ttulo de Engenheiro Civil, submetido banca examinadora do Centro de Cincias Exatas e Tecnologia da

Universidade da Amaznia.

Belm PA 2011

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Trabalho de Concluso de Curso submetido Congregao do Curso de Engenharia Civil do Centro de Cincias Exatas e Tecnologia da Universidade da Amaznia, como parte dos requisitos para obteno do ttulo de Engenheiro Civil, sendo considerado satisfatrio e APROVADO em sua forma final pela banca examinadora existente.

APROVADO POR:

________________________________________________ Prof. M. Sc. Mrcio Murilo Ferreira de Ferreira Professor CCET - UNAMA

________________________________________________ Prof. M. Sc. Evaristo Clementino Rezende dos Santos Junior Professor CCET - UNAMA

________________________________________________ Prof. M. Sc. Mariano de Jesus Farias Conceio Professor UFPA

DATA: BELM - PA, 12 de dezembro de 2011

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RESUMO A finalidade deste trabalho apresentar o desenvolvimento de um projeto de alvenaria estrutural, com a utilizao de uma linguagem computacional atravs do software TQS/Alvest, mostrando as fases de projeto, anlise dos resultados (sendo facilitado com o auxilio de grficos e relatrios emitidos pelo programa), apresentao dos quantitativos de materiais para a execuo da obra e uma cartilha de como proceder em obras de alvenaria estrutural, tanto para o engenheiro como para o proprietrio do imvel.

PALAVRAS-CHAVE: Projeto;TQS;Alvenaria Estrutural

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ABSTRACT The purpose of this paper is to present the development of a project of structural masonry, with the use of a computational language through the software TQS/Alvest, showing the phases of the project, analysis of the results (being facilitated with the aid of charts and reports issued by the program), presentation of quantitative data for materials for the execution of the work, and a booklet on how to proceed in masonry structural, both for the engineer and the owner of the property. KEYWORDS: Project; TQS; Structural Masonry

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Modulao Piso a Teto............................................................................................23 Figura 2 Modulao Piso a Piso.............................................................................................24 Figura 3 Encontro de Paredes................................................................................................24 Figura 4 Amarrao dos Cantos.............................................................................................25 Figura 5 Shaft para banheiro e um para cozinha e rea de servio........................................26 Figura 6 Detalhe do Shaft do Hall.........................................................................................26 Figura 7 Shaft nico para cozinha, rea de servio e banheiro..............................................27 Figura 8 Assentamento das caixas de luz...............................................................................32 Figura 9 Detalhe de fixao de caixa de luz..........................................................................32 Figura 10 Mdulos do CAD/TQS..........................................................................................36 Figura 11 Tela principal do software CAD/TQS...................................................................39 Figura 12 Edio de Fabricantes............................................................................................40 Figura 13 Critrios de Projeto de Alvenaria Estrutural..........................................................41 Figura 14 Edio grfica de Desenhos de Alvenaria Estrutural............................................42 Figura 15 Extrao Grfica....................................................................................................43 Figura 16 Clculo...................................................................................................................43 Figura 17 Gerao de Desenho..............................................................................................44 Figura 18 Dados para processamento global do edifcio.......................................................45 Figura 19 Edio grfica do projeto de alvenaria estrutural...................................................46 Figura 20 Visualizao dos resultados do clculo.................................................................47 Figura 21 Visualizao de resultados de estabilidade global.................................................48 Figura 22 Arquitetura.............................................................................................................49 Figura 23 Nome do novo edifcio..........................................................................................50 Figura 24 Dados do edifcio...................................................................................................51

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Figura 25 Insero de Pavimentos.........................................................................................52.

Figura 26 Cargas de Vento.....................................................................................................53 Figura 27 Isopletas da velocidade bsica V0 (m/s) ................................................................54 Figura 28 Fator do terreno.....................................................................................................54 Figura 29 Categoria rugosidade.............................................................................................55 Figura 30 Classe da edificao...............................................................................................55 Figura 31 Fator estatstico......................................................................................................56 Figura 32 Clculo dos coeficientes de arrasto.......................................................................57 Figura 33 Edio das Alvenarias...........................................................................................58 Figura 34 Fabricante..............................................................................................................59 Figura 35 Critrios Gerais......................................................................................................60 Figura 36 Juntas.....................................................................................................................61 Figura 37 P-Direito...............................................................................................................62 Figura 38 Armaduras / Graute...............................................................................................63 Figura 39 Graute....................................................................................................................64 Figura 40 Cintas.....................................................................................................................65 Figura 41 Vergas / contra-vergas...........................................................................................65 Figura 42 Critrios de Projeto do Edifcio.............................................................................66 Figura 43 Tela Principal.........................................................................................................67 Figura 44 Inserir Arquitetura.................................................................................................68 Figura 45 Verificao de Escala............................................................................................68 Figura 46 Inicio do Lanamento.............................................................................................69 Figura 47 Inicio da Modulao...............................................................................................69 Figura 48 Distribuio em Planta............................................................................................70 Figura 49 Grauteamento..........................................................................................................71

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Figura 50 Insero de Janelas.................................................................................................72 Figura 51 Insero de Portas...................................................................................................72 Figura 52 Grauteamento de Portas e Janelas..........................................................................73 Figura 53 Definio de Paredes..............................................................................................73 Figura 54 Paredes Estruturais.................................................................................................74 Figura 55 Subestruturas cargas verticais.................................................................................74 Figura 56 Subestruturas Definidas..........................................................................................75 Figura 57 Subestruturas em X.................................................................................................75 Figura 58 Subestruturas em Y.................................................................................................76 Figura 59 Dados de Lajes........................................................................................................77 Figura 60 Lanamento das Lajes............................................................................................77 Figura 61 Modelador concludo..............................................................................................78 Figura 62 Modelador...............................................................................................................78 Figura 63 Dados para processamento global do edifcio........................................................79 Figura 64 Cargas acumuladas de alvenaria.............................................................................81 Figura 65 Carga de peso prprio da alvenaria........................................................................81 Figura 66 Grfico de tenses..................................................................................................82 Figura 67 Envoltrias de carregamentos.................................................................................82 Figura 68 Geometria da subestruturas....................................................................................83 Figura 69 Cargas de lajes em alvenaria..................................................................................83 Figura 70 Corte de parede.......................................................................................................85 Figura 71 Planta de 1 fiada das alvenaria do pavimento tipo................................................86 Figura 72 Visualizao da planta em 3D................................................................................86

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LISTA DE TABELAS

Tabela1 - Dimenses Padronizadas.........................................................................................21 Tabela2 Espessura mnima das paredes dos blocos..............................................................21 Tabela3 Requisitos para fbk,est. Valores mnimos...............................................................22 Tabela4 Dimenses usuais de bloco de concreto..................................................................22 Tabela 5 Instalaes hidrossanitrias.....................................................................................27 Tabela 6 Instalaes eltricas (sistema convencional e sistema racionalizado)....................30 Tabela7 - Tolerncias dimensionais das edificaes em alvenaria (ABNT, 1985).................34 Tabela 8 Tabelas de comando................................................................................................48 Tabela 9 Comando de Alvenaria em Planta...........................................................................70 Tabela 10 Quantitativo de Esquadrias...................................................................................84 Tabela 11 Quantitativo de Argamassa/Graute.......................................................................84 Tabela 12 Quantitativo de Blocos..........................................................................................84

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SUMRIO

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1-

INTRODUO

1.1-

HISTRICO DA ALVENARIA ESTRUTURAL A alvenaria um material de construo tradicional que tem sido usado h milhares

de anos (DUARTE, 1999). Segundo o mesmo autor, as edificaes em alvenaria esto entre as construes que tm maior aceitao pelo homem, no somente hoje, como tambm nas civilizaes antigas. Segundo Hendry (2002), a alvenaria estrutural passou a ser tratada como uma tecnologia de construo civil por volta do sculo XVII quando os princpios de estatstica foram aplicados para a investigao da estabilidade de arcos e domos. Embora no perodo entre os sculos 19 e 20 tivessem sido realizados testes de resistncia dos elementos da alvenaria estrutural em vrios pases, ainda se elaborava o projeto de alvenaria estrutural de acordo com mtodos empricos de clculo, apresentando, assim, grandes limitaes (HENDRY, 2002). Nesta poca (entre os sculos 19 e 20), edifcios em alvenaria estrutural foram construdos com espessuras excessivas de paredes (HENDRY, 2002), como por exemplo o edifcio Monadnock em Chicago, que se tornou um smbolo da moderna alvenaria estrutural, mesmo com suas paredes da base de 1,80m (RAMALHO; CORRA, 2003). Este edifcio foi considerado na poca como limite dimensional mximo para estruturas de alvenaria calculadas pelos mtodos empricos (ABCI, 1990). Acredita-se que se este edifcio fosse dimensionado pelos procedimentos utilizados atualmente, com os mesmos materiais, esta espessura seria inferior a 30 cm (RAMALHO e CORRA, 2003). A perda de espao e baixa velocidade de construo evidenciam a baixa aceitao de edifcios altos em alvenaria portante na poca frente emergente alternativa de estruturas de concreto armado (HENDRY, 2002). Assim, os edifcios em alvenaria estrutural tiveram pouca aplicao durante um perodo de 50 anos (HENDRY, 2002). Somente na dcada de 50 houve novamente um aumento no interesse pela construo de edifcios em alvenaria estrutural (HENDRY, 2002), pois a segunda guerra mundial (1939 1945) causou uma escassez dos materiais de construo na Europa, principalmente do ao. Assim, nesta poca foram construdos alguns edifcios em alvenarias estruturais, principalmente na Sua, pela inexistncia de indstrias de ao na regio (HENDRY, 2002). Segundo Ramalho e Corra (2003), um edifcio construdo em 1950 na Basilia, Sua, com

