Analise Das Demonstracoes Financeiras

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principais analises de demonstraes financeiras

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  • 1INTRODUO

    O processo ininterrupto e abrangente de qualquer atividade econmica provoca a todo

    instante mesmo que a organizao no esteja fisicamente funcionando (em recesso ou

    fechada), alteraes no seu patrimnio.

    H um paradigma at mesmo como conceito, que deve ser quebrado. A rigor, a idia

    de que somente os atos praticados pela administrao da empresa provocam uma operao e

    um registro contbil no procede. Conseqentemente, o patrimnio pode ser alterado por

    atos praticados por outras pessoas que nada tem a ver com a empresa. Parece paradoxal, mas

    verdade. Um banco pode, por estar autorizado pelo administrador da empresa, efetuar um

    dbito ou um crdito na conta da empresa no mesmo dia em que ela estiver, por exemplo,

    fechada para balano e que o seu administrador no tenha praticado nenhum ato naquele

    sentido. Nem l ele estava.

    Por questes conceituais deve ser dito que atos administrativos ou contbeis so

    aes praticadas pelo administrador ou por terceiros por ele autorizados, que provocam de

    alguma forma alteraes no patrimnio da empresa. Quanto aos fatos administrativos ou

    contbeis deve ser dito que so atitudes tomadas pelo administrador ou por terceiros por ele

    autorizados, que no provocam alteraes no patrimnio. Porm, uma importante ferramenta

    que a contabilidade dispe para a constatao sobre a sade econmica e financeira da

    empresa a Anlise das Demonstraes Financeiras.

    A anlise contbil e financeira de negcios se reveste na atualidade, da maior

    importncia para o entendimento das organizaes no que diz respeito abrangncia da

    responsabilidade civil de seus gestores quanto manuteno de suas continuidades em

    respeito a toda cadeia de valores na qual possam estar inseridas.

    Para uma boa gesto essencial que se conhea os fatos relevantes que ocorrem em

    uma empresa para se otimizar as tomadas de decises. Nesse contexto, a anlise de balanos

    avalia as mutaes patrimoniais como um todo verificando as suas causas e conseqncias.

  • 2A IMPORTNCIA DA GESTO CONTBIL

    A Contabilidade caracteriza-se como o meio mais eficiente de fornecer informaes

    aos gestores sobre a direo do empreendimento, a necessidade da implementao de novas

    tecnologias que auxiliem o processo produtivo no processo de gesto e na melhoria do

    controle interno.

    Para Silva (1995), Contabilidade uma cincia social, pelo fato de possuir um

    sistema prprio de princpios imutveis, normas que a regulamentam, constituindo assim, um

    complexo de conhecimentos especficos e sistematizados que viabilizam a consecuo de seu

    objetivo.

    Desse modo, a Cincia Contbil representa um complexo sistema de informaes,

    para as entidades comprometidas com a tica e com a transparncia, no se limitando, a

    informar aspectos econmicos e financeiros, mas tambm informaes de cunho social.

    O Sistema Contbil encontra-se diretamente vinculado ao modelo e ao processo de

    Gesto Organizacional, e estes decorrem de algumas diretrizes, tais como: existncia de

    planejamento estratgico e controle interno. Vale ressaltar, que o processo de gesto,

    configura-se com base nas definies do modelo de gesto da organizao, de acordo com a

    realidade da empresa, garantindo que as decises tomadas pelos administradores, alcancem a

    misso da entidade e assegure sua continuidade. Portanto:

    O processo de gesto deve ser estruturado com base na lgica do processo decisrio (identificao, avaliao e escolhas de alternativas), contemplando analiticamente as fases do planejamento, execuo e controle das atividades da empresa, ser suportado por sistemas de informaes que subsidiem as decises que ocorram em cada uma dessas fases. (CATELLI, 1999, p.58).

    As empresas, o mercado, o governo e a sociedade so agentes que definem a evoluo

    e o amadurecimento das demonstraes contbeis, no impondo parmetros e permitindo

    uma adaptao adequada necessidade especfica de cada um. Segundo Ribeiro (2006), as

  • 3demonstraes contbeis surgiram da necessidade de proprietrios e gestores controlar,

    avaliar e analisar a situao patrimonial e o desempenho de seu negcio.

    Nesse sentido, todas as organizaes empresariais devem manter sua escriturao

    contbil completa, para evitar subjetividades, e assim, possibilitar um controle eficiente,

    eficaz e efetivo do patrimnio, bem como o gerenciamento adequado do empreendimento.

    As tcnicas contbeis atendem obrigatoriamente toda doutrina contbil1, assim como

    os Princpios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade

    (NBC), diretrizes que orientam e normatizam as tcnicas contbeis em vigor, de modo a

    proporcionar atravs de anlises especficas, o auxlio necessrio, na caracterizao do

    patrimnio, bem como sua dinmica e objetivos sociais, por meio de avaliao esttica e

    dinmica, utilizando de comparao, interpretao, condensao e decomposio dos

    elementos compostos nas demonstraes contbeis ou financeiras.