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13 pavimentos foi um marco importante na histria da alvenaria estrutural, pois suas paredes internas foram reduzidas espessura de 15cm e as paredes externas a 37,5cm de espessura. Nas dcadas seguintes (60 e 70) o interesse pela alvenaria estrutural avanou para outros pases da Europa, como, por exemplo, a Inglaterra, onde foram construdos diversos edifcios em alvenaria estrutural promovidos principalmente por programas pblicos (HENDRY, 2002). No Brasil, a alvenaria estrutural utilizada desde o incio do sculo XVII. Entretanto, a alvenaria estrutural com blocos estruturais, encarada como um processo construtivo voltado para a obteno de edifcios mais econmicos e racionais, demorou muito a encontrar seu espao (RAMALHO; CORRA, 2003). A partir da dcada de 70 no Brasil, a alvenaria estrutural passou a ser tratada como uma tecnologia de engenharia, atravs do projeto estrutural baseado em princpios validados cientificamente (RAMALHO; CORRA, 2003) e da execuo com critrios mais bem definidos. Segundo os mesmos autores, apesar de sua chegada tardia, o processo construtivo de alvenaria estrutural acabou se firmando como uma alternativa eficiente e econmica para a execuo de edifcios residenciais e tambm industriais. Aps anos de adaptao e desenvolvimento no pas, esta tecnologia construtiva foi consolidada na dcada de 80, atravs da normalizao oficial consistente e razoavelmente ampla. Um exemplo da aplicao intensa da alvenaria estrutural no Brasil so os empreendimentos habitacionais de baixa renda, que vem sendo desenvolvidos no Brasil em grande escala. Somente no estado do Rio Grande do Sul, segundo um levantamento realizado em maio de 2006 pela CAIXA/RS, o processo construtivo de alvenaria estrutural foi utilizado em 76% destes empreendimentos concludos no estado. At a data deste levantamento, todos os empreendimentos em execuo se utilizavam deste processo construtivo. Observa-se que a tendncia de utilizao deste processo construtivo crescente. Atualmente inmeros empreendimentos so lanados com esta tecnologia como um meio de alcanar uma reduo dos custos dos empreendimentos sem perder em qualidade.

1.2-

OBJETIVO

O objetivo deste trabalho apresentar uma ferramenta de trabalho atravs da tecnologia de informtica para dimensionamentos de prdios em alvenaria estrutural, gerando um beneficio, tanto de tempo como de custo.

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1.3-

JUSTIFICATIVA

No setor da construo civil, a rea que mais cresce a construo de edifcios, e comparando a alvenaria estrutural com a alvenaria convencional pode-se obter um excelente resultado em relao economia e tempo.

1.4-

SITUAO ATUAL DO BRASIL

No Brasil atualmente, a Alvenaria estrutural est sendo bastante utilizada devido a economia gerada em relao alvenaria convencional, sendo um fator determinante para uma empresa que busca crescimento em meio a concorrncia. A alvenaria no-armada de blocos vazados tem uma expectativa de crescimento maior dentro do sistema de alvenaria estrutural, pelo fator do grande nmero de empresas que fornecem esses tipos de blocos j existentes. indicado para edificaes de baixo e mdio padro com at 12 pavimentos, os blocos devem ter resistncia de 1MPa e as paredes com 14 cm de espessura. Em edificaes com poucos pavimentos deve-se ressaltar a alvenaria de blocos cermicos que vem sendo muito utilizadas, e espera-se com algum tempo blocos cermicos superando os 10 MPa, porm atualmente utiliza-se apenas em at 10 pavimentos.

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2.

CONSIDERAES INICIAIS

2.1.

COMPONENTES DA ALVENARIA

Entende-se por um componentede alvenaria uma entidade bsica, ou seja, algo que compe os elementos que, por sua vez, comporo a estrutura. Os componentes principais da alvenaria estrutural so: blocos, ou unidades, argamassas, graute e armadura. Os elementos so uma parte suficientemente elaborada da estrutura, sendo formada por pelo menos dois componentes. Como exemplo de elementos podem ser citados: paredes, pilares, cintas, vergas, dentre outros. (RAMALHO & CORRA, 2003)

2.1.1- Unidades

Os blocos so tratados como unidades, que o principal responsvel pela resistncia do prdio, quanto a forma podem ser macios ou vazados, sendo tijolos e blocos respectivamente. Os que possuem um nmero de vazios de no mximo 25% so considerados macios, e com mais de 25% so vazados.As unidades mais utilizadas atualmente noBrasil para os edifcios em alvenaria estrutural so os blocos de concreto. Esta escolha reside no fato de haver normas brasileiras para o clculo e execuo com este tipo de bloco, alm de os blocos de concreto atingir resistncias maiores, sendo, portanto, adequados aos edifcios mais altos.(MAMED,2001)

Ainda de acordo com o mesmo autor, o bloco cermico, apesar deser usado em menor escala, apresenta vantagens interessantes em relao ao bloco de concreto, tais como o menor peso e consequentemente a facilidade de manuseio em obra, alm deapresentaremmelhor aspecto esttico e maior conforto termo acstico. Porm, algumas desvantagens podem ser citadas, dentre elas menor padronizao, maior desperdio devido s quebras durante a fase de transporte e fator de eficincia geralmente menor. Odimensionamento de edifcios utilizando blocos cermicos permitido utilizando normas internacionais, entre elas a norma britnica BS 5628 e a norma alem DIN 1053.

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2.1.2- Argamassa

A Argamassa tem como principal funo fazer a unio das unidades de modo que evite a entrada de gua, vento, tornando a parede impermeabilizada e possui funo de uniformizar a tenso das unidades pelo fator dos blocos serem irregulares. A argamassa feita basicamente de cimento, areia, aditivos e gua.

2.1.3- Graute

O graute um concreto com agregados de pequena dimenso e relativamente fluido, eventualmente necessria para o preenchimento dos vazios dos blocos. Sua funo propiciar o aumento da rea da seo transversal das unidades ou promover a solidarizao dos blocos com eventuais armaduras posicionadas nos seus vazios. Dessa forma pode-se aumentar a capacidade portante da alvenaria por si s no teria condies de resistir. (RAMALHO & CORRA, 2003).

Segundo a NBR 10837, o graute deve ter sua resistncia caracterstica maior ou igual a duas vezes a resistncia caracterstica do bloco.

2.1.4- Armaduras

O ao na alvenaria estrutural o mesmo das estruturas em concreto armado, utilizado nas reas mais solicitadas, usa-se nos vazios dos blocos geralmente grauteadas, exceto quando a armadura colocada nas juntas das argamassas de assentamento.

2.2.

ASPECTOS TCNICOS E ECONMICOS

Sempre que um servio novo entra no mercado devem-se observar alguns aspectos importantes como aspectos tcnicos e econmicos, observado em cada item, se o servio se torna ou no vivel para que a empresa que utilizar ter mais lucros em relao ao servio que j existe no mercado. No caso da alvenaria estrutural em relao alvenaria convencional e estruturas de concreto armado, apresenta uma boa vantagem, pois se torna mais econmica, diminuindo a

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quantidade de pilares e vigas, consequentemente reduzindo o consumo de concreto, ao e forma.As vigas e pilares somem devido a alvenaria ter funo portante em relao a estrutura.

2.3.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Vantagens:

Reduo de custos; Prazo de execuo; Economia de frmas, armaduras e concreto; Reduo de mo-de-obra e tipos de materiais; Facilidade de projeto, detalhamento e superviso da obra; Tcnica de execuo simplificada; Eliminao de rasgos para embutimento de instalaes; Reduo de espessuras de revestimentos; Resistncia ao fogo, bom isolante trmico e acstico; Durvel, exige pouca manuteno; Apresentam baixssima variao de dimenses, evitando desperdcios por quebra em obra;

Desvantagens:

No possvel fazer mudanas Impossibilita abrir vos sem uma previso no projeto

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3.

PROJETO DE EDIFCIO

3.1-

CONCEITOS BSICOS

Identificam unidade como o componente bsico da alvenaria. Uma unidade ser sempre definida por trs dimenses principais: comprimento, largura e altura. O comprimento e, pode-se dizer tambm a largura definem o mdulo horizontal, ou mdulo em planta. J a altura define o mdulo vertical, a ser adotado nas elevaes. Dentro dessa perspectiva, percebe-se que muito importante que o comprimento e a largura sejam iguais ou mltiplos, de maneira que efetivamente se possa ter um nico mdulo em planta. Se isso realmente ocorrer, a amarrao das paredes ser enormemente simplificada, havendo um ganho significativo em termos da racionalizao do sistema construtivo. Entretanto, se essa condio no for atendida, ser necessrio se utilizar unidades especiais para a correta amarrao das paredes, o que pode trazer algumas consequncias desagradveis para o arranjo estrutural. Essas consequncias sero apresentadas, com alguns detalhes, nos itens subsequentes.(RAMALHO & CORRA, 2003).

Ramalho & Corra chegaram concluso que modular um arranjo arquitetnico, ou pelo menos modular as paredes portantes desse arranjo, significa acertar suas dimenses em planta e tambm o p-direito da edificao, em funo das dimenses das unidades, de modo a no se necessitar, ou pelo menos se reduzir drasticamente, cortes ou ajustes necessrios execuo das paredes.No presente texto a unidade usualmente referida ser o bloco, por ser a mais frequentemente utilizada nas edificaes em alvenaria estrutural.

3.2-

IMPORTNCIA DA MODULAO

Um procedimento de extrema importncia para elaborao de um projeto em alvenaria estrutural a modulao, que deve ser feita para que um bloco no precise ser cortado nem precise de enchimentos o que elevaria o custo da obra com materiais e mo de obra. Para construo de uma obra em alvenaria estrutural, onde o foco principal a economia necessrio que todas as dimenses sejam moduladas, podendo ser feito alguns ajustes em poucos pontos.

Segundo Mamede (2001), para iniciar o processo de modulao, parte-se da escolha das dimenses do bloco, tendo sempre em mente que a coincidncia do mdulo longitudinal com a espessura da parede. Esta medida evita o uso

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de blocos especiais, os quais podem elevar o custo final da obra. Por isso, recomenda-se que a dimenso do comprimento do bloco seja mltipla da espessura, evitando a utilizao de blocos especiais. Porm, quando isto no vivel, possvel empregar blocos especiais que garantam a amarrao eficiente da alvenaria. Para Ramalho & Corra (2003) a modulao vertical, a situao normalmente bem mais simples. Trata-se apenas de ajustar a distncia de piso a teto para que seja um mltiplo do mdulo vertical a ser adotado, normalmente 20 cm. Esse procedimento usualmente no traz problemas significativos para a compatibilizao com o projeto arquitetnico. Alm disso, o mdulo horizontal adotado e a largura dos blocos tambm no influem na escolha do mdulo vertical.

3.3-

BLOCOS USUALMENTE UTILIZADOS

Atualmente existeuma grande diversidade de tipos de blocos que podem ser utilizados em uma edificao de alvenaria estrutural, pode ser macio ou vazado, cermico ou de concreto. A NBR 6136 que trata de blocos vazados de concreto para alvenaria estrutural, especifica duas larguras padronizadas: largura nominal de 15 cm, denominados blocos M-15, e largura nominal de 20 cm, denominados blocos M-20. Entretanto, segundo a norma, os comprimentos padronizados sero sempre de 20 e 40 cm e as alturas de 10 e 20 cm. A padronizao adotada, em especial quanto ao comprimento, adequada largura de 20 cm, mas revela-se inadequada largura de 15 cm. Os motivos dessa inadequao sero mostrados com detalhes nos itens seguintes. Ramalho & Corra (2003), acreditam que no Brasil so mais facilmente encontrados blocos de modulao longitudinal de 15 cm e 20 cm, ou seja, comprimentos mltiplos de 15 e 20 cm. Em algumas regies, especialmente no Norte e Nordeste, comum o mdulo 12 cm, que comea a ser utilizado tambm no restante de nosso pas para edificaes de at dois pavimentos. Usualmente, a largura igual ao mdulo longitudinal, mas para o caso de blocos de mdulo longitudinal 20 cm, pode-se encontrar larguras de 15 ou 20 cm, de acordo com a padronizao apresentada pela NBR 6136. J em termos de altura, no comum encontrar-se valores diferentes de 20 cm, exceto para blocos compensadores.

A modulao longitudinal de 15 cm, normalmente so encontradas os blocos com 15 e 30 cm de comprimento, ambos com 15 cm de largura. Com frequncia encontra-se, tambm, o bloco de 45 cm de comprimento.Quando se trata do mdulo de 20 cm, cujos blocos usuais tm comprimentos

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nominais de 20 cm, 40 cm, so encontradas larguras de 15 e 20 cm. Para a largura de 15 cm, tambm frequentemente encontrado um bloco especial de 35 cm, um mdulo de 15 somando a um mdulo de 20.(RAMALHO &CORRA,2003).

De acordo com a NBR 6136, os blocos so classificados de acordo com o seu uso e a resistncia. Quanto ao seu uso ela se divide em classe AE, para uso geral e que no recebe argamassa de cimento e na classe BE, limitada ao seu uso acima do nvel do solo, em paredes externas com revestimento de argamassa de cimento. E quanto a resistncia deve atender as classes mnimas compresso de acordo com as tabelas 1, 2, 3 e 4.

Tabela 1 - Dimenses PadronizadasDimenses nominais (cm) 20x20x40 M-20 20x20x20 15x20x40 M-15 15x20x20 140 190 190Fonte: NBR 6136 1994 Bloco Vazado de concreto simples para alvenaria estrutural

Dimenses padronizadas (mm) Designao Largura 190 190 140 Altura 190 190 190 Comprimento 390 190 390

Tabela 2 Espessura mnima das paredes dos blocosParedes Longitudinais (A) Designao (mm) M-15 M-20(A) (B)

Paredes Transversais Paredes (A) (mm) 25 25 Espessura equivalente (B) (mm/m) 188 188

25 32

Mdia das medidas das trs paredes tomadas no ponto mais estrito. Soma das espessuras de todas as paredes transversais aos blocos (em mm), dividida pelo comprimento nominal do bloco (em metros lineares) Fonte: NBR 6136 1994 Bloco Vazado de concreto simples para alvenaria estrutural

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Tabela 3 Requisitos para fbk,est. Valores mnimosValores mnimos de fbk(MPa) Classe de resistncia 4,5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16(A)

Classe AE _ (A) 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

Classe BE 4,5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

Classe de resistncia no permitida para blocos classe AE Fonte: NBR 6136 1994 Bloco Vazado de concreto simples para alvenaria estrutural

Tabela 4 Dimenses usuais de bloco de concretoDimenses padronizadas (cm) Espessura Nominal Largura 14 14 M-15 14 14 19 M-20 19 19 19 19 19 19 34 54 39 Altura 19 19 Comprimento 39 19

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3.4-

MODULAO HORIZONTAL

A modulao horizontal de extrema importncia para que uma obra no seja interrompida quando estiver sendo executada a elevao da alvenaria. Modulo o comprimento real do bloco mais a junta, e pode ser de vrias maneiras dependendo do tamanho do bloco, que atualmente no mercado disponibiliza blocos de vrios tamanhos. Devem ser projetadas as 1 e 2 fiadas para ser feita a amarrao, e os blocos devem se casar at a ultima fiada. importante na hora da execuo da alvenaria padronizar as juntas para que os blocos no fiquem fora da sequncia do projeto.

3.5-

MODULAO VERTICAL

A modulao vertical, a situao normalmente bem mais simples. Trata-se apenas de ajustar a distncia de piso a teto para que seja um mltiplo do mdulo vertical a ser adotado, normalmente 20 cm. Esse procedimento usualmente no traz problemas significativos para a compatibilizao com o projeto arquitetnico. Alm disso, o mdulo horizontal adotado e a largura dos blocos tambm no influem na escolha do mdulo vertical(Figura 1 e 2). (RAMALHO & CORRA,2003).

Figura 1 Modulao Piso a TetoFonte: Ramalho & Correa (2003)

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Figura2 Modulao Piso a Piso Fonte: Ramalho & Correa (2003)

3.6-

SOLUES RECOMENDADAS PARA CANTOS

Nesse trabalho os blocos vazados de concreto sero mais destacados pelo fato do dimensionamento do prdio Amaznia usar esse tipo de blocos e o mais utilizado no Brasil, porm outros tipos de blocos tambm podem ser utilizados nesse modelo de cantos. Geralmente quando o bloco possui mdulo e larguras iguais, os cantos e borda so os mesmo para qualquer espessura, podendo ser de 12, 15, ou mesmo de 20cm, mas importante mencionar que a maioria das edificaes utiliza-se de 15 cm. Geralmente no utiliza-se blocos especiais. J quando a largura menor que o mdulo, na maioria dos casos deve-se usar blocos especiais (Figura 3 e 4).

Figura3 Encontro de Paredes Fonte: Apostila mos a obra

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Figura4 Amarrao dos Cantos Fonte: Apostila mos a obra

3.7-

INSTALAES Segundo Ronaldo (1999), todos os projetos do prdio devem ser integrados ao se

tomar a opo pelo uso da alvenaria estrutural. O arquiteto deve conhecer as potencialidades e limitaes do sistema e atuar em sintonia com os demais projetistas.

3.7.1 -Instalaes Hidro-sanitrias

A passagem de tubulaes hidrulicas mais difcil, pois no permitido a passagem de fluidos em paredes de alvenaria estrutural, exceto quando a instalao e a manuteno no exigir corte. Por isso deve ser previsto pelos arquitetos paredes hidrulicas, forros falsos e shafts. Todas as reas molhadas devem esta concentrada em uma mesma regio da edificao, diminuindo o numero de shafts e prumadas, sendo que deve ser previsto shafts para prumadas de eletricidade, telefnica e incndio no hall de circulao e na impossibilidade de uma nica prumada atender cozinha e os banheiros, outro shafts devera ser projetado na rea de servio.

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Figura 5 Shaft para banheiro e um para cozinha e rea de servio Fonte:http://www.selectablocos.com.br/alvenaria_estrutural_detalhes_construtivos_14.html

Figura 6 Detalhe do Shaft do Hall Fonte:http://www.selectablocos.com.br/alvenaria_estrutural_detalhes_construtivos_14.html

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Figura 7 Shaft nico para cozinha, rea de servio e banheiro Fonte:http://www.selectablocos.com.br/alvenaria_estrutural_detalhes_construtivos_14.html

Tabela 5 Instalaes HidrossanitriasINSTALAES HIDROSSANITRIAS Servios Processo Convencional Processo Racionalizado

MARCAO E COLOCAO DE PASSAGENS HIDRULICAS EM LAJES

Nas lajes, normalmente as passagens so deixadas na frma e so executadas em caixotes de compensado que, na prtica, preciso, correes nunca so locados com

Nas pr-lajes, os prolongamentos so deixados j na pr-laje, garantindo exatido de seu posicionamento e

eliminando as etapas de retirada dos caixotes e

ocasionando de

sempre e

mo-de-obra

chumbamentodosprolongamentos. Outra possibilidade a furao posterior concretagem, feita com brocas especiais de concreto.

desperdcio de material

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COLUNAS VERTICAIS DE GUA, ESGOTO E VENTILAES

Normalmente so executadas dentro de enchimento nas paredes. um servio oneroso, totalmente artesanal,

As colunas so no interior de shafts verticais, visitveis, que permitem uma fcil inspeo sem necessidade de

provocando retrabalhos; difcil de acompanhar, causa interferncia nos outros servios e passvel de provocar patologias.

quebras de paredes. Os shafts podem

RAMAIS VERTICAIS DE GUA, ESGOTO E VENTILAES

So embutidos nas alvenarias e nem sempre so precisos, provocando

So instalados de forma aparente, por fora alvenaria. As tubulaes so

retrabalho, entulho, perda de material e interferncia com os outros servios, alm de ser de baixa produtividade.

colocadas aps os azulejos, eliminandose totalmente as interferncias e trazendo independncia total entre os servios.

DISTRIBUIO DOS RAMAIS DE GUA

Os

ramais

so o

embutidos que entre

nas causa e

O registro geral de gaveta alojado dentro de shaft,bem como o registro de presso com o ramal do chuveiro, facilitando o acesso aos pontos que normalmente sofrem mais manutenes.

alvenarias,

interdependncia

servios

dificuldade para a manuteno da tubulao.

RAMAIS HORIZONTAIS DE GUA E ESGOTOS

So

instalados no

entre

forro

e

Tambm so instalados no entre forro, mas com a vantagem de serem montados na central de kits, de forma antecipada e planejada, visando padronizar e

executados no local de montagem. Devido grande variedade de peas, fica difcil a liberao e controle dos materiais, muitas vezes provocando pedidos repetidos no almoxarifado.

compatibilizar as instalaes com os outros servios, eliminando assim as interferncias e aumentado a produo.