    A Lei das Sociedades por Aes, Lei n 6.404, de 15 de dezembro de 1976, o

    atributo legal da Contabilidade no Brasil, pois, estabelece que ao final de todo exerccio

    financeiro (o que diverge de uma organizao outra), a diretoria elaborar e divulgar com

    base na escriturao mercantil da companhia, demonstrativos que descrevam sua atuao e

    desempenho no mercado, representados pelo: Balano Patrimonial (BP), Demonstrao do

    Resultado do Exerccio (DRE), Demonstrao do Lucro ou Prejuzo Acumulado (DLPA),

    Demonstrao de Origens e Aplicaes de Recursos (DOAR), Demonstrao das Mutaes

    do Patrimnio Lquido (DMPL), revisadas por auditores independentes e acompanhadas de

    notas explicativas, que se tornam relevantes quanto ao esclarecimento dos dados

    demonstrados.

    No entanto, a Lei 6.404/76 sofreu alteraes atravs da Lei n 11.638, sancionada em

    28 de dezembro de 2007, que entrou em vigor, em 01 de janeiro de 2008, e passou a

    introduzir padres internacionais na Contabilidade brasileira, viabilizando investimentos

    estrangeiros no mercado interno.

    A seguir, apresenta-se um quadro comparativo das leis acima citadas.

    Lei n 6.404/76 Lei n 11.638/07

    1 Esforo intelectual gradativo de pensadores e intelectuais da Contabilidade, que como todo trabalho cientfico-filosfico est em permanente pesquisa e progresso, absolutamente dentro do moderno conceito de cincia pautado na investigao responsvel.

  • 4Balano PatrimonialDemonstrao do Resultado do ExerccioDemonstrao de Lucros ou Prejuzos AcumuladosDemonstrao das Origens de Aplicaes de RecursosDemonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido

    Balano PatrimonialDemonstrao do Resultado do ExerccioDemonstrao de Lucros ou Prejuzos AcumuladosDemonstrao de Fluxo de CaixaDemonstrao do Valor Adicionado

    Nesse contexto, o conjunto de informaes a ser divulgada por uma organizao

    pertinente ao seu desempenho financeiro, engloba:

    Relatrio da Administrao;

    Demonstraes Financeiras;

    Parecer dos Auditores Independentes;

    Parecer do Conselho Fiscal.

    UM BREVE OLHAR SOBRE A ANLISE CONTBIL

    Todas as decises empresariais requerem a assistncia tcnica de um especialista.

    A orientao para investir, para que a prosperidade seja conseguida , sem dvida, a principal

    e mais significativa funo do Contador posto que este o cientista dos empreendimentos.

    Porm, este profissional no consegue emitir opinio vlida sem que a mesma deflua de um

    estudo das informaes contbeis.

    Uma anlise, seja de que fenmeno for, necessita de mtodo competente para que

    possa produzir concluses apoiadas na verdade. Existem situaes ideais a serem tomadas

    como parmetros, ou seja, um tipo de relao ideal competente para evidenciar se os

    procedimentos patrimoniais esto sendo corretamente seguidos em busca da eficcia.

    Essas se espelham em modelos ou construes que indicam o que deve ser perseguido como

    meta. Ao Contador cabe construir os modelos ditos quantitativos ou adaptveis a cada caso,

    partindo dos parmetros qualitativos que so ditados pela cincia. Ou ainda, a teoria mostra a

    realidade a ser atingida e a prtica deve preocupar-se em convert-la em algo factvel.

    Podem ser produzir modelos para corrigir falhas j conhecidas, encontrar alternativas

    de decises administrativas a serem tomadas, realizar investimentos, obter financiamentos,

  • 5realizar transformaes societrias, regular a produo, dilatar a empresa, em suma, para

    muitos propsitos. Contudo, nenhum modelo pode alcanar seu escopo sem que seja

    construdo atravs de uma anlise competente de relaes lgicas e sem que tenha como

    objetivo a tica da eficcia.

    Caso as razes que aliceram a existncia de um fato no so conhecidas no se

    podem construir modelos vlidos e nem analisar as razes referidas, pois no inicia-se de

    raciocnios lgicos fundamentais, especialmente os que possuem compromissos com a

    essncia. No se podem dissociar, para efeito analtico em Contabilidade, o que necessrio

    (como falta de riqueza para conseguir propsitos) daquilo que apto para suprir a

    necessidade (riqueza patrimonial apta a ensejar a consecuo do objetivo), sob pena de se

    perder a identidade do examinado. Ou seja, a identidade da essn