CENTRAL DE INSTAES E MONTAGENS DE KITS

Os materiais so armazenados nos almoxarifados e requisitados somente na hora da instalao, originando perda de tempo, transtornos e tumulto no incio de cada jornada de trabalho, alm da despadronizao dos servios, o que diminui a produtividade.

Os materiais so armazenados na prpria central. A linha de montagem planeja de forma que se facilite ao mximo a fabricao dos kits. Estes saem

padronizados e em srie, no provocando o desperdcio de materiais e gerando altos ndices de produtividade.

29

LOUAS E METAIS

So montadas normalmente nos locais onde as instaladas, provocando muita sujeira. Os ajustes dos metais so feitos em condies desfavorveis, causando baixa produtividade.

So

pr-montadas

na

central

de

instales, em bancadas apropriadas, que facilitam o controle dos materiais e garantem uma excelente qualidade. As louas so transportadas na obra em pallets, j separadas por unidades para facilitar o transporte.

BARRILETES

So executados e montados no prprio local de instalao, com a utilizao de registros de gaveta em metal.

So montados na central de instalaes, onde so estudados todos os modelos de fixaes e suportes, tambm em formas de kits, com a utilizao de registros de PVC(do tipo esfera soldvel).

Fonte: Projeto e execuo de alvenaria estrutural / LenardoManzione, 2004

3.7.2 -Instalaes Eltricas

As instalaes eltricas, de telefone, de TV e de interfone passam, em sua maioria, dentro dos vazos verticais dos blocos estruturais e pela laje. Essa medida essencial para manter o processo de racionalizao construtiva que a alvenaria estrutural emprega, sem que haja a necessidade de executar rasgos nas paredes. (FRANCO ET AL,(1991).

Sendo assim o caminhamento das tubulaes eltricas ser sempre executada na direo vertical de acordo com a figura 9, utilizando-se dos vazios dos blocos para a passagem das mangueiras e nunca fazendo cortes horizontais para interligas pontos. Mamede (2001) afirma que as instalaes eltricas como caixas de passagem, de tomadas e interruptores podem ser pr-instaladas em blocos cortados durante a execuo da alvenaria. Os eletrodutos embutidos devem passar pelos blocos vazados.

30

Tabela 6 Instalaes eltricas (sistema convencional e sistema racionalizado)INSTALAES ELTRICAS SERVIOS PROCESSO CONVENCIONAL PROCESSO RACIONALIZADO

TUBULAO ELTRICA EMBUTIDA EM LAJE

executada fixando-se as caixas sobre a frma, exigindo-se para isso uma prmarcao dos pontos, que so pregados e amarrados s ferragens. Este servio muitas vezes obstrudo por concreto, devido falta de proteo durante a concretagem.

As caixas so colocadas na pr-laje e os encaminhamentos dos eletrodutos so deixados em forma de gabaritos, sem nenhum risco de obstruo. A tubulao executada somente quando a pr-laje baixada sobre a alvenaria.

TUBULAO ELTRICA EMBUTIDA EM ALVENARIA

Normalmente

executada

com

os

executada nos vazios dos blocos, apenas na direo vertical, sendo que se utiliza os blocos eltricos racionalizados.

eletrodutos percorrendo rasgos em blocos cermicos ou de concreto, seguidos de chumbamento das caixas. Isso provoca muita sujeira e produz muito entulho.

QUADRO DISTRIBUIDOR DE CIRCUITOS

Estes quadros, na maioria das vezes, so de chapa metlica, e sem barramentos. Seus acessrios acabam se perdendo durante o processo, j que estas peas so muito pequenas e o tempo entre a chumbao da basee a colocao da parte interna extenso.

Os quadros so de PVC, fornecidos de acordo com as etapas de execuo dos servios: a base do quadro, durante a execuo da alvenaria, e os acessrios internos, aps os revestimentos.

SONDAGEM E LIMPEZA DOS ELETRODUTOS

feita para detectar possveis obstrues causadas por argamassa quando da

Esta etapa pode ser suprimida devido ao processo construtivo adotado nas

execuo de pequenas correes.

tubulaes de lajes e alvenarias, que garante a ausncia de obstrues.

FIAO

Normalmente executada aps o emboo da pintura. O eletricista utiliza rolos de

So identificadas todas as medidas das extenses dos eletrodutos, facilitando o

31

100m de fios, o que gera desperdcio, devido falta de medidas exatas e codificao dos condutores.

corte dos fios em grandes quantidades. Utiliza-se uma codificao de cores para a funo de cada fio, proporcionando um aumento satisfatrio da produtividade.

PRUMADAS DE ELETRODUTOS

So embutidas, na maioria das vezes, nas alvenarias, provocando enchimentos ou at paredes falsas. Estes servios so muito demorados, provocam interferncias e, posteriormente, causam transtornos aos usurios dos apartamentos, quanto manuteno.

So passadas pelo interior de shafts verticais, fixados com braadeiras. No sentido horizontal, so embutidos nos entreforros, facilitando suas instalaes sem nenhuma interferncia com os outros servios e sem o risco de serem

perfurados.

PRUMADA DE CABO ALIMENTADOR

Geralmente os cabos so fornecidos em bobinas grandes e pesadas, que so levadas para o canteiro de obras, onde devero ser cortadas. Nesta fase, so comuns cortes nos isolamentos dos cabos, devido falta de espao e condies favorveis.

As bobinas so levadas para a central de instalaes. identificadasprimeiramente todas So as

medidas de comprimento das tubulaes, possibilitando o corte dos cabos em local apropriado e seguro, e s depois feito o cabeamento em forma de chicotes.

ACABAMENTO (INTERRUPTOR E TOMADA)

Normalmente as peas so requisitadas uma a uma no almoxarifado, dificultando o controle e possibilitando extravios.

As caixas so armazenadas e guardas na central de instalaes e s saem da prateleira diretamente para a montagem, em forma de kits por apartamento, agilizando sua instalao.

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Figura 8 Assentamento das caixas de luz Fonte:Projeto e execuo de alvenaria estrutural / LenardoManzione, 2004

Figura 9 Detalhe de fixao de caixa de luz Fonte:Projeto e execuo de alvenaria estrutural / LenardoManzione, 2004

33

3.8-

NOTAS E ESPECIFICAES EM PROJETOS DE ALVENARIA

A seguir, apresentam-se as especificaes e demais detalhes que devem conter o projeto executivo relacionado alvenaria estrutural:

Especificao dos tipos e quantidades de blocos a serem utilizados por pavimento; Legendas de blocos nas plantas de fiadas e elevaes de paredes; Especificao das resistncias dos blocos e tenses de prismas necessrias; Especificao do trao e das resistncias trao e compresso da argamassa; Especificao do trao e da resistncia compresso do graute; Especificao dos demais elementos estruturais empregados; Especificao do cobrimento das armaduras; Especificar que no permitida a abertura de paredes ou sua remoo sem consulta ao projetista da obra; Detalhes tpicos de ligaes entre elementos de concreto e alvenaria; Detalhes de vergas e contravergas; Detalhes de amarraes nos cantos em T ou em X; Detalhes dos furos de inspees de blocos grauteados; Especificaes tcnicas dos sistemas construtivos como kits (armao, hidrulico, etc.); Cuidados construtivos importantes para garantia do desempenho estrutural projetado como tolerncias na espessura da junta, manuteno do prumo e do nvel, condies de cura, empenamento mximo do p-direito e mximo desaprumo da obra, alm de tolerncias de prumo e nvel das fiadas. De acordo com ABNT (1985) NBR 8798, as tolerncias dimensionais das edificaes em alvenaria devem ser verificadas antes de qualquer operao de grauteamento, ou no mximo a cada meio p direito assentado, no caso de trechos de alvenarias no grauteados (Tabela 7).

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Tabela7 - Tolerncias dimensionais das edificaes em alvenaria (ABNT, 1985)Fator Espessura Junta Horizontal Nvel 10 mm no mximo Espessura Junta Vertical Alinhamento Vertical 10 mm no mximo 2 mm/m Vertical Alinhamento da Parede 10 mm no mximo por piso 25 mm na altura total 2 mm/m Horizontal 10 mm no mximo Variao no nvel entre elementos de Superfcie Superior das paredes portastes piso adjacentes Variao no nvel dentro da largura de cada bloco isoladamente 1 mm/m 3 mm(A) 2 mm/m Tolerncia 3 mm (A) 2 mm/m

1,5 mm/m

(A) Tolerncia referida a junta de 10mm de espessura nominal; nos demais casos, considerar 30% da espessura correspondente.

3.9-

LISTAS DE VERIFICAO Devido a grande quantidade de informaes que devem ser apresentados nos projetos

executivos, recomenda-se que sejam feitas listas de verificao. A seguir, alguns itens das listas de verificao so apresentados.

Aspectos gerais:

Verificar as plantas existentes; Conferir a numerao das plantas; Verificar as cotas e escalas dos desenhos; Verificar o contedo dos detalhes, notas e especificaes, comparando com os

35

critrios adotados no dimensionamento das estruturas; Verificar se os clculos efetuados esto de acordo com os parmetros especificados no projeto; Verificar se nveis, nomes e quantidade de pavimentos esto de acordo com o esquema vertical do edifcio; Verificar a compatibilidade entre o projeto das alvenarias com os demais projetos; Verificar espessuras, aberturas e rebaixos das lajes; Verificar paredes no-estruturais; Verificar detalhes relativos a pingadeiras de janelas, espessuras de contra- piso e piso acabado, proteo trmica e detalhes da cobertura, acabamentoda platibanda, fixao de marcos na alvenaria, peas pr-moldadas, impermeabilizao, dentre outros.

Modulao:

Verificar a coerncia entre as modulaes de 1 e a 2 fiadas e de acordo com a arquitetura; Verificar dimenses e posicionamento das aberturas para portas e janelas; Verificar as juntas de dilatao e a prumo.

Elevao:

Verificar se todas as paredes so mostradas em elevao; Verificar se as fiadas de cada elevao esto de acordo com a modulao; Verificar se as aberturas de cada elevao esto de acordo com a modulao; Verificar vergas e contra-vergas; Verificar cinta intermediria (na 5 ou 6 fiada) para paredes externas e cinta no respaldo; Verificar interseo entre paredes.

36

4.

APRESENTAO DO PROGRAMA

4.1.

CONSIDERAES INICIAIS

Segundo Manual TQS, o CAD/TQS um conjunto de ferramentas para clculo, dimensionamento, detalhamento e desenho de estruturas de concreto armado, protendido, prmoldado e alvenaria estrutural. Subdivididos em mdulos destinados os diversos tipos de sistemas estruturais adotados nos mais diversos empreendimentos, conforme a figura. J o modulo CAD/Alvest, trabalha com entrada de informaes geomtricas e de carregamentos de edificaes de alvenaria estrutural ou alvenaria de vedao, agregando programas de anlise de esforos, desenho, edio grfica e anlise geometria (Figura 11).

Figura 10- Mdulos do CAD/TQS Fonte: Manual TQS

4.2.

CARACTERSTICAS TCNICAS

Determinao dos valores das cargas verticais e horizontais em cada parede/lance e para cada carregamento gerado; Identificao das paredes estruturais e no estruturais; Clculo do parmetro de instabilidade e GamaZ;

37

Dimensionamento compresso, flexo composta e cisalhamento; Clculo de tenses devido s cargas verticais, horizontais e envoltrias de fp para efeitos de compresso simples ou flexo-compresso (referidas rea/inrcia bruta ou lquida); Desenho das alvenarias em planta para a 1 fiada e para a 2 fiada; Desenho de alvenaria em planta e em elevao j considerando o graute existente e as armaduras construtivas; Apresentao grfica dos diagramas de foras resultantes em cada bloco considerando as cargas verticais e horizontais (2 direes); Apresentao da lista completa de materiais (blocos, graute, argamassa, armaduras etc.) em arquivos de desenho (DWG) prontos para a emisso em ploter ou impressora; Detalhamento de armaduras construtivas (ferros verticais, horizontais, grampos, telas, etc) nos desenhos das elevaes das paredes; Visualizao 3D das paredes e do edifcio, com incorporao da parte em concreto armado; Considerao de efeito arco; Lanamento estrutural dos blocos em planta por gerao automtica ou definio seqencial em qualquer direo; Lanamento em planta das aberturas (portas e janelas) previamente cadastradas; Tratamento de blocos padres, amarrao, fechamento, especiais (J, U etc.); Definio de subestruturas (cercas) para a considerao de conjuntos de paredes para a propagao das cargas verticais e horizontais; As subestruturas podem ter o formato de I, T, L, ou outro qualquer; Cargas verticais tratadas: permanentes, acidentais, combinaes de carregamentos; Cargas horizontais: vento, desaprumo e esforos externos; Distribuio das cargas verticais das lajes de formato retangular ou qualquer, para as paredes; Propagao das cargas verticais nas paredes atravs de parmetros (locais e globais); Gerao automtica dos carregamentos para as cargas horizontais (vento) e combinaes, segundo NBR6123 e NBR8681; Resultados grficos e alfanumricos (cargas, tenses, fp etc.); Help on-line no sistema com a apresentao dos manuais; Editor grfico orientado de armaduras para eventual complementao e/ou alterao de desenhos;

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Edio de plantas e extrao de tabela de ferros por planta; Definio de famlias de blocos a partir das suas caractersticas geomtricas (dimenses, clulas, graute etc.) com a apresentao instantnea do seu desenho na tela em 3D. Calculadora interativa de armaduras para vigas, vergas e paredes estruturais, no Estdio II, para alvenaria estrutural; A forma de apresentao dos comandos no Gerenciador principal e nos Editores Grficos, oferece grande agilidade e seqncias intuitivas de execuo, facilitando seu entendimento e compreenso; Comando Processamento Global do Edifcio que permite o processamento automtico e seqencial de todas as paredes/pavimentos para cada alterao/complementao nos dados do projeto; Os dados do Edifcio em projeto so constantemente apresentados no gerenciador do CAD/Alvest, facilitando a navegao pelos pavimentos e a edio dos critrios de projeto; Edio dos critrios de projeto interativa, com explicaes completas, on-line, sobre cada critrio apresentado; Editor grfico prprio e orientado para lanamento estrutural, visualizao de resultados, complementao de desenhos e plotagem; Conversor de desenhos DWGAutocad e DXF para DWG-TQS.

4.3.

TELA INICIAL

A figura 11 apresenta a interface do programa TQS que igual para todos os mdulos do sistema, variando as funes editar, processar e visualizar e mantendo arquivo, plotagem e ajuda iguais para todos os mdulos CAD/TQS disponveis no menu principal. Nesta tela do programa onde voc inicia todas as atividades de projeto, contando com a apresentao em fora de arvore de todos os projetos armazenados na pasta do sistema.

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Figura 11 Tela principal do software CAD/TQS Fonte: Programa TQS

4.4.

MENU EDITAR

De acordo com o manual TQS/Alvest, o menu editar controla a edio do arquivo de edio grfica de alvenaria em planta, a edio dos arquivos de critrio de projeto, critrios de calculo, edio de casos de carregamentos, tabelas de cargas e critrios de gerao de desenho.

4.4.1- Fabricante de Blocos Executando os comandos no menu principal: Editar Fabricantes, aparecer na tela janela Lista de Fabricantes, conforme mostrar a figura 12.

40

Figura 12 Edio de Fabricantes Fonte: CAD TQS

O programa j disponibiliza alguns fabricantes com os dados de caractersticas geomtricas e caractersticas de calculo previamente definindo, sendo que o usurio poder remover algum dos fabricantes existentes ou inserir posteriormente a lista fabricantes que no esteja disponvel no programa.

4.4.2- Edio dos Critrios de Projeto

O critrio de projeto onde o usurio adqua s funes do sistema CAD/Alvest as suas necessidades reais, trazendo resultado diferente para cada usurio embora o programa seja o mesmo. Executando os comandos no menu principal: Editar Edio de Critrios de Projeto, irar aparecer na tela uma janela conforme a figura 13.

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Figura 13 Critrios de Projeto de Alvenaria Estrutural Fonte: CAD TQS

Na edio desses critrios projeto o usurio ira configurar por exemplo a escala dos desenhos, o numero de fiadas, as espessuras das juntas, resistncias dos blocos, dimenses dos vos de portas e janelas entre outros.

4.4.3- Edio Grfica

Utilizando dessa ferramenta que faz a entrada grfica dos elementos da alvenaria estrutural. Executando os comandos no menu principal: Editar Edio Grfica, irar aparecer na tela uma janela conforme a figura 14.

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Figura 14 Edio grfica de Desenhos de Alvenaria Estrutural Fonte: CAD TQS

4.4.4- Equivalncia de Desenho

Como na alvenaria estrutural a arquitetura limita em detalhes construtivos, acaba deixando o prdio com uma seo retangular ou parecida, ocasionando a repetio de paredes. No CAD/Alvest, para diminuir a quantidade de desenhos e reduzir o tempo no detalhamento, iguala-se os desenhos de paredes semelhantes. Executando os comandos no menu principal: Editar Equivalncia de Desenho,

4.4.5- Edio dos Casos de Carregamentos

O TQS/Alvest pode ser processado com um ou mais tipos de carregamentos. Os carregamentos so armazenados no arquivo CARRPOR.DAT, na pasta ESPACIAL do EDIFICIO, podendo ser editado atravs do comando Editar Carregamentos.

4.5.

MENU PROCESSAR

4.5.1- Extrao Grfica Executando os comandos Processar Extrao Grfica, ser acionada a janela onde sero escolhidas as opes de processamento, conforme a figura 15.

43

Na opo alvenaria em planta o TQS/Alvest realiza a leitura do arquivo de desenho de alvenaria em planta, criado previamente com a locao dos desenhos dos blocos de cada parede. Na opo Laje processara as informaes referentes lajes. O processamento das subestruturas ira fazer o reconhecimento das poligonais criadas no modelador, para que ocorra a distribuio dos carregamentos.

Figura 15 Extrao Grfica Fonte: CAD TQS

4.5.2- Clculo Executando os comandos Processar Clculo, ser acionada a janela onde sero escolhidas as opes de clculo a ser processamento, conforme a figura 16. Opo Carregamentos, tenses e esforos verticais/horizontais acionara o processamento que vai fazer a descida das cargas dos edifcios e calcular os quinhes de carga de vento para cada parede estrutural, j a opo envoltria de carregamentos ser realizado o dimensionamento da estrutura, isto , a determinao da resistncia do bloco atravs da resistncia de prisma.

Figura 16 Clculo Fonte: CAD TQS

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4.5.3- Gerao de Desenho Executando os comandos Processar Gerao de Desenho, ser acionada a janela, conforme a figura 17, onde sero escolhidas as opes de gerao de desenhos de alvenaria em planta, como tambm a gerao dos desenhos que serviro para a analise grfica dos resultados, conforme a figura.

Figura 17 Gerao de Desenho Fonte: CAD TQS

4.5.4- Processamento da Lista de Material

Aps a validao e compatibilizao da estrutura, resta extrair os quantitativos de materiais das diversas paredes. Executando os comandos Processar Processamento da Lista de Material.

4.5.5- Processamento dos Parmetros de Estabilidade Global Executando os comandos Processar Estabilidade Global, o TQS/Alvest calcula o parmetro , que um estimador que indica a necessidade de providenciar a analise do edifcio em teoria de segunda ordem e o parmetro Gama Z que avalia a estabilidade global do edifcio.

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4.5.6- Parmetro Global do Edifcio

O processamento global dos edifcios, um forma rpida e gil para o processamento, porm ao acionar este comando, todas as entradas grficas do edifcio deve estar prontas e em coerncia com as configuraes dos arquivos de critrios. Executando os comandos Processar Processamento Global do Edifcio (Figura 18).

Figura 18 Dados para processamento global do edifcio Fonte: CAD TQS

4.6.

MENU VISUALIZAR

4.6.1- Edio de Grfica

A opo Edio Grfica no menu Visualizar alm de ser bem parecido com o do menu Editar, apresenta mais trs editores grficos voltados especificamente para visualizao e analise dos resultados grficos. nesta opo que sero definidos informaes como abertura de vos, onde ficaro portas e janelas, edio dos blocos que iro compor as paredes de alvenaria, edio de parmetro de projeto e calculo de uma parede (Figura19).

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Figura 19 Edio grfica do projeto de alvenaria estrutural Fonte: CAD TQS

4.6.2- Listagem de Extrao de Dados de Lajes

Esse comando gera uma lista de dados relacionados a laje, mostrando erros para posteriormente serem editados.

4.6.3- Listagem de Clculo

Na figura 20 mostra a opo que sero apresentadas listas com clculos relacionados aos carregamentos, tenses e esforos verticais e horizontais, de acordo com a escolha no caso de carregamento.

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Figura 20 Visualizao dos resultados do clculo Fonte: CAD TQS

4.6.4- Lista de Materiais

Nesse item ser possvel prev a quantidade exata dos blocos, evitando na hora da execuo da alvenaria no precise cortar blocos, ou at mesmo parar o servio por falta de blocos. Alm dos blocos possvel tambm prever com exatido a quantidade de argamassa de assentamento e a quantidade de grautes.

4.6.5- Estabilidade Global

Atravs da opo de estabilidade global, na figura 21, gerado um relatrio mostrando a estabilidade de cada pavimento.

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Figura21 Visualizao de resultados de estabilidade global Fonte: CAD TQS

4.7- TABELAS DE COMANDOS

Tabela 8Tabelas de comandoTECLA F1 F2 F3 F4 F5 F6 F7 F8 F9 F10 F11 F12 Ajuda Linha Texto Move Apaga Altera Nvel atual Janela 2 pontos Desfazer Nvel travado Zoom 0,5x Mover Parcial SHIFT Ortogonal girado Escala janela Move janela Apaga janela Altera texto Nvel Ligado Janela Total Distncia Modo Ortogonal Captura Estender CTRL Refazer Linha mltipla Espelha janela Copia Apaga parcial Altera nvel Nvel ligado Janela anterior Salvar desenho Curva rpida Sistema girado Copiar contedo ALT Criar bloco Insere bloco Roda janela Copia janela Limpa interseo Paralela Nvel colorido Janela deslocada Redesenhar Grande Deslocamento dinmico Explodir

Fonte: CAD TQS

A tabela 8 mostra comandos que so muito utilizados no pelo projetista no programa.

49

5.

APLICAO DO PROGRAMA

O objetivo deste captulo mostrar sucintamente o desenvolvimento de um projeto em alvenaria estrutural com o uso do Alvest-TQS, mostrando os principais passos para a definio de critrios, modulao, calculo e analise dos elementos estruturais contido no projeto. Deve se ressaltar que o enfoque do trabalho no o detalhamento e sim o dimensionamento e a analise dos resultados obtidos dentro do programa. Apresentao do Edifcio A figura 22 apresenta o exemplo da planta baixa dos pavimentos tipos que ser utilizada no edifcio em estudo.

Figura 22 Arquitetura

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Dados iniciais do projeto: Quantidade de pavimentos tipos: Trreo + 3 Pav. Tipo + Cobertura; Quantidade de apartamentos por pavimento:6 Apartamentos; P-direito das alvenarias: 2,80 m; Definio do tipo de lajes: Macia; Espessura das lajes: 0,12 m; Espessura das juntas verticais e horizontais:1 cm; Vergas, contra-vergas e cintas: Conforme detalhamento em projeto;

5.1 CRIAO DO EDIFCIO

No software CAD/TQS, todos os dados do projeto, devero estar baseados em um determinado edifcio. Dentro desde edifcio devero estar contidas as informaes referentes a identificao do projeto, a definio dos edifcio que formaro a edificao, as definies quanto a sobrecarga e critrios de projeto. Executando os comandos no menu principal: Arquivo Edifcio Novo, Ser aberta a janela da figura 23 para a definio do nome do edifcio, defina o nome e aperte em ok.

Figura23 Nome do novo edifcio Fonte: CAD TQS

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5.1.1 Dados Gerais do Edifcio

Ser aberta a janela para a edio dos dados do novo edifcio, conforme a figura 24, antes de inserir os dados iniciais, defina o tipo de estrutura para alvenaria estrutura, que automaticamente o programa irar definir a NBR-10837 como norma em uso Depois insira o nome do edifcio e o nome do cliente.

Figura24 Dados do edifcio Fonte: CAD TQS

5.1.2 Definio dos Pavimentos

Mudando a aba para pavimentos conforme a figura 25, os pavimentos podero se inseridos um a um a partir da sequncia: 1 - Inserir acima; 2 - Nome do pavimento; 3 - Titulo: titulo do pavimento poder ou no coincidir ou no com o nome do pavimento; 4 - Nmero de pisos: validos somente para pavimentos tipo; 5 - P-direito: altura do pavimento (face superior da laje deste piso, at a face superior da laje do piso abaixo);

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6 - Classe: Deve ser definida de acordo com o pavimento, pois o sistema leva em considerao o pavimento mais inferior para o lanamento do carregamento de vento.

Figura 25 Insero de Pavimentos Fonte: CAD TQS

5.1.3 Definio de Cargas

As cargas de vento devem ser calculadas de acordo com a NBR-6123:1988, onde estabelece exigncias nas foras devidas aes esttica e dinmica dos ventos. Acessando a ambas as cargas, aparecer as opes de cargas verticais, vento, adicionais e combinaes, para o porte da obra em questo ser utilizada apenas as cargas de vento, conforme a figura 26.

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Figura 26 Cargas de Vento Fonte: CAD TQS

5.1.3.1 Velocidade Bsica De acordo com a NBR 6123, a velocidade bsica de vento, Vo, a velocidade de uma rajada de 3 s, excedida em media uma vez a cada 50 anos, a 10 m acima do terreno, em campo aberto e plano. Acessando dentro da aba vento a opo Vo Velocidade Bsica ser acionada a janela, conforme a figura 27, para que seja inserida ou marcada no mapa de acordo com a localizao da obra.

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Figura27 Isopletas da velocidade bsica V0 (m/s) Fonte: CAD TQS

5.1.3.2 Fator do Terreno De acordo com a NBR 6123, o fator topogrfico S1 leva em considerao as variaes do relevo e do terreno e para terreno plano ou fracamente acidentado o S1 = 1,0. Acessando dentro da aba vento a opo S1 Fator do Terreno ser acionada a janela, conforme a figura 28, para que seja inserida o fator do terreno.

Figura 28Fator do terreno Fonte: CAD TQS

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5.1.3.3 Categoria de Rugosidade De acordo com a NBR 6123, o fator S2, considera o efeito combinado da rugosidade do terreno, da variao da velocidade do vento com a altura acima do terreno e das dimenses da edificao ou parte da edificao em considerao. Acessando dentro da aba vento a opo S2 Categoria de Rugosidade ser acionada a janela, conforme a figura 29, para que seja marcada a categoria do terreno.

Figura 29 Categoria rugosidade Fonte: CAD TQS

5.1.3.4 Classe da edificao Acessando dentro da aba vento a opo S3 Classe da Edificao ser acionada a janela, conforme a figura 30, para que seja marcada a maior dimenso conforme o projeto em execuo.

Figura 30 Classe da edificao Fonte: CAD TQS

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5.1.3.5 Fator Estatstico De acordo com a NBR 6123, o fator estatstico S3 baseado em conceitos estatsticos, e considera o grau de segurana requerido e a vida til da edificao. Na aba fator estatstico, deve ser marcada a opo conforme as caractersticas do terreno, conforme a figura 31.

Figura 31 Fator estatstico Fonte: CAD TQS

5.1.3.6 Clculo do CAs Para a definio dos coeficientes de arrasto, devem ser informadas as dimensesdo edifcio e a altura e inserir na janela, conforme figura 32.

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Figura 32 Clculo dos coeficientes de arrasto Fonte: CAD TQS

5.1.4. Alvenaria

Mudando para a aba alvenaria, passamos para definio dos critrios de projeto e desenhos definidos ainda na criao do edifcio, conforme a figura 33 ou pode ser editada posteriormente a criao do edifcio.

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Figura 33 Edio das Alvenarias Fonte: CAD TQS

5.1.4.1 Desenho

Dentro da aba desenho iremos definir para esse edifcio, parmetros particulares que vo servir de base tanto para a representao do desenho em planta quanto para a gerao de elevaes. 5.1.4.1.1 Fabricante

Os fabricantes definidos nesse item sero os fabricantes que sero inseridos nos desenhos de alvenaria em planta, pode-se definir at 3 (trs) tipos diferente de fabricante para o mesmo projeto, sendo que s ser utilizado para calculo o primeiro. Nesse projeto utilizaremos o fabricante CONCRETO Blocos de concreto, modulaes 40/15 e 40/20 cm, conforme a figura 34.

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Figura 34 Fabricante Fonte: CAD TQS

5.1.4.1.2 Critrios Gerais

Os critrios gerais para esse projeto dependemde cada engenheiro calculista e das exigncias de cada cliente. Nesse projeto vamos utilizar basicamente os critrios padres, j pr-estabelecidos como critrios bsicos com algumas alteraes, a escala vamos trabalhar com 1:50 e os blocos no podem ser cortados, conforme a figura 35.

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Figura 35 Critrios Gerais Fonte: CAD TQS

5.1.4.1.3 Juntas

Vamos definir as juntas desse projeto como constante, onde todos os blocos em elevao utilizam a mesma junta, com a espessura de 1 cm, conforme a figura 36.

61

Figura 36 Juntas Fonte: CAD TQS

5.1.4.1.4 P-Direito

Definiremos como paredes sem encunhamento, por ser alvenaria estrutural, as numero de fiadas calculado em funo do p-direito do edifcio, onde descontamos a altura da laje e dividimos o restante por 20 que a altura do bloco, conforme a figura 37.

62

Figura 37 P-Direito Fonte: CAD TQS

5.1.4.1.5 Armaduras / Graute

Nesse item deve ser estabelecida a Barra de Usina, para a barra a ser detalhada ser estabelecida um limite de comprimento, no exemplo da figura 38 foi estabelecido 1200cm, quando esse valor no estabelecido, o valor adotado ser de 1100cm.

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Figura 38 Armaduras / Graute Fonte: CAD TQS

5.1.4.1.5.1 - Graute

Os grautes devem ser estabelecidos comprimentos do lado La, Lb e Lt de acordo com o exemplo da figura 39, devem tabm ser estabelecidos a quantidade de fiadas que deveram receber os grautes e o diamentro do ferra que ser utilizado.

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Figura 39 Graute Fonte: CAD TQS

5.1.4.1.5.2 Cintas

Na opo cintas, devem se colocar a quantidade de cintas, que pode ser de no mximo cinco e em qual fiada ser colocada. No exemplo da figura 40 foram utilizadas duas cintas, sendo uma na 5 fiada e outra na 4 fiada.

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Figura 40 Cintas Fonte: CAD TQS

5.1.4.1.5.3 Vergas e Contra-Vergas

Na opo de vergas e contra-vergas, devem-se preencher a quantidade de barras, a bitola para armadura das vergas e tambm para as contra-vergas, de acordo com o exemplo da figura 41 sero utilizadas 2 barras para vergas e 2 para contra-vergas, com a bitola de 8mm sendo um cobrimento de 2 cm.

Figura 41 Vergas / contra-vergass Fonte: CAD TQS

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5.1.4.1.6 Critrios de Projeto do Edifcio

No exemplo da imagem 42 mostra a edio de critrios para o projeto do edifcio, podendo alterar o fp. Nesse item podem-se melhorar a redistribuio das cargas verticais e as cargas acumuladas. O clculo de estabilidade pode ser mudado de acordo com as necessidades do projeto.

Figura 42 Critrios de Projeto do Edifcio Fonte: CAD TQS

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5.2 - DEFINIES DA MODULAO Apos a concluso da criao do edifcio e das configuraes dos arquivos de critrios, iniciara a definio da modulao de cada pavimento. Dentro do gerenciador CAD/TQS, conforme a figura 43, verifique se o cone do CAD/Alvest esta acionado, selecione o pavimento tipo, s ento clique no cone DWG, para acionar o editor.

Figura 43 Tela Principal Fonte: CAD TQS

Dentro do Editor Grfico de alvenaria, iremos inserir a arquitetura que na maioria das vezes fornecida pelo cliente, e dever estar em formato DXF. Executando os comandos Bloco Referncias Externa, o editor ira apresenta uma janela, conforme a figura 44, na qual devera ser selecionado o arquivo de referncia para iniciar a modulao. Para a apresentao da sequncia de lanamento dentro do modelador CAD/Alvest, foi retirado apenas um apartamento da planta do pavimento tipo para servir como instruo.

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Figura 44 Inserir Arquitetura Fonte: CAD TQS

Executando os comandos Exibir Listar Distncia, verifique a distancia correspondente a espessura da parede de 0,15, conforme a figura 45. O editor de alvenaria em planta trabalha com as medidas correspondendo a 1:1, ou seja, a espessura da parede de 15 centmetros deve listar uma medida correspondente a 15 cm. Apresentando o desenho fora desses parmetros deve ser escalado, acione o comando Modificar Escalar.

Figura 45 Verificao de Escala Fonte: CAD TQS

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Aps a insero da arquitetura, partiremos para a definioda modulao em planta. Executando os comandos Geral Fabricante/Famlia/Bloco, o editor apresentara uma janela onde ser escolhida a famlia e o bloco, ou diretamente no menu principal conforme a figura 46.

Figura 46Inicio do Lanamento Fonte: CAD TQS

A modulao deve ser iniciada pelos cantos com a utilizao do bloco L, usado para resolver as situaes de paredes com geometria em L, conforme a figura 47.

Figura 47Inicio da Modulao Fonte: CAD TQS

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Executando os comandos Alvenaria Inserir Bloco/Referncia, com os comandos disponveis na tabela 9, poder ser realizado a distribuio de todos os blocos da alvenaria em planta, conforme a figura 48, respeitando as dimenses pr-estabelecidas e usando o Bloco L nos cantos, e tomando cuidado para no criar juntas prumo.

Tabela 9 Comando de Alvenaria em Planta ComandoF2 F3 F4 F5 F6

DescrioAlterao do ponto de insero do bloco Rotao do Bloco Rotao do Bloco Alterao do tipo de Bloco Alterao do tipo de Bloco

Figura 48 Distribuio em Planta Fonte: CAD TQS

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Executando os comandos Alvenaria Grautear Blocos, devera ser realizado o grauteamento construtivo, sendo os grautes de cantos e encontros de paredes, conforme a figura 49.

Figura 49 Grauteamento Fonte: CAD TQS

Executando os comandos Porta/Janela Editar dados de Portas e Janelas, o editor apresentara uma janela com algumas janelas catalogadas e as opes de inserir uma nova janela ou editar, conforme a figura 50, aps a definio dados das janelas acione os comandos Porta/Janela Janela Atual e escolha a janela a ser inserida em planta e clique em Inserir Janela.

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Figura 50 Insero de Janelas Fonte: CAD TQS

Executando os mesmos comandos de edio, dever ser feita as configuraes das portas, conforme a figura 51, aps a definio dos dados das portas acione os comandos Porta/Janela Porta Atual e escolha a porta a ser inserida em planta e clique em Inserir Porta.

Figura 51 Insero de Portas Fonte: CAD TQS

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Aps a insero das portas e janelas, deverar ser feito o grauteamento nos cantos dos vos, conforme a figura 52, executando os camandos Alvenaria Grautear Blocos.

Figura 52 Grauteamento de Portas e Janelas Fonte: CAD TQS

Aps a execuo do grauteamento, vamos iniciar as definies das paredes estruturais. Executando os comandos Paredes Retngulo/Parede, conforme a figura 53.

Figura 53 Definio de Paredes Fonte: CAD TQS

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Aps a definio de todas as paredes estruturais, conforme a figura 54, verifique se foi criado as linhas de cargas em cada parede.

Figura 54 Paredes Estruturais Fonte: CAD TQS

Continuando no editor grafico de alvenaria em planta, inicie a definio das poligonais que demarcaro as subestruturas, que iro suportar os esforos verticais e horizontais. Executando os comandos Subestruturas Cerca/Subestrutura Cargas Verticais, o editor apresentara uma janela conforme a figura 55.

Figura 55 Subestruturas cargas verticais Fonte: CAD TQS

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Conforme a figura 56, foi definido as subestruturas atravs de poligonais, que iro suportar os esforos verticais.

Figura 56 Subestruturas Definidas Fonte: CAD TQS

Executando os comandos Subestruturas Retngulo/Subestruturas, o editor apresentara uma janela conforme a figura 57, para limitar os trechos das subestruturas que sero submetidos aos esforos devido aos carregamentos de vento na direo X.

Figura 57 Subestruturas em X Fonte: CAD TQS

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Executando os comandos Subestruturas Retngulo/Subestruturas, o editor apresentara uma janela conforme a figura 58, para limitar os trechos das subestruturas que sero submetidos aos esforos devido aos carregamentos de vento na direo Y.

Figura 58 Subestruturas em Y Fonte: CAD TQS

Executando os comandos Lajes Cargas Valor de carga distribuidos por rea, o editor apresentara uma janela, conforme a figura 59, onde sero determinados os valores de carregamentos para cada laje. Aps execute o comando Laje Dados Dados de Laje Atual, nessa janela ser editado as geometricas de cada laje.

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Figura 59 Dados de Lajes Fonte: CAD TQS

Com os dados de geometria e cargas definidos, execute a sequencia de comandos Lajes Criao Inserir Laje, conforme a figura 60, insira as lajes conforme a arquitetura solicita.

Figura 60 Lanamento das Lajes Fonte: CAD TQS

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Depois de concluido o lanamento dos dados, ative todas as itens dentro do filtro, conforme a figura 61, e execute os comandos Geral Verificao de Erros, para verificar se no existe nenhuma incompatibilidade de lanamento.

Figura 61 Modelador concludo Fonte: CAD TQS

Conforme a figura 62, deve ser concludo o modelador do Edifcio Amaznia.

Figura 62 Modelador Fonte: CAD TQS

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5.3 PROCESSAMENTO

Aps a concluso da definio da modulao, da criao das subestruturas e da verificao de erros dentro do modelador, parte para o processamento do edifcio. Executando os comandos Processar Processamento Global do Edifcio, ser acionada a janela, conforme a figura 63, onde deveram ser marcadas todas as opes, para que o programa efetue todo a analise do modelo.

Figura 63 Dados para processamento global do edifcio Fonte: CAD TQS

Aps a gerao dos desenhos de alvenaria em elevao, devera ser executada a gerao da lista de materiais que ser utilizada na execuo das paredes. Executando os comandos Processar Lista de Materiais.

80

6.

ANLISE DOS RESULTADOS

Aps ter concludo a fase de processamento, inicia-se a visualizao das listagens geradas na ocasio do processamento. Nessa analise ser verificado apenas o pavimento trreo, que recebe todos os carregamentos da edificao e possui a mesma modulao com alteraes pequenas. Executando os comandos Visualizar Clculo, ser apresentada uma janela com as opes de verificao das listagens que contm as cargas verticais que incidem nos trechos que formam a parede.

Visualizando o relatrio de cargas verticais nas paredes, no caso 1, ser apresentado um relatrio com os comprimentos de todos os vo por parede e separao das cargas permanentes das acidentais, conforme Anexo A; Visualizando o relatrio de cargas verticais nas subestruturas, ser apresentado as mesmas informaes do relatrio anterior, s que em vez de ser nas paredes ser nas subestruturas, conforme Anexo B; Visualizando o relatrio de carregamento, tenses e esforos verticais e horizontais, apresenta os valores de tenses por rea de inrcias liquidas, conforme Anexo C; Visualizando o relatrio de envoltria de carregamentos FP nas subestruturas, apresenta a anlise das subestruturas com relao a flambagem, trao, cisalhamento, conforme Anexo D; Visualizando o relatrio de envoltria de carregamentos FP nos trechos de paredes, apresenta a analise das paredes detalhando cada subestruturas que contem na mesma, conforme Anexo E. Aps a anlise dos relatrios verificamos que as subestruturas S6, S8, S15, S16, que corresponde as paredes PAR16, PAR19, PAR34, PAR36, PAR54, PAR55, PAR76, PAR86, PAR87 e PAR88, no passa devido ao esforo de tenso de trao. Essas paredes devem ser recalculadas, para que suporte esses esforos. Aps anlise das listagens geradas, devem ser anlisados os relatrios grficos, conforme figuras de 64 a 69, onde so fornecidas informaes referentes aos carregamentos das lajes e das linhas de cargas que funcionam como vigas para transferir os carregamentos na estrutura.

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Figura 64Cargas acumuladas de alvenaria Fonte: CAD TQS

Figura 65Carga de peso prprio da alvenaria Fonte: CAD TQS

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Figura 66Grfico de tenses Fonte: CAD TQS

Figura 67Envoltrias de carregamentos Fonte: CAD TQS

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Figura 68Geometria da subestrutura Fonte: CAD TQS

Figura 69Cargas de lajes em alvenaria Fonte: CAD TQS

84

7.

RESULTADOS

7.1 Quantitativo de Materiais

Aps dimensionar o Edifcio Amaznia, obtivemos a quantidade necessria de materiais para a execuo do edifcio, como podemos ver nas seguintes tabelas: Tabela 10 Quantitativo de BlocosBloco Trreo 1 Pav. 2 Pav. 3091 3087 3087 648 612 612 344 380 380 2375 2333 2333 713 712 712 747 746 746

Descrio Bloco Int. Meio Bloco Bloco T Bloco L canaleta CanaletaFonte: CAD TQS

Dimenses 39x14x19 19x14x19 54x14x19 34x14x19 19x14x19 39x14x19

3 Pav. 3.081 618 380 2339 714 745

Cob. 3.198 629 494 2036 696 772

Total 15.544 2490 1978 11416 3547 2984

Tabela 11 Quantitativo de Argamassa/GrauteArgamassa/Graute Trreo 1 Pav. 2 Pav. 3 Pav. Cob. Total 6.065 6.046 6.046 6.050 6.054 30.261 16.966 17.011 17.011 17.011 17.866 85.865

Descrio Argamassa GrauteFonte: CAD TQS

Unidade m m

Tabela 12 Quantitativo de EsquadriasEsquadrias 1 Pav. 2 Pav. 6 6 6 6 6 6 4 4 18 18 6 6

Descrio Porta Porta Porta Porta Porta Janela JanelaFonte: CAD TQS

Dimenses 140 x 200 60 x 210 80 x 210 100 x 220 200 x 220 120 x 120 60 x 40

Trreo 6 6 6 4 2 18 6

3 Pav. 6 6 6 4 18 6

Cob. 6 6 6 4 18 6

Total 30 30 30 20 2 90 30

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7.2 Elevaes A figura 70 mostra a elevao de uma parede, detalhando as cintas, as vergas e as contra-vergas e a modulao a ser seguida com as indicaes dos pontos de graute e ferros a serem utilizados.

Figura 70 Corte de parede Fonte: CAD TQS

7.3 Plantas Baixas A planta de alvenaria da primeira fiada de extrema importncia, pois atravs dela que feita a marcao da alvenaria do edifcio, na figura 71 mostra um exemplo de planta de 1 fiada.

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Figura 71Planta de 1 fiada das alvenaria do pavimento tipo Fonte: CAD TQS

7.4 Visualizao 3D

Na figura 72, podemos observar o edifcio todo modelado em 3D.

Figura 72Visualizao da planta em 3D Fonte: CAD TQS

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CONCLUSO Atravs desse trabalho foi possvel realizar o dimensionamento de um edifcio em alvenaria estrutural com o auxilio de um programa computacional, poupando tempo na hora na projeo e dinheiro na hora da execuo, com esse sistema de construo, a empresa responsvel pela execuo s tem a ganhar, gera uma economia relativamente boa em relao alvenaria convencional, evitando desperdcios, pois os blocos j tem tudo na medida certa de acordo com as plantas, evitando os cortes do mesmo. Foi possvel mostrar tambm alguns cuidados que se deve ter em apartamentos de alvenaria estrutural depois de concludos, mostrando o que se deve e o que no deve fazer. No final do projeto foi possvel saber a quantidade de materiais, como blocos, argamassa, graute, alm de fornecer o tamanho dos vos que ser importante para a compra das esquadrias.

88

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. (1994). NBR 6136 Bloco vazado de concreto simples para alvenaria estrutural. Rio de Janeiro. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. (1985). NBR 10837 Clculo de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. Rio de Janeiro. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. (2003). NBR 6118 Projeto de estruturas de concreto Procedimento. Rio de Janeiro. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. (1980). NBR 6120 Cargas para o clculo de estruturas de edificaes. Rio de Janeiro. ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. (1988). NBR 6123 Foras devidas ao vento em edificaes. Rio de Janeiro. DUARTE, Ronaldo D. Recomendaes para o projeto e execuo de edifcios de alvenaria estrutural.Porto Alegre: ANICER, 1999. HENDRY, A.W. Engineered design of masonry buildings: fifty years development in Europe. Prog. Struct. Eng. Mater. 2002; 4:291300. Universityof Edinburgh, Scotland. MAMEDE, F.C. (2001). Utilizao de pr-moldados em edifcios dealvenaria estrutural. Dissertao (Mestrado) Escola de Engenharia de SoCarlos, Universidade de So Paulo, So Carlos, 2001. RAMALHO, M.A.; CORRA, M.R.S.Projeto de edifcios de alvenariaestrutural. So Paulo: Pini,2003. PELETEIRO, Suzana Campana. Contribuies modelagem numrica de alvenaria estrutural. 2002. 159 p. Doutorado em Engenharia de Estruturas. Escola de Engenharia de So Carlos, USP, So Paulo. FILHO, Jos Amrico Alves Salvador. Blocos de concreto para alvenaria em construes industrializadas. 2007. 246 p. Doutorado em Engenharia de Estruturas. Escola de Engenharia de So Carlos, USP, So Paulo. Acesso em: 23/11/2011. Acesso em: 23/11/2011. Acesso em: 23/11/2011. Acesso em: 23/11/2011.

SUMRIO

11.11.21.31.42. 2.1.

INTRODUO...........................................................................................................13 HISTRICO DA ALVENARIA ESTRUTURAL.......................................................13 OBJETIVO....................................................................................................................15 JUSTIFICATIVA..........................................................................................................15 SITUAO ATUAL DO BRASIL..............................................................................15 CONSIDERAES INICIAIS..................................................................................16 COMPONENTES DA ALVENARIA..........................................................................16

2.1.1- Unidades.......................................................................................................................16 2.1.2- Argamassa....................................................................................................................17 2.1.3- Graute...........................................................................................................................17 2.1.4- Armaduras...................................................................................................................17 2.2. 2.3. 3. 3.13.23.33.43.53.63.7Aspectos Tcnicos E Econmicos.................................................................................17 Vantagens e Desvantagens............................................................................................18 PROJETO DE EDIFCIO..........................................................................................19 CONCEITOS BSICOS...............................................................................................19 IMPORTNCIA DA MODULAO.........................................................................19 BLOCOS USUALMENTE UTILIZADOS..................................................................20 MODULAO HORIZONTAL..................................................................................23 MODULAO VERTICAL........................................................................................23 SOLUES RECOMENDADAS PARA CANTOS...................................................24 INSTALAES............................................................................................................25

3.7.1 -Instalaes Hidro-Sanitrias........................................................................................25 3.7.2 -Instalaes Eltricas.....................................................................................................29 3.83.94. 4.1. 4.2. 4.3. 4.4. NOTAS E ESPECIFICAES EM PROJETOS DE ALVENARIA..........................33 LISTAS DE VERIFICAO.......................................................................................34 APRESENTAO DO PROGRAMA......................................................................36 CONSIDERAES INICIAIS.....................................................................................36 CARACTERSTICASTCNICAS ..............................................................................36 TELA INICIAL.............................................................................................................38 MENU EDITAR...........................................................................................................39

4.4.1- Fabricante de Blocos...................................................................................................39

4.4.2- Edio dos Critrios de Projeto.................................................................................40 4.4.3- Edio Grfica.............................................................................................................41 4.4.4- Equivalncia de Desenho............................................................................................42 4.4.5- Edio dos Casos de Carregamentos.........................................................................42 4.5. MENU PROCESSAR...................................................................................................42

4.5.1- Extrao Grfica.........................................................................................................42 4.5.2- Clculo..........................................................................................................................43 4.5.3- Gerao de Desenho....................................................................................................44 4.5.4- Processamento da Lista De Material.........................................................................44 4.5.5- Processamento dos Parmetros de Estabilidade Global..........................................44 4.5.6- Parmetro Global do Edifcio ...................................................................................45 4.6. MENU VISUALIZAR..................................................................................................45

4.6.1- Edio de Grfica........................................................................................................45 4.6.2- Listagem de Extrao de Dados de Lajes..................................................................46 4.6.3- Listagem de Calculo....................................................................................................46 4.6.4- Lista de Materiais........................................................................................................47 4.6.5- Estabilidade Global.....................................................................................................47 4.75. TABELAS DE COMANDOS.......................................................................................48 APLICAO DO PROGRAMA...............................................................................49

5.1 CRIAO DO EDIFCIO...............................................................................................50 5.1.1 Dados Gerais do Edifcio............................................................................................51 5.1.2 Definio dos Pavimentos...........................................................................................51 5.1.3 Definio de Cargas....................................................................................................52 5.1.3.1 Velocidade Bsica......................................................................................................53 5.1.3.2 Fator do Terreno.........................................................................................................54 5.1.3.3 Categoria de Rugosidade...........................................................................................55 5.1.3.4 Classe da Edificao..................................................................................................55 5.1.3.5 Fator Estatstico..........................................................................................................56 5.1.3.6 Clculo do Cas............................................................................................................56 5.1.4 Alvenaria......................................................................................................................57 5.1.4.1 Desenho......................................................................................................................58 5.1.4.1.1 Fabricante................................................................................................................58

5.1.4.1.2 Critrios Gerais.......................................................................................................59 5.1.4.1.3 Juntas.......................................................................................................................60 5.1.4.1.4 P-Direito................................................................................................................61 5.1.4.1.5 Armaduras / Graute.................................................................................................62 5.1.4.1.5.1 Graute...................................................................................................................63 5.1.4.1.5.2 Cintas...................................................................................................................64 5.1.4.1.5.3 Vergas e Contra-Vergas.......................................................................................65 5.1.4.1.6 Critrios de Projeto do Edifcio..............................................................................66 5.2 - DEFINIES DA MODULAO.................................................................................67 5.3 PROCESSAMENTO.......................................................................................................79 6. 7. ANLISE DOS RESULTADOS..............